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Resolução do PT sobre aliança no Maranhão

sex, 11/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Do site do PT:

Resolução DN 10/06/2010  -  Política de Alianças no Maranhão

PT 30 anos 250510Considerando as diretrizes estabelecidas no 4º Congresso Nacional do PT que definiu como objetivo princicipal de 2010 a vitória na eleição presidencial, com a candidatura da companheira Dilma Rousseff, para dar continuidade aos avanços do projeto democrático e popular liderado pelo Presidente Lula;

Considerando que o 4º Congresso estabeleceu, ainda,a respeuito das eleições estaduais, que é de competência da direção nacional a deliberação, em última instância, sobre as questões de tática e alianças nos Estados;

Considerando a importância do PMDB na base aliada do nosso governo e na composição da coligação eleitoral nacional para as Eleições 2010;

O Diretório Nacional

RESOLVE:

1.  Aprovar a coligação estadual majoritária com o PMDB no Estado do Maranhão e à candidata ao Governo do Estado, Roseana Sarney;

2. Determinar à Comissão Executiva Estadual do PT do Maranhão, na realização de sua Convenção Oficial para a escolha de candidatos e aprovação de coligações às próximas eleições gerais, a observância das diretrizes estabelecidas na presente Resolução, em consonância às normas legais, bem como às normas estatutárias definidas no Capítulo I do Título V do Estatuto do PT.

Brasília, 11 de junho de 2010

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

Roseana convoca petistas para cruzada pró-Dilma

sex, 11/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

A governadora Roseana Sarney (PMDB) afirmou agora há pouco estar “feliz” e ter recebido com “humildade” e “tranqulidade” a decisão do PT em oficializar o apoio à sua candidatura. Ela disse que todas as correntes do partido no Maranhão serão bem recebidas na coligação. “Ninguém terá tratamento privilegiado”, declarou.

Dilma, Lula e Roseana em Bacabeira

Dilma, Lula e Roseana em Bacabeira

A governadora convocou os petistas maranhenses a se unirem a ela no esforço de eleger a pré-candidata Dilma Roussef a primeira mulher presidente do Brasil. “Temos de dá a Dilma uma votação do tamanho da generosidade do presidente Lula com o Maranhão. Ela é a única candidata que pode dar continuidade a esse grande trabalho que o presidente tem feito pelo país”, disse.

Roseana viaja ainda nesta sexta-feira à tarde para Brasília com objetivo de participar da convenção nacional do PMDB neste sábado. Ainda hoje ela vai ter uma série de conversas na Capital Federal com as lideranças do partido. Por conta disso, cancelou sua participação na abertura do São João no Arraial da Lagoa da Jansen.

PT Nacional decide apoio a Roseana Sarney

sex, 11/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

No sábado passado informei aqui qua a aliança PT/PMDB em torno da candidaura da govenadora Roseana estava fechada. Disse mais: só ainda acreditava que o deputado Flávio Dino (PCdoB) teria apoio do PT, e que o partido do presidente Lula terá candidatura própria ou uma chapa sem cabeça no Estado, quem não conhecia política, era ingênuo ou queria ser usado (reveja).

Com apoio do PT, Roseana fica praticamente imbatível

Com apoio do PT, Roseana fica praticamente imbatível

Por falar essa verdades, com base em informações que havia recebido dos próprios petistas, passei a ser alvo de comentaristas e da patota do PCdoB. Como nada mais certo nessa vida que um dia após o outro, com uma noite no meio, aconteceu o previsto.

Por 43 votos a 30, o Diretório Nacional do PT confirmou nesta sexta-feira a coligação do partido com o PMDB. Antes dessa votação, por 44 votos a 30, a instância já havia definido anular o encontro do PT-MA que havia definido a aliança PT/PCdoB.

A pré-candidata Dilma Roussef (PT) esteve na abertura da reunião. A tese pró-Roseana foi defendida pelos ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) e Antonio Palocci (Fazenda), pelo líder do partido Câmara, deputado Cândido Vaccareza (SP), e o presidente da legenda, José Eduardo Dutra.

Ninguém ligou para as palhaçadas armadas pelo deputado Domingos Dutra, que ameaça iniciar uma greve de fome no Plenário da Câmara. Estiveram em Brasília tentando criar factóides a ex-deputada Terezinha Fernandes, Augusto Lobato, Sílvio Bembem e Manoel da Conceição. Conceição tentou iniciar uma greve de fome no auditório da sede do Diretório Nacional, mas foi expulso de lá.

