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Governistas tentam abafar CPI na Assembléia

qua, 28/02/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Os líderes governistas na Assembléia estão arrumando todo tipo de desculpa para evitar a instalação da “CPI do Grampo”, criada ontem. Edvaldo Holanda (PTC), líder do governo, e Marcelo Tavares (PSB), líder do bloco governista, se apegam a filigranas do Regimento Interno da Casa para evitar que a investigação comece.

Primeiro, Marcelo argumentou com razão que o pedido de criação da CPI estava errado porque instituía os trabalhos com oito membros, quando o correto são sete. Hoje o líder da Oposição, Ricardo Murad (PMDB), fez uma emenda ao requerimento que criou a comissão fazendo o reparo.

Edivaldo Holanda disse que “confesso minha ignorância” por ter defendido no início que a CPI não fosse criada porque a Polícia Federal já estava apurando o caso. Os federais fizeram apenas um laudo sobre a localização do aparelho.

O líder do governo também alegou que o fato de uma escuta de ambiente ser encontrada na sala onde o governador despacha “não era um fato relevante”. “O governador, que foi o maior prejudicado, não está dando muita importância a essa marola da mídia. Isso não abalou a vida da população. Isso é retórica. É factóide da oposição”, afirmou.

“O governo vai para uma revista de circulação nacional fazer acusações gravíssimas e isso não é fato relevante?! Na verdade, o governo está com medo porque a investigação vai dar no umbigo deles”, reagiu Ricardo Murad.

O presidente da Assembléia, João Evangelista (PSDB), limitou-se a dizer que a assessoria da Mesa Diretora estava estudando o requerimento de criação da comissão para tomar uma posição.

Novo desembargador: Roberto Rocha comemora “vitória” sobre João Evangelista em Brasília

Dois tucanos realmente não se bicam. O deputado federal Roberto Rocha comemora em Brasília a nomeação do advogado Paulo Velten para o Tribunal de Justiça. Rocha disse a interlocutores que a nomeação foi um trabalho “pessoal meu”.

“Perdi a sessão no Congresso para resolver esse assunto pessoalmente com o governador. E resolvi, graça a Deus!”, declarou. O parlamentar também comentou em tom de chacota com interlocutores o fato do presidente da Assembléia, o também tucano João Evangelista, reunir colegas num lobby em favor da procuradora da Casa, Ana Maria Dias Vieira.

“Ele reuniu um monte de deputado, foi atrás de Jackson no Palácio, mas quando chegou lá o ato de Paulo Velten já estava assinado. O governador viajou e deixou o ato assinado”, garantiu Rocha.

Líder arruma “boquinha” para pastor no governo

O líder do governo, Edvaldo Holanda, conseguiu criar uma subchefia para tratar de assuntos religiosos na Casa Civil. E na “boquinha” emplacou um pastor de uma Igreja Batista aliado seu.

Cutrim comemora baixo índice de violência

O deputado Raimundo Cutrim comemorou hoje notícias de jornais governistas dando conta que o Maranhão é um dos três estados menos violentos do país. Os números divulgados referem-se ao período que ele era secretário de Segurança.

Weverton Rocha reclama de Aderson Lago

O secretário Weverton Rocha (Juventude) procurou o prefeito Tadeu Palácio (PDT) para se reclamar do chefe da Casa Civil, Aderson Lago. Disse ao prefeito que sequer é atendido pelo tucano.

Marcio Jardim e Dutra: relações estremecidas

Não estão nada boas as relações entre o secretário-adjunto Márcio Jardim (Juventude) e seu ex-padrinho político Domingos Dutra, ambos do PT.

Jardim concedida uma entrevista ontem à noite à Rádio Educadora quando Dutra, de Brasília, entrou e saiu do ar sem sequer pedir licença ao “companheiro”.

Luiz Henrique Paz pode deixar Detran

O diretor administrativo do Detran, Luiz Henrique Paz, anda se reclamando do excesso de concentração de poder do diretor-geral do órgão, Fernando Palácio, irmão do prefeito de mesmo sobrenome.

Ele tem dito a interlocutores próximos que se a situação continuar do jeito que está prefere entregar o boné e tentar uma “boquinha” no gabinete da irmã, a deputada palacista Graça Paz (PDT).

