Formulário de Busca

Debate animado na UFMA

qui, 31/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Devido ao pedido de demissão do secretário Ney Bello (Infra-Estrutura), não pude comparecer ao debate entre os candidatos a reitor da UFMA. Só participaram do evento os professores Natalino Salgado e Chico Gonçalves.

Os dois lados cantam vitória, mas pelo que ouvi os aliados de Natalino estavam mais convincentes e eufóricos. Pelo que consegui apurar, o diretor do Hospital Universitário venceu no quesito em que Chico, que é filiado ao PT, parecia dominar: a militância.

Aos gritos de “Ah, ah… Uh, uh!!! HU não é Bambu”, eles criticavam de forma bem humorada a falta de experiência administrativa do petista. HU é Hospital Universitário e Bambu é um bar do Sá Viana ponto de encontro dos universitários.

Ao final do debate, Natalino saiu do auditório carregado pelos militantes (foto). O certo é que Chico tentou manobrar no sentido de controlar o debate. Estava acertado que o mediador do encontro seria o radialista Adalberto Melo.

Impossibilitado de participar do evento, ele foi substituído, por indicação do comitê do petista, pelo professor Glaydson Botelho, do Curso de Radialismo. Chico é o coordenador do Curso de Comunicação, o que colocaria Glaydson como suspeito de coordenar o debate.

Diante desse fato, a coordenação da eleição decidiu suspender o evento. Os aliados do petista passaram então espalhar pela universidade que Natalino estava fugindo do debate. O comitê do diretor do HU soltou nota de repúdio denunciando a “manobra” do adversário.

Diante do disse-me-disse, Natalino resolveu ir ao Auditório Central, local do debate, chegando aclamado por dezenas de militantes. A coordenação da eleição reavaliou a situação e indicou o procurador da União José Rinaldo Maya para mediar o encontro.

O professor Fernando Manzke não participou do debate porque perdeu o vôo de Imperatriz para São Luís. O próximo acontece, dia 4, véspera do pleito, nos estúdios da Rádio Universidade.

Senador defende afastamento de Jackson

qui, 31/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Encaminhei ontem um e-mail ao senador Jefferson Péres (AM), uma das vozes mais respeitadas do PDT no Congresso Nacional, questionando o porquê dele só se preocupar com a situação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), e não falar nada em relação ao caso do governador Jackson Lago, também do PDT.

“Você tem razão. Acho que ele deveria afastar-se do cargo também”, respondeu-me por e-mail o senador. Mensagem no mesmo sentido foi encaminha aos também senadores pedetistas Osmar Dias (PR), Cristóvam Buarque (DF) e João Durval (PA), mas eles ainda não deram retorno.

Mais demissões à vista

Não será surpresa para este blogue se a corregedora-geral do Estado, Néa Bello de Sá, irmã do ex-secretário Ney Bello, também pedir exoneração do cargo.

Afastado e humilhado, Ney Bello se exonera

qui, 31/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Preso durante a Operação Navalha, o secretário de Infra-Estrutura, Ney de Barros Bello, pediu hoje exoneração do cargo. Em carta encaminhada ao governador Jackson Lago, ao qual este blogue teve acesso, ele alega que “a ação investigatória de amplo conhecimento lançou uma sombra na atividade na secretaria da qual sou titular causando amplos atos de investigação para o final conhecimento da verdade real” (leia íntegra ao final desse texto).

O secretário deixa o cargo chateado e se sentindo humilhado com o fato de ter sido afastado por 60 dias de suas funções, conforme foi anunciado ontem pelo “Jornal Pequeno, espécie de “Diário Oficial” do Governo. A desculpa do governador Jackson Lago para exoneração seria uma suposta determinação da ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O deputado Ricardo Murad (PMDB) rebateu ontem essa versão em discurso na Assembléia dizendo que não houve decisão alguma e o que aconteceu foi apenas um pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, nesse sentido.

O afastamento e agora o pedido de exoneração de Ney Bello abriu uma crise no governo e entre os membros da família do agora ex-secretário. Perguntado por uma repórter da TV Globo sobre a permanência de Ney Bello no cargo, o governador respondeu, em tom ríspido, que “é você que está dizendo; pelo que eu saiba ele está é preso”.

Ao chegar a São Luís, o secretário declarou que continuaria no cargo ainda mais fortalecido porque tudo não tinha passado de “uma grande armação”. O governador determinou que a secretária Telma Pinheiro (Cidades) respondesse pela secretaria durante o afastamento de Ney Bello.

