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Roxette faz turnê pelo Brasil

sex, 26/11/10
por alternativo |
categoria Música, Notícia
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A dupla Roxette, formada pelos suecos Marie Fredriksson e Per Gessle, anunciou em seu site oficial uma série de shows no Brasil a partir de abril de 2011. O grupo de pop rock se apresenta nos dias 12, 14, 16 e 17 em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente.

A banda ficou famosa ao emplacar diversos hits entre a segunda metade dos anos 1980 e a primeira da década seguinte, como “Listen to your heart”, “It must have been love”; “The look”, “How do you do” e “Joyride”. Ao todo o Roxette lançou oito álbuns de estúdio, sendo o último, “Room service”, de 2001.

O grupo se afastou dos palcos desde que a vocalista Marie foi diagnosticada com um tumor no cérebro, em 2003. Desde então, o Roxette se reúne apenas para apresentações comemorativas e tanto ela quanto o guitarrista Per Gessle lançaram discos solos.

Na página oficial, a dupla diz que não saía em turnê havia nove anos, sendo a última mundial de 1994-95, época de lançamento de “Crash! Boom! Bang!”. Ainda de acordo com eles, um álbum de inéditas é previsto para o primeiro semestre do ano que vem.

Esta será a quarta passagem do Roxette no país: em 1999, eles estiveram no Brasil apenas para promover o lançamento do disco “Have a nice day”.

As vendas dos ingressos acontecem pelo telefone 4003-5588, pelo site www.ticketsforfun.com.br e nos pontos de vendas espalhados pelo Brasil.

Roxette no Brasil

Porto Alegre
Onde: Pepsi on Stage – Avenida Severo Dullius, 1995
Quando: 12 de abril, às 21h30
Quanto: De R$ 90 a R$ 300 (não há meia-entrada)

São Paulo
Onde: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.981
Quando: 14 de abril, às 21h30
Quanto: De R$ 90 a R$ 350 (com meia-entrada)

Rio de Janeiro
Onde: Citibank Hall – RJ – Av. Ayrton Senna, 3000
Quando: 16 de abril, às 21h30
Quanto: De R$ 150 a R$ 270 (com meia-entrada)

Belo Horizonte
Onde: Chevrolet Hall – Av. Nossa Senhora do Carmo, 230
Quando: 17 de abril, às 21h30
Quanto: De R$ 140 (primeiro lote)a R$ 200 (quarto lote) (com meia-entrada)

I Festival Mulambo

sex, 26/11/10
por alternativo |
categoria Música

Quem curte boa música feita por caras jovens que apenas buscam reconhecimento por suas letras autorais já pode anotar na agenda a opção cultural do dia 27. Dentre os principais eventos que acontecerão este mês em São Luís destaca-se a primeira edição do Mulambo Festival, que leva ao mesmo palco bandas conhecidas no estado e a atração pernambucana, Mombojó.

O local e horário escolhido para celebrar a troca de experiências e o contato direto com o indie rock (“rock independente”) foi o Circo Cultural Nelson Brito (Centro Histórico). A festa começará às 19h.

Formado por Chiquinho (teclado), Vicente (bateria), Samuel (baixo), Felipe (voz e guitarra) e Marcela (guitarra), o grupo recifense retorna à cena da música alternativa brasileira após quatro anos sem lançar um álbum. A trilha intimista e introspectiva do novo disco “Amigo do Tempo” será carro-chefe da primeira apresentação do Mombojó na Ilha.

Completando a festa, os jovens maranhenses da Megazines, Nova Bossa, Pedra Polida, Ventura, Farol Vermelho e Garibaldo e o Resto do Mundo mostram ao público porque vieram ao mundo e abrem o festival de rock nunca visto na cidade.

Discotecagem – Entre a apresentação de uma banda e outra, a galera curtirá o som das pick-up’s do DJ Alladin, com um repertório baseado no melhor do samba-rock, músicas regionais e clássicos internacionais. As músicas serão tocadas em sincronia com o espetáculo circense preparado exclusivamente para o festival pelas atrizes Eslen Luana e Delcianny Garcês.

