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Sem escudos e cabelos

qua, 13/05/09
por Alessandra Castro |

sansom.jpgAinda não compreendo o fascínio de alguns por super-heróis. Nunca gostei de filmes, quadrinhos, seriados e outras coisas a mais que relatam a história destas peculiares personagens. 

Fico completamente entediada em ver o Homem Aranha pendurar-se em prédios, a força do incrível Hulk destruindo tanques de guerra ou o Superman voar entre continentes em segundos. 

Não existe graça em ter grandes poderes. Perfeição é algo completamente desinteressante. Sim eu sei que todos eles têm seus problemas. 

Crises existências por não ter a pessoa amada e negação da própria identidade. Meras bobagens para quem ao final do dia pode resolver tudo com uma praticidade irreal do cotidiano. Trata-se de uma péssima mania humana acreditar que a plenitude só é válida naquilo que é cheio de encantos e inapto de falhas.
 

É um velho círculo vicioso que nasceu do contato com a primeira leitura de super-heróis: a Bíblia. Mas não pretendo decifrar o protagonista deste enredo milenar, tenho como Sansão meu coadjuvante especial.

Repleto de coragem e um físico impressionante, esse rapaz era o mais admirado em sua comunidade. Nada abalava Sansão.

Preocupações e angústias eram constantemente omitidas de sua consciência por acreditar que toda a aptidão corporal já era mais do que suficiente para levar a vida. 

Ledo engano deste homem superficial. Dalila, minha favorita, apareceu em seu caminho não como a megera linda e insensível que costumam relatar. Ela sim era forte por saber que errar é mais digno do que seguir em frente com ilusões. 
 

Cortou os longos e influentes cabelos de seu amado e o fez pela primeira vez andar com as próprias pernas sem precisar sair por aí derrubando os outros.

Tirou-lhe o escudo que tanto incomodava no relacionamento de ambos e ao final conseguiu a compreensão de Sansão por isso. Assumir fragilidades não é defeito. Pedir ajuda também não. 

Revela confiança no outro e interesse por suas opiniões. Derrubar esta muralha de proteção interna natural é o maior poder que poderíamos pedir. 

Talvez por este motivo os super-heróis são tão confusos. Habilidades demais estragam a cabeça de qualquer um e tiram-lhe o foco real da coisa.

Mais importante do que salvar o mundo, é saber resgatar a si mesmo.

 

 

PS: Veja as boy bands mais vergonhosas de todos os tempos, conquiste o visual das estrelas dos seriados e descubra qual o verdadeiro tempo da adolescência.

 

PS1: Gente, se alguém souber como fazer memorização de dados nos comentários, pode me falar okay? Saudades eternas do blogspot.  ¬¬

Playground de todos os dias

ter, 05/05/09
por Alessandra Castro |

swing.jpgTenho uma lembrança da minha época de infância que até hoje nunca se desgastou.

Recordo bem que perto do horário do recreio começava a ficar completamente angustiada para pular da cadeira e sair correndo porta a fora.

Não, não se tratava de fome ou vontade de olhar o pessoal. Eu queria mesmo era ter todo o playground disponível ao meu deleite. Nunca dava tempo.

Não sei se era o excesso de peso que não me deixava chegar à tempo, mas todas as vezes que alcançava o parque, ele já estava devidamente lotado em todos os brinquedos.

Isso me deixava furiosa, mas encontrei uma boa solução para este problema.

Simplesmente passei a esperar.

Cautelosamente escondida em algum lugar do colégio, eu aguardava o sinal bater para finalmente ter o meu espaço de brincadeiras.

 

Claro que em todas as vezes, após alguns minutos aparecia uma supervisora para me tirar aos gritos do local e me colocar na sala de aula.

Porém, isso não mudou o meu padrão de comportamento que se estende até os dias de hoje. Obviamente que eu poderia me unir as outras criancinhas e revezar os momentos de diversão.

Pedir, tapear, negociar, implorar, furar fila e chantagear para também descer no escorregador ou pegar a brisa do balanço.

Nunca achei essas alternativas interessantes e provavelmente por isso aprendi a reconhecer ao longo da vida, qualquer tipo de playground cheio demais para a minha presença.

São áreas possíveis de serem avistadas em todos os segmentos do cotidiano. No próprio colégio quando ansiamos por fazer parte do grupo mais popular e quem está nele prefere ignorar esse desejo.

Dentro do trabalho em que se almeja criar alianças com os mais experientes na empresa e os mesmos optam por não pedir sua opinião ou em relacionamentos amorosos, quando se quer algo mais profundo e o outro deixa claro que não pretende mudar.

