Formulário de Busca

Sarney recebe apoios e diz que não se licencia

ter, 30/06/09
por Décio Sá |

O senador José Sarney negou agora à noite, por intermédio de sua assessoria de imprensa, a possibilidade de se afastar da presidência do Senado por conta da “campanha” que a chamada grande imprensa e adversários do presidente Lula fazem contra ele. Sarney afirmou que a proposta não está sequer em análise e negou ainda que esteja sofrendo qualquer tipo de pressão de familiares para deixar o cargo, conforme noticiado pela colunista Mônica Bergamo.

ideli300609.jpgO dia foi de demonstração de força pró-Sarney. O PSOL, da vereadora porralouca Heloísa Helena, ajuizou representação no Conselho de Ética contra o maranhense e o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). A ex-senadora pode ser cassada pelos vereadores da Câmara de Maceió (AL) por chamar a colega Teresa Nelma (PSB) de “porca trapaceira”.

O DEM também retirou o apoio que mantinha a Sarney. O PDT, ressentido com a cassação de Jackson Lago, pediu que ele se licencie por 60 dias. No entanto, o PMDB, PRB, PCdoB e PTB, entre outros, mantiveram-se firmes com o presidente do Senado. “Muitas das denúncias surgiram com a implantação do Portal da Transparência. O presidente Sarney tem tomado todas as providências e não pode ser responsabilizado por atos escusos de alguns servidores. A crise é política”, disse o líder peemedebista Valdir Raupp (RO). “Eu acho isso tudo uma grande covardia com Sarney. Não acredito que alguém com a história dele tenha feito algum ato para beneficiar alguém”, completou Wellington Salgado (PMDB-MG).

PT está discutindo o assunto. No entanto, a líder Ideli Salvati (SC) saiu em defesa de Sarney. Lamentou que alguns colegas estejam querendo individualizar o problema em cima apenas do presidente. “Não é nada recente, não é nada novo. É tudo muito antigo e tudo a muitas mãos. Por isso é que eu fico um pouco incomodada quando vejo a tendência a personalizar um problema que é da estrutura deste poder”, analisou.

Ela completou: “Para nós do PT é muito importante que aconteçam as mudanças, as ações, as investigações. O presidente Sarney está tomando todas as providências. Sou terminantemente contra qualquer providência que personalize ou tente imputar culpa a um único parlamentar; até pelo respeito que todos nós devemos ter para com cada um que aqui chegou, com os votos da população, representando cada um o seu estado”, declarou.

Eduardo Suplicy (SP) deu declarações no mesmo sentido e até se disse espantado com o discurso agressivo de Arthur Virgílio (PSDB-AM). “Nós temos de fazer um esforço coletivo para apurar os fatos, muitos dos quais o presidente já tomou as devidas providências”, assinalou.

marconi-300609.jpgNo entanto, o falso moralista do Amazonas – recebeu R$ 10 mil de Agaciel, o Senado pagou R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe e tem assessores com diversos parentes em seu gabinete – voltou à tribuna para pedir o afastamento temporário de Sarney. Ele e o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), sugeriram a criação de uma comissão suprartidária para conduzir a Casa num  hipotético pedido de licença do ex-presidente da República.

Não prestou. O primeiro vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), partiu com tudo para cima dos colegas tucanos.Voou pena para todo lado. “Sou vice-presidente e não aceito ser diminuído como senador. Querem criar uma comissão e passar por cima da atual mesa. Isso eu não aceito”, protestou. “Isso é golpe, e golpe eu não aceito. Se os senhores quiserem peçam logo a renúncia da mesa toda e não só do presidente Sarney. Nós estamos tomando providências em relação todas as denúncias. Essa não é uma solução para resolver a crise. É para criar mais crise”, protestou o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI).

Em nota, PMDB afirma que campanha contra Sarney é “diatribes dos desesperados” com o governo Lula

ter, 30/06/09
por Décio Sá |

pmdb-300609.jpgA Executiva do Diretório Estadual do PMDB do Maranhão acaba de divulgar nota em apoio ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, que vem sendo vítima de uma “campanha difamatória” cujo objetivo é tentar afastá-lo do comando do Senado. Sarney divulgou nota hoje afirmando nem pensar nessa hipótese. 

