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Lista de filmes do Festival Lume de Cinema

qua, 15/06/11
por alternativo |
categoria Cinema

O I Festival Lume de Cinema trará para São Luís o diretor filipino Brillante Mendoza (“Lola”), o ator Raymond Nullan (“Lola”), o diretor búlgaro Dragomir Sholev (“Shelter”) e o produtor Larry Castillo. Os organizadores anunciaram a lista das produções selecionadas para a mostra cinematográfica, que será realizada de 14 a 23 de julho, no Cine Praia Grande. Vão participar da disputa 18 longas-metragens estrangeiros, em duas premiações, além de 24 curtas. Também serão exibidos cinco Hours Concours. Os selecionados para a Mostra Competitiva Nacional (longa e curta-metragem) serão divulgados dia 20 de junho. O evento é produzido pela maranhense Lume Filmes, a mais importante distribuidora de cinema autoral e independente do país. Confira a lista dos concorrentes:

Hours Concours
- “Lola” de Brillante Mendonza (Serbis)
- “Hiroshima” de Pablo Stoll (Whisky)
- “Submarino” de Thomas Vinterberg (Festa de Família e Dogma do Amor)
- “Triângulo amoroso” de Tom Tkywer (Trama Internacional e Corra, Lola, Corra)
- “Ttudo ficará bem” de Christoffer Boe (Reconstrução de um amor)

Longas-metragens – competição oficial
- “Não tenha medo, Bi” (“Bi, dung so!”), de Phan Dang Di (Vietnã/ França/ Alemanha)
- “Rio Dooman” (“Dooman River”), de Lu Zhang (Coréia do Sul/ França)
- “Tudo que eu amo” (“Wszystko, co kocham”), de Jacek Borcuth (Polônia)
- “Se a semente não morrer” (“Daca bobul nu moare”), de Sinisa Dragin (Romênia/Sérvia/Áustria)
- “Norberto Apenas Tarde”, de Daniel Hendler (Argentina/Uruguai)
- “Oliver Sherman”, de Ryan Redford (Canadá)
- “Abrigo” (“Podslon”), de Dragomir Sholev (Bulgária)
- “O redemoinho e a cruz” (“The mill and the cross”), de Lech Majewski (Suécia / Polônia)
- “O vendedor” (“Le vendeur” / “The salesman”), de Sébastien Pilote (Canadá)
- “As Tentações de Santo Antônio” (“Püha Tõnu kiusamine”), de  Veiko Õunpuu (Estônia / Filândia / Suécia)
- “Veneza” (“Wenecja”), de Jan Jakub Kolski (Polônia)
- “Neve” (“White as snow”), de Selim Gunes (Turquia)

Curtas-metragens – competição oficial
- “8:05”, de Diego M. Castro (Argentina)
- “Aleph”, de Yakup Girpan (França)
- “A ordem das coisas” (“El orden de las cosas”), de César Estaban e José Esteban (Espanha)
- “Tudo bem”, de Manuel Xavier (Rússia / Espanha)
- “O Potro” (“The Foal”), de Josh Tanner (Austrália)
- “O Banho de Micky” (“Bathing Micky”), de Frida Kempff (Dinamarca)
- “Rita”, de Fabio Grassadonia (Espanha)
- “The Magus”, de Jaimz Asmundson (Estados Unidos)
- “Le Jouer de Citerne”, de Emmanuel Gorinstein (França)
- “A gaiola” (“Colivia”), de Adrian Sitaru (Romênia)
- “Narkis”, de Noam Ellis (Israel)
- “O Pregador” (“Preacher”), de Daan Van Baelen (Polônia)
- “A eternidade comecará está noite” (“Forever Gonna’s Start Tonight”), de Eliza Hittman (Estados Unidos)
- “Cartão postal” (“La carte”), de Stefan Le Lay (França)
- “Nothing personal”, NF (Bulgária)
- “Lavan”, de Noan Kaplan (Israel)
- “Seis peças fáceis” (“Six easy pieces”), de  Reynold Reynolds (Estados Unidos)
- “Sashenka”, de Anna Gurevich (Israel)
- “Smolarze” (“Charcoal Burners”), de Piotr Zlotorowicz (Polônia)
- “Mulheres e Namoradas” (“Wags”), de Evi Goldbrunner (Alemanha)
- “Pizzangrillo”, de Marco Gianfreda (Itália)
- “Protoparticulas”, de Chema Garcia Ibarra (Espanha)
- “Magia”, de Gerard Cairaschi (França)
- “Stanka vai para casa” (“Stanka goes home”), de Maya Vitkova (Bulgária)