Eles levaram a tiracolo os delegados Francivaldo Coelho, Marcelo Coelho e Maria de Lourdes Moreira da Silva, a Moçota, que apareceram na Veja dizendo terem recebido proposta em dinheiro para votar na aliança pró-Roseana. Ninguém quis saber de mais essa armação.

A questão da composição da chapa será definida no Maranhão. Mas confome informou o blog ainda no sábado, o mais provável é que o ex-deputado Washington Luiz (PT) seja o candidato a vice-governador e o atual ocupante do cargo, João Alberto de Sousa (PMDB), seja o candidato ao Senado. Agora a novela vai ser a participação do DEM na coligação.

O certo é o que o principal derrotado de todo esse processo foi Flávio Dino. Ele vai se reunir com os PSB para ver se ainda mantém a candidatura. Já Dutra, Bira do Pindaré, Bembem, Lobato, Terezinha e Jomar Fernandes devem desistir das candidaturas ao Senado e ao Parlamento. Na reunião de hoje eles não foram liberados a apoiar outro nome. Se quiserem concorrer terão de ir com Roseana.

Acabaram perdendo o trem da história.

PMDB e PT selam acordo em MG; MA pode ser próximo

seg, 07/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Da Folha.com:

Brasília - PT e PMDB confirmaram no final da tarde desta segunda-feira que o candidato lulista em Minas Gerais será o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB). Seu rival na disputa interna, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), será um dos candidatos ao Senado na chapa.

Helio Costa: acordo PT?PMDB em MG

Hélio Costa: acordão em MG

O acerto se deu após meses de negociação e depois que o presidente Lula e a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) pressionaram o PT mineiro a ceder. Isso porque a candidatura de Costa era usada pelo PMDB como uma das condições para o apoio a Dilma. Os dois partidos tentam negociar ainda a indicação do petista Patrus Ananias, ex-ministro de Lula, como vice de Costa.

“O PT entrará de corpo na candidatura de Costa”, afirmou o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. “Esse momento é simbolicamente importante para a aliança nacional entre PT e PMDB”, reforçou Michel Temer (PMDB), presidente da Câmara, que será formalizado no sábado como vice de Dilma na convenção nacional do seu partido.

Pimentel e Costa também estavam presentes ao encontro, realizado na Presidência do PMDB, em Brasília. Com o nome envolvido na suspeita de que a campanha nacional petista tenha tentado montar um dossiê antitucano, Pimentel disse que não sabe ainda se permanecerá na equipe que coordena a campanha de Dilma. Ele afirmou que isso vai depender de conversas com suas bases em Minas acerca de sua candidatura ao Senado.

“O PMDB tem sido e continuará sendo um aliado confiável do governo”, disse Costa. A chapa terá como principal adversário o candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB).

Até a última hora, os petistas mineiros mantiveram o discurso de defesa da candidatura de Pimentel, mesmo sabendo há semanas que PT e PMDB nacionais já tinham fechado com o nome de Costa.

A “ameaça” de rebelião patrocinada ontem pelos petistas mineiros teve o objetivo de sinalizar à militância do partido, no Estado, que o PT tentou viabilizar até o último momento uma candidatura própria.

Elio Gaspari: o tucanato está tonto e zangado

dom, 06/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Da coluna Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:

O TUCANATO ESTÁ tonto, sem motivo. A prova da falta de rumo está na insistência de José Serra em fazer oposição vigorosa… ao governo da Bolívia. Campanhas presidenciais têm momentos mágicos, como o dia em que Fernado Henrique Cardoso viu eleitores empunhando cédulas do real durante um comício na Bahia.

tucanato tonto

Arte: Juliana Freire

Serra precisa perseguir esses momentos. Ele entrou na disputa com um discurso aveludado, lembrando Tancredo Neves, e em poucas semanas crispou-se, tentando ficar parecido com Fernando Collor.

A perplexidade tucana não tem amparo na realidade. A percentagem de eleitores dispostos a tirar o PT do governo é igual à daqueles que gostariam de votar em Dilma Rousseff. Trata-se apenas de batalhar pelo votos com uma plataforma real, livre de marquetagens. Se perder, paciência.

Em 2008, nos Estados Unidos, o jogo bruto detonou a candidatura de Hillary Clinton, que parecia invencível. Em vez de falar macio, ela e o marido, Bill, decidiram pegar pesado. Ciscaram para fora. Num episódio típico, empurraram Ted Kennedy para o colo de Obama. É verdade que ele namorava a hipótese, mas a gota d”água se deu quando Bill Clinton disse-lhe: “Esse sujeito nunca fez nada. (…) Ele nos servia café!”. Kennedy ouviu e fechou a conta.

