20 anos depois

Por Bruna Castelo Branco
Em 1990, morria o cantor e compositor cariocca Cazuza, vítima da Aids. O artista foi uma das primeiras vítimas conhecidas assumir publicamente que tinha sido contaminado pela doença. Era um período de transição política no Brasil e eu era uma criança com as minhas bonecas e um sofrimento na alma, embalado por uma trilha de rock dos anos 80.
Sem dúvida, com Cazuza eu sofri mais. Sempre achava que um dia ia cantar para alguém “Te ver não é mais tão bacana, quanto a semana passada…” ou esperar pela nossa música no rádio, como o tal casal de Codinome Beija-Flor. Assim como sofri secretamente vendo o artista ficando cada vez mais magro por causa da doença.
É engraçado, eu já tinha um porta-voz dos meus sentimentos quando eu era criança e nem tinha amado ninguém, nem tinha me desiludido e Cazuza já entendia os meus sentimentos…enfim, 20 anos depois e as mesmas canções continuam fazendo sentido.
Afinal, quem nunca se sentiu “tão down” ou quis gritar que o amor de fulano era “daqui até uma eternidade”. É engraçado como a poesia é ainda tão atual e espero que assim seja por muitos anos. O texto está meio atrasado…mas é apenas um singelo reconhecimento da obra do artista.
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16 julho, 2010 as 11:54
Cazuza foi e é um grande ídolo!!
Amo Cazuza e lamento por não ter feito parte da juventude dos anos 90!!
Cazuza para sempre!!
Adorei!!^^
22 julho, 2010 as 21:48
Cazuza viveu mais do que um poeta. Ele viveu todos os poemos não vividos pelos seus autores. Ele foi além e viveu intensamente como um poeta da vida ordinaria, mas com dignidade e feliz.
Ele foi feliz, ele viveu em epoca que não era a sua. Foi um cara, uma grande pessoa. Foi o poeta da musica brasileira.