Mostra Olhar Crítico – competição oficial
- “Totó”, de Peter Schreiner (Itália)
- “El ambulante”, de Eduardo de la Serra, Lucas Marcheggiano e Adriana Yurcovich (Argentina)
- “El medico”, de Daniel Fridell (Cuba)
- “Atomic and disco war”, de Jaak Kilmi (Estônia / Filândia)
- “Pit n. 8”, de Marianna Kaat (Estônia / Ucrânia)
- “Metrobranding”, de Ana Vlad, Adi Voicu (Romenia)

 

O poderoso Thor

sex, 29/04/11
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categoria 1, Cinema, Notícia
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Por Anderson Corrêa

O universo adaptado das histórias em quadrinhos nas telas de cinema ganha mais um integrante digno da realeza. Estréia hoje no Brasil “Thor”, o aguardado longa-metragem do Deus do Trovão, uma aposta da Marvel Studios entre as aventuras que serão vistas este ano nas salas de exibições. Ele fará companhia ao Capitão América e ao Lanterna Verde, que em breve também serão exibidos, e aos já conhecidos do público como Homem-Aranha e Batman.

A história de Thor destoa, em certos aspectos, da trama dos outros super-heróis apresentados pela Marvel nos cinemas. Diferentemente de “Homem de Ferro” e “O Incrível Hulk”, a trama do deus nórdico não está embasada na ciência, em que seres humanos adquirem seus poderes com auxílio de Raios Gamas e Geradores de Arco, mas sim é apresentado um herói mágico, advindo de outro plano.

Criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, o Poderoso Thor foi inspirado nas lendas nórdicas, com seus deuses e ameaças fantásticas, tendo sua primeira aparição na revista “Journey Into Mystery #83″, em 1962, nos Estados Unidos, que é lembrado com outdoor em cena do filme. Em “Thor”, o telespectador é apresentado aos asgardianos, seres imortais de outra dimensão, que, ao revelarem-se aos vikings, foram confundidos com deuses, iniciando a mitologia nórdica.

Thor, vivido por Chris Hemsworth, é um dos príncipes de Asgard cujo comportamento arrogante e impulsivo o leva a violar o tratado estabelecido por seu pai, Odin (Anthony Hopkins), deus supremo desse povo, e desencadear uma nova guerra contra o reino dos Gigantes do Gelo liderados pelo Rei Laufey (Colm Feore).

No dia de sua coroação como rei, Thor é expulso do reino e enviado para a Mid-gard, a Terra, onde deverá aprender lições de humildade se quiser reconquistar a confiança de seu povo. Com o imortal guerreiro também é enviado o martelo Mjolnir, sua arma mágica que poderá ser brandida somente por alguém de alma nobre.

Fraqueza – Assim como outros super-heróis, Thor também tem seu ponto fraco. Para Hemsworth, essa falta de humildade talvez seja o grande calcanhar-de-aquiles da personagem. “Ele é convencido, arrogante e tem poder, uma combinação perigosa. Então, aprender a ser humilde é, com certeza, uma grande jornada para ele neste filme. Acho que ter tanto poder é uma coisa que sempre volta para te assombrar. É uma coisa constante, com a qual ele tem que lidar”, disse.

Em Midgard, Thor assume a identidade secreta Sigurd Jarlson, um operário/engenheiro da cons-trução civil. É neste momento que a trama escrita por J. Michael Straczynski e Mark Protosevich se torna mais palatável ao grande público com situações mais próximas da realidade do espectador.  Thor conviverá com o núcleo de Stellan Skarsgard (Dr. Selvig), Kat Dennings (Darcy) e a vencedora do Oscar, Natalie Portman, que dá vida a Jane Foster, com quem o herói manterá relacionamento amoroso.

Nos quadrinhos, a personagem também viveu na Terra como o médico manco Dr. Donald Blake e como o paramédico Jake Olsen.

Kevin Feige, presidente de produção da Marvel Studios, afirmou que a adaptação de uma história em quadrinhos para o cinema é bem diferente do que a adaptação de um livro, por isso mesmo os produtores tiveram bastante flexibilidade para fazer isso e tentar agradar a todos.

