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Bomba!

qua, 31/10/07
por Décio Sá |
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TRE-MA requisita documentos para instruir processo de cassação contra Jackson Lago

*Juiz requisita pagamentos feitos ao JP, Imparcial e rádios
*Inquérito sobre compra de Mimi Cutrim também é solicitado
*Governo deve enviar cópias de convênios com prefeituras

Em despacho datado do último dia 24, o juiz Carlos Santana, membro da corte do TRE, determinou a tomada de várias providências no processo de impugnação de mandato eletivo movido pela coligação “Maranhão – A Força do Povo” contra o governador Jackson Lago (PDT) e o vice-governador Luís Carlos Porto (PPS) na Corte Eleitoral maranhense.

A decisão é semelhante a que o TSE tomou mês passado no recurso contra expedição de diplomas movido contra o pedetista e o socialista pela coligação. Ou seja, o governador do Maranhão responde a dois processos que podem resultar na cassação de seu mandato: um em São Luís e outro em Brasília.

Carlos Santana mandou requisitar à Polícia Federal o inquérito em que o deputado Julião Amim (PDT) e o secretário Júlio Noronha (Indústria e Comércio) são investigados sob suspeita de tentar comprar o voto do ex-prefeito Almir Cutrim, o Mimi (Olinda Nova). Ele pede ainda a cópia do processo em que um funcionário público recebeu nota de gasolina para votar no hoje governador.

A decisão determina que o TCE envie ao Tribunal Regional Eleitoral todas as ordens de pagamentos cujos convênios e contratos foram liberados entre 30 de junho e 10 de novembro de 2006, além da certidão do registro de todos os convênios celebrados entre municípios e entidades de 1º de junho e 10 de novembro do mesmo ano.

Carlos Santana requisita ainda ao Tribunal de Contas e à Secretaria de Planejamento (Seplan) todas as ordens de pagamentos feitos às empresas HM Bogéa (Jornal Pequeno), Pacotilha (O Imparcial) e às rádios Capital e Educadora.

Manda que o chefe da Casa Civil, Aderson Lago, informe sobre todas as secretarias e autarquias existentes no governo entre 1º de junho e 10 de novembro de 2006.

Requisita também às Secretarias de Saúde, Desenvolvimento Social e Agricultura cópias de nove procedimentos administrativos e convênios que teriam sido usados como moeda de troca política entre prefeitos e o governo no sentido de favorecer o então candidato do PDT.

Como se vê, o governador Jackson Lago ainda terá de “rebolar” muito diante dos tribunais se quiser continuar sentado na cadeira nº 1 do Palácio dos Leões.

Clima tenso no governo

qua, 31/10/07
por Décio Sá |
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Lourenço e Domingos Paz “balançam” nos cargos

Os secretários de Educação, Lourenço Vieira da Silva, e o de Agricultura, Domingos Paz, estão “balançando” nos cargos. Na semana passada, o governador Jackson Lago (PDT) sugeriu a Lourenço seu deslocamento para a Secretaria de Agricultura, mas ele resiste à idéia. O secretário de Educação é agronômo.

O pedetista estaria insatisfeito com o desempenho de Paz e Lourenço, daí o porquê das mudanças. Na semana passada chegou-se a especular a transferência do secretário Aderson Lago (Casa Civil) para a Educação.

Membros do próprio governo comentam que Paz entende mesmo é de “roça no toco”. O secretário, ex-presidente da Fetaema (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Maranhão), teria uma visão estreita de agricultura e resiste ao agrobusiness no estado.

Exemplo: ele lançou a campanha da aftosa este ano em Balsas, onde não há a cultura de criação de gado. Na cidade predomina a plantação de soja.

O governador teria se chateado também com auxiliar porque ele se licenciou para um tratamento sério de saúde sem avisá-lo. A pasta passou vários meses sendo dirigida por um adjunto. A doença que teria acometido o secretário é mistério dentro do próprio governo.

Deputado licenciado, Paz virou secretário devido a um acordo político com o prefeito Luís Osmany (Lago da Pedra) para que o suplente Mauro Jorge assumisse uma vaga na Assembléia.

Na época, ele foi criticado por setores do movimento de trabalhadores rurais porque seu substituto teria ligações com a UDR (União Democrática Ruralista), entidade que congrega fazendeiros. Mauro Jorge nega a ligação. Diz que seu pai é que foi dirigente da UDR no Maranhão.

