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Deep Web: Onde o indizível é feito

qua, 14/09/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

E em um reino muito, muito distante, existia um povoado onde todo o tipo de maldade não era condenada. Os habitantes deste vilarejo uniram-se através do desejo que tinham em comum: o de explorar o pior de todas as maneiras possíveis, imagináveis e também, inimagináveis.

A população do resto do reino mal fazia ideia do que acontecia e os que tinham tal conhecimento, quando não optavam pelo lado da escuridão, eram taxados de loucos conspiratórios por aqueles com quem compartilharam a ultrajante informação. E o reino continuava dessa forma, sem saber de nada, ou assim fingia ser enquanto o povoado mantinha-se expandindo as suas desgraças de forma assustadoramente veloz.

Isso não é uma fábula de final feliz. Na verdade, nem fantasia é, trata-se da mais pura realidade. O reino cego é formado por nós, na Internet que navegamos todos os dias. E o vilarejo do mal é chamado de Deep Web.

Para ser mais verídico este post, digo que a denominada Deep Web ou Deepnet e outros nomes a mais, está sendo subjugada ao receber o título de vilarejo. Ela é de fato o reino, o país, a nação, o mundo, a galáxia da Internet.

Explicando de maneira mais visual, falo que enquanto a Internet é tudo que acessamos diariamente (portais, navegadores de busca, sites de downloads, blogs, pornografia…) no formato de pico do iceberg, a Deep Web está relacionada a tudo aquilo que está abaixo do mar e que uma maioria esmagadora não pode ver.

E claro que como em todo local em que a supervisão é negligenciada, posso dizer sem maiores rodeios que o indizível por lá é feito. Pedofilia, canibalismo, grupos terroristas, apologia ao nazismo, as drogas, tortura de inocentes, satanismo, incesto, estupro, tráfico humano, racismo e todos os outros mais crimes contra a humanidade se unem neste espaço. E quando uso o termo ‘unir’ quero dizer no sentido literal da palavra mesmo, como atos de nazismo e canibalismo juntos, por exemplo.

Não acreditam? Pois saibam que além de sites sobre o tema que vou disponibilizar ao final da postagem, existem diversos casos famosos abrangendo o assunto. Em 2003 um caso chocou a Alemanha e foi noticia no mundo todo. Um canibal confessou em um tribunal ter matado e comido uma pessoa a pedido da própria vítima. O “Canibal de Rotenburg”, como ficou conhecido, diz ter conhecido a vítima e combinado como tudo seria feito através da Internet. Uma investigação da policia levou a uma rede de fóruns de canibalismo escondidos na Deep Net. “Cannibal Cafe”, “Guy Cannibals” e “Torturenet” eram páginas usadas pelos canibais para marcar encontros e selecionar vitimas para a prática de canibalismo.

Sim, assustador não é mesmo? Quem diria que tinha gente que ia além dos meros sites de relacionamento onde garota encontra rapaz? De qualquer forma, agora vocês devem estar se perguntando por quais motivos tais páginas não são fechadas e seus usuários condenados? Bem, a verdade é que para navegar nessas águas escuras da Deep Web, você precisa ser realmente um excelente pirata.

Somente horas e mais horas de conhecimento sobre encripitação, uso de metatags especificas, programas e navegadores exclusivos abrem as portas para o lado negro da força. E todos nós sabemos que nem a polícia mais inteligente do mundo é realmente tão inteligente assim.

Se para acharem um barbudo, de chinelo e terrorista demorou anos, imagine um carinha pervetido que nasceu praticamente dentro do mundo da Internet? Você pode até tentar buscar mais informações, adentrar em sites que nunca visitou e se chocar com duas ou três fotos de pessoas mutiladas em guerras, mas acredite, os próprios caras que criaram a Deep Web sabem que você está lá e controlam até onde você pode ver.

Não se deixem enganar. Eles podem ser monstros, mas não deixam de ser espertos. E aí, o que resta fazer? Sinceramente, creio que repassar a informação adiante. Conversar sobre isso, sobre esse absurdo que acontece na ponta do nariz das nossas autoridades que nada resolvem.

Alertar quem não faz ideia, ficar de olho nos que você acha que sabe demais. Quem sabe assim, um dia, poderemos nos livrar de toda essa sujeira escondida bem aí, debaixo do teclado do seu computador.

Abaixo, alguns links que também tratam o assunto:

Deep Web – A verdade aqui.

Nem tudo está no Google

Até onde vai a toca do coelho?