No entanto, uma ala do PDT quer que seja efetivado no cargo o subsecretário Paulo César Pernambuco, um dos irmãos Pernambuco – empreiteiros ligados ao partido. Há quem defenda também a ida do chefe da Casa Civil, Aderson Lago, para a Sinfra.

Leia abaixo a íntegra da carta de Ney Bello ao governador.

Senhor Governador,

Durante um ano e dez meses venho tendo a suprema honra de servir ao povo maranhense na qualidade de Secretário de Estado de Infra-Estrutura. Em meio a esta honrosa missão tive o orgulho de gozar de vossa confiança e apoio nos últimos cinco meses, quando sonhamos juntos por um Maranhão melhor.

Sucede, entretanto, que a ação investigatória de amplo conhecimento lançou uma sombra de dúvida na atividade da Secretaria da qual sou titular, causando amplos atos de investigação para o final conhecimento da verdade real.

A Sra. Ministra agiu movida pelo desejo de melhor conhecer os fatos apurados quando decidiu pelo afastamento provisório – por sessenta dias – de todos os detentores de funções públicas que se encontram investigados em todo o Brasil.

De minha parte, compreendendo e respeitando a decisão judicial da qual tomei conhecimento, penso que um irretorquível pedido de exoneração é o que melhor se coaduna com meu senso de homem público que sempre pôs o Maranhão acima das motivações pessoais.

Tranqüilo em minha consciência, sabedor dos atos que pratiquei e, principalmente, das condutas nas quais não incorri, sigo aguardando o desenrolar dos fatos, certo de que a verdade prevalecerá ao final de todo procedimento.

Todos os meus anos dedicados ao Maranhão, toda a minha conduta ilibada que de todos é conhecida e toda a minha prática diariamente demonstrada, fazem com que minha confiança na Justiça seja mais forte do que os ecos de uma acusação absurda.

Por tais razões, meu Governador, e ainda por ser sabedor de que o tempo se encarregará de demonstrar aos nossos detratores a veleidade das acusações que nos lançam, peço-lhe, em caráter irrevogável, a exoneração do cargo de secretário de Estado da Infra-Estrutura do Maranhão, não sem antes lhe dizer que acredito que o povo do nosso Estado e a Justiça saberão reconhecer a legitimidade de um Governo eleito, que sempre se portou conforme os mais altos princípios republicanos.

Atenciosamente,
Ney Bello
Engenheiro civil

Fim do mistério

O deputado Ricardo Murad revelou hoje na Assembléia quem seriam os personagens “Zeus” e “Quantum” que aparecem num bilhete do diretor da Gautama no Maranhão, Vicente Coni, preso na Operação Navalha.

Segundo o líder da Oposição, “Quantum” é o subsecretário Santana. O apelido é uma referência ao automóvel Santana Quantum. “Zeus” seria o funcionário do órgão conhecido por Elizeu.

Segundo o bilhete onde está registrado um suposto pagamento de propina (veja acima) publicado pela revista “ISTOɔ, “Chefe Maior” seria o governador Jackson Lago, conforme gravações da Polícia Federal, e “Gordão”, o agora ex-secretário Ney Bello. “Baixinho” seria o fiscal Sebastião José Pinheiro Franco.

Cirineu nega ligação com acusados pela PF e joga culpa em cunhado de José Reinaldo

qui, 31/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Em carta encaminhada ao site “Congresso em Foco”, o ex-secretário Simão Cirineu (Planejamento) negou ligações com os investigados pela Polícia Federal na Operação Navalha e que tenha pago por pontes da Gautama no Maranhão que ligam o nada a coisa nenhuma.

Segundo ele, na sua época, a Seplan apenas liberava a cota mensal de recursos de cada secretaria para que elas fizessem seus pagamentos. Ou seja, quem pagou as pontes na versão de Cirineu foi a própria Secretaria de Infra-Estrutura (Sinfra) então comanda por João Dominice, cunhado do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB).

Cabe lembrar, porém, que nesse período, na prática, todos os pagamentos do Estado só eram feitos depois de passar pelo Conselho de Gestão, comandados por parentes do ex-governador entre os quais a ex-primeira-dama Alexandra Tavares.

Um ex-membro do Conselho de Gestão disse ao blogue que o órgão não determinava os pagamentos, mas apenas quanto deveria ser repassado pela Seplan para cada pasta. Confuso não?!

Leia abaixo a íntegra da reposta de Simão Cirineu ao “Congresso em Foco”.

“Prezados Senhores (as)

Sou economista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Por concurso público, sou funcionário do Banco Central do Brasil desde 1978, ano em que deixei o meu estado, para o qual, profissionalmente, retornei somente em junho de 2004. Portanto, 26 anos depois. No Maranhão, trabalhei como secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão até dezembro de 2006.

