Bomba em ITZ: Valdinar Barros, Carlinhos Amorim e mais 21 políticos tornados inelegíveis por 8 anos
Os deputados Valdinar Barros (foto), líder do PT na Assembléia Legislativa, e Carlinhos Amorim (PDT), assim como mais 21 vereadores e ex-vereadores de Imperatriz, alguns deles já falecidos, foram condenados pelo juiz Joaquim da Silva Filho, da Vara da Fazenda Pública na cidade, à perda da função pública, dos direitos políticos por oito anos e à devolução de recursos aos cofres da Câmara Municipal. Eles são acusados da prática de improbidade administrativa, em ação movida pelo Ministério Público, que aponta apropriação indevida de verbas da Casa.
A decisão é do dia 6 de maio. Os acusados podem recorrer da sentença. De acordo com a decisão, além da inelegibilidade, os políticos e ex-políticos foram condenados à perda dos valores acrescidos ilicitamente aos seus patrimônios pessoais no ano de 1996, referentes ao reajuste dos subsídios dos vereadores, à verba de apoio legislativo dos gabinetes, à verba para as despesas de fiscalização e controle externo, à verba de representação individual de membro da Mesa Diretora e do presidente da Casa, conforme consta nas folhas de pagamento desse período. Esse reajuste foi implementado pela Resolução nº 01/1996 da Câmara Municipal de Imperatriz.
Todos os acusados também terão de pagar multa civil de três vezes o valor acrescido ilicitamente aos seus patrimônios (não informado na sentença); ficarão proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos. O juiz determinou ainda a perda da função pública, para quem a exerça ao tempo do trânsito em julgado da decisão. As sanções serão aplicadas aos vereadores que participaram da sessão legislativa e votaram favoráveis à aprovação da Resolução nº 01/1996.
Joaquim Filho condenou ainda os réus ao pagamento das custas processuais e, visando a efetividade da decisão, tornou os bens de todos eles indisponíveis. Veja abaixo a relação dos condenados:
Milton Lopes do Nascimento (ex-vereador e ex-deputado, já falecido);
Adhemar Freitas (ex-presidente da Câmara e atual secretário de Desenvolvimento do Sul do Maranhão);
Jorge Ney Mota Bandeira (ex-vereador);
Carlinhos Amorim (ex-vereador e atualmente deputado);
José de Ribamar Gomes da Silva (ex-vereador);
João Macedo da Silva (ex-vereador e ex-deputado);
Conceição Formiga (ex-vereadora);
Joel Gomes Costa (vereador, líder do governo Sebastião Madeira);
João Francisco Silva (ex-vereador);
José Carlos Soares Barros (ex-vereador);
Raimundo Costa Silva (vereador);
João Moreira Pinto (ex-vereador e ex-prefeito de Vila Nova dos Martírios);
Raimundo Aldemar Silva (ex-vereador);
Antonio Rodrigues Salgado Filho (ex-vereador e ex-presidente da Câmara);
Valmir Izidio Costa (ex-vereador e ex-presidente da Câmara);
Francisco das Chagas Alves de Brito – Chagão do PT (vereador)
Antonio Silva Pimentel (ex-vereador);
Luis Carlos Noleto (ex-vereador e ex-vice-prefeito de Ildon Marques);
Valdinar Barros (ex-vereador e atualmente deputado);
Homero Garcia Silveira (ex-vereador);
André Paulino Albuquerque (ex-vereador, já falecido)
Simplício Zuza Neto (ex-vereador, já falecido)
Josimar Gonçalves Lima (ex-vereador).
(O Estado Maranhão).
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Os casos envolvem duas crianças com problemas sérios de saúde, uma delas à época recém-nascida, além de uma senhora de 47 anos, portadora do vírus HIV, acometida de acidente vascular cerebral (AVC). Em relação a esta paciente, o juiz de primeira instância fixou multa diária de R$ 5 mil para o município, em caso de não cumprimento da ordem de internação em um dos hospitais com UTI existentes em Imperatriz. Também de R$ 5 mil foi a multa estipulada para o município no caso da recém-nascida, e de R$ 1 mil, no da outra criança.


O novo superintendente da Infraero em Imperatriz, Enos Domingues Lima, adiantou que no projeto estão previstas obras do chamado Modos Operacionais (Mopes), que consistem na ampliação das salas de embarque e desembarque, saguão, duplicação das esteiras e ainda a geração de mais postos de trabalho com a contratação de funcionários. Há, ainda, o previsível reforço no sistema de segurança, que já conta com detector de metais e rastreadores.
Segundo Nilmar da Gama, a descoberta da “indústria da morte” se deu com a elucidação do assassinato do suplente de vereador Orlando Pedrosa Rocha, no dia 23 de junho do ano passado. Ele foi executado com quatro tiros, dentro do Restaurante Quero Mais, de sua propriedade, no centro da cidade. O autor do assassinato foi Edmilson Almeida, que já está recolhido na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Imperatriz. O mandante, de acordo com a delegada, foi Edilson Ângelo Pereira do Nascimento, o Edilson do Isqueiro, natural de São Pedro da Água Branca e que já foi vereador do município. Ele está com mandado de prisão preventiva em aberto, e se encontra nos Estados Unidos. Ele patrocinava o crime mandando dólares para os comparsas na cidade.