Maranhão recorre a chuva artificial para conter seca
De O Globo e Jornal Nacional:
São Paulo – As cidades de Brejo, Anapurus e Chapadinha, no Maranhão, assim como tantas outras da região Nordeste do país, enfrentam as agruras da seca nesta época do ano. Lavouras secam, e a água escasseia para a população e o gado. Mas este ano há uma novidade nos céus destas três cidades que promete mudar um pouco este panorama. Um avião bimotor está cruzando os ares destes municípios maranhenses à caça de nuvens do tipo cumulus, aquelas que se assemelham a uma couve-flor. O objetivo é produzir ‘chuva artificial’ usando uma tecnologia nova, desenvolvida no país, que usa apenas água para estimular as nuvens.
A ideia da chuva artificial partiu de um grupo de cerca de 20 produtores de soja e milho destas cidades. Sem água para a plantação, eles decidiram literalmente fazer chover. Descobriram no Brasil uma tecnologia que não utiliza produtos químicos, como o iodeto de prata e cloreto de sódio, para estimular as nuvens. O avião Piper Asteca decola com o piloto, um operador e cerca de 300 litros de água (clique ao lado e assista reportagem do Jornal Nacional).
Ao cruzar uma nuvem cumulus, com a ajuda de um borrifador, eles ‘semeiam’ gotículas de água na nuvem. Se a semeadura dá certo, a nuvem vai inchando, ganha volume e altitude, e o resultado é chuva. A ‘chuva artificial’ já começou a cair nestas cidades depois do voo desta semana.
- Semeamos as gotículas de água potável nas nuvens cumulus durante cerca de meia hora. Dependendo da altitude e do tipo de nuvem que atingimos, o resultado é chuva – explica o engenheiro Ricardo Imai, da empresa Modclima, que criou o método.
A estréia da chuva artificial aconteceu sobre áreas onde há rios que deságuam nas represas de São Paulo. Preocupada com a possibilidade de seca no início dos anos 2000, a Sabesp recorreu aos serviços da Modclima para fazer chover sobre essa área. Deu certo. A vantagem é não usar produtos químicos que poderiam poluir a água que a população consome. Na Bahia, a chuva artificial também já caiu sobre a barragem de Mirorós, na cidade de mesmo nome, no sertão da Bahia. Na Chapada Diamantina o método foi usado para prevenir incêndios em época de seca.
O voo do Piper Asteca dura cerca de uma hora e meia. Meia hora é gasta com a semeadura das nuvens. Em terra, são os próprios agricultores que orientam o piloto sobre a localização dos cumulus. Cerca de 15 a 20 minutos depois, o párabrisas do avião já começa a ficar molhado.
- A chuva é mais ou menos forte dependendo da nuvem. Algumas tem 2 quilômetros de diâmetro, outras têm seis quilômetros – explica Ricardo, que é filho do também engenheiro Takeshi Imai, o inventor da chuva artificial.
A lógica é que, alem de salvar a lavoura e aliviar a sede, a chuva artificial também umedeça o chão e crie condições de evaporação para que novas nuvens surjam no dia seguinte, iniciando um ciclo hidrológico.
- Nas cidades onde não há chuva por 40 dias ou até por meses não há umidade para que se inicie um ciclo hidrológico
- explica o engenheiro Imai.
Pode falhar? Sim, pode falhar.
- Às vezes, a nuvem já passou do ponto onde se quer a chuva. Ou ela nem ganha altitude. Ou está em processo de dissipação. Quando não há nuvens cumulus, nem decolamos – explica Imai.
A novidade já começou a atrair a atenção de países como Estados Unidos, França e Itália, onde os agricultores também viram na chuva artificial uma chance de salvar a colheita. No Brasil, onde a seca deixa estragos ano após ano, ela poderá aliviar um pouco o sofrimento da população.
rss do blog
20 março, 2010 as 18:25
DE QUALQUER FORMA O GOVERNO ROSEANA QUER GANHAR DINDEIRO PARA FAZER CAMPANHA SE CHOVENDO ELA E SEU GRUPO INVENTA INCHENTE SE NO SOL ELES INVENTAM SECA QUE COISA FEIA VCS ESTÃO COM NEM DONOS DE FUNERARIAS AS ESPERA DA MISERIA DO POVO.
20 março, 2010 as 19:03
Para obter Demissão Voluntária, Funcionário Público de Alto Alegre do Pindaré, precisou de uma Liminar da Justiça
veja mais em blog du cuelho
23 março, 2010 as 09:41
Ótimo invento.