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Dino: ‘farei campanha com entusiasmo da militância’

seg, 05/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

O candidato do PCdoB ao Governo do Maranhão, Flávio Dino, confirmou nesta segunda-feira no TRE que esteve realmente no edifício Two Towers durante a batida policial realizada no sentido de prender o empresário Alessandro Martins (Euromar). Martins continua foragido.

Flávio Dino é observado pela vice Miosótis durante registro da chapa

Flávio Dino é observado pela vice Miosótis durante registro da chapa

Conforme o blog havia antecipado neste final de semana (reveja), ele foi ao local visitar o prefeito de Caxias e principal cabo eleitoral Humberto Coutinho (PDT). “Tenho muitos amigos que moram lá. Um deles é o Humberto Coutinho. Fui lá conversar com ele”, esclareceu.

A presença do comunista no prédio chamou a atenção de policiais, promotores e delegados que faziam buscas no local. Um apartamento no Two Towers era vendido há dois anos por R$ 2,5 milhões. Hoje está avaliado em R$ 4 milhões.

Flávio Dino registrou agora há pouco no tribunal sua candidatura pela coligação “Muda Maranhão” (PCdoB/PPS/PSB) . A candidata a vice-governadora é a professora Miosótis Lúcio (PPS). Os candidatos ao Senado são José Reinaldo Tavares (PSB) e o professor Adonilson Lima (PCdoB).

Os suplentes do ex-governador serão o presidente do PPS, Paulo Matos (PPS) e Socorro Nascimento (PCdoB). Os de Adonilson Lima são Félix Resplandes, vereador em São Raimundo das Mangabeiras, e Gilnei Baggio (ambos do PCdoB).

O comunista disse que fará uma campanha “com a marca da militância, do entusiasmo”. Ele fará a primeira atividade amanhã numa caminhada na Rua Grande. O candidato entregou uma versão sintetizada de seu plano de governo no ato da inscrição, conforme determina a legislação eleitoral.

Previu gastos de R$ 8 milhões. A coligação lançar 60 candidatos a deputado estadual e 34 a federal.

“Nenhum homem público do Maranhão tem a ficha mais limpa que a minha”, diz Jackson Lago

seg, 05/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

O ex-governador Jackson Lago (PDT) afirmou no final da manhã desta segunda-feira no TRE que nenhum homem público do Estado “tem a ficha mais limpa”  que a dele. A declaração foi uma resposta a possível impugnação de sua candidatura em decorrência da Lei da Ficha Limpa.  O pedetista esteve no tribunal na companhia dos candidatos a vice-governador Luiz Porto e ao Senado Roberto Rocha e Edson Vidigal (PSDB) para registrar a chapa “O Povó é Maior” (PDT/PSDB/PTC).

Jackson registra chapa“Ninguém na vida pública do Maranhão tem a vida e a ficha mais limpa que o Jackson Lago. Fui três vezes prefeito de São Luís e dois anos governador. Meu patrimônio continua o mesmo. Nunca aumentou um centavo além do meu salário. Não sou sócio de nenhuma empresa. Estou na vida pública para mostrar ser possível exercer cargos e permanecer com as mãos limpas”, disse.

O governador cassado, acusado pelo Ministério Público Federal no bojo da Operação Navalha de receber 8% de propina de obras da construtora Gautama no Estado, declarou não duvidar que possa ter a candidatura impugnada.

“Eu tenho a vida, as mãos e a consciência tranqüilas. Mas quem luta contra essas estruturas viciadas tudo pode acontecer. No entanto, não creio que o Brasil assista pela segunda vez uma violência dessa natureza. Se as estruturas dominantes do Estado, que convivem com instituições nacionais, não aceitam a vontade do povo do Maranhão, isso é outra questão. Eu não aceito que pela segunda vez queiram desrespeitar a vontade de nossa população”, completou.