Educação

Desde a semana passada, Lourenço anda irritado na secretaria. Ele vem tentando reverter a demissão da auxiliar Anny Kristen, que foi um pedido feito ao marido pela primeira-dama Clay Lago.

A gota d’água para a exoneração seria a criação de uma fundação que iria administrar R$ 98 milhões da Secretaria de Educação. No entanto, até ontem Kristen continuava dando expediente normal no governo. Ela ocupa uma sala na Secretaria de Articulação Política.

Funcionários da pasta chegaram a comentar, inclusive, sobre um possível desentendimento de Lourenço com o governador por causa da iminente mudança.

“O secretário anda irritadíssimo. Ele não fala nada sobre a possível mudança para a Agricultura e a demissão de Anny Kristen é um assunto proibido na secretaria”, revela uma fonte.

Vitória do Mearim

ter, 30/10/07
por Décio Sá |
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Documento registrado em cartório acusa José Mário de desviar mais de R$ 1 milhão

Um documento ajuizado em cartório revelado hoje à tarde pelo radialista Geraldo Castro, no programa “Abrindo o Verbo”, da rádio Mirante AM, sugere uma série de irregularidades cometidas pelo prefeito José Mário Pinto Costa (PSB) na administração da Prefeitura de .

Só para pagamentos de estradas vicinais que nunca saíram do papel e recuperação de escolas com recursos do Fundef foram desviados, entre 2005 e 2006, mais de R$ 1 milhão. O dinheiro tinha como destino despesas pessoais do próprio José Mário.

No documento constam ainda depósitos em contas dos irmãos do prefeito, um dos quais mora fora do Maranhão, pagamentos de notas fiscais frias e/ou com a mesma numeração, irregularidades diversas em processos licitatórios, entre outras já detectadas pelo TCE.

Alguns casos revelados no documento:

* A tomada de preços 02/2005, cujo objetivo era a reforma de escolas do ensino fundamental no valor de R$ 796,179 mil com recursos do Fundef, “foram subtraídos R$ 241 mil para pagamentos de débitos do prefeito”.

* Da tomada de preços 05/2005, para a aquisição de material didático no valor de R$ 297 mil também com recursos do Fundef, “teve a totalidade desviada para pagamento de despesa do prefeito”.

* A tomada de preços 08/2006, cujo objeto foi a limpeza pública no valor de R$ 301 mil, “sendo que R$ 10 mil eram depositados em conta-poupança 8164-7, agência 2771-5, de titularidade do senhor prefeito”.

* Foram encontrados pagamentos feitos ao senhor José Américo Pinto Costa, irmão de José Mário, além da remuneração pelo cargo em comissão que ele ocupava;

* Compra sem licitação efetuada na empresa JPM Costa, pertencente ao senhor José Mariano Pinto Costa, irmão do prefeito, no valor de R$ 23 mil;

* Pagamento de remuneração mensal à senhora Marlene Costa Vieira, irmã do prefeito, através da conta-corrente 158.423-5, agência 0426-0 (Bradesco), embora ela não fosse servidora nem prestasse serviço à administração por morar fora do Maranhão;

* Pagamento ao senhor José Ribamar Silva referente ao churrasco de comemoração nas eleições de 2004: 170 kg de carne, 1 carneiro de 20 kg e 18 grades de cerveja no valor de R$ 10 mil;

* Pagamente do terreno na MA-014, no povoado Jacarey, adquirido pelo prefeito do ex-prefeito Normando Farias, no valor de R$ 30 mil;

* Pagamento da reserva do veículo SW4 junto à concessionária New Land Veículos Ltda (Toyota) em Teresina (PI), cuja compra não se concretizou, mas o valor foi depositado na conta da concessionária e posteriormente devolvida à poupança 8164-7, agência 2771-5 (BB), que tem como titular José Mário;

* Pagamento de multa do vereador José Ribamar Oliveira, conhecido por Ribamar do Funrural, condenado pela justiça por irregularidades em sua gestão como presidente da Câmara de Vereadores;

* Pagamento efetuado a José Mariano Pinto Costa, irmão do prefeito, no valor de R$ 136,5 mil, para as despesas com bandas no Carnaval de 2005.

Depois dessa só chamando a polícia – a federal de preferência.

