Sarney recebe apoios e diz que não se licencia
O senador José Sarney negou agora à noite, por intermédio de sua assessoria de imprensa, a possibilidade de se afastar da presidência do Senado por conta da “campanha” que a chamada grande imprensa e adversários do presidente Lula fazem contra ele. Sarney afirmou que a proposta não está sequer em análise e negou ainda que esteja sofrendo qualquer tipo de pressão de familiares para deixar o cargo, conforme noticiado pela colunista Mônica Bergamo.
O dia foi de demonstração de força pró-Sarney. O PSOL, da vereadora porralouca Heloísa Helena, ajuizou representação no Conselho de Ética contra o maranhense e o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). A ex-senadora pode ser cassada pelos vereadores da Câmara de Maceió (AL) por chamar a colega Teresa Nelma (PSB) de “porca trapaceira”.
O DEM também retirou o apoio que mantinha a Sarney. O PDT, ressentido com a cassação de Jackson Lago, pediu que ele se licencie por 60 dias. No entanto, o PMDB, PRB, PCdoB e PTB, entre outros, mantiveram-se firmes com o presidente do Senado. “Muitas das denúncias surgiram com a implantação do Portal da Transparência. O presidente Sarney tem tomado todas as providências e não pode ser responsabilizado por atos escusos de alguns servidores. A crise é política”, disse o líder peemedebista Valdir Raupp (RO). “Eu acho isso tudo uma grande covardia com Sarney. Não acredito que alguém com a história dele tenha feito algum ato para beneficiar alguém”, completou Wellington Salgado (PMDB-MG).
PT está discutindo o assunto. No entanto, a líder Ideli Salvati (SC) saiu em defesa de Sarney. Lamentou que alguns colegas estejam querendo individualizar o problema em cima apenas do presidente. “Não é nada recente, não é nada novo. É tudo muito antigo e tudo a muitas mãos. Por isso é que eu fico um pouco incomodada quando vejo a tendência a personalizar um problema que é da estrutura deste poder”, analisou.
Ela completou: “Para nós do PT é muito importante que aconteçam as mudanças, as ações, as investigações. O presidente Sarney está tomando todas as providências. Sou terminantemente contra qualquer providência que personalize ou tente imputar culpa a um único parlamentar; até pelo respeito que todos nós devemos ter para com cada um que aqui chegou, com os votos da população, representando cada um o seu estado”, declarou.
Eduardo Suplicy (SP) deu declarações no mesmo sentido e até se disse espantado com o discurso agressivo de Arthur Virgílio (PSDB-AM). “Nós temos de fazer um esforço coletivo para apurar os fatos, muitos dos quais o presidente já tomou as devidas providências”, assinalou.
No entanto, o falso moralista do Amazonas – recebeu R$ 10 mil de Agaciel, o Senado pagou R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe e tem assessores com diversos parentes em seu gabinete – voltou à tribuna para pedir o afastamento temporário de Sarney. Ele e o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), sugeriram a criação de uma comissão suprartidária para conduzir a Casa num hipotético pedido de licença do ex-presidente da República.
Não prestou. O primeiro vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), partiu com tudo para cima dos colegas tucanos.Voou pena para todo lado. “Sou vice-presidente e não aceito ser diminuído como senador. Querem criar uma comissão e passar por cima da atual mesa. Isso eu não aceito”, protestou. “Isso é golpe, e golpe eu não aceito. Se os senhores quiserem peçam logo a renúncia da mesa toda e não só do presidente Sarney. Nós estamos tomando providências em relação todas as denúncias. Essa não é uma solução para resolver a crise. É para criar mais crise”, protestou o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI).
rss do blog
A Executiva do Diretório Estadual do PMDB do Maranhão acaba de divulgar nota em apoio ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, que vem sendo vítima de uma “campanha difamatória” cujo objetivo é tentar afastá-lo do comando do Senado. Sarney divulgou nota hoje afirmando nem pensar nessa hipótese.
Na ânsia de tentar atingir o presidente do Senado, José Sarney, o jornalista Ricardo Noblat, que tem contrato de R$ 40 mil com o Senado, comete algumas “irresponsabilidades”. Sob o título, “a nova dor de cabeça de Roseana”, ele tentou criar hoje um factóide com o fato do vice-governador João Alberto (PMDB), num gesto de civilidade política, ter passado o cargo ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB).
Em sua carta ao blog (leia post abaixo) o eterno secretário de Administração, Luciano Moreira, me chama de “irresponsável”. Ele tem toda razão. E por causa da “irresponsabilidade” de maranhenses de bem como eu que gente como ele continua ocupando cargos de destaque no estado.
Um grupo de entidades estudantis e juventude maranhenses lançou ontem manifesto em defesa do presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney. Intitulado “Sarney, o nosso orgulho!”, o documento classifica de “perseguição” as denúncias que tentam atingir o ex-presidente da República.
Por essa o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) não esperava. Chateado com a notícia da ISTOÉ de que sua mãe teria consumido R$ 723 mil em tratamento de saúde do Senado e ele próprio feito um empréstimo de R$ 10 mil junto a Agaciel Maia para resolver problema em seu cartao de crédito durante viagem ao exterior (leia post abaixo), o tucano foi à tribuna se defender usando a estratégia de atacar. Atribuiu as informações ao ex diretor-geral da Casa, a quem chamou de “pústula”. Depois de um longo desabafo, leu uma representação no Conselho de Ética que apresentará contra o presidente José Sarney (PMDB). “Se eu tivesse que pedir dinheiro emprestado, ligava para um amigo rico”, afirmou sobre o empréstimo.
De Minas Gerais, o governador tucano Aécio Neves também saiu em defesa do ex-presidente da República (foto acima). Disse que o Senado tem problemas e precisa de reformas, mas que está convicto que Sarney saberá enfrentá-los, pois “tem história política para isso”. “Acho que tem problemas sim, os problemas devem ser enfrentados. E eu tenho convicção de que o presidente Sarney saberá enfrentá-los”, afirmou ele, ao lado do deputado Sarney Filho (PV-MA). “É um homem que teve um papel muito importante no momento mais, talvez, importante nas últimas décadas, que foi o da transição democrática.”
“Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.