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O amor e ódio pela cinta-liga

ter, 31/01/12
por Alessandra Castro |

Que mané primeiro sutiã que nada, creio que uma das maiores emoções da vida de uma mulher é realmente experimentar pela primeira vez uma bela cinta-liga. Bela? Na verdade nem precisa ser tanto assim. Começa-se de baixo, como todas as outras coisas.

Uma pretinha básica que mesmo simples transpire sensualidade. Aí claro, vem na cabeça imagens das modelos super poderosas ornamentando o sexy acessório, atrizes hipnotizando com uma simples cruzada de pernas, fotos das lindas pin ups e tudo parece fácil, né? Não é. Falo isso com a voz da experiência recente, usar cinta-liga requer muito mais do que ter tesão em vestir a mesma. Dá trabalho gente, ao menos comigo foi assim.

Em primeiro lugar, que diabos são aqueles ‘botões’ feitos para acoplar nas meias? Dor de cabeça total. Tu coloca, o amiguinho solta. Aí tu tenta de novo, ele solta mais uma vez. Testando a sua paciência e praticamente colocando o seu desejo de ficar mais mulherão, pelo ralo abaixo.

Aí, ok, você consegue e passa para a próxima e pior etapa: Ligar a parte traseira das meias com os dois botões que estão na parte de trás da liga (que ficam aonde? Abaixo da sua bunda) ou seja, você vai ficar a um passo de desistir de tudo.

Sim, porque não basta força de vontade nessa hora, tem que ter uma boa visão, um bom espelho e um pouco da capacidade de fazer malabarismos. Oh, e uma boa ventilação no ambiente também porque eu pelo menos suei literalmente pra conseguir encaixar tudo direitinho. Sinceramente não sei se tem algum segredo ou se só a prática leva a perfeição, acho que deve ser a segunda opção mesmo.

Tal como sofremos para aprender passar delineador e vale a pena o resultado dos treinos, vestir a cinta-liga sem maiores contorcionismos também tem sua recompensa pelo trabalho árduo.

Qualquer mulher, digo qualquer mesmo, sem importar a raça, credo, partido político, status de relacionamento, peso, idade, altura, com chapinha ou sem fica muito mais linda de cinta-liga. É um acessório atemporal no quesito sedução e que além de tudo, faz um bem danado para a auto-estima. E oh, sem esquecer, a minha dica de loja é a Marisa.

Ao menos pra mim que não tenho muita grana e curto uma certa variedade, lá é local certo pra buscar lingeries baratas e bem bonitinhas. E vocês, curtem cinta-liga? Aonde compram?

PS: Texto retirado de um outro blog no qual também sou colaboradora quando dá aquele tempinho, o Luxo Básico. Visistem também o Amiga, tou bonita? para animar os seus dias.

Carta de despedida… Ou não.

ter, 19/04/11
por Alessandra Castro |

Eu posso garantir que adiei esse texto o máximo de tempo que pude. Não vai ser fácil escrevê-lo, mas preciso ir em frente com o que prometi a mim mesma: entre a gente, está tudo acabado. Sim, falo diretamente, sem rodeios ou intermédios.

Agora com 25 anos, já posso me dar o prazer de pensar primeiramente em mim e depois em você. Sei que não me conheceste assim, eu já fui mais maleável, ingênua, influenciável, jovem demais pra falar a verdade. Nós conhecemos quando eu ainda estava no colégio, a pressão do vestibular me fez procurar você. Neste primeiro momento não deu nada certo, como já coloquei acima, não tinha experiência em quase nada na vida.

Aí nos topamos novamente quando saí da escola, já mais relaxada, um pouco mais vivaz e curiosa, nosso reencontro foi no mínimo interessante. Na verdade, de cara não nos demos bem. Você não desceu direito, não parecia ser isso tudo que eu tinha ouvido falar, mas de qualquer forma, persisti. Grande, enorme erro meu que me fez cair direitinho nas suas nuvens de promessas.

Ficamos cada vez mais íntimos apesar do começo casual. Umas reuniões ali e acolá que de repente tornaram-se diárias. Não, não poderia mesmo mais viver sem você. Todos os dias fazia questão de dar qualquer jeito que fosse para te ter. Você se tornou um companheiro, um amigo, um amor.

Bons momentos, angustiantes momentos, péssimos momentos, felizes momentos, agradáveis momentos, dançantes momentos, onde quer que eu fosse sabia que podia contar com sua quente presença. E olha, confesso que se não te achasse logo que chegasse em qualquer local, nem tinha vergonha de perguntar onde poderia te encontrar.

Claro que muitos foram contra, vários diziam que você não era pra mim e que nossa relação era totalmente nociva. Tolos eles que nunca conseguiram enxergar o seu melhor lado. Formávamos uma dupla e tanto. Alguns perguntavam por você, se ainda estávamos juntos, se poderiam também desfrutar o prazer de sua companhia.