Convenção do PSDB

ter, 30/10/07
por Décio Sá |
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Vicentinho faz o que Dutra não fez

Continua repercutindo a convenção do PSDB, noticiada em primeira mão neste blogue, onde o deputado Carlos Brandão (PSDB) chamou o presidente Lula de “golpista” por supostamente ter copiado programas sociais do governo FHC.

Na edição de domingo, o jornal O Estado do Maranhão publicou artigo do deputado Pedro Fernandes (PTB) defendendo o presidente das acusações do tucano maranhense.

Hoje o deputado e ex-presidente da CUT Vicentinho (PT-SP) foi à Tribuna da Câmara para destacar o artigo.

“O deputado (Pedro Fernandes) responde a quem acusa o Governo Lula de golpe, lembrando que os juros caíram e despencou o risco Brasil de 2.000 para 170; falou dos pedágios que caíram de R$ 10 para R$ 2,80, chegando a 90 centavos; falou do programa Bolsa Família que atende a dezenas e milhões de famílias; falou do ProUni, que até o ex-ministro (Paulo Renato) elogiou; e falou do PAC, com uma previsão de 504 bilhões”, disse o petista.

E completou: “Sr. Presidente, este artigo vale a pena ser lido por todos os Deputados e todo o povo brasileiro. Este artigo saiu no jornal O Estado do Maranhão e faço deste artigo as minhas palavras. Parabéns ao nobre Deputado Pedro Fernandes”.

Enquanto isso, o “companheiro tucano” Domingos Dutra, presente à convenção do PSDB, continua na muda.

No assunto: o post que publiquei aqui sobre a participação de Dutra no evento tucano está fazendo o maior sucesso na Direção Nacional do PT. Quase todos os membros têm uma cópia. Um dos primeiros a receber foi o presidente da legenda, Ricardo Berzoini.

Ribamar Alves, um turista acidental

Passageiros que embarcaram no vôo da TAM quarta-feira às 23 horas no aeroporto de Brasília com destino a São Luís se espantaram com um passageiro meio estranho.

Um homem alto, careca, de óculos, bermuda, camiseta e sandálias havaianas vinha tranquilamente no avião como se estivesse chegando de algum piquenique.

Cochicha daqui, cochica dali, eis que se descobre quem é o tal personagem. Tratava-se, nada mais nada menos, que o presidente do PSB no Maranhão, deputado Ribamar Alves.

Enquanto o Congresso fervilhava em discussões e votações, o socialista parece que vinha ou ia para a praia. “Só faltou a prancha de surf debaixo do braço”, comentou um passageiro indignado.

No PDT de Darcy Ribeiro e Jackson, a educação é usada como moeda de troca

ter, 30/10/07
por Décio Sá |
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Desde o governo José Reinaldo a educação do Maranhão se transformou em moeda de troca política. Diretoras de escolas são indicadas por deputados, vereadores e assessores do governo em troca de apoio político.

O médico Jackson Lago assumiu o governo e nada mudou. Parece até ter piorado. Agora a coisa é tão escancarada que os “líderes” municipais pedetistas circulam até com listas de nomes de quem deve assumir as diretorias de escolas.

É o caso do ex-prefeito Júlio Matos, o Dr. Julinho (PDT), em São José de Ribamar. Ele andava com uma lista debaixo do braço de diretoras a serem substituídas na cidade

Chama-se “Relação de Professores Indicados pelo Dr. Júlio César de Sousa Matos (Dr. Julinho) para assumirem a direção das escolas públicas estaduais do município de São José de Ribamar”.

Da relação consta o nome de 10 diretoras a serem substituídas pelos professores indicados pelo pedetista. Na escola 7 de Setembro (Maiobinha), alunos planejam manifestação contrária à possível mudança de direção.

Eita que Darcy Ribeiro deve estar se revirando no túmulo. Na reprodução acima, a relação de Dr. Julinho.

(com informações do Gazeta da Ilha).

Um título mais que merecido

ter, 30/10/07
por Décio Sá |
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Foto: Paulo Soares/O Estado do Maranhão

O jornalista José de Ribamar Guimarães Corrêa recebeu ontem, na Câmara Municipal de São Luís, o título de “Cidadão Ludovicense”. Natural de Caxias e formado em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ele se emocionou durante a entrega da honraria e quase foi às lágrimas durante seu discurso. A proposta foi do vereador Ivan Sarney (PMDB).