Para tais situações como diria meu pai: “É dar murro em ponta de faca”. Sou a favor da persistência juntamente com a perseverança, mas todos devem saber seus limites e concluir que plena aceitação não faz ninguém andar pra frente.

Trata-se de uma questão de impulso interno. Impulso este que faz a gangorra levantar, o balanço movimentar-se no ar, cria novas amizades, traz mais aprendizado profissional e estimula a busca por uma paixão melhor.

A verdade é que brincar sozinho tem grandes vantagens. Ao menos, durante a espera da construção do próprio playground.

E quando essa hora chegar, nada será mais gostoso do que selecionar aqueles que o acompanharão na jornada de infinitas travessuras. 

 

PS: Veja como agir se ele tem namorada, tudo sobre vegetarianismo e curiosidades do que é belo ao redor do mundo.  

Eu furo, tu furas, ele fura…

qua, 18/02/09
por Alessandra Castro |

                                    Curriculum Vitae                 

 

Alessandra Serra de Castro

 

Dados pessoais:

 

Data de nascimento: 15 /04/1986                                               Sexo: Feminino

Local : São Luis/MA                        Tipo sangüíneo: O              fator RH: +

Estado civil: Solteira

Endereço: Av. Principal, nº 30, Cruzeiro do Anil.

CEP: 65.075-040

Telefone: (98) 3243-6601        Celular: 8161-8481

 

Formação:

 

□        Superior Completo – Curso de Jornalismo – Faculdade São Luis

□        Superior Incompleto 3º Período – Curso de Direito – Unidade de Ensino Superior Dom Bosco – UNDB.

 

Experiência Profissional:

 

□        Lojas Imaginário- Vendedora

□        Entreposto Renault- Assistente de Vendas

□        Castro Advogados- Recepcionista

□        Futura Produção (Assessoria de Imprensa)- Estagiária em jornalismo.

□        Sistema Mirante de Comunicação- Produtora do Portal Imirante.com e do Portal Na Mira.  

 

 

Conhecimentos em Informática:

 

□        Informática básica em ambiente Windows

□        Excel Básico

 

 

Idiomas

Inglês – Fluente em conversação e leitura. 

Espanhol – Básico

 

Informações extracurriculares-

Ganhadora do prêmio Tudo de Blog Capricho, dado pela revista de circulação nacional da editora Abril. Escritora da coluna “De tudo um pouco”, no Caderno Dom, do Estado do Maranhão e dona do blog ‘De férias neste planeta’, no endereço HTTP://colunas.imirante.com/platb/alessandracastro

 

 

 São Luis, 27 de junho de 2010.

 

 

Cobiça. Taí uma coisinha peçonhenta. Traiçoeira, por ser ao mesmo tempo errada e natural. Vivemos a desejar o que não nos pertence. Amigos, emprego, roupas, status, aparência, visibilidade… São diversos os meios que levam à tentação de querer algo que não está completamente ao alcance.

A situação piora ainda mais quando o elemento criador da inveja respira, anda, conversa, joga charme e parece beijar muito bem. Sim, já furei olho e creio que já furaram o meu. Na primeira posição, uma briga entre culpa e excitação arrebata os sentimentos.

É interessante testar o próprio poder de fogo, ser a serpente que perturbou Adão. A sensação de poder é inebriante, mas como qualquer outro artifício de entorpecimento, também é passageira. Aí vem o dia seguinte e a auto-flagelação mental. “O que fiz?” e “Foi a bebida” são as desculpas mais comuns nessas horas.

Eu não levantei nenhuma delas. Agi do jeito que quis, entrei na corrida sabendo que ia subir no pódio. E vejo esse o diferencial da cobiça inadequada e a correta. Aspirar pelo mero prazer de ter é traição, oposto do querer porque você merece. Tal ato não é impulsivo e impensado.

Deve-se vê antes os prós, contras e consequências da ação. Quando feita toda esta necessária burocracia, vale a pena arriscar. Desafios, o ser humano é feito disso e por isso, disse antes que o anseio é natural.

Cabe a pessoa saber domar suas vontades quando melhor lhe convier. Ficar no papel de vítima é ridículo, responsabilizar os outros também. Se for pra adentrar na contravenção que seja com consciência.

Ou torça para ninguém saber.

PS: Gente, meu baby é da raça Lulu da Pomerânia e chama-se Tyrone Power. Homenagem à um falecido galã hollywoodiano dos anos 40.



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