Domingos Paz, o culpado

Ligado à UDR, o deputado Mauro Jorge (PMN) apareceu hoje no Diário da Assembléia como integrante da Comissão de Agricultura da Casa. Culpa do secretário socialista Domingos Paz (Agricultura), que deixou a Casa num acordo para que o “companheiro” ruralista assumisse.

Valdinar Barros, o azarado

Defensor da política de segurança do governador Jackson Lago, o deputado e ex-sem terra Valdinar Barros (PT) não deu sorte. Menos de uma semana após ter alugado uma big casa na praia do Caolho, ele teve o constrangimento de ver o local invadido por ladrões. E agora tenta abafar o caso.

Lista tríplice: Caldas Gois é o grande derrotado

qua, 28/02/07
por Décio Sá |
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O presidente da OAB, Caldas Gois, foi o grande derrotado de hoje na definição da lista tríplice que escolheu os advogados Ana Maria Dias Vieira (17 votos), Paulo Velten (15) e Ricardo Duailibe (13) como os nomes a serem indicados ao governador Jackson Lago (PDT) para que um deles seja escolhido desembargador.

O filho do presidente da OAB, Caldas Góis Júnior, que também dá uma de jornalista como apresentador de um programa de televisão, teve apenas três votos entre 23 desembargadores. E olha que cada desembargador podia votar em três dos seis candidatos. Ou seja, ele foi o lanterna na lista.

Vários membros da Ordem avisaram a Caldas Gois que ele corria sério risco ao insistir na candidatura do filho a uma vaga no Tribunal de Justiça. Não deu outra. Para piorar, Gois pai colocou a instituição que dirige numa situação delicada. A OAB e ele próprio vinham criticando duramente a questão do nepotismo no Maranhão.

Os desembargadores, que foram obrigados a demitir seus parentes do tribunal, deram um “tapa de luva” no presidente da OAB. Ele deve estar sem saber onde meter a cara neste momento.

Gois Jr. ainda tentou usar a mídia para tentar se cacifar, sem sucesso. Na última segunda-feira, ele foi matéria de destaque no caderno “Negócios” do “Jornal Pequeno”, que trata de economia. Os desembargadores mostraram que não negociam suas consciências.

Outra decepção foi a votação de João Batista Ericeira (10 votos) e o ex-deputado José Antonio Almeida (8). Concunhado do governador Jackson Lago (PDT), Ericeira era tido como um dos favoritos para ser escolhido desembargador. Já o ex-deputado viu que o padrinho, o ex-governador José Reinaldo, não está com nada.

Pelo que se comenta nos meios jurídicos e políticos o grande favorito para a vaga, que deve ser definida ainda hoje pelo governador, é Paulo Velten. Entre seus padrinhos está o deputado Roberto Rocha, que ainda não deu uma dentro do governo Jackson.

O presidente do tribunal, Galba Maranhão, acabou de deixar o órgão para entregar a lista tríplice ao governador.

Criada “CPI do Grampo” na Assembléia

ter, 27/02/07
por Décio Sá |
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O Bloco de Oposição na Assembléia criou hoje (terça-feira, 27) a “CPI do Grampo”, para apurar a escuta encontrada no gabinete do governador Jackson Lago (PDT) no Palácio dos Leões. O líder do bloco, Ricardo Murad (PMDB), apresentou o requerimento com 15 assinaturas à Mesa-Diretora da Casa, uma a mais que o necessário.

O requerimento vai ser publicado no Diário da Assembléia desta quarta-feira e a partir daí caberá aos líderes do Governo e da Oposição indicarem os oito membros da comissão. Os oposicionistas devem ficar com a presidência e os governistas com a relatoria.

Somente hoje o presidente da Assembléia, João Evangelista (PSDB), o líder do Governo, Edvaldo Holanda (PTC), e o líder do bloco governista, Marcelo Tavares (PSB), se deram conta que o Governo do Estado não pediu que a Polícia Federal abrisse inquérito para apurar o caso.

A única participação dos federais no episódio foi emitir um laudo comprovando que o aparelho localizado na sala do governador servia para fazer escuta de ambiente. Ontem, os três fizeram discursos contra a necessidade da instalação da CPI alegando que a “Polícia Federal estava apurando o caso” e que a “Assembléia não deveria ser transformada em delegacia de polícia”.

