Deu na Veja: Dilma chora ao saber da operação de Roseana
De O Globo:
Rio – De acordo com a pesquisa Ibope sobre a intenção de voto para presidente da República, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada na noite deste sábado, os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão empatados com 39%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Há dois meses, o candidato tucano aparecia com 40% e na prévia de maio para junho, despencou 3 pontos e ficou com 37% e logo depois chegou aos 35%. Agora está com 39% e, com margem de erro, pode variar entre 37% e 41%. Já a candidata petista surgiu com 32%, foi a 37%, chegou a 40% e agora aparece com 39%. Com a margem de erro, pode variar entre 37% e 41%.
A candidata Marina Silva, do PV, que estava estacionada com 9% nas três pesquisas desde abril, subiu um ponto e está com 10%. Com a margem de erro, entre 8% e 12%. Os votos brancos e nulos somaram 6%, enquanto que os indecisos, 7%.
Numa simulação de segundo turno, a pesquisa mostrou que Serra e Dilma continuariam empatados, com 43% das intenções de voto cada, enquanto brancos ou nulos somaram 8% e indecisos, 7%.
A pesquisa Ibope mediu também o grau de aprovação do governo Lula: 76% dos eleitores consideraram ótimo ou bom, 19%, regular, 4%, ruim e péssimo e 1% não soube ou não quis opinar.
Brasília e São Luís – O Partido Social Cristão (PSC) anunciou ontem apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Segundo o vice-presidente do partido, pastor Everaldo Pereira, a prioridade do partido é eleger deputados federais. Segundo ele, a coligação com o PT vai ajudar o PSC a eleger mais deputados. O PSC tem 30 candidatos a uma vaga na Câmara.

Edivaldo Holanda: sob risco
A convenção do PSC ocorreu no dia 14, mas a decisão foi oficializada somente nesta quarta. Participaram do anúncio os presidentes do PMDB, Michel Temer, e do PT, José Eduardo Dutra. Com a adesão do PSC, Dilma Rousseff ganha mais 20 segundos no horário eleitoral gratuito. O PSC possui uma bancada de 16 deputados federais e um senador. O partido havia decidido apoiar a candidatura de José Serra (PSDB), mas mudou de opinião nos últimos dias.
Nesta terça (29), o pastor Everaldo foi recebido pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Durante o encontro foi combinado o apoio do PSC à candidatura de Dilma.
O PT trabalha para conseguir o apoio dos chamados “partidos nanicos”. Com menos candidatos disputando a presidência, o PT avalia que aumentam as chances de Dilma Rousseff vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Trabalhista Cristão
O Partido Trabalhista Cristão (PTC) realizou convenção nesta quarta-feira em Brasília e também decidiu apoiar Dilma Rousseff. O partido decidiu abrir mão da candidatura própria durante a convenção para coligar-se com o PT. “Não teremos candidatura própria. Aprovamos a coligação com o PT e vamos apoiar Dilma Rousseff. Foi uma decisão por unanimidade”, afirmou Divino Omar do Nascimento, presidente do PTC no Distrito Federal.
O PTC é o partido com a menor bancada na Câmara, com apenas dois deputados federais. O partido não tem representantes no Senado.
No Maranhão a legenda, presidido pelo deputado Edivaldo Holanda, está na coligação com PDT e PSDB em torno da candidatura do ex-governador Jackson Lago (PDT). Com a saída do PPS da aliança, ele ficou com a reeleição comprometida.
(Com informações do G1).
Militantes e dirigentes do Partido Livre participaram neste domingo, durante a Parada Gay na Avenida Litorânea, da primeira manifestação pública no Maranhão.
Sob o comando de José Luna, o Partido Livre participou da Parada Gay
Criado em decorrência de uma divisão de integrantes do Partido Verde, que não aceitam a candidatura própria da senadora Marina Silva à Presidência da República, o Livre ainda vai caminhar por uma longa estrada até ser reconhedido como partido político pelo TSE. As manifestações de rua são os primeiros movimentos para atrair simpatizantes e se firmar como agremiação partidária.
O presidente da Comissão Provisória Estadual é o empresário José Luna, o Didi, que aparece na foto em cima do trio de braços estendidos. Ele disse ao blog que a legenda deve apoiar a candidatura à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB). Em nível nacional, os livres já se incorporaram à campanha da petista Dilma Roussef.
Para quem está querendo iniciar a carreira política em um partido ainda sem os vícios dos já estabelecidos, está aí uma boa opção. Mais informações sobre o Partido Livre aqui.
Do G1:
São Paulo – Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta (23) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 40% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José Serra, com 35% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva (PV) tem 9%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne 12 candidatos, Dilma soma 38,2%, Serra, 32,3% e Marina, 7%.
