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O planeta egocêntrico

ter, 28/04/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

ego.jpgPouca gente sabe, mas recentemente soprei as velinhas e completei 23 anos.

Isso me fez pensar.

Refletir sobre o que minha tia tinha dito quando eu ainda era adolescente.

Ela falou que o auge da beleza feminina é nessa idade e a partir daí nada mais será como antes.

Podem me chamar de fútil, mas sempre me assustei com a simples ideia de estar perdendo o vigor da juventude. Sendo assim, completamente desesperada após o banho, fui dar uma sincera olhada em meu corpo em frente ao espelho.

Suas palavras tinham razão. Algumas coisas realmente foram alteradas e o que estava impecável aos 15 anos, hoje em dia deixa um pouco a desejar.

Tudo bem, não posso esquecer que cirurgiões plásticos existem e possuem família para sustentar. Mas algo me impressionou e chamou minha atenção nesta aventura narcisista de observar o físico que tenho.

Meu umbigo. Ele ainda está aqui, mas algo de radical tinha acontecido ao seu redor. O mundo que antes o contornava grande e imponente tinha diminuído levemente de tamanho.

O suficiente para me fazer perceber que foi dada a largada para o processo da maturidade.

Muitos acreditam que crescer é trabalhar, casar, comprar a casa própria e trocar de carro conforme a chegada dos novos modelos do mercado. Eu digo que tais ações são meramente pueris quando comparadas ao complexo desafio que é amadurecer emocionalmente.

E isso não acontece no recebimento do primeiro contracheque ou na perda da virgindade. Trata-se de entender que no fim das contas, somos absolutamente irrelevantes. Uma conclusão dolorosa e que por isso é tão difícil de ser aceita.

O homem é, se não me engano, o único ou um dos raros animais que passam boa parte da vida associados aos pais. Qualquer filhote de onça quando desmamado já sai à caça com suas próprias patas.

Nós não. Ficamos um longo tempo dependendo dos progenitores e sendo alvo de todos os zelos a nossa volta. É a partir daí que o mundo toma forma em volta do umbigo. E vai aumentando cada vez mais influenciando diretamente no cotidiano.

Achamos que professor brigou porque não foi com a nossa cara, que o namorado desmarcou o encontro porque não nos quer mais e tá com outra ou que o motorista do ônibus passou reto na parada por ser um total idiota.

Esse corpo celeste pessoal não admite acreditar que cada uma dessas atitudes talvez tenham respostas que não sejam relacionadas com a nossa existência.

É provável que a esposa deste mesmo professor tenha pedido divórcio na noite anterior, o namorado não poderá sair porque teve uma discussão feia com os pais e o motorista não foi capaz de esperar os passageiros porque o carro estava com defeito.

Mas é assim mesmo. Ninguém disse que é rápida a destruição de um mundo. Não há bombas atômicas ou meteoros de impacto para este caso.

Resta abrir os olhos vez ou outra na frente do espelho e acompanhar a leve e gradativa redução deste planeta que envolve o umbigo conhecido como egocentrismo.

 

PS: Gente, esse da foto abaixo, é meu primo Armando. Ele chegou recentemente de viagem. Sim, está também de férias neste planeta. :)

armando.JPG

 

PS2: Veja como se divertir em dias chuvosos, sinais que indicam uma traição e se um namoro virtual vale a pena.

Catfight!

qui, 23/04/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

catfight.jpg“A verdade é: se vocês não se odiassem tanto, provavelmente dominariam o mundo!”. Ao ouvir esta frase na televisão, dita pelo ator e comediante Chris Rock, para uma plateia recheada de mulheres, nem passou por um instante em minha cabeça, discordar de tal sentença.

É fato mesmo, mulher não gosta de mulher. Criamos parcerias, coleguismos e sociedades. Mas, amizades profundas iguais as dos homens, estamos distante de conseguir. Por quê? O motivo são eles mesmos.

Sem falso moralismo com as minhas leitoras do sexo feminino, mas na realidade não há como negar que grande parte da nossa vida é pautada na existência do sexo oposto.

A chapinha do dia a dia, as unhas devidamente pintadas e as aulas na academia não são feitas para serem exibidas aos olhos da vizinha do outro lado da rua. São para atrair a atenção do rapaz que senta na carteira próxima na sala de aula.

Claro que eles também focam o seu cotidiano na gente, mas em doses menores e mais equilibradas. Ou alguém já ouviu falar de um cara que deixou de sair com uma gatinha porque estava se sentindo meio gordo na ocasião? Isso é paranóia privilegiada nossa.