Numa fala improvisada da tribuna, Corrêa contou que chegou a São Luís acompanhado do pai numa Maria Fumaça numa tarde ensolarada de julho de 1968. Não teve dúvida que a capital do Maranhão seria seu porto seguro.

“Se tiver um conceito de amor à primeira vista foi o que aconteceu comigo e São Luís. Fiquei tão encantado que disse para mi mesmo: aqui é meu lugar”, afirmou, quase às lágrimas.

Diretor de redação de O Estado do Maranhão desde 1992, contou aos vereadores que o jornalismo vem de família. Já em Caxias o pai era leitor habitual das revistas Cruzeiro e Manchete e ainda assinante do jornal O Globo, que chegava à cidade com três dias de atraso.

Ele contou que O Estado publica diariamente cerca de 10 matérias que de alguma forma enfocam São Luís, o que dá 3 mil reportagens por ano ou 65 mil, incluindo os cadernos especiais, desde que ele assumiu a direção do matutino.

Portanto, o título de “Cidadão Ludovicense” está em muito boas mãos.

Um governo sem hombridade

ter, 30/10/07
por Décio Sá |
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Jackson Lago e sua base de apoio reunida nos Leões: sem hombridade

O governador Jackson Lago (PDT) não tem jeito. Quando a gente pensa que ele está fazendo uma coisa boa, por convicção, eis que surge algo por trás.

Na semana passada ele anunciou – e continua nas propagandas do PDT- que o governo iria passar a pagar o salário-mínimo nacional de R$ 380,00 ao funcionalismo. Tudo balela. Na verdade, estava pressionado por uma ação que o PMDB ajuizou no Tribunal de Justiça.

Pior: reimplantou o subsídio e o salário-mínimo nacional como vencimento-base no contracheque do servidor só existe mesmo nas propagandas do PDT. Hoje ele reuniu os deputados governistas no Palácio dos Leões para anunciar a redução dos preços das passagens dos ferries boats para a Baixada Maranhense.

As passagens tiveram em média uma redução de 28% – passaram de R$ 11,00 para R$ 8,00. Crianças até 2 anos, idosos e deficientes não pagam mais. Crianças de 3 a 10 anos pagam R$ 2,00 e acima de 11 anos vão pagar R$ 8,00. O preço para o transporte das motos caiu de R$ 25,00 para R$ 18,00. Para carros, caminhões e ônibus não foi anunciada nenhuma redução.

Tudo muito bem se não fosse por um detalhe: na semana passada deputados de oposição realizaram audiência na Baixada para discutir justamente essa questão. Entre outros, estiveram na reunião os deputados Victor Mendes (PV), Maura Jorge e Chico Gomes (DEM).

Mas o governador não teve sequer a hombridade de convidá-los para anunciar tais medidas. Nesta terça-feira, a mídia amilhada estará toda lançando loas em Jackson Lago, mas sem dar esses detalhes.

A redução dos preços das passagens dos ferries seria realmente a primeira ação do governador em favor do povo do Maranhão. Essa história de mil quilômetros de estradas e 63 escolas (ora é 64, 54 ou 68, sei lá!) não é coisa desse governo

Enquanto isso, a recuperação da Estrada da Baixada já consumiu quase R$ 18 milhões e apenas 30% da obra está pronta. A rodovia, que melhorará o tráfego para a região e fará cair verdadeiramente o preço nos ferries, está intrafegável, de acordo com reportagem publicada no último domingo por O Estado do Maranhão.

Esse é o governo Jackson. Só trabalha sob pressão da oposição. Ele deveria agradecer a existência dela.

Deu em O Globo

seg, 29/10/07
por Décio Sá |
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O Turismo e a “Saliência em São Luís”

Com o título “Saliência em São Luís”, o jornalista Ancelmo Gois publicou em sua coluna em O Globo no sábado (27) a seguinte informação sobre o secretário João Martins (Turismo), apontado em enquete deste blogue como o pior auxiliar do governo.

“João Martins, presidente da Abav, foi muito aplaudido ao fazer o discurso de despedida no congresso da entidade, no Rio.

Mas, num país que luta contra o turismo sexual, tropeçou ao arriscar uma paródia do poema “Pasárgada”, de Manuel Bandeira: ‘Vou-me embora para São Luís do Maranhão/Lá tem prostitutas bonitas para a gente namorar! (…)’”.

