Tudo que você sempre quis saber sobre Alessandra (Mas tinha medo de perguntar)
Segunda-feira. Dia da melancolia, de prometer que vai começar a dieta, parar de beber e torcer para a chegada do fim de semana. Eu estou em meu quarto morrendo de calor porque o ar-condicionado foi pra Porto Alegre, tchau, e por isso resolvo aproveitar o clima das profundezas do inferno para postar no blog.
Vou logo dizendo que este texto não será nada inspirador ou interessante, apenas um combo de detalhes sobre quem é a pessoa que vós escreve. Sei lá, vai que eu derreto e desapareço no meio da noite pela forte onda de calor e vocês nada sabem realmente sobre a dona do blog? Seria um absurdo fazer tal coisa. Por isso, aí vai um quem sou eu bem ao estilo Orkut mesmo.
- Eu não saio aos domingos. Desde sempre eu acho. Pode ser churrasco, show, aniversário, batizado, casamento… Não adianta, meus domingos são e sempre vão ser sagrados para a preguiça, os cuidados estéticos e a televisão. Se eu for parir em um domingo, ou em casa meu filho nascerá ou até segunda as pernas eu vou fechar.
- Pão é meu alimento principal. Com ovo, com presunto, manteiga, atum, puro… Troco qualquer prato de restaurantes por aí pelo o meu misto.
- As vezes penso que é Carnaval. Do nada estou no ônibus, vejo as pessoas na rua e tenho a sensação de que é Carnaval. Sem pé nem cabeça isso, eu sei. Mas creio que seja porque nesse período fica todo mundo tão farrista, unido e feliz, que é impossível não associar momentos de tranquilidade e alegria com essa festa.
- Eu gosto de dormir no silêncio e na mais completa escuridão. É, certeza que caixão fechado não será problema.
- Eu guardo raiva de alguém para o todo sempre. Olha, não sou Jesus pra perdoar não, mermão. Por isso, quando neguinho vacila eu garanto que passo o resto da minha vida desejando a morte dessa pessoa e de toda a sua família.
- Eu leio um livro atrás do outro. E releio também. Antes lia dois em um mesmo período, agora falta-me tempo para isso.
- Eu respondo cantadas na rua. Me chamou de gostosa? Dou dedo. Buzinou ao me ver no ponto de ônibus? Mando tomar no c*. Fez ‘psiu’? Digo para chamar a mãe. Não tenho paciência pra tal coisa.
- Estou em meu primeiro namoro e cada instante é simplesmente delicioso. Auto explicativo.
- Eu morro de medo de atravessar ruas. Acredito que em minha vida passada, fui atropelada por uma charrete. Só pode. Quem me conhece sabe que eu saio correndo desesperadamente para o outro lado mesmo se não tiver carro algum passando ou todos parados no sinal vermelho.
- Eu sou ruim para criar vínculos. Já deixei grandes amizades de lado por não ter o talento de sair por aí ligando e perguntando como galera está. Meu namorado diz que é porque nasci para ser cuidada e que cuidar não é o meu forte. Eu acho que é falta de humanidade mesmo.
- Eu não sei consolar. É péssimo, mas é verdade. Se alguém chega para contar seus problemas eu fico extremamente sem graça e por mais cruel que seja dizer isso, entediada. Se não for alguém que eu realmente dou valor, a vontade que fica é mandar alheios cheios de dramas pastarem. Lá sei cuidar dos meus problemas, vou ter que arrumar o dos outros? Eu sei, é maldade. Porém, acho que deve ser também insegurança, falta de coragem em dar uma opinião e saber que a vida do outro pode mudar por minha culpa. Ou pode ser só déficit de atenção também.
-Eu acredito no fim do mundo. Sou extremamente sensível a essas profecias e teorias sobre o apocalipse. Em 2012, se alguém fundar uma seita por perto e me convencer a ingressar na mesma, certeza que no dia 21 de dezembro estarei no topo de alguma montanha participando de um suicídio coletivo. Muito sensível como podem ver.
- Destesto o cheiro de tanja/mexerica. Vômito? Beleza. Corpo em decomposição? Tranquilo campeão. Qualquer cheiro pra mim é mais suportável do que o desta fruta. Aflige minhas narinas.
- Handebol foi minha maior decepção. Cara, eu fui grande em meu tempo de goleira. Seleções, campeonatos de colégio, entre Estados… Medalhas de ouro nunca me faltaram. Esperei uma oportunidade de fora para continuar, mas ela nunca chegou. O jeito foi tocar a vida e realizar outros desejos. Ao menos não virei mãe de 2 filhos aos 19 como a maioria das minhas antigas companheiras de time.
- Me constranjo com estranhos falando comigo. Aquela coisa, fila de banco enorme e alguém começa a dizer que é uma falta de respeito só ter dois caixas para atender todo mundo, que está calor e tal, aí olha na minha direção esperando aprovação no comentário. Eu balanço a cabeça e no máximo solto um ‘é mesmo’. Pessoal caloroso demais.
- Minha maior tristeza foi não ter estado presente durante a morte do meu cachorro. Ele estava deveras doente e por isso dormiu os seus últimos dias, com os meus pais, já que eles entediam mais de bichos do que eu. No meio da madrugada ele deu seu último sopro de vida. Eu não estava lá. Eu o amava muito. Eu ainda sofro por isso. Ninguém merece morrer sem seu amor ao lado. Eu simplesmente não estava lá.
Bem, depois dessa eu não consigo continuar. Só tenho a dizer que tudo aqui escrito demonstra quem eu sou em peculiaridades que vão além dos clichês sobre qual meu estilo musical ou gênero de filme favorito. Informações inúteis? É lógico que sim. Mas servem ao menos para vocês lembrarem de mim. Afinal, nunca se sabe quando posso resolver por um fim nas minhas férias neste planeta.
rss do blog















A existência da mulher. Todo mundo tem uma opinião sobre este assunto. Para os jovens rapazes, tudo gostosa. Para os mais velhos, mães dos meus filhos e minha rocha. Para as próprias na flor da idade, são todas o futuro da nação que tentam com garra conquistar um espaço de respeito. Já as mais idosas sabem que elas são as que sobram, que cuidam e aconselham aqueles que estão por vir.
E chega aquela época do ano no qual é simplesmente impossível falar sobre outra coisa. Tal como um povoado da década de 20 invadido por um circo de horrores, você não é capaz de ir contra a maré, tem que dar a sua opinião sobre a chegada das aberrações.
É extremamente fascinante notar como ao longo da vida, algumas particularidades das fases que passamos não são devidamente deletadas desta imensa máquina que é o corpo humano. Nem falo aqui de aparências ou interiores no sentido físico da palavra.
Assistindo ao filme “Tudo pode dar certo” em uma tarde qualquer de segunda-feira, me flagrei pensando em algo que fazia tempo havia deixado para trás: a morte.
Eu sinceramente não lembro quando começou essa minha obsessão pelo sobrenatural. Tal como a maioria das crianças, quando pequena tinha pavor das luzes apagadas e monstros escondidos dentro do armário. 
Fetiche: Chama-se de uma espécie de obsessão por alguma coisa, uma situação, pessoa, ou parte da pessoa. Atração ou fixação incontrolável que dá origem a um prazer intenso e inexplicável.