Segundo o documento, a razão desse movimento é enfraquecer o poder de articulação de Sarney no partido para dificultar uma aliança da legenda com o PT do presidente Lula nas eleições do próximo ano. “O PMDB espera que os interesses maiores do País e do Estado se sobreponham às diatribes dos desesperados com o sucesso do governo Lula”, diz o documento, ressaltando que tentam atribuir fatos a Sarney que não são de sua responsabilidade.

Abaixo, a íntegra da nota:

Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB
Diretório Estadual do Maranhão

Nota Oficial

A Comissão Executiva do Diretório Estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, pela unanimidade de seus membros, diante da campanha midiática feita contra o senador José Sarney, presidente do Congresso Nacional, ex-presidente da República e líder inconteste de nosso partido, vem a público prestar-lhe solidariedade, diante do que representa para a vida pública e para as instituições de nosso país, como um dos principais artífices da moderna democracia brasileira.

É certo que a principal e verdadeira razão da campanha difamatória é o apoio do senador José Sarney ao presidente Lula. Tentam afastá-lo da cena política temendo sua ação fundamental para a definição das forças que disputarão as eleições presidenciais em 2010.

Não se pode deixar de destacar que não pertence ao senador José Sarney a responsabilidade que pretendem lhe atribuir. Os fatos copiosamente noticiados não partiram de sua iniciativa. Sequer ocupava a direção do Senado da República quando foram cometidos, quer quanto à nomeação de pessoas, quer no que respeita a intermediação de empréstimos a funcionários públicos. Os esclarecimentos da instituição bancária (HSBC) são suficientes para comprovar a retidão das operações realizadas.

Por outro lado, ninguém pode ser responsável por atos de quem nomeou, por indicação quase unânime das lideranças partidárias da Câmara Alta, praticados muitos anos após a investidura no cargo. Se pudesse ser transferido o ônus, seria para os dirigentes contemporâneos às ações agora ditas irregulares. Nunca a quem manda apurar os fatos, para determinar as responsabilidades.

O PMDB do Maranhão espera que os interesses maiores do País e do Estado se sobreponham às diatribes dos desesperados com o sucesso do governo Lula e confia que as medidas tomadas pelo senador José Sarney não deixem atingir a dignidade do Senado da República, por ter certeza que não conseguirão atingir a honra de nosso ilustre conterrâneo.

São Luís (MA), 30 de junho de 2009.

Remi Ribeiro Oliveira
1º Vice-presidente no exercício da Presidência
Deputado Federal Pedro Novais
2º Vice-presidente
Deputado Federal Gastão Dias Vieira
3º Vice-presidente
Deputado Federal Sétimo Waquim
1º Vogal
Deputado Federal Albérico de França Ferreira Filho
2º Vogal
Deputado Estadual Jurandir Ferro do Lago Filho
Secretário-geral
Deputado Estadual Francisco Dantas Ribeiro Filho
Secretário-adjunto
Flávio Trindade Jerônimo
2º Tesoureiro
Mário José Dias Carneiro
1º Tesoureiro
Salomão Silva Sousa
4º Vogal.

Senado rejeita nome Nicolao Dino para CNMP

ter, 30/06/09
por Décio Sá |
categoria Judiciário

Brasília – O Plenário do Senado acaba de rejeitar a indicação do procurador regional da república Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, com 31 votos contrários e 22 favoráveis, para a composição do Conselho Nacional do Ministério Público. A indicação foi feita pela Procuradoria Geral da República.

O senador Demóstenes Torres (DEM-PI) lamentou a rejeição do nome e afirmou que sua rejeição se deveu a um protesto dos senadores contra a atuação de alguns procuradores do Ministério Público. O Senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que não há nada que desabone Nicolao Dino e sugeriu que o sufrágio anterior fosse anulado e a indicação fosse novamente colocada em votação.