Exerci, ao longo desses anos, diversas funções de alta responsabilidade no setor público em Brasília e em diferentes estados. Prestei serviços no Banco Central, onde fui chefe do Departamento de Auditoria, Delegado Regional no Rio de Janeiro e em Fortaleza, entre outras funções. Na Secretaria do Tesouro Nacional, fui secretário de Controle de Haveres Financeiros e de Operações Oficiais de Crédito e secretário-adjunto do Tesouro entre 1989 e 1990. Trabalhei ainda como Secretário-Executivo do Ministério da Integração Nacional, em 2001, e Secretário-Executivo do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão em 2003. Entre 2003 e 2004, fui secretário-adjunto de Estado da Fazenda em Minas Gerais.

Vejo, neste momento, associações do meu nome feitas em matéria publicada no site “Congresso em Foco” a pessoas que, coincidentemente, trabalharam no Maranhão no mesmo período em que exerci o cargo de Secretário de Estado de Planejamento, atendendo a convite do Governador do Estado. Este é o caso do Senhor Roberto Guimarães, cuja decisão de contratação como consultor do Governo do Maranhão ocorreu antes de minha ida para a pasta. Portanto, sem qualquer interferência da minha parte.

Fala-se também da suspeição de que teria autorizado pagamentos a construtora Gautama por serviços não realizados. Esclareço que, durante minha gestão, a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Maranhão não autorizava pagamentos por qualquer serviço ou obra contratada pelo Estado. Era de responsabilidade restrita da secretaria apenas a autorização da liberação da cota mensal de cada secretaria ou órgão, a partir do Orçamento do Estado aprovado.

Para liberação da cota, era necessária a apresentação do pedido por parte da Secretaria de Estado. Era responsabilidade de cada secretaria empenhar e efetuar os pagamentos dos serviços contratados, bem como a fiscalização pela realização dos mesmos.

Em relação às referências feitas na matéria sobre um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) de 2005, que teria suscitado operações da Polícia Federal e, inclusive, servido como base para uma ação na Justiça, registro que não tenho conhecimento do meu nome estar inserido no processo final em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Faço tais esclarecimentos e afirmo categoricamente não ter qualquer relacionamento com os fatos ora sob investigação pela Polícia Federal. Não posso ser responsabilizado por licitações e pagamentos que não realizei.

Por me encontrar no exercício da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, gostaria de reiterar que os eventos citados não guardam qualquer relação com o Governo do Estado de Minas Gerais, onde a construtora objeto de investigação nunca foi contratada.

Por fim, comunico estar constituindo advogado para que possa me informar sobre os fatos mencionados na matéria e, dessa forma, prestar minha contribuição para esclarecimento dos fatos que considero de grande relevância para a sociedade, mas sobretudo, para minha vida pessoal.

Atenciosamente,

Simão Cirineu

Belo Horizonte, 30 de maio de 2007.”

As pontes místicas do Maranhão

qui, 31/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Por Tutty Vasques
Do site No Mínimo

Num país em que prostituta se apaixona, traficante se vicia e até o Ancelmo Gois coleciona dedal, francamente, não chega a ser assim tão surpreendente o advento de um empreiteiro budista.

Nada mais é esquisito no Brasil. Pra começar o cara se chama Zuleido e deu à sua empresa a razão social de Gautama, sobrenome de Sidarta, o Buda. O bigode à la Charles Bronson e o apelido ‘Mexicano’ são laicos, nada a ver com o lado espiritual deste paraibano da Bahia que nos foi apresentado no sopetão do noticiário já indo em cana, botando dinheiro pelo ladrão.

Protagonista da Operação Navalha, Zuleido Veras construiu em tempo recorde patrimônio e reputação de dar inveja ao Marcos Valério. Paralelamente à lambança regulamentar dos grandes escândalos financeiros no Brasil, o da vez tem o fascínio místico de uma trapalhada com enredo budista.

Quem quiser se aborrecer que vá ler o noticiário, nos interessa aqui um hipotético perfil zen do corrupto, e sua lógica espiritual incontestável: se você parar pra meditar profundamente sobre o que está acontecendo, vai acabar aderindo e até liderando a pouca-vergonha.

Sem querer defender o indefensável, não é difícil justificar o conceito místico daquelas pontes no Maranhão ligando nada a porra nenhuma. Afinal, como está escrito até no cardápio do Via China, “do nada viemos e ao nada voltamos”. O budismo é isso: a ponte entre o materialismo e o espiritualismo.

Um bom advogado de defesa – o que decerto não faltará a Zuleido – sustentará que aquilo que chamam de malversação do dinheiro público num matagal maranhense é na verdade a “ponte” entre as hierarquias espirituais mais elevadas e o plano da espiritualidade humana.

