Sexo: 1, 2, 3… Valendooooooooooo!
“Tu escreve muito sobre sexo”. Ao ouvir essa frase recentemente do meu pai, não vou negar que realmente fiquei um pouco preocupada com a frequência da abordagem desta pauta em meus textos.
Não sou personagem de Sex and the City e ai de mim aos 23 anos querer ser algum tipo de conselheira no assunto, mas a verdade é que não dá para fugir de algo tão corriqueiro em nossa sociedade.
Tudo se resume a sexo. Roupas, perfumes, atitudes, carreiras, dinheiro, filmes, pensamentos… O tempo todo somos bombardeados cada vez mais por informações que direcionam para este tema.
Pesquisas que dizem que algumas mulheres preferem fazer compras a dormir com o parceiro, estudos revelando que homens que trabalham em áreas da tecnologia são mais preocupados com o prazer feminino e cientistas que buscam descobrir até hoje, onde é o fatídico ponto G.
Fora as chamadas lendas urbanas. Histórias populares que afirmam que o tamanho do pênis é proporcional ao número do calçado do indivíduo e que bons dançarinos rebolam igualmente bem entre lençóis.
Programas de TV, revistas, sites e livros não param de elaborar dicas essenciais para transformar você, simples mortal, em um completo deus sexual entre quatro paredes.
Com tantas fontes de verdades absolutas, nasce também um grande problema: estamos perdendo toda a naturalidade desta ação.
Não minto que leio com ardor publicações que trazem na capa: “Faça seu namorado subir pelas paredes em 3 minutos”. É sempre bom agregar mais dados. Porém, não se pode ficar tão obcecado e crente pelo o que vem escrito em tais páginas. Ele é uma pessoa e não um macarrão instantâneo.
Sei de gente que decora, estuda posições Kama Sutra como se fossem fórmulas de prova de química do vestibular e garotas que ficam ensaiando no espelho, passos de dança para tirar adequadamente a roupa na hora ‘H’.
Nada contra ‘apimentar’ a relação com novidades. Faz bem e mostra que você se interessa pela satisfação do outro. Acende a chama e outros clichês do tipo.
Mas desde quando uma noite de sexo tornou-se algo extremamente coreografado como a abertura do Oscar? Onde foi parar a vontade de se entregar sem lenço ou documento ao duelo corporal mais íntimo e tão repleto de força da natureza que foi até capaz de expulsar o primeiro casal do paraíso?
Parece que viramos de uma hora para outra, robôs que necessitam de vários manuais para descobrir onde ficam parafuso e válvulas do companheiro. Se desejamos manter tanta distância assim do comportamento animal, parabéns, conseguimos.
Um galo jamais recusou uma galinha porque esta não tinha um coração desenhado nas partes íntimas por uma depiladora. A leoa nunca inventou uma dor de cabeça para o rei da selva porque o mesmo estava com a juba mal feita e poderia arranhá-la. O porco não vai à banca pedir o último exemplar da Playpig para poder fantasiar com outra.
Poderia dar ainda mais e mais exemplos do reino dos bichos, mas prefiro destacar que o ponto alto do sexo sempre será a imprevisibilidade.
Não tem lógica alguma nos diferenciarmos tanto em personalidade se queremos agir igualmente entre as cobertas. Cada um é cada um.
Esqueça tópicos de revistas e conversas de amigas. Jogue o relógio longe e relaxe.
Até porque mais delicioso do que escrever sobre sexo é fazer sexo.
PS: Declare todo o seu amor no Dia dos Namorados aqui, veja como evitar os malwares do Twitter e aprenda a se sair bem em uma entrevista de emprego.
PS1: Acordada. Esta é a melhor palavra para descrever o que a sua presença causou em minha vida. Eu que por tanto tempo preferi fechar os olhos e dormir, agora me vejo feliz e saltitante com a chance de finalmente despertar.
PS2: Every Day… Every hour, im more and more addicted to you.
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27 maio, 2010 as 12:41
Ah legal!
27 maio, 2010 as 01:32
Eu particularmente adoro escrever sobre sexo
falar sobre experiências, casos e outras, coisas.
mas melhor do que escrever ou falar concerteza é fazer.
http://www.assistirtvgratis.net
http://www.vertvgratis.com.br
9 agosto, 2009 as 10:40
oioioi
6 julho, 2009 as 22:14
É sempre bom ser um amante antenado e se reciclar sempre. Mas não pode perder a espontaneidade. E aproveitar, porque chegará o dia em que a nossa única zona erógena será a memória.
25 junho, 2009 as 14:12
Dizem q qto mais a gente fala, pesquisa, pergunta sobre uma coisa, mais desmistificada ela fica. Mas sexo é mistério, tem q ser… então, pra q tantos manuais?
22 junho, 2009 as 12:04
Prefiro fazer do que falar. Mas do jeito que tô, resta só falar pra eu me lembrar como era. auhauhaua! =P
Beijo, guria.
22 junho, 2009 as 10:37
Teria sido complicado, admito. No caso para os dois. Pai é Pai e Filha é Filha. Todavia quando ambos se entendem e se compreendem tem um sabor especial. Sabemos até que ele nos protege.
Um dia, chamei os meus dois rapazes, quando tinham 18/20 anos, enfrentei-os nos olhos e disparei.
Se necessitarem de alguma coisa, imclusive, dinheiro ou preservativos o v/ amigão está disponivel.
Resposta do mais novo. Que bom se já tivesses dito isso há 2/3 anos atrás. A mãe já se adiantou…
Falhei, mas sou e consideram-me o seu melhor amigo. Hoje com 27/29 anos, solteirinhos, bons moços, com profissões definidas, Psicologo/Eng. informático e médico, são os meus encantos.
21 junho, 2009 as 16:31
resumindo: Tudo se resume a sexo. Roupas, perfumes, atitudes, carreiras, dinheiro, filmes, pensamentos…
todo mundo ou esta pensando ou falando sobre essas coisas!
21 junho, 2009 as 14:05
beleza. continue escrevendo sobre o assunto. eu gosto.
já te falei sobre meu blog de poemas eróticos?
http://www.lavergadelbuenas.blogspot.com
bj
20 junho, 2009 as 22:17
ahhh adorei! hahha adorei as comparações, a playpig hauahuhaa
e adorei os ps finais
que lindaaa!!
:****
20 junho, 2009 as 12:53
Amar sem perder a poesia é um constante desafio. Plurissignifique amar.
19 junho, 2009 as 00:23
morreria de vergonha se meu pai me falasse isso. hihi
falo com todos de boa, mas sexo é meio tabu aqui em casa.
super interessante o texto, mary.
18 junho, 2009 as 19:53
O negócio é deixar rolar. Pouca luz, instinto e intuição.
18 junho, 2009 as 15:44
BANALIDADE!!!
O maior problema da sexualidade é a banalização do sexo.
As meninas estão fazendo para fugir das responsabilidades que são impostas pela sociedade, ou às vezes para descobrir o que todos falam. Já os rapazes fazem para justificar a sua masculinidade. Na minha época de garoto, tudo era ingênuo, nós tínhamos vontade, mas não sabíamos como fazer, hoje, a mídia se encarrega de divulgar para ganhar audiência.
No meu caso, o que sei sobre sexo, eu aprendi naturalmente, ficava lendo alguns contos de revistas que meu pai bobeava as deixando no armário. Penso que a sexualidade é importante para qualquer pessoa, porém deve ser trabalhada sem tabus, com respeito.
Eu vejo o sexo como o resultado de um AMOR ou de uma PAIXÂO, às vezes acontece pelo acaso, mas depende de quem e com quem.
Usem camisinha! Não usei, hoje sou pai de um casal, brincadeira, eu e minha esposa planejamos.
Beijos!
18 junho, 2009 as 11:33
Porque eu gosto tanto dos teus textos? Nossa, é terapêutico! hauhauah
Mas é verdade. O sexo virou muito mais uma coreografia do que uma atitude de amor, prazer e entrega. Comigo não, mas o mundo caminha pra isso.
Adorei o Playpig huahauha
17 junho, 2009 as 20:57
let’s go fucking!
17 junho, 2009 as 14:24
Concordo com você. Eu não tenho experiencia alguma, mas ve-se falar muito em como o sexo se tornou sistematizado. A entrega descontraida e espontanea, pode ter um resultado muito mais satisfatório.
Beijos
17 junho, 2009 as 08:32
Tu é uma ninfomaníaca que eu sei!!!
AIUHEOUIAHOEIUHOAIUEHOIUA
17 junho, 2009 as 01:26
Vc tem razão. O problema é fazer todo mundo botar isso em prática e viver “o deixa acontecer naturalmente”. É foda. O mundo ta baseado em rótulos e regras, realmente viramos rôbos.
16 junho, 2009 as 19:47
A parada é que, quanto mais preparação mais ansiedade e menos ação…