Nos detestamos porque não conseguimos resolver nada em um só momento. Homens quando se estranham tiram satisfações, empurram na parede, xingam a mãe e batem na cara.

Mulheres não partem para a violência física. Preferem o impacto mental e é aí onde mora o perigo. Plantam-se bombas nucleares na cabeça da outra, usam um vocabulário vasto e criam dúvidas que não deveriam existir.

Enquanto os machos recuperam-se de suas cicatrizes rindo e falando de futebol, as fêmeas convivem com as mesmas por muito mais tempo. Não dá para passar mertiolate no cérebro ou suturar pontos. Talvez por esse motivo, não exista serial killers do sexo feminino.

Eles são quentes e letristas, nós somos frias e calculistas. Na visão masculina, mesmo a mulher do antigo amigo de escola que não dava notícias há tanto tempo é um território proibido. Pra gente, se realmente vale a pena é só uma questão de planejamento e tempo.

 

Sim, somos terrivelmente más. E absurdamente irresistíveis.

 

PS: Veja como espantar o mau humor pela manhã, dicas para evitar acidentes com animais peçonhentos e os maiores mistérios da humanidade!

De lamber os dedos

dom, 19/04/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

cerebro.jpgPor passar tanto tempo na frente do computador, aos finais de semana deixo-me levar por horas e mais horas com os olhos grudados em frente à TV.

Filmes antigos, seriados e jornais com fofoca das celebridades internacionais são os meus favoritos, mas nada se compara a completa devoção que tenho por documentários.

Assisto de tudo um pouco, com total fascínio por este fetiche parabólico que me faz pensar em coisas nunca antes analisadas em minha mente. Ao exemplo do tema deste texto: Canibalismo.

 

Eu comeria carne humana? Faria algo assim para sobreviver? Qual seria o sabor desta iguaria em especial?

Bem, deixando de lado os gracejos sexuais com a palavra comer,  é válido destacar como este ato é visto com repúdio pela maioria da sociedade, não importando a situação causadora do mesmo.

No programa que vi, foi relatado diversos exemplos de momentos que levaram o homem a ficar cara a cara com seu instinto mais animalesco e primordial: a própria preservação.

O mais interessante de tudo é ver como o organismo prepara-se para enfrentar esse tipo de coisa. É lançado um alarme interno que faz o corpo lutar com unhas e dentes para manter seus objetivos vitais.

Em um pequeno resumo é mais ou menos assim: ao passar por um grande período de fome, nosso sistema começa a devorar o que está sobrando dentro dele. Depois desta primeira etapa, são desligados os órgãos que possuem funções ‘relevantes’ como rins e fígado.

Dando um modelo real, aqui em casa tiraríamos a geladeira da tomada, mas não a televisão.

A última parte é a mais cruel e impressionante de todas. A parte do cérebro destinada a desenvolver emoções é desconectada e falando em termos chulos, pode-se dizer que a pessoa torna-se um zumbi em busca da próxima refeição.

Acaba-se a filosofia, termina a solidariedade, compaixão e outros sentimentos. Prevalece o lado primitivo e ele só é capaz de expressar uma coisa: A vontade de viver custe o que custar.

É normalmente nesta fase que vem os delírios e a vontade de mastigar o braço do próximo, revelando que apesar dos anos de evolução, no fundo somos somente animais.
 
Eu comeria. Até porque creio que tal circunstância não difere muito de outros casos cotidianos.

Claro que aqui o julgamento é para deixar o coração bater, porém para o seu próprio benefício o homem é capaz de fazer inúmeras atrocidades que nem de longe são consideradas tabus. Em guerras, promoção no trabalho, política, namorados alheios, melhores notas, mais beleza, premiações…

Comemos uns aos outros todos os dias e isso é ignorado. Não importa o prato, mas como ele é feito.

Ai de mim dar lição de moral, afinal continuamos ainda caminhando por aqui. Uma comunidade formada de ímpares é verdade, mas que de alguma maneira continua em frente.

 

Só estou dizendo que a verdade é mais nua, crua e suculenta do que parece.

 

 

PS: Descubra as manias que acabam com a vida sexual, as novas regras dos relacionamentos e os perigos da maquiagem.

 

 

 

Extermínio pra ontem

dom, 12/04/09
por Alessandra Castro |

thend.jpgÉ praticamente constante. Ao menos uma vez por mês eu tenho o mesmo sonho. Não exatamente igual, mas sempre com o tema principal: o fim do mundo.

Taí algo que desde pequena me amedronta e creio que o pavor aumentou ainda mais depois que descobri que tudo provavelmente terminará em 2012.

Segundo uma profecia dos Maias, a humanidade só teria 3 anos a mais de existência.

 

Alguma coisa no alinhamento do sol com a Terra durante este período fatal, será capaz de destruir todos os seres vivos que habitam o planeta.

É de dar calafrios. Não gosto de saber que meus dias estão contados. Apesar de ter a completa noção de que não tenho o poder de escapar da morte, simplesmente acho a ideia do final dos tempos uma coisa terrivelmente assustadora.

Passamos boa parte dos nossos momentos fazendo planos e armando situações que favoreçam um futuro próximo. Uma previsão como essa chega e corta tudo sem dó nem piedade pela raiz.

De que adianta estudar hoje se mal haverá chance de entrar no mercado de trabalho? Não é melhor largar tudo agora e aproveitar os últimos dias que restam? O que pode manter a consciência no lugar e as decisões coerentes quando um invisível relógio da morte está à solta funcionando por aí? 

Fácil, é só decifrar o esquema todo. Analisar de forma contundente os pontos falhos que constituem este peculiar assunto.

E um deles é o excesso de informações contraditórias. O tempo vai passando e os prenúncios vão mudando radicalmente de um para o outro.

Lembro-me bem que em 1999, de acordo com Nostradamus, o planeta ia sumir e logo após a virada do milênio também. A morte do papa João Paulo foi dada como um presságio verdadeiro, assim como a queda das torres gêmeas juntamente com uma terceira guerra mundial, acabaria dizimando tudo.

Mas, cadê? Todos estes fatos ficaram para trás e nada de absurdamente revelador ocorreu. Aos que gostam de exaltar estas profecias, resta seguir os passos daquele velho conto ‘Pedro e o Lobo’ e entornar um sonoro: “Da próxima vez é certeza pessoal!”.

Fora que não tem muita lógica. Já pensou se a Terra acabar em uma terça-feira, duas e meia da tarde? Você lá na parada do ônibus e o fim chega como um filme ruim mal roteirizado? Decepção total.

Se for para acontecer alguma coisa, meu voto vai para o enredo da bíblia. Vários dias de danação, sangue no mar, prostituta em cavalo, trombetas, anjos guerreiros e besta de várias cabeças.

Aí sim um verdadeiro sucesso de bilheteria para ninguém colocar defeito ou pedir o ingresso de volta.

De qualquer forma preciso parar de pensar e sonhar com isso. Só sei que alguém deve avisar o governo brasileiro o mais rápido possível.

Dinheiro demais já está sendo perdido e talvez à toa, visto que dois anos antes da Copa não estaremos mais aqui para ver ninguém jogar nada.

 

Hummm… Creio que acabei de enxergar uma vantagem no extermínio então.

 

PS: Veja as mais estranhas superstições ao redor do mundo, bizarras modificações corporais e algumas curiosidades sexuais de diversas culturas.

 

A raposa e as uvas

qui, 09/04/09
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

clarkgcable.jpgEu e minha colega de farra. Em algum lugar do passado:

- Alessandra, para com isso! 

- Com o quê?

- Para de dar em cima dos caras desse jeito. 

- Eu não tou dando em cima de ninguém! 

- Tá sim. Tu sempre faz a mesma coisa. 

 - Joga o cabelo para o lado e fica sorrindo feito tola. 

- É?????? 

- É. 

- Então é completamente involuntário. 

 

A conversa acima acontecia vez ou outra quando saía com essa amiga para a balada. E eu realmente não tinha noção desta minha atitude que ela tanto ressaltava.

Creio que até hoje ajo da mesma maneira. Não vou reprimir o que me é natural, mas recentemente fiquei meio que intrigada com o posicionamento feminino atual nessa situação.

Tornou-se mais do que comum ver em qualquer lugar, mulheres armadas com unhas, dentes e muita sensualidade para conquistar o objeto de desejo. Acho ótimo. Estava mais do que na hora de sairmos do papel de presa para predadora, porém creio que está acontecendo uma ligeira confusão neste departamento.

Existe uma linha tênue para tudo. Em todos os momentos, vivemos na corda bamba do que é o certo e o errado. Do que está no ponto ou passado. E algumas garotas estão realmente perdendo a mão neste setor.

Assim como você tem que saber como ser amiga do chefe sem parecer puxa-saco ou pedir um favor evitando ficar com fama de interesseira, deve-se também seduzir sem passar a terrível imagem de desespero.

Em uma festa que fui, um conhecido meu nada ficou interessado quando duas garotas desconhecidas ficaram acenando compulsivamente para ele. Em outra ocasião, um amigo me contou que em meio ao primeiro beijo a menina soltou a pérola: “Vamos para um lugar mais íntimo?”.

Podem me chamar de careta, mas creio que em ambos os casos, as moçinhas desvirtuaram a arte da atração. E não digo isso porque tratava-se de mulheres, é deselegante nos dois sexos.

Tudo não passa de uma caça ou uma pescaria, e por isso mesmo existem detalhes estratégicos que fazem a diferença. Um caçador jamais sai atirando loucamente em uma floresta. O pescador não fica puxando a vara constantemente.

Tanto um quanto o outro sabe que o importante é agir de mansinho, com paciência e com completa atenção nos sinais que a vítima dá. Movimentos, olhar, sorrisos… Maneiras sutis de demonstrar que sim! Puxa que mordi a isca.
 
Corpo a corpo é também mil vezes melhor do que partir ao ataque. Ele foi ao bar? Siga-o e encoste-se como quem não quer nada. Faça parecer coincidência. Coisa do destino estarem em um mesmo lugar, e não uma daquelas armadilhas brutais que se vê em desenhos animados.

Claro que há exceções. Primeiro dia de condicional, vingança do ex que tá na mesma festa ou 3 anos sem sexo são desculpas mais do que aceitas para esquecer completamente o que foi escrito aqui e apostar nas ações da época das cavernas.

 

Afinal, um dos segredos do sucesso de uma boa caçada, é encher a barriga antes.

 

PS: Veja aqui as maiores curiosidades sexuais ao redor do mundo, a teoria da felicidade entre casais que trabalham juntos e o verdadeiro significado do nome dos carros.

PS1: Sou contra a lei do fumo. Proíbe o consumo de coxinha também. Obesidade tá quase alcançando o número de vítimas do cigarro.

 

La cucaracha

dom, 05/04/09
por Alessandra Castro |

barata3.gifSempre gostei bastante de tudo que venha da natureza.

Os momentos mais marcantes da minha infância são oriundos de dias e mais dias passados em acampamentos. Praia, sol, mar e claro, muitos animais silvestres eram parte da rotina da menina gorduxa e descalça que eu era.

Mas apesar do passar dos anos e do abandono do camping, continuo a respeitar profundamente os bichos, com uma exceção: odeio insetos. Moscas, libélulas, abelhas, baratas e outros mais que formam este grupo de seres invertebrados, me causam uma angustia profunda só por estarem ao alcance do meu campo de visão.

O pior não é a aparência em si. Uns são até bonitinhos, como as joaninhas, por exemplo, o que me incomoda mais é a falta de orientação deles.

Parece patético querer que um besouro tenha senso de direção, mas já repararam que qualquer um destes bichinhos arrastam-se, voam, saltitam e correm diretamente para o nosso rumo? Como se quisessem fazer um contato corpo a corpo cheio de admiração ao ver um animal maior ou houvesse total diversão ao notarem que este animal bem maior e mais forte na realidade morre de medo deles.

Coloquem-me trancada em uma sala com uma ratazana eu me entenderei melhor com ela do que com uma barata. Se for analisar, nós duas somos mamíferas, temos sangue quente e um útero. Quase primas de segundo grau do processo evolutivo.

E por isso mesmo, iríamos trocar um olhar de reconhecimento, fugir para lados opostos e torcer para que este tenha sido um encontro único entre gerações. Já com a barata não existe a palavra acordo e sim, confronto.

Ela vem igual a um carro sem freio, completamente desnorteado pronto para bater em alguma parte do corpo. Pânico, desespero e berros que podem acordar toda uma vizinhança de nada adiantam com este tipo de invasor. Quem acha exagero, nunca viveu tal dramática experiência que ainda deixa sequelas.

Mesmo que você tenha matado o maldito inseto, em sua memória o toque dele estará lá. Como um trauma de guerra, em que você irá um dia, tirar a roupa loucamente só porque sentiu algo estranho passando pelas costas e logo em seguida irá notar que era somente um fio repuxado da camisa.

Guerra, essa é a palavra correta para definir a relação humanos X insetos. Só que eles estão bem mais a frente que a gente.

São kamikazes suicidas que aceitam o último suspiro em nome da causa. Enquanto nós, no fundo não temos a mínima chance.

 

Apenas gritar e fechar as janelas.

 

 

PS: Nesse exato momento, o trecho da música “That joke isnt funny anymore” dos Smiths, em que Morrisey canta: “Ive seen this happen in other peoples lives and now its happening in mine…” Traz uma sensação de felicidade completa e total sentido.

PS1: Reportagem sobre garotas que se vestem de forma pin-up, como ter jogo de cintura e belas pernas estão a um clique. Confira!  

 



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