Imagina só um Michel Assef no caso: “O Zen Budismo, meretíssimo, é uma tentativa de se levantar uma ponte do irreal até o real.” Está dando para visualizar a cena? “Muitos de nós, senhores jurados, andamos tentando construir essa ponte entre a existência e a essência de nossa humanidade. O Zuleido a construiu no Maranhão!”

O Google está cheio de referências a essas pontes místicas que viraram karma para o empreiteiro. Aprendi pesquisando que a teoria dos chacras nada mais é que uma ponte para a consciência interior.

Zuleido talvez tenha sido pego em pleno processo de purificação para estabelecer essa tão sonhada ponte de transição da virtude para a concentração. Duvido que o Ancelmo Gois tenha explicação melhor para a sua coleção de dedais.

Sobre o fantástico enriquecimento de Zuleido Veras, como bom budista que é, o empreiteiro pode alegar uma velha simpatia que circula no ciberespaço tântrico:

Coloque a imagem do Buda no centro de um prato branco fundo em cima da geladeira. À sua volta, vá depositando todas as moedas que entrarem em casa. Buda devolverá em dobro o que lhe derem.

Para terminar, um ensinamento de Sidarta Gautama: “A vida é uma ponte, não construas pois casas sobre ela”. Regra cósmica que, justiça seja feita, Zuleido Veras jamais transgrediu.

Deu no Blog do Josias

qui, 31/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria


Receita investiga patrimônio de Jackson

Receita Federal decidiu esquadrinhar o patrimônio de todos os suspeitos da Operação Navalha. Entre pessoas físicas e jurídicas, encontram-se sob auditagem fiscal cerca de 60 contribuintes. A lista inclui o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL); o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau; e os governadores do Maranhão, Jackson Lago (PDT) e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB).

Centralizada pela Coordenação de Fiscalização da Receita, a investigação fiscal envolve unidades do fisco em nove Estados, São Paulo entre eles. Trata-se de procedimento idêntico ao que já fora adotado em relação aos cerca de 25 suspeitos da Operação Furacão, que desbaratou a máfia do jogo e da compra de sentenças judiciais.

Somando-se os suspeitos das duas operações, o número de contribuintes postos sob fiscalização chega a quase nove dezenas. Os procedimentos da Receita encontram-se em fase preliminar. As declarações de Imposto de Renda dos investigados estão sendo cotejadas com o patrimônio e com a movimentação bancária de cada um (estimada por meio da CPMF).

Só nos casos em que forem detectadas discrepâncias serão abertos procedimentos formais de fiscalização, o que obrigará o fisco enviar uma correspondência a cada contribuinte, intimando-os a explicar as incongruências. Vencida a fase do contraditório, serão autuados aqueles que tiverem incorrido em crime de sonegação fiscal. Dessa decisão, caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.

A fiscalização está em estágio mais avançado em relação à Construtora Gautama e algumas de suas subsidiárias. As empresas do empreiteiro Zuleido Veras já estavam sendo varejadas pela Receita antes que a Operação Navalha ganhasse o noticiário. Foram detectados indícios de sonegação. Os detalhes do processo são protegidos por sigilo fiscal.

No que diz respeito à Operação Furacão, a ação da Receita alcança os magistrados suspeitos de ter vendido sentenças judiciais à máfia do jogo. São eles: Paulo Medina, do STJ; José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira, do TRF do Rio; e Ernesto da Luz Pinto Dória, do TRT de Campinas.

&

qua, 30/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

#8220;Folha#8221; e #8220;O Globo#8221; denunciam gastos de R$ 637,5 mil pelo governo em favor de Jackson

Os jornais #8220;O Globo#8221; e #8220;Folha de S. Paulo#8221; estão denunciando em suas edições de hoje que o governador Jackson Lago (PDT) gastou 637,5 mil em mídia nacional para divulgar uma nota em que se defende da acusação de receber propina de R$ 240 mil da Gautama.

Os gastos foram feitos, segundo o secretário Zeca Pinheiro (Comunicação), a título de esclarecimento à opinião pública sobre a Operação Navalha. Do valor despendido pelo Governo do Maranhão, R$ 342,5 mil foram destinados a jornais de circulação nacional; R$ 31,6 mil para os locais, e R$ 236 para as TVs.

O secretário esclareceu que o gasto foi necessário porque Jackson Lago está sendo citado como governador de Estado, e não por um problema pessoal dele. Segundo Zeca Pinheiro, a Procuradoria Geral do Estado foi consultada sobre a legalidade da publicação.