Tanto Serra como Dilma se parecem mais com madame Clinton do que com o companheiro Obama. O problema de Serra é que Dilma tem Lula ao seu lado. Com estrondos, não ganhará a eleição.

Ibope: Serra cai 3 pontos e Dilma sobe 5

sáb, 05/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Do G1:

São Paulo – Pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada neste sábado (5) aponta Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) empatados. Os dois têm 37% das preferências e Marina Silva (PV), 9%.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades do país entre os últimos dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma e Serra podem ter entre 35% e 39% das preferências e Marina, entre 7% e 11%. Nove por cento dos entrevistados disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato. Os indecisos somam 8%. Foi a primeira pesquisa feita pelo Ibope realizada depois da exibição de propagandas políticas do PT e do DEM.

ipobe pesquisa serra dilmaNo último levantamento do Ibope, em abril, José Serra tinha 40% das intenções de voto, Dilma Rousseff, 32%, e Marina Silva, 9%. Dilma foi a única candidata que apresentou crescimento.

Em fevereiro deste ano, a diferença entre os dois primeiros colocados na disputa era de 13 pontos percentuais (Serra tinha 41% e Dilma, 28%). Em março, caiu para cinco pontos (38% e 33%, respectivamente). E, em abril, voltou a subir e chegou a oito pontos (40% e 32%). Nesse mesmo período, Marina teve 10%, 8% e 9% das intenções de voto nos estudos feitos pelo Ibope.

A série histórica citada não considera na disputa o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que oficializou, no fim de abril, a desistência de concorrer à Presidência.

A pesquisa é a primeira encomendada neste ano ao instituto pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Esse levantamento aferiu somente as intenções de voto nos três principais presidenciáveis. Nos cartões apresentados aos eleitores, não constavam os nomes de eventuais pré-candidatos cujas taxas são inferiores a 1% em outras pesquisas já divulgadas neste ano.

O prazo legal para que os partidos oficializem os candidatos em convenção começa no próximo dia 10 e termina no dia 30. Após essa data, serão conhecidos os nomes de todos os candidatos que disputarão a Presidência na eleição de outubro.

Segundo turno

O Ibope também considerou a possibilidade de segundo turno entre Serra e Dilma. O resultado é um novo empate, em 42%. Nessa situação, brancos e nulos somam 9%. Sete por cento não responderam. Segundo os pesquisadores, a candidata do PT recebe mais votos dos eleitores de Marina Silva (40%, contra 32% que optariam pelo candidato tucano).

Entre os entrevistados que declararam que votariam branco ou nulo no primeiro turno, o percentual de quem escolheria Serra na segunda etapa é maior (17%, contra 6% para Dilma).

Rejeição

O Ibope aferiu o grau de rejeição dos eleitores aos três principais pré-candidatos. Vinte e quatro por cento dos entrevistados disseram que não votarão em Serra; 19% em Dilma e 15% em Marina.

Os entrevistados responderam ainda questionários sobre o interesse na eleição que vai ocorrer em outubro. De acordo com o Ibope, 21% disseram que têm muito interesse, 32% têm  interesse médio, 27% têm pouco interesse e 19% não têm interesse nenhum.

Avaliação do governo

De acordo com o levantamento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 75% dos entrevistados, regular por 20% e ruim ou péssimo por 5%. A nota média atribuída ao governo pelos eleitores ouvidos pelo Ibope é 7,8.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 13642/2010.

Vitória de Dilma pode gerar fim do DEM e PPS

dom, 30/05/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Por Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo:

Na contabilidade da oposição, uma eventual vitória de Dilma Rousseff em outubro vai somar 20 anos do PT na Presidência e resultar no enterro do DEM. Aliás, do DEM e do PPS, com sérias avarias no PSDB.

Eis a aritmética em caso de Dilma vencer: Lula oito anos, Dilma mais quatro, a volta de Lula para mais oito.
O que está em risco é a sobrevivência da oposição, pelo menos da oposição tal como configurada nestas eleições. E, com vitória ou com derrota, a palavra “fusão” corre solta entre os oposicionistas, para gerar um novo partido, mais competitivo.

dem_capotaO DEM foi criado como PFL em 1985, no rastro da dissidência do PDS (partido da ditadura, originário na Arena) que apoiou as Diretas Já e o oposicionista Tancredo Neves (PMDB).

A evolução do processo político após a ditadura não acolheu as siglas “de direita”, espectro do PFL e agora do DEM. Assim, seus primeiros líderes não tiveram condições de concorrer à Presidência da República, a não ser em 1989, e transformaram o partido em linha auxiliar do PSDB.

Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL na maior parte da vida do partido, encerrou a carreira política; Marco Maciel (PE) teve seus oito anos de glória como vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o baiano Antonio Carlos Magalhães, que sempre andou em faixa própria, muitas vezes na contramão dos caciques, morreu em 2007.

A segunda geração, no DEM, demonstra inexperiência política e falta de instrumentos para disputar a linha de frente, seja a Presidência, sejam os governos estaduais.

O presidente é Rodrigo Maia (filho de César Maia, ex-prefeito do Rio). O ex-líder na Câmara era ACM Neto (neto do cacique baiano). O atual é Paulo Bornhausen (filho do ex-presidente do PFL). Os sobrenomes ficaram, mas a força política murchou.

Na geração intermediária, a resistência está ainda no Nordeste: senador José Agripino Maia (RN), deputado José Carlos Aleluia (BA), ex-governador Paulo Souto. Nada no Rio de Janeiro, em Minas, em São Paulo.

As maiores esperanças eram José Roberto Arruda, governador do DF, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Arruda saiu da política para a cadeia na crise do mensalão do DEM. Kassab foi um bom candidato, mas é um prefeito sob críticas.

O DEM, agora, só tem uma alternativa: a vitória ou a vitória de José Serra. Do contrário, vira coisa do passado.

Ninguém quer ser vice de José Serra

sex, 28/05/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

De O Globo:

Brasília – Se não bastassem as preocupações suscitadas pelo resultado das últimas pesquisas de intenção de votos, que apontam o empate técnico entre o tucano José Serra (foto) e a petista Dilma Rousseff na disputa presidencial, a oposição agora enfrenta um novo problema: encontrar um vice para a chapa tucana até a convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 12 de junho. Já sem esperanças de ter o ex-governador mineiro Aécio Neves no posto , PSDB, DEM e PPS começam a discutir internamente outras alternativas ao seu nome, como, por exemplo, o do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Serra 28052010- Se dependesse de mim, seria o Tasso – tem repetido o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em conversas reservadas.

Apesar da grande recepção preparada na semana passada para Serra no Ceará , Tasso voltou a dizer esta semana aos companheiros de partido que não quer a vice. Ele teria confidenciado a amigos que um dos motivos seria porque não aceitaria levar bronca de Serra e que, se fosse escolhido, haveria crise entre os dois logo no começo. Pesam a favor da indicação do nome de Tasso o fato de ele ser nordestino e também o de ter popularidade no Ceará, o que poderia ajudar Serra a capitalizar os votos dos eleitores do ex-presidenciável Ciro Gomes.

Outra alternativa seria o nome do senador Sérgio Guerra, também nordestino. Ele é hoje um dos principais interlocutores do pré-candidato tucano e tem sido fundamental na negociação das alianças estaduais do PSDB e na ampliação do palanque nacional de Serra. Sua preocupação principal nesta quinta-feira, porém, era colocar um ponto final nas especulações em torno do nome de Aécio.

- Isso não ajuda a consolidar a candidatura de Serra, nem abre espaço para a negociação de outras alternativas para a vaga de vice. Há seis meses, Aécio já havia me dito que não seria candidato a vice nem gostaria de ser pressionado. Claro que seu nome na chapa melhoraria nossa situação em Minas, mas está claro que ele não aceitará ser vice. Nossa expectativa é que Aécio não só vai conseguir eleger Antonio Anastasia governador de Minas como vai levar Serra a uma vitória no estado – afirmou Guerra.

No DEM, as opções de vice seriam os senadores José Agripino (RN) e Kátia Abreu (TO). A senadora encontra resistência dentro do PSDB e no núcleo próximo de Serra, por sua forte identificação com o setor ruralista, geralmente classificado como de direita. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), prefere não tratar desse assunto neste momento:

- Só trato de vice a partir de junho – disse.

O presidente do PPS, Roberto Freire, um dos que mais apostavam na possibilidade de Aécio aceitar a vaga de vice, admitiu que é preciso colocar um ponto final nessa novela:

- O que poderia ser uma solução agora começa a ser um problema. Não sei que alternativa temos. Não pensei nisso. Mas estou certo de que conseguiremos encontrar um bom candidato a vice – disse Freire, admitindo também que o nome do ex-presidente Itamar Franco poderá ser analisado.

Aécio Neves adia férias para fugir de José Serra

ter, 25/05/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

De O Globo:

Brasília – Após uma hora e meia de reunião, o comando da campanha presidencial do PSDB revelou ontem um diagnóstico pouco animador sobre o que pode ser o desempenho do tucano José Serra na disputa sucessória.