Serviço: I Mulambo Festival, amanhã, 27, às 21h, no Circo Cultural nelson Brito. Ingressos: R$ 20,00.

Entre alegrias, bolos, bicicletas…

seg, 22/11/10
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categoria Crítica, Música

Por Anderson Corrêa

Talvez existissem outras palavras, mas é “simplicidade” com a qual se consegue melhor definir a sonoridade da Vanessa da Mata em “Bicicletas, bolos e outras alegrias”, quarto álbum de estúdio da carreira da mato-grossense. Por sinal, uma característica bastante sugestiva para um disco que se propõe a celebrar a vida. Para citar a própria intérprete: “é tão melhor viver em paz”.

Nele, Vanessa consegue imprimir toda vitalidade e ânsia por querer estar bem. As alegrias desse novo trabalho estão nas rendas bem tecidas pela cantora, que soube costurar palavra e som como poucos artistas da nova música brasileira As composições recentes encontram correspondência perfeita no som vibrante. Elas têm traços marcantes e uma variedade de nuances que abrange a black music, o reggae e o molejo melancólico africano.

A intérprete e também compositora se reinventa de maneira muito sutil. “Bicicletas, bolos e outras alegrias” tem muito da Vanessa dos trabalhos anteriores. Mas a apesar da receita ser a mesma, alguns ingredientes fazem com que o produto final seja um pouco diferente, especialmente no que diz respeito às letras, que celebram os pequenos – mas essenciais – prazeres da vida.

Vanessa é um caso raro de artista que consegue equilibrar o fato de ser extremamente radiofônica e imprimir em seu trabalho marcas de autoria respeitáveis. A mato-grossense tem o dom da palavra, e por isso mesmo consegue atingir, em cheio, o seu público. Música e poesia se unem para agradar a todos os ouvidos com canções que são verdadeiras declarações de amor, até aquelas que, com finura retratam temas mais amargos como a separação.

Canções – Nas ondas do rádio, “O tal casal” já é uma das canções mais executadas. A primeira música de trabalho é uma balada romântica, no estilo de outros sucessos de sua carreira, como “Ainda bem” e “Amado”. Na mesma linha, segue “Te amo” e “Quando amanhecer”. Esta última, com participação de Gilberto Gil.

A crítica aos comportamentos e costumes sociais também ganha destaque no disco. “Fiu Fiu” e baião psicodélico “Bolsa de grife” fazem referência à estética imposta pela mídia e ao consumismo utilizado como paliativo para certas frustrações da vida, respectivamente. O tom de fina ironia e o sabor hilário também está presente em “Moro longe”, canção que aborda o cotidiano de muitos namorados.

Já a separação é tema da dolorida “Vá” e do reggae “As palavras”. “O masoquista e o fugitivo” e “Vê se fica bem” também mostram todo um descontentamento pelo fim do relacionamento, mas que, contudo, tem as portas abertas para a felicidade. Sentimento, este, que é cantado em “Meu Aniversário” e na faixa que dá nome ao álbum, nas quais a compositora expõe o estado de espírito com qual foi concebido o trabalho.

É bom ver um trabalho que remete as belezas e a serenidade da juventude, mais ainda enxergar o amadurecimento de uma brilhante artista, que consegue revelar em palavras as matizes de sentimentos tão fortes reunidos entre alegrias, bolos, bicicletas e outras coisas simples da vida.

Quatro shows para encerrar o ano

seg, 22/11/10
por alternativo |
categoria Música, Notícia

Por Evandro Junior

O grupo Marafolia está preparando três grandes espetáculos para finalizar a temporada de eventos 2010. O primeiro será o show Rhytmos, dia 27, com a cantora Claudia Leitte, na Lagoa. Na seqüência, o público maranhense receberá as bandas Jota Quest e Araketu, no projeto Spirit, dia 3 de dezembro, na Lagoa da Jansen, e por último, a festa Voa Voa, com a presença da banda Chiclete com Banana e Parangolé, no dia 18 de dezembro, em local ainda a ser anunciado.

