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MPE pede cassação de Afonso Manoel

qui, 30/11/06
por Décio Sá |
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O Ministério Público Eleitoral no Maranhão (MPE/MA) pediu a cassação do diploma do deputado estadual Afonso Manoel Borges Ferreira (PSB) por arrecadação e gastos de recursos em desacordo com a legislação eleitoral.

No dia 26 de setembro de 2006 o prefeito do Município de Estreito/MA, José Lopes Pereira, fez circular na cidade um folheto justificando seu apoio político ao então candidato a deputado estadual Afonso.

O folheto intitulado “O porquê do apoio a Afonso Manoel”, basicamente exalta as qualidades do candidato, explicando porque ele deveria receber os votos dos eleitores de Estreito, sendo ao final subscrito pelo prefeito. No verso do impresso aparecem fotografias de obras supostamente construídas por meio “de convênios e empenho político do deputado Afonso Manoel”.

Segundo Antonio Carlos Valadares Vieira, proprietário da Gráfica E Editora Progresso, o material impresso teria sido confeccionado em seu estabelecimento “por encomenda pessoal do prefeito desta cidade, o qual inclusive fora quem fez o referido pagamento, em espécie”, acrescentando, ainda, que “foram confeccionados 5.000 exemplares, no valor de R$ 1.200,00”. O prefeito negou que tenha contratado a confecção do material, passando a responsabilidade ao empresário Cicero Morais.

Também ouvido, o empresário negou que tenha contratado a feitura do material de campanha, afirmando, todavia, ter feito “uma doação de R$ 400,00 para a campanha eleitoral do candidato Afonso Manoel”.

Segundo o procurador eleitoral auxiliar Marcílio Nunes Medeiros, autor da representação, analisando a documentação referente à prestação de contas de campanha, especialmente demonstrativo dos recursos arrecadados e descrição das receitas estimadas, conclui-se que não houve o registro da quantia de R$ 1.200,00 utilizada para confecção de material impresso. “O candidato absteve-se, ainda, de incluir em sua prestação de contas de campanha a doação efetuada pelo empresário do Município de Estreito Cicero Morais no valor de R$ 400,00”, disse.

Na prestação de contas do candidato Afonso Manoel, percebe-se que não foram contabilizados os recursos referentes à confecção do material impresso contratada pelo prefeito José Lopes, muito menos a doação feita pelo empresário Cicero Morais, além de nela não constar os gastos relacionados à confecção dos folhetos.

Além de deixar de incluir esses recursos financeiros em sua prestação de contas, o candidato não emitiu os indispensáveis recibos eleitorais, infringindo, assim, os arts. 3º e 14, parágrafo 1º, da Resolução TSE nº 22.250/06, que determinam que a emissão dos recibos torna legítima a arrecadação dos recursos e são imprescindíveis qualquer que seja a natureza do recursos, especialmente aqueles advindos de doação.

Com informações da Assessoria do MPE

Jackson gastou R$ 3,3 mi na campanha; valor supera mais de 7 vezes sua declaração de bens

qui, 30/11/06
por Décio Sá |
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Jackson gastou R$ 3,3 mi na campanha; valor supera mais de 7 vezes sua declaração de bens

O governador eleito Jackson Lago (PDT) declarou à Justiça Eleitoral
ter gasto R$ 3,367 milhões em sua campanha. O valor supera em mais de
sete vezes sua declaração de bens apresentada ao TRE (R$ 430 mil) e em cerca de R$ 1 milhão ao que ele havia previsto gastar no período eleitoral (R$ 2,5 milhões).

Durante toda a campanha, o ex-prefeito se declarou uma pessoa pobre detentora apenas de “uma caminhonete velha, um apartamento e uma casa no conjunto Elka”. Os dados estão disponibilizados no site
do TSE.

A principal fonte de receita da campanha do governador eleito foi o
seu partido. De acordo com as informações prestadas por ele à Justiça
Eleitoral, o PDT investiu R$ 584 mil na campanha. O governador
eleito doou à sua candidatura R$ 95,5 mil.