Situação de Serra é cada dia mais difícil

Situação de José Serra é cada dia mais difícil

Embora paralelo ao discurso de que acreditam na vitória, os tucanos já falam em “ganhar sem muita vantagem”, pois uma das análises é a de que, dificilmente, deverão recuperar a larga diferença que já tiveram da principal adversária, Dilma Rousseff (PT), hoje empatada com Serra, com 37% cada, segundo o último Datafolha. Na pesquisa de dezembro de 2009, a diferença era de 16 pontos.

Ao mesmo tempo em que associa a performance da petista à exposição dela na TV, o grupo de Serra admite que também aguarda a presença do tucano nas inserções que começam dia 15 de junho, e também no programa partidário, do dia 17, para alavancar sua candidatura. Ainda assim, o clima é de cautela:

— O mês de maio foi da Dilma, e o mês de junho será o nosso. E vamos chegar na campanha com posição favorável, mas não com uma grande vantagem. Será uma eleição duríssima, mas nossa campanha estará dentro da legalidade — disse o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, que capitaneou o encontro com integrantes da direção da campanha, na sede do PSDB paulistano.

Aécio Neves foge

O aumento da pressão para que Aécio Neves aceite ser vice na chapa presidencial encabeçada pelo tucano José Serra levou os aliados do ex-governador mineiro a entrarem em campo para evitar que ele seja posto contra a parede. Estrategicamente, Aécio adiou sua volta das férias para esta quarta-feira, mas manteve contato permanente pelo telefone com esse grupo, sem dar sinais de que poderá mudar de planos e desistir da candidatura ao Senado.

Seus interlocutores adiantam ainda que Aécio, mantendo sua candidatura ao Senado, não aceitará, em qualquer hipótese, ser responsabilizado por um eventual fracasso da campanha nacional do PSDB. Até porque foi um dos primeiros a alertar a cúpula do partido, ainda em dezembro do ano passado, sobre os riscos da demora para a definição do seu candidato à Presidência e na costura das alianças partidárias.

- Aécio não serviu para ser candidato a presidente e agora virou o salvador da pátria? Isso não está certo – reclamou um dos interlocutores do ex-governador mineiro.

Queda em pesquisa faz Serra correr atrás de Aécio

seg, 24/05/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

São Paulo – Sob o impacto do último Datafolha, que registra um empate com a petista Dilma Rousseff para a Presidência, a coordenação de campanha de José Serra (PSDB-SP) se reúne hoje para redesenhar sua estratégia e agenda, que agora será intensificada.

Serra apela para ter apoio de Aécio Neves em MG

Serra apela para ter apoio de Aécio Neves em MG

Além disso, o partido pretende fazer uma nova investida sobre Aécio Neves, que volta amanhã após 25 dias fora do país, para que o mineiro aceite ser vice na chapa. O comando da campanha avalia que, com Aécio como vice, Serra somaria mais 2 milhões de votos, ao menos.

Aécio encontrará um cenário em que aliados, antes relutantes, recomendem que reconsidere. Na semana passada, o secretário-geral do PSDB-MG, Lafayette de Andrada, expressou esse desejo -foi a primeira vez que um dirigente tucano em MG admitiu a chapa puro-sangue. “Vou conversar com ele, sem ansiedade para que seja vice, mas para que trabalhe de corpo e alma na campanha”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Além de Tasso, o ex-ministro Pimenta da Veiga conversará com Aécio nesta semana sobre seu futuro político. Fora a pesquisa, pesa sobre Aécio um tropeço do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Cotado como alternativa ao mineiro, Dornelles apresentou, na semana passada, uma emenda que atenua a exigência de ficha limpa para que políticos concorram às eleições.

Agenda

A campanha irá priorizar visitas a Estados onde Serra não tem boa performance, mas pretende também demarcar espaço em tradicionais redutos eleitorais e acelerar a montagem de palanques até agora em segundo plano, como os de Amazonas e Distrito Federal.

Os tucanos evitam falar em mudanças imediatas, mas admitem que o resultado da pesquisa, além de acender o sinal amarelo na campanha, revela que a eleição será muito acirrada. Para o Distrito Federal, a ideia é lançar um candidato que divulgue o número do partido, como Maria Abadia.

No Amazonas, Serra deverá ir ao Estado (mesmo sem palanque definido) e construir um discurso favorável à Zona Franca de Manaus. Segundo tucanos ligados a Serra, não se deve exigir esforço apenas do candidato (que tem dormido cinco horas por dia), mas da sigla.

O núcleo da campanha crê que Serra voltará à dianteira após o programa eleitoral do PSDB, em 17 de junho.



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