Uma das cantoras mais queridas da atualidade estará na linha de frente dos shows de despedida do ano 2010 encabeçados pelo Marafolia. A artista fará um espetáculo com dança e musicalidade durante a apresentação em São Luís, no dia 27 de novembro, na Lagoa, com sua turnê Rhytmos, apresentada em várias capitais do Brasil e no exterior. Estreada em julho deste ano, no Rio Centro (Rio de Janeiro), a turnê já foi assistida por milhares de pessoas e para o show na Ilha uma grande estrutura será montada. A baiana cantará músicas de seu primeiro álbum de estúdio solo, intitulado “As Máscaras”. Além delas, serão executadas outras canções do primeiro DVD ao vivo, “Claudia Leitte ao Vivo em Copacabana”.

A banda Jota Quest, por sua vez, virá em segundo, e será a atração de mais uma edição do projeto Spirit, lançado em 2009 pelo Marafolia e já abraçado pelo público maranhense. O show também será apresentado na Lagoa. A última apresentação do Jota Quest em São Luís aconteceu na antiga casa de eventos Galáxia, localizada no bairro Turu. No mesmo dia, a banda baiana Araketu completará a festa.

Chiclete – A festa Voa Voa, que integra o calendário de milhares de foliões chicleteiros espalhados pelo Brasil, finalizará a lista de produções do Marafolia deste ano. A micareta do Chiclete voltará maior e ainda melhor, com uma estrutura mais arrojada, diferente e ousada, segundo antecipou Marcelo Aragão, da produção do Marafolia. O convidado especial será a banda Parangolé, que já esteve na cidade e lotou a casa de eventos Batuque Brasil.

De acordo com Marcelo Aragão, o ano de 2010 será encerrado com muita alegria, alto astral, música e cultura, mistura que melhor traduz o trabalho desenvolvido ao longo do ano pela equipe Marafolia, sempre empenhada em fazer o mais ousado em termos de produção. “Teremos três grandes produções para encerramos o ano com muito sucesso, na certeza de que teremos ainda mais alegria em 2011, sempre com os melhores e mais aguardados shows”, finalizou Marcelo Aragão.

Black Eyed Peas in Brazil

seg, 18/10/10
por alternativo |
categoria Música, Notícia

Por Andrea Barros

Figurinos futuristas e telões em alta definição. Tudo impecável. Assim, a banda americana The Black Eyed Peas subiu ao palco para mostrar ao público brasileiro que a turnê “The E.N.D World Tour 2010” veio para deixar os fãs do grupo com a sensação de que valeu a pena esperar. O show dos BEP surpreendeu quem foi ao primeiro dia do Ceará Music Festival, dia 15, no Marina Park, em Fortaleza.

Em frente ao palco principal “Brasilis”, o grupo mineiro Skank mal acabava de sair do palco quando as mais de 25 mil pessoas vibraram com os movimentos iniciais da banda internacional. Um dos primeiros sucessos da trupe, “Let`s get it started”, abriu o show de duas horas e animou quem veio de outros estados para conferir a apresentação. É o caso da professora Anna Caroline Ferreira, que saiu de Natal (RN) para ver de perto as performances de Fergie, Will.I.Am, Apl.de.ap e Taboo. “Me surpreendi com a mistura de tecnologia e inovação. Realmente foi coisa de outro mundo”, afirma ela.

Sucessos como “Shut up”, “Don’t Lie”, “Don’t Phunk with my Heart” e “Imma Be” também fizeram parte do repertório repleto de improvisações e música eletrônica em várias versões. O público foi ao delírio quando em um dos momentos do show, o rapper Will.I.am comandou versos sobre a cultura brasileira e arriscou um “chove chuva, chove sem parar”, do cantor brasileiro Jorge Bem Jor, interpretada pela banda que entraria logo depois, no palco Caixa, o Biquini Cavadão.

