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Deep Web: Onde o indizível é feito

qua, 14/09/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

E em um reino muito, muito distante, existia um povoado onde todo o tipo de maldade não era condenada. Os habitantes deste vilarejo uniram-se através do desejo que tinham em comum: o de explorar o pior de todas as maneiras possíveis, imagináveis e também, inimagináveis.

A população do resto do reino mal fazia ideia do que acontecia e os que tinham tal conhecimento, quando não optavam pelo lado da escuridão, eram taxados de loucos conspiratórios por aqueles com quem compartilharam a ultrajante informação. E o reino continuava dessa forma, sem saber de nada, ou assim fingia ser enquanto o povoado mantinha-se expandindo as suas desgraças de forma assustadoramente veloz.

Isso não é uma fábula de final feliz. Na verdade, nem fantasia é, trata-se da mais pura realidade. O reino cego é formado por nós, na Internet que navegamos todos os dias. E o vilarejo do mal é chamado de Deep Web.

Para ser mais verídico este post, digo que a denominada Deep Web ou Deepnet e outros nomes a mais, está sendo subjugada ao receber o título de vilarejo. Ela é de fato o reino, o país, a nação, o mundo, a galáxia da Internet.

Explicando de maneira mais visual, falo que enquanto a Internet é tudo que acessamos diariamente (portais, navegadores de busca, sites de downloads, blogs, pornografia…) no formato de pico do iceberg, a Deep Web está relacionada a tudo aquilo que está abaixo do mar e que uma maioria esmagadora não pode ver.

E claro que como em todo local em que a supervisão é negligenciada, posso dizer sem maiores rodeios que o indizível por lá é feito. Pedofilia, canibalismo, grupos terroristas, apologia ao nazismo, as drogas, tortura de inocentes, satanismo, incesto, estupro, tráfico humano, racismo e todos os outros mais crimes contra a humanidade se unem neste espaço. E quando uso o termo ‘unir’ quero dizer no sentido literal da palavra mesmo, como atos de nazismo e canibalismo juntos, por exemplo.

Não acreditam? Pois saibam que além de sites sobre o tema que vou disponibilizar ao final da postagem, existem diversos casos famosos abrangendo o assunto. Em 2003 um caso chocou a Alemanha e foi noticia no mundo todo. Um canibal confessou em um tribunal ter matado e comido uma pessoa a pedido da própria vítima. O “Canibal de Rotenburg”, como ficou conhecido, diz ter conhecido a vítima e combinado como tudo seria feito através da Internet. Uma investigação da policia levou a uma rede de fóruns de canibalismo escondidos na Deep Net. “Cannibal Cafe”, “Guy Cannibals” e “Torturenet” eram páginas usadas pelos canibais para marcar encontros e selecionar vitimas para a prática de canibalismo.

Sim, assustador não é mesmo? Quem diria que tinha gente que ia além dos meros sites de relacionamento onde garota encontra rapaz? De qualquer forma, agora vocês devem estar se perguntando por quais motivos tais páginas não são fechadas e seus usuários condenados? Bem, a verdade é que para navegar nessas águas escuras da Deep Web, você precisa ser realmente um excelente pirata.

Somente horas e mais horas de conhecimento sobre encripitação, uso de metatags especificas, programas e navegadores exclusivos abrem as portas para o lado negro da força. E todos nós sabemos que nem a polícia mais inteligente do mundo é realmente tão inteligente assim.

Se para acharem um barbudo, de chinelo e terrorista demorou anos, imagine um carinha pervetido que nasceu praticamente dentro do mundo da Internet? Você pode até tentar buscar mais informações, adentrar em sites que nunca visitou e se chocar com duas ou três fotos de pessoas mutiladas em guerras, mas acredite, os próprios caras que criaram a Deep Web sabem que você está lá e controlam até onde você pode ver.

Não se deixem enganar. Eles podem ser monstros, mas não deixam de ser espertos. E aí, o que resta fazer? Sinceramente, creio que repassar a informação adiante. Conversar sobre isso, sobre esse absurdo que acontece na ponta do nariz das nossas autoridades que nada resolvem.

Alertar quem não faz ideia, ficar de olho nos que você acha que sabe demais. Quem sabe assim, um dia, poderemos nos livrar de toda essa sujeira escondida bem aí, debaixo do teclado do seu computador.

Abaixo, alguns links que também tratam o assunto:

Deep Web – A verdade aqui.

Nem tudo está no Google

Até onde vai a toca do coelho?

Deixem os homens em paz!

qui, 09/06/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Eu realmente não sei por qual motivo, mas ultimamente ando com pena dos homens. No geral mesmo, sabe? Dó destes pobres seres da espécie masculina que na sociedade atual são praticamente coadjuvantes.

São diversos os segmentos que viraram a cara pra eles e agora só querem saber das mulheres. Revistas, televisão, filmes, livros, tudo baseia-se em ‘O que as mulheres querem?’.