Deixem os homens em paz!

qui, 09/06/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Eu realmente não sei por qual motivo, mas ultimamente ando com pena dos homens. No geral mesmo, sabe? Dó destes pobres seres da espécie masculina que na sociedade atual são praticamente coadjuvantes.

São diversos os segmentos que viraram a cara pra eles e agora só querem saber das mulheres. Revistas, televisão, filmes, livros, tudo baseia-se em ‘O que as mulheres querem?’.

E o que os homens querem? Vocês por acaso já sabem? É isso?

Quanta injustiça. Os pobres coitados não podem mais trocar a namorada pelo futebol, não podem ficar gordos ou carecas, não podem ser peludos demais e nem baixinhos.

Não podem reclamar de ter que andar no shopping com a companheira, não podem ganhar mais que as mulheres na empresa, não podem chegar em casa e ficarem sem fazer nada, não podem ter um pênis pequeno e muito menos chorar. Pobres diabos.

Com essa pressão toda e até derramar algumas lágrimas lhe é proibido. Na boa, eu como representante do sexo feminino tenho cacife pra falar que as mulheres andam muito egocêntricas. Onde você olha tem uma falando ‘eu trabalho, estudo, cuido da casa, do marido, dos filhos, vou a igreja, dou atenção as minhas amigas, faço pole dance’.

Tudo bem garotas, já foi entendido que vocês estão cada vez mais conquistando um espaço que anos atrás lhe eram impossível de ter. E o porquê disso? Porque eles, os homens que vocês tanto falam mal agora, deram uma brechinha, mesmo com um pouquinho de pressão é lógico, mas ofereceram um canto pra vocês se desenvolverem.

Calma, vou logo explicando que não sou nenhuma machista e muito menos feminista. Vejo-me mais como humanista e essa reclamação toda em relação ao comportamento dos moços, me incomoda. Sabe, deixem eles de mão um pouco.

Tudo o que vocês falam é que querem um namorado inteligente, que cozinhe, que seja sensível, bem-humorado, rico, de boa família, viril, aventureiro, bom pai.

Olha, não é pedir demais não? Desculpa, mas creio que nem o tal do Jesus era tão perfeito assim, ok? Por isso, largue de serem chatas, parem de olhar só pro umbigo de vocês e reparem melhor no rapaz ao lado.

Ele não lhe quer mal, ele lhe admira e até mesmo aceita de boa vontade uma Chefe de Estado do sexo feminino. Lembrem-se mulheres, não foram eles que mudaram ao longo dos anos, foram vocês.

Dêem um tempo, séculos de individualismo não se alteram de uma hora pra outra. E se continuar assim, vocês é que estarão trazendo de volta a época da opressão, só que desta vez, o poder seria nosso. E qual a graça disso?

Nenhuma, melhor lutar lado a lado do que um ficar contra o outro. E por isso repito, deixem os homens em paz. E vocês leitores do blog, sintam-se compreendidos.

 

PS: E eu espero que não seja tão chata com você.

 
PS2: Feliz 730 dias e que venham mais e mais de pura felicidade. Amo você. 

Essas tais de metrópoles

sex, 13/05/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

E não é que minha cidade em breve vai completar 400 anos? Nem sei o que isso equivale ao resto dos outros locais. Provavelmente São Luís ainda deve ser um bebê, aprendendo a comer, a falar, a andar.

Fico feliz por ser assim, uma simples cidade e não uma metrópole. Tenho aversão a metrópoles. É bom de visitar, fazer turismo, compras e coisas do tipo, mas pra viver deve ser meio que tenso, sabe?

Em grandes cidades rola violência demais, assaltos, saidinhas de banco constantemente, rapazes estupram  garota e filmam pra colocar na Internet. Em metrópoles toda vez que chove,  tem enchentes.  Casas são arrastadas de seus locais, ficam cheias de lamas, carros não conseguem passar porque uma rua inteira está alagada. Muito difícil viver nessas áreas tão amplas.

Os engarrafamentos são terríveis, você demora cerca de 2 horas ou mais para se locomover e as ruas ainda por cima, são lotadas de buracos. Não aguentaria uma coisa dessas. Pior mesmo é a noite desses locais. Os bares ‘populares’, aqueles da modinha, estão sempre lotados e você fica uma vida esperando para entrar, quando consegue, é claro.

