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Tudo que você sempre quis saber sobre Alessandra (Mas tinha medo de perguntar)

qui, 09/12/10
por Alessandra Castro |

Segunda-feira. Dia da melancolia, de prometer que vai começar a dieta, parar de beber e torcer para a chegada do fim de semana.  Eu estou em meu quarto morrendo de calor porque o ar-condicionado foi pra Porto Alegre, tchau, e por isso resolvo aproveitar o clima das profundezas do inferno para postar no blog.

Vou logo dizendo que este texto não será nada inspirador ou interessante, apenas um combo de detalhes sobre quem é a pessoa que vós escreve.  Sei lá, vai que eu derreto e desapareço no meio da noite pela forte onda de calor e vocês nada sabem realmente sobre a dona do blog? Seria um absurdo fazer tal coisa. Por isso, aí vai um quem sou eu bem ao estilo Orkut mesmo.

- Eu não saio aos domingos. Desde sempre eu acho. Pode ser churrasco, show, aniversário, batizado, casamento… Não adianta, meus domingos são e sempre vão ser sagrados para a preguiça, os cuidados estéticos e a televisão. Se eu for parir em um domingo, ou em casa meu filho nascerá ou até segunda as pernas eu vou fechar.

- Pão é meu alimento principal. Com ovo, com presunto, manteiga, atum, puro… Troco qualquer prato de restaurantes por aí pelo o meu misto.

 - As vezes penso que é Carnaval. Do nada estou no ônibus, vejo as pessoas na rua e tenho a sensação de que é Carnaval. Sem pé nem cabeça isso, eu sei. Mas creio que seja porque nesse período fica todo mundo tão farrista, unido e feliz, que é impossível não associar momentos de tranquilidade e alegria com essa festa.
 
- Eu gosto de dormir no silêncio e na mais completa escuridão. É, certeza que caixão fechado não será problema.

- Eu guardo raiva de alguém para o todo sempre. Olha, não sou Jesus pra perdoar não, mermão. Por isso, quando neguinho vacila eu garanto que passo o resto da minha vida desejando a morte dessa pessoa e de toda a sua família.

- Eu leio um livro atrás do outro. E releio também. Antes lia dois em um mesmo período, agora falta-me tempo para isso.

- Eu respondo cantadas na rua. Me chamou de gostosa? Dou dedo. Buzinou ao me ver no ponto de ônibus? Mando tomar no c*. Fez ‘psiu’? Digo para chamar a mãe. Não tenho paciência pra tal coisa.

- Estou em meu primeiro namoro e cada instante é simplesmente delicioso. Auto explicativo.

- Eu morro de medo de atravessar ruas. Acredito que em minha vida passada, fui atropelada por uma charrete. Só pode. Quem me conhece sabe que eu saio correndo desesperadamente para o outro lado mesmo se não tiver carro algum passando ou todos parados no sinal vermelho.

- Eu sou ruim para criar vínculos. Já deixei grandes amizades de lado por não ter o talento de sair por aí ligando e perguntando como galera está. Meu namorado diz que é porque nasci para ser cuidada e que cuidar não é o meu forte. Eu acho que é falta de humanidade mesmo.

- Eu não sei consolar. É péssimo, mas é verdade. Se alguém chega para contar seus problemas eu fico extremamente sem graça e por mais cruel que seja dizer isso, entediada. Se não for alguém que eu realmente dou valor, a vontade que fica é mandar alheios cheios de dramas pastarem. Lá sei cuidar dos meus problemas, vou ter que arrumar o dos outros? Eu sei, é maldade. Porém, acho que deve ser também insegurança, falta de coragem em dar uma opinião e saber que a vida do outro pode mudar por minha culpa. Ou pode ser só déficit de atenção também.

-Eu acredito no fim do mundo. Sou extremamente sensível a essas profecias e teorias sobre o apocalipse. Em 2012, se alguém fundar uma seita por perto e me convencer a ingressar na mesma, certeza que no dia 21 de dezembro estarei no topo de alguma montanha participando de um suicídio coletivo. Muito sensível como podem ver.
 
- Destesto o cheiro de tanja/mexerica. Vômito? Beleza. Corpo em decomposição? Tranquilo campeão. Qualquer cheiro pra mim é mais suportável do que o desta fruta. Aflige minhas narinas.

- Handebol foi minha maior decepção. Cara, eu fui grande em meu tempo de goleira. Seleções, campeonatos de colégio, entre Estados… Medalhas de ouro nunca me faltaram. Esperei uma oportunidade de fora para continuar, mas ela nunca chegou. O jeito foi tocar a vida e realizar outros desejos. Ao menos não virei mãe de 2 filhos aos 19 como a maioria das minhas antigas companheiras de time.

- Me constranjo com estranhos falando comigo. Aquela coisa, fila de banco enorme e alguém começa a dizer que é uma falta de respeito só ter dois caixas para atender todo mundo, que está calor e tal, aí olha na minha direção esperando aprovação no comentário. Eu balanço a cabeça e no máximo solto um ‘é mesmo’. Pessoal caloroso demais.

 - Minha maior tristeza foi não ter estado presente durante a morte do meu cachorro. Ele estava deveras doente e por isso dormiu os seus últimos dias, com os meus pais, já que eles entediam mais de bichos do que eu. No meio da madrugada ele deu seu último sopro de vida. Eu não estava lá. Eu o amava muito. Eu ainda sofro por isso. Ninguém merece morrer sem seu amor ao lado. Eu simplesmente não estava lá.