E o que os homens querem? Vocês por acaso já sabem? É isso?

Quanta injustiça. Os pobres coitados não podem mais trocar a namorada pelo futebol, não podem ficar gordos ou carecas, não podem ser peludos demais e nem baixinhos.

Não podem reclamar de ter que andar no shopping com a companheira, não podem ganhar mais que as mulheres na empresa, não podem chegar em casa e ficarem sem fazer nada, não podem ter um pênis pequeno e muito menos chorar. Pobres diabos.

Com essa pressão toda e até derramar algumas lágrimas lhe é proibido. Na boa, eu como representante do sexo feminino tenho cacife pra falar que as mulheres andam muito egocêntricas. Onde você olha tem uma falando ‘eu trabalho, estudo, cuido da casa, do marido, dos filhos, vou a igreja, dou atenção as minhas amigas, faço pole dance’.

Tudo bem garotas, já foi entendido que vocês estão cada vez mais conquistando um espaço que anos atrás lhe eram impossível de ter. E o porquê disso? Porque eles, os homens que vocês tanto falam mal agora, deram uma brechinha, mesmo com um pouquinho de pressão é lógico, mas ofereceram um canto pra vocês se desenvolverem.

Calma, vou logo explicando que não sou nenhuma machista e muito menos feminista. Vejo-me mais como humanista e essa reclamação toda em relação ao comportamento dos moços, me incomoda. Sabe, deixem eles de mão um pouco.

Tudo o que vocês falam é que querem um namorado inteligente, que cozinhe, que seja sensível, bem-humorado, rico, de boa família, viril, aventureiro, bom pai.

Olha, não é pedir demais não? Desculpa, mas creio que nem o tal do Jesus era tão perfeito assim, ok? Por isso, largue de serem chatas, parem de olhar só pro umbigo de vocês e reparem melhor no rapaz ao lado.

Ele não lhe quer mal, ele lhe admira e até mesmo aceita de boa vontade uma Chefe de Estado do sexo feminino. Lembrem-se mulheres, não foram eles que mudaram ao longo dos anos, foram vocês.

Dêem um tempo, séculos de individualismo não se alteram de uma hora pra outra. E se continuar assim, vocês é que estarão trazendo de volta a época da opressão, só que desta vez, o poder seria nosso. E qual a graça disso?

Nenhuma, melhor lutar lado a lado do que um ficar contra o outro. E por isso repito, deixem os homens em paz. E vocês leitores do blog, sintam-se compreendidos.

 

PS: E eu espero que não seja tão chata com você.

 
PS2: Feliz 730 dias e que venham mais e mais de pura felicidade. Amo você. 

Essas tais de metrópoles

sex, 13/05/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

E não é que minha cidade em breve vai completar 400 anos? Nem sei o que isso equivale ao resto dos outros locais. Provavelmente São Luís ainda deve ser um bebê, aprendendo a comer, a falar, a andar.

Fico feliz por ser assim, uma simples cidade e não uma metrópole. Tenho aversão a metrópoles. É bom de visitar, fazer turismo, compras e coisas do tipo, mas pra viver deve ser meio que tenso, sabe?

Em grandes cidades rola violência demais, assaltos, saidinhas de banco constantemente, rapazes estupram  garota e filmam pra colocar na Internet. Em metrópoles toda vez que chove,  tem enchentes.  Casas são arrastadas de seus locais, ficam cheias de lamas, carros não conseguem passar porque uma rua inteira está alagada. Muito difícil viver nessas áreas tão amplas.

Os engarrafamentos são terríveis, você demora cerca de 2 horas ou mais para se locomover e as ruas ainda por cima, são lotadas de buracos. Não aguentaria uma coisa dessas. Pior mesmo é a noite desses locais. Os bares ‘populares’, aqueles da modinha, estão sempre lotados e você fica uma vida esperando para entrar, quando consegue, é claro.

Sem falar que às vezes lota tanto de gente e o atendimento não pode ser outra coisa do que péssimo. Os supostos grandes eventos e shows nem se fala. Cobra-se o olho da cara nos ingressos, a estrutura não é lá essas coisas e quando tem meia entrada, é praticamente algo sobrenatural. Some em segundos, ninguém viu, ninguém comprou nada.

Fico com pena também de quem vai até esses locais. Nem é complicado de encontrar aeroportos precários, no qual paga-se taxas sem lógica alguma e ainda por cima, não tem um bendito ar condicionado no local. Credo, pavor dessas metrópoles. Temo as tais cidades no qual atos de vandalismo como jogar fezes em um teatro é algo tolerado e onde as obras públicas nunca são feitas no prazo.

Quero ficar longe de locais em que os ônibus estão em sua maioria velhos, quebrados e são vitimas de constantes de assaltos. Jamais gostaria de pisar em uma cidade onde animais ficam soltos causando inúmeros riscos a já judiada população ou em que as universidades federais e colégios fossem alvos de paralisia, deixando milhares sem educação. Sério, entre todas as outras, São Luís merece destaque. Lugar melhor, não há.