Apesar das rígidas exigências da produção do grupo como a proibição do uso de máquinas fotográficas durante o show, o público recebeu com simpatia os artistas e não hesitaram em registrar o momento histórico. “A gente sempre consegue dar um jeitinho, até mesmo porque esse momento é único aqui, não dá para segurar a câmera no bolso”, comenta a cearense Fernanda Silva.

Interagindo com o público em um palco armado para os integrantes “circularem” pelo público, a cantora Fergie entoou canções de sua carreira solo como “Fergalicious” e a romântica “Big Girls Don’t Cry”. Will.Im.Am não ficou por baixo e levou todos ao delírio como um Dj interplanetário, mixando ao vivo, do alto de uma espécie de elevador, clássicos de Michael Jackson, Guns n’ Roses e Nirvana. “Amamos as pessoas e a história desse lugar”, disse o californiano ao lembrar que a última apresentação deles, no Brasil, foi em 2006, na praia de Ipanema, quando tocaram para mais de 1,5 milhão de pessoas.

Durante todo o show os gringos não pouparam elogios à mulher brasileira e dedicaram os versos de “My Humps” a todas presentes. Em grande estilo, o final da apresentação teve direito a chuva de papel picado ao som de “I Got a Feeling”, música que resume o dia-a-dia de quem aproveita cada instante da vida como se fosse o último e sai de casa com a certeza de que a noite será boa. Fazendo jus à letra, quem foi ao show ganhou uma noite muito boa, com gosto de “quero mais”.

Festival – O Ceará Music Festival acontece desde 2000 e já é considerado um dos maiores eventos musicais do Brasil, reunindo sempre nomes de peso. Este ano também fizeram parte da programação Natiruts, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, o retorno de Los Hermanos aos palcos e mais outras 12 atrações.  O objetivo da edição de comemoração aos dez anos do evento é quebrar paradigmas com as edições anteriores e se mostrar um espetáculo de música que se renova com o gosto do público.

Chega de mentira, Garibaldo!

sex, 15/10/10
por alternativo |
categoria Música

Por Anderson Corrêa

Para aqueles que já tinham apreciado pela internet as músicas do Garibaldo e o Resto do Mundo, agora poderão ouvi-las ao vivo em show, que marca a estréia da banda e o lançamento do seu primeiro CD homônimo independente e autoral, hoje, às 19h, no hall do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande). A entrada é franca.

O público conhecerá todo o som de Paulo Henrique (vocal e guitarra), Pedro Moura (guitarra), Denis Moraes (baixo) e Kiko Lisboa (bateria), que já ensaiam há algum tempo. O músico André Groli (teclado) também vai se juntar ao grupo nessa primeira apresentação, que ainda terá a participação da banda Nova Bossa.

As oito faixas autorais do disco vão do pop/rock à música experimental, muito influenciadas por artistas nacionais e internacionais, como Patu Fu, Elliot Smith, Skank, Pública, Teenage Fanclub e Cake. Elas versam sobre a relação homem/mulher, contam histórias cotidianas ouvidas dos amigos. Das oito composições, sete integram o repertório do show. Segundo o vocalista, outras quatro músicas também têm sido preparadas para a apresentação.

Álbum – O disco começou a ser gravado em julho de 2009, no estúdio Casa Louca, e só agora pode ser lançado. A produção e os arranjos ficaram sob a responsabilidade de Adnon Soares. Entre as composições que marcam o CD de estréia da Garibaldo e o Resto do Mundo, está “Clausura”, uma das mais executadas no site www. myspace. com/garibaldoeorestodomundo. Outras canções da banda são “El Paso”, “C´Est La Vie”, “Veludo”, “Que Novidade” e “Mulambo Inocente”.

Mas o destaque do álbum é, sem dúvida, a balada pop “Mulheres de salto”, que abre o disco. “Essa canção me veio à cabeça depois de uma conversa descontraída com uma amiga, na Praia Grande. Ela comentou o fato de mulheres desfilarem pelas pedras de cantarias das ruas estreitas do Centro com seus saltos altos e finos, correndo risco de caírem”, contou Paulo Henrique.

A banda também prepara o videoclipe para essa música que será divulgado, em novembro, no Youtube. De acordo com o vocalista, as imagens já estão sendo feitas e guardadas em segredo. “Entendemos que o nosso som faz parte dessa nova tendência musical pop do estado, um novo nicho da música maranhense. A Garibaldo quer mostrar esse frescor”, disse.

O visual do disco é outra marca diferenciada do grupo. Ricardo Sanchez, que assina todo o projeto gráfico, fez todas as ilustrações que compõem o encarte. São desenhos bastante coloridos com monstros, alienígenas e malabaristas, além de versos retirados das músicas do CD.

De mentira? – Garibaldo e o Resto do Mundo já foi considerada uma “banda de mentira”, já que no início Paulo Henrique era seu único integrante. Ele foi o idealizador do projeto, compôs as músicas e gravou os instrumentos no estúdio. Depois de prontas, as canções foram disponibilizadas na internet e então a Garibaldo tornou-se conhecida. Em sua existência virtual, a banda está na rede desde o mês de setembro de 2009.

Após a gravação, as músicas foram direto para a internet e tiveram boa aceitação até mesmo de bandas outros estados. Essa trajetória é justificada pelo músico. “Eu não achava ninguém para gravar comigo e como eu já sabia tocar teclado, bateria e guitarra, entrei em estúdio e gravei as músicas.

Mas agora a procura acabou e a banda está pronta. Depois de um ano de existência e divulgação pela internet, e muitas dificuldades financeiras, o projeto foi ganhando corpo e finalmente o material físico está sendo lançado”, comemora Paulo Henrique.

A banda recebeu este nome em alusão ao personagem Garibaldo, do programa Vila Sésamo, e “o resto do mundo” é uma referência ao trabalho ter sido feito de forma solitária.

Serviço: Lançamento do CD “Garibaldo e o resto do mundo”, hoje, às 19h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Entrada franca. Preço do CD: R$ 10,00

Djalma Lúcio faz show em SL

sex, 08/10/10
por alternativo |
categoria Música

Por Andréa Barros

Um novo momento da carreira do cantor e compositor maranhense Djalma Lúcio será apresentado ao público hoje, às 20h30, no Teatro Alcione Nazaré (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho). Trata-se do show de lançamento do primeiro EP (Extended Play ou “mini-álbum”) do músico, intitulado “Conforme prometi no Réveillon”. E o cantor promete mesmo uma apresentação de composições inéditas feitas em parceria com artistas da terra e repleto de críticas a hábitos banais do cotidiano.

Após cinco anos convivendo com o ambiente acadêmico da Escola de Comunicação da UFRJ, local em que cursou Rádio e TV, e afastado do universo musical, o artista retorna a São Luís para mostrar que música independente e de qualidade tem espaço expressivo no cenário maranhense. “Cheguei aqui e percebi que tem uma galera que segue essa linha, como a Garibaldo e o Resto do Mundo. Escutei o som deles, gostei e resolvi retomar a carreira gravando o EP no mesmo estúdio que eles gravaram, o Casa Louca”, ressalta Lúcio.

O repertório do show é composto por 13 canções autorais e uma composição do músico e ex-companheiro de banda Bruno Azevêdo, chamada “Samba do camaleão”. Ao lado de Eduardo Patrício, em 2001, os dois compuseram a canção “Haicai”, interpretada pela extinta Catarina Mina. Segundo Djalma, ex-vocalista da banda, o trabalho feito na época deixou rastros significativos, capazes de motivá-lo a investir na carreira solo e gravar o EP.

Sucesso – Além da clássica “Haicai”, o show será composto por músicas como “Permissão” (feita em parceria com Bruno Azevêdo no período do Catarina Mina), “Embaraço” (com Fernando Soares) e “Inimigo” (parceria com Reuben da Cunha). As letras das músicas retratam pequenas histórias de personagens inspirados no cotidiano maranhense e carioca. É o caso da canção “Eu não quero dançar”, que foi feita em um momento em que o artista encontrava-se cansado de freqüentar festas todos os dias na capital carioca e perceber que “aquilo não era fundamental na vida das pessoas”.

Inspirado em grandes nomes como Caetano Veloso e Jorge Mautner, o cantor afirma que também bebe da fonte musical de compositores como Lou Reed e bandas de rock como Velvet Underground e Sonic Youth. No palco, o artista se apresenta com uma formação simples composta pelo baterista Pedro Leite e pelo baixista da banda Legenda, João Paulo.

De acordo com Djalma Lúcio, a composição que dá título ao EP foi feita em alusão às promessas quase nunca cumpridas pelas pessoas na passagem de ano. Formado pelas canções “Infiel” (parceria de Djalma Lúcio com Fábio Abreu e Breno Galdino), “Conforme prometi no Réveillon”, “Não quero dançar” e “Bar Central”, o mini-disco está disponível no endereço e pode ser ouvido no site www.myspace.com/djalmalucio.

Serviço:  Show de lançamento do EP “Conforme prometi no Réveillon”, hoje, às 20h30, no Teatro Alcione Nazaré (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho). Ingressos: R$ 15,00 (inteira), meia para estudantes.

Djavan intérprete

sex, 01/10/10
por alternativo |
categoria Crítica, Música
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Por Anderson Corrêa

Selecionar 12 canções que marcaram uma longa vida não deve ser coisa fácil de fazer. Djavan, no alto de sua maturidade musical, depois de 40 anos de carreira, realizou a façanha para apresentar ao público seu novo trabalho.

“Ária” é o primeiro álbum em que o músico, que, no início da carreira, foi crooner, exerce exclusivamente a arte de interpretar canções de outros compositores. A obra traz reminiscências da infância e faz homenagem aos ídolos da adolescência do cantor, como Gil, Caetano e Chico.

Sempre rigoroso na condução de sua carreira, ele aguardou o momento certo para se debruçar sobre um repertório escolhido entre a sua memória afetiva e suas antenas sempre ligadas para o que é interessante no campo musical, como contou o próprio músico. O resultado foi uma seleção primorosa com arranjos simples e envolventes, dando ao álbum um semblante de produção acústica, com violões e baixo.

No disco, Djavan reinventa canções como “Palco”, de Gilberto Gil, carro-chefe do CD, sem o clima festivo da versão origial, e “Fly me to the moon”, conhecida na voz de Frank Sinatra, talvez as duas canções mais populares do disco. As suas versões para “Oração ao tempo”, de Caetano Veloso, “Valsa brasileira”, de Edu Lobo e Chico Buarque, e “Brigas nunca mais”, de Vinícius e Tom Jobim, em que o samba é repaginado ganhando tons de valsas, também agradam.

Destacam-se ainda a composição instrumental de Luiz Gonzaga,“Treze de dezembro”, em que o interprete arrisca um improviso vocal no melhor estilo bebop, transformando o forró em jazz, e “Sabes Mentir”, de Othon Russo, que integra a famosa lista de trilha sonora de novelas por Djavan, desta vez, compondo o repertório de “Passione”.

Além destas, “Disfarça e chora”, de Cartola, “Apoteose ao samba”, de Silas de Oliveira e Mano Décio, “Luz e Mistério”, de Beto Guedes e Caetano Veloso, “Nada a nos separar”, de Wayne Shanklin, pinçada do repertório do Trio Esperança, e a castelhana “La noche”, de Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar.

Apesar de ser composto de canções de diferentes épocas e estilos, Djavan conseguiu imprimir um ar mais intimista e sofisticado em todas as faixas, criando um álbum bastante homogêneo, mas nada fácil para o público mais popular. De fato, o CD não tem um apelo comercial, nem foi feito com essa intenção. Não é um disco animado, como outros da carreira do alagoano, mas é ideal para o CD player do carro ou para os aparelhos de mp3.

Das lembranças mais remotas à informação mais atual, o trabalho é intenso e estabelece um compromisso com a música brasileira, fazendo sempre referência ao cancioneiro popular. O resultado ouve-se com a alegria de quem volta à infância, cheia de nuanças despretensiosas de quem quer simplesmente aproveitar o que é bom.

Uma Noite Preta

qui, 30/09/10
por alternativo |
categoria Música
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Por Jock Dean
De O Estado

Cantando sucessos de Kelly Key, Xuxa, Lulu Santos e do pagode baiano entre uma piada e outra, o show “Noite Preta”, da cantora Preta Gil, em cartaz há três anos, chega a São Luís prometendo agitar a noite dessa quinta-feira para quem procura uma balada descompromissada. O show – que foi registrado em DVD este ano – será no Rio Poty Hotel.

Com pouco mais de 7 anos de carreira, Preta Gil imprime como suas principais marcas a interpretação despretensiosa e natural de canções que são recolhidas da imensa variedade rítmica do Brasil – passando pelo funk dos guetos cariocas ao forró eletrônico do Nordeste com algumas inserções pela MPB. Hoje, após toda a polêmica que envolveu o lançamento do seu primeiro CD, ‘Prêt-à Porter’, lançado em 2003, por causa das suas fotos nuas no encarte, ela diz que se orgulha de poder dizer que é uma cantora de verdade.

“Eu represento números no mercado da música no Brasil. Faço 14 shows por mês e canto para três mil pessoas por show. Viajo todo final de semana para me apresentar e ganho meu pão com a música. O artista precisa do público e eu tenho o meu, que conquistei na raça”, gaba-se a cantora em entrevista ao Alternativo.

Essa será a primeira vez que a cantora se apresenta para o público da Ilha, dizendo que será, também, de certa forma, o lançamento do seu novo trabalho (CD e DVD) para o público maranhense. Quem procura por novidade estética e ousadia pode não se identificar com a apresentação de Preta Gil, no entanto, o grande diferencial do show é o carisma da cantora que tenta mostrar versatilidade e naturalidade durante a 1 hora e meia que passa sobre o palco. Essa naturalidade controversa da cantora fica evidente no repertório do show. “Meu show é para um público livre, desencanado, para quem não tem preconceitos. Seja da elite ou da periferia e as canções que apresento passeiam por esses dois campos”, afirma.

No repertório, canções dos seus dois álbuns anteriores – ‘Prêt-à Porter’ (2003) e ‘Preta (2005). A principal canção do show é “Sinais de fogo”, composição de Ana Carolina, que foi hit nas rádios brasileiras entre 2003 e 2004. Da safra da compositora também está “Stéreo”. Na pretensão de fazer um trabalho autoral futuramente, Preta se arrisca com compositora em “Meu valor”.

Passeando pela MPB, estão inclusas no repertório as releituras de “Cheiro de amor”, do repertório de Maria Bethânia, que ganhou uma roupagem mais pop e “Drão”, composição de Gilberto Gil, quando da sua separação com Sandra Gadelha, mãe da cantora.

Carioca, apesar de morado a vida toda em Salvador, o funk não foi esquecido por Preta que incluiu “Baba” e “Tremendo vacilão”, do repertório de Kelly Key e Perlla, respectivamente. Do universo pop e rock Preta faz releituras de Lulu Santos em “Tempos modernos” e “Loirinha Bombril” do Paralamas do Sucesso, entre outros.

Mas o momento alto da sua apresentação serão os medleys de sucessos do carnaval baiano e do forró eletrônico do Nordeste. Encerrando o show, mostrando todo o seu lado eclético com cantora e a molecagem peculiar de sua personalidade, “Doce mel”, sucesso de Xuxa. “A vida é doce, como diz a música. Todo mundo tem seus problemas e dificuldades, mas durante o show o que busco é que as pessoas se divirtam, esqueçam das dores, estejam felizes”, finaliza Preta Gil.

Scorpions in Brazil

sex, 24/09/10
por alternativo |
categoria Música
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Por Evandro Júnior

“Nós temos estado muito ligados ao Brasil nos últimos dias. Vimos que o país tem muitos lugares diferentes e estamos nos sentindo bem-vindos aqui. Em cada lugar que vamos, vemos uma imagem diferente. Ao sairmos daqui, levaremos a energia do Brasil conosco”. A frase é do cantor Kaus Meine, vocalista da banda Scorpions, durante a coletiva concedida aos jornalistas locais ontem, 23, no Hotel Luzeiros.

Bem à vontade e esbanjando simpatia, os integrantes do grupo alemão formado ainda por Rudolf Shenker (guitarra), Mattias Jabs (guitarra), James Kottak (bateria) e Pawel Maciwoda (bateria), entraram com cerca de 30 minutos de atraso na sala reservada para a entrevista, mas adentraram o espaço com o mesmo entusiasmo e postura de super stars, características que marcaram sua trajetória ao longo de 40 anos de sucesso. Eles sentaram ao lado de Paulo Baron, manager da banda, e dos realizadores locais do evento, Stéffano Nunes e Natanael Júnior.

Como sempre, o primeiro a falar foi o desinibido Klaus Meine, 61, usando a tradicional boina que passou a integrar seu estilo de roqueiro. Em apenas 45 minutos, os rapazes fizeram uma retrospectiva de sua vida musical e falaram sobre o prazer de estarem novamente no Brasil, e em São Luís, onde disseram terem sido muito bem recebidos.

Destacaram o repertório e não se esqueceram de mencionar as músicas que não deixariam de cantar na apresentação em São Luís, como “Wind of Change” e “Rock You Like a Hurricane”. A banda também falou da turnê “Get Your Sting and Blackout”, na qual aproveitam para divulgar o último álbum do grupo, “Sting in The Tail”, produzido este ano.

Na entrevista, o quinteto participou da formalidade de obliteração do selo dos Correios, comemorativos a passagem do Scorpions pelo Brasil em sua turnê de 40 anos de carreira. O selo, que em seu layout traz uma foto do Scorpions, comporá o acervo do Museu Nacional dos Correios. “Tivemos muitos momentos importantes ao longo de todo esse tempo. Um desses momentos está sendo agora, com a notícia deste selo. Ficamos muito felizes quando vimos a nossa foto”, disse Klaus Meine.

A banda, que está se despedindo dos palcos mundiais, revelou que tem muita coisa a fazer depois de pendurar as guitarras oficialmente. No entanto, muito trabalho ainda está ocupando a rotina dos músicos. A turnê “Get Your Sting and Blackout” já passou por vários países e ainda há muitos à espera na lista dos shows. Em cada lugar, uma surpresa, principalmente pela quantidade de fãs que a banda tem ao redor do mundo. “Ficamos impressionados com a quantidade de gente que nos esperavam em São Paulo”, disseram.

“Ficamos impressionados com a quantidade de gente que nos esperavam em São Paulo”, disseram.

Descontraídos e brincalhões, os rapazes contaram que em Manaus tiveram vontade de comer carne de crocodilos no almoço, quando levados a um passeio em uma área de floresta. Sempre imbuídos de levar uma mensagem aos fãs por onde passam e em cada um de seus álbuns, a banda deixou um recado para os músicos que estão iniciando carreira. “Vivam os seus sonhos”, finalizaram.



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