Sorria Garbo, sorria.
“Nas telas ou na vida real, Valentino sorria raramente e mal. Quando nos lembramos de Garbo, seu traço principal também era a tristeza. Ocorre perguntar se é ocasional esse elemento comum aos dois maiores mitos suscitados pelo cinema. Ambos são expressões da paixão amorosa, e envolvidos pela melancolia, testemunham que a nossa civilização persiste em fazer do amor algo essencialmente triste”.
O parágrafo acima, dito pelo crítico de cinema, Paulo Emílio Sales, sintetiza bem algo que vejo como um dos maiores problemas da humanidade quando se trata de relacionamentos: Somos os reis do drama.
Shakespeare difundiu isso, Machado de Assis também, assim como os autores da incansável fábrica da teledramaturgia. Inconscientemente desde cedo aprendemos que amar é um sinônimo natural para a palavra sofrer.
Padecemos ao sairmos do útero, ficamos desolados ao largamos o seio materno, piora tudo quando deixamos o conforto do lar para a escola e assim por diante.
Acreditamos que o tempo todo existe uma força maior no universo que rege para que as coisas boas não durem para sempre e por isso torna-se mais confortável vestir a carapuça do ‘ó vida, ó céus’ ao longo dos anos.
Fazemos isso em diversas áreas. Ao odiarmos as manhãs das segundas-feiras antes de acordar, na hora de apresentarmos um trabalho que já achamos que foi mal feito ou ao sentimos a dor da anestesia antes mesmo do dentista aplicar. Mas, quando se trata de amor aí sim é que a coisa fica complicada.
Elaboramos enormes barreiras para que nada possa fluir em liberdade. Precisamos do controle, de saber como será o dia seguinte e o outro também.
Imaginamos que não estamos agradando suficiente, que o resto das pessoas são ameaças e compramos livros que dão detalhes sobre como conseguir ter sucesso nos relacionamentos.
Ansiedade, insegurança, dor e medo. Nada disso deveria ser relacionado com a sensação de estar apaixonado.
O ruim é que gostamos. Todo mundo é exemplo de ‘mulher de malandro’ neste departamento.
Sai-se de um caso para o outro como se fossemos mocinhos de novela que não conseguem nunca alcançar um final feliz por culpa da vilania da vida em si.
Dramas não são necessários e é totalmente ilógica a busca por eles. Teme-se tanto furacões, terremotos, vulcões e outras forças da natureza justamente por não sermos capazes de calcular o grau de destruição.
Porém, em termos de relações amorosas fazemos questão de pedir ou criar um tormento assim.
Sinceramente? Não sei como atingimos oito bilhões de pessoas neste planeta.
PS: Veja como não pagar micos com envio de emails, conheça algumas das profissões mais bizarras do mundo e os filmes mais longos da história.
PS1: Créditos do texto para você, que me faz cada dia mais acreditar que o amanhã será ainda melhor.
PS2: Totally addicted to you.
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29 outubro, 2009 as 21:26
Alessandra, acabei de chegar de SP, onde vim indiginada por causa de uma lei, criada por políticos imcopetentes, que querem angariar votos para suas candidaturas, Criaram a lei: PROÍBIDO FUMAR EM LUGARES PÚBLICOS…coisa bizarra, querem nos podar o direito de ir e vir, é um absurdo. Fumamos porque gostamos, e somos conscientes de que ele nao faz bem. Agora o que mais me indignou é que (sem prnconceito nehum), nao se pode levar uma crianca ao shopping, pois lá nos deparamos com os gays e lésbicas aos beijos na boca. Ora, ora, uma crinca em formacao qual a conclusao que ela pode tirar, ah! tá tudo bem, aí se vc ao menos ficar olhando, que v já é chamada atencao e que tipo de atencao. Agora eles podem aberrar o ambiente. Tem até leis para casarem e serem felizes pra sempre. Nós fumantes é que estamos send discriminados, pode uma coisa dessa?
Esse mundo virou e cabec a prá baixo.Nao quero nem saber, vou fumar o meu cigarro até o dia que eu achar que devo fumar, esse direito eu nao vou dar, ele é meu,e político nehum vai mudar as coisas que eu brasileira, que pago os meus impostos em dia, gosto de usufruir. Zero para eles, ladroes, corrutos.
7 junho, 2009 as 19:40
vai entender o ser humano…o bicho eskisitooo! rss
beijoss lindaaaaaaa
7 junho, 2009 as 14:21
Sabe que eu nunca tinha pensado nisso? De que desde cedo aprendemos que os caminhos do amor são tortuosos e duros e blábláblá.