Diante da comprovação, Edvaldo Holanda tentou justificar que o Gabinete Militar do governador está apurando a colocação do aparelho de escuta. Segundo o deputado Raimundo Cutrim (PFL), que é ex-secretário de Segurança do Estado, o gabinete não tem competência para instalar inquérito.

Essa tarefa cabe à Polícia Civil. “O Gabinete Militar pode auxiliar nas investigações”, explicou. Não se tem notícia que a Secretaria de Segurança tenha aberto algum procedimento para apurar o grampo.

Segundo o ex-chefe do Centro de Inteligência do Maranhão, professor Raimundo Teixeira, houve “conivência e conluio” do Gabinete Militar com o caso, o que torna o órgão suspeito para investigar ou produzir qualquer relatório sobre o grampo.

“O que fica estranho é a resistência do governo em não querer apurar isso. É uma piada o Gabinete Militar investigar esse crime”, afirmou Ricardo Murad.

Justiça suspende eleição de delegado-geral

Mais uma informação deste blogue acabou se confirmando hoje pela manhã. O juiz Douglas, da 3ª Vara Cível, concedeu liminar favorável ao Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) suspendendo a eleição de delegado-geral marcada para esta terça-feira.

A eleição só vai acontecer agora depois de julgado o mérito da questão. O sindicato usou dois argumentos na ação que ajuizou na justiça. 1) A convocação da eleição não foi publicada no Diário Oficial, apenas em um jornal local. 2) O Estatuto da Polícia Civil diz que a escolha do delegado-geral será feita na categoria e não apenas entre os delegados, como quer a cúpula da Secretaria de Segurança.

Deputado dá dica para investigação

O deputado Hélio Soares (PP) está dando uma grande dica para que se chegue aos culpados do grampo no gabinete do governador. Segundo ele, para se achar o araponga é só pegar a marca do aparelho instalado no forro do Palácio dos Leões.

A partir dessa informação vai-se ao fabricante e descobre-se seu revendedor em São Luís. Depois vai-se a esse revendedor e descobre-se quem comprou o equipamento.

Ex-sem terra, Valdinar Barros vira “com terra”

O deputado Valdinar Barros (PT), que foi homenageado recentemente em Brasília por ter se transformado no primeiro sem-terra eleito deputado no país, já pode desconsiderar a homenagem.

Ele acaba de alugar uma big casa na praia do Caolho, em São Luís. Barracão de lona em acampamento do MST nunca mais! Tem coisa melhor que uma brisa à beira-mar?

Clodomir Paz só rir

Quem deve estar se divertindo com a criação da “CPI do Grampo”, detonada principalmente pelas declarações de Aderson Lago, é o ex-deputado Clodomir Paz, que perdeu para o primo do governador o comando da Casa Civil.

Bloco de Oposição na Assembléia quer CPI para apurar grampo no governador Jackson Lago

seg, 26/02/07
por Décio Sá |
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O líder da Oposição na Assembléia, Ricardo Murad (PMDB), propôs hoje (segunda-feira, 26) a criação de uma CPI na Assembléia para investigar o sistema de escuta de ambiente encontrado no gabinete do governador Jackson Lago (PDT), noticiado em primeira mão por este blogue.

Ricardo e até deputados governistas criticaram a postura do chefe da Casa Civil, Aderson Lago, que, em entrevista à revista “Época”, atribui a escuta ao grupo político liderado pelo senador José Sarney (PMDB). O próprio governador disse a um grupo de jornalistas na Assembléia, quando da posse do presidente João Evangelista (PSDB), que não sabia a quem atribuir a escuta porque “essa investigação cabe à polícia”.

O líder afirmou já possuir 15 assinaturas para a formação da comissão, quando o necessário são 14. O peemedebista citou trechos da entrevista publicada nesta página com o ex-chefe da “Abinzinha”, professor Raimundo Teixeira, onde ele afirma que houve “conluio e conivência” do Gabinete Militar com o caso (leia post abaixo). Se for criada, a investigação já tem apelido: “CPI do Big Brother”.

Ricardo foi mais longe. Apontou os servidores identificados por Ribamar e Manoel como as pessoas citadas por Teixeira na entrevista como tendo descoberto o grampo e procurado o Gabinete Militar obtendo como resposta “pois faça de conta que vocês não viram”.