Entre as empresas, as maiores doadores foram a CEM Construções (R$
400 mil), Hospital São Domingos (R$ 300 mil), Dimensão Engenharia (R$
250 mil) e Franere (R$ 150 mil).

As maiores despesas de Jackson foram na área de comunicação. Só com a firma Efeitos de Comunicação LTDA foram gastos cerca de R$ 1 milhão.

Roseana

Segunda colocada na eleição, a senadora Roseana Sarney (PFL) informou
gastos de R$ 6,935 milhões. O valor representa cerca de 60% do que ela previu investir no período eleitoral (R$ 12 milhões) – cerca de R$ 5 milhões a menos.

Ao contrário do governador eleito, não é possível fazer
uma comparação entre os gastos de campanha e os bens da candidata
porque eles foram declarados à Justiça Eleitoral sem a informação
sobre os valores.

A exemplo de Jackson Lago, o maior doador da candidata foi seu partido. O PFL doou à campanha cerca de R$ 1,5 milhão. Em seguida aparecem a Caemi – Mineração e Metalúrgica com R$ 1,3 milhão, OAS (R$ 500 mil) e EIT (R$ 481 mil), Ribas Construtora (R$ 413 mil) e o Banco Alvorada (R$ 350 mil). Os maiores gastos da candidata também foram na área de comunicação.

Só na produção de seus programas de televisão, Roseana investiu R$
1,1 milhão e mais R$ 1 milhão em material gráfico. Neste caso,
cabe ressaltar que a coligação da senadora bancou praticamente todo o
material dos candidatos proporcionais.

Roberto Rocha recebeu doação irregular, informa portal Comunique-se

qua, 29/11/06
por Décio Sá |
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Reportagem do portal Comunique-se, o maior do país dedicado a jornalistas, informa que nove deputados em todo país podem perder o mandato porque informaram em suas prestações de contas terem recebido doações de rádios e televisões, o que é proibido pela legislação eleitoral.

Estão nessa situação, segundo a matéria, Edson Aparecido e Júlio Semeghini (PSDB-SP), Dagoberto Nogueira (PDT-MS), Humberto Souto (PPS-MG), Luciano Castro (PL-RR), Vic Pires Franco (PFL-PA), Waldir Neves (PSDB-MS), Saraiva Felipe (PT) e Roberto Rocha (PSDB-MA).

“Segundo o TSE, a punição pode variar desde a suspensão do fundo partidário até a cassação – ou não diplomação – dos eleitos”, diz a reportagem assinada por Alceu Luís Castilho, que usa como fonte a Associação Paulista de Jornais.

Roberto Rocha é citado como tendo recebido R$ 1.770 da Rádio e Televisão Rio Farinha Ltda, de propriedade de sua família, em Balsas. Desde que lançou sua candidatura, os dados do tucano apresentados à Justiça Eleitoral têm gerado polêmica.

Ele declarou não possuir nenhum bem. Descobriu-se, posteriormente, que o deputado federal eleito usou essa estratégia porque os bens dos Rocha são motivo de litígio na Justiça. Se ele apresentasse algum bem, este poderia ser usado para pagar dívidas trabalhistas das empresas da família.

A reportagem do Comunique-se ressalta os ex-ministros Saraiva Felipe (Saúde) e Humberto Souto (TCU) com tendo recebido doações de empresas de radiodifusão e correndo o risco de terem seus mandatos cassados.

Vice de Jackson se torna inconveniente

ter, 28/11/06
por Décio Sá |
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O vice-governador eleito, pastor Luís Porto (MD, ex-PPS), está se tornando inconveniente por conta de suas incursões em órgãos públicos e secretarias do governo, avaliaram hoje membros da frente partidária que ajudou a eleger o ex-prefeito Jackson Lago (PDT).