Jackson disse que “tudo é possível” ao ser questionado sobre uma possível ação do Ministério Público Eleitoral contra ele. “O povo constatou que todo tipo de violência é possível. O Brasil inteiro não vai aceitar que pela segunda vez se cometa uma violência contra a vontade da maioria do povo do Maranhão”, reforçou.

O ex-governador disse ainda que se sua candidatura for impugnada “haverá defesa”. “Eles farão isso sempre porque temem a candidatura de Jackson Lago. Vamos obter a segunda vitória sobre a representante da oligarquia. Sabemos que eles não querem perder pela segunda vez, mas vão perder”, assinalou.

O pedetista previu gastos de R$ 15 milhões na campanha. Os candidatos ao Senado R$ 10 milhões cada. Cada deputado federal da coligação “O Povo é Maior” R$ 4 milhões e os estaduais R$ 2 milhões. A aliança lançou cerca de cem candidatos.

Marcos Silva critica “oposição vacilante”

seg, 05/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

O candidato do PSTU ao Governo do Maranhão, Marcos Silva, afirmou durante o registro de sua chapa no TRE nesta segunda-feira que fará uma campanha de “oposição de esquerda, classista e socialista” ao governo Roseana Sarney (PMDB), mas também criticou a “oposição vacilante”.

Marcos Silva, Elói Natan e Noleto registram chapa no TRE

Marcos Silva, Elói Natan e Luiz Noleto no TRE

“É a oposição sem programa que mude realmente a realidade do povo maranhense. O Maranhão não precisa só mudar a cabeça de seus dirigentes, mas as atitudes práticas na elaboração das políticas. É a oposição que por qualquer bagatela se junta àqueles que convencionalmente governam o Estado”, explicou.

Segundo ele, o principal representante deste grupo é o ex-governador Jackson Lago (PDT). Marcos Silva citou como exemplo o fato do pedetista, após eleito em 2006, ter procurado primeiramente a então senadora Roseana Sarney em seu gabinete para uma conversa. “É a trajetória política da oposição: ora estão juntos e separados sempre em torno dos interesses deles mesmos usando chavões como ‘em nome do interesse do povo’”, completou.

O candidato do PSTU definiu a candidatura do concorrente Flávio Dino (PCdoB) como “transitória” porque tem “trânsito dos dois lados”. “O PCdoB hoje é uma legenda de aluguel. O grupo do Flávio Dino alugou o PCdoB em 2006 (para desenvolver um projeto político). Eles estiveram nos dois primeiros governos Roseana”, lembrou.

Marcos Silva terá Hertz Dias como candidato a vice-governador. É a terceira vez que ele concorre ao governo. Para o Senado o PSTU está lançando Luiz Noleto e Claudicéia Durans. Os suplentes de Noleto são os militantes de movimentos sociais Maria do Carmo e Maria Sales. Os suplentes de Claudicéia são a professora Janilde Santos e o operário Valdelino Ferreira da Silva.

O PSTU está prevendo gastos de R$ 60 mil na campanha. O candidato disse que não aceitará doação de empresas. Por isso está promovendo uma rifa para arrecadar recursos, mas rechaça qualquer comparação com a feita pelo deputado Domingos Dutra (PT) anos atrás. “Essa é realizada pela direção nacional. É uma forma dos trabalhadores ajudarem as candidaturas do partido em todo país”, explicou.

Sub judice, Jackson vai ao TRE registrar chapa

seg, 05/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Com a candidadura sub judice por conta da Lei da Ficha Limpa, o ex-governador Jackson Lago (PDT) e o pastor Luiz Carlos Porto (PSDB) formalizam daqui a pouco, às 11h no TRE, o pedido de registro de sua candidatura ao gGoverno do Estado e demais integrantes da coligação “O Povo é Maior” (PDT-PSDB-PTC).