O deputado atribuiu a ex-primeira-dama e atual secretária do governo, Alexandra Tavares, a autoria do grampo. Ele disse que só recua do pedido de criação da CPI se o governo fizer uma retratação das declarações de Aderson Lago.

Os governistas fugiram da proposta de CPI como o diabo foge da cruz. O presidente da Assembléia, João Evangelista (PSDB), o líder do governo, Edvaldo Holanda (PT), e o líder do bloco, Marcelo Tavares (PSB), argumentaram que o caso deve ser apurado pela Polícia Federal

“Quero deixar claro ao nobre colega que não concordo com esta CPI. Meu entendimento é que a Assembléia deve aguardar o resultado das investigações que estão sendo feitas pela Polícia Federal e cobrar que este resultado seja divulgado. Portanto, que a polícia investigue e busque os culpados”, reagiu Evangelista.

“Ele e todos os deputados da oposição sabem que esta investigação cabe à polícia e não ao Legislativo”, declarou um assustado Edvaldo Holanda.

Aderson Lago, o chefe-problema

O chefe da Casa Civil, Aderson Lago, continua sendo o principal foco de tensão no governo do primo. Depois do caso dos professores, ele agora, ao tentar atribuir ao grupo do senador José Sarney o grampo encontrado no forro do gabinete do governador, atiçou a oposição a pedir uma CPI para investigar o caso.

Era voz unânime na Assembléia que um chefe da Casa Civil serve para colocar água nos incêndios e não gasolina. O líder do governo, Marcelo Tavares, declarou que não concorda com o pré-julgamento feito por Aderson “porque não temos elementos para dizer quem foi (que colocou o grampo)”.

“Foi o homem-aranha”, brinca deputado

Diante da tensão que foi a sessão de hoje na Assembléia, o deputado Marcos Caldas (PT do B) resolveu serenar os ânimos. “Quem botou esse grampo no forro do Palácio só pode ter sido o homem-aranha”, brincou.

Lobão e Clóvis Fecury com um pé no PR

seg, 26/02/07
por Décio Sá |
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O senador Edison Lobão e o deputado Clóvis Fecury estão com um pé no PR (Partido da República, ex-PL). Fui informado por uma fonte que Clóvis deve oficializar sua desfiliação do PD (Partido Democrata, ex-PFL) agora em março. Ele vinha mantendo conversações com o PMDB.

Já Lobão (PD) vem conversando com a direção do PR em Brasília e esse namoro pode acabar em casamento em breve, pouco depois do pouso de Clóvis. Tanto o senador quanto o deputado buscam um partido mais alinhado ao presidente Lula, já que o PD faz oposição cega ao governo.

Se se confirmar a filiação, Lobão e Clóvis devem comandar a legenda no Maranhão. Com a possível entrada do senador, o PR deve ganhar também a filiação da deputada Nice Lobão (PD), sua mulher.

No final do ano passado, a deputada estava cotada para assumir o comando do ainda PFL no estado, mas teria sido orientada pelo marido a recuar. Provavelmente, Lobão já estava em conversações com a direção nacional do PR.

Vale lembrar ainda que o deputado Pinto da Itamaraty (PSDB) ameaçou deixar a legenda em direção ao PR, mas desistiu depois de ser eleito vice-presidente da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado na Câmara.

No dia da eleição aconteceu um fato curioso: o próprio Pinto não sabia que estava sendo eleito para a comissão, já que suas malas estavam prontas para desembarcar no PR. O próprio presidente da comissão não entendeu como ele foi eleito seu vice sem sequer aparecer no pleito ficando curioso em conhecê-lo. “Cadê o Pinto?”, perguntava aos colegas.

Por trás de tudo estava o deputado Sebastião Madeira (PSDB), que articulou a eleição do deputado regueiro para que a legenda não perdesse mais um parlamentar.

Gastão Vieira e Flávio Dino exageram na dose

Os deputados Gastão Vieira (PMDB) e Flávio Dino (PC do B) estão exagerando na dose nesse início de legislatura. Presidente da Comissão de Educação, Gastão defendeu, em entrevista a “O Estado do Maranhão” do domingo de Carnaval, a redução da maioridade penal para 12 anos.

Nesse caso, vale uma declaração do presidente Lula. “Quem sabe algum dia queiram punir algum feto”, disse o petista ao ser questionado sobre o assunto. Já o neocomunista apresentou uma “proposta golpista” na Câmara querendo a prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores em mais dois anos.