Agora há pouco, por exemplo, o presidente do TRE, desembargador Jorge Rachid, parou a sessão do órgão para receber o pastor que foi fazer mais uma de suas inúmeras visitas de cortesia desde o final da eleição.

Porto, que de pastor só tem o apelido (na verdade ele é um missionário porque não congrega em nenhuma igreja do Maranhão), visitou o Tribunal de Justiça e secretarias onde chega a passar uma manhã “despachando” junto do titular da pasta.

Hoje na Assembléia um deputado tucano, muito próximo de Jackson, comentava que o vice-governador eleito estaria reivindicando no governo escritórios em São Luís e Imperatriz e pelo menos um representante seu em cada secretaria. Ele também tenta emplacar o titular da Educação.

Os movimentos e a fome por poder de Porto estão incomodando a cúpula do PDT, para quem um vice deve ser discreto. Com certeza ele não sabe o que Jackson fez com seu então vice-prefeito Domingos Dutra, em 1997.

Para os jackistas, o pastor se movimenta num momento delicado em que o governador eleito está fora do estado para tratar de questões políticas e problemas de saúde.

Os incomodados

É impressionante como os jornais “O Imparcial” (coluna “Bastidores”) e o “Jornal Pequeno” estão incomodados com as informações que este blogue e outros veículos de comunicação da cidade estão dando sobre os secretariáveis de Jackson Lago.

De acordo com dos dois matutinos, nós estamos tentando nomear os auxiliares do governador eleito. O problema dos dois jornais, que são subordinados ao Palácio dos Leões, é que eles evitam informar seus leitores sobre os bastidores do novo governo com receio de contrariar o futuro chefe.

Só mesmo o “JP” e “O Imparcial” não sabem que o DER vai ser recriado; que a Secretaria de Segurança vai se transformar em Secretaria de Defesa Social (SDS), reivindicada pelo candidato derrotado Edson Vidigal (PSB) para sua mulher Eurídice; que Aderson Lago, Roberto Rocha e Clodomir Paz estão se matando pela Casa Civil; que as entidades ligadas ao movimento negro indicaram João Francisco (PDT) para comandar a Secretaria de Igualdade Racial; e que Joãozinho Ribeiro já faz até palestra na cidade como secretário de Cultura.

No assunto: na SDS estão sendo indicados como subsecretários Jeferson Portela (Segurança), Almir Coelho (Carceragem) e Sálvio Dino (Direitos Humanos).

Alexandra na prefeitura?

Fortes rumores que circulam na Prefeitura de São Luís dão conta que o prefeito Tadeu Palácio estaria disposto a arrumar um boquinha em seu secretariado para a ex-primeira-dama Alexandra Tavares, que deixaria Brasília para morar novamente no Maranhão ano que vem.

Outra informação do âmbito municipal dá conta que o presidente da Câmara, Isaías Pereirinha, estaria trocando o PSL pelo PDT. Seria uma estratégia de Tadeu Palácio para reforçar seu grupo contra os históricos do partido.

Alguns esclarecimentos

seg, 27/11/06
por Décio Sá |
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No “Profissão Repórter” desta segunda-feira ( 27/11), o colunista Marcos Nogueira não vai além de mais um exercício de quem tem que inventar todos os dias, pelo simples fato de que é pago para isso. Ele está a serviço de um governo comprovadamente incompetente e corrupto, do tipo que se vê obrigado a fretar canetas para ter redações em sua defesa.

Para o mesmo episódio (o rompimento do governador José Reinaldo Tavares com o grupo político que o colocou no governo e em todos os demais cargos que ocupou na vida pública), o mesmo colunista já descreveu outras causas, por exemplo, que Tavares incomodava-se com a pobreza do Maranhão e decidiu, só após ser eleito governador, com o prestígio dos outros, “romper com o atraso”.

Na versão de hoje, Nogueira fala de uma “campanha insidiosa” contra José Reinaldo que teria sido feita pelo Sistema Mirante. O que ele chama de “campanha insidiosa” são notícias sobre os gastos criminosos do dinheiro público com fretamento de jatinhos e o desvio de enormes quantias através das estradas e pontes fantasmas, fatos nunca contestados e pelos quais pessoas envolvidas respondem na Justiça.