Lógico que eu por vezes me peguei pensando se valia a pena em investir tanto na gente. Alias, não sei se você sabe, mas é caro ter você por perto e nem sempre dá para ficar pedindo auxilio de terceiros neste caso. Foi por todas essas questões que acabei fazendo naquela época mesmo uma promessa que pretendo cumprir: aos 18 anos eu disse que quando fizesse 25, iria me livrar de você. Ia finalmente parar de fumar.

Pois aí está, um quarto de século e 4 dias completos agora. Chegou a hora tão esperada por todos e ridicularizada por alguns. Será que eu consigo? Não sei. Será que eu quero? Sim, porque foi algo que prometi para mim mesma. Será que realmente é o momento apropriado para isso? Bem, acredito que não. Não mesmo.

Porque botar um peso deste tamanho em uma data somente? Porque justamente me ater em juramentos que fiz quando mais nova? Afinal, não é com a idade que vem o amadurecimento das idéias? Estou confusa, não vou negar. Uma parte de mim quer logo terminar com isso, que é para o meu próprio bem, mas outra afirma que não tem lógica, visto que em breve tudo, tudo mesmo (quem me conhece sabe do que estou falando e quem não me conhece vai me achar suicida), estará acabado de qualquer maneira.

Creio que vou dar mais uma chance para nós. Sei que não é a melhor coisa a se fazer, que vamos continuar sendo mal vistos. Não tenho nenhuma justificativa para minha estúpida decisão, apenas que apesar de todos esses anos eu ainda sou totalmente viciada em você, querido cigarro.

PS: Mas você vem primeiro no meu coração.
PS2: Já estou com saudade e já odeio o mês de maio.

Farinha, mocotó e quintais

qua, 30/03/11
por Alessandra Castro |

Depois que fiz o texto “Tudo o que você sempre quis saber sobre Alessandra (Mas tinha medo de perguntar)” foi que eu me toquei que deixei algumas peculiaridades sobre a minha pessoa de fora. Bobagens ao estilo eu amo documentários sobre seriais killers ou eu tenho uma mania que vai e volta que eu apelido de “tendência a periculosidade”.

Nada de preocupante na verdade, é que às vezes eu anseio por fazer coisas perigosas como andar na rua mais escura que tiver ou pelos bairros ‘barra pesada’ por assim dizer. Nunca tomei a iniciativa de realmente fazer nada parecido, são somente ideias que vem e vão. Enfim… qualquer dia desses explico melhor isso, o que eu verdadeiramente por lapso esqueci de revelar aqui é que quem vê  nem acredita nas coisas que coloco na boca.

Calma, nada de pornografias meus queridos leitores parceiros (gíria de cobrador de ônibus) estou tentando dizer é que muitos podem me enxergar como a garota magra, que come pouco, até saudável que controla a alimentação e toda essa historinha de sempre, mal sabem como estão enganados.

Não que eu vá dar uma de celebridade aqui e dizer que como de tudo e não engordo, ou vou apelar para o clichê de falar que sou chocólatra e muito menos confessar meu vicio em fast food. O meu segredo culinário que poucas pessoas conhecem é que eu simplesmente adoro um prato bem hardcore. Não sabe do que se trata? Bem, deixa que eu explico melhor.
 
Comidas que eu considero hardcores são aquelas no qual acredito que a grande parte da minha geração não encara de frente. Nordestinas em sua maioria. Um suculento mocotó, uma feijoada completa mesmo (orelha e pé de porco essenciais), um delicioso sarrabulho, uma saborosa rabada (com aquele tutano de boi, hummm…) uma caprichada dobradinha.

Tripas, bucho, miúdos, partes consideradas nojentas por muitos eu empurro com vontade com arroz e farinha pra dentro. E estes são apenas os pratos feitos com caldo, sem tal elemento eu saboreio moela, língua de boi, fígado de galinha bem frito e tripas de porco tão gordurosas que você sente automaticamente o colesterol subir após a primeira mordida.

Sim, eu no auge dos meus 52 quilos, sou boa de garfo. O engraçado é que nem sempre foi assim. Quando mais jovem tive também aquela fase de fazer cara feia na hora de comer, de dizer que não gostava disso ou aquilo, de só querer bife ou peito de frango no prato. E não adiantava meu pai insistir, dizer que era gostoso ou que eu não deveria rejeitar antes de provar.

Fazia bico e pronto, apesar da influência dele e do seu auxílio em me tornar uma pessoa com a mente aberta no quesito alimentação, mal sabia ele que a forma mais correta de ensinar alguém a comer direito não é dentro de casa. É fora dela amigos, sim, quando você está no teto alheio ou na rua a coisa muda completamente.

Se você ensina seu filho que deve ser respeitador no lar dos outros ou quando ele passa a ser independente, uma hora ou outra terá que ampliar os horizontes do próprio gosto. Afinal, na moradia de outrem você é convidado e convidado não pode chamar mamãe pra fritar um ovo pra você, muito menos se estiver passeando pela cidade.

