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Rita Ribeiro em show Meninas do Brasil

Seg, 17/11/08
por pedro sobrinho |
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Rita Ribeiro participa nesta quinta-feira, 20, da programação musical eclética que vai celebraro Dia da Consciência Negra em São Paulo.

A cantora maranhense sobe ao palco ao meio-dia, juntamente com Jussara Silveira e Teresa Cristina, formando o projeto Meninas do Brasil. O público acompanhará ainda os shows de Virginia Rodrigues, Fabiana Cozza, Banda Black Rio , fazendo um tributo a TIM Maia, a dupla Seu Jorge & Paula Lima e DJs nacionais e internacionais, entre eles, Mzuri Sapa e Rah Diga.

Versatilidade na música maranhense

Qui, 13/11/08
por pedro sobrinho |
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A II Semana de Música do Maranh]ao acontece entre os dias 21 e 23 deste mês, em diversos pontos de São Luís. O evento abordará a diversidade musical existente no Maranhão.  

Durante os três dias serão oferecidos oficinas, workshops, exposições e shows com artistas locais, entre os quais, Cecília Leite, Grupo Lamparina, Quinteto Marabrass, Orquestra de Berimbaus, entre outros. 

 

Será uma celebração de ritmos e sons aliados à preservação e valorização da cultura musical maranhense.

Pela democratização da informação

Qua, 12/11/08
por pedro sobrinho |
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São Luís vai sediar entre os dias 22 e 24 de janeiro de 2009, o I Laboratório Internacional de Mídias Livres, uma experiência pioneira no mundo. A data antecede ao Fórum Social Mundial, que acontecerá em Belém (PA), também em janeiro.

 

 

O objetivo é reunir midialivristas, midiaativistas, comunicólogos, artistas, produtores culturais, enfim, pessoas que acreditam na comunicação livre, no fim dos monopólios, na democratização ou socialização dos meios de comunicação, para discutir o tema de mídias livres e produzir novos formatos, por meio da experimentação e troca de idéias. O laboratório será também um espaço para formação de midiativistas que contribuam para a democratização dos meios de comunicação e a inclusão de novos difusores.

 

 

A programa já está sendo montada e incluirá Conferências com grandes nomes ‘brazucas’ e ‘gringos’, debates em mesas redondas, oficinas, shows, intervenções urbanas e principalmente a experimentação de diferentes linguagens culturais e comunicativas. As atividades acontecerão em teatros,

auditórios, ruas e praças do Centro Histórico de São Luís.

 

 

Informações envie e-mail para laboratoriomidiaslivres@gmail.com ou ligue para (98) 8112-5366 (Celso Serrão), (98) 8875-2196 (Luana Camargo) e (98) 8867-1528 (Danielle Moreira).

João do Vale: música essencial para os ouvidos

Qua, 12/11/08
por pedro sobrinho |
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O cantor e compositor João do Vale aparece na lista dos 15 discos essenciais para entender a música brasileira. A lista foi elaborada pelo baterista dos Titãs, Charles Gavin, autor do livro “300 discos importantes da música brasileira”. Já os textos que descrevem os álbuns são de autoria dos jornalistas Tárik de Souza, Carlos Calado e Artur Dapieve, que colaboraram com o músico na elaboração do projeto. Do samba ao “caos” de Chico Science & Nação Zumbi, passando pelo rock dos Mutantes ao Ultraje a Rigor, lá está a marca da autêntica musicalidade maranhense na poesia e na voz da figura maranhense, natural de Pedreiras.

João do Vale - “O poeta do povo” - 1965

Foi de tanto viajar como ajudante de caminhão na adolescência que João do Vale (1933 – 1996) foi conhecendo os diversos estilos musicais. Quando ofereceu um baião a Luiz Gonzaga ganhou fama no circuito nordestino e, na seqüência, nos anos 60, caiu nas graças dos intelectuais cariocas. Acolhido nas rodas que originaram a bossa nova, retribuiu a ajuda do pianista Bené Nunes com a célebre “Coroné Antonio Bento”, imortalizada na voz de Tim Maia.   Jorge Ben - “Samba esquema novo” - 1963  “Samba esquema novo” instala para a música afro-brasileira uma epifania digna de “Chega de saudade”, de João Gilberto, por sinal, um ídolo de Jorge. Sua influência irrestrita (com a projeção mundial de “Mas, que nada” a partir da gravação de Sérgio Mendes) seria replicada de forma direta no “Samba esquema noise”, de 1994, pelo grupo pernambucano Mundo Livre s/a, do movimento “mangue bit”.  