Coligação de Jackson Lago apoiará tucano José Serra à Presidência

Coligação de Jackson Lago apoiará tucano José Serra à Presidência

Jackson chegará ao tribunal em companhia dos candidatos ao Senado Roberto Rocha e Edson Vidigal, ambos do PSDB, deputados federais, estaduais, lideranças políticas dos partidos coligados e entregará pessoalmente a documentação ao representante do Cartório Eleitoral. Roberto terá como suplentes o ex-chefe da Casa Civil Pedro Maranhão e o vereador José Joaquim (PSDB), respectivamente. Já os de Vidigal serão o ex-prefeito de Barreirinhas Léo Costa (PDT) e o ex-deputado Lula Almeida (PSDB). O vice de Jackson deve ser mesmo o pastor Luiz Porto (PSDB)

“A partir do dia 6 estaremos em condições legais de iniciarmos nossa campanha. Vamos discutir nosso programa de governo com a população com objetivo de reiniciarmos as obras que foram paralisadas por conta de um golpe judicial”, observou Jackson.

Em cumprimento à lei que estabelece a apresentação do plano de governo no ato do pedido de registro de candidaturas majoritárias, a coligação confirmará as diretrizes que nortearão o próximo mandato do pedetista. Em síntese, Jackson Lago apresentou um plano que pretende ratificar a descentralização administrativa e a participação popular, marcas do seu mandato interrompido por causa da cassação.

Além do fortalecimento da política municipalista, o governador cassado se propõe a nortear seu mandato popular, a partir da avaliação do curto período em que esteve à frente do Executivo estadual, dando continuidade aos grandes projetos na política de saúde no estado, com a implantação dos socorrões regionais. No programa também é mencionado o apoio aos empreendimentos regionais e aos grandes projetos econômicos como a implantação da refinaria Premium da Petrobras no município de Bacabeira,
 
Os três partidos vão se coligar também na eleição proporcional. O “chapão” vai apresentar com o número máximo de candidatos permitido pela legislação.  O PDT, por exemplo, vai apresentar uma lista com nove candidatos a deputado federal e 18 concorrendo a um mandato na Assembleia Legislativa.
 
A caravana da coligação se concentrará na sede do diretório estadual do PDT, no Olho D’água, de onde seguirá para o TRE. Após a formalização do pedido de registro, Jackson Lago vai iniciar a montagem do seu cronograma de visitas ao interior do Estado, assim como acelerar a colocação de sua campanha na rua. Deve começa a caminhada de volta ao Palácio dos Leões pelas regiões tocantina e sul do Maranhão.

TSE tumultua processo eleitoral, diz presidente do PT

qui, 01/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Brasília – A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a presença dos presidenciáveis no palanque eletrônico de candidatos a governador cujas coligações estaduais envolvam mais de um partido com candidato a presidente desagradou ao governo e à oposição.

José Eduardo Dutra

José Eduardo Dutra

As direções de PT, PV, PMDB e PSDB foram apanhadas de surpresa. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, acusou o TSE de tumultuar o processo.

A decisão do TSE foi tomada em função de uma consulta feita pelo PPS sobre a disputa no Rio. O tribunal decidiu que o candidato a governador Fernando Gabeira (PV) fica impedido de fazer campanha no horário eleitoral gratuito com o tucano José Serra ou com Marina Silva, de PSDB e PV respectivamente, ambos de sua coligação.

Ontem a direção do PT correu para anular algumas coligações estaduais, na tentativa de impedir estrago na campanha na TV para Dilma, mas não deu tempo. O PT só conseguiu reverter o caso da Bahia, onde a coligação de Jaques Wagner (PT) incluía o PSL, coligado nacionalmente com o PSDB.

No caso do Acre, onde a coligação do candidato a governador Tião Viana (PT) inclui o PV, não foi possível reverter. Apesar da irritação com o TSE, o PT não vai recorrer.