O projeto, copiado de vários que tramitam no Congresso, tem por objetivo fazer com que o país possa ter eleições gerais em 2010. Meu amigo, ter de agüentar mais dois anos de Tadeu Palácio (PDT) na Prefeitura de São Luís é dose – ou seria doze?!

Globo vai mostrar crime de Wagner Alhadef

O programa “Linha Direta”, da Rede Globo, vai mostrar em breve para o país um crime que chocou o Maranhão e continua sem solução. Trata-se do assassinato do professor e artista Wagner Alhadef.

Ele apareceu morto há três anos dentro do Laborarte com marcas de pauladas, machucados e hematomas pelo corpo, inclusive seu pescoço foi quebrado. Na época, se comentou muito a suposta participação de um mestre de capoeira no crime, mas até agora nada ficou comprovado.

A produção do “Linha Direta” já entrou em contato com vários amigos da vítima para que eles prestem depoimento no programa.

Prefeito doril

Nem durante o “Lava-Pratos”, a população de São José de Ribamar conseguiu avistar o prefeito Luís Fernando Silva.

Professor Teixeira abre o jogo sobre grampo encontrado no gabinete de Jackson no Palácio

dom, 25/02/07
por Décio Sá |
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Conversei agora há pouco com o professor Raimundo Teixeira de Araújo (à esquerda, na foto de Biné Morais ao lado do cel. Cavalcante), ex-chefe do chefe o Centro de Inteligência do Maranhão, a popular Abinzinha. Ele me recebeu em sua casa no Parque Amazonas acompanhado do coronel Marcos Cavalcante, seu adjunto no órgão.

Professor Teixeira, como é mais conhecido, falou sobre o grampo encontrado no gabinete do governador Jackson Lago no Palácio dos Leões, noticiado em primeira mão aqui há 20 dias e esta semana na revista “Época”.

Para ele, houve “conivência e conluio” do Gabinete Militar do Governo no episódio. Ele afirma que teve conhecimento através de informantes no governo que a pessoa que localizou o grampo procurou o Gabinete Militar e ouviu de alguém do setor como resposta “pois faça de conta que você não viu”.

“Se me chamarem lá eu descubro em dez minutos (quem fez o grampo). Para fazer aquilo alguém viu e alguém permitiu. Vou dizer mais: já sabem ou já devem saber”, afirma. Leia a seguir alguns trechos da entrevista que será publicada na íntegra na edição desta segunda-feira de “O Estado do Maranhão”.

Pergunta – O que o senhor sabe do grampo colocado no gabinete do governador?
Teixeira – Com certeza não foi colocado pelo pessoal do serviço de inteligência do estado. Nem do Centro de Inteligência das Polícias Militar e Civil. Nós não seríamos burros de fazer uma coisa dessa, sair do governo e deixar a prova. Esse grampo deve ter sido colocado por essas inteligências privadas que existem por aí. Agora, digo com certeza: a falha foi do Gabinete Militar.

Pergunta – Por quê?
Teixeira - Porque entrar no Palácio (dos Leões) e fazer aquilo sem o conluio da Casa Militar é quase impossível.

Pergunta – Como homem de informação, o senhor não sabe de mais nada sobre esse grampo?
Teixeira - Houve uma investigação no Palácio, alguém foi ouvido – que eu não sei quem foi – e disse: “não, isso aí (o grampo) é coisa antiga”. Alguém subiu lá (no forro) para fazer manutenção, descobriu o equipamento e disse: “esse equipamento está aí há muito tempo, há mais de ano”. Aí disseram para ela “pois faça de conta que você não viu”. Isso eu tomei conhecimento. A Polícia Federal tem conhecimento desse fato.

Pergunta – A colocação desse aparelho sofisticado de escuta demandou um tempo grande para a instalação.
Teixeira - Aquele aparelho encontrado foi uma falha da segurança física do Palácio, que é feita pelo Gabinete Militar. Eu acredito que aquilo só pode ter sido colocado em conluio ou conivência com o Gabinete Militar. Não pode ter sido colocado clandestinamente. Não sei se nesse governo, no passado ou de qualquer governo. Esse equipamento foi colocado porque houve facilidade, falha de segurança e instalado por essas inteligências privadas que existem por aí. Quem pode descobrir isso é a Polícia Federal. Se eu tivesse lá eu já saberia. Mas nosso órgão de inteligência foi desativado dia 14 de dezembro.