Bem, depois dessa eu não consigo continuar. Só tenho a dizer que tudo aqui escrito demonstra quem eu sou em peculiaridades que vão além dos clichês sobre qual meu estilo musical ou gênero de filme favorito. Informações inúteis? É lógico que sim. Mas servem ao menos para vocês lembrarem de mim. Afinal,  nunca se sabe quando posso resolver por um fim nas minhas férias neste planeta.

 

Guia de Sobrevivência Zumbi contra humanos

ter, 16/11/10
por Alessandra Castro |

É, não teremos como escapar. O ano de 2011 será apenas o início da Era zumbi. Após ótimos filmes como ‘Zumbilândia’ e ‘Rec  2’, a chegada da comentada série ‘The Walking Dead’ vem para concretizar que de agora em diante os vampiros, tão populares ultimamente, irão bater de frente com uma poderosa e esfomeada concorrência.

Depois de tanto invejar e amar a áurea cheia de mistérios dos sanguessugas, estamos preparados para algo mais bruto.  Chega de sedução latente, gírias do passado, crises de consciência e romance entre humanos e imortais.

Agora, queremos vísceras, mutilações e cérebro.  Assim como Drácula e seus descendentes, a sociedade dos mortos-vivos é bem antiga e bastante alimentada ao longo dos anos por livros, filmes e programas.

Eu, desde que me entendo por gente tive o prazer de conhecer esse mundo e explorar as peculiaridades destes seres que retratam uma vida pós-morte menos ‘elegante ‘ do que nos é ensinado pelas religiões.

Lógico que após tanto conhecimento adquirido você já vira um expert na arte de viver em um mundo dominado por zumbis. Saber dirigir é essencial, atirar também. Ter controle emocional é outro elemento de extrema importância.

Nada de pagar de histérico perguntando ‘mamãe, por que você está agindo assim?’ quando a mesma correr em sua direção totalmente esverdeada, semi decomposta e com os olhos vidrados. Mire na cabeça ou peça para outra pessoa fazer o serviço.

Sim, eu já tenho as ‘manhas’ para me virar caso um dia o espaço no inferno acabe e os mortos voltem a caminhar sobre a terra. Mas recentemente me peguei pensando: e se mamãe me morder? Como ficarei se me tornar zumbi? Temos que ter um plano B, certo? Certo.  E agora divido com vocês o próprio e único. O guia de sobrevivência zumbi contra humanos.

Tópico  1: Fique atento – Você é um morto-vivo desesperado de fome, mas isso não quer dizer que precisa ser também, um distraído. Humanos estão por todos os lados porque assim como as baratas, são impossíveis de exterminar. Fareje bem o ambiente, fique longe de avenidas para não correr o risco de ser atropelado, tente escutar os choros, ladainhas e passos. Se ouvir tiros, corra para o outro lado.

Tópico 2: Proteja o seu rosto –
Eles tem armas. Você também tem, mas encontra-se na sua face.  Ao entrar em um conflito com um humano desarmado, tente desviar ao máximo de ataques direcionados a sua mandíbula. Lembre-se que ela é o seu trunfo. Qualquer vacilo do infeliz, crave os dentes apodrecidos na carne fresca.

Tópico 3: Escolha suas vítimas com cautela – Claro que todo mundo parece saboroso independente de cor, gênero ou idade. Porém, aquelas coisinhas pequenas chamadas crianças são mais frágeis e fáceis de capturar. Assim como os já enrugados.

Não dê uma de sexcista. Elas quase sempre estão acompanhadas por eles e quando sozinhas, podem apresentar uma performance bem resistente.  Lembre-se de Alice em ‘Resident Evil’.

Tópico 4: Ande em grupo – Vários zumbis em um mesmo local torna-se um ‘plus’ na hora de capturar a presa. Saiba dividir o prato e se o humano quiser resistir afaste-se e espere o último suspiro. Esse povo sempre tem um revólver escondido em algum lugar e você não vai querer ser baleado por ser ‘fominha’.

Tópico 5: Comova – Caso tenha alguma lembrança da sua vida passada, não deixe de usar essa ótima carta do baralho. Sua namorada vai ficar emocionada em ver você nesse triste estado e não custa nada se aproveitar disso.

Faça cara de sofrido, solte um grito angustiado e se puder, caminhe na direção da moça balbuciando o seu lindo nomezinho.  Quando a tola correr para os seus braços… Morda com vontade para deixar de ser besta.

Tópico 6: Localização – Humanos são sentimentais e por isso você deve se focar em locais que passem a sensação de segurança, paz e esperança. Uma igreja, uma praia, um belo parque, o alto de uma montanha… Não se preocupe e fique esperando. Sempre aparece um otário que acredita que nesses ambientes tudo ficará bem.

Tópico 7: Camufle-se – Eles chegaram e são muitos? Você está sozinho no momento? Não banque o anfitrião para o seu jantar. Esconda-se aonde puder e caso seja descoberto, finja-se de morto. Quer dizer, de totalmente morto. Eles não vão notar a diferença e você deixa a surpresa para mais tarde.