— Essas decisões do TSE tomadas em cima da hora tumultuam o processo eleitoral. E é uma lei contraditória, porque outra lei diz que toda mudança de regra eleitoral tem de ser tomada um ano antes da eleição. Agora o TSE faz esses entendimentos em cima da hora, quando as coligações estão fechadas, tumultuando o processo. Disparamos todo mundo do partido nos estados para fazer um pente fino, mas não tem mais como trocar — reclamou Dutra.

No caso do PT, além de Tião Viana, que não poderá mostrar Dilma em sua propaganda na TV, o candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, também não poderá aparecer com a petista. Sua coligação estadual inclui o PTB, que em nível nacional está com o PSDB.

O mesmo acontece com a candidata do PMDB ao governo do Maranhão, Roseana Sarney, que brigou tanto para ter apoio do PT. Ela não poderá aparecer ao lado de Dilma na TV, porque sua coligação inclui o DEM, que, nacionalmente, apoia Serra.

O caso do Maranhão é emblemático. Nem Dilma poderá aparecer no horário eleitoral de Roseana, nem Serra aparecerá com Jackson Lago (PDT), coligado em nível estadual com o PSDB, mas nacionalmente com o PT. Flávio Dino (PCdoB) está na mesma situação porque recebeu ontem o apoio do PPS, que apoia Serra.

— Não acho a decisão correta. Não sei se cabe recurso. Mas não vamos recorrer — protestou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

O estrago será feito também no palanque eletrônico de Serra. Além da campanha de Gabeira, ele não poderá aparecer no horário de TV de André Pucinelli, candidato do PMDB ao governo de Mato Grosso do Sul com apoio do PSDB; de Jarbas Vasconcelos (PMDB), que se candidatou ao governo de Pernambuco só para lhe fazer um palanque forte; e de Joaquim Roriz, candidato ao governo do DF. PMDB e PSC estão na coligação nacional do PT.

(Com informações de O Globo).

PPS faz Jackson Lago “pagar mico” em aeroporto

qui, 01/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Não passa de conversa fiada as declarações do ex-governador Jackson Lago (PDT), distribuídas por sua assessoria e publicada em alguns jornais locais, dando conta de ter recebido com “serenidade” a decisão do PPS de aliar-se na última hora com o PCdoB e PSB em torno da candidatura do comunista Flávio Dino. “Isso é bom para o processo democrático. É importante que todos os partidos decidam livremente no primeiro turno a melhor forma de se viabilizarem”, diz o pedetista no realease distribuído por sua equipe.

Zé Reinaldo  conspiraçãoConversa fiada porque ontem pela manhã Jackson estava no aeroporto de São Luís esperando um sinal para ir a Bacabal, onde o PPS realizava sua convenção, quando seria aclamado candidato do partido. O ex-governador estava impaciente à espera de um sinal para embarcar e como esse não vinha um correligionário resolveu saber o que estava acontecendo.

Foi contactado o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que acabou com o ministério. Freire contou a esse interlocutor ter tido uma conversa recentemente com o agora candidato ao Senado José Reinaldo Tavares (PSB) numa agenda articulada pelo PCdoB. O presidente disse ter recebido a informação de que Jackson não seria mais candidato por conta da Lei da Ficha Limpa.

Roberto Freire contou ter ouvido do socialista que Roberto Rocha (PSDB) teria um acerto com a governadora Roseana Sarney (PMDB) para sair candidato ao Senado. Ou seja, o tucano estaria dando um “golpe” no próprio Jackson. Nos fuxicos levados a Roberto Freire, segundo relato deste, o ex-chefe da Casa Civil no início do governo José Reinaldo (foto), Pedro Maranhão, teria ligações com o senador Edison Lobão (PMDB) e seria um dos suplentes de Roberto Rocha nas eleições deste ano.

Foi quando a ficha de Jackson caiu: ele acabara de ter sido traído e o PPS não lhe daria apoio algum. Agora alguns membros do partido tentam acabar com toda fuxicada levando um recurso para que a Direção Nacional do PPS reverta a decisão do apoio do partido no Maranhão a Flávio Dino.