A nota tem o logotipo do Governo do Maranhão e um texto no qual é descrita #8220;a versão dos fatos amplificados pela mídia nacional#8221;. O deputado Ricardo Murad (PMDB) afirmou hoje na Assembléia que vai entrar com uma ação para que o governador devolva ao erário o que foi gasto.

De acordo com ele, Jackson Lago não poderia ter gasto o dinheiro já que o problema em que se envolveu não tem ligação com suas atribuições de governador.

Jackson nega ser propineiro e culpa sobrinhos

qua, 30/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Brasília – Ao sair nesta quarta-feira, 30, do prédio do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde prestou depoimento por mais de duas horas, o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) deixou transparecer que não tem dúvidas sobre o envolvimento de dois sobrinhos na máfia das obras, que beneficiou a construtora Gautama.

O governador reconheceu a voz de um dos sobrinhos, em diálogos que foram mostrados a ele, pela ministra do STJ, Eliana Calmon. “Isso tudo é lamentável. Estou muito triste”, afirmou Jackson Lago. Ele reiterou que não tem nenhuma participação no esquema comandado pelo empresário Zuleido Veras, dono da Gautama.

“Se fizeram alguma coisa, não foi com o meu conhecimento”, afirmou o governador. Jackson Lago disse que sua conta bancária está à disposição do STJ. “Eu mostrei à ministra que só tenho um apartamento e um carro que estou pagando em 36 meses”, afirmou o governador.

(Com informações da Agência Estado)

Depois de matar Bertin e Gerô, PM faz nova vítima

qua, 30/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Faleceu agora há pouco o doente mental José Agenor Barroso (fotos) em decorrência de um tiro que levou no pé do PM Raimundo Nonato Cantanhede. O caso ocorreu sexta-feira em Colinas.

A vítima é parente do jornalista Márcio Jerry, assessor parlamentar do deputado Flávio Dino (PC do B), que é irmão do secretário Sálvio Dino (Direitos Humanos). Devido aos problemas mentais, Agenor teria entrado numa loja da cidade para pegar um par de chuteiras.

A vendedora da loja denunciou o caso à polícia e o PM Cantanhede foi à casa do acusado. Formou-se uma confusão e Agenor acabou pegando uma faca. O policial então atirou em seu pé. Como ele era diabético, acabou morrendo.

Esse é o terceiro crime praticado pela polícia no governo Jackson Lago. As outras vítimas foram o repentista Gerô e o prefeito Bertin. Por ter noticiado o fato em seu blogue, o jornalista conhecido por Badeco, recebeu ameaças veladas de policiais de Colinas.

Leia mais nos blogues samuelcolinas.zip.net e badeco.zip.net

Novo barraco no Detran

Acontece de novo – e de novo no Detran. Ontem dois diretores trocaram socos, ofensas e pontapés dentro órgão deixando funcionários e usuários apavorados.

Segundo alguns servidores relataram ao blogue, a briga ocorreu entre o diretor de Informática, Ronaldo, e o diretor de Habilitação, Afonso. Várias pessoas deixaram as dependências do órgão diante da confusão.

Mês passado, os personagens foram outros: o diretor-geral, Fernando Palácio, e o diretor operacional, Pádua Nazareno.

Operação Navalha pega Simão Cirineu

qua, 30/05/07
por Décio Sá |
categoria Sem Categoria

Por Lúcio Lambranho
Do Congressso em Foco

As investigações da Operação Navalha no Maranhão apontam para o atual secretário da Fazenda de Minas Gerais, Simão Cirineu Dias, como uma das ligações da construtora Gautama com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda. O elo para a liberação de recursos em favor de obras da empreiteira, segundo relatório da Polícia Federal (PF), era Roberto Figueiredo Guimarães, ex-presidente do Banco Regional Brasília (BRB), preso no último dia 17.

O secretário do governador mineiro Aécio Neves (PSDB) aparece citado sete vezes nos grampos telefônicos da PF. Os diálogos revelam proximidade e cooperação entre funcionários da Gautama no Maranhão, um assessor do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o então secretário de Planejamento do estado, Simão Cirineu Dias.

Com quase 30 anos de serviços em órgãos federais e estaduais, Simão Cirineu (leia mais) foi o primeiro nome do alto escalão confirmado para o segundo mandato de Aécio. Antes de ser homem forte do governo mineiro, exerceu a função de secretário-adjunto da STN. Durante pelo menos dois anos, ele trabalhou com Roberto Figueiredo Guimarães no Tesouro Nacional.