Foi em um festa na casa de uns amigos dos meus pais que eu experimentei rãs na brasa, foi passando Carnaval no interior que eu provei mocotó, moela, peixes que nem me lembro o nome e caldo de ovos (eu tinha uma certa repugnância porque imaginava um bando de ovos boiando). Sem falar na época de campeonatos de handebol no qual eu vivia em ginásios e comia nos chamados bike lanches ou quando minha mãe ficava muito atarefada e me comprava quentinhas na porta de casa. Comidas hardcores, meus caros.

Tem que ter coragem, estômago, garra e principalmente fome. Porque estar esfomeado dá todo um sabor ‘cozinha da vovó’ naquele pastel duvidoso com vitamina de abacate que deu pra comprar com um real e cinquenta centavos sobrando no bolso. Lógico que é arriscado, você pode passar realmente mal depois de ingerir alimentos fora de casa, mas ninguém pode negar que isso te torna bem mais forte e experiente depois, sem falar nas historias pra contar também.
 
Se tiver um bom humor pode até se considerar um critico gastronômico de rua, do tipo ‘o salgado do Paulão’ não tem um bom preparo ou o churrasco da ‘dona Cleide’ é meio duro de mastigar. Sei lá, eu curto experimentar sabores novos e um dia espero poder pisar em um restaurante caro, apurar meu paladar com escargot, caviar, lagosta e outros pratos do tipo. Por enquanto vou provando o que meu bolso deixa, minha mãe cozinha ou conhecidos fazem, sem dramas ou medos. Mais do que futebol, essa tal de gastronomia é sim uma caixinha de surpresas.

 

PS: Texto inspirado no fato de que no fim de semana, fiquei doente após comer macarronada na rua. Nem me arrependo, tava muito boa às três da manhã.

PS1: Título inspirado na música ‘Galos, noites e quintais’ de um dos cantores favoritos, Belchior.
 

PS2: Tudo o que você faz dentro ou fora da cozinha, fica especialmente saboroso.
PS3: Obrigada por me aguentar nesse meu inferno astral.
PS4: Chata eu, chato você, chatos e apaixonados, somos.

Comer, amar e amar

seg, 28/02/11
por Alessandra Castro |

Antes de começar a namorar, eu sempre ouvia histórias de que começar um relacionamento era sinônimo de engordar. Lógico que no auge de minha solteirice que achava praticamente tão irreversível quanto qualquer doença maligna, julgava tais teorias como infundadas, coisa de gente sem força de vontade, gordinhos gulosos mesmo.
 
Comer e amar… Qual a ligação entre isso? Pois tem leitores, eu é que era ingênua em não acreditar. Primeiro lógico, a gente emagrece, vive de amor, paixão, calor, sedução (Banda Cheiro de Amor, lembra gente?) e esquece do tal combustível corporal para o dia a dia.

Depois de um tempinho, devidamente preenchidos de amor do próximo, passamos a querer gastar cada segundo do dia ao lado do companheiro (a). E é aí que entra a situação de comer, amar e engordar.

Sério, quem tem uma companhia sabe o quanto é especial dividir um ‘refrigerantizinho’ do mesmo copo, ficar na fila abraçados esperando o lanche chegar, roubar batatinhas quentinhas do outro. Lindo, lindo e perigoso? Não, nada disso.

Em tempos de tantos problemas e correrias do cotidiano, dar aquela parada do dia para saborear a presença de quem você ama e uma comida deliciosa é praticamente um presente divino. É pecadinho leve, bobo que você sabe que nem vai ser condenado.

Sendo assim, deixo aqui a minha dica do dia para todos os leitores de plantão que sabem aproveitar a vida a cada mordidinha dada. No Bob’s agora você pode comprar a Oferta Suculenta que consiste na compra de um Milk Shake 500 ml de qualquer sabor, a lanchonete dá ao cliente 50% de desconto na compra dos sanduíches Bob’s Picanha 90g ou 160 g ou no Double Cheese Burguer.

Vale lembrar que essa promoção acontece em alguns endereços nas cidades de Brasília, São Luís, BH e outras cidades de Minas, Porto Alegre e Canoas no RS. E se vocês quiserem saber de mais promoções, tem que acessar esse site aqui ó: http://bit.ly/ej6X0f

E por favor galera, nada de pensamentos sobre ‘ó meu Deus vou engordar!’ Até porque se vocês namoram, sabem bem como queimar essas calorias extras. É ou não é?

 

PS: É, a gente sabe.

PS1: Iniciar a contagem para os dois anos mais perfeitos da minha vida. E que venham mais e mais. 

 

A viciada

qua, 19/01/11
por Alessandra Castro |

Eu lembro muito bem do tempo em que eu era dona da minha própria vida. Fazia  o que bem queria, ia aos lugares que tinha vontade, andava com as minhas pernas por aí sem que ninguém se importasse ou tentasse me guiar. Isso já faz um tempo. Esse período acabou. Faz quase dois anos que troquei a liberdade por um grande amor.

Sei que pode parecer clichê e até meio estranho, mas é a verdade. E sou absolutamente humilde em dizer que até agora não entendi direito como tudo aconteceu. Como você tão mais jovem, divertido e popular, conseguiu me dominar fortemente com um simples sorriso? Não sei e nem faço questão de saber. Apenas aguardo ansiosamente o nosso próximo encontro, a minha próxima dose.