Convenção de Dino vira samba-do-crioulo-doido; senador elogia governo Lula e presidente é vaiado

qui, 01/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Luana de José Antonio discutem por cadeira para Ribamar Alves

Luana de Zé Antonio discutem por cadeira para Ribamar Alves

Um verdadeiro “samba-do-crioulo-doido” marcado por uma sucessão de gafes, erros e constrangimentos. Assim pode ser definida a convenção do PCdoB/PSB que homologou nesta quarta-feira a candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB) ao Governo do Estado. Com o apoio de última hora do PPS, a chapa terá a professora Miosótis Lúcio como candidata a vice-governadora, o ex-governador José Reinaldo (PSB) e o professor Adonilson Lima (PCdoB) ao Senado.

O festival de gafes começou com o atraso no início da convenção. Marcada para as 16h, só iniciou às 17h30 após a chegada do deputado ao auditório da Assembleia Legislativa onde militantes empolgados, trazidos por dezenas de ônibus, microonibus e vans, gritavam palavras de ordem. Antes da chegada do comunista, a mulher do deputado federal Ribamar Alves (PSB), Luana Alves, chegou a discutir com o presidente do partido, José Antonio Almeida, e a organização do evento, porque não havia cadeira reservada na mesa dos trabalhos para o marido.

Houve falhas ainda na execução do hino nacional e na veiculação do clipe com o jingle do candidato. O hino só começou a tocar quando o público já cantava. O jingle não foi executado. “Esse deejay é sarneisista”, gritavam alguns militantes. Apesar de ter cedido o local para o evento e ter ouvido vários políticos e dirigentes de movimentos sociais, o presidente da Assembleia, Marcelo Tavares (PSB), não teve direito a discursar.

Constrangimentos

convenção PCdoB 2O primeiro grande constrangimento quem passou foi o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). Ao citar os avanços do governo Lula, ele teve de mudar o tom devido ao coro de vaias de militantes do PCdoB ao presidente. Integrante da ala radical, o vice-presidente do partido, Augusto Lobato, disse que “o PT é maior que Lula”. Nos meios políticos em todo país o entendimento é justamente o contrário. O contrangimento foi tanto que do meio para o final, Arruda (na foto de Biaman Prado sorrindo amarelo após as vaias a Lula) já não era mais visto à frente da mesa. Sumiu do local.

Na sequência, numa espécie de desagravo, vários oradores tentaram amenizar o clima e passaram a  defender o governo do PT. O deputado-radical Domingos Dutra fez um apelo à militância para “não transformar Dilma (Roussef) e Lula em nossos inimigos”. “Se tem alguém aqui para a gente defender é o Lula e a Dilma. É bom ter cuidado porque aqui tem muito fuxiqueiro”, completou.

O presidente do PPS, Paulo Matos, que pela manhã defendia o alinhamento da legenda à candidatura Jackson Lago (PDT) durante convenção em Bacabal, apareceu no meio do evento para hipotecar apoio a Flávio Dino. Ele foi vaiado ao tentar defender a candidatura do tucano José Serra (PSDB). Disse em bom tom que uma das condições do partido estar ali era justamente o apoio da coligação ao ex-governador paulista. Antes dele José Antonio já tinha detonado o PSDB. “O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso levou o Brasil ao retrocesso. O PSDB faliu o Brasil. No governo do PSDB venderam várias de nossas empresas.”

Messias

Ribamar Alves, que esteve sábado na convenção que homologou o nome de Jackson, brincou com seus quase dois metros de altura. “Temos o maior e o melhor deputados do Brasil. Ribamar Alves e Flávio Dino.” Ele comparou o candidato comunista ao messias que levou o povo cristão à terra prometida atravessando o Mar Vermelho. Segundo Ribamar Alves, a derrota do deputado à Prefeitura de São Luís em 2008 foi “uma coisa boa porque a missão dele é maior que a prefeitura; era ser candidato a governador.”