“‘Thor’ já teve 600 edições, com artistas diferentes, uniformes diferentes, diferentes arcos de história. Normalmente, todos se conectam, mas nem sempre. Às vezes ele é o Don Blake, às vezes não é. Assim pudemos escolher o que julgamos ser os melhores elementos. Não existe esse tom sagrado, ao qual temos que ser completamente fiéis”, contou.

Imagens – E por falar em figurino, os amantes dos quadrinhos do Deus do Trovão vão se impressionar com toda a construção de cenário, imagens e vestes  usadas do filme, especialmente nas cenas que retratam Asgard. Hemsworth lembra a primeira vez que vestiu a roupa do herói. “Nossa, foi icônico. Eu estava com Anthony Hopkins e ele virou pra mim e disse, ‘Quer saber, nem é preciso atuar. A roupa já faz o serviço’. Eram figurinos simplesmente lindos”, afirmou.

Além do figurino, o diretor Kenneth Branagh acerta ao aproveitar as cenas épicas do roteiro para criar batalhas emocionantes na tela, digna das memoráveis histórias contadas nos quadrinhos, entre elas cenas do embate com o Destruidor e com o seu irmão Loki (Tom Hiddleston).

Para isso, o ator principal teve que se preparar muito bem. Chris Hemsworth engordou 9 kg, malhou muito e fez regime durante os mais de seis meses de gravações. Mas, segundo o ator, era complicado manter a massa muscular por causa das filmagens que exigiam muito de seu condicionamento físico.

O que também deve agradar ao público é a aparição do Jeremy Renner como Gavião Arqueiro, a menção a Bruce Banner, o Hulk e a cena pós-créditos que será o “tecido conectivo” para “Os Vingadores”, filme que tem estréia prevista para 2012. Na cena, Dr. Selvig se encontra Nick Fury (Samuel L. Jackson), que deseja estudar o recém-descoberto Cubo Cósmico.

Publicado originalmente no Suplemento Na Mira de O Estado

Com informações do Omelete

Do livro para as telas

sex, 29/04/11
por alternativo |
categoria Cinema, Literatura

Por Raíza Carvalho

O polêmico “A garota da capa vermelha” estreou semana passada. Dirigido por Catherine Hardwicke (diretora de “Crepúsculo”), o filme retrata a história da icônica personagem de Chapeuzinho Vermelho aos 16 anos de uma forma romântica e sombria. O roteiro faz algumas mudanças que prometem apimentar a trama: o lobo é substituído por um lobisomem (comum nas primeiras versões da história) e há um conflito psicológico no triângulo amoroso entre Chapeuzinho, o lenhador e o ferreiro.

O grande mistério do enredo gira em torno da identidade do lobisomem. Todos são suspeitos, até mesmo a inocente vovozinha do conto infantil. O filme é uma adaptação da fábula dos Irmãos Grimm – autores da versão mais conhecida de Chapeuzinho – para as telas do cinema, algo comum em Hollywood.

Assim como “A garota da capa vermelha”, a trama de “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, também foi baseado em uma fábula infantil. O roteiro adaptado da obra homônima de Lewis Carroll narrou a história da personagem que volta anos depois ao reino da Rainha de Copas. Por não seguir à risca a história original, a trama tomou novo fôlego. Nesta mesma linha está o recente “As viagens de Guliver”, de Rob Letterman, que adaptou para a contemporaneidade o texto de Jonathan Swift.

Adaptações – As adaptações de livros para a sétima arte sempre deram o que falar. Mas a idéia de transformar livros em filmes divide opiniões. Alguns fãs gostam da ação e produção dos filmes, enquanto outros preferem as obras originais, com toda a descrição e riqueza de detalhes dos textos. Entre as muitas adaptações de livros para o cinema estão os títulos “Precisosa”, “O Mágico de Oz”, “O Pequeno Príncipe” e “Garota Infernal”.

Séries de sucesso também estão na mira dos produtores de filmes, que têm lucro certo, já que essas produções têm uma legião de fãs curiosos que lotam os cinemas. Entre eles estão “O Diário da Princesa”, “Harry Potter”, “As Crônicas de Nárnia”, “Percy Jackson e o ladrão de raios”, “O Senhor dos Anéis” e “Crepúsculo”.