(Agência Senado).

Ricardo Noblat: mais um factóide contra Sarney

ter, 30/06/09
por Décio Sá |
categoria Política local

joao-alberto-e-marcelo-300609.jpgNa ânsia de tentar atingir o presidente do Senado, José Sarney, o jornalista Ricardo Noblat, que tem contrato de R$ 40 mil com o Senado, comete algumas “irresponsabilidades”. Sob o título, “a nova dor de cabeça de Roseana”, ele tentou criar hoje um factóide com o fato do vice-governador João Alberto (PMDB), num gesto de civilidade política, ter passado o cargo ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB).

“Quem viu por aí João Alberto de Souza, 73 anos de idade, atual vice-governador do Maranhão pelo PMDB? Desapareceu. Pode estar ainda em Brasília. Ou ter voltado a São Luís e se refugiado em casa – não se sabe por que”, escreceu Noblat tentando criar cizânia entre o vice e Roseana (veja aqui).

Se tivesse o mínimo de cuidado em acessar a página do governo do Maranhão (aqui), Noblat saberia onde estava João Alberto. Hoje pela manhã ele reassumiu o comando do estado depois da interinidade de Marcelo. A solenidade de retransmissão do cargo foi realizada no Palácio Henrique de La Rocque e contou com presença do secretário-chefe da Casa Civil, João Abreu.

“Estou de volta ao trabalho e tenho certeza que vou encontrar o governo como deixei, sem nenhum problema a resolver. Volto ao batente com muita vontade de continuar o trabalho da governadora Roseana Sarney, que se recupera em Brasília”, disse João Alberto.

O presidente da Assembleia contou que desde o primeiro momento em que assumiu o governo se propôs a manter um ambiente de normalidade dos poderes e foi o que fez. “Ao mesmo tempo, dei indicação do que eu entendia que podia ser feito sem parecer oportunismo ou qualquer atitude demagógica”, observou.

Já Roseana deve retornar ao Maranhão ainda esta semana, mas, segundo informou o governador em exercício, só deverá reassumir o governo no próximo mês.

E assim se colocou por terra mais um factóide da turma de José Serra.

Luciano Moreira, o verdadeiro “irresponsável”

ter, 30/06/09
por Décio Sá |
categoria Política local

luciano-moreira-o-irresponsavel.jpgEm sua carta ao blog (leia post abaixo) o eterno secretário de Administração, Luciano Moreira, me chama de “irresponsável”. Ele tem toda razão. E por causa da “irresponsabilidade” de maranhenses de bem como eu que gente como ele continua ocupando cargos de destaque no estado.

Vamos aos fatos. Luciano anda chateado porque escrevi aqui que ele é “tido” como “inimigo dos servidores”. Realmente foi uma “irresponsabilidade” minha. Ele não é “tido”. Ele é inimigo mesmo. Quem diz isso não sou eu. Quem diz são os servidores. “Mas é a pura verdade. O pessoal não gosta dele. Ele fica brecando as coisas”, afirma Cleinaldo Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais. Sobre o fim do subsídio, o sindicalista é claro: “Ele diz ser contra, mas a gente quer ver é ação. Fica só no discurso. O problema de Luciano é esse: muita conversa e pouca ação”.

Há cerca de 15 anos no posto, Luciano é daqueles tecnocratas que, por decorarem meia dúzia de frases difíceis, acha ser a última planilha de Excel no deserto. Sua gestão nos governos Lobão e, principalmente, nos dois governos Roseana, foi tão desastrosa que virou um dos principais motes políticos na última campanha dos adversários da ex-senadora. Por pouco ele não vira secretário de Educação agora. Só não foi porque a classe política repudiou a intenção de Roseana em nomeá-lo para a pasta.

