Brasil de retalhos
Creio que eu tinha 12 ou 13 anos. Sei que era Carnaval e que já era muito tarde. Beirando a madrugada.
Meus pais e os dela tinham nos mandado para casa, a fim de curtirem o resto da festa momesca.
Estávamos lá na sala, eu de pijama assistindo o desfile das Escolas de Samba, quando recebi a minha primeira sugestão de fuga.
“Beleza”. Foi só o que respondi. Quando vi, a rua era nossa e toda a escuridão da noite perigosa nos esperava. Claro que no espírito aventureiro da coisa, não se pensa nas enrascadas.
Apenas um plano de desvio era necessário caso tivéssemos a fatídica coincidência de encontrar os adultos. Lembrei-me dessa experiência recentemente, quando fui tirada para fora de uma casa noturna às duas da manhã.
Uma tal de regra do silêncio misturada com a suposta presença de menores foi o motivo da confusão toda. Antes desta humilhação, eu não fazia muita noção da expressão ‘Casa da mãe Joana’.
Sabia do seu significado, mas não conseguia ligar a nada que fosse do meu conhecimento. Agora sei. Atende na formalidade pelo nome de legislação e consequentemente, as Assembléias Legislativas espalhadas por aí.
Nada contra as ordens, somos selvagens com elas e sem elas poderíamos ser mais ainda. O que me incomoda mesmo é a falta de constância das mesmas.
Um exemplo claro? Lei seca. Nos primeiros meses era blitz para todos os cantos. Atualmente nem descendo do carro dançando na macarena e gritando ‘tou bêbado’ você é notado.
Que o diga os dois mortos pelo deputado em Curitiba. Pois é, outro ponto em questão: ausência de imparcialidade.
Fecharam este bar e outros mais por não terem as clássicas ‘costas quentes’. Assim como durante o período de festas juninas irão ignorar completamente a norma sonora.
Brechas. Ninguém gosta de tetos que depois de um concerto voltam a mostrar goteiras ou roupas que ficam a todo instante descosturando. Mas de alguma forma, aceitamos a República Federativa do Brasil do jeitinho que ela é: uma grande e feia colcha de retalhos.
PS: Veja dicas para parar de fumar hoje mesmo, como reconhecer um mentiroso e descubra se o chocolate é vilão ou amigo da sua dieta.
PS1: O que eu tenho a falar sobre o STF e o diploma de jornalismo? Que nada me surpreende dentro de um país que tem como líder um semianalfabeto.
PS2: Sempre feliz. Sempre apaixonada. Sempre sincera. Sempre confiante. Sempre agradecida. Sempre ardente. Sempre sortuda. Sempre melhor. Sempre ao seu lado. Sempre com você. Sempre sua.
PS3: “Ahhhhhhh viu? Eu te domino”. E nunca uma sensação foi tão boa.
PS4: I’ll love you till the end of the world.
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30 junho, 2009 as 00:31
Não deixemos que |F.D.P| acabem com nossos sonhos…
Adoro teus post’s
28 junho, 2009 as 19:45
Quando comecei a ler o texto, fiquei assustado, pensei que minha mente tinha sido lida….incrivel….”concorodo com vc sem tirar e nem por”….excelente critica, não pq eu concordo( isso seria egocentrismo), pois sei reconhecer uma boa critica mesmo discordando do ponto de vista…essa “tal” de “ação diciplinadora” da justiça logo, logo passa(uma modinha) q com o tempo vai passar…com certeza ai deve haver interesses no minimo suspeitos…
28 junho, 2009 as 13:20
Essas leis e esses legislativos são mesmo uns bostas. Essa última do jornalismoi fiquei pasma! Daqui a pouco médico não vai mais precisar fazer medicina, será necessário apenas observar os já existentes no hospital e fazer um curso de 2 anos?
Quando à Lei Seca, aqui no Rio, pelo menos, está funcionando bem, Toda hora vejo uma blitz, principalmente de madrugada. Estão espalhadas nos principais pontos de acidentes, perto de boates de onde as pessoas costumam sair bêbadas, etc.
Mary está apaixonaaaaaadaa!
Beijos!
26 junho, 2009 as 18:55
querida, sou do TDB também… preciso falar contigo (: se você não chegou a receber meu recado me avisa no Orkut – o link está no meu blog. obrigadaaa (:
26 junho, 2009 as 17:38
É por isso que o Brasil não vai para frente. Guardada as devidas proporções tem muito médico se passando como especialista de determinada área sem ser. Legalmente após terminar a faculdade de Medicina, o aluno pode dar plantão mesmo sem saber entubar. Isso é grave demais. Não existe punição. Todos fecham os olhos, pois a lei é permissiva. Então continua tudo do jeito que está. E quem luta por uma qualificação melhor é nivelado com gente que não está nem aí. Que só enxerga o dinheiro e não a formação que vira algo de segundo plano.É duro ver o colega se passar por algo que não é e não poder falar nada. Mas já tem paciente esperto que verifica antes se a pessoa é realmente aquilo que diz ser. Se eu fosse jornalista eu estaria indignada. Acho que eles não gostariam se o mesmo fosse feito na área de Direito.
25 junho, 2009 as 14:08
Pois é bem assim, todo mundo conhece a exceção da regra, a regra deturpada, o rombo, o pedaço do retalho… mas o todo, o ideal, a regra e o coerente, ng conhece nem segue,
Bjussss
24 junho, 2009 as 15:54
Li algumas postagens antigas tbm e adorei!!!
Parabes pelas escritas, divertidas e que fazem pensar!!