Paulo Matos que pela manhã defendia Jackson cumprimenta Dino

Paulo Matos: de manhã Jackson Lago; à tarde Flávio Dino

O prefeito de Caxias, Humberto Coutinho (PDT), chegou a dizer que Flávio Dino “foi presidente do CNJ” (Conselho Nacional de Justiça)”. Na verdade, ele foi presidente da Ajufe (Associação Nacional dos Juízes Federais) e membro do CNJ. Além de Coutinho, somente a prefeita Suely Pereira (PDT), de Matões, participou da convenção. Anunciado com “representante da região Tocantina e Sul do Maranhão”, o candidato a senador Adonilson Lima disse ter nascido no povoado Capa Bode, em Presidente Dutra, no Centro do Estado.

José Reinaldo confirmou ter tentado que apenas ele, pela coligação PCdoB/PSB, e um outro nome da aliança em torno de Jackson, fossem candidatos ao Senado. “Fizeram uma confusão danada. Não era medo. Era só para que pudéssemos demonstrar que estávamos unidos”, explicou sobre a tentativa frustrada de união.

Discurso

Flávio Dino falou durante meia hora mas não fez uma referência a Lula e nem a Dilma, candidata apoiada oficialmente pelo PCdoB. Disse apenas que carregaria as bandeiras do PCdoB, do PPS e do PT. Lembrou que na convenção tinham militantes de “muitos partidos” e era preciso ampará-los na campanha.

O deputado contou que jamais pensou em desistir e tentou culpar a imprensa pelas revelações feitas pelo candidato ao Senado Edson Vidigal (PSDB) sobre sua desistência. “Eu não desisto, não arredo, não ando para trás porque para o Maranhão andar para frente, nossa candidatura tem de avançar”, declarou em tom arrogante.

O comunista criticou a “propaganda enganosa do governo”, mas admitiu que projetos como as UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) – a primeira delas no Anjo da Guarda recém inaugurada pela governadora Roseana Sarney – e a Refinaria da Petrobras, em Bacabeira, são bons e devem continuar.

Covnvenção Dino 4Ele elogiou a “experiência política e administrativa” de José Reinaldo. “A experiência de um homem que viveu do outro lago (grupo Sarney), mas possibilitou esse momento que estamos vivendo.” Em seguida disse que o ex-governador e Adonilson Lima seriam eleitos senadores.

“Serão ou não serão?”, questionou ao público. Recebeu um sim meio desanimado dos presentes. “O Adonilson ainda é novinho, mas o José Reinaldo está com o coração pulsando forte. A gente não pode deixá-lo triste”, apelou insistindo: “Vamos elegê-los, sim ou não, companheiros!”. O público respondeu positivamente com um pouco mais de vigor. “Agora ele está mais tranquilo. Está me devendo o comercial”, disse o deputado ao ex-governador. José Reinaldo sorriu amarelo.

PPS decide abandonar Jackson Lago e apoiar Dino; direção nacional pode ter de intervir

qua, 30/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

A Executiva do PPS decidiu nesta quarta-feira abandonar a candidatura do ex-governador Jackson Lago (PDT) e aderir ao comunista Flávio Dino (PCdoB). O partido realizou convenção em Bacabal. Os convencionais deixaram a decisão do apoio à Executiva. Pesou contra o pedetista a forte rejeição que membros do partido fazem a sua passagem pelo Governo do Estado.

O grupo do presidente Paulo Matos perdeu por 5 a 4 para o grupo da deputada Eliziane Gama. O PPS deve indicar o vice do comunista. A vaga é disputada por Altemar Lima e Miezoti Gomes. No entanto, pelo mesmo placar, foi aprovada a consulta ao Diretório Nacional. O presidente nacional, Roberto Freire, liberou a aliança do partido em alguns Estados desde que ficasse garantido o apoio ao tucano José Serra (SP). Como o PCdoB e PSB, que formam a coligação em torno de Dino, apoiam a petista Dilma Roussef, pode acontecer uma intervenção no Maranhão.

Ontem encontrei Matos, Othelino Neto e o vereador Vieira Lima na padaria São José (Renascença) e eles reafirmaram ao blog a manutenção da aliança em torno do pedetista. É a primeira derrota de Matos em anos à frente do PPS. Desde a eleição do diretório ano passado Eliziane Gama, eleita vice-presidente, vem mostrando força na legenda.

O presidente do PPS agora vai ficar agora numa “saia-justa” na Prefeitura de São Luís onde ocupa do cargo de secretário do Orçamento Participativo. O prefeito João Castelo (PSDB) não quer nem ouvir falar em Flávio Dino.

Prós e contras

Aliados de Jackson não acharam de todo ruim o PPS ir para o Flávio Dino. Acreditam que com isso ele não desisti mais de sua candidatura podendo ajudar na realização de um segundo turno. Em situação complicada ficou o deputado Edivaldo Holanda (PTC), líder da oposição. Ele era quem mais lutava pelo PPS com o qual o PTC se coligaria na disputa proporcional.

Agora terá disputar a eleição numa chapa com PDT e PSDB correndo sério risco de não se eleger. Terá como adversários no PSDB Aderson Lago, Neto Evangelista, Eric Carvalho, filho do ex-deputado Wilson Carvalho, e a deputada Gardeninha Castelo. No PDT terá de superar os deputados Pavão Filho, Graça Paz, Carlinhos Amorim e Camilo Figueiredo.

É páreo duro. Te cuida Edivaldo!

Nota: Post alterado às 14h55 para acréscimo de informações.

Porto ainda não está garantido vice de Jackson

seg, 28/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Apesar do próprio Jackson Lago ter sugerido em entrevista à rádio Capital neste domingo, não é 100% certo que o ex-vice governador Luiz Carlos Porto, o Pastor Porto (PSDB), seja mesmo o escolhido para compor sua chapa. “Ficou combinado que o PSDB indicaria o vice. Tenho conhecimento de que o nome do pastor Luiz Carlos Porto será formalizado na ata da convenção do PSDB”, disse o ex-governador.

Alexandra e GardeninhaA declaração foi feita um dia após a convenção que homologou seu nome e deixou a vaga de vice em aberto. Existem muitas “conspirações” rolando. Na verdade, o próprio Jackson antecipou-se ao citar o nome do ex vice-governador ao saber de um movimento de setores do PSB ligados ao ex-governador José Reinaldo Tavares tentando emplacar a ex primeira-dama Alexandra Tavares no cargo. O PDT não quer nem ouvir falar da história.

Isso se o PSB abandonar mesmo Flávio Dino (PCdoB), conforme revelado pelo candidato ao Senado Edson Vidigal (PSDB). No jogo também está o presidente dos socialistas, José Antonio Almeida. Ele foi escolhido semana passada pela Executiva da legenda vice do comunista (reveja).

Presente à convenção do PDT/PSDB neste sábado, Alexandra tenta se fortalecer junto ao tucanato, a quem cabe a indicação. Ele anda muito próxima da deputada Gardeninha Castelo, filha do prefeito de São Luís, João Castelo (ambos do PSDB). Na foto, elas aparecem no arraial da prefeitura na Praça Maria Aragão.

A opção Luiz Porto agrada o próprio Vidigal e ao prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB). Madeira resolveu apadrinhar o pastor sem rebanho – ele não congrega em nenhuma igreja evangélica do Estado. Já o ministro aposentado vê na indicação do ex vice-governador o “fechamento” da porta para as “conspirações” de José Reinaldo contra ele. José Reinaldo tenta, segundo revelou o próprio Vidigal, puxar seu tapete e ser candidato ao Senado pela coligação PDT/PSDB/PTC/PPS junto com Roberto Rocha (PSDB).