Sem falar que às vezes lota tanto de gente e o atendimento não pode ser outra coisa do que péssimo. Os supostos grandes eventos e shows nem se fala. Cobra-se o olho da cara nos ingressos, a estrutura não é lá essas coisas e quando tem meia entrada, é praticamente algo sobrenatural. Some em segundos, ninguém viu, ninguém comprou nada.

Fico com pena também de quem vai até esses locais. Nem é complicado de encontrar aeroportos precários, no qual paga-se taxas sem lógica alguma e ainda por cima, não tem um bendito ar condicionado no local. Credo, pavor dessas metrópoles. Temo as tais cidades no qual atos de vandalismo como jogar fezes em um teatro é algo tolerado e onde as obras públicas nunca são feitas no prazo.

Quero ficar longe de locais em que os ônibus estão em sua maioria velhos, quebrados e são vitimas de constantes de assaltos. Jamais gostaria de pisar em uma cidade onde animais ficam soltos causando inúmeros riscos a já judiada população ou em que as universidades federais e colégios fossem alvos de paralisia, deixando milhares sem educação. Sério, entre todas as outras, São Luís merece destaque. Lugar melhor, não há.

PS: Espero não precisar explicar o texto, né?

PS1: Tu nunca mais vai viajar, ou melhor, da próxima vez eu tenho que ir contigo. Saudade é um bichinho cruel.

“Quando você cresce, seu coração morre”

seg, 21/03/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

E eis que em poucas semanas eu completo 25 anos. Isso mesmo caro leitores, um quarto de século, vinte e cinco primaveras e todas essas besteiras do tipo. Como me sinto? Ultrajada acho que é a palavra.

Não, na verdade creio que insultada se adéqua bem melhor para definir meus sentimentos. E sabem o porquê disso? Por que de repente eu me toquei que está passando tudo rápido demais.

Parece que foi ontem em que eu acordava empolgada para chegar ao primeiro dia de aula e dar de cara com rostos novos na sala. Parece que foi antes de ontem que eu saía logo após o almoço com o sol a pino com minha vira lata ao lado explorando terrenos baldios imaginando que na verdade eu era uma grande arqueóloga em meu campo de pesquisa. Parece que não faz nem uma semana quando prometi ao meu amigo que iríamos juntos achar a Atlântida e colher o lucro disso.  Parece que faz um mês em que eu penteei os cabelos dentro da igreja, durante um trabalho do colégio sobre os vitrais e após levar bronca do padre pelo ato perguntei para ele se Jesus por acaso andava descabelado por aí. Parece, mas não faz.

Nem dias, nem semanas e nem meses. Todos os momentos acima citados são coisa de anos passados. Insultada, sim, é como eu me encontro agora, pois por incrível que pareça ninguém me disse que isso ia acontecer, que de repente eu ia acordar e dar de cara no espelho com alguém completamente diferente. Claro que não estou dando uma de vítima aqui.

É lógico que todo mundo passa por isso e sinceramente me surpreende que o ser humano continue funcionando após sair de cada etapa da vida, principalmente uma tão importante como a infância. Digo funcionar porque em cada período de desenvolvimento nós vivemos intensamente o que está ao nosso redor. Aquela é a nossa realidade e o futuro é algo teórico. Existe um senso de ordem nas coisas e quando passamos por uma mudança como atingir a adolescência ou a fase adulta, essa transformação mesmo que não seja bruta tira do eixo as percepções que ali estavam.

Preocupações, crenças, sonhos, anseios, gostos… Todos estes ingredientes que tornam um ser em humano são modificados. Não violentamente, mas machuca e espanta do mesmo jeito. Creio que acontece pela troca de peso por assim dizer. É como se em todas as fases da vida você ganhasse um novo acessório para carregar suas coisas.

Quando criança, uma lancheira. Lá você coloca a sua fé nas fábulas, seu desejo por brinquedos, sua preocupação com fantasmas, seu gosto pelo ar livre e doces. Na adolescência o compartimento torna-se uma mochila no qual você joga lá dentro seu nervosismo com o sexo oposto, sua confiança em Deus, seus planos de ser muito rico e sair de casa aos 23, sua ambição em ganhar um carro ao passar no vestibular,  sua vontade de ouvir rock and roll em alto e bom som. Aí você é finalmente adulto e passa a usar uma mala, como eu disse, mais pesada, mais grossa, mais chata de carregar.