PS: Espero não precisar explicar o texto, né?

PS1: Tu nunca mais vai viajar, ou melhor, da próxima vez eu tenho que ir contigo. Saudade é um bichinho cruel.

Carta de despedida… Ou não.

ter, 19/04/11
por Alessandra Castro |

Eu posso garantir que adiei esse texto o máximo de tempo que pude. Não vai ser fácil escrevê-lo, mas preciso ir em frente com o que prometi a mim mesma: entre a gente, está tudo acabado. Sim, falo diretamente, sem rodeios ou intermédios.

Agora com 25 anos, já posso me dar o prazer de pensar primeiramente em mim e depois em você. Sei que não me conheceste assim, eu já fui mais maleável, ingênua, influenciável, jovem demais pra falar a verdade. Nós conhecemos quando eu ainda estava no colégio, a pressão do vestibular me fez procurar você. Neste primeiro momento não deu nada certo, como já coloquei acima, não tinha experiência em quase nada na vida.

Aí nos topamos novamente quando saí da escola, já mais relaxada, um pouco mais vivaz e curiosa, nosso reencontro foi no mínimo interessante. Na verdade, de cara não nos demos bem. Você não desceu direito, não parecia ser isso tudo que eu tinha ouvido falar, mas de qualquer forma, persisti. Grande, enorme erro meu que me fez cair direitinho nas suas nuvens de promessas.

Ficamos cada vez mais íntimos apesar do começo casual. Umas reuniões ali e acolá que de repente tornaram-se diárias. Não, não poderia mesmo mais viver sem você. Todos os dias fazia questão de dar qualquer jeito que fosse para te ter. Você se tornou um companheiro, um amigo, um amor.

Bons momentos, angustiantes momentos, péssimos momentos, felizes momentos, agradáveis momentos, dançantes momentos, onde quer que eu fosse sabia que podia contar com sua quente presença. E olha, confesso que se não te achasse logo que chegasse em qualquer local, nem tinha vergonha de perguntar onde poderia te encontrar.

Claro que muitos foram contra, vários diziam que você não era pra mim e que nossa relação era totalmente nociva. Tolos eles que nunca conseguiram enxergar o seu melhor lado. Formávamos uma dupla e tanto. Alguns perguntavam por você, se ainda estávamos juntos, se poderiam também desfrutar o prazer de sua companhia.

Lógico que eu por vezes me peguei pensando se valia a pena em investir tanto na gente. Alias, não sei se você sabe, mas é caro ter você por perto e nem sempre dá para ficar pedindo auxilio de terceiros neste caso. Foi por todas essas questões que acabei fazendo naquela época mesmo uma promessa que pretendo cumprir: aos 18 anos eu disse que quando fizesse 25, iria me livrar de você. Ia finalmente parar de fumar.

Pois aí está, um quarto de século e 4 dias completos agora. Chegou a hora tão esperada por todos e ridicularizada por alguns. Será que eu consigo? Não sei. Será que eu quero? Sim, porque foi algo que prometi para mim mesma. Será que realmente é o momento apropriado para isso? Bem, acredito que não. Não mesmo.

Porque botar um peso deste tamanho em uma data somente? Porque justamente me ater em juramentos que fiz quando mais nova? Afinal, não é com a idade que vem o amadurecimento das idéias? Estou confusa, não vou negar. Uma parte de mim quer logo terminar com isso, que é para o meu próprio bem, mas outra afirma que não tem lógica, visto que em breve tudo, tudo mesmo (quem me conhece sabe do que estou falando e quem não me conhece vai me achar suicida), estará acabado de qualquer maneira.

Creio que vou dar mais uma chance para nós. Sei que não é a melhor coisa a se fazer, que vamos continuar sendo mal vistos. Não tenho nenhuma justificativa para minha estúpida decisão, apenas que apesar de todos esses anos eu ainda sou totalmente viciada em você, querido cigarro.

PS: Mas você vem primeiro no meu coração.
PS2: Já estou com saudade e já odeio o mês de maio.

Farinha, mocotó e quintais

qua, 30/03/11
por Alessandra Castro |

Depois que fiz o texto “Tudo o que você sempre quis saber sobre Alessandra (Mas tinha medo de perguntar)” foi que eu me toquei que deixei algumas peculiaridades sobre a minha pessoa de fora. Bobagens ao estilo eu amo documentários sobre seriais killers ou eu tenho uma mania que vai e volta que eu apelido de “tendência a periculosidade”.

Nada de preocupante na verdade, é que às vezes eu anseio por fazer coisas perigosas como andar na rua mais escura que tiver ou pelos bairros ‘barra pesada’ por assim dizer. Nunca tomei a iniciativa de realmente fazer nada parecido, são somente ideias que vem e vão. Enfim… qualquer dia desses explico melhor isso, o que eu verdadeiramente por lapso esqueci de revelar aqui é que quem vê  nem acredita nas coisas que coloco na boca.

Calma, nada de pornografias meus queridos leitores parceiros (gíria de cobrador de ônibus) estou tentando dizer é que muitos podem me enxergar como a garota magra, que come pouco, até saudável que controla a alimentação e toda essa historinha de sempre, mal sabem como estão enganados.

Não que eu vá dar uma de celebridade aqui e dizer que como de tudo e não engordo, ou vou apelar para o clichê de falar que sou chocólatra e muito menos confessar meu vicio em fast food. O meu segredo culinário que poucas pessoas conhecem é que eu simplesmente adoro um prato bem hardcore. Não sabe do que se trata? Bem, deixa que eu explico melhor.
 
Comidas que eu considero hardcores são aquelas no qual acredito que a grande parte da minha geração não encara de frente. Nordestinas em sua maioria. Um suculento mocotó, uma feijoada completa mesmo (orelha e pé de porco essenciais), um delicioso sarrabulho, uma saborosa rabada (com aquele tutano de boi, hummm…) uma caprichada dobradinha.

Tripas, bucho, miúdos, partes consideradas nojentas por muitos eu empurro com vontade com arroz e farinha pra dentro. E estes são apenas os pratos feitos com caldo, sem tal elemento eu saboreio moela, língua de boi, fígado de galinha bem frito e tripas de porco tão gordurosas que você sente automaticamente o colesterol subir após a primeira mordida.

Sim, eu no auge dos meus 52 quilos, sou boa de garfo. O engraçado é que nem sempre foi assim. Quando mais jovem tive também aquela fase de fazer cara feia na hora de comer, de dizer que não gostava disso ou aquilo, de só querer bife ou peito de frango no prato. E não adiantava meu pai insistir, dizer que era gostoso ou que eu não deveria rejeitar antes de provar.

Fazia bico e pronto, apesar da influência dele e do seu auxílio em me tornar uma pessoa com a mente aberta no quesito alimentação, mal sabia ele que a forma mais correta de ensinar alguém a comer direito não é dentro de casa. É fora dela amigos, sim, quando você está no teto alheio ou na rua a coisa muda completamente.

Se você ensina seu filho que deve ser respeitador no lar dos outros ou quando ele passa a ser independente, uma hora ou outra terá que ampliar os horizontes do próprio gosto. Afinal, na moradia de outrem você é convidado e convidado não pode chamar mamãe pra fritar um ovo pra você, muito menos se estiver passeando pela cidade.

Foi em um festa na casa de uns amigos dos meus pais que eu experimentei rãs na brasa, foi passando Carnaval no interior que eu provei mocotó, moela, peixes que nem me lembro o nome e caldo de ovos (eu tinha uma certa repugnância porque imaginava um bando de ovos boiando). Sem falar na época de campeonatos de handebol no qual eu vivia em ginásios e comia nos chamados bike lanches ou quando minha mãe ficava muito atarefada e me comprava quentinhas na porta de casa. Comidas hardcores, meus caros.

Tem que ter coragem, estômago, garra e principalmente fome. Porque estar esfomeado dá todo um sabor ‘cozinha da vovó’ naquele pastel duvidoso com vitamina de abacate que deu pra comprar com um real e cinquenta centavos sobrando no bolso. Lógico que é arriscado, você pode passar realmente mal depois de ingerir alimentos fora de casa, mas ninguém pode negar que isso te torna bem mais forte e experiente depois, sem falar nas historias pra contar também.
 
Se tiver um bom humor pode até se considerar um critico gastronômico de rua, do tipo ‘o salgado do Paulão’ não tem um bom preparo ou o churrasco da ‘dona Cleide’ é meio duro de mastigar. Sei lá, eu curto experimentar sabores novos e um dia espero poder pisar em um restaurante caro, apurar meu paladar com escargot, caviar, lagosta e outros pratos do tipo. Por enquanto vou provando o que meu bolso deixa, minha mãe cozinha ou conhecidos fazem, sem dramas ou medos. Mais do que futebol, essa tal de gastronomia é sim uma caixinha de surpresas.

 

PS: Texto inspirado no fato de que no fim de semana, fiquei doente após comer macarronada na rua. Nem me arrependo, tava muito boa às três da manhã.

PS1: Título inspirado na música ‘Galos, noites e quintais’ de um dos cantores favoritos, Belchior.
 

PS2: Tudo o que você faz dentro ou fora da cozinha, fica especialmente saboroso.
PS3: Obrigada por me aguentar nesse meu inferno astral.
PS4: Chata eu, chato você, chatos e apaixonados, somos.

“Quando você cresce, seu coração morre”

seg, 21/03/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

E eis que em poucas semanas eu completo 25 anos. Isso mesmo caro leitores, um quarto de século, vinte e cinco primaveras e todas essas besteiras do tipo. Como me sinto? Ultrajada acho que é a palavra.