O colunista se porta como quem já não tem mais nada a preservar, a não ser a presença na lista de “fornecedores” do governador. Crente de que mais vale se dar bem do que ser fiel a quem escreve, ele chama de “campanha insidiosa” o jornalismo responsável e em defesa do dinheiro do povo. Acha que foi justo José Reinaldo decidir deixar de ser cliente do Sistema Mirante quando se noticiou o início dos desmandos que hoje traduzem esse governo. E o Sistema Mirante acha que lucra muito mais servir ao povo, mesmo que para isso tenha que perder um cliente.

Numa coisa Marcos Nogueira fala a verdade: foi do Sistema Mirante a iniciativa de desgastar a relação comercial com o governo de José Reinaldo. Ele diz que o governador buscou Brasília nos meses de fevereiro, março, abril e maio de 2004, tentando silenciar o Sistema Mirante. O porta-voz de José Reinaldo deixa claro que a empresa, se quisesse, poderia estar vivendo como ele, aplaudindo o espetáculo do desgoverno e ainda recebendo por isso.

Qualquer fornecedor visa o lucro, mas não deve se submeter ao dinheiro, a ponto de cegar diante da falcatrua, ainda que isso lhe signifique o último bastão. O Sistema Mirante, pelo profissionalismo dos que o fazem, age assim. Infelizmente nem todos têm esse mesmo modo de ser e agir.

Teresinha e Dutra trocam acusações no PT

seg, 27/11/06
por Décio Sá |
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O pau quebrou na reunião do PT realizada sexta-feira no auditório da Assembléia Legislativa entre a deputada federal Teresinha Fernandes e o deputado federal eleito Domingos Dutra.

Durante a “lavagem de roupa suja” pós-eleição, Teresinha acusou Dutra de ter se elegido com apoio e recursos do governo do Estado, por conta do patrocínio do governador José Reinaldo.

O presidente do PT ameaçou renunciar seu mandato caso a deputada conseguisse provar que o governador lhe apoiou financeiramente na campanha. Aliados de Dutra, acusaram Teresinha de estar “ressentida” por não ter se elegido e nem seu marido, o ex-prefeito Jomar Fernandes.

Nos debates que se seguiram foi tratado como piada o fato do deputado eleito Valdinar Barros ter declarado à Justiça Eleitoral gastos de apenas R$ 3,5 mil em sua campanha. Valdinar é ligado a Teresinha e Jomar e obteve 11.290 votos.

A deputada Helena Heluy (16.199 votos), por exemplo, declarou gastos de R$ 104 mil e o candidato Rodrigo Comerciário, que teve pouco mais de 2 mil votos, apresentou em sua prestação de contas gastos de R$ 8,9 mil, mais que o dobro da de Valdinar.

Antes dos debates o professor Wagner Cabral, da Ufma, fez uma palestra onde minimizou a votação do deputado federal eleito Flávio Dino (PCdoB). Segundo ele, a eleição do ex-juiz foi conseguida nos currais eleitorais do interior do estado.

De acordo com ele, Dino (123.597 votos) foi eleito principalmente por conta dos apoios do governador José Reinaldo, do presidente da Famem e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, e da dobradinha feita com a primeira-dama de Caxias, Cleide Coutinho.

O professor deu um dado: em apenas 4 municípios o deputado federal eleito obteve 66 mil votos, cerca da metade de sua votação.

Antonio Melo volta a falar besteira

O marqueteiro importado a peso de ouro da Pública Antonio Melo concedeu entrevista ao “Jornal Pequeno”, espécie de “Diário Informal do Governo”, querendo reparar o estrago feito por sua entrevista a Veja da semana passada.

Ele tentou jogar flores em Vidigal, voltou afirmar que o deputado Aderson Lago foi usado para “desconstruir” a candidatura de Roseana, o que os aliados da senadora chamam de atuação “laranja”, mas revelou dados interessantes.

Ele confirmou que o professor Örjan Olsen elaborou uma pesquisa para analisar a questão eleitoral no estado e indicar quem seria o melhor adversário do governo contra Roseana. Os dados dessa pesquisa foram discutidos numa reunião da qual o governador eleito Jackson Lago (PDT) estava presente.

O que chama atenção é que nos arquivos da secretária Flávia Regina, que divulgamos aqui em primeira mão, consta uma pesquisa de Olsen. Ou seja, o governo usou recursos públicos para bancar a estratégia para campanha, o que pode se configurar em crime eleitoral por abuso do poder econômico.

Mais curiosos ainda é ler a Veja desta semana e perceber que nela não consta nenhuma carta de esclarecimento de Melo. Ele disse na entrevista ao “JP” que a publicação teria “distorcido” suas declarações.

Ou seja, o marqueteiro não mandou esclarecimento algum à Veja, mas procurou o “Diário Informal do Governo” para se explicar. Quer dizer: ele esculhambou o governador, Jackson, Aderson e Vidigal em público na quarta maior revista do mundo e desculpou-se no privado através do “JP”, um jornal que tornou-se “chapa-branca” e a cada dia vai perdendo em credibilidade e número de leitores.


Nota: Texto alterado às 20h25 para correção de informações.

ESPN mostra abandono da Lagoa da Jansen

dom, 26/11/06
por Décio Sá |
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O canal por assinatura ESPN Brasil acabou de mostrar, em uma ampla reportagem sobre a caótica situação do basquete brasileiro, o caos em que se encontra a Lagoa da Jansen em São Luís.

Numa reportagem de quase meia hora com a jogadora Iziane, apontada como sucessora de Paula e Hortência na Seleção Brasileita, os repórteres percorreram vários locais de São Luís com a maranhense.

Foram ao bairro da Liberdade, ao Ginásio Costa Rodrigues, ao pagode da Deodoro, à Praia do Meio, ao Centro Histórico, a uma escola no Coroadinho e à Lagoa da Jansen.

No parque esportivo da Lagoa acompanharam Iziane num treino, já que ela se prepara para uma temporada de dois meses na Letônia.

A surpresa dos repórteres da ESPN foi notar que na quadra onde a jogadora treinava a tabela de basquete só existia em apenas em um lado. A do outro lado, quebrada, foi retirada da quadra e nunca mais voltou.

Entrevistado pela reportagem, um frequentador do local disse que desde julho solicitou providências à Sedel, inclusive se propondo a comprar uma tabela nova, mas até hoje não obteve resposta.

O triste disso tudo é saber que o governador José Reinaldo se diz atleta e jogador de basquete.

Chip em carro é armadilha para motoristas

A coluna do jornalista Hélio Gaspari, publicada em “O Estado do Maranhão” deste domingo, faz um importante alerta aos motoristas brasileiros.

A determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) de obrigar os 43 milhões de veículos que circulam no Brasil a carregar um chip identificador é mais uma forma que o governo encontrou para multar os motoristas que transitam pelos grandes centros brasileiros e patrocinar a proliferação dos famigerados pedágios.

Como cada chip vai custar cerca de R$ 20 ao motorista, o governo vai arrecadar de cara R$ 1 bilhão. Com os equipamentos adicionais, esse valor sobe para R$ 2 bilhões.

“Dizem os ‘çábios’ (sic) que a medida não custará nada a quem tem carro. Custará a quem? A quem não os tem?”, questiona Gaspari.

Segundo ele, a medida atende aos interesses do governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), e do prefeito da cidade, Gilberto Kassab (PFL).

A colocação do chip abre a possibilidade das prefeituras criarem uma espécie de pedágio-engarrafamento. “Quem circulasse nos horários de pico pagará por isso, como se alguém entrasse em avenidas congestionadas por prazer”, completa o jornalista.