É a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra numa pesquisa de intenção de voto para presidente. Na pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março, Serra tinha 38%, Dilma, 33% e Marina, 8%. No início de junho, em outro levantamento do Ibope, divulgado no último dia 5 e feito por encomenda da TV Globo e do jornal “O Estado de S.Paulo”, Dilma e Serra apareciam empatados com 37% das intenções de voto. Marina Silva acumulava 9%.
A margem de erro do levantamento divulgado nesta quarta é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Portanto, Dilma pode ter entre 38% e 42%; Serra, entre 33% e 37%; e Marina, entre 7% e 11%. Disseram que votarão em branco ou nulo 6% dos entrevistados. Os que responderam que ainda não sabem em quem votar são 10%, segundo o Ibope.
A pesquisa é a primeira realizada após a oficialização das candidaturas de Dilma, Serra e Marina pelas convenções partidárias. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 19 e 21 em 140 cidades. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 16292/2010.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno, Dilma teria 45% e Serra, 38%, segundo o Ibope. Na hipótese de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 53% a 19%. Serra ganharia de Marina por 49% a 22%.
Leia mais aqui.
Da coluna Painel, Folha de S. Paulo:
Brasília - Exame preliminar da Lei da Ficha Limpa indica que, se aplicada sem exceção, a nova regra abalará mais palanques de José Serra (PSDB) do que de Dilma Rousseff (PT). A lista de possíveis baixas do lado dele começa no Maranhão, onde o nome para enfrentar o clã Sarney e o PT seria o do ex-governador Jackson Lago (PDT).
Também estão impedidos, em princípio, Joaquim Roriz (PSC) no Distrito Federal e Expedito Filho (PSDB) em Rondônia. Há ainda a Paraíba, onde, sem aliado disputando o governo, Serra se apoia na candidatura ao Senado de Cássio Cunha Lima (PSDB), outro pendurado. Para Dilma, a perda mais significativa seria Anthony Garotinho (PR) no Rio.
O PSDB tem esperanças de que Lago consiga confirmar sua candidatura na Justiça, porque já cumpriu “pena”. Por ora, o partido vê com muito receio a possibilidade de aproximação com Flávio Dino (PC do B) no Maranhão. Avalia-se que Serra não pode subir num palanque cujo candidato declara voto para Dilma.
No Distrito Federal, os tucanos delegaram a Maria de Lourdes Abadia a tarefa de montar um palanque sem Joaquim Roriz (PSC). Ela quer o Senado, mas, se não houver alternativa, pode virar cabeça da chapa para dar palanque a Serra.
DEM
O presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse pelo telefone a Roseana Sarney (PMDB) que, depois do ocorrido em Santa Catarina, não tem como evitar que os “demos” retirem o apoio à sua reeleição no Maranhão. Ela protestou: “Mas eu que vou ter de pagar esse preço?”. E Maia: “Cobra do PMDB”.
Em discurso emocionado na Tribuna da Câmara (clique e veja vídeo abaixo), realizado terça-feira passada, o deputado Domingos Dutra (PT) disse que ele, o PSB e o PCdoB do colega Flávio Dino, eram “100% Dilma” e não tucanos. E agora que Dino revelou ao jornal Folha de S. Paulo (leia post abaixo) pretender apoiar José Serra (PSDB-SP), como vai ficar a cara de Dutra e da turma que o segue? É mentira, Terta?…
Brasília - Em uma convenção que destoou do histórico de confrontos físicos e jurídicos de ocasiões anteriores, o PMDB oficializou na tarde deste sábado, por ampla margem, o nome do deputado federal Michel Temer (SP) para a vice na chapa presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Sarney, Dilma, Temer e PMDB: unidos pelo Brasil
Ao todo, 473 peemedebistas votaram na convenção nacional do partido, sendo que 560 votos aprovaram a indicação de Temer (84% do total). A candidatura própria, do ex-governador Roberto Requião (PR), recebeu apenas 95 votos. A do jornalista Antonio Pedreira, 4. A diferença ocorre porque, a depender da função, o voto de alguns peemedebistas vale mais do que 1.
Ladeado por José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), Temer, que é presidente da Câmara dos Deputados e presidente do partido, afirmou em discurso, antes do resultado, que o PMDB não será “coadjuvante”, mas “ator principal” em caso de vitória.
“O PMDB não será coadjuvante, será protagonista, ator principal. o PMDB não vai chegar apenas com a vice-presidência, porque atrás do PMDB está o maior exército político eleitoral do país”, disse o peemedebista.
É a primeira vez que PT e PMDB se coligam para uma disputa presidencial. A aliança proporcionará a Dilma o maior tempo na propaganda de rádio e TV, que começa na segunda quinzena de agosto.