Maysa – “Barquinho” - 1961

Encarapitados num pequeno barco na Baía de Guanabara, Bebeto, Luiz Carlos Vinhas, Hélcio Milito, Roberto Menescal e Luiz Eça escoltam a cantora Maysa. No disco “Barquinho”, a tripulação é maior. Além das seis faixas com o conjunto, embrião do Tamba Trio (de Eça, Helcio e Bebeto), outras seis vinham pinceladas por orquestras de cordas. Nelas, incluída a primeira cena de sexo explícito da MPB, em “Depois do amor” (Normando Santos/ Ronaldo Bôscoli). Não por acaso. A intensa paulista Maysa Figueira Monjardim (1936-1977) vinha de abalar as estruturas da indústria musical.  Milton Nascimento e Lô Borges - “Clube da esquina” - 1972

Artista de pequenas vendagens e enorme prestígio, Milton Nascimento teve bancado seu projeto de álbum duplo em 1972, quando muitos de seus colegas da era dos festivais estavam exilados. O disco alavancou seu desempenho no mercado e consolidou, sob o nome de “Clube da Esquina”, o coletivo que reformularia um borbulhante caldeirão de influências. Do cantochão de igreja ao baladismo beatle, a bossa (a partir do conjunto Sambacana, fundado por Pacífico Mascarenhas, no começo dos 1960) e pitacos de jazz. Poção mágica que colocaria em definitivo o sotaque mineiro na MPB moderna.  Elis Regina e Tom Jobim - “Elis & Tom” - 1974  Em várias faixas Elis canta só. Do suingue de “Só tinha de ser com você”, “Brigas nunca mais”, às dramatizações de “Modinha”, “Pois é”, “Retrato em branco e preto” e ”Por toda a minha vida”. Em “Soneto da separação”, na voz e piano de “Inútil paisagem” e, principalmente, em “Corcovado”, as duas vozes voltam a convergir, num contraponto de sumidades. Tom, o maestro, e Elis, a voz-orquestra.      

Novos Baianos - “Acabou chorare” - 1972  Este álbum marcou um notável avanço em relação ao primeiro disco do grupo, “É ferro na boneca!” (1970). No LP, influenciados sobretudo pelos palpites de João Gilberto, os novos baianos Baby Consuelo, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Galvão, Pepeu Gomes e o pessoal do grupo-dentro-do-grupo A Cor do Som enfatizaram os instrumentos comuns no samba e no choro – violões, cavaquinhos, bandolins, pandeiros – em faixas ainda hoje frescas, como “Preta pretinha” e “Acabou chorare”, o sucesso de mesa de bar “Besta é tu” e a programática abertura, com “Brasil pandeiro”, de Assis Valente. 

Moacir Santos – “Coisas” - 1965

Além de fornecer um raro deleite sonoro em suas sucintas dez faixas, “Coisas” quebra importantes paradigmas a partir de seu lançamento, em 1965. Um deles, o suposto primitivismo atribuído à música nativa de raízes afro. O que se ouve nestas “Coisas”, articuladas como os “opus” da música erudita, alia audácia melódica, densidade harmônica, variedade timbrística e inventividade rítmica.Os Mutantes – “Os Mutantes” - 1968

Lançado quase simultaneamente ao disco-manifesto “Tropicália ou Panis et circencis”, o primeiro LP dos Mutantes avançou nas brincadeiras do coletivo. Na faixa “Le premier bonheur du jour” (Jean Gaston Renard/ Frank Gerald), por exemplo, uma bomba de inseticida foi usada como contratempo, empesteando o estúdio. De seus “padrinhos” baianos, eles gravaram “Baby” (de Caetano Veloso) e “Batmacumba” (dele e de Gilberto Gil). Os Mutantes amoleceram a linha-dura e cavaram seu lugar no imaginário sonoro do Brasil. Como trio, isto é, antes das defecções de Rita e de Arnaldo, eles gravaram cinco LPs transcendentais, estabelecendo um patamar ainda insuperado de inventividade roqueira no Brasil e ainda influente em todo o planeta. Vários - “Tropicália ou Panis et Circensis” - 1968