Os dois ex-funcionários do Ministério da Fazenda se encontraram novamente no Executivo do Maranhão, um dos focos da Operação Navalha, no ano passado. Simão Cirineu, então secretário-adjunto de Fazenda do Estado de Minas Gerais, deixou o cargo em junho de 2004 para assumir a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplan) do Estado do Maranhão.

Roberto Guimarães foi contratado pela Casa Civil do governo maranhense no dia 10 de fevereiro de 2006 como consultor financeiro. O contrato, no valor de R$ 514.250,00, foi liberado sem licitação, conforme documentação anexada ao inquérito da PF.

Segundo o relatório dos policiais federais, devido ao contato entre Roberto Guimarães e Simão Cirieu, a Gautama tinha facilidade na liberação de recursos na STN:

“ROBERTO FIGUEIREDO GUIMARÃES foi Secretário do Tesouro Nacional no período de 03/1990 a 10/1992 na mesma época em que SIMÃO CIRINEU (ex-Secretário do Planejamento do Maranhão). Em razão disso, BETINHO, como é conhecido, possui influência na STN, agilizando a liberação de recursos para obras de interesse da organização, bem como relacionamento estreito com as autoridades políticas do Maranhão.”

Procurado pelo Congresso em Foco, Simão Cirineu informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre o assunto, já que é “apenas citado em conversas, nada mais”. Já o advogado de Roberto Guimarães não retornou os contatos feitos pela reportagem.

Em outro ponto do inquérito relacionado às fraudes nas construções de pontes no estado nordestino pela Gautama, a PF inclui o secretário de Fazenda de Minas Gerais entre os agentes públicos que, por terem ocupado outros cargos na administração federal, poderiam ter atuado em favor da construtora.

“Há citação de ex-servidores pertencentes ao Poder Executivo Federal, que em função de cargos já ocupados, poderiam atuar ilicitamente em favor da organização. Os dados dos servidores citados, retirados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE), estão dispostos a seguir”, diz o relatório, antes de citar Simão entre tais funcionários.

“Se já entrou a coisa, entendeu?”

As citações também revelam o contato de Simão Cirineu com outros integrantes da organização comandada pelo empreiteiro Zuleido Veras. No dia 1° de junho do ano passado, Vicente Vasconcelos Coni – diretor da Gautama e acusado de intermediar o pagamento de propinas aos servidores do Maranhão em troca da aprovação de medições irregulares em obras da construtora no estado – fala sobre Simão Cirineu em conversa com Zuleido. Roberto Guimarães também é novamente citado:

“VICENTE diz que o Secretário falou pra ele hoje que já mandou providenciar tudo… VICENTE fala que já conversou hoje com ROBERTO, pra poder ROBERTO checar com SIMÃO, se já entrou a coisa, entendeu?…, diz que ROBERTO falou que amanhã dava uma posição…”

A conversa continua, e Vicente diz “que o dinheiro já está em caixa”. E Vicente completa, numa referência ao então secretário de Planejamento do Maranhão: “Ele não pode usar esse dinheiro a não ser para pagar impostos, essas coisas… ele conseguiu fazer uma jogada aí que foi permitido ele usar nessas obras, como se fossem obras emergenciais alguma dessa coisa assim…”.

As duas citações coincidem com as funções de Simão Cirineu na Secretaria de Planejamento maranhense, durante o governo José Reinaldo Tavares (PSB). Antecessor do atual governador do estado, Jackson Lago (PDT), José Reinaldo também foi investigado pela PF e acabou sendo preso pela operação da PF, acusado de ter recebido um carro de luxo da Gautama.

“Conseguiu fazer uma jogada aí”

Mas, antes mesmo do estouro da Operação Navalha, o atual secretário de Fazenda de Minas era responsabilizado pelo repasse de verbas indevidas pela construtora de Zuleido Veras.

Ainda em maio de 2005, o jornal O Estado do Maranhão, cuja matéria faz parte dos documentos arquivados junto ao inquérito da PF, informava sobre o envio de um relatório de investigações do Ministério Público Estadual (MPE/MA) para a Procuradoria da República no Maranhão e relatava um pagamento indevido de R$ 1,5 milhão realizado pelo governo do estado.

A liberação favoreceu o consórcio Gautama/Rivoli e deveria ser usada na construção de uma ponte sobre o riacho Barro Duro, no município de Tutóia (MA). O pagamento foi realizado em dezembro de 2004, antes mesmo do início da obra, em fevereiro de 2005.

Nos documentos enviados aos promotores estaduais, base do relatório entregue à Procuradoria da República no Maranhão, Simão Cirineu confirma que o pagamento de R$ 1.557.314,65 foi realizado em regime de urgência.

Segundo a PF, o fato coincide com a referência de Zuleido Veras e Vicente Coni já citada acima: “…ele conseguiu fazer uma jogada aí que foi permitido ele usar nessas obras, como se fossem obras emergenciais alguma dessa coisa assim…”.

À época, Simão Cirineu disse ao jornal maranhense que, desde que assumiu a secretaria no Maranhão, os pagamentos deixaram de ser realizados pela sua secretaria. Antes do questionamento do MPE, ele declarou ao mesmo jornal: “’A Seplan distribui cotas orçamentárias e financeiras, e as secretarias realizam os pagamentos segundo os seus critérios. São as secretarias que realizam seus próprios empenhos e pagamentos’, declarou Cirineu”.

“Não é mais do jeito do Simão”

Em outro grampo da PF, do dia 2 de fevereiro deste ano, a conversa entre Geraldo Magela Fernandes da Rocha, assessor do ex-governador José Reinaldo Tavares e Maria de Fátima Palmeira, diretora comercial da Gautama, demonstra a aproximação da construtora durante a gestão de Simão Cirineu na Seplan-MA. Magela chega a comparar o novo chefe da pasta na gestão de Jackson Lago – sucessor, portanto, de Simão no cargo – com o marido da senadora Roseana Sarney (PMDB), Jorge Murad, que também ocupou no passado a função de secretário estadual do Maranhão:

“MAGELA diz que o planejamento de hoje não é mais do jeito de SIMÃO, foi o próprio cara do planejamento quem falou nas três vezes que esteve com ele… diz que esse cara do planejamento é centralizador, é do estilo JORGE MURAD, se não levar o assunto pra ele antes, tá morto…”

No mês seguinte, no dia 8 de março de 2007, Magela conversa diretamente com Zuleido Veras e, novamente, o nome do secretário de Fazenda de Minas Gerais aparece. O assessor do ex-governador do Maranhão informa o repasse de R$ 2,9 milhões para a construtora, mas lamenta que “infelizmente saiu “4″ pro pessoal lá da ponte..”

Magela também diz a Zuleido que “não é problema financeiro, não, é Orçamentário… e o pessoal que chegou não tem ainda o meio de campo, tem que fazer os decretos, que eles não sabem fazer…” E completa: “eles podiam recorrer isso pra gente, aqui pro BETINHO (Roberto Figueiredo Guimarães), pro SIMÃO…”.

“Só fez o que fez porque pegou confiança em Simão”

A última citação do secretário de Fazenda de Aécio Neves no inquérito da PF ocorre no diálogo entre Zuleido Veras e Roberto Figueiredo Guimarães, ex-presidente do BRB, no dia 10 de outubro de 2006. Roberto conta para o dono da Gautama que está em Brasília, após retornar do Maranhão, e que recebe em sua casa o ex-governador José Reinaldo.

O encontro é classificado pela PF como mais um gesto de aproximação para ambos falarem das obras no Maranhão. Na conversa, o ex-presidente do BRB reforça o convite para Zuleido jantar na sua casa com José Reinaldo. Após o diálogo, Roberto volta a ligar para Zuleido e diz que o jantar foi “maravilhoso” e teria contado com mais de 150 pessoas. “Estão falando sobre festa na casa de ROBERTO em que participaram os políticos ARRUDA (possivelmente o governador do Distrito Federal), JOSE REINALDO (GOV. MA) e SIMÃO (SEPLAN-MA)”, diz o relatório da PF.

Em outro momento da conversa, Roberto Figueiredo fala que o governador do Maranhão na época “surpreendeu a todos (ROBERTO e ZULEIDO) e diz que ele só fez o que fez porque pegou confiança em SIMÃO e em ROBERTO e aí mandou fazer as coisas (obras) no Estado”, revela a PF.

Em conversas entre Roberto Figueiredo Guimarães e Zuleido Veras, a PF mostra a cobrança de um pagamento, que segundo o inquérito, seria a remuneração pelo seu trabalho em favor da execução das obras contratadas, desenvolvidas ou pagas irregularmente à Gautama no Maranhão.

“Eu tô aqui no meu escritório sem dinheiro pra pagar minhas contas, Zuleido. A questão é séria, não é brincadeira. Eu vou assumir um cargo público segunda-feira. Eu não posso receber depois”, diz Roberto. O cargo em questão é justamente a presidência do BRB. Um dia após a nomeação e a sabatina na Câmara Legislativa, Zuleido liga para Roberto. “Meu presidente!”, diz Zuleido. “Grande Zuleido, cê tá bom?”, responde Roberto e continua: “Eu recebi aquelas faturas. Muito obrigado.”