Tópico 8:  Deixe as metrópoles de lado – Em tais locais o povo é mais escolado, entende de mortos-vivos e possuem exércitos para salvá-los a qualquer momento. Quanto menor a cidade, maiores são as chances de você passar como uma simples ‘aparição’. Caipiras só percebem que se trata de um ataque zumbi após a chegada de alguém de fora para contar.

Tópico 9:  Mantenha um pouco de dignidade – Só por uma questão de decência mesmo. Não saia por aí comendo tudo o que vê pela frente. Restos humanos como braços e outras coisas largadas. Vai saber que tipo de boca andou por ali antes? E não coma animais também. Eles não merecem.

Tópico 10: Aceite-se – Você é um zumbi. Quer coisa melhor do que isso? Acabou preocupação com trabalho, dinheiro, esposa, filhos, crise econômica, colégio, pais, namorado, depilação, chapinha… Esse é o seu momento, a sua carta de alforria contra a sociedade. Vá, ande cambaleante por aí e divirta-se. Sempre.

PS: Galera, nos próximos dias 3 e 4 de dezembro acontecerá o evento que você, eu e TODO MUNDO que ama roupas está esperando: O Brechó de Natal. Várias blogueiras locais estão participando com uma campanha divertida de doações. Se você quer colaborar veja mais informações no blog  da  Rafaela Albuquerque aqui no Imirante.

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PS3: Eu realmente espero que no fim do mundo por um ataque zumbi, nós iremos sobreviver juntos. De um lado ou de outro.

PS4: Sempre sua, sempre meu, sempre nosso.

Tô ‘bunito’?

qua, 20/10/10
por Alessandra Castro |

Não dá pra negar. Hoje em dia é extremamente complicado definir o que é socialmente característico de cada sexo. Antes apenas homens votavam e também, somente as mulheres ficavam em casa.

Balé era coisa de menina. Ser caminhoneiro, de menino. Dar a luz só com um companheiro ao lado. Fazer luzes só a namorada.

Graças a todas as mudanças que ocorreram ao longo do tempo não é complexo perceber que tanto homens quanto mulheres percorreram um longo caminho até conquistarem esta que podemos chamar de uma certa igualdade social.

Até mesmo aqueles que ainda persistem em serem machistas atualmente e insistem em dizer que lugar de mulher é servindo o marido, em um futuro próximo não vão realmente querer isso para as suas filhas. É, eles e elas estão muito parecidos, mas ressalto que ao menos para os rapazes existem algumas barreiras a serem quebradas.
 
Como não dá para listar todas aqui, falarei apenas sobre uma que talvez seja a mais constrangedora de todas: homens não sabem ser sensuais. Sim, pois quando se trata de apelar para a beleza, nós somos especialistas e vocês, quase um fracasso.

Calma, deixa eu explicar melhor. O fato é que enquanto vocês babam por uma modelo em campanha de lingerie, um cara posando de cueca na maioria das vezes pode acabar caindo no ridículo.
 
Não que tenha algo contra o corpo masculino, sou fã incontestável, porém é necessário além de um físico perfeito para que a idéia de sensualidade seja captada. O famoso apelo erótico é em grande parte constituído por um olhar mais profundo, um posicionamento sutil de mãos, lábios entreabertos, pernas ligeiramente afastadas uma da outra.

As chamadas caras e bocas trabalhadas pelas mulheres há séculos são claramente subestimadas e imitadas de forma incorreta pelos homens. Onde deveria existir beleza com um misto de lascividade, nota-se um rapaz fazendo cara de ‘eu sou gostoso’  facilmente confundida com ‘eu também dou a bund*’.

Sensualidade posada é uma arte que talvez vocês não venham nunca a captar. Alguns até conseguem, mas a maior parte só alcança apelo com o público homossexual que assim como vocês, são mais interessados nas partes físicas, no bruto da questão. Mas tudo bem. Não é culpa de vocês.

Foi algo cultivado há muito tempo que nós temos que ser belas, vocês fortes. Desde criança a menina é ensinada a ser encantadora, os meninos mais engraçados e corajosos.

Faltou usarem decote para conquistar, faltou treinarem poses na frente do espelho, escolher roupas com maior cuidado, esconder defeitos com maquiagem, saber a maneira exata de mexer os cabelos, qual tom de voz usar.

No fim das contas ficar no papel de presa hoje em dia é complicado quando se está acostumado desde sempre a ser o caçador. Mas quer saber? Continuem assim. Sensuais em atitudes tipicamente masculinas do que tentando copiar os trejeitos sedutores femininos.

Algumas diferenças são essenciais para que tudo não caia na mesmice.

 

Abaixo, mostro alguns exemplos de rapazes que estão mais para ‘paquitas eróticas’ do que sensuais. Não façam isso em casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

PS: Dois zangados, dois birrentos, dois teimosos, dois desconfiados, dois apaixonados.

PS1: Já disse e repito, se o meu tempo terminasse amanhã, gastaria cada segundo contigo. Sua. Toda. Sempre.

De mulher pra mulher

ter, 28/09/10
por Alessandra Castro |
categoria Ai...Humanos

Anos atrás, em uma noite de semana qualquer, estava assistindo um daqueles programas de entrevistas da TV aberta, no qual a pauta do dia era homossexualidade.

Enquanto a galera ia debatendo sobre a própria opção sexual, meu pai ao lado dava sempre um jeito de encaixar uma piadinha marota sobre o assunto.