As vezes é um beijo, em outros momentos, o cheiro da tua pele. E todos os dias descubro mais e mais pedaços seus que eu quero morder e saborear em uma única dentada. Quero sempre te tratar com extremo respeito. Tipo o que os enólogos tem com os vinhos mais raros. E olha, tenho meus rituais.

Chego teu rosto bem próximo ao meu, enxergo cada detalhe que existe nele, sinto a tua pele, os teus braços, o teu peito, a tua respiração e quando estou para não aguentar mais, ferozmente colo seus lábios aos meus. Sensações inexplicáveis até hoje, mesmo após quase dois anos fazendo a mesma coisa.

Depois quando você vai, fico deprimida. Acabou por agora e aí conto as horas e segundos para o nosso encontro seguinte, onde eu poderei começar tudo de novo.

Bem que eu queria falar que só te consumo socialmente, ou que te experimentei em uma festa e nem traguei direito, mas para quê mentir? Sou uma completa viciada e sou feliz.

Essa coisa de ser livre dá um trabalho extremo. A gente tem que escolher o que fazer, aonde ir, como preencher a vida, dá sentido para a mesma e coisas assim.

Eu me livrei totalmente disso tudo. A verdade é essa mesmo. Enxerguei a luz não no fim do poço, mas no fundo do teu coração. E eu garanto que não existe opção melhor.

Tudo que você sempre quis saber sobre Alessandra (Mas tinha medo de perguntar)

qui, 09/12/10
por Alessandra Castro |

Segunda-feira. Dia da melancolia, de prometer que vai começar a dieta, parar de beber e torcer para a chegada do fim de semana.  Eu estou em meu quarto morrendo de calor porque o ar-condicionado foi pra Porto Alegre, tchau, e por isso resolvo aproveitar o clima das profundezas do inferno para postar no blog.

Vou logo dizendo que este texto não será nada inspirador ou interessante, apenas um combo de detalhes sobre quem é a pessoa que vós escreve.  Sei lá, vai que eu derreto e desapareço no meio da noite pela forte onda de calor e vocês nada sabem realmente sobre a dona do blog? Seria um absurdo fazer tal coisa. Por isso, aí vai um quem sou eu bem ao estilo Orkut mesmo.

- Eu não saio aos domingos. Desde sempre eu acho. Pode ser churrasco, show, aniversário, batizado, casamento… Não adianta, meus domingos são e sempre vão ser sagrados para a preguiça, os cuidados estéticos e a televisão. Se eu for parir em um domingo, ou em casa meu filho nascerá ou até segunda as pernas eu vou fechar.

- Pão é meu alimento principal. Com ovo, com presunto, manteiga, atum, puro… Troco qualquer prato de restaurantes por aí pelo o meu misto.

 - As vezes penso que é Carnaval. Do nada estou no ônibus, vejo as pessoas na rua e tenho a sensação de que é Carnaval. Sem pé nem cabeça isso, eu sei. Mas creio que seja porque nesse período fica todo mundo tão farrista, unido e feliz, que é impossível não associar momentos de tranquilidade e alegria com essa festa.
 
- Eu gosto de dormir no silêncio e na mais completa escuridão. É, certeza que caixão fechado não será problema.

- Eu guardo raiva de alguém para o todo sempre. Olha, não sou Jesus pra perdoar não, mermão. Por isso, quando neguinho vacila eu garanto que passo o resto da minha vida desejando a morte dessa pessoa e de toda a sua família.

- Eu leio um livro atrás do outro. E releio também. Antes lia dois em um mesmo período, agora falta-me tempo para isso.

- Eu respondo cantadas na rua. Me chamou de gostosa? Dou dedo. Buzinou ao me ver no ponto de ônibus? Mando tomar no c*. Fez ‘psiu’? Digo para chamar a mãe. Não tenho paciência pra tal coisa.

- Estou em meu primeiro namoro e cada instante é simplesmente delicioso. Auto explicativo.

- Eu morro de medo de atravessar ruas. Acredito que em minha vida passada, fui atropelada por uma charrete. Só pode. Quem me conhece sabe que eu saio correndo desesperadamente para o outro lado mesmo se não tiver carro algum passando ou todos parados no sinal vermelho.

- Eu sou ruim para criar vínculos. Já deixei grandes amizades de lado por não ter o talento de sair por aí ligando e perguntando como galera está. Meu namorado diz que é porque nasci para ser cuidada e que cuidar não é o meu forte. Eu acho que é falta de humanidade mesmo.

- Eu não sei consolar. É péssimo, mas é verdade. Se alguém chega para contar seus problemas eu fico extremamente sem graça e por mais cruel que seja dizer isso, entediada. Se não for alguém que eu realmente dou valor, a vontade que fica é mandar alheios cheios de dramas pastarem. Lá sei cuidar dos meus problemas, vou ter que arrumar o dos outros? Eu sei, é maldade. Porém, acho que deve ser também insegurança, falta de coragem em dar uma opinião e saber que a vida do outro pode mudar por minha culpa. Ou pode ser só déficit de atenção também.

