Confiante na vitória, Sarney descarta traições; Animado, Tião corre contra o tempo para virar o jogo
Brasília - O senador José Sarney (PMDB-AP) disse neste sábado não temer traições de partidos ou parlamentares que declararam apoio ao seu nome na disputa pela presidência do Senado. Otimista com a vitória na segunda-feira, Sarney disse que “essa palavra traição não existe”. “Dentro do Congresso não existe isso”, minimizou o parlamentar. Apesar de ter passado todo o sábado negociando apoios com aliados em sua residência, Sarney disse que “simples telefonemas” não vão mudar a disposição da maioria da Casa –uma vez que os senadores já estão conscientes de suas escolhas.
Sarney disse esperar uma “grande e folgada vitória” para a presidência do Senado. “Não estou de maneira nenhuma preocupado e tenho a certeza que essa convocação que me foi feita pelos meus colegas de Senado, pelos partidos, especialmente pelo meu partido, certamente ela me assegura uma grande e folgada vitória”, afirmou.
Apesar de contar com o apoio da maioria dos partidos da Casa, Sarney disse que as eleições serão definidas pelos votos individuais dos senadores. “Não conto com partidos. O Senado tem uma característica, que é a convivência dentro da Casa, de maneira que todos sabem julgar as pessoas e os partidos são secundários neste momento de decisão”, afirmou.
Tucanos
Sarney lamentou a decisão da bancada do PSDB do Senado, composta por 13 senadores, de apoiar o também candidato à presidência da Casa Tião Viana (PT-AC). “Seria muito bom que ele [PSDB] estivesse junto conosco neste trabalho que nós pretendemos fazer de renovação, de reerguer o Senado”, disse. Na opinião do senador, o PSDB vai fazer falta em seu bloco de apoio pelos nomes de “qualidade” que estão na legenda.
Apesar da decisão dos tucanos, o peemedebista disse que espera contar com o apoio de todos os parlamentares ao longo do seu mandato caso seja eleito presidente na segunda-feira. O senador disse que, se vencer as eleições, vai respeitar a tradição da Casa de compor a Mesa Diretora com base nos tamanhos das bancadas representadas no Senado.
O PSDB reivindica a primeira vice-presidência do Senado, responsável por substituir o presidente em casos de sua ausência. O partido ainda espera ficar com a quarta secretaria da Mesa, assim como a presidência de comissões importantes do Senado.
Negociações
Assim como Sarney, Tião também passou o dia em seu gabinete, no Senado, negociando apoios para a sua candidatura. Embora numericamente o petista conte com uma adesão menor de partidos ao seu nome, ele se mostra otimista porque espera traições de partidos que já declararam apoio a Sarney.”Será uma disputa apertada, mas o ambiente de virada é consistente, muito forte”, afirmou o petista.
(Com informações da Folha Online).
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Brasília – A decisão do PSDB em apoiar a candidatura do petista Tião Viana (AC) à presidência do Senado abriu uma crise entre os tucanos. Apenas algumas horas depois de o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), ter telefonado para comunicar a decisão a Tião Viana, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) anunciou que não acompanhará a bancada e votará no peemedebista José Sarney (AP), representante de seu estado.