Seguindo esta linha, “O Hobbit”, baseado na obra de J.R.R. Tolkien, já está em produção. A primeira parte do filme deve ser lançada ainda este ano. A segunda tem previsão de estréia para 2012. Quem também deve chegar em breve aos cinemas é “Os três mosquiteiros”, que leva para as telas a história de Alexandre Dumas.

Controvérsias – Os que não apreciam as adaptações reclamam que os enredos resumem muito a história, excluem trechos importantes, alteram a personalidade dos personagens e inventam relacionamentos inexistentes para impor mais emoção e conflito.

Apesar dos erros recorrentes nesse tipo de trabalho, não seria correto generalizar. Algumas adaptações são excelentes e bastante fiéis às obras originais, como o filme “O xangô de Backer Street”, dirigido por Miguel Faria Jr. e baseado no livro homônimo de Jô Soares. Os longas-metragens “Perfume – A história de um assassino”, “O diário de Bridget Jones”, “O leitor”, “Laranja Mecânica” e “Ensaio sobre a cegueira”, baseado no livro de José Saramago, foram muito elogiados pelo público e pela crítica.

Bons ou não, o mais interessante é que clássicos da literatura estão cada vez mais próximos da população, que se não ler, conhece as histórias pelas as imagens que sempre encantam os olhos dos amantes de um bom filme. E então, prontos para uma próxima sessão?

Foto/Divulgação

Matéria publicada no Suplemento Na Mira, de O Estado

Vídeo traz pesquisa para o filme “Faroeste caboclo”

sex, 11/03/11
por alternativo |
categoria Cinema, Música

A equipe do filme “Faroeste caboclo”, adaptação para o cinema da música homônima do Legião Urbana, divulgou na internet o primeiro vídeo oficial sobre a produção. As imagens mostram a pesquisa de locações para o longa-metragem nos arredores de Brasília. O trecho pode ser visto no site http://www.faroestecaboclo.com.br/

O vídeo foi feito durante os dez dias que as equipes de direção, produção, fotografia e direção de arte do longa-metragem passaram visitando bairros de Brasília e localidades próximas e decidindo onde as cenas serão rodadas. Eles buscam cenários reais que se encaixem na história narrada por Renato Russo na letra da canção. As filmagens terão início ainda em 2011.

 Saga e elenco – “Faroeste caboclo” conta a saga de João do Santo Cristo, que deixa Salvador em busca de uma vida melhor e vai para Brasília, onde acaba se envolvendo no tráfico de drogas. Nesse contexto, ele conhece Maria Lúcia e se apaixona. Mas o amor deles é ameaçado por sua disputa com Jeremias, outro traficante da área. Os atores Fabrício Boliveira e Isis Valverde serão os protagonistas.

A música virou roteiro de cinema a partir da adaptação de Paulo Lins, autor do livro “Cidade de Deus”. O roteirista Marcos Bernstein também trabalhou na adaptação. A canção “Faroeste caboclo” foi composta em 1979, na fase da carreira de Renato Russo conhecida como “trovador solitário”, mas acabou fazendo sucesso ao ser incluída no disco “Que país é este”, lançado pelo Legião Urbana de 1987.

Matéria publicada originalmente em Alternativo, de O Estado Ma

‘‘Comer Rezar Amar” prende-se ao trivial

ter, 19/10/10
por alternativo |
categoria Cinema, Crítica

Por Anderson Corrêa

O que esperar de uma adaptação cinematográfica de um livro de auto-ajuda? Se depender de “Comer Rezar Amar”, nada além de um filme demoradamente chato, cansativo e cheio de lições de moral baratas. Se não fosse a bela e talentosa Julia Roberts, que, além de rechear a Revista Florense de outubro falando, em entrevista, sobre seus 20 anos de carreira, protagoniza o filme, todos os espectadores das salas de exibições estariam dormindo antes de passada meia hora do longa.

O roteiro assinado por Ryan Murphy e Jennifer Salt, baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, definitivamente, não traz nada de novo. Um texto enfadonho, com diálogos demorados e cenas clichês que não convencem ao mostrar os estereótipos culturais dos países por onde passa a personagem Liz Gilbert.

A história narra a trajetória de uma escritora bem-sucedida de meia-idade, casada, moradora de Nova York, que, insatisfeita com a rotina, decide modificar seus dias pedindo divórcio ao marido (Billy Crudup) e envolvendo-se com um ator mais jovem (James Franco) e dado ao misticismo hindu, com quem sente o mesmo vazio existencial que sentia com o outro.