Na mala cabe mais coisas e olha só isso, o compartimento das preocupações é o maior de todos. Dinheiro, dívidas, família, relacionamento, carreira, amizade, aparência e dinheiro de novo. São apenas alguns dos vários elementos que se encontram neste cômodo. O resto tal como os sonhos e as crenças ainda persistem, mas às vezes ficam esquecidos. Em algum local dentro da mala, acumulando poeira e comidos pelo tempo.

O ruim é que achamos difícil aceitar isso e sempre queremos olhar para trás, mesmo que isso não leve a nada, mesmo que você na verdade não consiga totalmente, pelo simples fato de que não é mais capaz. Nós vamos embora e partimos rapidamente.

O que sobra são lembranças. Vemos fantasmas pequenos assistindo desenhos animados e comendo biscoito com suco em uma tarde ensolarada. Enxergamos esses espíritos baixinhos com os joelhos ralados e correndo de um lado para o outro em um jogo de queimada. Testemunhamos essas aparições ‘ficarem de mau’ com seus amiguinhos para depois resolverem tudo da forma mais simples possível.

É inevitável olhar para trás, mas nem é tão necessário assim. Na nossa mente nós sempre vamos amar essas crianças, sempre.  A criança que existiu e que um dia foi o repositório de tudo que poderíamos ter nos transformado não será esquecida.

Mas se eu pudesse realmente ficar frente a frente comigo eu diria para afastar-me. Afastar-me dos carros em alta velocidade, das pessoas estranhas, do vento frio inexplicável, dos objetos pontiagudos, das tomadas, do tempo.  Diria para se afastar e pediria para essa Alessandra menor sair andando com um sorriso no rosto, com uma boa melodia na cabeça e algumas guloseimas no bolso.

Falaria para ela seguir adiante, ao encontro de tudo quanto existe na vida, com toda a coragem que puder encontrar, toda a crença que puder convocar. Explicaria que é preciso ser forte, franca, ousada e que enfrente o que está por vir aproveitando cada instante. Porque vai  passar rápido menina. Malditamente rápido.

 

PS: Título tirado do filme ‘O Clube dos Cinco’, do excelente diretor Jonh Hughes.

PS1: Mas quando estou com você, até que o tempo dá uma pausa e para de correr.
PS2: E eu sei que o melhor para nós dois, ainda está por vir.

O medo do moço

qua, 05/01/11
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Então é isso pessoal, primeiro texto de 2011. Não, por favor não vão pensando que vou começar a fazer reflexões sobre o ano que passou e quais as minhas metas para o atual. Coisa mais clichê de gente sem criatividade.

Acho que para abrir mais essa etapa do blog nada melhor do falar de traumas. E olha querido leitores, eu tive um fabuloso durante a infância: um stalker. Não sabe o que é? Trata-se da denominação em inglês para classificar um perseguidor.

Lembro-me muito bem que tudo o que eu fazia, a minha mãe descobria. E segundo ela, a sua fonte era um ‘olheiro’. Assim, sem nome próprio para este alguém que passava os dias a me dedurar. Alessandra não fez o dever de casa? O olheiro contava. Alessandra fez birra para arrumar os brinquedos? O olheiro entregava. Alessandra pagou picolé pra todos os amiguinhos da vizinhança com a conta do mercadinho? O olheiro dizia até quais os sabores estavam envolvidos neste escândalo.

Acuada, paranóica, injustiçada. Por muito tempo me senti assim até fazer a descoberta de que o meu stalker na verdade não existia. Tudo não passava de uma técnica da minha mãe de me manter na linha. Quando não ‘jogava verde’ para me encurralar, perguntava as coisas para a empregada. Ok, eu entendo que vocês também devem ter passado por algo parecido e que deve ser uma das misteriosas regras maternas amamentar, trocar fralda e passar a responsabilidade do controle do próprio filho para um terceiro invisível.

As vezes ele vem em formato de Deus e em outras, é apenas ‘o moço’. Exemplo? Menino cai no chão do supermercado e começa a gritar loucamente dizendo que quer o novo caderno do Jaspion. A mãe vira e logo fala que é pra ele parar porque o moço está olhando e achando aquilo feio . O pobre moço que está por lá escolhendo batatas para esposa, encontra o olhar desesperado da senhora estressada e é obrigado a se meter na situação fazendo cara de reprovação para o guri histérico. Constrangedor, não?

Pior ainda é quando este problema que ocorre na faixa dos cinco ou seis anos, persegue a criança na vida futura tornando-se o que eu chamo de ‘pavor do moço’. Sim, eu tive e você também. O pavor do moço nada mais é do que evitar se meter em certas situações para depois não ser julgado pelo onipotente e onipresente ‘moço’, que quando se é mais velho, transforma-se em toda a sociedade.