Não poderia haver mês e ano mais adequados à gravação de “Tropicália ou Panis et circensis”: maio de 1968. Enquanto os estudantes saíam às ruas de Paris para decretar que a imaginação estava no poder, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão, Tom Zé, Capinan, Torquato Neto, Os Mutantes e o maestro Rogério Duprat enchiam o estúdio da RGE em São Paulo para instaurar um novo tempo na música brasileira. E não só nela: o movimento da trupe teve influência nas artes plásticas, no cinema, na moda. Avesso da bossa nova, radicalização da Jovem Guarda, retorno antropofágico à Semana de Arte Moderna de 22, gozação generalizada, anarquia… O Tropicalismo foi tudo isso e algo mais.Moreira da Silva - “O último malandro” - 1958

Moreira “descobriu petróleo”, em 1936, ao discursar no meio de Jogo proibido (Tancredo Silva), que entregava o ouro do jogo de chapinhas (“Essa ganha, essa perde/ Na voltinha que eu dou”). Nascia um novo estilo, que ficaria costurado indelevelmente ao protótipo do malandro de terno de linho S-120, chapéu panamá e sapatos brancos encarnado por MDS. A arte sagaz deste motorista de ambulância seria reconhecida pela ala intelectualizada da MPB. Ele gravaria com Chico Buarque e seria parceiro de Jards Macalé, com quem fez diversos shows. Seus breques caudalosos e narrativos imprimiram clássicos do ramo, como “Na subida do morro”, com Ribeiro Cunha.Elza Soares - “Baterista Wilson das Neves” - 1968

A bateria melódica de Wilson das Neves dueta de igual para igual com a garganta rítmica da cantora em “Deixa isso pra lá” (Edson Menezes/ Alberto Paz). Descobre-se logo por que a composição é apontada entre os primeiros exemplos de rap (ritmo & poesia) do país. O samba-canção modernista “Copacabana” (João de Barro/ Alberto Ribeiro) tem uma solista lânguida, de derreter catedrais, entre os glissandos do piano. Convocado obrigatório da era das big bands, “In the mood” (Joe Garland/ Andy Razaf), em versão gaiata de Aloysio de Oliveira, é definitivamente nacionalizado pela intérprete criada na favela de Padre Miguel, carregando latas d’água na cabeça. Paralamas do Sucesso - “Selvagem?” - 1986

Os cariocas Paralamas do Sucesso já tinham cinco anos de estrada, dois LPs, uma participação no Rock in Rio e um punhado de sucessos – “Vital e sua moto”, “Patrulha noturna”, “Química”, “Óculos”, “Meu erro” – quando engrossaram a voz e passaram a ser vistos como algo mais do que meninos engraçadinhos. Se os primeiros trabalhos recendiam às influências estrangeiras, no caso Police e UB40, o terceiro álbum de Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria), “Selvagem?”, rugia a presença de um novo animal na floresta do BRock. Ultraje a Rigor - “Nós vamos invadir sua praia” - 1985

Roger Moreira é um dos compositores mais geniais da geração dos anos 80. O primeiro LP do quarteto paulistano “tipo exportação” de rock Ultraje a Rigor demorou mais de um ano para sair. Quando chegou às lojas, com “Rebelde sem causa”, “Mim quer tocar”, “Ciúme”, “Eu me amo”, foi um verdadeiro antídoto contra a seriedade.Zé Ramalho - “A peleja do diabo com o dono do céu” - 1979

Na leva nordestina dos anos 1970, ao paraibano de Brejo da Cruz José Ramalho Neto, o Zé Ramalho, nascido em 1949, coube rebobinar para a sintaxe de guitarras pós-tropicalistas a literatura de cordel e a cantoria versificada dos bardos do sertão. O impacto de A peleja do diabo com o dono do céu já começa nas imagens de capa e encarte, concebidos pelo solista do disco e dirigidas pelo cineasta alternativo Ivan Cardoso, criador do gênero do “terrir”. Reúnem-se ZR com sua cabeleira, bigode e cavanhaque místicos, a atriz Xuxa Lopes, o cineasta José Mojica Marins, criador do personagem Zé do Caixão, revivido nas fotos, e o artista plástico Helio Oiticica, o pai do conceito “tropicália”, envolto numa de suas capas-parangolés. Chico Science & Nação Zumbi - “Da lama ao caos” - 1994