Animado com o sucesso de Simão e Roberto no Maranhão, Zuleido Veras pergunta onde Simão Cirineu irá trabalhar após as eleições. Leia abaixo o diálogo:

“Z (Zuleido) diz que SIMAO seria um bom homem para trabalhar com TEOTONIO VILELA em ALAGOAS. ROBERTO diz que as contas do Estado de ALAGOAS são muito ruins e, na verdade, acrescenta que o Governador do Estado tem que ter vontade política para fazer as coisas, senão não adianta ter um bom técnico.”

Alagoas também é um dos estados onde a ação da Gautama está no alvo da PF. Cinco assessores do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB), foram presos na Operação Navalha. É público o pedido de socorro do governador alagoano aos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, ambos também tucanos.

“Num avião do governo paulista seguiram na quarta-feira passada, o secretário dos Negócios da Fazenda de São Paulo, Mauro Costa, e o secretário de Fazenda de Minas Gerais, Simão Cirineu Dias, para ajudar Vilela a descascar o abacaxi alagoano”, diz nota publicada pela revista Veja, na coluna Radar, em 22 de janeiro deste ano.

Problemas na Integração Nacional

Em maio de 2001, cinco anos após ter saído da STN, Simão Cirineu, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, na época sob gestão do ex-senador Fernando Bezerra (PTB-RN) (leia mais). Simão Cirineu foi o quarto a ocupar o posto, após a queda de seus antecessores, envolvidos com grampos da PF no caso Sudam. O atual secretário de Aécio Neves foi indicado, na época, pelo então chefe de Casa Civil, Pedro Parente.

Durante sua atuação no ministério, Simão Cirineu foi responsabilizado por parte das irregularidades apuradas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em João Pessoa (PB). O relatório ao qual o Congresso em Foco teve acesso, de 11 de março de 2005, é assinado por Alberto Oliveira da Silva, chefe da CGU na Paraíba. Leia um trecho do relatório:

“Ocorreram várias falhas cometidas pelo Ministério da Integração Nacional, tais como: ausência de cadastramento de dados do convênio no Siafi, liberação dos recursos do convênio em desacordo com o cronograma físico-financeiro, prorrogação da vigência do convênio sem confirmar, nos autos, a situação de regularidade do convenente, além de constatado trâmite acelerado do processo, prorrogação da vigência do convênio após encerrado o prazo para prestação de contas, conforme demonstrado nos itens de 5. a 5.4″.

A responsabilidade de Simão Cirineu é apontada pelos fiscais da CGU no item 5.2 e tem o título de “Liberação dos recursos do convênio em desacordo com o cronograma físico-financeiro”. Segundo o documento, um dos convênios entre a prefeitura e o ministério tinha previsto o parcelamento dos recursos em seis etapas, mas “homologou o cronograma de desembolso em parcela única e dessa forma transferiu o montante de R$ 4.764.295,46 (quatro milhões, setecentos e sessenta e quatro mil, duzentos e noventa e cinco reais e quarenta e seis centavos) ao Município de João Pessoa.”

Esse mesmo relatório da CGU serviu como base para a Operação Confraria da PF, em 22 de junho de 2005. A operação culminou com a prisão do hoje senador Cícero Lucena Filho (PSDB), ex-prefeito de João Pessoa e, na época, secretário estadual de Planejamento e presidente regional do PSDB na Paraíba. Segundo a PF, o senador fazia parte de uma quadrilha que, desde 1999, fraudou licitações na Paraíba, em Pernambuco, no Ceará e no Piauí. A CGU identificou desvios R$ 13 milhões em licitações de obras públicas.

Como o Congresso em Foco publicou (leia mais) no dia 5 de novembro de 2006, o caso foi parar na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, antes mesmo da posse de Cícero Lucena Filho. Em depoimento na comissão, no dia 31 de maio de 2006, os procuradores da República na Paraíba Antônio Edílio Magalhães Teixeira e Fábio George Nóbrega informaram aos senadores sobre a inexistência de licitações regulares para justificar a realização de obras públicas na capital da Paraíba de 1996 a 2003.

Segundo funcionários da comissão do Senado, o processo de investigação continua parado desde a saída da relatora, a ex-senadora Ana Júlia Carepa (PT), que renunciou ao mandato para ser empossada governadora do Pará. Não há norma regimental que faça o processo andar enquanto nenhum dos senadores da Casa se dispuser a pegar a relatoria da investigação.

A denúncia, que tramita em segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF), não traz o nome de Simão Cirineu no rol dos indiciados, apesar das citações sobre atos irregulares no relatório da CGU durante sua passagem pelo Ministério da Integração Nacional.



Formulário de Busca


2000-2014 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade