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Diringa chora ao depor escondido à CPI da Pedofilia

qui, 13/05/10
por Décio Sá |
categoria Polícia

O prefeito de Tutóia, Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa (PSDB), prestou finalmente depoimento à CPI de Combate à Pedofilia nesta quinta-feira. Ele negou envolvimento com duas adolescentes da cidade. A imprensa não teve acesso ao depoimento, realizado a portas fechadas.

Diringa 2008De acordo com a deputada Eliziane Gama (PPS), presidente da CPI , Diringa (foto) chegou até a chorar. Ele, contudo, confirmou o pagamento de R$ 8 mil, que teria feito às adolescentes, mas como parte de uma negociação com o tio delas, para a comprar de um carro. A partir de agora, a comissão fará o cruzamento das informações dos depoimentos e dará o encaminhamento necessário.

O tucano é acusado de abusar sexualmente de duas adolescentes, de 13 e 14 anos, em Tutóia. A denúncia chegou à comissão em abril e desde então os deputados tentam ouvir o prefeito. Ele foi convocado por quatro vezes e seu advogado chegou a confirmar sua presença duas vezes.  Em nenhuma das vezes Diringa apareceu, sob a prerrogativa de uma decisão judicial, que lhe concedeu a possibilidade de se apresentar a qualquer hora, visto que ele tem foro privilegiado.

Final dos trabalhos

A CPI encerrará as suas atividades somente no próximo dia 23 de maio. Segundo a presidente,a consultoria jurídica da Assembleia refez os cálculos dos 180 dias de trabalho da comissão e compreendeu que os prazos se estendem até esta data, quando o relatório será apresentado.

De acordo com Eliziane Gama, outro caso de pedofilia chegou à CPI nesses últimos dias e não poderá ser investigada pela comissão local. “É o caso de um prefeito, uma denúncia muito bem embasada, podendo ter até imagens. Encaminharemos o caso para a CPI nacional”, afirmou ela.

(Com informações do Imirante.com).

CPI pede prisão preventiva do prefeito de Tutóia

qua, 05/05/10
por Décio Sá |
categoria Polícia

A CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa vai encaminhar pedido à Procuradoria Geral de Justiça (PGE) no sentido de que o órgão solicite ao Tribunal de Justiça a prisão preventiva do prefeito de Tutóia, Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa (PSDB). O tucano é acusado pelo próprio Ministério Público de abusar sexualmente de duas adolescentes – uma de 13 e a outra de 14 anos.

Diringa 2008A informação foi repassada nesta quarta-feira pela presidente da comissão, deputada Eliziane Gama (PPS), durante a penúltima audiência pública realizada pelo grupo parlamentar. “O pedido de prisão preventiva em desfavor do prefeito foi aprovado pelos membros da CPI no último dia 26. Deliberamos por esta medida devido às dificuldades que estamos encontrando para ouvir o senhor Raimundo Nonato e, conseqüentemente, investigar as denúncias que pesam contra ele”, disse a deputada.

Diringa (foto) deveria ter prestado depoimento à CPI hoje. No entanto, ele não compareceu porque foi beneficiado por uma decisão do juiz da Comarca de Tutóia, Márcio José do Carmo Matos Costa, que tornou seu efeito um mandado de intimação, expedido pelo próprio magistrado, no qual determinava que Diringa deveria prestar depoimento na Comissão nesta quarta. Na sua nova decisão, Márcio José levou em consideração as prerrogativas que Raimundo Nonato possui em função do cargo político que exerce, determinando que o prefeito é quem deverá marcar a data, local e horário para ser ouvido pelos membros do grupo parlamentar.

Durante a audiência pública de hoje, os integrantes da comissão tentaram conversar com os advogados do prefeito, que se encontravam no prédio da Assembleia Legislativa, a agendar a nova data do depoimento. Porém, eles não se fizeram presentes no auditório onde a audiência estava sendo realizada.  Leia mais aqui.

Pedofilia: padre nega abusos; Diringa depõe hoje

ter, 04/05/10
por Décio Sá |
categoria Polícia

Em depoimento prestado nesta terça-feira (4) à CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa, o padre italiano Giovanne Antônio Garagiola, 70 anos, mais conhecido no Maranhão como Frei João de Deus, negou qualquer envolvimento com a prática de crime de abuso sexual contra adolescentes.

Frei João de DeusEm 2003 um inquérito policial foi aberto no município de Paço do Lumiar para apurar denúncias formuladas contra o religioso (foto). A acausação é de que ele teria abusado sexualmente de três adolescentes. Neste ano, o padre respondia pela paróquia da cidade.

Em 2005, a pedido do próprio Ministério Público, o inquérito policial foi arquivado por falta de provas. Na ocasião, os três adolescentes que haviam formulado as denúncias modificaram seus depoimentos e negaram terem sido vítimas de abuso sexual praticado pelo religioso.

O caso de Frei João de Deus começou a ser investigado pela CPI depois que um destes adolescentes, hoje maior de idade, e moradores do próprio município, encaminharam denúncia anônima à CPI. Ao negar o crime, Frei João de Deus atribuiu as falsas denúncias formuladas contra ele a um grupo de pessoas, formado por moradores do município, que não gostava da forma como ele trabalhava.

“Talvez, estas pessoas gostassem mais do trabalho do padre Liberato, meu antecessor. Sempre realizei meu trabalho de forma honesta e com o objetivo de cumprir a missão que me foi concedida. Nunca beneficiei ninguém. Tentei organizar a paróquia de Paço do Lumiar da melhor maneira possível, implantando, inclusive, uma escola de música que atendia vários adolescentes. Meu relacionamento com estes adolescentes era somente no horário das aulas de música. Nunca rezei missa com as portas da Igreja fechadas. Estas denúncias não passam de mentiras”, afirmou o religioso, que se colocou a inteira disposição da CPI para ser novamente convocado para prestar esclarecimentos.

Tutóia

O prefeito de Tutóia, Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa (PSDB), vai prestar depoimento à CPI na tarde desta quarta-feira (5). Diringa é acusado de abusar sexualmente de duas adolescentes – uma de 13 e a outra de 14 anos.

O político vai prestar depoimento atendendo a um mandado de intimação expedido pelo juiz da Comarca de Tutóia, Márcio José do Carmo Matos Costa. Presente na audiência da CPI desta terça-feira, o advogado do prefeito, Carlos Sérgio de Carvalho Barros, assegurou que em nenhum momento seu cliente se negou a prestar os devidos esclarecimentos. E garantiu que as denúncias contra Raimundo Nonato não passam de mentiras.

“O prefeito nunca se negou a comparecer à CPI e o fará nesta quarta-feira. Até agora, duas pessoas foram ouvidas pela própria Comissão sobre os casos de prostituição infantil em Tutóia e, ambas, negaram terminantemente qualquer envolvimento de meu cliente”, relatou o advogado.

(Agência Assembleia).

Prefeito de Tutóia não comparece a CPI

qui, 22/04/10
por Décio Sá |
categoria Polícia

Denunciado pelo Ministério Público por crime de abuso sexual contra duas adolescentes – uma de 13 e a outra de 14 anos – o prefeito de Tutóia, Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa (PSDB), não compareceu para prestar depoimento nesta quinta-feira (22) na CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa.

Diringa deixou deputados e promotores esperando

Diringa deixou deputados e promotores esperando

O advogado do político ingressou com uma petição na comissão solicitando a remarcação do depoimento. Ele solicitou aos membros da CPI cópia da denúncia contra seu cliente, além da ata da reunião que deliberou pela convocação do prefeito para prestar depoimento. “Iremos atender todas as solicitações feitas e marcar para a próxima semana uma nova audiência para que o prefeito venha a esta Comissão prestar esclarecimentos. Nosso objetivo, volto a repetir, não é causar constrangimento a ninguém, mas apurar os fatos”, afirmou a presidente da CPI, deputada Eliziane Gama (PPS).

A denúncia Diringa foi feita na semana passada durante audiência pública realizada na cidade de Tutóia. De acordo com a denúncia, o prefeito, após oferecer presentes, teria abusado sexualmente de duas adolescentes que residem no município.

Condução Coercitiva

A CPI da Pedofilia aprovou, em reunião deliberativa, a condução coercitiva (com uso de força policial) de Raimundo Herbeth Bezerra Barbosa e dos homens identificados pelos nomes de Carlos e Raí. Os três não compareceram para prestar depoimentos na audiência desta quinta-feira. Raimundo Herbeth é dono de uma boate em São Luís e, segundo denúncias encaminhadas à comissão, possui envolvimento com a prática de crime de abuso sexual contra adolescentes. Ele já foi convocado em duas oportunidades para prestar depoimento e não compareceu a nenhuma delas.

Já Carlos e Raí possuem negócios em Tutóia. O primeiro, de acordo com informações prestadas pela Comissão, é proprietário do restaurante Paçocão. O segundo é proprietário do Hotel de Praia.

Bacabal

A CPI estará nesta sexta-feira (23) em Bacabal para realizar uma audiência pública sobre o combate à pedofilia. O evento acontece a partir das 9h na Câmara Municipal.

(Agência Assembleia)

Prefeito de Tutóia será ouvido na CPI da Pedofilia

ter, 20/04/10
por Décio Sá |
categoria Polícia

A Comissão Parlamentar de Inquérito de Combate à Pedofilia e Abuso Infantil deve ouvir na tarde da próxima quinta-feira (22) o prefeito da cidade de Tutóia, Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa (PSDB), é acusado de envolvimento com duas adolescentes entre 13 e 14 anos de idade em troca de presentes.

Diringa 2008A denúncia chegou à CPI durante a audiência pública realizada em Tutóia na última sexta-feira (16), por meio da Promotoria de Justiça da cidade.

De acordo com a Promotora de Justiça, Samara Pinheiro, a denúncia contra o prefeito (foto) foi feita no fim do ano passado através do Disque 100 da Secretaria Especial de Direitos Humanos. Segundo ela, dias antes da CPI ir até o município uma nova denúncia chegou à promotoria.

“Estamos apurando esta denúncia desde o ano passado. Encaminhamos este caso para a CPI por que acreditamos que desta forma serão tomadas as devidas providências em relação às acusações, já que o prefeito tem foro privilegiado”, afirmou a promotora.

Representantes do poder público e da sociedade civil, além de autoridades do município estiveram presentes na audiência pública. Além da denúncia contra o prefeito da cidade, a CPI recebeu denúncia referente à existência de uma rede de prostituição no município.

(Agência Assembleia).

Prefeito confirma relacionamento com menores

seg, 12/04/10
por Décio Sá |
categoria Política local

Do imirante.com:

Eliseu Moura (camisa azul) disse que só fará DNA via justiça

Eliseu Moura (camisa azul) disse que só fará DNA via justiça

O prefeito de Pirapemas, Eliseu Moura (PP), se negou a fazer o exame de DNA a pedido da CPI da Pedofilia. Ele afirmou que só fará o exame se a justiça determinar. Eliseu Moura compareceu na manhã desta segunda-feira (12) à Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre relacionamento com menores. Estava acompanhado doadvogado Márlio Moura.

Primeiramente, de acordo com a presidente da CPI, deputada Eliziane Gama (PPS), ele não queria falar. No entanto, acabou dando seu depoimento a ela e ao deputado Penaldo Jorge (PSC), relator da CPI da Pedofilia. “Se recusar a fazer o exame de DNA é um direito que lhe compete. Se ele tivesse aceito, essa dúvida seria logo esclarecida. A pedido da Justiça, não sabemos quando isso vai ocorrer”, declarou a deputada.

O ex-deputado federal confirmou o relacionamento com as jovens que o acusaram (reveja), mas disse não saber se é pai das crianças. Ele apresentou documentação comprovando que o processo de paternidade já está tramitando na justiça estadual. De acordo com Eliziane Gama, agora é esperar a ação do Ministério Público ser julgada e o relatório da CPI.

Segundo Márlio Moura, o político nunca se negou a comparecer a CPI, apenas não estava no município de Pirapemas quando a convocação foi feita e também, na época, apresentou problemas de saúde. “Meu cliente nunca se indispôs a vir a comissão. Estamos mostrando que existem processos tramitando”, disse o advogado.

Prefeito não aparece pela 2ª vez na CPI da Pedofilia

qui, 08/04/10
por Décio Sá |
categoria Política local

Acusado de crime de abuso sexual contra menores, o prefeito de Pirapemas, Eliseu Moura (PP), não compareceu à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (08) para prestar depoimento sobre as denúncias. Os advogados dele, Ilan Kelson de Mendonça Castro e Márlio Moura, estiveram na Casa e conversaram com os membros da comissão.

Advogados de Eliseu Moura conversam com membros da CPI

Advogados de Eliseu Moura conversam com membros da CPI

Eles solicitaram toda a documentação envolvendo o cliente e garantiram que ele prestará depoimento na próxima semana. “Achamos prudente primeiro analisar toda a documentação, onde constam denúncias e depoimentos, referente ao caso. O prefeito Eliseu Moura nunca se negou a comparecer nesta CPI para prestar depoimento. E o fará na próxima semana”, garantiu Ilan Kelson.

O advogado fez questão de ressaltar que, ao contrário do que foi divulgado em alguns veículos de comunicação, Eliseu Moura não está se escondendo e estaria disposto até mesmo a se submeter ao exame de reconhecimento de paternidade. “Em duas ocasiões, o prefeito não pôde comparecer pelos seguintes motivos: na primeira [convocação] ele estava doente e encaminhou explicações aos membros da Comissão. Na segunda, ele estava viajando e também enviou expediente justificando o seu não comparecimento. Na terceira convocação, o ofício só chegou em Pirapemas um dia antes de acontecer a audiência”, explicou.

A presidente da CPI, Eliziane Gama (PPS), disse aos advogados que em nenhum momento o trabalho da comissão objetivou denegrir a imagem de Eliseu Moura. Solicitou ainda que eles, de fato,levem o seu cliente na próxima semana à Assembleia para que ele possa dar a sua versão sobre o caso.

Contra Elizeu Moura pesam denúncias formuladas por duas mulheres, residentes em Pirapemas, dando conta que, iludidas por promessas de vantagens financeiras oferecidas pelo político, mantiveram relações sexuais com o prefeito. Garantiram ainda que na época eram menores de idade e que o progressistsa é o pai de seus filhos – uma criança de 12 anos e a outra de dois anos.

CPI em Timon

Nesta sexta-feira (9), os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito estarão na cidade de Timon participando de uma audiência pública para tratar do combate a pedofilia e ao abuso sexual infanto-juvenil no município. Timon é um dos municípios maranhenses apontados como vulneráveis em relação à violência sexual contra crianças e adolescentes no Relatório do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro – (Pair-MA) entregue a CPI nesta semana.

(Agência Assembleia).

Acusado de pedofilia sai preso da Assembleia

sex, 05/03/10
por Décio Sá |
categoria Polícia

Acusado de abusar sexualmente de uma criança de apenas 8 anos, o autônomo Raimundo Nonato Dias Pinto foi preso nesta quinta-feira (4), após prestar depoimento à CPI da Assembleia Legislativa que investiga casos de pedofilia no Maranhão. A prisão preventiva de Raimundo Nonato foi decretada na tarde desta quinta-feira pelo juiz Francisco de Assis e Sousa, responsável pela 11ª Vara Criminal de São Luís, e foi solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Raimundo Nonato deixou prédio da Assembleia no camburão

Raimundo Nonato deixou prédio da Assembleia no camburão

O acusado foi detido no próprio auditório da Assembleia e encaminhado para o Plantão Central da Refesa. Nesta sexta-feira (5), Raimundo Nonato será transferido para o Centro de Triagem da Penitenciária de Pedrinhas. O abuso sexual, segundo a denúncia feita pela mãe da menor à Polícia Civil e ao MPE, ocorreu no mês de dezembro do ano passado em um banheiro, de uso coletivo, de um conjunto de quartos onde elas residiam. Este conjunto de quartos fica localizado no bairro da Areinha e pertence a Raimundo Nonato.

O acusado teria tentado manter relações sexuais com a menor, o que não aconteceu devido ao fato da mãe ter se aproximado naquele momento do banheiro. “Quando ele [Raimundo Nonato] percebeu que eu estava descendo do meu quarto para procurar minha filha, ele rapidamente saiu de lá. Percebi que a menina estava muito nervosa e com manchas vermelhas na genitália. Já no quarto, ela me contou que ele tentou mexer com ela. Por isso, chamei rapidamente a Polícia”, contou a mãe da vítima, que também prestou depoimento à CPI nesta quinta-feira. Por questões de segurança, ele falou usandoum capuz e não teve o nome revelado pelos membros da Comissão.

Raimundo Nonato foi preso ainda no mês de dezembro e permaneceu detido por pouco mais de 20 dias. Resultado do exame de conjunção carnal feito na criança comprovou que, mesmo não tendo o hímen rompido, a vítima sofreu forte agressão na região da vagina.

Em seu depoimento, ele negou toda a história e afirmou estar sendo vítima de calúnia idealizada pela própria mãe da vítima. O autônomo chegou a dizer que foi a própria mãe da garota que a agrediu fisicamente com o único objetivo de prejudicá-lo. “Discuti algumas vezes com ela [mãe da criança], porque ela quebrou vários azulejos da lavanderia e uma torneira, prejudicando os outros inquilinos que não tinham águas em seus quartos. Nunca cheguei perto desta menina [vítima] e de nenhuma outra criança. Só pode ter sido a mãe quem armou toda esta história para me prejudicar”, relatou Raimundo Nonato.

O advogado do autônomo, contestou a decretação da prisão preventiva classificando-a de abuso. “Na última quarta-feira (3), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça julgou em definitivo o habeas corpus em favor do meu cliente. Não dá para entender que, um dia depois, uma decisão de um magistrado se sobreponha a uma decisão do Tribunal de Justiça”, alegou.

Outros casos

Também nesta quinta-feira, os membros da CPI colheram os depoimentos de proprietários de bares onde, de acordo com denúncia encaminhada à CPI pelo Conselho Tutelar, menores de idade são vistos freqüentemente consumido bebidas alcoólicas e em situações que caracterizam prostituição infantil.

José de Ribamar Ferreira Bezerra, dono do Bar Macumbar, localizado no Sol e Mar, e José Ribeiro da Silva, proprietário do Caranguejo Bar, no Olho D´Água, e do Bar Gleice Kelli, na Estrada do Araçagy, negaram as denúncias. Eles garantiram que os seus estabelecimentos, além de possuir toda a documentação necessária para o funcionamento, não são freqüentados por menores de idade e, tão pouco, existe a prática de prostituição.

A comissão retoma seus trabalhos na próxima quinta-feira (11). Neste dia, deverá prestar depoimento uma senhora, moradora do Cohatrac, que afirmou que a sua filha, de 13 anos, foi estuprada por um homem, cujo nome ainda não foi revelado. A garota está grávida.

(As informações são da Agência Assembleia).

Irmão de prefeito usa justiça para não depor em CPI

sáb, 12/12/09
por Décio Sá |
categoria Maranhão, Polícia

Ildenor e Charles Dias: habeas corpus para não depor

Ildenor e Charles Dias: habeas corpus para não depor

Açailândia – Os dois mais importantes depoimentos aguardados na sessão da CPI que investiga a prostituição infantil deixaram de acontecer em Açailândia quinta-feira passada. Os acusados Ildenor Gonçalves dos Santos e o empresário Pedro Rodrigues de Sousa compareceram à CPI com habeas corpus preventivos concedidos pelo desembargador Antônio Bayma, permanecendo calados.

Ildenor Gonçalves, irmão do prefeito Ildemar Gonçalves (PSDB), e Pedro Rodrigues são acusados de prática de orgias sexuais com adolescentes de Açailândia, o famoso “Caso Provita”. Eles compareceram perante os membros da comisssão acompanhados dos advogados Charles Dias e Enoque Diniz, que entregaram aos deputados a decisão judicial.

Não responderam a uma única pergunta formulada pela deputada Eliziane Gama (PPS), presidente da CPI. O advogado Charles Dias leu trechos da decisão do desembargador Bayma Araújo, na qual ele concedeu aos acusados o direito de permaneceram calados e de não firmarem compromisso legal de testemunhas.

Na decisão, o desembargador expressou o perigo dos dois acusados virem a ser presos preventivamente a pedido da CPI, “como forma de gerar sensacionalismo e escândalo com a finalidade de promover manchetes jornalísticas de grande repercussão e causar grande comoção social, situações estas que dificultam e atrapalham a investigação de crimes desta natureza”.

De acordo com Bayma Araújo, situações como a que está sendo investigada pela CPI devem ser julgadas pelo Poder Judiciário “e nunca pela parcela irresponsável da imprensa, sedenta por notícias de impacto sem se preocupar com a veracidade dos fatos noticiados”.

Charles Dias explicou que Ildenor Gonçalves e Pedro Rodrigues figuram como réus no Processo nº 1727/2007, instaurado desde 2007, acusados de crime relacionado à pedofilia. Portanto, o habeas corpus lhes concede o direito de não produzirem provas contra si. A decisão judicial causou indignação ao público que lotou o plenário da Câmara Municipal de Açailândia. Muitos chegaram a se manifestar distribuindo vaias aos dois acusados que deixaram a CPI sem nada dizer.

A comissão, apesar de deliberar pela condução coercitiva, não conseguiu ouvir o advogado Antoio Borges envolvido no “Caso Provita”. Ele havia assinado a intimação da CPI, se comprometendo a prestar depoimento, mas não foi localizado na cidade. A participação dele no “Caso Provita” foi confirmada pelo estudante Fabiano Sousa Silva, acusado de ser o agenciador das adolescentes para homens de influência em Açailândia.

A exemplo da primeira sessão da comissão, no início de novembro, Fabiano depôs hoje usando máscaras e confirmou ter sofrido ameaças para não denunciar os envolvidos. Ele declarou que teme pela própria vida.

(Com informações da Agência Assembleia).

CPI ouve testemunhas sobre 3 casos de pedofilia

sáb, 05/12/09
por Décio Sá |
categoria Polícia

Garota esconde rosto em depoimento com medo de represálias

Garota esconde rosto em depoimento com medo de represálias

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a pratica de crimes de pedofilia no Maranhão, ouviu ontem (sexta-feira, 4), oito pessoas que prestaram depoimentos na condição de testemunhas em três casos de pedofilia. Dois deles relacionados aos fatos ocorridos no município de Pirapemas e o terceiro caso tratou da tentativa de estupro de uma criança de apenas 4 anos, numa creche comunitária da Vila palmeira, há cerca de 3 anos. Quem também foi convocado para prestar depoimento na CPI da pedofilia, foi o prefeito de Pirapemas, Eliseu Moura (PP), mas ele não foi encontrado.

A presidente da comissão, deputada Elizaine Gama (PPS), disse que vai continuar com as convocações ao prefeito. Ela também quer descobrir a existência de uma rede de pedofilia em Pirapemas. Chamou a atenção da deputada o fato, de que os casos de pedofilia no município, tenham a participação de pessoas ligadas ao prefeito Eliseu Moura. Nos casos denunciados estão envolvidos: Edmilson Bigorna, que é motorista da prefeitura e Joel Pereira, que trabalha de segurança da prefeitura.

Primeiro caso

O primeiro a ser ouvido foi o senhor Edmilson, conhecido na cidade como Bigorna. Ele é acusado de explorar sexualmente uma adolescente quando ainda tinha 13 anos. A acusação foi feita pela mãe e confirmada pela filha. De acordo com a mãe da adolescente, Bigorna oferecia vantagens, como promessa de emprego e dinheiro, para que ela tivesse relações sexuais com ele. Durante o seu depoimento Bigorna negou todas as acusações. Ele disse que nunca ofereceu nenhum tipo de vantagem para a menina com o intuito de manter relações sexuais com ela. Mas afirmou que esteve com a adolescente em sua casa e ela chegou a tirar a parte de cima da roupa, mas, se arrependeu e desistiu de ter relações com ele.

Segundo Bigorna, a partir deste dia ele não manteve nenhum tipo de contato com a adolescente. Após seu depoimento, Bigorna foi liberado pela presidente da Comissão, deputada Eliziane Gama.

Caso Joel – Pirapemas

No segundo caso, mais grave, foram ouvidas três pessoas: a primeira foi a senhora Antônia Maria dos Reis, mãe da adolescente que foi estuprada, na época com apenas 12 anos, pelo senhor Joel Pereira da Silva. Ele foi preso em flagrante por estupro, mas solto e responde o processo em liberdade. A mãe da vítima informou que Joel é casado e pai de dois filhos. Em seu depoimento, Antônia Maria falou sobre os momentos difíceis e de sofrimento que ela e sua família passaram com a atitude criminosa de Joel. “Foi o momento mais difícil da minha vida. Eu fiquei muito triste você olhar para um homem e saber o que ele fez com sua filha, sendo apenas uma criança.”

Após o depoimento da mãe, foi a vez da filha falar à CPI. Ela disse que o homem que a estuprou ainda persegue a vida dela e faz ameaças. “Ainda hoje ele me segue e já chegou a dizer para os meus colegas que é capaz de me matar se eu não ficar com ele. Ele sempre anda armando e eu tenho medo dele.”

Caso da Creche

O terceiro caso foi a tentativa de estupro de uma criança de apenas 4 anos de idade numa Creche Comunitária na Vila Palmeira, há cerca de três anos. O jovem conhecido por Junior, que trabalhava na creche como voluntário, foi denunciado por tentar estuprar uma das crianças da creche. No depoimento da senhora Deuselina Silva, irmã da dona da creche, Neusa Elina Silva, ela contou que encontrou o jovem conhecido como Junior com o órgão genital para fora e ereto, por trás da criança que estava com a calcinha já abaixada e que ela estava numa pedra na posição de costas para Junior.

Deuselina contou ainda que ao ver a cena ficou muito nervosa e pediu aos gritos para que o jovem fosse embora dali. Ela admitiu que errou ao não procurar imediatamente a polícia para fazer a denúncia contra Junior. No mesmo caso foi ouvida a professora Terezinha de Jesus Silva, que trabalha na creche. Ela foi a primeira pessoa a conversar com a criança após a senhora Deuselina contar o que tinha visto. Ela disse à CPI que perguntou para a criança o que tinha acontecido, e que a resposta foi exatamente como relatado por Deuselina.

A dona creche, a senhora Neusa Elina, contou em seu depoimento que após saber do ocorrido socorreu a criança, juntamente com a prefessora Terezinha, e, segunda ela, não foi constado nada que pudesse acusar o voluntário Junior. O pai da criança, o senhor Joselito Araújo Marques, foi o último a ser ouvido pela CPI. Ele disse que só ficou sabendo do caso envolvendo uma de suas filhas quando assistiu pela televisão.

(Agência Assembleia).



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