Diz nunca ter enfrentado uma greve sequer no estado. Pode ser. Está há tanto tempo à frente do cargo que a gente nem consegue lembrar direito do passado. Do passado, diga-se de antemão. Pois no presente a afirmativa de Luciano não condiz muito com a realidade. Auditores do estado estão em greve desde que Roseana assumiu o governo novamente. Não se tem notícia de alguma ação sua para pôr fim à paralisação.  Greve essa que só beneficia os “balaios” que deveriam estar sendo investigados pelas falcatruas nos governos Jackson Lago (PDT) e José Reinaldo (PSB) – muitos deles, inclusive em altas patentes, protegidos sob as asas de Luciano.

O secretário afirma ser contra, sim, “o servidor público que não trabalha, oportunista, que vê o Estado apenas como ‘cabide de emprego’”. Talvez não tenha sido esse o motivo que o fez convencer a direção do Porto do Itaqui a conseguir uma “boquinha” para a mulher na Emap, segundo ele mesmo admitiu em uma conversa com o professor Hostilio Caio ao saber que este blog iria detonar a história.

Já oportunismo quem andou vendo em março foi o ex-governador e deputado estadual Flamarion Portela (PTC), de Roraima. Durante a gestão de Luciano na Secretaria de Educação daquele estado, ele denunciou, da Tribuna da Assembleia, que a pasta estaria favorecendo empresas em licitações para aquisição de kits de fardamento e merenda escolar. O fato resultou até numa representação do Ministério Público (veja aqui).

Tudo, segundo o deputado, atos de pura “irresponsabilidade”. De Luciano Moreira.

Para Luciano Moreira, o “irresponsável” sou eu

ter, 30/06/09
por Décio Sá |
categoria Política local

Recebo do secretário de Administração, Luciano Moreira, a seguinte carta:

Décio Sá,

luciano-moreira-o-irresponsavel.jpg“Durante mais de 20 anos ocupando cargos de chefia na administração pública já convivi com muitos jornalistas, principalmente nos Estados do Ceará, Maranhão e Roraima. O Senhor, no entanto, pelo pouco que sei a seu respeito, já se notabilizou por ser, dentre todos, o que divulga de forma mais irresponsável notícias que assina. Pelo visto, o senhor também conhece muito pouco de mim. Sirvo-me, portanto, deste comentário, que certamente será publicado na íntegra, sem cortes ou edições, para que saibas mais de mim e do que penso.

Sou Luciano Moreira, natural do Ceará, servidor público de carreira, atual secretário Estadual de Administração. Esse fato, por si só, já é um indício de que, pela mencionada classe profissional tenho o maior respeito e zelo. Para o seu conhecimento, somente à testa da Secretaria de Administração, nas gestões de Edson Lobão e Roseana Sarney, apenas no que pertine, de forma direta ou indireta, aos servidores públicos, fui responsável, evidentemente com o aval dos então governadores, pelos seguintes projetos e realizações:

Primeiro grande concurso público do Estado do Maranhão (12.000 vagas);
Lei de Diretrizes e Bases da Administração Pública (de iniciativa do Governador do Estado. Até hoje em vigor);
Criação da Escola de Governo;
Criação do Programa de Apoio ao Aposentado (PAI) que contempla mais de 13.000 associados;
Criação do Shopping do Cidadão (atual Viva Cidadão), serviço prestado predominantemente por servidores públicos efetivos, que há anos recebe avaliação diária de forma positiva da comunidade e é o único do gênero que no Brasil já recebeu a Certificação ISO 9001;
Elevação do vencimento base do servidor para, pelo menos, valor igual ao salário mínimo, situação que, no governo anterior (Jackson Lago), foi completamente modificada;
Revitalização do hospital do servidor público (Carlos Macieira) que, dentre os indicadores de maior destaque, chegou a ofereceu 30.000 consultas mensais (na administração passada a média foi de 7.000);
Criação de programa habitacional (Minha Casa) que, de forma transparente, contemplou mais de 5.000 servidores;

Observação importante: durante os governos Edson Lobão e Roseana Sarney, nos períodos em atuei como secretário de Administração, não houve nenhuma greve de servidores. Senhor Jornalista, para seu conhecimento, sou sim contra o servidor público que não trabalha e oportunista, que vê o Estado apenas como “cabide de emprego”. Sou, no entanto, fervoroso defensor daqueles que se empenham, dos que se dedicam com responsabilidade à sua função, dos que buscam, ainda que com dificuldade, sua capacitação profissional, dos que vêem no cidadão comum, o destinatário maior de seus esforços.