O impacto da figura de Chico Science, de chapéu de palha e óculos escuros, cantando forró e maracatu como se estivesse se giletando ao som de uma Anarchy in the PE, ainda não foi devidamente aquilatado, embora seu prestígio tenha ido bater no exterior e na geração do Mombojó. A proposta de Chico à frente do grupo Nação Zumbi – e de outros próceres do movimento Mangue Bit, depois Mangue Beat, como Fred 04, do Mundo Livre S/A – era subversiva: pegar formas de música folclóricas e lhes dar um banho de butique de Chelsea. Os conservadores de Pernambuco ficaram tiriricas com as liberdades tomadas por Chico, Fred & Cia, mas a rapaziada de todo o Nordeste enxergou uma maneira de enfim sair do século 19. O disco tem forró, maracatu, frevo, samba, soul, heavy metal, punk rock, música eletrônica, tudo sacudido na mesma tigela, salgado por uma poesia praiana Deu no G1

Hip Hop em debate na ilha

Ter, 11/11/08
por pedro sobrinho |
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O Encontro Maranhense de Hip Hop é a pedida na ilha Patrimônio da Humanidade. Acontece entre os dias 20 e 23 deste mês, na Casa do Maranhão, Praia Grande. O evento é uma realização do Movimento Hip Hop, em parcerias com o Ministério da Cultura e Secretarias Estaduais, além de organizações, como a Cufa – MA, Favelafro, SACMA e GDAM. Também faz parte da comemoração da Semana da Consciência Negra.   Serão feitas trocas experiências culturais com a sociedade por meio de palestras, shows de grupos de rap, workshops, performances de ‘deejays’, exposição e intervenções de graffiti, batalhas de dançarinos de rua e rodas livres de dança, além de feira de escambo e vivências pedagógicas. Um dos destaques do Encontro Maranhense de Hip Hop é o “Festival Preto Ghoez de Hip Hop”, que acontecerá no sábado (22) a partir das 19:30, no Ceprama. Durante do festival serão realizadas apresentações e Batalhas de Dança de Rua e show com grupos de Rap..

A abertura vai contar com a presença de representantes do Ministério da Cultura e das secretarias envolvidas no encontro. Além da realização da solenidade de posse do Comitê Gestor do Programa Mais Cultura.  

Para os interessados em participar do Encontro Maranhense de Hip Hop, as inscrições serão gratuitas até o próximo dia 18, na sede da Secretaria de Estado da Cultura – Setor Atendimento, das 9 ao meio-dia e das 13 às 18 horas. Os ’manos’ e as ‘minas’ do interior do estado solicitarão as inscrições pelo e-mail: movimentohiphopdomaranhao@gmail.com. Mais informações pelos telefones: (98) 3266-1320/ (98) 91213788/ (98) 8853-4939.

Música em defesa da vida

Ter, 11/11/08
por pedro sobrinho |
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Um dos maiores projetos sociais de alerta e prevenção da AIDS, que tem como embaixador o DJ holandês Tiesto, chega ao Brasil. A turnê Support Dance 4 Life, que envolve, mobiliza e une jovens de maneira ativa para diminuir o avanço do HIV e da AIDS – passou por diversos lugares do mundo - vai acontecer no paraíso do Vale do Som, no Itacimirim Eco Resort (Bahia), dia 7 de dezembro, às 23h, numa realização da Palhares Entretenimento – empresa do ramo, que vem organizando os maiores eventos de música eletrônica do nordeste. 

 

A balada ficará por conta dos setlists dos’ deejays’ paulistano Klauss Goulart - colaborador da Dance4Life no Brasil e responsável por organizar as festas do projeto no País e a Paula Pedroza (residente do Club Pacha de São Paulo), os grandes destaque da noite. A festa  também contará com os artistas locais, os deejays Chico e João Loop. Os jovens que dançarão juntos em defesa da vida.  

 O projeto Dance 4 Life foi criado em resposta ao fato de os jovens serem os mais atingidos pelo HIV e pela AIDS em todo o mundo. Diariamente cerca de 12 mil pessoas são contaminadas pelo vírus, sendo que mais da metade delas tem menos de 25 anos de idade. Além do DJ Tiesto, a instituição conta com o apoio outros de grandes nomes da música eletrônica, como o DJ Paul Van Dyk, e de personalidades políticas importantes, como o ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan.     

 “Dança é uma linguagem universal. Dança é liberdade, alegria e entusiasmo, dança é vida. Os jovens merecem atenção, proteção, preservativos. Por favor, não os deixem dançando sozinhos.” Desmond Tutu, Arcebispo Emérito da Cidade do Cabo, África do Sul.

Encontro entre Lula e Madonna

Ter, 11/11/08
por pedro sobrinho |
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Interlocutores estão negociando uma visita de Madonna a Brasília assim que ela desembarcar no País em dezembro deste ano. Segundo informações, ela vai se encontrar com o presidente Lula, já que vive engajada em causas sociais e políticas.

Em sua turnê, Sticky & Sweet, Madonna não hesitava em manifestar seu ódio por Sarah Palin e fazer propaganda política de graça para Barack Obama. Ela chegou a vender camisetas da campanha do democrata nas suas lojas oficiais.

Natiruts: reggae 100% brazuca

Seg, 10/11/08
por pedro sobrinho |
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A banda Natiruts está de volta, e desta vez manda seu recado consciente de sempre com uma roupagem ainda mais moderna. Quem se surpreendeu com a pegada “Reggae Power”, trabalho anterior da banda, com certeza irá aprovar mais essa evolução. A mixagem ficou nas mãos nada mais nada menos que do grande Mad Professor, que dispensa qualquer tipo de apresentação. Confira a entrevista feita com Alexandre, vocalista do Natiruts, e saiba mais sobre o novo trabalho, ideologia e muito mais.

Porquê Raçaman?

É um nome que tem a ver com a nossa história recente. A banda passou por várias transformações, tanto nos integrantes como na maneira de conduzir a carreira, que passou a ser independente em 2002. Hoje ninguém duvida de onde sempre saiu as bases, os hits, o conceito da banda.

O disco Raçaman seguirá a mesma tendência da música que dá nome ao disco?
Na realidade essa música nasceu no estúdio durante a gravação. Ela marca uma nova era na sonoridade da banda assim como aconteceu com “Reggae Power”, mas no disco teremos um apanhado de todos os caminhos já explorados, como o roots reggae, o reggae com harmonias mais brasileiras, ska, outras com sonoridades mais modernas, uma misturando batidas de dancehall com batidas brasileiras, e a Raçaman que tem uma sonoridade mais moderna e letra um pouco mais direta. Gostamos de explorar essa característica em poder fazer tanto músicas ácidas, como músicas românticas com naturalidade.

Fale um pouco sobre a iniciativa de disponibilizar de forma gratuita o primeiro single do Natiruts?

Para nós, o conceito de atitude sempre foi muito mais ligado à ação, do que propriamente se vestir, cantar, se comportar ou rezar da forma que foi pré-definida como certa. Seguindo esse pensamento, tivemos a atitude de seguir independente e hoje temos a possibilidade de colocar nossas idéias com total liberdade e divulgar nossas canções da maneira que julgarmos melhor, e o melhor para nós hoje é disponibilizar o primeiro single gratuitamente, como forma de gratidão aos fãs.

Fale sobre o processo de produção deste disco?
Os últimos três trabalhos eu participei ativamente na produção musical junto com o Daniel Felix. Temos uma ótima sintonia de trabalho e a cada oportunidade estamos chegando mais fielmente no som que a banda idealiza.

Como foi o encontro com o Mad Professor?
A primeira coisa que tenho a dizer não é sobre som, é sobre a vida. Tem gente por aí que se acha o Papa do roots, o Papa do dub… que julga o som de todo mundo, dizendo quem é pop, quem é reggae, quem representa, quem não, como se fosse o dono do mundo. Aí você chega lá e da de cara com uma verdadeira lenda do reggae, e o cara é um poço de humildade e de cabeça livre também. Lição de vida para mim. Agora falando de som ele mixou todas as faixas que são mais para o roots, new roots e lovers rock, como eles chamam as mais românticas.

Primeiro ele levantava o som das coisas, tirava os timbres do fundo das cavernas, claro que isso só foi possível por que a captação que fizemos aqui em São Paulo foi muito boa, e depois ele fazia uma versão para o disco e outras mais de dubs tudo na hora, ao vivo. E nós ficávamos ali quietos, aprendendo. No final de cada música ele perguntava se estava ok. Poucas vezes pedimos que mudasse algo.

As tours do Natiruts pelo mundo à fora influenciam as novas composições?
Sem dúvida. Nossas músicas são o reflexo do que vivemos recentemente. Por esse motivo que demoramos geralmente dois anos para lançar algo novo.