Não, na verdade creio que insultada se adéqua bem melhor para definir meus sentimentos. E sabem o porquê disso? Por que de repente eu me toquei que está passando tudo rápido demais.

Parece que foi ontem em que eu acordava empolgada para chegar ao primeiro dia de aula e dar de cara com rostos novos na sala. Parece que foi antes de ontem que eu saía logo após o almoço com o sol a pino com minha vira lata ao lado explorando terrenos baldios imaginando que na verdade eu era uma grande arqueóloga em meu campo de pesquisa. Parece que não faz nem uma semana quando prometi ao meu amigo que iríamos juntos achar a Atlântida e colher o lucro disso.  Parece que faz um mês em que eu penteei os cabelos dentro da igreja, durante um trabalho do colégio sobre os vitrais e após levar bronca do padre pelo ato perguntei para ele se Jesus por acaso andava descabelado por aí. Parece, mas não faz.

Nem dias, nem semanas e nem meses. Todos os momentos acima citados são coisa de anos passados. Insultada, sim, é como eu me encontro agora, pois por incrível que pareça ninguém me disse que isso ia acontecer, que de repente eu ia acordar e dar de cara no espelho com alguém completamente diferente. Claro que não estou dando uma de vítima aqui.

É lógico que todo mundo passa por isso e sinceramente me surpreende que o ser humano continue funcionando após sair de cada etapa da vida, principalmente uma tão importante como a infância. Digo funcionar porque em cada período de desenvolvimento nós vivemos intensamente o que está ao nosso redor. Aquela é a nossa realidade e o futuro é algo teórico. Existe um senso de ordem nas coisas e quando passamos por uma mudança como atingir a adolescência ou a fase adulta, essa transformação mesmo que não seja bruta tira do eixo as percepções que ali estavam.

Preocupações, crenças, sonhos, anseios, gostos… Todos estes ingredientes que tornam um ser em humano são modificados. Não violentamente, mas machuca e espanta do mesmo jeito. Creio que acontece pela troca de peso por assim dizer. É como se em todas as fases da vida você ganhasse um novo acessório para carregar suas coisas.

Quando criança, uma lancheira. Lá você coloca a sua fé nas fábulas, seu desejo por brinquedos, sua preocupação com fantasmas, seu gosto pelo ar livre e doces. Na adolescência o compartimento torna-se uma mochila no qual você joga lá dentro seu nervosismo com o sexo oposto, sua confiança em Deus, seus planos de ser muito rico e sair de casa aos 23, sua ambição em ganhar um carro ao passar no vestibular,  sua vontade de ouvir rock and roll em alto e bom som. Aí você é finalmente adulto e passa a usar uma mala, como eu disse, mais pesada, mais grossa, mais chata de carregar.

Na mala cabe mais coisas e olha só isso, o compartimento das preocupações é o maior de todos. Dinheiro, dívidas, família, relacionamento, carreira, amizade, aparência e dinheiro de novo. São apenas alguns dos vários elementos que se encontram neste cômodo. O resto tal como os sonhos e as crenças ainda persistem, mas às vezes ficam esquecidos. Em algum local dentro da mala, acumulando poeira e comidos pelo tempo.

O ruim é que achamos difícil aceitar isso e sempre queremos olhar para trás, mesmo que isso não leve a nada, mesmo que você na verdade não consiga totalmente, pelo simples fato de que não é mais capaz. Nós vamos embora e partimos rapidamente.

O que sobra são lembranças. Vemos fantasmas pequenos assistindo desenhos animados e comendo biscoito com suco em uma tarde ensolarada. Enxergamos esses espíritos baixinhos com os joelhos ralados e correndo de um lado para o outro em um jogo de queimada. Testemunhamos essas aparições ‘ficarem de mau’ com seus amiguinhos para depois resolverem tudo da forma mais simples possível.

É inevitável olhar para trás, mas nem é tão necessário assim. Na nossa mente nós sempre vamos amar essas crianças, sempre.  A criança que existiu e que um dia foi o repositório de tudo que poderíamos ter nos transformado não será esquecida.

Mas se eu pudesse realmente ficar frente a frente comigo eu diria para afastar-me. Afastar-me dos carros em alta velocidade, das pessoas estranhas, do vento frio inexplicável, dos objetos pontiagudos, das tomadas, do tempo.  Diria para se afastar e pediria para essa Alessandra menor sair andando com um sorriso no rosto, com uma boa melodia na cabeça e algumas guloseimas no bolso.

Falaria para ela seguir adiante, ao encontro de tudo quanto existe na vida, com toda a coragem que puder encontrar, toda a crença que puder convocar. Explicaria que é preciso ser forte, franca, ousada e que enfrente o que está por vir aproveitando cada instante. Porque vai  passar rápido menina. Malditamente rápido.