Sobre o ponto específico da sua matéria, saiba que sou radicalmente contra o sistema de subsídio como forma de remuneração do funcionalismo público. É realmente muito estranho o fato de associares a mim a figura de “inimigo” do servidor e de defensor do subsídio. Além de nunca o jornalista ter ouvido isso da minha boca, a minha história como secretário demonstra justamente o inverso da sua afirmação.

Saiba, finalmente, que, no que depender de mim, continuarei defendendo junto à Governadora, não só o fim do subsídio, mas também a melhoria salarial e o aperfeiçoamento da capacitação técnica dos servidores estaduais.”

Luciano Moreira.

Estudantes lançam manifesto pró-Sarney

ter, 30/06/09
por Décio Sá |
categoria Política local

sarney-estudantes-300609.jpgUm grupo de entidades estudantis e juventude maranhenses lançou ontem manifesto em defesa do presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney. Intitulado “Sarney, o nosso orgulho!”, o documento classifica de “perseguição” as denúncias que tentam atingir o ex-presidente da República.
 
Os estudantes prometem ir às ruas para pedir a permanência de Sarney na presidência do Senado e a moralização na política no país. “Toda essa perseguição é por conta da moralização que Sarney está promovendo no Senado e pela afinidade com o presidente Lula”, ressalta o documento.
 
Os estudantes lembram que foi o ex-presidente da República, em 1985, quem sancionou a Lei do Grêmio Estudantil e restabeleceu as eleições diretas para prefeito, o voto aos analfabetos e aos maiores de 16 anos. Na foto de março, Sarney aparece recebendo um grupo de estudantes que foi reivindicar maior agilidade na aprovação do projeto de lei da Câmara 180/08, que reserva 50% das vagas em universidades públicas para alunos egressos de escolas financiadas pelo Estado (reveja aqui).
 
Abaixo, a íntegra do manifesto:
 
“Sarney, o nosso orgulho!”
 
“A juventude do Maranhão vem a público pedir a moralização da política nacional. Pedimos que todos os envolvidos em corrupção no Senado Federal sejam afastados e os culpados sejam punidos. Os jovens do Brasil e especificamente do Maranhão sempre foram às ruas quando existe algum tipo de injustiça ou corrupção, no entanto, nesse momento, o Senado passa por uma crise e o presidente é um maranhense.
 
O senador José Sarney é homem sério que desde jovem ocupou cargos públicos chegando até a presidência da República, onde, em novembro de 1985, sancionou a Lei do Grêmio Estudantil, deixando livre a organização dos estudantes secundaristas dentro de escolas públicas e privadas.
 
Em maio de 1985, através de uma emenda constitucional, restabeleceu as eleições diretas para as prefeituras, concedeu o voto aos analfabetos e maiores de 16 anos. Com este ato, a juventude até hoje é contemplada com o direito livre de escolher seus representantes. Sarney sempre foi um democrata e lutou contra as injustiças sociais, pois sabemos que toda essa perseguição é por conta da moralização que ele está promovendo no Senado e pela afinidade com o presidente Lula.
 
A mesma juventude que foi para as ruas pedir a saída de Fernando Collor, o “caçador de marajás”, da presidência da República, é a mesma que irá às ruas a pedir a moralização na política nacional e a permanência de Sarney na presidência do Congresso.”
 
“Sarney, o melhor para o Brasil e um orgulho para nossa terra”
 
Islane Vieira
Umes – União Municipal dos Estudantes Secundaristas
Holdmar Cardoso
Unipar – União dos Estudantes do Ensino Superior Particular
Wlisses Vasconcelos
AESL- Associação dos Estudantes de São Luís
João Francy
AME – Associação Municipal dos Estudantes da Raposa
Paulo Fernando
AME- Associação Municipal dos Estudantes de Alcântara
Domingos Costa
Ames
– Associação Metropolitana dos Estudantes
Felipe Mota
Fejuma
– Federação da Juventude Maranhense
Jadson Pires
ONG Atitude.