Politicamente correta que eu sou, por várias vezes tive que contê-lo com suas gracinhas porém, em um determinado momento ele virou e na lata perguntou: filha, você é gay? 

Após a surpresa inicial, não fiquei com raiva ou julguei sua atitude precipitadamente. Afinal, no auge dos meus 21/22 anos, já estava praticamente passada a hora de ter tido ao menos um relacionamento sério. Captei as dúvidas dele, respondi de prontidão que não era e ele pareceu automaticamente aliviado. Eu não.

Lógico que, perturbada como sou, tratei logo de me investigar para obter um resposta mais profunda sobre o questionamento. Até porque, teria sido mais agradável perceber que estava jogando no time errado do que lidar com as rejeições constantes dos garotos. Mas, não. Eu não sou gay, nunca fui e provavelmente nunca serei.

Jamais quis cair de boca na orelha de outra mulher (peguei vocês, heim?) ou imaginei outras situações além disso. Sou apenas uma heterossexual que teve seus poucos altos e muitos baixos na vida amorosa.

No entanto, com o avanço da idade, pude fazer uma conclusão especial: na verdade, todas as mulheres são um pouco lésbicas. Claro que não no sentido lascivo e romântico da coisa, mas em detalhes que são claramente perceptíveis.

Existe sim uma atração, um apelo próprio que somente é passado de mulher pra mulher. Exemplo? Homem algum chega para o outro e fala: nossa! Seu cabelo está lindo. Tão macio e com brilho, posso cheirar? Raramente você irá presenciar uma cena como essa, mas entre meninas, é comum.

Somos mais ligadas a beleza em si do que os rapazes. Cores, formas, texturas… Tudo isso ativa o cérebro feminino imediatamente e não é a toa que no supermercado, sessões para este gênero são normalmente tão cheias de variantes de um mesmo produto.

Desde meninas trocamos roupas de Barbies e arrumamos as suas mechas esperando torná-las mais bonitas dentro dos parâmetros sociais e assim, crescemos com estes padrões em mente tentando sempre atingi-los.

Tal com o um quadro ou uma flor muito bela. Não temos desejos carnais por nenhum dos dois, mas fascinam da mesma forma. Da vontade de tocar, de chegar mais perto para ver melhor e sentir. E é por isso que tantas de nós temos ícones de beleza.

Celebridades que adoramos não pela atitude, mas pelo aspecto físico. Lógico que como tudo na vida tem um lado ruim, essa obsessão pelo mesmo sexo não poderia ficar de fora. Entre os problemas acarretados, um deles é o pior e se chama: competição.

Recentemente passei por uma situação no mínimo desastrosa e ao contrário de fazer uso da razão ou ser dominada pelo ódio, me peguei tendo pensamento fúteis típicos de mulher com a mania de competir.

Você se mata tentando colocar as coisas em ordem, mas no fundo só consegue pensar ‘O que ela tem que eu não tenho?’. São os olhos? Uma pele melhor? Um corpo mais em forma? Cabelos compridos? Seios maiores?

Estupidez. Idiotice feminina tratar tudo como se fosse uma disputa de Miss Universo. Por isso que muitos dizem por aí que nós nos vestimos para agradar elas e não eles.

O público feminino é quem queremos sempre impressionar quando saímos de casa, ou você acha que homens sabem ao menos o que é uma trança embutida?

Trata-se de um círculo vicioso que com certeza não terá fim, mas talvez possa ser amenizado. Acho que a dica aqui é tentar frear diariamente os impulsos ‘narcisisticos’ deixando todo o veneno e admiração guardados apenas para dias de grandes eventos no tapete vermelho.

Afinal, tem gente muito bonita, rica e magra por lá, mas que estão pesando a mão no botox. Não é mesmo?

 

 

 

PS: Abaixo, faço a lista das minhas musas. Mulheres que na minha concepção representam o máximo da palavra beleza e que talvez se eu fosse homossexual, seriam o meu tipo ideal.

 

Lara Stone: Pela extrema sensualidade, dentinhos charmosos separados e seios que eu vou pedir para o meu cirurgião plástico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              Alexa Chung: Pelo senso de estilo matador e lindos olhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      Daisy Lowe: Pela atitude rock and roll.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Blake Lively: Porque tem cabelo e corpo de deusa. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eva Green: Francesa. Já basta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       Amanda Seyfried: Uma boneca.

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Scarlet Johansson: A Marilyn Monroe atual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PS: Por você, com você, pra você. Sempre.

PS2: Você me tira a respiração, me controla e me descontrola todos os dias. Sua. Mais e mais.

 

Com o Diabo no corpo

qui, 16/09/10
por Alessandra Castro |

305386rgeA existência da mulher. Todo mundo tem uma opinião sobre este assunto. Para os jovens rapazes, tudo gostosa. Para os mais velhos, mães dos meus filhos e minha rocha. Para as próprias na flor da idade, são todas o futuro da nação que tentam com garra conquistar um espaço de respeito. Já as mais idosas sabem que elas são as que sobram, que cuidam e aconselham aqueles que estão por vir.

É tudo assim, lindo, poético, sensível e lógico, uma balela. Sabe, que nunca fui a pessoa mais feminista do mundo. Muito menos machista. Sempre me considerei humanista por notar que no fim das contas é todo mundo farinha do mesmo saco. Porém, hoje com este texto, eu quero desabafar.