 

PS: Título tirado do filme ‘O Clube dos Cinco’, do excelente diretor Jonh Hughes.

PS1: Mas quando estou com você, até que o tempo dá uma pausa e para de correr.
PS2: E eu sei que o melhor para nós dois, ainda está por vir.

Comer, amar e amar

seg, 28/02/11
por Alessandra Castro |

Antes de começar a namorar, eu sempre ouvia histórias de que começar um relacionamento era sinônimo de engordar. Lógico que no auge de minha solteirice que achava praticamente tão irreversível quanto qualquer doença maligna, julgava tais teorias como infundadas, coisa de gente sem força de vontade, gordinhos gulosos mesmo.
 
Comer e amar… Qual a ligação entre isso? Pois tem leitores, eu é que era ingênua em não acreditar. Primeiro lógico, a gente emagrece, vive de amor, paixão, calor, sedução (Banda Cheiro de Amor, lembra gente?) e esquece do tal combustível corporal para o dia a dia.

Depois de um tempinho, devidamente preenchidos de amor do próximo, passamos a querer gastar cada segundo do dia ao lado do companheiro (a). E é aí que entra a situação de comer, amar e engordar.

Sério, quem tem uma companhia sabe o quanto é especial dividir um ‘refrigerantizinho’ do mesmo copo, ficar na fila abraçados esperando o lanche chegar, roubar batatinhas quentinhas do outro. Lindo, lindo e perigoso? Não, nada disso.

Em tempos de tantos problemas e correrias do cotidiano, dar aquela parada do dia para saborear a presença de quem você ama e uma comida deliciosa é praticamente um presente divino. É pecadinho leve, bobo que você sabe que nem vai ser condenado.

Sendo assim, deixo aqui a minha dica do dia para todos os leitores de plantão que sabem aproveitar a vida a cada mordidinha dada. No Bob’s agora você pode comprar a Oferta Suculenta que consiste na compra de um Milk Shake 500 ml de qualquer sabor, a lanchonete dá ao cliente 50% de desconto na compra dos sanduíches Bob’s Picanha 90g ou 160 g ou no Double Cheese Burguer.

Vale lembrar que essa promoção acontece em alguns endereços nas cidades de Brasília, São Luís, BH e outras cidades de Minas, Porto Alegre e Canoas no RS. E se vocês quiserem saber de mais promoções, tem que acessar esse site aqui ó: http://bit.ly/ej6X0f

E por favor galera, nada de pensamentos sobre ‘ó meu Deus vou engordar!’ Até porque se vocês namoram, sabem bem como queimar essas calorias extras. É ou não é?

 

PS: É, a gente sabe.

PS1: Iniciar a contagem para os dois anos mais perfeitos da minha vida. E que venham mais e mais. 

 

A viciada

qua, 19/01/11
por Alessandra Castro |

Eu lembro muito bem do tempo em que eu era dona da minha própria vida. Fazia  o que bem queria, ia aos lugares que tinha vontade, andava com as minhas pernas por aí sem que ninguém se importasse ou tentasse me guiar. Isso já faz um tempo. Esse período acabou. Faz quase dois anos que troquei a liberdade por um grande amor.

Sei que pode parecer clichê e até meio estranho, mas é a verdade. E sou absolutamente humilde em dizer que até agora não entendi direito como tudo aconteceu. Como você tão mais jovem, divertido e popular, conseguiu me dominar fortemente com um simples sorriso? Não sei e nem faço questão de saber. Apenas aguardo ansiosamente o nosso próximo encontro, a minha próxima dose.

As vezes é um beijo, em outros momentos, o cheiro da tua pele. E todos os dias descubro mais e mais pedaços seus que eu quero morder e saborear em uma única dentada. Quero sempre te tratar com extremo respeito. Tipo o que os enólogos tem com os vinhos mais raros. E olha, tenho meus rituais.

Chego teu rosto bem próximo ao meu, enxergo cada detalhe que existe nele, sinto a tua pele, os teus braços, o teu peito, a tua respiração e quando estou para não aguentar mais, ferozmente colo seus lábios aos meus. Sensações inexplicáveis até hoje, mesmo após quase dois anos fazendo a mesma coisa.

Depois quando você vai, fico deprimida. Acabou por agora e aí conto as horas e segundos para o nosso encontro seguinte, onde eu poderei começar tudo de novo.

Bem que eu queria falar que só te consumo socialmente, ou que te experimentei em uma festa e nem traguei direito, mas para quê mentir? Sou uma completa viciada e sou feliz.

Essa coisa de ser livre dá um trabalho extremo. A gente tem que escolher o que fazer, aonde ir, como preencher a vida, dá sentido para a mesma e coisas assim.

Eu me livrei totalmente disso tudo. A verdade é essa mesmo. Enxerguei a luz não no fim do poço, mas no fundo do teu coração. E eu garanto que não existe opção melhor.

