Defesa de Alessandro Martins parte para o ataque
A melhor defesa é o ataque. Talvez por isso os advogados do empresário Alessandro Martins resolveram partir hoje para ofensiva no sentido de defender o dono da Euromar. Fabiano Rodrigues, Fabiano Rodrigues Júnior e Gláucio Costa anunciaram na tarde desta quarta-feira que irão representar contra a promotora Lítia Cavalcante (Consumidor) e a juíza Oriana Gomes (10ª Vara Tributária). Acusam as duas de “parcialidade” e “desvio de conduta” no caso.
Eles afirmaram que só tiveram acesso à íntegra do processo após a magistrada entrar em férias na segunda-feira. “Desde a quinta-feira (1º), quando o mandado de prisão foi expedido pela Oriana Gomes, nós tivemos acessos ao processo negados, o que é uma prerrogativa dos advogados de defesa. Entramos com duas petições para ter acesso. Só conseguimos ontem (terça-feira) pela manhã e o processo estava incompleto, sem a decisão da prisão preventiva. Fizemos novamente o pedido. Somente depois das 15h que a decisão foi juntada ao processo. Já não dava para ingressar com habeas corpus ontem”, contou Fabiano de Cristo Junior.

Gláucio, Fabiano pai e filho: "Para elas o Alessandro é um troféu"
Eles contaram que com a decisão, Oriana Gomes não estava fazendo justiça mas sendo “justiceira”. “A juíza agiu como uma justiceira e agente está atrás de justiça. A promotora está fazendo um carnaval, quer ver sangue. O Alessandro Martins para elas é um troféu”, declararam.
Os advogados ajuizaram dois pedidos de habeas corpus pela manhã no Tribunal de Justiça. Além da juíza da 10ª Vara existe também uma prisão contra o empresário expedida pela juíza Andrea Lago (4ª Vara Criminal). Um dos habeas corpus tem como relator o desembargador José Luiz Almeida. Até o final da tarde o outro estava no setor de distribuição do Tribunal de Justiça.
Fabiano pai e filho e Gláucio Costa tentam também a liberdade da diretora Comercial da Euromar, Débora Sampaio, e do gerente de Vensas da empresa, Carlos Wilson de Castro. Para eles, Andrea Lago “deixou-se influenciar pelos promotores”. O promotor Augusto Cutrim (Ordem Tributária) assina a representação junto com Lítia Cavalcante.
Eles disseram que os representantes do Ministério Público ajuizaram os dois pedidos de prisão contra Alessandro Martins com base no mesmo fato. “É o que se chama em direito de Bis In Idem (expressão latina que pode ser entendida como repetição). É um repeteco. São duas denúncias com os mesmos fatos. Isso foi uma manobra do Ministério Público.”
Representações
Informaram que entrarão com representações contra Lítia Cavalcanti, na Corregedoria da Procuradoria Geral de Justiça, e no Conselho Naciona do Ministério Público. Já contra Oriana Gomes, na Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão e no Conselho Nacional de Justiça. “Vamos representar contra elas pela conduta inadequada. A decisão de Oriana Gomes é parcial. Além disso, não há crime contra a ordem tributária, portanto, ela é incompetente para julgar a matéria. Percebemos uma ‘dobradinha’ das duas”, declarou Fabiano de Cristo Junior.
Ele disse que a juíza da 10ª Vara fez um “pré-julgamento” ao decretar o arresto dos bens do empresário “como se eles fossem fruto de ilícitos”. “Por isso vamos pedir a suspeição e o afastamento da doutora Oriana Gomes do processo”, explicou.
Defenderam que não havia motivo para as prisões e que não há ilegalidade nas compras e vendas de carros da Euromar. “Essa questão já foi resolvida até no STJ, quando o ministro César Asfor Rocha julgou legal o emplacamento dos carros e negou a suspensão da decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão”, disseram.
Os advogados afirmaram que junto com os habeas corpus apresentaram certidões negativas da Receita Federal e Estadual, o que comprovoria não haver questões fiscais envolvendo a Euromar.
Outro lado
A juíza Oriana Gomes disse não ter dado acesso ao processo a Gláucio Costa porque ele apresentou uma procuração de 2009. “Se ele fosse realmente advogado do acusado teria uma procuração mais recente.” Rechaçou a pecha de “justiceira”. “Seria justiceira se tivesse alguma relação com ele. Nem conheço o Alessandro Martins”, completou.
Afirmou que em conversa com o advogado ele ainda a elogiou por não ter levado a questão do processo para o lado pessoal. A juíza disse que crimes tributários “não são só os que envolvem tributos; trata também de crimes contra a economia e relações de consumo”.
Oriana Gomes disse ter passado “quatro meses estudando o caso e lendo a denúncia do Ministério Público”. “Estou agindo em defesa do meu Estado. Eles estão me atacando para me intimidar e me tirar do processo”, defendeu-se. O blog não conseguiu falar com a promotora Lítia Cavalcante.
(Com informações do imirante.com e foto de Biaman Prado).
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Ettore disse também que o goleiro foi indiciado como o mandante do sequestro de Eliza Samudio, sua ex-namorada que está desaparecida desde o início do mês de junho. Ele disse que o menor que prestou depoimento na terça-feira (6) e Macarrão seriam os executores do sequestro de Eliza.
Mas a PEC aprovada teve seu texto totalmente esvaziado, pois foi retirado do texto qualquer valor. Sob aplausos das galerias, lotadas de policiais, e gritos de “Brasil”, a PEC foi aprovada por 349 votos, sem votos contrários, dizendo apenas que “a remuneração dos policiais e bombeiros observará piso remuneratório definido em lei federal”. O prazo de 180 dias começa a contar depois que a Emenda Constitucional for promulgada.
O adolescente também disse, porém, que não matou Eliza, que está desaparecida há quase um mês. Ainda de acordo com o jovem, quem teria articulado o sequestro de Eliza não teria sido Bruno, e sim o braço direito dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, que teria “desossado” a jovem e dado seu corpo para cachorros comerem. O adolescente contou que estava escondido no banco de trás do carro quando Eliza e seu filho de 4 meses – cujo pai seria Bruno – entraram no veículo, conduzido por Macarrão; ao descobrir a presença do adolescente, a mulher teria se assustado e tentado fugir, o que motivou no golpe – e justificaria as marcas de sangue encontradas no interior do veículo. Segundo o menor, Eliza sangrou, mas não chegou a morrer com o agressão. O adolescente já se encontra apreendido por sequestro.
Segundo a Rádio Tupi, o tio do menor é motorista de ônibus e mora em São Gonçalo. Ele contou que, no último sábado, o adolescente apareceu em sua casa desesperado. Segundo o tio, o menor disse que Bruno teria pagado o valor de R$ 3 mil a um homem chamado Cleiton para entregar o corpo de Eliza a um traficante que daria fim ao cadáver. O homem garantiu que, se o adolescente fosse procurado pelas autoridades, denunciaria todos os envolvidos no caso.
Desde quinta-feira da semana passada, Alessandro era considerado foragido, depois que a Justiça expediu dois mandados de prisão contra ele. A primeira informação que se tinha era que ele tinha fugido para o Canadá, onde tem uma irmã, por isso a polícia do Maranhão já tinha comunicado o caso à Interpol.
Será recambiado para São Luís no primeiro voo com destino à cidade após procedimentos de rotina que serão feitos na manhã desta quarta-feira pela polícia carioca e policias maranhenses enviados ao Rio. Deve chegar à capital por volta das 15h. Após ser ouvido deve ser transferido para Penitenciária de Pedrinhas.
Foi grande nestes últimos dias a movimentação de policiais na Superintenddência da Polícia Federal em São Luís. Quando isto acontece a gente sabe mais ou menos o resultado: mais alguns corruptos de colarinho branco fora de circulação.