Pergunta – Existem mais detalhes desse episódio que o senhor tomou conhecimento quando “alguém” foi ouvido nessa investigação sobre o caso?
Teixeira - Sou professor das Academias das Polícias Civil e Militar do Maranhão e eu tomo conhecimento através das fontes que eu protejo e você como repórter protege as suas. Tomei conhecimento através de informantes que foram alunos meus. Eles presenciaram quando a Polícia Federal nessa investigação interrogou alguns funcionários do Palácio e esses funcionários disseram que esses equipamentos estavam lá em cima (no forro) há muito tempo, antes de nossa chegada ao governo. E que essa pessoa ao subir e ver pela primeira vez o equipamento informou ao Gabinete Militar do governo – eu não sei quem era o chefe – e o Gabinete Militar disse que “faça de conta que você não viu”. Foi isso que eu soube. Se é verdade ou não, a Polícia Federal que investigue.

O Estado – Então, está fácil descobrir quem fez esse grampo?
Teixeira - Se me chamarem lá eu descubro em dez minutos. Eu descubro ligeirinho, é fácil. Para fazer aquilo alguém viu e alguém permitiu. Nós não descobrimos porque não tínhamos equipamentos, não íamos nem lá (no Palácio dos Leões) e nem cabia a nós essa tarefa de varredura de escuta de ambiente. Uma pessoa experiente leva no mínimo três a quatro horas para instalar um equipamento desse. Se foi um amador leva muito mais tempo. Quanto mais tempo leva é porque houve a conivência de alguém. A Polícia Federal só não descobre se não quiser. É só reunir fulano de tal que estava de serviço na época e pronto – o cara sabe logo, na hora. Vou te dizer mais: já sabem ou já devem saber.

Maranhense será destaque em “Amazônia”

dom, 25/02/07
por Décio Sá |
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Ilustre desconhecido no Maranhão, o fundador da doutrina do Santo Daime, o maranhense de São Vicente Férrer Raimundo Irineu Serra (foto), vai ser destaque na minissérie “Amazônia”, da Rede Globo.

Segundo reportagem da “Revista da TV”, publicada neste domingo em “O Estado do Maranhão”, o Mestre Irineu, como é mais conhecido no Acre, será interpretado pelo ator Milton Gonçalves na segunda fase da minissérie em março.

O Santo Daime é considerado por alguns estudiosos como a primeira religião genuinamente brasileira, mas enfrenta forte preconceito por causa do chá alucinógeno que dá nome à doutrina criada pelo maranhense com plantas amazônicas. Nos templos do Acre é comum se estender a bandeira do Maranhão e tocar o hino do estado nos cultos em homenagem ao Mestre Irineu, falecido em 1971.

Leia reportagem da revista da TV sobre o assunto abaixo ou clique aqui http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM384663-7823-EXTASE+RITOS+SAGRADOS,00.html para ver reportagem dos rituais do Santo Daime exibiba no “Fantástico” em novembro passado.

Mestre da floresta e do Santo Daime

Criador da doutrina do Santo Daime, Raimundo Irineu Serra (1892/1971), um maranhense grandalhão, que chamava a atenção com seus quase dois metros, terá um ator à sua altura para interpretá-lo.

Na segunda fase de “Amazônia” – que começa em 13 de março – Milton Gonçalves, um brasileiro de estatura mediana, dará vida a um dos personagens mais interessantes da história do Acre, que também integrou o movimento migratório da extração do látex.

Em seu apartamento, com uma vista privilegiada para a Praia do Flamengo, o ator, de 73 anos, empolga-se com o novo trabalho. E fala quase sem interrupção sobre o papel.

- Analfabeto e de origem muito humilde, Mestre Irineu, como era chamado, deixou um hinário com mais de cem canções. A maioria foi dita no seu ouvido depois da aparição de Nossa Senhora da Conceição para ele. Isso aconteceu após ele tomar a ayahuasca – explica Milton, referindo-se à bebida milenar, de origem inca, usada pelos indígenas da região em seus rituais.

- Ele ganhou a missão de fundar a religião da floresta, com lemas como dai-me amor, dai-me luz, daí o nome Santo Daime.