Grande bjOo’
24 junho, 2009 as 11:50
Realmente nada me surpreende. E já não discuto mais (falando) sobre STF e suas súmulas que parecem textos dos quadrinhos do Maurício Souza. Nem sobre a nossa legislação que talvez funcione no Fantástico Mundo de Bobby, mas não aqui no Brasil. Nunca aqui!
O que você quer é utópico demais.
Imparcialidade pra eles é coisa de comer.
Boa quarta.
24 junho, 2009 as 10:29
tua associação entre o stf, o diploma e o semianalfabeto que nosso país preside foi tão… sensata!
24 junho, 2009 as 10:15
Faço das palavras do Rodrigo as minhas!
O brasileiro se acomoda muito em cima de leis.
Não adianta nada elas existirem se nós não cobrarmos sua execução e de forma justa!
saudades tuas gata!
beijinhos!
;*
23 junho, 2009 as 22:58
Um dia tentei ligar pra polícia porque o vizinho estava com o som muito alto, e ninguém me atendeu. Snif.
23 junho, 2009 as 17:19
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Eu gosto demais desse seu jeito de falar sobre as coisas!
Você é direta, sincera e tem uma linguagem fluida…
Beijos de luz e o meu carinho!!!
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23 junho, 2009 as 17:09
As Leis aqui neste país são quase todas desrespeitadas. Como diz me velha e sábia mãe, “só para Inglês vê”. Bjus.
http://contesta-acao.blogspot.com
23 junho, 2009 as 10:49
Algumas leis servem pra causar ruído, ter um burburinho, pra mostrar que algo está sendo feito, modificado ou transformado completamente.
Depois as coisas voltam atrás… parece que até as leis são passageiras.
bjokas.
22 junho, 2009 as 20:30
Ai Flor, se pelo menos a colcha de retalhos fosse de linho puro! O problema é que é de estopa! rsrrs
Tinha que ser como no jogo do bicho: “vale o que tá escrito”. Mas é impressionante a rapidez com que o que está escrito perde o valor… Mas mudando radicalmnete de assunto: esse coraçãozinho já não apanha, ando dando surra de tanto que bate rsrsrs
Kisses
22 junho, 2009 as 20:24
Eu nem assito jornal durante a semana pra não me revoltar!!!
É muita contradição e injustiça nesse país!
E que bom que está feliz =)
Beijos!!!
22 junho, 2009 as 15:07
Este Brasil é uma grande bagunça. Tá certo que quem detém o poder provoca as falcatruas, mas um grande parcela de culpa é nossa (eu também me incluo, embora ainda faça algum esforço), pois nós que os colocamos lá e não fazemos nada para impedir que eles aprontem. Esta é uma das únicas, se não for a única democracia do mundo em que o povo só tem poder de 4 em 4 anos.
22 junho, 2009 as 14:58
Post diferente, politicamente correto.
A teoria é sempre bela.
Bjus!
22 junho, 2009 as 14:11
As pessoas tem mania de querer provar as coisas. isso é só pra dizer que est~çao fazendo alguma coisa, mas daqui há uns dias, ninguém nem se lembrará mais…
é hipocrisia!
amiga, tava lendo teus PS’s, tu tá in love hein??!11
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
beijos amiga!
saudades!
22 junho, 2009 as 12:13
Tudo isso é uma palavra: comodismo. A gente não fala porque é cômodo. Porque sabe que não vai dar em nada. Porque vai ser uma voz uníssona e sem significado. É a falta de unidade de todo mundo.
O mesmo com relação ao diploma de jornalismo. Defendo o diploma, mas muitas coisas que acontecem na nossa profissão (falta de ética, não saber escrever nem o português direito, não saber o que é um lide, entre outras coisinhas) e nas universidades (muita prática e pouca teoria, pouco debate sobre a função jornalista, e bla bla bla whiskas sachê bla bla bla) que me faz pensar: se é só pra escrever – o que as universidades têm ensinado a todo mundo – não precisa de diploma. Basta ler jornal e pronto.
As desculpas do STF foram ridículas. Não souberam defender a tão falada “liberdade de expressão”, como se quem for empregado vai poder mandar o chefe tomar no fiofó e não ser punido por isso em nome da “liberdade de expressão”. Como se eu chegar em um ambiente público e dar um carteiraço eles vão me falar tudo em nome da “liberdade de informação”.
Porém, nós, jornalistas, também falhamos em muita coisa. Primeiro, na falta de coerência. Muito bonito defender que pra ser jornalista só diplomado, mas não atuar contra as empresas que contratam não formados “para evitar a fadiga” – fora aqueles que agora reclamam por não ser mais exigido diploma, mas quando eram estudantes faziam de tudo para serem contratados como funcionários em vez de estagiário, mesmo que o salário fosse pequeno. Segundo, na falta de união. De que adianta ficar querendo defender um diploma se não consegue, de jeito algum, unir os jornalistas em um bem comum. Terceiro e último, na falta de humildade. Muitas vezes foi perguntado para o sindicato dos jornalistas do RS e para algumas coordenações de curso de jornalismo sobre o que fariam caso o diploma caísse. A resposta? “Não acreditamos nessa hipótese”. Arrogância pura e comum nos profissionais de jornalismo, que vivem falando “médico acha que é Deus. Jornalista tem certeza”. Aí cai a casa e agora colocam a culpa só nos outros, sem olhar pro próprio rabinho.
Vale lembrar que a Fenaj resolveu promover uma greve de jornalistas só agora, quando o diploma já caiu e quando pode ser demitido fácil, fácil. Deveria ter feito isso antes.
Enfim, quase um post. Mas é que já cansei desse debate sobre o diploma de jornalismo em que ninguém consegue defender uma posição de forma coerente.