
Os carros de som do deputado Penaldon foram usados no protesto contra Jackson Lago
O governador Jackson Lago (PDT) não dá sorte mesmo em suas incursões pela Baixada Maranhense. Depois do vexame que foi sua visita a Mirinzal, quando discursou para ninguém (veja nos arquivos ao lado), o pedetista sentiu na pele a rejeição que a população tem pelo seu (des) governo.
Todo o problema enfrentado pelo governador desta vez foi gerado pelo deputado “neojackista” Penaldon Moreira (PSC). Eleito pela coligação que apoiou a senadora Roseana Sarney (PMDB), ele serviu de “motorista de luxo” para Jackson mês passado durante visita a Pinheiro
Como o governador ia visitar ontem Pedro do Rosário, Penaldon quis faturar mais uma vez, a exemplo do que havia feito em Pinheiro. Ele faz oposição na cidade ao prefeito Adailton Matins (PTN), aliado do presidente da Assembléia João Evangelista (PSDB).
O parlamentar mandou trios elétricos e carros de som de sua propriedade para seus aliados no município recepcionarem o pedetista. Só que o tiro saiu pela culatra. Professores em greve assumiram os veículos e começaram uma ruidosa manifestação contra o governo.
Além de anunciar obras, Jackson foi participar da inauguração de uma estátua em homenagem ao empresário Pedro do Rosário, que dá nome ao município. “Não queremos estátua, queremos estrada”, protestavam os professores que pediam mais “saúde e educação”.
O constrangimento foi geral e o governador não sabia onde enfiava a cara. Penaldon tentou justificar, mas ninguém lhe deu a mínima atenção. O deputado se desentendeu com o cidadão conhecido por Nenem (à direita na foto abaixo, de camisa branca), marido da vereadora Socorro, que foi reclamar. Por pouco, eles não foram as vias de fato. Um oficial da PM teve de intervir.
Irritado, Evangelista também deu uma bronca no companheiro de Assembléia, que, sem saída, mandou recolher os trios e carros de som da cidade.

Nenem se protege atrás da turma do “deixa-disso” enquanto oficial da PM chegava

Tadeu conversa com Jackson Lago
Depois de se encontrar com o senador José Sarney (PMDB), o prefeito Tadeu Palácio (PDT) esteve hoje cedo no Palácio dos Leões para uma conversa com o governador, possivelmente para tratar do assunto.
O encontro foi comunicado por Jackson Lago aos integrantes do Conselho Político do Governo em reunião realizada logo após a visita de Tadeu. Esse conselho foi criado depois que este blogue revelou que os deputados federais ameaçavam romper com o governo porque o pedetista não os prestigiava.
Ao listar as obras federais que seriam importantes para o Maranhão aos conselheireiros, o governador retirou da lista o Espigão da Ponta d’Areia, uma das prioridades do prefeito.
“Essa obra aqui o Tadeu disse que Sarney prometeu pra ele. Vamos ver as outras”, desdenhou, sorrindo, Jackson Lago.
Todo mundo no Vinícius de Moraes
Os governistas parecem ter escolhido o prédio Vinícius de Moraes (em frente ao Quartel da PM) para instalar seus negócios. Denunciado na Operação Navalha, o ex-procurador geral Ulisses Martins tem escritório instalado na cobertura e outras salas que servem de arquivo no térreo.
O deputado federal Roberto Rocha (PSDB) também tem duas salas no local. Agora foi o ex-governador José Reinaldo (PSB), preso na Operação Navalha, que adquiriu duas salas no prédio para montar uma ONG.
Outro que tem sala por lá é o presidente da Emap, João Castelo (PSDB).
Deu no Estado Maior
Por falar em Porto do Itaqui a coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão, traz em sua edição de hoje a seguinte nota cujo título é “Melhor Aqui”.
“Cláudio Castelo de Carvalho e Marcelo Castelo de Carvalho desembarcaram semana passada em São Luís. O primeiro trocou um emprego de engenheiro civil em São Paulo por uma assessoria técnica de R$ 11 mil no Porto do Itaqui. O segundo largou uma consultoria do Sebrae para também se tornar assessor da Emap por R$ 8,5 mil mensais. Detalhe importante: ambos são sobrinhos do presidente do órgão, João Castelo.”
De Ferrari
Um conhecido empresário do ramo automobilístico da cidade está de posse de um novo brinquedinho. Nada mais, nada menos que uma Ferrari adquirida em São Paulo por R$ 1,4 milhão.
Só o IPVA do veículo custa R$ 52 mil, o preço de dois carros populares vendidos em sua concessionária. Um técnico veio de São Paulo só para explicar ao comprador como mexer na Ferrari. O problema é saber onde ele vai testar a potência da máquina, já que as ruas da cidade são cheias de ondulações e buracos.
Violência desenfreada
O aposentado José de Sousa Castro, 61 anos, estava ontem na porta de sua casa, na rua Marcílio Dias (Lira), quando foi atingido por uma bala perdida oriunda de uma briga de gangues. Foi enterrado agora há pouco.