No fim das contas somos nós que complicamos. Que não falamos o que sentimos por medo de magoar o outro, por ceder demais ou de menos, por não se deixar levar e saber que se que tiver que dar com a cara no muro, inevitavelmente isso irá acontecer.
Não adianta tentar impedir “o fim”. O que não é pra ser acaba caindo de podre.
Beijo!
7 junho, 2009 as 10:59
olha, acho que desse povaréu todo, boa parte foi acidente, gravidez pra segurar marido ou pra casar e todo esse drama =p
E realmente, a gente que complica demais né?
Agora é tudo tão simples: eu o amo e ele me ama. Daí, do nada, o amor de um acaba e daí, fodeu.
(eu espero que não acabe e estou trabalhando nisso huhuehuahuha)
:*
6 junho, 2009 as 14:42
O ser humano é esquisito por natureza. Adoramos um drama porque todos nós somos masoquistas, gostamos de sofrer. Caso contrário, não tem graça. Infelizmente,
Beeijos!
5 junho, 2009 as 14:44
… e tenho dito!
4 junho, 2009 as 20:02
Não diria que sou confusa… soi inconstante… assim como tudo na vida, que sempre muda e muda e muda!
Bjinhus!
4 junho, 2009 as 18:27
Acho que é por isso que existe aquele velho clichê , de que se não tivermos discussão em uma relação ela acaba caindo na mesmice !
bjoos.
4 junho, 2009 as 12:01
A gente dramatiza tuuuudo. E eu, então… sou dramática demais! Ótimo texto!
4 junho, 2009 as 08:43
NÃO SOU TÃO CONFUSA ASSIM… OU SOU?
NÃO SEI SE SOU CONFUSA… ACHO QUE SIM, MAS PERAÍ CLARO QUE NÃO SOU!
HAHAHAHAHAH
E POR AÍ VAI! =)
beijooo
3 junho, 2009 as 22:05
A gente não sabe, mas o medo – no caso, o drama exarcebado – é pior do que a própria a situação.
E dói.
3 junho, 2009 as 21:22
não sei nem como saimos das savanas… simplesmente nao sei…. e assim caminhamos pra mais outros milhões. bjs, meus.
3 junho, 2009 as 20:17
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Penso que almejamos a perfeição, antes de nos tornarmos perfeitos…
Nos sentiremos totalmente felizes, quando esmerilharmos nossas formas
até que brilhem como o sol…
Adorei seu reflexivo texto!!!
Beijos no coração…
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3 junho, 2009 as 14:10
Adoramos drama, ainda mais brasileiro que adora novela… heheheheh
AInda acho que estou dentro de um filme, mas o pessoal do cinema deve estar dormindo já…
vou buscar mais drama e emoção.
bjokas.
3 junho, 2009 as 12:09
Loirissima, você tá certa porque isso é realmente a maioria… Parece que o ser humano precisa de um drama, um problema maior, pra viver… Contudo, nunca fui assim. Deve ser devido a minha curtíssima paciencia e meu jeito direto, não sou de muito blá blá blá, e o blá blá blá é o melhor amigo do drama. Já parou pra perceber?
Beijoca
3 junho, 2009 as 11:12
Olá!
Muitas pessoas gostam de “sofrer” e confesso que eu sofro sim na Segunda-Feira. Mas sempre penso que se agente não ficar se importanto com isso, o tempo passa mais rápido. E sobre sofrer por amor, digo que quando eu tenho uma “paixão não correspondida” uma semana depois eu não gosto mais do cara, apkaskpkaspkaspsak.
Sempre acordo positiva, mas tem dias que naum tô bem e não tem nada que me faça mudar de idéia;
Beijos. =)
2 junho, 2009 as 23:20
=(
Vc escreveu esse post pra mim, Mary. Tenho certeza. Sua maldosa… :~
2 junho, 2009 as 21:21
Oiii! Estou passando para agradecer o seu comentário lá no blog. Peço desculpas também pelo desaparecimento mas agora estou de volta e com novidades! Agora o A Senhorita está no Utiliblog, Passa lá depois espero que você goste ok?!
Sobre o seu post eu concordo que somos os reis dos dramas, falo isso porque sei que eu realmente sou bastante dramática.
2 junho, 2009 as 19:53
COndordo contigo e me assusto quanto aos oito bilhões…
Mas confesso que adoro um drama!
BeijOs lindaaa
2 junho, 2009 as 15:56
Bom, realmente…para uma tendência que nos acompanha desde tão cedo que não sabems nem as raízes direito…e será que tudo isso é por falta de PENSAR e exercer alguma força contra essa suposta natureza??? Afinal temos ou não nosso livre arbítrio???