Escrever aqui afirmando que é de uma sacanagem sem limite atacar nós, seres com útero em uma situação específica: Por que toda vez somos as possuídas pelo demônio?

Reagan e todas as outras da saga ‘O Exorcista’ estão aí que não me deixam mentir. A coitada da Emily Rose também entra nessa roda, assim como as senhoritas de ‘Rec 2’ e ‘Atividade Paranormal’.

Trata-se de uma enorme e gorda perseguição. Sério mesmo. E olha, eu já tinha deixado de lado o lance da maioria dos tornados e furacões receberem nomes femininos, mas sobre isso, não vou me calar.

É obvio que quanto à influência lá de cima, eu não me surpreendi nenhum um pouco. Por ele fomos taxadas de pecadoras responsáveis por trazer todos os problemas para o mundo.

Graças ao rótulo, perde-se sangue mensalmente para manter essa memória viva, assim como as dores do parto, a TPM, as malditas celulites, dias de cabelos rebeldes e variações de peso. De qual lado ele se encontra, sempre foi bem claro. Não é? Mas, você Sr.Diabo, esperava mais.

Já que colaboramos tanto para o seu poderoso currículo, poderia simplesmente ficar agradecido e parar com essa coisa de colocar 1,2, 3… Milhares de espíritos mal educados, atrapalhados e sem higiene alguma nesse corpinho que já sofre naturalmente com depilações, plásticas, dietas e botox?

Francamente. Detesto injustiça. Mas, sabe de uma coisa? Olhando pelo outro lado até que entendo um pouco. Qual o outro ser caminhante na terra que é mais mesquinho, vil, fofoqueiro e traiçoeiro que a gente?

Como não achar um espaço no corpo daquela que fala mal, xinga, mede dos pés a cabeça e na sua frente, torna-se a melhor amiga? É, talvez eu esteja errada. Nós merecemos.

Meu namorado diz que o caso da possessão acontece por sermos mais fracas. Eu acho que é porque somos piores. Sem sombra de dúvidas o inferno é um lugar cheio de mulher e eu vou fazer de tudo para não ir pra lá.

 

 

 

PS: Com você. Por você. Para você. Sempre.

PS1: Apaixonada todos os dias. Feliz, cada vez mais.

 

Santinho para espantar barata (2)

qui, 19/08/10
por Alessandra Castro |

4501157534_E chega aquela época do ano no qual é simplesmente impossível falar sobre outra coisa. Tal como um povoado da década de 20 invadido por um circo de horrores, você não é capaz de ir contra a maré, tem que dar a sua opinião sobre a chegada das aberrações.

Não, eu não estou falando da chuva de meteoros que revolveu deixar São Luís inteira no vácuo com um ‘bolo’ intergaláctico. Vou comentar sobre política.


Bem, eu não gosto. Quer dizer, não é exatamente um ‘não gostar’ de vez, sabe? Talvez seja mais parecido com bode ao leite de coco. Já provei, não é ruim e também não é bom.  Apenas não faço questão.

Sou tão alheia ao assunto, que até título de eleitor só fui tirar aos 22 anos. Por quê? Nem sei, preguiça mesmo. Explico logo que não tenho em nenhum fio dos meus cabelos multicoloridos, algum resquício de anarquismo.


Adoro a ordem, respeito aqueles que conseguem de uma forma ou de outra, controlar a selvageria humana, seja em questões locais, quanto em exemplos nacionais e internacionais.

Em todo lugar deve existir uma hierarquia. Representantes capazes de repassar os desejos de terceiros que nem sempre, conseguem se expressar. O que realmente me incomoda nisso tudo, são aqueles que saem dos eixos.

E olha, brasileiro adora um descontrole. Lembra da política somente em período eleitoral, vota no primo do vizinho, escolhe candidatos quando não aleatórios, por influencias que não são diretas dos políticos em si.
 
E esquecem. Perdem a memória mesmo, elegendo hoje alguém incompetente para em 4 anos, escolher o mesmo indivíduo. Brigam, discutem e armam o barraco dizendo que ‘não sei quem’ vai fazer isso e aquilo, mas quando se pergunta o que ‘não sei quem fez’ para a sociedade, fica calado.

Sabe? Preguiça enorme. Se não tem nada o que falar, fique calado. Eu não entendo de política, eu não me meto a conversar. Eu sei que Lula tem 9 dedos e que Ciro bem que podia ser presidente para termos uma primeira dama tão linda quanto a Carla Bruni. Alienada? Beleza.

Tenho minhas convicções e entre elas digo que para uma sociedade ser melhor, não é necessário colocar tanta fé assim no poder.


Torne-se alguém de valor, estude, vire médico, policial honesto, professor apaixonado, advogado de pulso firme, dona de casa presente na vida dos filhos e consciente com o meio ambiente.

Sempre deve-se começar de baixo, sabendo olhar para cima e não passando todas as responsabilidades nas mãos de terceiros que nem sempre, podem ter a mesma índole que você.  Voltando ao lance dos candidatos, particularmente fico constrangida em ver a quantidade de jovens querendo uma posição.

Umas ‘coisinhas’ com cara de Justin Bieber que você pensa: esse se ganhar, vai comemorar dando ‘cavalo de pau’ na rua. É cada figura que dá vergonha de cogitar a possibilidade de ter tais seres como representantes.

Mas, eu não ligo pra isso, não é? Porém, confesso que sinto saudades dos santinhos, ainda não vi nenhum.