-Eu acredito no fim do mundo. Sou extremamente sensível a essas profecias e teorias sobre o apocalipse. Em 2012, se alguém fundar uma seita por perto e me convencer a ingressar na mesma, certeza que no dia 21 de dezembro estarei no topo de alguma montanha participando de um suicídio coletivo. Muito sensível como podem ver.
 
- Destesto o cheiro de tanja/mexerica. Vômito? Beleza. Corpo em decomposição? Tranquilo campeão. Qualquer cheiro pra mim é mais suportável do que o desta fruta. Aflige minhas narinas.

- Handebol foi minha maior decepção. Cara, eu fui grande em meu tempo de goleira. Seleções, campeonatos de colégio, entre Estados… Medalhas de ouro nunca me faltaram. Esperei uma oportunidade de fora para continuar, mas ela nunca chegou. O jeito foi tocar a vida e realizar outros desejos. Ao menos não virei mãe de 2 filhos aos 19 como a maioria das minhas antigas companheiras de time.

- Me constranjo com estranhos falando comigo. Aquela coisa, fila de banco enorme e alguém começa a dizer que é uma falta de respeito só ter dois caixas para atender todo mundo, que está calor e tal, aí olha na minha direção esperando aprovação no comentário. Eu balanço a cabeça e no máximo solto um ‘é mesmo’. Pessoal caloroso demais.

 - Minha maior tristeza foi não ter estado presente durante a morte do meu cachorro. Ele estava deveras doente e por isso dormiu os seus últimos dias, com os meus pais, já que eles entediam mais de bichos do que eu. No meio da madrugada ele deu seu último sopro de vida. Eu não estava lá. Eu o amava muito. Eu ainda sofro por isso. Ninguém merece morrer sem seu amor ao lado. Eu simplesmente não estava lá.

Bem, depois dessa eu não consigo continuar. Só tenho a dizer que tudo aqui escrito demonstra quem eu sou em peculiaridades que vão além dos clichês sobre qual meu estilo musical ou gênero de filme favorito. Informações inúteis? É lógico que sim. Mas servem ao menos para vocês lembrarem de mim. Afinal,  nunca se sabe quando posso resolver por um fim nas minhas férias neste planeta.

 

Guia de Sobrevivência Zumbi contra humanos

ter, 16/11/10
por Alessandra Castro |

É, não teremos como escapar. O ano de 2011 será apenas o início da Era zumbi. Após ótimos filmes como ‘Zumbilândia’ e ‘Rec  2’, a chegada da comentada série ‘The Walking Dead’ vem para concretizar que de agora em diante os vampiros, tão populares ultimamente, irão bater de frente com uma poderosa e esfomeada concorrência.

Depois de tanto invejar e amar a áurea cheia de mistérios dos sanguessugas, estamos preparados para algo mais bruto.  Chega de sedução latente, gírias do passado, crises de consciência e romance entre humanos e imortais.

Agora, queremos vísceras, mutilações e cérebro.  Assim como Drácula e seus descendentes, a sociedade dos mortos-vivos é bem antiga e bastante alimentada ao longo dos anos por livros, filmes e programas.

Eu, desde que me entendo por gente tive o prazer de conhecer esse mundo e explorar as peculiaridades destes seres que retratam uma vida pós-morte menos ‘elegante ‘ do que nos é ensinado pelas religiões.

Lógico que após tanto conhecimento adquirido você já vira um expert na arte de viver em um mundo dominado por zumbis. Saber dirigir é essencial, atirar também. Ter controle emocional é outro elemento de extrema importância.

Nada de pagar de histérico perguntando ‘mamãe, por que você está agindo assim?’ quando a mesma correr em sua direção totalmente esverdeada, semi decomposta e com os olhos vidrados. Mire na cabeça ou peça para outra pessoa fazer o serviço.

Sim, eu já tenho as ‘manhas’ para me virar caso um dia o espaço no inferno acabe e os mortos voltem a caminhar sobre a terra. Mas recentemente me peguei pensando: e se mamãe me morder? Como ficarei se me tornar zumbi? Temos que ter um plano B, certo? Certo.  E agora divido com vocês o próprio e único. O guia de sobrevivência zumbi contra humanos.

Tópico  1: Fique atento – Você é um morto-vivo desesperado de fome, mas isso não quer dizer que precisa ser também, um distraído. Humanos estão por todos os lados porque assim como as baratas, são impossíveis de exterminar. Fareje bem o ambiente, fique longe de avenidas para não correr o risco de ser atropelado, tente escutar os choros, ladainhas e passos. Se ouvir tiros, corra para o outro lado.

Tópico 2: Proteja o seu rosto –
Eles tem armas. Você também tem, mas encontra-se na sua face.  Ao entrar em um conflito com um humano desarmado, tente desviar ao máximo de ataques direcionados a sua mandíbula. Lembre-se que ela é o seu trunfo. Qualquer vacilo do infeliz, crave os dentes apodrecidos na carne fresca.

Tópico 3: Escolha suas vítimas com cautela – Claro que todo mundo parece saboroso independente de cor, gênero ou idade. Porém, aquelas coisinhas pequenas chamadas crianças são mais frágeis e fáceis de capturar. Assim como os já enrugados.

Não dê uma de sexcista. Elas quase sempre estão acompanhadas por eles e quando sozinhas, podem apresentar uma performance bem resistente.  Lembre-se de Alice em ‘Resident Evil’.

Tópico 4: Ande em grupo – Vários zumbis em um mesmo local torna-se um ‘plus’ na hora de capturar a presa. Saiba dividir o prato e se o humano quiser resistir afaste-se e espere o último suspiro. Esse povo sempre tem um revólver escondido em algum lugar e você não vai querer ser baleado por ser ‘fominha’.

Tópico 5: Comova – Caso tenha alguma lembrança da sua vida passada, não deixe de usar essa ótima carta do baralho. Sua namorada vai ficar emocionada em ver você nesse triste estado e não custa nada se aproveitar disso.

Faça cara de sofrido, solte um grito angustiado e se puder, caminhe na direção da moça balbuciando o seu lindo nomezinho.  Quando a tola correr para os seus braços… Morda com vontade para deixar de ser besta.

Tópico 6: Localização – Humanos são sentimentais e por isso você deve se focar em locais que passem a sensação de segurança, paz e esperança. Uma igreja, uma praia, um belo parque, o alto de uma montanha… Não se preocupe e fique esperando. Sempre aparece um otário que acredita que nesses ambientes tudo ficará bem.

Tópico 7: Camufle-se – Eles chegaram e são muitos? Você está sozinho no momento? Não banque o anfitrião para o seu jantar. Esconda-se aonde puder e caso seja descoberto, finja-se de morto. Quer dizer, de totalmente morto. Eles não vão notar a diferença e você deixa a surpresa para mais tarde.

Tópico 8:  Deixe as metrópoles de lado – Em tais locais o povo é mais escolado, entende de mortos-vivos e possuem exércitos para salvá-los a qualquer momento. Quanto menor a cidade, maiores são as chances de você passar como uma simples ‘aparição’. Caipiras só percebem que se trata de um ataque zumbi após a chegada de alguém de fora para contar.

Tópico 9:  Mantenha um pouco de dignidade – Só por uma questão de decência mesmo. Não saia por aí comendo tudo o que vê pela frente. Restos humanos como braços e outras coisas largadas. Vai saber que tipo de boca andou por ali antes? E não coma animais também. Eles não merecem.

Tópico 10: Aceite-se – Você é um zumbi. Quer coisa melhor do que isso? Acabou preocupação com trabalho, dinheiro, esposa, filhos, crise econômica, colégio, pais, namorado, depilação, chapinha… Esse é o seu momento, a sua carta de alforria contra a sociedade. Vá, ande cambaleante por aí e divirta-se. Sempre.

PS: Galera, nos próximos dias 3 e 4 de dezembro acontecerá o evento que você, eu e TODO MUNDO que ama roupas está esperando: O Brechó de Natal. Várias blogueiras locais estão participando com uma campanha divertida de doações. Se você quer colaborar veja mais informações no blog  da  Rafaela Albuquerque aqui no Imirante.

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PS3: Eu realmente espero que no fim do mundo por um ataque zumbi, nós iremos sobreviver juntos. De um lado ou de outro.

PS4: Sempre sua, sempre meu, sempre nosso.

Tô ‘bunito’?

qua, 20/10/10
por Alessandra Castro |

Não dá pra negar. Hoje em dia é extremamente complicado definir o que é socialmente característico de cada sexo. Antes apenas homens votavam e também, somente as mulheres ficavam em casa.

Balé era coisa de menina. Ser caminhoneiro, de menino. Dar a luz só com um companheiro ao lado. Fazer luzes só a namorada.

Graças a todas as mudanças que ocorreram ao longo do tempo não é complexo perceber que tanto homens quanto mulheres percorreram um longo caminho até conquistarem esta que podemos chamar de uma certa igualdade social.

Até mesmo aqueles que ainda persistem em serem machistas atualmente e insistem em dizer que lugar de mulher é servindo o marido, em um futuro próximo não vão realmente querer isso para as suas filhas. É, eles e elas estão muito parecidos, mas ressalto que ao menos para os rapazes existem algumas barreiras a serem quebradas.
 
Como não dá para listar todas aqui, falarei apenas sobre uma que talvez seja a mais constrangedora de todas: homens não sabem ser sensuais. Sim, pois quando se trata de apelar para a beleza, nós somos especialistas e vocês, quase um fracasso.

Calma, deixa eu explicar melhor. O fato é que enquanto vocês babam por uma modelo em campanha de lingerie, um cara posando de cueca na maioria das vezes pode acabar caindo no ridículo.
 
Não que tenha algo contra o corpo masculino, sou fã incontestável, porém é necessário além de um físico perfeito para que a idéia de sensualidade seja captada. O famoso apelo erótico é em grande parte constituído por um olhar mais profundo, um posicionamento sutil de mãos, lábios entreabertos, pernas ligeiramente afastadas uma da outra.

As chamadas caras e bocas trabalhadas pelas mulheres há séculos são claramente subestimadas e imitadas de forma incorreta pelos homens. Onde deveria existir beleza com um misto de lascividade, nota-se um rapaz fazendo cara de ‘eu sou gostoso’  facilmente confundida com ‘eu também dou a bund*’.

Sensualidade posada é uma arte que talvez vocês não venham nunca a captar. Alguns até conseguem, mas a maior parte só alcança apelo com o público homossexual que assim como vocês, são mais interessados nas partes físicas, no bruto da questão. Mas tudo bem. Não é culpa de vocês.

Foi algo cultivado há muito tempo que nós temos que ser belas, vocês fortes. Desde criança a menina é ensinada a ser encantadora, os meninos mais engraçados e corajosos.

Faltou usarem decote para conquistar, faltou treinarem poses na frente do espelho, escolher roupas com maior cuidado, esconder defeitos com maquiagem, saber a maneira exata de mexer os cabelos, qual tom de voz usar.

No fim das contas ficar no papel de presa hoje em dia é complicado quando se está acostumado desde sempre a ser o caçador. Mas quer saber? Continuem assim. Sensuais em atitudes tipicamente masculinas do que tentando copiar os trejeitos sedutores femininos.

Algumas diferenças são essenciais para que tudo não caia na mesmice.

 

Abaixo, mostro alguns exemplos de rapazes que estão mais para ‘paquitas eróticas’ do que sensuais. Não façam isso em casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

PS: Dois zangados, dois birrentos, dois teimosos, dois desconfiados, dois apaixonados.

PS1: Já disse e repito, se o meu tempo terminasse amanhã, gastaria cada segundo contigo. Sua. Toda. Sempre.

Com o Diabo no corpo

qui, 16/09/10
por Alessandra Castro |

305386rgeA existência da mulher. Todo mundo tem uma opinião sobre este assunto. Para os jovens rapazes, tudo gostosa. Para os mais velhos, mães dos meus filhos e minha rocha. Para as próprias na flor da idade, são todas o futuro da nação que tentam com garra conquistar um espaço de respeito. Já as mais idosas sabem que elas são as que sobram, que cuidam e aconselham aqueles que estão por vir.

É tudo assim, lindo, poético, sensível e lógico, uma balela. Sabe, que nunca fui a pessoa mais feminista do mundo. Muito menos machista. Sempre me considerei humanista por notar que no fim das contas é todo mundo farinha do mesmo saco. Porém, hoje com este texto, eu quero desabafar.

Escrever aqui afirmando que é de uma sacanagem sem limite atacar nós, seres com útero em uma situação específica: Por que toda vez somos as possuídas pelo demônio?

Reagan e todas as outras da saga ‘O Exorcista’ estão aí que não me deixam mentir. A coitada da Emily Rose também entra nessa roda, assim como as senhoritas de ‘Rec 2’ e ‘Atividade Paranormal’.

Trata-se de uma enorme e gorda perseguição. Sério mesmo. E olha, eu já tinha deixado de lado o lance da maioria dos tornados e furacões receberem nomes femininos, mas sobre isso, não vou me calar.

É obvio que quanto à influência lá de cima, eu não me surpreendi nenhum um pouco. Por ele fomos taxadas de pecadoras responsáveis por trazer todos os problemas para o mundo.

Graças ao rótulo, perde-se sangue mensalmente para manter essa memória viva, assim como as dores do parto, a TPM, as malditas celulites, dias de cabelos rebeldes e variações de peso. De qual lado ele se encontra, sempre foi bem claro. Não é? Mas, você Sr.Diabo, esperava mais.

Já que colaboramos tanto para o seu poderoso currículo, poderia simplesmente ficar agradecido e parar com essa coisa de colocar 1,2, 3… Milhares de espíritos mal educados, atrapalhados e sem higiene alguma nesse corpinho que já sofre naturalmente com depilações, plásticas, dietas e botox?

Francamente. Detesto injustiça. Mas, sabe de uma coisa? Olhando pelo outro lado até que entendo um pouco. Qual o outro ser caminhante na terra que é mais mesquinho, vil, fofoqueiro e traiçoeiro que a gente?

Como não achar um espaço no corpo daquela que fala mal, xinga, mede dos pés a cabeça e na sua frente, torna-se a melhor amiga? É, talvez eu esteja errada. Nós merecemos.

Meu namorado diz que o caso da possessão acontece por sermos mais fracas. Eu acho que é porque somos piores. Sem sombra de dúvidas o inferno é um lugar cheio de mulher e eu vou fazer de tudo para não ir pra lá.

 

 

 

PS: Com você. Por você. Para você. Sempre.

PS1: Apaixonada todos os dias. Feliz, cada vez mais.

 

Santinho para espantar barata (2)

qui, 19/08/10
por Alessandra Castro |

4501157534_E chega aquela época do ano no qual é simplesmente impossível falar sobre outra coisa. Tal como um povoado da década de 20 invadido por um circo de horrores, você não é capaz de ir contra a maré, tem que dar a sua opinião sobre a chegada das aberrações.

Não, eu não estou falando da chuva de meteoros que revolveu deixar São Luís inteira no vácuo com um ‘bolo’ intergaláctico. Vou comentar sobre política.


Bem, eu não gosto. Quer dizer, não é exatamente um ‘não gostar’ de vez, sabe? Talvez seja mais parecido com bode ao leite de coco. Já provei, não é ruim e também não é bom.  Apenas não faço questão.

Sou tão alheia ao assunto, que até título de eleitor só fui tirar aos 22 anos. Por quê? Nem sei, preguiça mesmo. Explico logo que não tenho em nenhum fio dos meus cabelos multicoloridos, algum resquício de anarquismo.


Adoro a ordem, respeito aqueles que conseguem de uma forma ou de outra, controlar a selvageria humana, seja em questões locais, quanto em exemplos nacionais e internacionais.

Em todo lugar deve existir uma hierarquia. Representantes capazes de repassar os desejos de terceiros que nem sempre, conseguem se expressar. O que realmente me incomoda nisso tudo, são aqueles que saem dos eixos.

E olha, brasileiro adora um descontrole. Lembra da política somente em período eleitoral, vota no primo do vizinho, escolhe candidatos quando não aleatórios, por influencias que não são diretas dos políticos em si.
 
E esquecem. Perdem a memória mesmo, elegendo hoje alguém incompetente para em 4 anos, escolher o mesmo indivíduo. Brigam, discutem e armam o barraco dizendo que ‘não sei quem’ vai fazer isso e aquilo, mas quando se pergunta o que ‘não sei quem fez’ para a sociedade, fica calado.

Sabe? Preguiça enorme. Se não tem nada o que falar, fique calado. Eu não entendo de política, eu não me meto a conversar. Eu sei que Lula tem 9 dedos e que Ciro bem que podia ser presidente para termos uma primeira dama tão linda quanto a Carla Bruni. Alienada? Beleza.

Tenho minhas convicções e entre elas digo que para uma sociedade ser melhor, não é necessário colocar tanta fé assim no poder.


Torne-se alguém de valor, estude, vire médico, policial honesto, professor apaixonado, advogado de pulso firme, dona de casa presente na vida dos filhos e consciente com o meio ambiente.

Sempre deve-se começar de baixo, sabendo olhar para cima e não passando todas as responsabilidades nas mãos de terceiros que nem sempre, podem ter a mesma índole que você.  Voltando ao lance dos candidatos, particularmente fico constrangida em ver a quantidade de jovens querendo uma posição.

Umas ‘coisinhas’ com cara de Justin Bieber que você pensa: esse se ganhar, vai comemorar dando ‘cavalo de pau’ na rua. É cada figura que dá vergonha de cogitar a possibilidade de ter tais seres como representantes.

Mas, eu não ligo pra isso, não é? Porém, confesso que sinto saudades dos santinhos, ainda não vi nenhum.

Eram ótimos para espantar baratas.

 

PS: E agora para descontrair você leitor/eleitor, Alessandra dará dicas de como votar em tantas pessoas em uma única eleição: Separem em grupos! Sim, combos iguais ao das lanchonetes, organizar seus McPolíticos.

Combo ‘Pé na cova’: Você vota em todo mundo com mais de 70 anos. Aqueles no qual é praticamente certeza que não vão resistir ao fim do mandato. Presidente do grupo? Plínio Arruda. Governador do MA? Jackson Woody Lago.

Combo ‘Kinderovo’: Só vale apertar o botão de confirma para aqueles que não vendem cabelo e que lembram o Tio Fester da Família Adams. Presidente? José Serra. Governador do Estado do Maranhão? Marcos Silva.

Combo ‘De mulher pra mulher’: Agora é para lembrar o tempo do programa da Xuxa que tinha a competição ‘meninoooooooooos contra meninaaaaaaaaaaaaaas’. Vá de rosa, cante Rita Lee, escolha as garotas para o poder. Presidente? Dilma. Governadora do MA? Roseana.

Combo ‘Eu não sei se é humano’: Esse vai dar trabalho para você eleitor. Tem que votar apenas nos candidatos que nem o photoshop deu jeito. Sendo politicamente correta, aqueles que são desprovidos de beleza. Presidente? Marina. Governador do Maranhão? Flávio Dino.

 

Sim, abaixo, alguns vídeos do programa eleitoral que valem mais do que qualquer série de humor. Do Kibe Loco.

 

Bom, não sei se ajudei. Mas, antes de começar os ‘mimimimimis’ e xingamentos, lembre que senso de humor é sempre algo de bom tom.

 

 

PS: Não voto pela gente. Você já é um ditador, para sempre no poder dentro do meu peito.



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