O medo do moço

qua, 05/01/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Então é isso pessoal, primeiro texto de 2011. Não, por favor não vão pensando que vou começar a fazer reflexões sobre o ano que passou e quais as minhas metas para o atual. Coisa mais clichê de gente sem criatividade.

Acho que para abrir mais essa etapa do blog nada melhor do falar de traumas. E olha querido leitores, eu tive um fabuloso durante a infância: um stalker. Não sabe o que é? Trata-se da denominação em inglês para classificar um perseguidor.

Lembro-me muito bem que tudo o que eu fazia, a minha mãe descobria. E segundo ela, a sua fonte era um ‘olheiro’. Assim, sem nome próprio para este alguém que passava os dias a me dedurar. Alessandra não fez o dever de casa? O olheiro contava. Alessandra fez birra para arrumar os brinquedos? O olheiro entregava. Alessandra pagou picolé pra todos os amiguinhos da vizinhança com a conta do mercadinho? O olheiro dizia até quais os sabores estavam envolvidos neste escândalo.

Acuada, paranóica, injustiçada. Por muito tempo me senti assim até fazer a descoberta de que o meu stalker na verdade não existia. Tudo não passava de uma técnica da minha mãe de me manter na linha. Quando não ‘jogava verde’ para me encurralar, perguntava as coisas para a empregada. Ok, eu entendo que vocês também devem ter passado por algo parecido e que deve ser uma das misteriosas regras maternas amamentar, trocar fralda e passar a responsabilidade do controle do próprio filho para um terceiro invisível.

As vezes ele vem em formato de Deus e em outras, é apenas ‘o moço’. Exemplo? Menino cai no chão do supermercado e começa a gritar loucamente dizendo que quer o novo caderno do Jaspion. A mãe vira e logo fala que é pra ele parar porque o moço está olhando e achando aquilo feio . O pobre moço que está por lá escolhendo batatas para esposa, encontra o olhar desesperado da senhora estressada e é obrigado a se meter na situação fazendo cara de reprovação para o guri histérico. Constrangedor, não?

Pior ainda é quando este problema que ocorre na faixa dos cinco ou seis anos, persegue a criança na vida futura tornando-se o que eu chamo de ‘pavor do moço’. Sim, eu tive e você também. O pavor do moço nada mais é do que evitar se meter em certas situações para depois não ser julgado pelo onipotente e onipresente ‘moço’, que quando se é mais velho, transforma-se em toda a sociedade.

Trata-se de pintar o cabelo e não querer ir para o colégio depois. É usar uma roupa diferente e trocar antes de sair de casa ou querer ficar com alguém e negar o beijo porque tem certeza que ninguém aprovaria o relacionamento. Medo do moço, esse danado. Posso dizer com convicção que hoje em dia, já pedi o divórcio desse moço.

Não que de vez enquanto não role aquela vergonha inexplicável de fazer, dizer ou escrever algo, mas aprendi que é melhor agir conforme os meus pensamento do que ficar ponderando e remoendo ações por dúvidas e receios de ser julgada. Afinal, pra quê diabos vou ficar me preocupando com alheios se eles também devem estar incomodados com a presença de seus próprios ‘moços’? É alimentar uma bola de neve isso.

Claro que não tem nada de errado ouvir a opinião das pessoas ao seu redor, mas ouvir e depender são duas coisas completamente diferentes. Portanto, livre-se o quando antes do seu moço vigilante. Viva como se não tivesse ninguém te seguindo por aí e da próxima vez que alguma mulher desconhecida dizer que você está chocado com a atuação do filho dela, diga em bom tom que nesse mundo tem coisas piores do que um pouco de manha no supermercado.


PS: Boas vindas para 2011. Aproveitem, 2012 tá bem aí.

PS1: Meu único medo é perder você.

PS2: Dois briguentos, birrentos, apaixonados. Hoje, ontem e sempre.

Tudo que você sempre quis saber sobre Alessandra (Mas tinha medo de perguntar)

qui, 09/12/10
por Alessandra Castro |

Segunda-feira. Dia da melancolia, de prometer que vai começar a dieta, parar de beber e torcer para a chegada do fim de semana.  Eu estou em meu quarto morrendo de calor porque o ar-condicionado foi pra Porto Alegre, tchau, e por isso resolvo aproveitar o clima das profundezas do inferno para postar no blog.

Vou logo dizendo que este texto não será nada inspirador ou interessante, apenas um combo de detalhes sobre quem é a pessoa que vós escreve.  Sei lá, vai que eu derreto e desapareço no meio da noite pela forte onda de calor e vocês nada sabem realmente sobre a dona do blog? Seria um absurdo fazer tal coisa. Por isso, aí vai um quem sou eu bem ao estilo Orkut mesmo.

- Eu não saio aos domingos. Desde sempre eu acho. Pode ser churrasco, show, aniversário, batizado, casamento… Não adianta, meus domingos são e sempre vão ser sagrados para a preguiça, os cuidados estéticos e a televisão. Se eu for parir em um domingo, ou em casa meu filho nascerá ou até segunda as pernas eu vou fechar.

- Pão é meu alimento principal. Com ovo, com presunto, manteiga, atum, puro… Troco qualquer prato de restaurantes por aí pelo o meu misto.

 - As vezes penso que é Carnaval. Do nada estou no ônibus, vejo as pessoas na rua e tenho a sensação de que é Carnaval. Sem pé nem cabeça isso, eu sei. Mas creio que seja porque nesse período fica todo mundo tão farrista, unido e feliz, que é impossível não associar momentos de tranquilidade e alegria com essa festa.
 
- Eu gosto de dormir no silêncio e na mais completa escuridão. É, certeza que caixão fechado não será problema.

- Eu guardo raiva de alguém para o todo sempre. Olha, não sou Jesus pra perdoar não, mermão. Por isso, quando neguinho vacila eu garanto que passo o resto da minha vida desejando a morte dessa pessoa e de toda a sua família.

- Eu leio um livro atrás do outro. E releio também. Antes lia dois em um mesmo período, agora falta-me tempo para isso.

- Eu respondo cantadas na rua. Me chamou de gostosa? Dou dedo. Buzinou ao me ver no ponto de ônibus? Mando tomar no c*. Fez ‘psiu’? Digo para chamar a mãe. Não tenho paciência pra tal coisa.

- Estou em meu primeiro namoro e cada instante é simplesmente delicioso. Auto explicativo.

- Eu morro de medo de atravessar ruas. Acredito que em minha vida passada, fui atropelada por uma charrete. Só pode. Quem me conhece sabe que eu saio correndo desesperadamente para o outro lado mesmo se não tiver carro algum passando ou todos parados no sinal vermelho.

- Eu sou ruim para criar vínculos. Já deixei grandes amizades de lado por não ter o talento de sair por aí ligando e perguntando como galera está. Meu namorado diz que é porque nasci para ser cuidada e que cuidar não é o meu forte. Eu acho que é falta de humanidade mesmo.

- Eu não sei consolar. É péssimo, mas é verdade. Se alguém chega para contar seus problemas eu fico extremamente sem graça e por mais cruel que seja dizer isso, entediada. Se não for alguém que eu realmente dou valor, a vontade que fica é mandar alheios cheios de dramas pastarem. Lá sei cuidar dos meus problemas, vou ter que arrumar o dos outros? Eu sei, é maldade. Porém, acho que deve ser também insegurança, falta de coragem em dar uma opinião e saber que a vida do outro pode mudar por minha culpa. Ou pode ser só déficit de atenção também.

-Eu acredito no fim do mundo. Sou extremamente sensível a essas profecias e teorias sobre o apocalipse. Em 2012, se alguém fundar uma seita por perto e me convencer a ingressar na mesma, certeza que no dia 21 de dezembro estarei no topo de alguma montanha participando de um suicídio coletivo. Muito sensível como podem ver.
 
- Destesto o cheiro de tanja/mexerica. Vômito? Beleza. Corpo em decomposição? Tranquilo campeão. Qualquer cheiro pra mim é mais suportável do que o desta fruta. Aflige minhas narinas.

- Handebol foi minha maior decepção. Cara, eu fui grande em meu tempo de goleira. Seleções, campeonatos de colégio, entre Estados… Medalhas de ouro nunca me faltaram. Esperei uma oportunidade de fora para continuar, mas ela nunca chegou. O jeito foi tocar a vida e realizar outros desejos. Ao menos não virei mãe de 2 filhos aos 19 como a maioria das minhas antigas companheiras de time.

- Me constranjo com estranhos falando comigo. Aquela coisa, fila de banco enorme e alguém começa a dizer que é uma falta de respeito só ter dois caixas para atender todo mundo, que está calor e tal, aí olha na minha direção esperando aprovação no comentário. Eu balanço a cabeça e no máximo solto um ‘é mesmo’. Pessoal caloroso demais.

 - Minha maior tristeza foi não ter estado presente durante a morte do meu cachorro. Ele estava deveras doente e por isso dormiu os seus últimos dias, com os meus pais, já que eles entediam mais de bichos do que eu. No meio da madrugada ele deu seu último sopro de vida. Eu não estava lá. Eu o amava muito. Eu ainda sofro por isso. Ninguém merece morrer sem seu amor ao lado. Eu simplesmente não estava lá.

Bem, depois dessa eu não consigo continuar. Só tenho a dizer que tudo aqui escrito demonstra quem eu sou em peculiaridades que vão além dos clichês sobre qual meu estilo musical ou gênero de filme favorito. Informações inúteis? É lógico que sim. Mas servem ao menos para vocês lembrarem de mim. Afinal,  nunca se sabe quando posso resolver por um fim nas minhas férias neste planeta.

 



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