20 e poucos anos
Deve ser algo absurdamente comum mas, na casa dos 20 anos é que você começa a sentir o peso das chamadas relações sociais.
Em casa seus pais querem que você seja o mais estudioso, prestativo e responsável indivíduo. No trabalho o foco é ser talentoso, ter destaque e sociabilidade. Com os amigos você deve virar uma fera que adora pirar nas baladas e entornar copos como se não houvesse amanhã. Com o parceiro tem que incrementar o convívio a dois enquanto veste as mais quentes lingeries e finge entender porque Robinho saiu de um time estrangeiro.
Uma coisa meio prateleira de DVD em que você se vê obrigado a se dividir em temas e personagens. E o pior disso tudo é que as regras de um círculo de relacionamento difere completamente das do outro.
Crescemos ouvindo que ‘você pode fazer tudo que quiser’ mas, quando chega a hora de juntar-se ao mundo das carreiras profissionais percebe-se que a coisa não é bem assim.
Hierarquia grita alto e você não tem direito de fazer bico, charme ou manha em frente ao seu chefe como faria com os familiares ou namorado. Obedece quem tem juízo e quando chega a sexta-feira a noite no meio da pista de dança, ninguém tem.
É por essas e outras que encontramos tão facilmente por aí, pessoas incapazes de se definir. Se em cada situação é necessário optar pela ação mais conveniente, como realmente saber qual a forma verdadeira que você iria reagir se pudesse?
Não tem como negar que a sociedade exige e te força a provar todos os tipos de pratos do restaurante, enquanto somente dois já satisfazem bastante a maioria. E quem não está muito a fim de ‘engolir’ tais lições emocionais, é logo taxado de alguém que faz pouco-caso das relações no geral.
Texto sem ‘pé nem cabeça’ eu sei, mas que se resume muito bem quando digo que os 20 anos são a utopia de quem tem 15, a inveja dos que possuem 30 e o inferno de quem está passando por eles.
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9 fevereiro, 2010 as 00:35
Tenho plena certeza de que a vida de verdade começa aos 20 e poucos anos. É quando a gente vê que nem tudo (ou quase nada, pra falar a verdade) pode ser do jeito que a gente quer. É quando a gente vê que falar “umas boas verdades” pra algumas pessoas é algo impossível de se fazer. E é quando ainda não temos experiência pra lidar com isso. :/
A propósito, não vejo a hora da minha vida de “adulta bem-sucedida” começar.
Bjos
9 fevereiro, 2010 as 09:45
Nem me fale… é muita coisa de uma vez só, mas do jeito que os trintões reclamam, a tendência é piorar.
heheheheheheeh
bjokas.
9 fevereiro, 2010 as 11:02
Muito bom ! Adorei o texto, o legal é que tudo que tem no seu blog tem haver com vocÊ e suas experiencias só posso te dizer uma coiaa : vcÊ é FOOOOOOOOOOOOOOOFAAAAAAAA DE MAIS ! heehehe bjss
9 fevereiro, 2010 as 12:42
Sua modéstia continua ingênua como as meninas de 15 anos (oops! ingênuas?) Então tá, como as meninas de 3 anos. O texto não tem absolutamente nada de sem pé nem cabeça baby, muito pelo contrário. Você continua escrevendo de forma divertida e espontânea sobre o universo feminino, como poucas sabem, e com muitos neurônios de diferença da maioria.Até te perdôo por não entender o significado do Robinho voltar para o Brasil. Tudo bem, nós também não entendemos como é possível achar interessante ver todo dia dois gêmeos, absolutamente idênticos, se estaponarem e acreditar que sejam gêmeos , ver o Zé Mayer pela enésima vez pegando todas as mulheres da novela inteira,uma pinguça eternamente em crise, uma mulher que vive dando mole para um cara meio assexuado,mas que acaba nunca dando para ele.. São coisas bem difíceis para um homem entender.
Ainda vou te ver escrevendo na revista Nova, na Marie Claire, Na Vogue…
Bjo
9 fevereiro, 2010 as 16:58
As considerações finais fechou com chave de ouro o post!
9 fevereiro, 2010 as 22:11
Obrigada por me assustar. Sou uma recem chegada à segunda década de vida e não é muito legal te ver me assustando desse jeito [?] shushushushuhushsu
“Obedece quem tem juízo e quando chega a sexta-feira a noite no meio da pista de dança, ninguém tem.” (y) nem no sábado.. nem no domingo… e juízo é uma coisa chata q nao deveria existir! [?]
=***
10 fevereiro, 2010 as 10:58
Ahhh meu deus! Como é dificil ser gente grande!
E podexá, eu ainda não to rica, mas qdo tiver, eu aviso! Quem sabe eu até apareça rpa dar um hello
:*
10 fevereiro, 2010 as 23:01
Nossa esse Post caiu como uma luva pra mim.Estou nessa fase com tudo de ruim e mais um pouco.Sinto falta da minha infância.Que minha única preocupação era ganhar das meninas brincando elástico.
11 fevereiro, 2010 as 02:02
É a crise do “ser” multimídia, no fim as pessoas nessa fase acabam se atentando a tudo, menos a si próprios. No fim a mesma sociedade que te inspira na doce ingenuidade dos ares libertadores da vida “adulta” é a mesma que te engessa sob obrigações que as vezes a pessoa nem se toca por se submeter.
O problema é pior nos casos daqueles que desde o pincípio já são “marginalizados socialmente”, O famigerado “rótulo” que te impões baseados em achismos e impressões distorcidas.Traumas e paranóias sociais, que acabam sendo mais aparentes nessa fase, onde surgem as pessoas mais insensíveis que no fim acabam por considerar tudo frescura quando nao nos sentimos capazes plenamente em algo.
Esse breve tempo entre o “como será” e o “lembra daquele tempo??” é o mais doce néctar e o mais amargo remédio que se pode provar na vida.É necessário.No fim todos tem que crescer.É natural.
Ótimo texto alessandra.
:*
13 fevereiro, 2010 as 19:08
Aah.. Eu to bem no meio da Crise dos 20!
Aaah que saudaaaaaaaades dos meus 15!!
Beiijos,
13 fevereiro, 2010 as 20:21
Nossa!! Uma coisa que eu pensoo e queria muito que eu pudesse fazer é continuar sempre nos meus 16 anos! Eu acho que em meus pouquissímos anos de vida os meus 16 anos foram até agora os melhores. Quero continuar nesta ida, mas agosto vem chegando neste ano e os 17 vão se aproximando. =/
O negócio é aceitar mesmo. Fera o texto Alessandra! Beijos e até maiss! XDD
14 fevereiro, 2010 as 00:50
Bom, eu tenho 16 pra 17, posso considerar 15 pq não tenho vontade de chegar aos 20. Acho que 20 deve ser a mesma merda de sempre. Eu não me dou bem em relações sociais.
14 fevereiro, 2010 as 14:22
Yeah… ^^
14 fevereiro, 2010 as 15:00
Não precisa chegar aos 20 pra ouvir isso não. Aos 16 eles já começam te pressionar. Pena que se não tiver a orientação devida, acaba acontecendo tudo de errado (com meus primos foran assim…).
Beijos :*
Ps: obg pelos parabéns. Espero chegar nos 3 anos tbm (:
14 fevereiro, 2010 as 21:48
Felicidades em pleno Carnaval.
Ainda os dois vivos, o que já não é mau de todo.
Beijinhos, enviados deste Portugal desgraçado
16 fevereiro, 2010 as 20:19
Deu até medo dos 20 anos! rss..
Mas acho que isso acontece quase em todas as idades.
E é pior quando não há ainda algum sinal de formação de personalidade, isso faz com quem os nossos jovens destrilhem por caminhos quase sempre loucos.
Penso que não se pode agir igual em todas as situações, mas em todas elas deve-se deixar claro que tipo de pessoa nós somos sabe?
Não vale a pena nos deixar levar pela multidão porque no fim não saberemos quem realmente somos.
ps: valeu pela visita lánoblog, fique à vontade para voltar viu?
Beijo!
17 fevereiro, 2010 as 22:07
Seus pontos de vista estão perfeitos. Assumir, ou representar papéis é exigência frequente ao longo da vida. Ter consciência disso é fundamental para que possamos administrar as situações e ter consciência de quem – essencialmente – somos.
Beijão e obrigado pelas visitas ao Dicas.
25 fevereiro, 2010 as 17:09
Quando eu tinha 20, li um livro do Freud intitulado “O mal estar na civilização”. Desde então, não espero grandes coisas de nada. Mas, tenho cá minhas alegrias particulares.
Bjoooooooooo!!!!!!!!!!!!!!
29 abril, 2010 as 09:21
O pior que o texto tem muito pé e cabeça, haha! Faz sentindo tudo o que você falou neste mundo de Deus dará. Pessoas “perdidas” e away do mundo. Sob pressões e adequações do dia-a-dia fica complicado a própria pessoa se achar. São poucos, acredito, que possuem uma oportunidade de ser o que querem ser (ou o que realmente são).
A dificuldade não mora somente em si, mas nas pessoas que a rodeiam…