Apesar do resultado, Temer expressou sua contrariedade a aliados porque pretendia ter sido aclamado –o que não ocorreu pelos pleitos de Requião e Pedreira. O ex-governador do Paraná deixou a convenção pouco antes de Temer chegar, bem antes do anúncio do resultado. “O partido está cabresteado”, havia reclamado, em sua fala. O encontro ocorreu no centro de convenções Ulysses Guimarães, na região central de Brasília.
Nos anos anteriores, o PMDB se caracterizou por um forte racha, o que se evidenciava em convenções tensas, marcadas por batalhas judiciais e trocas de sopapos e cadeiradas durante os encontros. Neste ano, entretanto, a ala divergente ficou restrita, principalmente, a Requião e aos grupos dos ex-governadores Orestes Quércia (SP) e Jarbas Vasconcelos (PE).
(Com informações da Folha.com).
De O Globo:

Serra ainda vai buscar um vice
Salvador – Sem apresentar seu vice, o tucano José Serra oficializou neste sábado sua candidatura à Presidência da República durante a convenção nacional do PSDB em Salvador. Logo na abertura de seu discurso de mais de meia hora Serra disse: (veja a íntegra do discurso de Serra)
- Sim, sim. Eu aceito ser candidato a presidente da República. Aceito, neste momento tão importante, liderar meu partido na eleição deste ano.
O candidato, que discursou com a ajuda de dois teleprompters no centro de um palco com cerca de 100 convidados, fez críticas indiretas ao governo Lula.
- É preciso pensar antes de votar porque não há malandro que chegue lá sem o voto. O Congresso precisa ser a principal arena do debate e do entendimento político, da negociação responsável sobre as novas leis. O que o Congresso não pode ser é arena de mensalões, de compra de votos e de silêncio – alfinetou o tucano.
Ele voltou a criticar também o “loteamento político exacerbado” do governo Lula, e os cortes nos orçamentos da Saúde e da Educação.
- Isso significa que dinheiro público está sendo mal gasto no Brasil. Não falta dinheiro, falta prioridade.
O tucano disse ainda que não tem padrinho político e nem “esquadrões de militantes pagos com dinheiro público”
- Eu não comecei ontem, não caí de paraquedas. Tenho minha biografia. Minha experiência – resumiu Serra, explicando que seu padrinho político já morreu, numa referência indireta ao ex-governador Mário Covas.
O candidato tucano criticou também as relações do Brasil com países como Irã e Cuba.
- Eu acredito nos direitos humanos, dentro do Brasil e no mundo. Nós não devemos, não fica bem elogiar continuamente ditadores de todos os cantos do planeta.
O tucano prometeu, se eleito, manter programas sociais com a ampliação, por exemplo, do Bolsa Família. Se comprometeu ainda a criar um milhão de vagas em escolas técnicas em todo o Brasil. Leia mais aqui.

Foto: Paulo Soares
O deputado Flávio Dino (PCdoB) divulgou nota nesta sexta-feira lamentando a decisão do PT que definiu pelo apoio à governadora Roseana Sarney (PMDB).
Ele garante que continua candidato e classificou a decisão do PT de “equívoco político com “consequências táticas e estratégicas igualmente graves”.
“Não há qualquer motivo jurídico ou político que sustente a decisão da maioria da direção nacional do PT”, diz a ele.
Abaixo, a íntegra da nota:
1- Como parceiro de tantas lutas e militante da esquerda brasileira, lamento o equívoco político da maioria da direção nacional do PT. Tão grave erro tem consequencias táticas e estratégicas igualmente graves, como a história demonstrará. Manifesto também a indignação contra o tratamento desrespeitoso ao PSB, ao PCdoB e ao PT do Maranhão.
2 - Não há qualquer motivo jurídico ou político que sustente a decisão da maioria da direção nacional do PT.
3 - Agradeço a confiança das direções nacionais e estaduais do PSB e do PCdoB, que desde o começo do processo manifestam-se a favor de um Maranhão justo e desenvolvido. Do mesmo modo, o meu reconhecimento aos companheiros do PT do Maranhão, os quais, em sua imensa maioria, permanecem determinados a renovar e mudar a política maranhense.
4 - Prossigo na pré-campanha no Maranhão, com o PCdoB, o PSB, os petistas e os movimentos sociais. A esperança está mais viva do que nunca. Quem conhece o sofrimento e a pobreza do povo do Maranhão, e se indigna com essa situação vergonhosa, não se permite ter medo.
5 - Amanhã (sábado) estaremos debatendo nosso Programa de Governo nos municípios de Colinas, Mirador e Dom Pedro. No domingo, participarei do Congresso Estadual da União da Juventude Socialista (UJS), em São Luís.
6 - Faremos nossa Convenção Estadual no dia 26 de junho, em São Luís. Vamos vencer as eleições. A esperança sempre vence o medo.”