Para fugir do trivial da vida, Liz resolve fazer uma viagem de um ano visitando a Itália, Índia e Indonésia. Os países representam as “fases de crescimento” pelas quais ela passou, respectivamente: a admiração pela gastronomia, o costume e o prazer em rezar, e o da descoberta do amor verdadeiro.

Comer – São nas cenas da Itália que se encontram o melhor do filme. Apesar do clichê em apresentar o país napolitano como terra de vagabundos, cujos homens são tidos como conquistadores baratos e onde só se come pizza e espaguete, as imagens dos principais cartões postais de Roma fascinam até os mais sonolentos da poltrona. Mas só isso não basta. Nesse momento, o filme ganha um pitada de comédia, mais dinamismo e Júlia consegue mostrar de fato o seu melhor.

Sua chegada à Índia é a parte mais sacrificante do filme. Fastidiosas, maçantes e indiscutivelmente chatas, as cenas que teoricamente deveriam conter os diálogos mais leves acabam sendo uma verdadeira temporada no inferno. Na busca do equilíbrio religioso, Liz se instala em um mosteiro hindu e tem de conviver com as ranzinzices de um americano mal-humorado (Richard Jenkins), que a faz ficar ainda mais amargurada.

Amar - Nem mesmo o romance com o brasileiro Felipe (Javier Bardem), em Bali, consegue dar nova guinada à trama. Os roteiristas pecam ao mostrar uma cultura brasileira longe da realidade. Pelo que se sabe, os pais brasileiros não costumam beijar a boca dos filhos quando eles completam 18 anos e partem para dar sentido a suas vidas. O sotaque sofrível do ator também compromete a produção. Sorte que entre uma cena e outra surgem as vozes de Bebel Gilberto e Tom Jobim. Os produtores acertaram ao escolher a Bossa Nova como trilha para as cenas na Indonésia.

Para quem está acostumado aos livros de auto-ajuda, o filme deve agradar muito, haja vista que os roteiristas procuraram ser fiéis à história original e não se preocupam em dosar conselhos comuns de um consultório sentimental feminino. Pelo menos o diretor Ryan Murphy já conseguiu recuperar os US$ 60 milhões gastos na produção e lucrar outros US$ 19 milhões durante o primeiro fim de semana de estréia nos Estados Unidos. Ufa, um alívio!

O Monstro Souza

sex, 01/10/10
por alternativo |
categoria Cinema, Ficção

Por André Sales

Ele anda por aí, apenas ninguém se toca que ele é um monstro. Todo mundo  pensa que ele só é um cara feio. O “ele” é um cachorroquente de 1,80m de altura, uma figura tanto bizarra como asquerosa que anda vagarosamente pelas ruas de São Luís a derramar ketchup, mostarda e maionese como um mijão escroto a contribuir para a catinga imoral que toma o ar cortante nas vielas da Praia Grande. Um serialkiller e um loverbóy passa por uma metamorfose e em breve revelará sua verdadeira face para engolir toda a Ilha, que sofrerá com a ira de um glutão insaciável.

Vulgo: “O Monstro Souza”. Primeiro uma idéia insana e absurda que revela uma cidade onde todos andariam com copos de vinagrete presos ao pescoço. Um líquido cobiçado por vampiros churrasqueiros. Tudo em um roteiro de filme carregado de clichês de terror e que, depois, acabou por se transformar um romance abilolado cheio de bom humor, batizado com o nome de seu protagonista.

Em uma referência a um dos cachorros-quentes mais famosos da Ilha, “O Monstro Souza” é uma obra dos escritores Bruno Azevêdo e  Gabriel Girnos, dois caras envolvido com uma produção escusa de fanzines nos fins da década de 1990 e início dos anos 2000. O livro está presta a ganhar corpo. Ou melhor, a entrar para as páginas impressas. Porque corpo “O Monstro Souza” já tem inúmeros, cada um com uma peculiaridade, com sua perversão.

Em uma forma de divulgação criativa, Bruno Azevêdo, autor de “Breganejo Blues”, baixista e pesquisador do movimento musical do brega, resolveu reunir alguns ‘pinups’ inspirados na existência xexelenta da sua criação no blog Romance FestiFud.

