Assessor de Roberto Rocha usa Jornal Pequeno para atacar Aderson Lago e Aziz Santos
O petista Roberth Lobato, assessor do deputado federal Roberto Rocha (PSDB), usou seu blogue no Jornal Pequeno, no último dia 3 de janeiro, para atacar duramente o chefe da Casa Civil, Aderson Lago (PSDB), e o secretário de Planejamento, Abdelaziz Santos (PDT).
Para Lobato, espécie de porta-voz do pensamento rochiano, Lago e Aziz, “ao invés de contribuir para que o doutor Jackson fizesse um bom governo, acabaram seduzidos pela lógica perversa de disputa de hegemonia dentro do governo”.
- A dupla de secretários maranhenses busca a todo tempo ocupar mais poder no governo. Aderson Lago tenta a sua hegemonia operando na política e Aziz na economia, nas finanças. Aderson tem um projeto que o move vinte quatro horas por dia e tem aparelhado a Casa Civil em termos desse projeto, qual seja: voltar a ser deputado estadual - diz o assessor de Roberto, forçando a carga mais em Aderson Lago, correligionário do patrão.
O “desabafo” de Roberth Lobato chama atenção porque parte de alguém que acompanha 24 horas as entranhas deste governo. Ou pelo menos ouve do chefe - como todo bom assessor deve ouvir - os desabafos e angústias do poder.
Outro detalhe: não é segredo que Roberto Rocha sonha ser o sucessor político e administrativo de Jackson Lago. Obviamente que Aderson Lago e Aziz Santos, com a máquina governamental em mãos, têm poder para suplantá-lo.
Em seu artigo, o assessor de Roberto Rocha insinua claramente que o chefe da Casa Civil usa o governo Jackson para benefícios próprios - políticos e financeiros. “ Não é por acaso que Aderson prefere atuar na área da articulação política [da sua política], procurando obter espaço no governo através de nomeações de aliados, direcionando verbas para os muncipios do seu interesse, entre outras questões menores”, afirma Lobato, deixando no ar o que seriam estas “questões menores”.
Em seguida, Lobato desdenha da proximidade de Aderson com o primo Jackson, ridiculariza sua atuação como coordenador político do governo e faz questão de lembrar que, até pouco tempo, os primos nem se falavam, “eram de uma hostilidade política de conhecimento público”.
Obviamente, pensamentos vivos do próprio Roberto Rocha, expressados diversas vezes em tempos idos.
Ao final do artigo, Lobato fala de uma possível reforma administrativa no governo Jackson, e prega que ela venha, pelo menos, “equilibrar as forças de Aziz e Aderson”. E faz um alerta para os dois homens-fortes do governo:
- É deixar 2010 para o momento certo, afinal, se o governador não obter êxito no TSE não tem projeto algum e de ninguém para 2010. Está todo mundo lascado, como se diz popularmente - ressalta o assessor de Roberto Rocha.
Como se vê, no jogo de interesses pessoais que forma a “frente de libertação do Maranhão”, as juras de ódio eterno entre os membros é a marca registrada…
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A secretária de Saúde e vice-porefeita de São Luís, Helena Duailibe, já recebeu a primeira reivindicação no posto. Seus colegas do Sindicato dos Médicos e do Conselho Regional de Medicina (CRM) reivindicam “melhorias emergenciais nos Socorrões I e II”. Para a classe médica, os dois hospitais estão sem a mínima condição de funcionamento “e põem em risco a vida dos pacientes e dos profissionais de saúde”.
Um levantamento histórico aclara mais a questão: já ao final do segundo turno, em 29/10/2006, vândalos ligados ao PDT atacaram o prédio do Sistema Mirante e a casa da senadora Roseana Sarney (PMDB). A Polícia Militar não reprimiu a turba, a Polícia Civil nunca abriu inquérito para investigar e os vândalos continuaram a agir no seio do governo.
Já em março de 2007, o prefeito de Presidente Vargas, Antonio Bertin, foi brutalmente assassinado em uma estrada de Itapecuru. Acusados: quatro policiais, inclusive um coronel. Na época, este blogue denunciou que setores do governo Jackson - afora sub judice trabalhavam para evitar envolvimento da classe política no episódio. Dois anos depois ninguém sabe quem mandou matar Bertin, mas sabe que ninguém da classe política fora envolvido.
Dias depois, a polícia matou brutalmente o musico Jeremias de Sousa, o Gerô, ligado ao próprio PDT e militante apaixonado por Jackson Lago. No inquérito se pode ler a preocupação de um certo Capitão Lenine, alertando aos policiais assassinos de que “vai dá merda, pois o neguim era amigo do governador”. Então, se não fosse não fosse amigo de Jackson, poderia bater, espancar, matar?
Vieram o caso do prefeito Ita Alves, os assassinatos de comerciantes e empresários, a perseguição e prisão violenta do ex-senador Chiquinho Escórcio (PMDB), até chegar-se ao período eleitoral, que coincidiu com o início do julgamento do processo de cassação de Jackson Lago. Nesta época, a PM já estava sob comando do coronel Francisco Melo, único oficial superior filiado a partido político e coreligionário leal do próprio Jackson Lago.
Nos municípios onde aliados de Jackson Lago ganharam a eleição, houve quebra-quebra na casa de adversários. Onde eles perderam, o quebra-quebra ocorreu nas sedes de prefeituras ou fóruns eleitorias. E a polícia nada, mesmo diante dos apelos da Justiça Eleitoral e do Ministério Público. foi assim em São Mateus, Bom Lugar, Benedito Leite, Penalva, Zé Doca entre outras cidades.
Jackson Lago esteve ele próprio em Barreirinhas insuflando o povo a quebrar a cidade para impedir a posse determinada pela Justiça. Com a proteção da PM.
Nem o mais calhorda dos aliados do governador sub judice Jackson Lago (PDT) corroborou suas declarações em defesa dos atos de vandalismo praticados por gente recrutada pelos seus aliados no interior.