Quando soube que seria intérprete de Mestre Irineu, Milton foi logo procurado por pessoas ligadas à doutrina.

- Eles me deram livros, músicas e me contaram coisas fantásticas. Para eles, Irineu foi a personificação de Jesus Cristo, pregando o amor e a fraternidade – diz o ator.

Muitos artistas tornaram-se adeptos do Santo Daime no final da década de 80. Milton, que se define como um esotérico, diz que nunca teve curiosidade de provar a bebida (da infusão de duas plantas nativas da floresta amazônica).

No workshop realizado pela emissora para os atores, o jornalista acreano Armando Nogueira contou que Mestre Irineu, que mais tarde teve ligações com a política, causava impacto quando saía de sua colônia para ir à cidade:

- Além de ser enorme, ele tinha fama de feiticeiro.

Em cenas de flashback, Mestre Irineu será vivido por Maurício Gonçalves, filho de Milton. Ator mais antigo em atividade na Rede Globo, onde está desde 1965, Milton considera-se “um negro em movimento”, e não alguém que faz parte do movimento negro.

- O que mais quero na vida é eliminar a rubrica de ator negro. Fico profundamente irritado com isso – diz ele, lembrando-se do passado.

- Aos 18 anos, fui barrado num clube, em São Paulo. Era carnaval. Provavelmente foi a maior humilhação que já passei na vida. Senti um ódio profundo. Fui a um bar beber cachaça para esquecer. Quis dinamitar aquele clube. Hoje, quando percebo alguma atitude racista, esse sentimento ainda aflora.

Declarações de Joãozinho Ribeiro sobre gastos no Carnaval geram crise no governo Jackson

sáb, 24/02/07
por Décio Sá |
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As declarações do secretário Joãozinho Ribeiro (Cultura), criticando a distribuição de verbas para o Carnaval através de deputados aliados do governo, geraram uma grande crise administração Jackson Lago.

Ontem foram realizadas várias reuniões informais para discutir a questão, principalmente na Casa Civil. O tema foi motivo de comentários entre os membros do governo. Quem andava mais chateado e tonto por conta das declarações era o líder Edvaldo Holanda (PTC).

A vários interlocutores ele disse que não sabia como iria defender a administração Jackson na Assembléia se o próprio secretário era quem estava detonando o repasse de recursos. Edvaldo teme uma forte investida da oposição esta semana sobre o governo com base nas declarações do secretário de Cultura.

Era forte também entre os governistas a versão de que o Joãozinho teria sido autorizado pelo próprio governador a fazer tais declarações. De acordo com essa versão, o objetivo de Jackson era “fragilizar” alguns deputados perante a opinião pública.

Segundo me contou um deputado da base governista, o governador ficou agora numa saia-justa: se Joãozinho continuar na secretaria ele estará endossando suas declarações críticas em certo ponto ao Legislativo. Nesse contexto, sua única opção seria exonerá-lo.

Em entrevista quinta-feira ao programa “Ponto Final”, da rádio Mirante AM, o secretário classificou de “falta de transparência” a distribuição de verbas através dos parlamentares. “Tenho criticado bastante a forma de como são utilizadas essas emendas. É necessário que o governo tome uma medida administrativa importante com relação a elas, até porque contigenciam 1/3 do orçamento da Secretaria de Cultura para o fomento”, disse.

E completou: “Iremos conversar com a Assembléia Legislativa para que essa emenda seja abolida. Coloquei na reunião de Secretários de Cultura do Nordeste que essa prática acontecia no Maranhão e foi definida como uma espécie de ‘coronelismo cultural’. Na minha opinião, esse modelo consolida a falta de transparência”.

Blogue é visto em Alexandra

Parece mentira, mas não é. Esse blogue está sendo visitado numa cidade ou lugarejo chamado Alexandra (veja imagem acima). Isso mesmo! Alexandra, localizada no extremo sul da África, conforme mostra o Google Analytics – ferramenta que informa o número de acessos de páginas na internet e o local de onde estão sendo feitas essas visitas.

Este blogue também está sendo acessado em Bancoc, capital da Tailândia, Nova York e Hollywood (EUA). Como a premiação do Oscar acontece nesse domingo, acredito que os produtores hollywoodianos devem estar visitando esta página atrás de informações do filme “Jackson Lago, o timoneiro da nau libertária”, cuja algumas cenas bem que poderiam ser as fotos do post abaixo.