De que forma você enxerga a relação do Natiruts com o estrelato?
Discreta. Apesar de hoje dividirmos as paradas de sucesso com as maiores bandas nacionais e gringas de outros estilos como rock e hip hop, e termos uma das maiores médias de público em shows do país, não temos preocupação com o lado do estrelato da coisa. Somos uma banda que gosta de aparecer nos shows. Não existe uma preocupação em construir uma imagem para se criar um mito. Nosso público sempre cresceu de forma natural, através das canções. Melhor assim.

Como voce classifica o estilo de música que o Natiruts toca?
Reggae Brasileiro.

Morre um dos maiores gênios do Ska

Sáb, 08/11/08
por pedro sobrinho |
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O Ska está órfão. Morreu Byron Lee, fundador de uma das primeiras e mais importantes bandas do gênero jamaicano, a Dragonaires. A figura morreu na última terça-feira (4), aos 73 anos, vítima de câncer, em um hospital na Jamaica.

 

O músico fundou em 1956 o grupo Byron Lee & The Dragonaires, tendo emplacado uma série de hits de ska e calypso, e até famosos riddims tocados até hoje por bandas como The Gladiators e Roots Radics. Em 1964, Byron Lee comprou o selo “West Indies Recording Limited”, onde conseguiu atrair a atenção de nomes como The Rolling Stones e Eric Clapton. Sem dúvida mais uma grande perda para o mundo da música.

Soy Loco Por Ti America

Qua, 05/11/08
por pedro sobrinho |
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Não pretendo entrar no mérito ideológico, político-partidário ou de como será conduzido os Estados Unidos daqui pra frente, ou na vida privada do novo presidente dos EUA, a minha alegria é saudar o continente americano, a democracia, em sua essência, que nos presenteou com a vitória nas urnas de Barack Hussein Obama, 47 anos, o primeiro negro a chefiar a nação mais rica do planeta.  O momento traduz a capacidade do povo Americano de auto-crítica e portanto, de avanço e mudança. Pensar que, há apenas 40 anos, os negros não podiam usar os mesmos espaços frequentados pelos brancos! Hoje, depois de reconhecer a existência e o absurdo desta discriminação, este povo elegeu um negro para ser o Presidente do país.

A vitória de Obama é motivo de reflexão para nós e que ele saiba governar dialogando com o planeta, sem ranço, vaidade, ou espírito ‘segregacionista’. Comparo a eleição de Obama com a do metalúrgico, Luís Inácio Lula da Silva, no Brasil, em 2003. Um País marcado pelo pré-julgamento (ou melhor pelo preconceito) se curvou diante daquilo, que se conceituava como impossível, em troca de uma alternância de Poder, e que ecoasse como um diferencial na História Política Nacional. A fórmula está dando certo e o termômetro é a aprovação popular.   Agora, desculpem os belos ou as belas, mas a beleza externa, aquela esteticamente valorizada no mundo ocidental, não parece ser tão fundamental nos dias de hoje. A teoria já é uma realidade no esporte, nas artes, e se estende ao mundo dos negócios e da política. Incomodada, a beleza externa vem secando a pimenteira da beleza interna, aquela que se refere, a beleza da alma, do respeito, da sabedoria e de outros valores contrários a ditadura da violência simbólica instituída nas cabeças de alguns mortais.   No meio da transição de idéias, quebra de paradigmas e conceitos que o mundo vivencia no exato momento, me veio a cabeça as sábias e atemporais profecias de Martin Luther King. A página da história mundial é virada com a vitória de um afrodescendente, cujo passado tem as marcas do sofrimento, mas o presente está atrelado pela auto-estima, determinação, a vontade de chegar ao topo, sem o excesso da ambição e da vaidade, mas com a vontade de mostrar ao mundo que é possível revolucionar armado com a bandeira da paz e legitimando que a alma não tem cor. 

Enfim, um jamaicano negro como o homem mais rápido do mundo, não é tão incomum. Um inglês negro como campeão da Formula 1, isso é incomum. ou bronzeado, de acordo com o estilo preconceituoso de Berlusconi, o presidente dos Estados Unidos não era esperado, porém não deixa de ser fantástico. Talvez para algumas pessoas não seja tão relevante, mas para o cenário internacional essa feliz coincidência de 2008, já podemos defini-lo com um ano memorável. Parabéns ao mundo, a historia, e a eles, os negros, brancos, amarelos, pardos e a todos os ativistas e revolucionários inesquecíveis. Salve, Salve, o povo americano !!!


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