Aécio Neves, ministro e senadores defendem Sarney

seg, 29/06/09
por Décio Sá |

sarney-e-aecio-290609.jpgPor essa o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) não esperava. Chateado com a notícia da ISTOÉ de que sua mãe teria consumido R$ 723 mil em tratamento de saúde do Senado e ele próprio feito um empréstimo de R$ 10 mil junto a Agaciel Maia para resolver problema em seu cartao de crédito durante viagem ao exterior (leia post abaixo), o tucano foi à tribuna se defender usando a estratégia de atacar. Atribuiu as informações ao ex diretor-geral da Casa, a quem chamou de “pústula”. Depois de um longo desabafo, leu uma representação no Conselho de Ética que apresentará contra o presidente José Sarney (PMDB). “Se eu tivesse que pedir dinheiro emprestado, ligava para um amigo rico”, afirmou sobre o empréstimo.

Sobre as denúncias que pesam contra o Senado, Virgílio foi contraditado pelo primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI). O democrata listou as medidas tomadas por Sarney para moralizar o Senado. Hoje mesmo mais três diretores ligados a Agaciel foram afastados dos cargos: Aloysio Novais Teixeira (Patrimônio), Sebastião Fernandes Neto (Coordenação e Execução),  Shalon Granato (Controle Interno). A saída dos três é um movimento normal, para deixar o novo diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra, à vontade para montar sua equipe.

O senador Álvaro Dias (PR), tucano como o colega amazonense, foi um dos primeiros a sair em defesa de Sarney no plenário. Em aparte ao discurso raivoso de Virgílio, disse que os atos secretos não existem e “podem compor o anedotário do país”. Segundo ele, existe uma “estratégia malandra” para deslocar a Casa e  próprio amazonense do real interesse do Congresso. “A Casa está vivendo momento de imaturidade. Os espertos estão querendo desviar a atenção. Estão procurando artifícios malandros para deslocar vossa excelência (Virgílio). Há uma estratégia para prolongar e alimentar a crise. As denúncias (contra Sarney) estão ficando repetitivas para que não se investigue as mazelas do Poder Executivo. Espero que esse calvário tenha vida curta”, discursou.

Ao contrário do que afirmara Virgílio em relação a Agaciel, Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que nunca foi vítima de chantagem no Senado. “Eu queria ver vossa excelência mais na ofensiva”, reclamou o amazonense. Wellington Salgado (PMDB-MG) disse que o tucano foi “muito injusto” com Sarney. “Ele tem feito tudo o que os senadores pediram para moralizar a Casa. O presidente está pagando uma conta que não é dele”, destacou. Ele contou que a empresa Sarcris, de José Adriano, neto do presidente do Senado, teve lucro de R$ 180 mil em R$ 18 meses que atuou na Casa intermediando empréstimos consignados pelo banco HSBC – ou seja, R$ 10 mil mensais. “Esse menino poderia estar em qualquer lugar do mundo trabalhando, mas por questões pessoais – ele tem uma namorada em Brasília – ficou no Brasil. Não sei se esse dinheiro dava sequer para ele pagar seus funcionários”, afirmou Wellington.

Ministro e Governador

jose-mucio-290609.jpgDe Minas Gerais, o governador tucano Aécio Neves também saiu em defesa do ex-presidente da República (foto acima). Disse que o Senado tem problemas e precisa de reformas, mas que está convicto que Sarney saberá enfrentá-los, pois “tem história política para isso”. “Acho que tem problemas sim, os problemas devem ser enfrentados. E eu tenho convicção de que o presidente Sarney saberá enfrentá-los”, afirmou ele, ao lado do deputado Sarney Filho (PV-MA). “É um homem que teve um papel muito importante no momento mais, talvez, importante nas últimas décadas, que foi o da transição democrática.”