Há setores do próprio PDT querendo empurrar o ex-presidente do STJ para a vice de Jackson no sentido de abrir a vaga dele para José Reinaldo. Nesse cenário, Porto seria candidato a deputado federal por Imperatriz.

Até do registro de chapas no TRE ainda tem muito jogo para ser jogado. Vamos aguardar!

“Ficha-suja”, Jackson ataca justiça em convenção

dom, 27/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Com possibilidade real de ter a candidatura cassada por conta da lei que proíbe a candidaturas de políticos “ficha-suja”, o governador cassado Jackson Lago (PDT) atacou ontem duramente a justiça durante a convenção que homologou seu nome como candidato ao governo. Segundo ele, o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) “articulou com as estruturas corruptas de poder da República ( a justiça no meio) o nosso afastamento”.

Imagens do tucano José Serra e Jackson decoraram palco da convenção

Imagens de José Serra e Jackson decoraram palco da convenção

“Por que cassaram o nosso mandato. Será, como eles dizem, porque o então governador (José Reinaldo Tavares) assinou convênio com o prefeito de Codó (Biné Figueiredo), em abril de 2006? Eu não era nada, não tinha função pública. E aí cassaram nosso mandato. Mentira! Cinismo!”, disse o ex-governador.

Já no final de seu discurso, acusou a governadora Roseana Sarney (PMDB) de ter “trancado” um convênio eleitoral firmado por ele às vésperas de sua cassação com o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) no valor de R$ 150 milhões – o Governo do Estado repassou antecipadamente ao município R$ 73,5 milhões. “Esse governo falso, ilegítimo, que aí está, cassou nessa falsa justiça esses recursos. Até hoje o prefeito não conseguiu usá-los”, disse.

Em almoço-entrevista há duas semanas com um grupo de jornalistas, Roseana explicou que esperava a prefeitura devolver os recursos para refazer o convênio. Castelo retirou os R$ 73,5 milhões da conta do convênio, o que seria ilegal. O Tribunal de Justiça determinou a devolução do dinheiro ao erário, decisão até hoje não cumprida.

Aliados também atacam

Os aliados também não pouparam críticas principalmente à Justiça Eleitoral. “Golpe judiciário” foi o termo mais ameno com que foi tratada a decisão do TSE que cassou o ex-governador em 2009.

O vice-governador cassado Luiz Carlos Porto, o Pastor Porto (PSDB), afirmou que a decisão da Corte Eleitoral foi uma “inversão de valores”. “Como eu poderia estar ali (no TSE) como um criminoso? Sabia que não havia nada de errado. Aquilo foi uma inversão de valores”, discursou.

O ministro aposentado do STJ e ex-ministro do TSE, o pré-candidato ao Senado Edson Vidigal (PSDB), garantiu que a Lei a Ficha Limpa não atingirá Jackson. 

“A não ser que todos os livros de direito tenham de ser queimados nas fogueiras juninas. A não ser que todos os professores de direito tenham de ser demitidos. A não ser que todas as faculdades de direito tenham de ser fechadas. A não ser que os princípios do direito, no mundo inteiro, tenham de ser deletados. O Supremo (Tribunal Federal), como guardião da Constituição, desproverá uma injúria dessa de que Jackson não será candidato”, afirmou.

O prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo (PDT), disse que “nós não temos de temer aqueles que querem imputar a Jackson o ficha-suja. Jackson não é ficha-suja. Ficha-suja são aqueles que estão por aí”.

Já para Castelo, é o povo que terá de “corrigir” o “erro” do TSE. “O que nós queremos é corrigir um grande equívoco. É o povo quem vai decidir se pode mais ou se ele não pode mais”, declarou.



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