Em depoimento para o DiáriodoAndré, Bruno Azevêdo falou um pouco sobre a história do projeto, que se transformou em uma verdadeira lenda entre seus amigos, conhecidos e afins. O romance entrará na gráfica no dia 18 de outubro. O lançamento de “O Monstro Souza”, que sairá pela editora Pitomba! livros e discos, tem previsão para ocorrer durante a IV Feira do Livro de São Luís, em novembro. É aguardar, comprar, ler e rir bastante. Com vocês, três respostas de um desvairado supimpa.

Sim, Bruno, como começou o Monstro?
Bazevedo – A idéia original era fazer um filme trash, lá em 1999 (ou 2000?). Era para ser uma história absurda mesmo, bem inescrupulosa, cheia de nojeira. Passei então a fazer um roteiro, que logo depois acabou se transformando em um romance, lá para idos de 2002. A gente (Bruno e Gabriel Girnos) era da galera que fazia fanzines e relacionava-se com um monte de quadrinhistas como Iramir Araújo, Tony Machado, Joacy Jamys etc. Pensamos em uma cidade imaginária, na qual as pessoas viviam com vinagrete depositado em copos pendurados ao pescoço – algo bem tosco mesmo. Nesse mundo, haviam vampiros que atacavam as pessoas para lhes roubar os sucos A gente se reunia no Cachorro-Quente do Souza, na época. Daí, alguém chegou e disse: Porque a gente não faz um monstro inspirado no Souza. Daí começou tudo.

Por que o projeto ficou parado por todos esses anos?
Bazevedo
– Na verdade, o projeto teve muita intensidade. Não ficou parado. Toda hora surgia uma idéia nova. Conversamos com diversas pessoas. Não é à toa, que um monte de gente falou sobre e desenhou o tão afamado assassino e galanteador. Por isso, com o passar do tempo, a gente investia em novas linguagens. O que era para ser um filme virou um romance ilustrado. Em 2002, quando cursava História na Ufma, lembro de fazer uma pesquisa sobre notícias absurdas em jornais. E muitas delas estão presentes na narrativa de “O Monstro”… A partir da experiência, criamos nosso método de trabalho. O livro já foi contemplado com o prêmio Cidade São Luís (Func) e pelo Prêmio Gonçalves Dias (Secma). Na verdade, eu preferi usar os prêmios para customizar as edições, como fiz como “Breganejo Blues”.

Quanto ao blog?
Bazevedo – Bom, foi algo que eu pensei fazer como estratégia de divulgação. Ao longo de toda a história do projeto, a gente acumulou inúmeras ilustrações de amigos. Agora, eu estou reunindo uma galera para fazer mais “pinups”. Uma produção bem legal para ser lançada no blog. Agora, vamos aguardar para ver onde vai dar.

Rápidas

qua, 07/07/10
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50centMúsica

Na sua segunda visita ao Brasil, que começa na sexta-feira (9) com um show em Salvador, o rapper novaiorquino 50 Cent não quer perder nada do país. O cantor, cujo nome de batismo é Curtis James Jackson III, conversou por telefone com o G1 e afirmou que quer voltar para sua terra com fotos do nosso Brasil e com uma bela mulher brasileira. Confira a entrevista no G1.

allende1Literatura

16 mil ingressos para a Feira Literária de Parati (Flip) foram vendidos 24 horas depois do começo da venda das entradas. As mesas de Lou Reed e Isabel Allende na Tenda dos Autores, cujos ingressos para vê-las ao vivo já estavam esgotadas desde a manhã de segunda-feira (5), também não têm mais lugares disponíveis para o lugar dedicado à transmissão das falas por telões. Leia em G1.

send_binaryMúsica

O Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande) recebe hoje, às 19h30, o Quinteto Latino-Americano de Sopros da Paraíba, que vai se apresentar no palco do Teatro Alcione Nazaré. A apresentação integra mais uma edição do projeto “Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais”, do Sesc. A entrada é gratuita. Leia em Imirante.

AndrewGarfieldCinema

O ator Andrew Garfield revelado pela Sony Pictures como protagonista da nova série de filmes do Homem-Aranha embolsará um cachê bem menor do que o recebido por Tobey Maguire, que vivia o aracnídeo nas telonas. Segundo o site Deadline, Garfield não deve receber mais do que US$ 500 mil para viver Peter Parker no primeiro filme da nova fase do herói. Mais em Ante-Cinema.

Guarnicê prestigia cinema local

qua, 30/06/10
por alternativo |
categoria Cinema

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O 33º Festival Guarnicê de Cinema distribuiu 45 premiações, concedidas a vídeos e filmes nacionais e maranhenses exibidos durante o evento, que ocorreu de 22 a 26 deste mês no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana (Cohafuma). Participaram das mostras competitivas 16 filmes de todo o país e 24 vídeos. Os quatro dias do festival, que proporcionaram 120 horas de exibição, foram marcados pela realização de oficinas de cinema e vídeo e visitas de estudantes e do público geral. A exibição do longa-metragem “As Melhores Coisas do Mundo”, com direção de Laís Bodanski, e a noite de premiações encerrou o festival.

Entre os principais destaques dos filmes, ficou o único filme maranhense a competir no Festival Guarnicê “Vela ao Crucificado”, de Frederico Machado, que recebeu os prêmios Kodak, Erasmo Dias, Júri Popular, de Melhor Ator, concedido a Auro Juriciê, e de Melhor Atriz, concedido a Elza Gonçalves. A produção da Lume Filmes foi inspirada em conto homônimo do escritor Ubiratan Teixeira.

Apresentado pela Petrobras, o Festival Guarnicê de Cinema é uma realização da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC), de Artes e de Comunicação Social. O coordenador do evento, o diretor do DAC, Alberto Dantas, avaliou que a 33ª edição do Guarnicê como um momento de transição. “Aceito todas as críticas de que talvez tenha faltado um pouco de glamour, um pouco mais de relação com a temporada junina. Mas tivemos uma média diária de 450 pessoas durante as exibições – o que não era possível no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, onde era realizado o festival, e que só oferecia 200 cadeiras por sessão. Não registramos nenhuma falha operacional, em todos os dias. Do cerimonial a exibição. Todos os idealizadores ficaram satisfeitos”, disse Dantas, referindo-se às cobranças relativas à mudança de lugar, que reduziriam o público.

Segundo ele, o Festival Guarnicê de Cinema, o quarto mais antigo do país, precisa se expandir e este ano pode ser considerado como um plano-piloto, que ajudará a construir outras edições de forma mais embasada. “Com parceria firmada com o Governo do Estado, trouxemos um festival muito comentado para um grande espaço, que é o Centro de Convenções. É claro que haveria um impacto de público. Mas isso ocorreu da mesma forma com o CinePE, que saiu de um pequeno cinema para um espaço maior e no primeiro ano sofreu um esvaziamento. Contudo, com empenho e com esforço para captação de recursos e divulgação, o festival pernambucano é o segundo maior do Brasil”, explica Dantas.

No próximo mês, com auxílio do diretor e idealizador do Cine Foot, Festival de Cinema de Futebol, Antonio Leal, o Departamento de Assuntos Culturais da UFMA, já começará o plano de trabalho para o Guarnicê do próximo ano. “Estamos sempre voltados para o futuro. Queremos rever todas as falhas, colher todas as sugestões para alcançarmos grande destaque no cenário nacional. Para isso faremos curadorias nacional e regional pela primeira vez. Temos consciência de que é preciso melhorar sempre e estamos abertos a participação de cineastas, de artistas e de representantes da sociedade para que façamos um evento melhor a cada ano”, afirma o diretor do DAC.

Rápidas

ter, 18/05/10
por alternativo |

20080526105525330Cinema

Do teatro para o cinema. Quem perdeu a peça “Qualquer Gato Vira-lata tem uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa”, de Juca de Oliveira, que fez sucesso ao ser encenada, permanecendo cinco anos em cartaz e atraindo mais de 500 mil espectadores em teatros de todo o país, terá agora a chance de conferir a história no cinema. Cleo Pires poderá estar no elenco. Leia mais em Adoro Cinema.

2010_05_11-MHAM_FACHADAMuseu

O Dia Internacional do Museu de hoje até quinta-feira, no Museu Histórico e Artístico (MHAM), com palestras, exibição de filmes, ações educativas, oficina de histórias, apresentações artísticas e visitas guiadas em acervo selecionado em museus da cidade. O tema deste ano é “Museus para a harmonia social”. Leia mais em MHAM.

SatelliteLiteratura

Dois livros dissecam a vida conturbada de Charles Chaplin e Franz Kafka, ícones do século 20. Não seria nada extravagante afirmar que muito do perfil do século passado ficou rotulado pelos adjetivos “chapliniano” e “kafkiano”. Qual a relação de suas obras com os homens reais Kafka e Chaplin, que estão longe de terem sido pessoas “felizes”? Esse é o foco de ambos os estudos biográficos. Leia mais em IG.

rolling-stones1Música

Rolling Stones reeditam sua obra prima, “Exile on Main Street”, um álbum duplo que volta a ser publicado agora com dez músicas inéditas. Entre as dez canções novas, encontradas durante o processo de reedição do álbum, estão versões alternativas de “Soul survivor” e “Loving cup”, incluídas na edição original do disco. Leia mais em UOL.

Rápidas

sex, 07/05/10
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Teatro
O desenho “Caverna do dragão”, um dos ícones cults da década de 1980, está de volta à moda em uma montagem teatral que estréia em São Paulo. Com direção e roteiro de Gilda Vandenbrande, a montagem, já que o desenho nunca chegou a ter um episódio final, traz desfecho criado a partir da união do roteiro dos episódios televisivos com os vários textos que existem pela internet. Leia mais em G1
Cinema
O psicodélico ‘O mundo imaginário do Dr. Parnassus’ estreia sexta-feira (7). Nos créditos finais, antes mesmo do nome do diretor Terry Gilliam, sobe a frase “um filme de Heath Ledger e seus amigos”. A homenagem é uma reverência ao ator, que morreu em janeiro de 2008, meses antes da conclusão do filme. Para substituí-lo, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell se revezam nas cenas finais, assumindo o papel do protagonista e conferindo um ar ainda mais amalucado à já insana história. Veja o trailer em Youtube.com
Música
A banda Inimitáveis faz show extra em São Luís, hoje, às 22h, no Chez Moi (Praia Grande), depois de ter casa cheia em sua primeira apresentação na semana passada. O grupo formado por Dennis Rodrigues, Heitor Jooji e Mikhail Favalessa, além de um baterista convidado, faz releituras dos clássicos da Jovem Guarda e, em dois anos de estrada, vem agradando o público por onde passa. Leia mais em O Estado do Maranhão
Cinema/Literatura
Por meio de sua assessoria, o cineasta brasileiro Walter Salles confirmou o início da pré-produção de “On The
Road” e a contratação de Kristen Stewart, atriz da série de filmes “Crepúsculo”, para integrar o elenco. Salles está no Canadá, onde trabalha no filme, adaptação para o cinema do romance “Pé Na Estrada”, de Jack Kerouac, que deu início à chamada geração Beat na literatura americana. Leia mais em Uol Cinema

caverna3Teatro

O desenho “Caverna do dragão”, um dos ícones cults da década de 1980, está de volta à moda em uma montagem teatral que estréia em São Paulo. Com direção e roteiro de Gilda Vandenbrande, a montagem, já que o desenho nunca chegou a ter um episódio final, traz desfecho criado a partir da união do roteiro dos episódios televisivos com os vários textos que existem pela internet. Leia mais em Globo.com

parnasusCinema

‘O mundo imaginário do Dr. Parnassus’ estreia hoje. Nos créditos finais, antes do nome do diretor Terry Gilliam, sobe a frase “um filme de Heath Ledger e seus amigos”. A homenagem é uma reverência ao ator, que morreu em janeiro de 2008, antes da conclusão do filme. Para substituí-lo, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell se revezam nas cenas finais, assumindo o papel de Ledger e conferindo um ar ainda mais amalucado à insana história. Veja o trailer em Youtube.com

inimitaveisMúsica

A banda “Inimitáveis” faz show extra em São Luís, hoje, às 22h, no Chez Moi (Praia Grande), depois de ter casa cheia em sua primeira apresentação na semana passada. O grupo formado por Dennis Rodrigues, Heitor Jooji e Mikhail Favalessa, além de um baterista convidado, faz releituras dos clássicos da Jovem Guarda e, em dois anos de estrada, vem agradando o público por onde passa. Leia mais em O Estado do Maranhão

kristen-stewartCinema/Literatura

Por meio de sua assessoria, o cineasta brasileiro Walter Salles confirmou o início da pré-produção de “On The Road” e a contratação de Kristen Stewart, atriz da série de filmes “Crepúsculo”, para integrar o elenco. Salles está no Canadá, onde trabalha no filme, adaptação para o cinema do romance “Pé Na Estrada”, de Jack Kerouac, que deu início à chamada geração Beat na literatura americana. Leia mais em Uol Cinema



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