Trata-se de pintar o cabelo e não querer ir para o colégio depois. É usar uma roupa diferente e trocar antes de sair de casa ou querer ficar com alguém e negar o beijo porque tem certeza que ninguém aprovaria o relacionamento. Medo do moço, esse danado. Posso dizer com convicção que hoje em dia, já pedi o divórcio desse moço.

Não que de vez enquanto não role aquela vergonha inexplicável de fazer, dizer ou escrever algo, mas aprendi que é melhor agir conforme os meus pensamento do que ficar ponderando e remoendo ações por dúvidas e receios de ser julgada. Afinal, pra quê diabos vou ficar me preocupando com alheios se eles também devem estar incomodados com a presença de seus próprios ‘moços’? É alimentar uma bola de neve isso.

Claro que não tem nada de errado ouvir a opinião das pessoas ao seu redor, mas ouvir e depender são duas coisas completamente diferentes. Portanto, livre-se o quando antes do seu moço vigilante. Viva como se não tivesse ninguém te seguindo por aí e da próxima vez que alguma mulher desconhecida dizer que você está chocado com a atuação do filho dela, diga em bom tom que nesse mundo tem coisas piores do que um pouco de manha no supermercado.


PS: Boas vindas para 2011. Aproveitem, 2012 tá bem aí.

PS1: Meu único medo é perder você.

PS2: Dois briguentos, birrentos, apaixonados. Hoje, ontem e sempre.

De mulher pra mulher

ter, 28/09/10
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Anos atrás, em uma noite de semana qualquer, estava assistindo um daqueles programas de entrevistas da TV aberta, no qual a pauta do dia era homossexualidade.

Enquanto a galera ia debatendo sobre a própria opção sexual, meu pai ao lado dava sempre um jeito de encaixar uma piadinha marota sobre o assunto.

Politicamente correta que eu sou, por várias vezes tive que contê-lo com suas gracinhas porém, em um determinado momento ele virou e na lata perguntou: filha, você é gay? 

Após a surpresa inicial, não fiquei com raiva ou julguei sua atitude precipitadamente. Afinal, no auge dos meus 21/22 anos, já estava praticamente passada a hora de ter tido ao menos um relacionamento sério. Captei as dúvidas dele, respondi de prontidão que não era e ele pareceu automaticamente aliviado. Eu não.

Lógico que, perturbada como sou, tratei logo de me investigar para obter um resposta mais profunda sobre o questionamento. Até porque, teria sido mais agradável perceber que estava jogando no time errado do que lidar com as rejeições constantes dos garotos. Mas, não. Eu não sou gay, nunca fui e provavelmente nunca serei.

Jamais quis cair de boca na orelha de outra mulher (peguei vocês, heim?) ou imaginei outras situações além disso. Sou apenas uma heterossexual que teve seus poucos altos e muitos baixos na vida amorosa.

No entanto, com o avanço da idade, pude fazer uma conclusão especial: na verdade, todas as mulheres são um pouco lésbicas. Claro que não no sentido lascivo e romântico da coisa, mas em detalhes que são claramente perceptíveis.

Existe sim uma atração, um apelo próprio que somente é passado de mulher pra mulher. Exemplo? Homem algum chega para o outro e fala: nossa! Seu cabelo está lindo. Tão macio e com brilho, posso cheirar? Raramente você irá presenciar uma cena como essa, mas entre meninas, é comum.

Somos mais ligadas a beleza em si do que os rapazes. Cores, formas, texturas… Tudo isso ativa o cérebro feminino imediatamente e não é a toa que no supermercado, sessões para este gênero são normalmente tão cheias de variantes de um mesmo produto.

Desde meninas trocamos roupas de Barbies e arrumamos as suas mechas esperando torná-las mais bonitas dentro dos parâmetros sociais e assim, crescemos com estes padrões em mente tentando sempre atingi-los.

Tal com o um quadro ou uma flor muito bela. Não temos desejos carnais por nenhum dos dois, mas fascinam da mesma forma. Da vontade de tocar, de chegar mais perto para ver melhor e sentir. E é por isso que tantas de nós temos ícones de beleza.

Celebridades que adoramos não pela atitude, mas pelo aspecto físico. Lógico que como tudo na vida tem um lado ruim, essa obsessão pelo mesmo sexo não poderia ficar de fora. Entre os problemas acarretados, um deles é o pior e se chama: competição.