Adirson Veloso faz cantor Zeca Baleiro passar constrangimento em camarote na passarela

Eu queria ter encerrado noticiar fatos do desastroso do tal “Carnaval da Maranhensidade”, mas várias informações continuam chegando ao meu conhecimento. A última foi um constrangimento que o secretário municipal Adirson Veloso (Cultura) fez o cantor e compositor Zeca Baleiro passar.

Zeca chegou à área de camarotes da Passarela do Samba pouco depois da saída de Jackson Lago e Tadeu Palácio, que chegaram a ser vaiados pelo público irritado com o atraso no desfile das escolas de samba.

O problema é que após a saída dos pedetistas, Adirson Veloso mandou praticamente fechar o camarote do governo e os serviços. Foi quando Zeca chegou com alguns familiares e ficou numa situação difícil. Para complicar, o restante de seus convidados chegaram um pouco depois e foram proibidos de subir.

Foi necessária a intervenção da filha do secretário Aziz Santos (Planejamento), Samy, para o pessoal poder ser acomodado no camarote.

Jackson tenta disfarçar vaia, mas público não perdoa desorganização do Carnaval

sex, 23/02/07
por Décio Sá |
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“Carnaval da Maranhensidade” é um fiasco – última parte: a vaia em Jackson e Tadeu

Muita gente não acreditou nas vaias que o governador Jackson Lago e o prefeito Tadeu Palácio (PDT) pegaram no domingo de Carnaval. Mas essas fotos de Biaman Prado provam o ocorrido. O público estava irritado com atraso da Império Serrano quando o governador e o prefeito desceram do camarote para visitar a sala VIP da imprensa.

Quando pisaram na avenida, o público começou a vaiar e fazer gestos negativos com as mãos para os dois. Jackson ainda tentou minimizar a situação acenando para as pessoas, mas os manifestantes não se intimidaram. Estavam revoltados – e com razão – da desorganização do nosso Carnaval.

Talvez tenha sido por isso que os pedetistas deixaram a passarela às 3h da segunda-feira, sem assistir a Turma do Quinto, Flor do Samba e Favela. Quem fez bem foi o secretário Joãozinho Ribeiro (Cultura) que nesse dia nem as caras deu por lá.

Joãozinho culpa indiretamente governador

Por falar em desorganização, o secretário Joãozinho Ribeiro acabou responsabilizando indiretamente o governador pela bagunça no Carnaval deste ano. Em entrevista à rádio Mirante AM, ontem, ele disse que só soube que seria secretário no dia 31 de dezembro, o que dificultou um melhor planejamento da festa.

Sala Vip sem banheiro

Muito boa e confortável a Sala Vip da imprensa na Passarela do Samba. Só dois problemas: o excesso de penetras se passando por “jornalista” e o fato de no local não existir banheiro.

Tati Palácio em saia-justa

Quem andou se irritando na Passarela do Samba foi a primeira-dama Tati Palácio (PSDB). Ela não gostou nenhum pouco de ser chamada de primeira-dama do Estado pelo repórter Alberto Leitão (rádio Capital), que na hora da entrevista estava mais prá-lá-que-prá-cá.

Zeca Baleiro quase abandona desfile

Com vôo marcado para cumprir seus compromissos profissionais, o cantor e compositor Zeca Baleiro, homenageado pela Favela do Samba, quase abandona o desfile para não chegar atrasado aos seus compromissos.

“Mateus, primeiro os meus!”

Parece que o pessoal da Túnel do Sacavém seguiu a máxima “Mateus, primeiros os meus!”. Além de passar atrasada, a escola, que homenageou o empresário Wilson Mateus, só trouxe dois carros alegóricos. Até agora, o dinheiro investido na agremiação ninguém sabe onde foi parar. (Continua abaixo)

Carnaval: mais uma prova do fiasco

sex, 23/02/07
por Décio Sá |
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A maior prova do desastre que foi o Carnaval deste ano em São Luís pode ser verificada nessa foto do bloco Originais do Ritmo, de autoria do fotógrafo De Jesus. Na Praça Maria Aragão, conta-se na ponta dos dedos as pessoas que assistiam a apresentação do grupo.



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