Depois de ser vaiado em estádio, Valdinar ataca líder do governo em encontro do PT
Aconteceu de tudo no encontro do PT realizado neste final de semana em Imperatriz. Os petistas com cargos no governo e exercendo mandato, principalmente o deputado Valdinar Barros, tiveram de engolir cobras e lagartos dos militantes imperatrizenses diante dos últimos acontecimentos políticos do estado.
Depois de ser vaiado ao chegar ao estádio Frei Manoel Procópio, por ter apoiado e até debochado dos colegas de oposição que votaram contra o projeto do governo, Valdinar voltou a justificar sua posição desta vez atacando o líder do governo na Assembléia, Edivaldo Holanda (PTC).
O PT tem uma resolução de apoiar o governo Jackson, além de participar do governo com secretarias e vários cargos. Depois, o governador Jackson disse que não vai retirar direitos e que esse projeto era um avanço para o funcionalismo público, declarou o parlamentar, segundo uma fonte deste blogue presente ao encontro.
Ele completou: Tive de fazer a defesa desse projeto porque sou vice-líder do governo. O líder do governo, Edivaldo Holanda, até um dia desse (sic) era do grupo Sarney e não tinha respaldo para defender um assunto como esse. Se a gente tá no governo, cabe a gente defender o governo.
O deputado recebeu o troco na hora do professor Francisco Alves. Não sei que projeto é esse que o Valdinar se refere como bom. Será que é esse que todos os servidores públicos maranhenses estão contra? Certamente não é o projeto aprovado na Assembléia na última terça-feira, em que se retirou direitos e que cortou salários, ironizou.
Bases
Na defesa da cria política, o ex-prefeito Jomar Fernandes disse que o PT é maior que suas bases e seus militantes e se o partido havia fechado questão em defender o governo Jackson, deveria fazê-lo com afinco, sem pestanejar.
Questionado sobre a posição do também imperatrizense João Batista (PP), o ex-sem terra disparou meio que enciumado: Esse sujeito aparece aqui como um bom moço e lá em São Luis faz o jogo do Sarney.
A secretária Terezinha Fernandes (Trabalho), por sua vez, discordou do marido argumentando que a legenda e seus dirigentes deveriam receber com antecedência cópias de projetos polêmicos para não votar e apoiar algo que não conheciam.
Aliado de Jomar e Valdinar, Domingos Dutra fez apenas um pequeno comentário. Tô indo visitar minhas bases no interior e depois vou a Brasília e só volto quando a poeira baixar. Eu não pari esse menino e por isso não vou criá-lo.
O candidato derrotado ao Senado Bira do Pindaré, assessor especial do governo, também preferiu sair pela tangente. Limitou-se a dizer que o cargo que ocupava não era bem o que ele queria, ressaltando que não havia recebido nada do governo e mesmo assim estava contribuindo. É mesmo, Bira! Tu só tá ganhando o contracheque, retrucou o subsecretário Sílvio Bembem (Igualdade Racial), arrancando risos da platéia.
A possível aliança PT-PSDB para as eleições em Imperatriz não foi debatida no encontro para evitar desgastes. Jomar limitou-se a citar o empresário carioca Ernani Ferraz como um possível nome de consenso para as eleições 2008.
O ex-prefeito informou ainda que o deputado Sebastião Madeira havia lhe assegurado que o PSDB apoiaria o candidato que melhor aparecesse nas pesquisas com capacidade para derrotar o prefeito Ildon Marques (PMDB) e o deputado e João Batista.
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