Recentemente passei por uma situação no mínimo desastrosa e ao contrário de fazer uso da razão ou ser dominada pelo ódio, me peguei tendo pensamento fúteis típicos de mulher com a mania de competir.

Você se mata tentando colocar as coisas em ordem, mas no fundo só consegue pensar ‘O que ela tem que eu não tenho?’. São os olhos? Uma pele melhor? Um corpo mais em forma? Cabelos compridos? Seios maiores?

Estupidez. Idiotice feminina tratar tudo como se fosse uma disputa de Miss Universo. Por isso que muitos dizem por aí que nós nos vestimos para agradar elas e não eles.

O público feminino é quem queremos sempre impressionar quando saímos de casa, ou você acha que homens sabem ao menos o que é uma trança embutida?

Trata-se de um círculo vicioso que com certeza não terá fim, mas talvez possa ser amenizado. Acho que a dica aqui é tentar frear diariamente os impulsos ‘narcisisticos’ deixando todo o veneno e admiração guardados apenas para dias de grandes eventos no tapete vermelho.

Afinal, tem gente muito bonita, rica e magra por lá, mas que estão pesando a mão no botox. Não é mesmo?

 

 

 

PS: Abaixo, faço a lista das minhas musas. Mulheres que na minha concepção representam o máximo da palavra beleza e que talvez se eu fosse homossexual, seriam o meu tipo ideal.

 

Lara Stone: Pela extrema sensualidade, dentinhos charmosos separados e seios que eu vou pedir para o meu cirurgião plástico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              Alexa Chung: Pelo senso de estilo matador e lindos olhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      Daisy Lowe: Pela atitude rock and roll.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Blake Lively: Porque tem cabelo e corpo de deusa. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eva Green: Francesa. Já basta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       Amanda Seyfried: Uma boneca.

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Scarlet Johansson: A Marilyn Monroe atual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PS: Por você, com você, pra você. Sempre.

PS2: Você me tira a respiração, me controla e me descontrola todos os dias. Sua. Mais e mais.

 

A sangue frio

seg, 12/04/10
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

asgasMinha mãe conta que eu tinha uns 4 anos quando isso aconteceu. Uma pequena e rechonchuda Alessandra, desceu do ônibus escolar completamente descabelada e gritando: ‘Eu vou te matar’ descontroladamente para um outro menino dentro do veículo.

Pronto. Essa foi a minha primeira e caros leitores, única briga vencida ao longo destes 23 anos.

Não sei o que houve, mas depois deste dia posso dizer que virei um peixe, um ser de sangue frio. Engraçado que de acordo com os astros, eu deveria ser explosiva, sem levar desaforo pra casa, cabeça quente e coisas do tipo.

Não sei o que deu errado nos cálculos intergalácticos que ao contrário de agir brutalmente em situações de confronto, eu simplesmente travo ou procuro o quartinho escuro mais próximo para chorar.

Sou o tipo de pessoa que quando um coordenador grita na frente dps colegas, fica com os olhos cheios de água. Ou quando vê uma briga generalizada entre o seu time e o adversário, senta no gol e fica claramente constrangida com a situação.

Não é fácil ser meio assim, banana. O pior é notarem isso. Aí tem gente que se acha no direito de fazer uma bananada, de berrar com você porque sabe que não haverá um contragolpe. Chutar gato morto é obviamente excitante para alguns.

Mas quer saber? Não tenho tanta pena de mim assim, por mais clichê que seja acredito estar certa em meu comportamento altivo quando se trata de confusões. Minha tese é que não existe lógica em discussões acaloradas.

Chamar para a porrada e se exaltar na frente de desconhecidos é puro exibicionismo. Tudo deveria ser resolvido à base de conversas, no apelo à discrição, e não um vale tudo gratuito para terceiros ou cena de novela mexicana com direito a puxões de cabelos e xingamentos de baixo calão.

Ninguém sai ganhando assim, nenhuma parte do ringue vence quando toca o sino, ser nocauteado ou nocautear é degradante para ambas as partes envolvidas.

Demonstra primitivismo, revela-se irracionalidade mesmo, porque quem não sabe usar as palavras para solucionar algo, age no desespero, nos grunhidos, na força do punho.

 

Odeia a pessoa? De coração? Quer que ela e o resto da família morra de câncer? Fique calado e torça para isso acontecer, não dizem que a mente tem poder? Teste tal possibilidade então.