E olha que ele teria feito tal declaração durante a presença do governador Jackson Lago, da mulher Clay Lago, e da ministra Marta Suplicy, entre outras autoridades, presentes ao evento.

Wilson Carvalho se desentende com mais um

Depois de se desentender com o adjunto Geraldo Nascimento, que teve de se abrigar na pasta comandada por Carlos Braide (Articulação dos Municípios), o secretário Wilson Carvalho (Articulação Política) agora anda às turras com o também adjunto Chico Caldas. Se bobear, ele entra até em rota de colisão até com o fiel escudeiro Edjailson, do PDT.

Como se não bastasse, o ex-deputado, que de vez em quando deixa o serviço para assistir clássicos no Maracanã, aposta e investe no rompimento do deputado Alberto Franco (PSDB) com o prefeito José Francisco Pestana (Cururupu).

Está doido para que o tucano apóie a candidatura de sua mulher à prefeitura da cidade em 2008.

Parecer do Ibama condena funcionamento da Limpfort em área residencial de São Luís

seg, 29/10/07
por Décio Sá |
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Está engavetado há mais de um mês no gabinete da superintendente do Ibama no Maranhão, Marluze Pastor, um parecer da diretoria técnica e da procuradoria do órgão indicando a necessidade de suspensão imediata dos serviços da Limpfort.

A empresa, que faz a limpeza na capital, foi denunciada por moradores da Cohama, Jardim Eldorado, Vila Fialho e Turu por causa da poluição que vem causando na região, devido pricipalmente ao chorume, líquido tóxico que escorre dos caminhões e lava as ruas e a garagem da empresa.

Existe a forte suspeita de que o chorume já possa ter atingido o lençol freático. Na garagem, segundo atestou o Ibama, há proliferação de mosquitos (dengue, inclusive), ratos e dióxido de carbono que exala dos caminhões. Na foto acima, o esgoto correndo dentro da garagem.

Os moradores fizeram a denúncia a diversos órgãos, entre eles a Sema (Secretaria de Meio Ambiente), mas nenhuma providência foi tomada. A Limport está localizada numa área residencial na Rua do Aririzal e próxima ao colégio Colméia.

Cansados das denúncias, os moradores recorreram ao Ibama que visitou o local no horário de expediente detectando os danos ambientais. Mais grave: descobriu que a garagem não tem licença, justamente onde ocorre a maior poluição.

No endereço da Limpfort está autorizado apenas o funcionamento do escritório. O parecer das diretorias do órgão é pela suspensão imediata das atividades na garagem, mas Marluze Pastor faz de conta que o assunto não é com ela.

Nota: Texto alterado às 20h40 para correção de informação.

Deu no Fantástico

seg, 29/10/07
por Décio Sá |
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Homem conta detalhes da fraude no leite

“As substâncias químicas eram tão fortes que queimavam as mãos. Em contato com elas, o leite chegava a borbulhar”, diz

Rio – O autor das denúncias de fraude contra duas cooperativas de leite do sul de Minas Gerais revelou os detalhes da adulteração. Em entrevista exclusiva ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, ele contou que testemunhou tudo em julho deste ano. Ex-funcionário de uma das empresas acusadas, disse que descobriu que botavam água oxigenada e soda cáustica no leite em conversa com os próprios colegas:

- Descobri que a empresa estava fraudando o leite através de depoimento de outras pessoas, os próprios funcionários começaram a falar entre si. O pessoal estava colocando mistura no leite, soda. Punha soda, punha açúcar, água oxigenada, várias outras a fim de exatamente fraudar o leite e não deixar vestígio – conta.

Ele conta que alguns funcionários evitavam beber o leite que produziam:

- Vários bebiam, outros ficavam com medo e nem comentavam muito. Para pessoas mais próximas da família, eu orientava a não beber leite, esse tipo de leite.

A Polícia Federal começou a agir quando o ex-funcionário procurou uma delegacia para contar tudo o que testemunhou. Na segunda-feira passada, policiais federais deram início à operação Ouro Branco e prenderam 27 pessoas em Passos, no sul de Minas, e em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O autor das denúncias conta que nem todos os funcionários sabiam da fraude:

- Alguns sabiam, outros não. Isso aí era para poucas pessoas que estavam usando o laticínio mesmo para ganhar dinheiro em cima. Participar eu nunca participei disso, mas indiretamente a gente não gostava de adulterar o leite. Por exemplo, é alimento básico das crianças, das pessoas mais velhas, idosas.

O esquema criminoso, e muito lucrativo, pode ter acontecido em outros estados. O homem que trouxe a fraude de leite à tona afirma que, a cada 100 mil litros de leite, a cooperativa ganhava 10 mil litros.

- Essa proporção era na base de 10% que eles punham essa mistura, já com água, claro, não que tenha 10% de soda ou de ácido, esse extremo assim, esses produtos na verdade eram bem pouco que colocava, mais era água mesmo – diz ele.

Segundo o ex-funcionário, a adulteração vinha ocorrendo há mais de um ano. A denúncia foi comprovada em menos de dois meses. Exames feitos pelo Ministério da Agricultura em agosto, a pedido da PF, comprovaram a suspeita de adulteração do leite produzido pelas duas cooperativas.

Amostras foram colhidas nos tanques de caminhões que transportavam leite cru. Os laudos revelaram fraude por adição de peróxido de hidrogênio, também conhecido como água oxigenada.

Treze pessoas ouvidas pela PF acusaram o engenheiro químico Pedro Renato Borges, preso na operação, de ser o autor da fórmula de adulteração do leite. Ele foi solto neste sábado por decisão da Justiça:

- No decorrer do interrogatório, percebemos que mais de 15 interrogados indicavam como sendo um químico do estado de São Paulo que teria fornecido a fórmula. Imediatamente representamos ao juiz federal que concedeu o mandado de prisão e procedemos a prisão desse químico – afirma o delegado da Polícia Federal Ricardo Ruiz Silva.

O leite produzido nas fazendas era vendido para as cooperativas. Ali ele era adulterado com dois objetivos: aumentar o volume e mascarar a má qualidade do produto. Primeiro, era adicionado o soro, que é a sobra da fabricação de queijo, muitas vezes usado para alimentar porcos. Depois se misturava água oxigenada, para matar as bactérias do leite contaminado pelo soro e aumentar o prazo de validade. E em alguns casos, também se jogava soda cáustica, para baixar a acidez da mistura.

- Prejuízo nutricional ocorre, há comprometimento muito severo de proteínas que são consideradas essenciais para o ser humano e conseqüentemente afetam toda a linha de produção daí para frente – diz Leorges Fonseca, do Laboratório de análise do leite da UFMG

Depois do primeiro depoimento do homem que revelou o esquema do leite, a fraude foi confirmada por mais três pessoas. Eram ex-funcionários da cooperativa Casmil, de Passos. Um deles declarou que a empresa comprava leite azedo e alegou que era orientado a adicionar produtos químicos para “recuperar o leite”. Entre eles, citou água oxigenada e soda cáustica.

O ex-funcionário contou que subia nos caminhões de leite e fazia a adulteração ali mesmo, dentro dos tanques. Em depoimento, disse: “As substâncias químicas eram tão fortes que queimavam as mãos. Em contato com elas, o leite chegava a borbulhar”.

- O cidadão que imagina estar consumindo leite, ele está consumindo qualquer outra coisa, menos o leite – diz o promotor de Justiça Cristiano Cassiolato.

O “Fantástico” também teve acesso, com exclusividade, aos depoimentos de dois dos principais envolvidos na fraude na outra cooperativa, a Coopervale, de Uberaba. Os dois descrevem com detalhes a fórmula da adulteração: soda cáustica, sal, açúcar, citrato de sódio, ácido cítrico e água. O objetivo ali era o mesmo: aumentar a durabilidade e o volume do leite.

Um dos ex-funcionários da Casmil acusou os fiscais do SIF – Serviço de Inspeção Federal, que é ligado ao Ministério da Agricultura. Afirmou que eles sabiam do esquema criminoso, mas faziam “vista grossa”.

Das 27 pessoas presas na segunda-feira, dois eram fiscais do Ministério da Agricultura. Em nota, o Ministério informou que eles vão responder a processo e, se comprovado envolvimento na fraude, serão demitidos.

Os donos das duas cooperativas denunciadas, em Minas Gerais, estão presos na penitenciária de Uberaba.

Leia mais aqui no Globo Online.



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