Diante desta possibilidade, o secretário Canindé Barros (Semtur) e o prefeito Tadeu Palácio (PDT) devem estar felizes da vida.

“Dizer que o chip permitirá o rastreamento de carros roubados é um insulto à inteligência das vítimas e dos ladrões. Eles retiram o selinho que ficará no pára-brisa e ganham tempo. Correm o risco de serem multados em R$ 127″, conclui.

Fugindo das responsabilidades

O governador eleito Jackson Lago (PDT) está há quase um mês fora do estado para fugir das pressões de aliados por cargos no governo. Que Jackson passasse dez dias fora do Maranhão, tudo bem.

Mas vai completar 30 dias que ele deixou o estado, que diz ter passado 40 anos lutando para conquistar. Se o governador eleito não aguenta pressões, tem medo das responsabilidade que assumiu com os maranhenses, que não se candidatasse.

O que não se pode aceitar é ele sumir, não dar informações, quando todos os outros governadores brasileiros já anunciam suas equipes de trabalho. Enquanto isso, seus aliados se engalfinham nos bastidores por “boquinhas” no governo.

Jackson: Secretaria de Segurança deve ser fundida e DER pode ser recriado

sáb, 25/11/06
por Décio Sá |
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Uma das novidades do governo Jackson Lago (PDT) deverá ser a fusão das Secretarias de Segurança com as de Justiça e Cidadania. As discussões neste sentido estão adiantadas.

De acordo com essas articulações, a pasta deverá chamar-se Secretaria de Defesa Social (SDS), num modelo parecido ao adotado pelo Governo de Pernambuco.

O governador eleito não fala sobre o assunto, mas seus aliados que ficaram em São Luís estão tocando o projeto. Pelas primeiras discussões, a pasta deve ter quatro subsecretarias: Segurança, Justiça, Carceragem e Direitos Humanos.

Mas o grande problema é quem comandará o órgão. Até agora a ex-primeira-dama do STJ Eurídice Vidigal, mulher do candidato derrotado Edson Vidigal (PSB), é a mais cotada. Ela é técnica do Ministério da Justiça.

O problema reside bem aí. Acostumada com a burocracia de órgão público, Eurídice nunca algemou um vagabundo, talvez não saiba sequer fazer um inquérito policial e a última vez que viu um ladrão de perto foi pelos telejornais da Rede Globo.

A idéia de sua indicação não agrada nenhum o pouco a classe dos delegados e outros segmentos da Segurança Pública. Ela vai ter de comandar cerca de 8 mil PMs, 2 mil policiais civis e 4 mil presos.

Nesse contexto, podem acontecer duas coisas: ela se superar e mostrar que realmente é competente ou se tranformar numa mera figura decorativa.

Estradas

Outro órgão deve reaparecer no governo do pedetista é o DER (Departamento de Estradas de Rodagem). O futuro chefe da pasta terá muito trabalho para colocar em trafegabilidade as estradas maranhenses abandonadas no governo do engenheiro José Reinaldo (PSB).

Jackson deve extinguir também a Secretaia de Solidariedade Humana, cujas funções conflitam com a de Desenvolvimento Social. Outra secretaria que pode ser fundida é a de Comunicação, hoje funcionando como Assessorias de Comunicação e Imprensa.

Eleição da OAB 1

Pode parecer brincadeira, mas entre os oposicionistas que disputaram a eleição da OAB há quem acredite que as confraternizações, popularmente conhecidas por “boca-livre”, foram fundamentais na reeleição de Caldas Gois para mais um mandato na OAB.

Foram nada menos que cinco reuniões destas durante a campanha, enquanto a chapa de Luís Augusto Guterres não realizou nenhuma. Ontem, no dia da eleição, um caminhão frigorífico com 200 caixas de cervejas esperava a poucos metros da sede da OAB, desde a manhã, já para a festa.

Resultado disso tudo: Caldas Gois teve 1.488 votos contra 1.094 de Luís Augusto Guterres.

Eleição da OAB 2

É um figura esse ex-presidente do STJ Edson Vidigal. Não é que ele apareceu na OAB ontem para votar e toda vez que era chamado por algum amigo dava aqueles tradicionais pulinhos!

Lobby

O subsecretário de Justiça e Cidadania, Sebastião Uchoa, já teria o apoio de uma tal de Associação dos Parentes de Presos no sentido de ser indicado o titular da pasta.

No entanto, como dito acima, ele deve ter muita dificuldade de conseguir seu objetivo, já que as secretarias devem ser fundidas.

Viagra derrubou Mindubim

Pode parecer brincadeira, mas foi o viagra que derrubou o prefeito Mindubim (Arari). Durante o processo por abuso de poder econômico movido contra o prefeito, seu vice, Zerebó, afirmou ao juiz Galdston Cutrim ter gasto R$ 80 mil com a compra de remédios durante a campanha.

O principal medicamento distribuído aos eleitores, segundo ele, foi o viagra. Sem saída, o juiz cassou Mindubim e mandou empossar o segundo colocado, o ex-prefeito Leão Santos. Ele assumiu hoje pela manhã.

Jackson irritado com aliados

sex, 24/11/06
por Décio Sá |
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O governador eleito Jackson Lago (PDT) anda irritado com os aliados. É que depois que ele chegou em Brasília uma romaria de desempregados rumou para lá no sentido de pressioná-lo por uma boquinha no governo.

Uma das visitas que surpreendeu o pedetista foi a do ex-vereador Pádua Nazareno. Por conta de todos esses visitantes inesperados, o governador eleito resolveu voltar para São Paulo, onde o incômodo é menor. É que em Sampa pouca gente sabe onde ele fica, o que dificulta a vida do lobistas locais.

O pedetista costuma se hospedar no interior do estado na casa do seu filho, o médico Igor Lago. Quem conhece Jackson afirma que ele detesta este tipo de pressão. Pelo contrário, quem faz esses movimentos corre sério risco de não ser contemplado no governo.

Em busca de secretarias

Quem também resolveu entrar na briga por um cargo no primeiro escalão do governo foi o ex-prefeito Chico Leitoa (Timon). O homem se mudou para São Luís e estaria hospedado próximo à casa do governador eleito, na Ponta d’Areia. Como engenheiro que é, ele sonha com a Secretaria de Infra-Estrutura. Pelo menos é isso que seus aliados andam espalhando em Timon.

E a briga pela Secretaria de Comunicação continua forte. O marqueteiro Daniel Mendes, um dos cotados para a pasta, é quem anda em Brasília com Jackson, inclusive com um laptop a tiracolo.

Já os deputados Aderson Lago e Roberto Rocha (PSDB) estariam dando uma forcinha por Jorge Vieira, que já teria garantido a Secretaria de Imprensa no lugar de José Machado. Com isso, os planos do subsecretário de Comunicação da Assembléia Robson Paz e do jornalista Raimundo Garrone, de passarem a comandar o órgão, vai de vento em popa.

Profissão: trairagem

O colunista Marcos Nogueira afirma hoje em “O Imparcial” que “tem orgulho” de ter votado no deputado Neiva Moreira em 2002. A revelação mostra que Nogueira “traiu” o então presidente do PT, Washington Oliveira, a quem assessorava na época.

Até bem pouco tempo, ele se orgulhava de ter feito a “ponte” entre Washington e o grupo Sarney para favorecer a campanha de José Reinaldo contra Jackson nas eleições daquele ano. Nogueira chegou a participar do último comício da campanha do hoje governador de mãos dadas com Roseana, Washington e José Reinaldo na Praça Deodoro.

Por isso, acreditava-se que ele tinha votado em Washington, mas pelo que ele mesmo revelou hoje o ex-presidente do PT foi “traído” pelo seu então assessor de imprensa.

“Xô, Antonio Melo”

O marqueteiro importado da Pública Antonio Melo, que concedeu entrevista à revista “Veja” se vangloriando pela vitória de Jackson no Maranhão, está sendo detonado no Amapá.

Vários bloques estão publicando protestos contra as declarações de Melo chamado-o de “cara-de-pau”, “marqueteiro bufado” e “antoniomelogate”. É o movimento “Xô, Antonio Melo”. Isso é o que dar querer aparecer demais.

Piada com Tati

A primeira-dama do município Tati Palácio virou piada entre os históricos do PDT desde que participou da reunião do governador eleito Jackson Lago com a bancada federal em Brasília.

Quando um grupo de históricos discutia o porquê de Tati ter participado do encontro, um gaiato saiu-se com essa: “Ela foi secretariar a reunião”.

Perdendo tempo

Sem ter o que fazer, o colunista Aquiles Emir andou pelo TRE procurando o processo com os documentos secretos da secretária Flávia Regina (Comunicação) onde ele aparece com um “patrocínio” de R$ 2.500,00 para sua coluna.

Aquiles pensava que tínhamos conseguido a documentação no TCE. Depois de perceber que tudo o que publicamos era real, ele colocou a viola no saco e foi embora do TRE. No assunto: é bom os citados por Flávia Regina nos documentos colocarem as barbas de molho. Um passarinho contou ao blogue que eles devem ter de prestar depoimento à Justiça Eleitoral.

Tadeu Palácio e Sandra Torres: nada a ver

qua, 22/11/06
por Décio Sá |
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A política tem muitas sutilezas. Às vezes o que parece nem sempre é. Na minha pouca experiência como repórter da área já aprendi uma coisa: quando um político deseja algum cargo ele é sempre o primeiro a dizer que não quer.

Faço essa introdução para citar um fato que presenciei hoje durante reunião descentralizada do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), da qual participou o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), no Rio Poty Hotel.

Lá estavam o prefeito Tadeu Palácio e a sua vice, Sandra Torres (ambos do PDT). Tadeu nunca quis Sandra como vice – queria o então presidente da Coliseu, o engenheiro Sérgio Rodrigues, cunhado do senador eleito Epitácio Cafeteira (PTB).

Sérgio acabou sendo nomeado secretário de Turismo da prefeitura. Já Sandra Torres, mulher do ex-prefeito Léo Costa (Barreirinhas), foi imposta no cargo pelo hoje governador eleito Jackson Lago (PDT). Ela é da chamada ala “histórica” do partido.

Jackson a indicou como espécie de “carta-de-seguro” para alguma futura “trairagem” de Tadeu. Era a condição que o PDT impunha para apoiar sua reeleição. Desde que assumiram seus postos, o prefeito e a vice nunca se cheiraram, principalmente por conta do primeiro.

Sandra andava reclamando até que o cerimonial da prefeitura evitava citar seu nome nos eventos do município onde Tadeu estivesse, conforme noticiamos aqui quando este blogue ainda era apenas uma coluna semanal.

Outra reclamação da vice-prefeita a amigos dava conta que, apesar de ser assistente social formada, ela nunca foi chamada para apitar nessa área da administração. Tadeu sempre procurou a secretária Margarete Cutrim, da Fumcas (Fundação Municipal da Criança e do Adolescente).

Mas hoje, no evento da CNAS, Sandra foi à forra. Foi chamada à mesa como representante do governador eleito Jackson Lago. Poderia ter ido como vice. Na minha opinião, foi um recado dos “históricos” a Tadeu. O prefeito chegou a esquecer de chamar seu nome quando citou as autoridades presentes antes de seu discurso.

Citou apenas a “representante do governador eleito”. Chegou a puxar conversa, mas ela não deu papo. Depois que a mesa foi desfeita, ele foi embora. Ela, como assistente social, ficou até o fim do evento.

A foto acima mostra bem o que acabamos de relatar. Foi tirada pelo repórter fotográfico De Jesus.



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