Aécio ressaltou a relação que mantém com o presidente do Senado e se recusou a comentar quando questionado se Sarney deveria se afastar do cargo. “Sequer comento um assunto como esse. É uma questão da esfera do Senado da República”, disse. O governador disse que tem certeza de que o Congresso precisa passar por reformas e uma reorganização interna. “Acho que o presidente Sarney saberá conduzir isso”, insistiu. Sarney Filho participou de uma reunião das bancadas estadual e federal do PV com o governador, no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte.

Já o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (foto acima), assegurou que o apoio do governo ao presidente do Senado “é absoluto”. Segundo Múcio no fim de semana o quadro não evoluiu e as denúncias estão sendo apuradas. “Estive com ele (Sarney) e ele me disse que está apurando, e estamos aguardando soluções”, declarou o ministro, na saída da reunião de coordenação política, no Centro Cultural Banco do Brasil, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Múcio, “em hipótese alguma se cogita a saída de Sarney” da presidência do Senado.

Participando da inauguração da primeira fábrica de medicamentos genéricos no interior de São Paulo, o governador José Serra (PSDB), que jogou a pedra e está escondendo a mão, se recusou, por diversas vezes, a falar sobre qualquer assunto de política nacional, como a eleição de 2010, a crise do Senado e a possível instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Não vou falar de questão nacional, me desculpa, se não me tira o lide (o assunto principal, no jargão jornalístico)”, disse ele, na cidade de Américo Braziliense.

(Com informações das Agências Estado e Senado).

Em carta aos colegas, Sarney se defende e anuncia investigação da PF sobre empréstimos consignados

seg, 29/06/09
por Décio Sá |

O senador José Sarney mandou uma carta para seus 80 colegas em resposta à “reportagem” de O Estado de S.Paulo noticiando que o neto José Adriano Sarney tinha uma empresa de intermediação de empréstimos consignados para os servidores do Senado.

Segue a carta na íntegra:

sarney2906091.jpg“Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.

No mesmo dia da publicação da reportagem, quinta feira, o HSBC divulgou uma nota que, lamentavelmente, não mereceu o mesmo destaque da falsa denúncia. Nela, o banco esclarece a cronologia dos fatos e os modestos resultados empresariais que, por si só, calam quaisquer insinuações de favorecimento. Peço-lhe ler a nota do HSBC.

A autorização do Senado – peço para fixar essa data – para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa. A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.

A empresa atuou como parceira do banco num mercado que inclui empresas privadas e instituições públicas. Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava  mais no Senado.

Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem.

Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam.

Faço juntar, para seu conhecimento, a carta encaminhada por meu neto ao “Estado de S. Paulo”, a nota do HSBC com  mais detalhes sobre o assunto e o meu pedido de investigação à Polícia Federal.

Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão.

Com os meus cumprimentos.”

(Com informações do Blog do Noblat).

Servidores se mobilizam pelo fim da “Lei do Cão”

seg, 29/06/09
por Décio Sá |
categoria Política local

Os sindicatos de diversas categorias profissionais do estado estão em campanha pelo fim do subsídio implantado por Jackson Lago (PDT). Já protocoloram documento na Casa Civil nesse sentido. Querem a criação do Plano de Cargos Carreiras e Salários. Os sindicatos programaram para esta quinta-feira 2, o Dia de Paralisão do Servidor Público Estadual. O PMDB da governadora Roseana Sarney foi quem mais lutou ano passado junto com os barnabés pelo fim da chamada “Lei do Cão”.

Soube que Roseana, licenciada para tratamento de saúde, é favorável à iniciativa. No entanto, será necessário convencer alguns secretários como Gastão Vieira (Planejamento), o dono do cofre, e principalmente Luciano Moreira (Administração), tido nos governos passados como “inimigo” dos servidores. O blog vai continuar nesta luta ao lado dos funcionários públicos. Abaixo, o panfleto convocando a categoria para a mobilização.

subsidio-panfleto-jun-26-2009.JPG



Formulário de Busca


2000-2014 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade