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Despindo ideais

dom, 29/03/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

 damita01.jpgElas estão por todos os lados. Em cada banca é possível dar de cara com a ‘gostosona’ do mês, fazendo caras e bocas em uma revista de nudez.

Essa é uma das coisas que estão em pauta ultimamente, a famosa banalização do nu feminino. A visão patética da mulher-objeto e como isso continua crescendo a cada dia que passa.

Nunca achei certo enxergar somente um lado da moeda e por isso, formulei uma pergunta: eu posaria nua?

Não, não estou me afogando na minha própria auto-estima, apenas falo hipoteticamente. Se tivesse nascido com o corpo da Scarlet Johanson, por exemplo, e fosse possuidora dos requisitos básicos para ser capa de uma publicação masculina, faria tal coisa?

Primeiramente vou falar sobre o que acho do assunto. A realidade é que hoje em dia uma mulher nua não causa mais impacto como antigamente.

Já foi o tempo em que se depir era uma forma de expressão, uma maneira de mostrar este ser como sexual e não responsável por somente passar roupa e servir o almoço.

Houve uma época em que tirar tais fotos era um meio de deixar bem claro para os repressores da sociedade, que o sexo é para todos e que por tal motivo a modelo estampa aquelas páginas. Pelada, em cima de um cavalo branco e cavalgando como se procurasse as vestimentas no meio da floresta.

Mas atualmente, a imagem do corpo feminino completamente exposto está ligada diretamente a mais pura sacanagem. Não tem nada de revolucionário. São sempre as mesmas fotos, o mesmo estilo, os mesmos corpos.

Creio que este seria o momento ideal de explorar o inexplorado. Dar voz para quem não faz parte do estereótipo. Um exemplo? Deficientes.

Gente que mesmo sem membros, visão ou audição são lutadores e conscientes da própria beleza que tantos preferem ignorar fingindo que ali não pode ter erotismo.

Outro ponto seria a nudez masculina. Revistas voltadas para a comunidade que gosta de apreciar homens nus existem, mas são sempre vistas com preconceito. O rapaz que está lá posando é logo taxado de possível gay por terceiros.

No cinema é a mesma coisa. Um filme que mostra um nu frontal de uma rapaz recebe logo uma censura muito maior do que um outro filme que irá passar o feminino. Tudo isso pode ser mudado e é apenas uma questão de insistência.

Hugh Hefner quando fundou a Playboy foi taxado de pervertido por vários e sofreu perseguições implacáveis de uma sociedade tão acostumada a fazer tudo com as luzes apagadas.

Hoje ele é uma lenda, um empresário respeitado por muitos, porque simplesmente acreditou no seu objetivo de livrar as mulheres da imagem recatada que muitos forçavam.

Não consegui chegar a uma resposta. Em parte, acho que não posaria. Não tiraria a roupa por acreditar que seria apenas mais uma na multidão e o dinheiro nem é tão influenciável assim. Nunca me interessei por nada que pareça fácil demais.

Porém acho interessante imaginar a bela lembrança que isso pode ser aos 80 anos.  Reviver um tempo em que se estava no auge da beleza e recordar a juventude física que não faz mais parte da rotina.

 

Pelo sim ou pelo não, não custa pensar em um tema para o ensaio ou agradecer a existência do photoshop.

 

PS: Saiba como conquistar pela internet aqui, descubra as melhores formas de depilação para cada área e como domar a sogra!

 

Entre pesos e a luxúria

dom, 22/03/09
por Alessandra Castro |

monroework.jpgAcademia. Acho que já tava devendo um post sobre este assunto. Se alguém me falasse 2 anos atrás que eu um dia faria parte de uma, provavelmente cairia em gargalhadas. Tinha um certo preconceito com este ambiente, achava que apenas os narcisistas fizessem questão de malhar.

Sei que manter o físico em dia faz bem para a saúde, mas existem outras atitudes que atraem tais resultados sem que seja preciso suar em cima de uma esteira. Imaginava que dentro de uma academia encontraria todo o elenco de ‘Malhação’.

Sabe? Pessoas egocêntricas, mulheres de calças justas e homens de regata ‘calibrando’ os bíceps no espelho de cinco em cinco minutos.

 

O que me fez mudar de ideia e criar coragem para me inscrever neste círculo, foi a aposentadoria na minha carreira de handebol. Temi ficar com a aparência desleixada e decidi de uma vez por todas confrontar meus receios.

 

Me enganei como qualquer ser humano que vez ou outra passa o tempo rotulando terceiros.

Atualmente malho sempre que arrumo um tempo e posso gritar em alto e bom som que gosto disso. Apeguei-me tanto que até mesmo já notei algumas particularidades deste local.

 

Antigamente pensava que não existia área mais propícia à exibição da sexualidade do que a praia. Todo mundo quase nu e ao ar livre. Praticamente uma releitura do mítico paraíso onde Eva tentou Adão e vice-versa.

 

Na academia não é nada diferente. Entre pesos e bicicletas, o fator sexo se faz presente em diversas maneiras.

 

Transpiração, esforço corporal, variação de posições e as leves ou curtas vestimentas não me deixam mentir. Mas nada se compara aos gemidos masculinos.

 

Sim, porque mulher dificilmente solta gritinhos orgásticos quando está fazendo força, ao contrário dos homens que por vezes deixam escapar uns “Ahhhhhhh” e “Hummmmmm” pra lá de desconcertantes.

 

Ai de mim reclamar destas sugestivas onomatopéias, mas não posso negar o poder das mesmas em tirar minha atenção e das outras fêmeas ao redor. Engraçado é teorizar como seria se a situação fosse invertida.

 

Se nós ficássemos soltando “Ai” e “Uis” entre um agachamento e outro sem sombra de dúvida aumentaria o número de acidentes ou aconteceria uma enxurrada de novos frequentadores.

 

Mas tudo bem, já tenho a noção do quanto deve ser naturalmente complicado reprimir os olhares de gula quando fazemos apoio para o bumbum ou abrimos e fechamos as pernas no aparelho que fortalece essa região.

 

Realmente, a academia é um divertido e interessante ambiente para a prática de exercícios físicos e libidinosos mentais.

 

PS: Saiba como usar batom vermelho aqui, conheça os diversos looks masculinos e ainda um guia da paquera através da linguagem corporal.

 

Dia Internacional do Ser Humano

dom, 15/03/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

hands4.jpg
Semana passada foi comemorado o Dia
 Internacional da Mulher. Como eu celebrei a data? Completamente indiferente. São tempos negros para festejar qualquer coisa, ainda mais a condição do sexo feminino.

Guria grávida aos nove anos, estudante estuprada em universidade, cantora espancada e perdoando namorado por isso… Não há motivos para gritar em alto e bom som as vantagens de usar saias. Creio na realidade, que este é o momento de deixar essa data esquecida.

Sempre foi e sempre será um pedido de desculpas mundial as repressões vividas anteriormente e uma homenagem as conquistas feitas posteriormente. Porém, vejo que atualmente é desnecessário ficar ressaltando anualmente a mesma ladainha de sempre.

 ‘Mulher, ser abençoado’, ‘Fonte da vida’ ou ‘Dona das emoções’ são apenas algumas das frases clichês que formam o 8 de março. Precisamos mesmo ganhar presentes, elogios e palavras reconfortantes durante este período de 24 horas para aceitarmos nosso próprio gênero sexual? Em minha cabeça, isso mais parece uma forma de sexismo disfarçada e para os dois lados da moeda.

Os homens por ainda acreditarem que somos mais frágeis e as mulheres por acharem que são tão superiores assim. Mãe, trabalhadora, amante, amiga, esposa, conselheira, empresária… Eleva-se toda essa multiciplidade como se não tivesse sido pedida. É hipocrisia atenuar fatos que foram desejados, tal como ‘cuspir no prato que comeu’.

Tá mais do que na hora de deixar o romantismo envolto no sexo feminino de lado e começar a enxergar ambos os gêneros como de igual importância e valor dentro da sociedade. Isso significa também, apontar as falhas dos dois que deixaram a Terra negligenciada do jeito que está.

Quando chegar o fim dos favorecimentos, será possível então ver ações que colaborem para o todo.

E quem sabe aí, surja o Dia Internacional do Ser Humano.   

 

 

PS: Não sou muito chegada em meme´s e afins, mas uma ordem desta loira maravilhosa deve ser cumprida. Segue abaixo, seis segredos sobre a minha pessoa.

1- De uns tempos pra cá, me tornei completamente viciada em horóscopo. Sério. Leio todos os dias o meu (áries) e ainda julgo o  comportamento dos outros por conta dos seus signos.

2- Sou uma assassina em potencial até às 9h:00 da manhã. Acho que nunca em todos os meus 22 anos de vida consegui acordar cedo feliz. Nem na Disney isso seria possível.

3- Nunca zerei Super Mario Bros e isso me corrói internamente.  

4- Todos os quartos das casas que já vivi tiveram um quê de catacumba. Gosto de dormir na mais completa escuridão e se possível, sem som algum que me perturbe.

5- Considero pão o melhor alimento do mundo todo. Poderia viver a base de misto quente todos os dias.

6- Leio um livro atrás do outro e choro sempre que termino um. Sei lá, me apego tanto ao enredo, situações e personagens que quando percebo estou em lagrimas na última página.

 Repasso a responsabilidade de responder a esta íntima enquete à minha ex-chefinha do Eu Falo na Lata, ao princípio de tudo do Errei na Mosca, a ruiva gostosa do Mundo de todo mundo, ao meu salvador Maurício Araya, para minha estagiária favorita do More Things e finalmente, ele que eu sinto falta de conversar Etc, Etc e tal. 

Meio totalitária ultimamente

seg, 09/03/09
por Alessandra Castro |

o_grande_ditadorchaplin.jpgQuem me conhece sabe que não sou exemplo de pessoa politizada. Preguiça mental eterna de votação, campanhas, oposição, partidos, intrigas e coisas assim. Já disse em um texto anterior, que quem deseja mudar o mundo a sua volta deve optar por primeiramente ser uma pessoa melhor.

Tornem-se médicos competentes, ativistas por direitos contundentes, voluntários eficientes, policiais honestos, jornalistas éticos e por aí vai.

 Apesar de ter esta opinião, devo confessar que vez ou outra sinto uma pontada de vontade de adentrar a esfera do poder. Mas por motivos nem um pouco nobres. Na verdade, seriam até mesmo egoístas de minha parte.

O primeiro deles é relacionado a temporada de chuvas. Nada contra, me dou super bem com a água que cai do céu, o que me incomoda mesmo é a falta de noção da maioria das pessoas em relação ao guarda-chuva. Vejam bem, sair em um dia desses para andar em grandes centros é vivenciar uma situação de guerra.

Cada um com seu acessório na mão, segurando-o o mais perto possível como se fosse altamente protetor e único no universo. Não importa quem esteja passando perto, o guarda-chuva vira uma arma mortal. Se você estiver sem ele, corre o risco de ter um olho arrancado por este item que está nas mãos de algum desconhecido.

Se estiver com um, é capaz de debatê-lo violentamente em meio há tantos outros. Quase uma guerra Jedi na rua, às três da tarde e sob a tempestade. Para este problema a minha solução seria fornecer capas protetoras para os que possuem menos de 1.65 de altura. Ai de mim falar mal dos baixinhos, trato de igual para igual, mas me irrita realizar a dança dos desvios quando tento voltar pra casa.

O segundo ponto é relacionado a modernidade. Desde quando os ônibus tornaram-se um ótimo meio de comunicação? Estou na parada, sozinha, amedrontada às dez da noite e de longe enxergo um que possa me levar sã e salva para casa.

 Olho ansiosamente para descobrir se é mesmo o desejado, mas antes ele me dá ‘Boa noite’, ‘Feliz Páscoa’, ‘São 22h:30’, ‘Vai chover’, ‘Flamengo ganhou de 3X0’, ‘Hoje tem paredão no BBB’ em letras de néon e passa desvairado sem que eu consiga descobrir para onde ia. Neste caso voltaríamos ao tradicional com apenas o bairro estampado. Ônibus não são amigos, são transporte.

Minha última proposta de campanha seria determinar um arranjo padrão para as ruas comerciais. Natal, Dia das mães, São João, todo ano é a mesma coisa desagradável de ter que andar nestes lugares esbarrando em terceiros.

 Nestes períodos, muitos aproveitam para levar toda a família as compras e aí instala-se o caos. Como em minha cidade o centro principal de vendas possui três vias de passagem, nada custa organizá-las.

Digamos que na da esquerda locomove-se quem está indo para o horizonte e ao lado direito quem vem para o nascente. O meio fica para os indecisos trocarem de lugar. Os desobedientes levariam multas e uma tarde de gastos seria desta forma, mais tranquila e prazerosa.

 Simples e lógicos meus projetos políticos. Para alguns totalitarismo, eu digo que são apenas organizacionais.

 

 

PS: Muito obrigada por todos os comentários de felicitações pela casa nova. Fiquem mais do que a vontade em opinar.

PS1: Matéria sobre as funções de cada pincel de maquiagem você encontra aqui!

Muito barulho por nada

seg, 02/03/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Verdades

Não sei se sou eu que estou muito apegada ao trabalho, mas percebi que os relacionamentos profissionais são bem mais evoluídos que os demais. Neste quadro não há meio termo, ações que denominam as populares expressões ‘pisar em ovos’ ou ficar ‘cheio de dedos’.

Dentro do ambiente de uma empresa tudo é claro e jogado de forma limpa a meu ver. Talvez não esteja sendo direta suficiente, vamos lá então. O seu chefe nunca vai chegar e dizer: ‘Olha, eu acho que você poderia, quem sabe, fazer este relatório melhor. Assim, não me leva a mal, não é você, sou eu sabe? Espero que não fique chateada comigo. Você é ótima. Te peço com muito carinho para refazer este projeto”.

De jeito nenhum uma cena assim seria vista dentro de um local onde os indivíduos estão em busca do próprio ganha pão. No máximo o superior nessas horas chega e pede na lata para ser refeito o trabalho. Com uma data de entrega inclusive. Tempo é dinheiro e este último é igual a satisfação.

Vejamos então, quais os motivos que nos levam a ignorar este tipo de atitude em outros departamentos que também nos fornecem prazer e contentamento? Porque preferimos a enrolação ao invés da franqueza em nossos relacionamentos interpessoais? Não seria tudo mais simples se falássemos diretamente o que ansiamos da outra pessoa? 

O medo da resposta não agradar normalmente freia impulsos maiores neste quadro. O “não” é temido, mas devemos criar coragem e apostar naquele velho ditado “Se cair, do chão não passa”. A incerteza sempre será pior dentro de qualquer tipo de relação. Ela interfere contra e não a favor do desenvolvimento emocional.

Uma das vértices acabará iludida, ferida ou magoada e para este problema, outra proposta de emprego não acrescenta em nada. Não dá pra assinar a carteira de trabalho do coração, aumentar seu salário e colocá-lo em um escritório maior pensando que o mesmo ficará automaticamente contente.

Tal aborrecimento é bem mais complexo de tratar e por isso colocar as cartas na mesa logo no início seja algo tão louvável. É, talvez eu esteja entusiasmada demais com a vida profissional. Ou muito esgotada de mistérios.

Só sei que de agora em diante, quero mais é dar ou receber ordens do que tentar decifrá-las a esmo.

 PS: Amados, fiz umas matérias muito boas recentemente. Quem quiser conferir sobre ufologia, como você seria se não dormisse e curiosidades do mundo dos artistas que já morreram, podem clicar e redirecionar para lá. ;)



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