E se nada der certo vale lembrar que aqueles que menos dão na cara toda a sua raiva, nunca são interrogados depois. 

 

PS: Boa sorte papai!

PS1: Ei, meu primeiro aniversário ao seu lado. Sem sombra de dúvidas que esse será o melhor.

PS2: ‘Qui bom’

Eliminada da Casa

ter, 23/03/10
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

isabellaEu juro que evitei o máximo que pude falar sobre este assunto já tão banalizado.

No primeiro momento senti como muitos de vocês devem ter sentido, uma dor no peito relacionado ao efeito em descobrir tamanha brutalidade, lembrou-me a cena de um certo filme em que a personagem dizia que não era e nunca será natural um pai enterrar o próprio filho.

O caso Isabella Nardoni realmente tirou o ar da população brasileira, mas depois de dois anos após a tragédia e o início do julgamento, vale especular isso com outros olhos: Estamos vivendo o ápice de um reality show comunitário.

O assassinato dos Von Richthofen foi igualmente chocante, assim como o da Daniela Perez e o do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, o detalhe crucial é que nestes crimes o tempo correu em favor da justiça e da curiosidade da nação, em uma semana praticamente, todos eles tiveram seus autores devidamente acusados.

A menina Isabella desencadeou algo diferente na população, um sentimento de busca constante em encontrar o culpado, tornou-se conversa de bar, a mídia está em cima, todos os canais e programas de mais variados temas expõem detalhes que possam solucionar ou atiçar a curiosidade do telespectador.

Um verdadeiro Big Brother misturado com as características de um folhetim. Temos a mãe com seu papel de mocinha triste, temos os familiares do pai como coadjuvantes que ganham destaque e por fim os vilões Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, sendo que a última ainda apresenta um simbolismo fantasioso, a da madrasta má.

Nenhuma emissora poderia prever tamanha fórmula para o sucesso, mesmo que todos os elementos principais estejam normalmente adicionados às telenovelas.

Tivemos Odete Roitman, Salomão Hayalla, Lineu, Taís, entre outros mistérios que muitas vezes movimentaram apostas com colegas nas escolas, no trabalho e no salão de beleza.

No entanto, desta vez a vítima foi real, uma garotinha inocente que ainda brincava de boneca, mas que mesmo assim é desrespeitada todos os dias, pela bisbilhotice de terceiros, como se com a justiça torta que prevalece aqui, alguma coisa fosse realmente ser feita em menção a sua memória.

 

Espero um último capítulo bem novelístico desta historia, o casal Nardoni fugindo e dando uma banana para o Brasil.

 

PS: Não sei porque entrei de férias. Reforma aqui em casa não me deixa acordar tarde ou assistir TV.

 

PS1: Cada dia mais feliz em descobrir quantas aventuras ainda temos pela frente. Amo você.

 

 

 

Tarados por escândalos sexuais

ter, 02/03/10
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

billSinceramente não sei qual o prazer existente em dar conta do sexo e relacionamentos amorosos alheios. Não que eu não curta uma revistinha de celebridade de vez enquando, é absolutamente comum querer saber com quem o seu ídolo divide os lençóis, assim como fofocamos a cerca da vida sexual das amigas e amigos ao redor.

O problema é fugir dos limites da privacidade mesmo, ter noção de com quem o outro está transando ou namorando e ter detalhes sórdidos sobre isso. Outro dia assistindo o programa do Dr. Phil (a Márcia americana de calças e bem mais bruto com os participantes) um episódio em particular me chamou a atenção.

Era sobre um site internacional chamado Dontdatehimgirl.com (‘não namore ele garota’), no qual tinha sido criado para que mulheres de todo o mundo pudessem relatar seus fracassos amorosos para outras.

Relatar não seria bem a expressão neste caso, a página era na verdade uma verdadeira compilação de textos que massacravam os supostos ex-namorados.

Estes rapazes em sua maioria nem fazem ideia de que estão sendo ridicularizados na Internet. Coisa de baixaria forte no qual eram taxados de gays, violentos, de gostarem de vestir roupas femininas, de receber fio-terra e um monte de acusações a mais.

Não estou tomando partido, óbvio que devem ter muitos homens ali capazes de terem criado traumas horríveis na cabeça dessas moças, porém será justo expor desta maneira outro ser humano? Fora aqueles que possivelmente nem foram tão ruins assim e estão sendo julgados com fervor publicamente.

Todo mundo sabe o quanto é doloroso o fim de uma relação e o quanto que isso afeta a capacidade das pessoas de analisar com coerência os fatos. Quando se trata do sexo feminino, essa análise torna-se praticamente inexistente. Somos dramáticas, exageradas e vingativas por natureza, Almodóvar que o diga.

É altamente perigoso e errado abrir as portas da privacidade alheia. E pior ainda aqueles que acreditam ou se deliciam com coisas do tipo. Não sair com um cara só porque a ex dele falou mal é burrice.

Nunca uma união é igual a outra simplesmente porque nós não somos idênticos a outros seres humanos. Comportamentos repetitivos existem? Talvez, mas quem não arrisca não petisca e patético é ficar em dúvida por conta de disse me disse.

Mas, é disso que o povo gosta: nigrinhagem. Um bom exemplo disso é o caso do golfista Tiger Woods. O cara é um fera no golfe e um tonto com a esposa, porém isso não implica em fazer uma declaração pública teatral e vergonhosa de um pedido de desculpas.

Ele deve perdão a sua mulher e não aos fãs do esporte. O fato de ele sair pulando na cama de sei lá, 1678 prostitutas ou modelos, não influencia em nada na sua carreira profissional. Tal como Ronaldo, que pegou os travecos e deu um jeito de fazer papel de coitado no Fantástico.

Digamos que o que atrapalhava ele não era o que ele comia, mas o que estava comendo (sacaram? Ronaldo=gordo).

Não apoio esse tipo de coisa, beijar e contar, sendo mais chato ainda quando revela-se algo que pode constranger a pessoa. Claro que casos assim não se encaixam aos políticos de plantão.

Afinal, se Renan Calheiros está pagando motel com o dinheiro público, todo mundo tem que saber. Mas se Luma de Oliveira anda pegando na mangueira do bombeiro, isso não me interessa.

Enfim… Talvez eu seja uma garota desligada e tolerante por natureza, mas creio que quem muito se preocupa com os genitais alheios, faz pouco uso ou nenhum dos seus.

 

PS1: De férias. ÊÊÊÊ… Quero voltar.

PS2: Te amo e não vejo a hora de completar um ano ao seu lado.

PS3: Lindo cotidianamente.  

O Otário

qui, 18/02/10
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

sadAo longo destes quase 24 anos de vida, eu nunca tive a sorte de me decepcionar com alguém. Sim, falo ‘sorte’ porque quando você é desapontado por outra pessoa, adquire todo o direito de chegar completamente transtornado na cara do individuo, gritar, apontar o dedo, puxar o cabelo, apontar a arma e xingar a mãe ou colocar dúvidas em relação a sexualidade do traidor.

Mas e quando o objeto de sua frustração é simplesmente imaterial? Uma instituição, órgão, religião e coisas do tipo? Como se rebelar contra aquele que você não vê ou é muito estressante de atacar? Sempre foi assim. Quando mais jovem achei que o esporte me sacaneava.

Eu me esforçava, treinava aos sábados debaixo de chuva, passava sede em jogos na praia e era a primeira (quando não a única) a chegar no horário dentro da quadra. Alguma vez alguém me citou de exemplo? Cheguei a ser chamada para algum time nacional? Lógico que não. Goleiros são praticamente o submundo de qualquer jogo, não valem a pena.

Outro exemplo foi o meu desgosto com Deus. Está certo que eu e ele nunca fomos super íntimos, mas rola aquele respeito normal, sabe? Afinal, tenho medo do fim do mundo como qualquer outro mortal.

Porém, quando o chamado ‘todo poderoso’ começou a ceifar animais da minha casa como se não houvesse amanhã, comecei a ficar furiosa e a apontar os punhos em direção ao céu berrando ‘por que Senhor? Por que?’  Enfim…

Claro que nada adiantou. Não obtive meus bichos de volta e muito menos descarreguei toda a raiva acumulada dentro do peito.

E olha, taí uma coisinha que dói demais: virar um pote transbordando de decepção ambulante. Você espera por algo, torce, faz planos contando com aquilo e na hora “H” o que era confiável torna-se fantasia, mentira, ilusão.

Meu organismo sofre, meus familiares sofrem, meus amigos sofrem, meu namorado sofre. E tudo é exatamente resumido na frase que disse ao meu pai: ‘quanto maior a sensação de fazer algo correto, enorme torna-se o sentimento de fracasso’.

Ou seja, no mundo de hoje por vezes você se sente o ‘ótario’ por estar realizando o que supostamente é o adequado.

Vai entender…



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