Eram ótimos para espantar baratas.

 

PS: E agora para descontrair você leitor/eleitor, Alessandra dará dicas de como votar em tantas pessoas em uma única eleição: Separem em grupos! Sim, combos iguais ao das lanchonetes, organizar seus McPolíticos.

Combo ‘Pé na cova’: Você vota em todo mundo com mais de 70 anos. Aqueles no qual é praticamente certeza que não vão resistir ao fim do mandato. Presidente do grupo? Plínio Arruda. Governador do MA? Jackson Woody Lago.

Combo ‘Kinderovo’: Só vale apertar o botão de confirma para aqueles que não vendem cabelo e que lembram o Tio Fester da Família Adams. Presidente? José Serra. Governador do Estado do Maranhão? Marcos Silva.

Combo ‘De mulher pra mulher’: Agora é para lembrar o tempo do programa da Xuxa que tinha a competição ‘meninoooooooooos contra meninaaaaaaaaaaaaaas’. Vá de rosa, cante Rita Lee, escolha as garotas para o poder. Presidente? Dilma. Governadora do MA? Roseana.

Combo ‘Eu não sei se é humano’: Esse vai dar trabalho para você eleitor. Tem que votar apenas nos candidatos que nem o photoshop deu jeito. Sendo politicamente correta, aqueles que são desprovidos de beleza. Presidente? Marina. Governador do Maranhão? Flávio Dino.

 

Sim, abaixo, alguns vídeos do programa eleitoral que valem mais do que qualquer série de humor. Do Kibe Loco.

 

Bom, não sei se ajudei. Mas, antes de começar os ‘mimimimimis’ e xingamentos, lembre que senso de humor é sempre algo de bom tom.

 

 

PS: Não voto pela gente. Você já é um ditador, para sempre no poder dentro do meu peito.

Pesadelos e paisagens noturnas

qui, 29/07/10
por Alessandra Castro |

nightÉ extremamente fascinante notar como ao longo da vida, algumas particularidades das fases que passamos não são devidamente deletadas desta imensa máquina que é o corpo humano. Nem falo aqui de aparências ou interiores no sentido físico da palavra.

Órgãos amadurecem, rosto começa a decair, músculos enfraquecem. Isso é o esperado, ninguém é pego de surpresa ao perceber um cabelo branco aos 30 anos ou se assusta com a falta de fôlego em uma corrida que na adolescência era feita mais facilmente.

O interessante é dar-se conta de que certos comportamentos são simplesmente inesquecíveis. Não, eu não estou no clima para falar da rebeldia juvenil que ainda lateja dentro de muitos em cada instante que se deseja não levantar da cama segunda-feira para trabalhar pelos simples motivo de que o mundo é péssimo nesse dia e todo mundo deveria explodir, sumir, escafeder-se.

Tratarei de algo mais especifico: a infância. Acredito que esse é um período tão forte para qualquer pessoa, que nem o passar dos anos pode dissolver determinadas atitudes.

Exemplos? Levante a mão aquela já dita como ‘mulher’ que nunca deu uma singela espiada no corredor de bonecas da loja de departamentos? Ou gostaria de saber, qual ‘rapaz’ que não cairia agora de amores por uma boa competição de ‘bafo’ (figurinhas)? Fora que poucos são aqueles que mesmo agora adultos não deixariam nenhuma lágrima escorrer assistindo ‘Meu primeiro amor’ ou a morte do Mufasa,  pai do Simba em ‘O Rei Leão’.

Deu para se identificar? Tudo bem, a vida é curta, não dá tempo de perder velhos hábitos. E foi com isso que me deparei essa semana, ao ter um pesadelo.

Quem me conhece bem sabe que entre meu top 3 das melhores coisas da vida, dormir está no segundo lugar. Dei uma enorme preocupação aos meus pais na juventude por trocar quase sempre, o dia pela noite.

Dormir cinco da manhã e acordar cinco da tarde. Uma das mais gostosas sensações em minha opinião. Hoje em dia não possuo mais tal luxo e por isso, valorizo cada instante em que passo em minha cama.

Se antes não me preocupava com o tempo, agora faço questão de agarrá-lo com todos os travesseiros e lençóis disponíveis. Sendo assim, acordar de madrugada, apavorada e me debatendo no colchão foge completamente ao meu conceito de uma boa noite de sono. 

É justamente aí que entra a parte da infantilidade. Nessa hora o cérebro entra em pane e regride. Regride violentamente, como se dissesse ‘dá licença, eu tomo conta disso’.

E faz você acender luzes, reparar em qualquer porta entreaberta, espiar pela janela e recordar nitidamente os detalhes do sonho tão ruim que você só quer esquecer e voltar a dormir. Dá vontade de ligar pra alguém, bate o desejo de chamar o pai e abraçar o cachorro como se estes elementos servissem de escudo contra o mal dos olhos fechados.

Algo grita internamente ‘ei, eu não tenho mais 6 anos. Foi um sonho’, e logo é silenciado pelo desespero de espiar embaixo da cama.

Como uma espinha na testa que você sabe que não deveria nascer após a adolescência, os pesadelos são criados para qualquer um lembrar que alguns temores não podem ser simplesmente ignorados e que o comportamento perante eles, sempre serão iguais.

Você volta a dormir, por enquanto. Na próxima semana ou em um mês, logo receberá a mesma visita inconveniente.

Somente para mostrar que você pode sair de todas as fases da vida perante o conceito social. Mas, elas nunca vão realmente sair de você.

 

PS: Os cinemas da minha cidade são ridículos. Em um, só passa filmes para quem tem metade do cérebro funcionando. No outro, as cadeiras são escolhidas. Se você sentar em uma e um homem comendo galeto sentar ao seu lado… ‘Perdeu praybói’. Não pode mudar de lugar.

PS1: Boca de lobo. Gosto dessa expressão. Realmente.

 

PS3: Meu maior pesadelo é perder você. Te amo. Sempre e sempre.

 

Já vai tarde

qua, 23/06/10
por Alessandra Castro |

alison_Assistindo ao filme “Tudo pode dar certo” em uma tarde qualquer de segunda-feira, me flagrei pensando em algo que fazia tempo havia deixado para trás: a morte.

Desde muito jovem e acredito que assim como qualquer outro mortal racional que habite esse planeta, tive minhas fases de lidar com tal certeza.

Teve a fase do pavor, de achar o fim da vida algo completamente injusto, uma putafaltadesacanagem como dizem por aí. Nesse período o que mais me alarmava era saber que a última cena da minha existência poderia ocorrer a qualquer momento.

Um possível susto era o mais aterrorizante de tudo, tal como um frango que passa na frente do criador no exato momento que este resolve comer galinha caipira no jantar. Qualquer vacilo, pescoço quebrado na certa.

Em decorrência deste medo, surgiu outro ainda maior: se eu morrer agora, como ficariam as coisas? Óbvio que no auge dos meus 9/10 anos eu pouco me importava se meu pais iam sofrer ou algo do tipo. Queria mesmo era saber quem iria ao funeral.

Estaria cheio de colegas? Minha sala ficaria de luto por mim? Eles iam sentir a minha falta e chorar? Eu poderia ter tocado os sentimentos de alguém fora do circulo familiar? Sério, isso me tirava o sono.

A última coisa que eu queria seria olhar para baixo ou para cima e perceber que ninguém realmente dava a mínima para a minha presença física.

Até hoje fico meio receosa com isso, mas como a idade chega e a noção de responsabilidade também, tomei o juízo de me preocupar igualmente com o evento em si.

Se fosse para partir, que fizesse isso em alto estilo. Portanto, comecei a avaliar maneiras de entreter os meus 5 ou 300 convidados, seja como for e em qualquer circunstância, acredito que o tédio só piora as coisas.

Afinal, se realizamos casamentos com tanta abundância e 15 anos cheios de descontração, o que custa se importar um pouco mais com o velório? Só se morre uma vez, não é?

 Em primeiro lugar, jamais seria em um domingo. Eu não vou nem em meu próprio enterro neste dia e não curto ser a causa de uma ressaca ainda maior para o povo que passou o sábado enchendo a cara. Talvez, em uma quarta-feira. Na quinta as pessoas ainda comentam e na sexta já estão prontas para a próxima balada.

Sei que local é meio tenso porque só grandes estrelas e jogadores de futebol possuem algum direito de serem velados nos ambientes tratados como seus habitats naturais (teatros, cinemas, bibliotecas, estádios).

Como eu até o momento sou praticamente uma desconhecida, acho que não poderia fazer grandes exigências.  Mas, seria de bom tom algum local onde não houvesse restrição em relação à cigarros, bebidas e rock and roll. Deixo essa preocupação para terceiros. Falando nisso, essa parte musical é para mim algo de extrema importância.

Outro dia li em algum lugar que quando as pessoas casam, determinadas melodias são selecionadas pela igreja, excluindo qualquer tipo de toque pessoal dos noivos.

Absurdo isso e acredito que tal decisão também seja da mesma quando se trata de funerais, visto que ao menos nos que fui ou ouvir falar, só se tocava canções tristonhas que você não ouve nem em um bar decadente de beira de estrada.

De qualquer forma, vou separar meu MP4 ou qualquer tecnologia mais avançada do futuro com uma playlist esquisitíssima pronta para burlar as regras da moral e bons costumes. Se vacilar insiro Conga La Conga só para sacanear mesmo.

Quase ia esquecendo de ressaltar que outro ponto crucial são as vestimentas. Nada de preto pesaroso, não vou virar gótica depois de morrer. Mas, acho digno um pouco de respeito. Roupas de boate caem bem e ajudam para quem quiser dar uma ‘esticadinha’ na rua após o cerimonial.

Enfim… Texto ficando comprido e nem era meu intuito comentar tanto sobre isso. Até porque a minha real vontade era revelar um pouco mais de mim do que se possa perceber pelos posts daqui. Sei lá, quem sabe detalhes que possam fazer a diferença quando me for.

Prometo continuação disto em breve.

 

PS: E quando eu for, quero você perto. Sempre. Amo você até meu ultimo suspiro.

PS1: Você já me imobiliza naturalmente, intensamente, completamente.

O normal do sobrenatural

seg, 10/05/10
por Alessandra Castro |

ghoshtEu sinceramente não lembro quando começou essa minha obsessão pelo sobrenatural. Tal como a maioria das crianças, quando pequena tinha pavor das luzes apagadas e monstros escondidos dentro do armário.

Porém, algo mudou com o passar dos anos e hoje torço para que o desconhecido saia de baixo da cama para bater um lero (quero trazer as gírias antigas de volta).

Talvez as duas experiências sem explicações que tive devem ter influenciado nessa alteração de comportamento. Não me recordo muito bem da primeira, a segunda foi a mais marcante para mim.

Eu estava passeando pelo bairro com uma cadela de estimação, quando notei um buraco em um muro. Criança levada que eu era, atravessei a fenda e parei dentro de um terreno baldio.

Logo ao chegar resolvi com meu espírito de aventureira, explorar todo o local disponível para ver se encontrava algo de interessante para levar de lembrança e foi aí que me deparei em uma situação jamais vivida anteriormente no alto dos meus 9 anos: ficar cara a cara com um mistério.

Para resumir a história, entrei em outra abertura de uma parede e verifiquei que havia somente uma rua aparentemente sem fim próximo e sem presenças por perto.

Andando pelo caminho de terra junto com a minha companheira Xiquita, avistei uma casa bastante humilde, mas não tive tempo de analisá-la.

Ouvi um som alto de pisadas e quando me virei dei de cara com uma enorme quantidade de pessoas correndo descamisadas, descalças, desesperadas.

Obviamente que eu e minha cadela chegamos a conclusão que era chegada a hora de terminar a excursão, pois, seja o que for que estava perseguindo o povo assustado, nós não pagaríamos para ver.

A parte curiosa desse relato é que ao atravessar o buraco de onde vim, não ouvi mais nada. Sumiram as passadas e os seus donos, nem uma poeira levantada, nem sinal de seres humanos por ali. É bem provável que desde então o que antes era medo tornou-se curiosidade.

Sendo assim, por vezes me pego encarando a escuridão do quarto, assistindo programas sobre o assunto, navegando em sites relacionados ou dando um rolé no cemitério mais próximo.

Acredito que seja absurdamente normal e praticamente universal tamanho interesse pelo sobrenatural.

Adoramos perguntas sem respostas, de imaginar e inventar soluções onde não existem provas concretas, sendo que isso é bom por alimentar ainda mais o espírito da coisa por assim dizer.

Ou seja, podemos continuar a buscar mais contato com o oculto e a procurar magia em tudo, mas claro, com bastante respeito. Afinal, nem toda magia é branca nessa ou em outras vidas. 

Abaixo, fiz uma seleção de vídeos que precisam ser vistos por quem curte o assunto. Cortesia do Sobrenatural.org.

     

 

  

PS: Eu confesso que além de gostar de tomar sustos na net, também sou uma grande entusiasta de sites que abordam o universo feminino. Um bom exemplo disso é o Feminice. Passa por lá!  

logo_feminice

 

 

PS1: Você é tão incrível, perfeito e encantador que acho que também deve ser de outro mundo.

PS2: Um ano que eu tomei a decisão impulsiva mais gratificante da minha vida.

 

Fetiches

dom, 25/04/10
por Alessandra Castro |

fetishFetiche: Chama-se de uma espécie de obsessão por alguma coisa, uma situação, pessoa, ou parte da pessoa. Atração ou fixação incontrolável que dá origem a um prazer intenso e inexplicável.

Engraçado, antes de ler o seu significado como a maioria da população, tinha uma ideia bem pejorativa em relação ao fetiche.

Acreditava tratar-se de algo puramente sexual, chupar dedão do pé esquerdo pintado de vermelho, vestir sungas de tigradas, batons pretos, correntes e coisas assim, sendo que na realidade não é unicamente isso.

Vivemos todos os dias em uma sociedade fetichista, com taras que passam despercebidas no cotidiano de todos. Coisas que você poderia viver sem, mas acha melhor tê-las ao seu alcance.

Dinheiro é um tipo de fetiche, comer somente ovos no café da manhã também. Ir para a academia 3 vezes por semana ou querer sentar sempre na mesma cadeira no ambiente de trabalho também entra nessa categoria.

Porque gostar é uma coisa, precisar, ter necessidade já torna-se fetiche. Prazeres pequenos ou grandes, o importante é ressaltar que cada um tem o seu. Mas, e o que acontece quando você conhece alguém? Mantêm seus fetiches, une-se com os do outro ou cria-se um único e exclusivo para o relacionamento?

Acredito que as três questões são realizadas. No começo é estranho, exige adaptação e como todos os casais apaixonados acaba rolando um entendimento especial que ninguém mais consegue aceitar. O problema, ou melhor, a dúvida surge no nascimento deste ‘filhote’ fetiche da relação.
 

Existem namorados que curtem brigar e terminar para manter o prazer vivo. Outros apostam em variações sexuais, terceiros elementos, torturas psicológicas, tipos de lugares para frequentarem e pacto sobre os amigos que devem cultivar ou não.

Conheço uma dupla que curte o ‘entre tapas e beijos’, uma que acha legal dominar o circulo de amizades e outra que abafa os segredos. O lado positivo entre dividir fetiche é que dificilmente existe um dominado e outro dominador.

Ambos acolhem a sua característica particular e são felizes assim. Julgamentos de terceiros não influenciam em nada enquanto a diversão estiver sempre em ebulição.

Porque pior do que não aceitar a sua ‘esquisitice’, é deixá-la caminhando sozinha.

 

PS: Existe ser mais capitalista do que o Sonic? Morre se não tiver moedinhas.

PS2: Diga nos comentários o seu fetiche!

PS3: Meu fetiche é você.

 

 



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