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Sub judice, Jackson vai ao TRE registrar chapa

seg, 05/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Com a candidadura sub judice por conta da Lei da Ficha Limpa, o ex-governador Jackson Lago (PDT) e o pastor Luiz Carlos Porto (PSDB) formalizam daqui a pouco, às 11h no TRE, o pedido de registro de sua candidatura ao gGoverno do Estado e demais integrantes da coligação “O Povo é Maior” (PDT-PSDB-PTC).

Coligação de Jackson Lago apoiará tucano José Serra à Presidência

Coligação de Jackson Lago apoiará tucano José Serra à Presidência

Jackson chegará ao tribunal em companhia dos candidatos ao Senado Roberto Rocha e Edson Vidigal, ambos do PSDB, deputados federais, estaduais, lideranças políticas dos partidos coligados e entregará pessoalmente a documentação ao representante do Cartório Eleitoral. Roberto terá como suplentes o ex-chefe da Casa Civil Pedro Maranhão e o vereador José Joaquim (PSDB), respectivamente. Já os de Vidigal serão o ex-prefeito de Barreirinhas Léo Costa (PDT) e o ex-deputado Lula Almeida (PSDB). O vice de Jackson deve ser mesmo o pastor Luiz Porto (PSDB)

“A partir do dia 6 estaremos em condições legais de iniciarmos nossa campanha. Vamos discutir nosso programa de governo com a população com objetivo de reiniciarmos as obras que foram paralisadas por conta de um golpe judicial”, observou Jackson.

Em cumprimento à lei que estabelece a apresentação do plano de governo no ato do pedido de registro de candidaturas majoritárias, a coligação confirmará as diretrizes que nortearão o próximo mandato do pedetista. Em síntese, Jackson Lago apresentou um plano que pretende ratificar a descentralização administrativa e a participação popular, marcas do seu mandato interrompido por causa da cassação.

Além do fortalecimento da política municipalista, o governador cassado se propõe a nortear seu mandato popular, a partir da avaliação do curto período em que esteve à frente do Executivo estadual, dando continuidade aos grandes projetos na política de saúde no estado, com a implantação dos socorrões regionais. No programa também é mencionado o apoio aos empreendimentos regionais e aos grandes projetos econômicos como a implantação da refinaria Premium da Petrobras no município de Bacabeira,
 
Os três partidos vão se coligar também na eleição proporcional. O “chapão” vai apresentar com o número máximo de candidatos permitido pela legislação.  O PDT, por exemplo, vai apresentar uma lista com nove candidatos a deputado federal e 18 concorrendo a um mandato na Assembleia Legislativa.
 
A caravana da coligação se concentrará na sede do diretório estadual do PDT, no Olho D’água, de onde seguirá para o TRE. Após a formalização do pedido de registro, Jackson Lago vai iniciar a montagem do seu cronograma de visitas ao interior do Estado, assim como acelerar a colocação de sua campanha na rua. Deve começa a caminhada de volta ao Palácio dos Leões pelas regiões tocantina e sul do Maranhão.

Vice de Serra já atacou pré-sal e quis vetar esmola

dom, 04/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Da Folha. de S. Paulo:

Brasília e São Paulo – Desconhecido até outro dia pelo presidenciável José Serra (PSDB), o vice Indio da Costa (DEM-Rio) já usou a tribuna da Câmara para discorrer contra o pré-sal e a favor da proibição de coxinhas e pirulitos em cantinas escolares. Deputado de primeiro mandato, ele também atacou o envio de ajuda humanitária ao Haiti, antes do terremoto que devastou o país.

indio costa 040710Indio começou a defender ideias polêmicas em seu primeiro mandato de vereador do Rio, onde foi fiel escudeiro do então prefeito Cesar Maia. Em 1997, apresentou projeto de lei para punir os cariocas que dão esmola a pedintes. “Fica proibido esmolar no município, para qualquer fim ou objeto”, sentenciava o texto. “Quem doar esmola pagará multa a ser definida.”

A proposta chegava a chamar a mendicância de “vício”. Foi considerada inconstitucional e acabou numa gaveta da Câmara Municipal. Ele também tentou proibir o comércio ambulante das ruas, o que varreria da paisagem carioca as figuras tradicionais dos vendedores de mate e biscoito de polvilho.

Num dos 130 discursos como deputado, Indio defendeu um plebiscito sobre a pena de morte, tema evitado por políticos experientes. Afinado com o oposicionismo combativo do DEM, disse (antes da tragédia) que o governo parecia “beber cachaça” ao financiar tropas no Haiti enquanto o Brasil vivia uma “guerra civil”.

O deputado é fiel às orientações do partido, o que demonstra que a relatoria do projeto Ficha Limpa não foi o único trunfo para a escolha. Na votação do pré-sal, ignorou a pressão da base fluminense e repetiu o discurso ambientalista adotado pela sigla. Já fez duras críticas a Roberto Jefferson, presidente do PTB e homem forte da chapa de Serra.

Ibope mostra Dilma e Serra empatados

dom, 04/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

De O Globo:

Rio – De acordo com a pesquisa Ibope sobre a intenção de voto para presidente da República, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada na noite deste sábado, os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão empatados com 39%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ibope Serra e Dilma empateHá dois meses, o candidato tucano aparecia com 40% e na prévia de maio para junho, despencou 3 pontos e ficou com 37% e logo depois chegou aos 35%. Agora está com 39% e, com margem de erro, pode variar entre 37% e 41%. Já a candidata petista surgiu com 32%, foi a 37%, chegou a 40% e agora aparece com 39%. Com a margem de erro, pode variar entre 37% e 41%.

A candidata Marina Silva, do PV, que estava estacionada com 9% nas três pesquisas desde abril, subiu um ponto e está com 10%. Com a margem de erro, entre 8% e 12%. Os votos brancos e nulos somaram 6%, enquanto que os indecisos, 7%.

Numa simulação de segundo turno, a pesquisa mostrou que Serra e Dilma continuariam empatados, com 43% das intenções de voto cada, enquanto brancos ou nulos somaram 8% e indecisos, 7%.

A pesquisa Ibope mediu também o grau de aprovação do governo Lula: 76% dos eleitores consideraram ótimo ou bom, 19%, regular, 4%, ruim e péssimo e 1% não soube ou não quis opinar.

Vice de Serra foi alvo da CPI da Merenda no Rio

sex, 02/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

De O Dia:

Rio – Antes do primeiro mandato como deputado federal, Índio da Costa (DEM-Rio) foi por três vezes (1996, 2000 e 2004) vereador pelo Rio, sempre alinhado ao ex-prefeito Cesar Maia. Nesse período, o parlamentar se projetou na política e também teve suas duas maiores dores de cabeça ao se tornar réu em processo judicial e alvo de CPI na Câmara Municipal, que o apontava como principal responsável por favorecer uma empresa em licitações para compra e entrega de merenda nas escolas municipais. Índio é réu em processo que tramita na 6ª Vara Cível do Rio.

Serra e o vice Índio da Costa: ficha quase suja

José Serra e o candidato a vice Índio da Costa: ficha quase suja

Trata-se de ação indenizatória movida pelo taxista Márcio Lopes de Carvalho, por sua mulher, Rosemar de Jesus, e pelo filho do casal, Hugo que querem ser indenizados pelo acidente de carro de 29 de junho de 2003, na Estrada do Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Eles dizem que Índio dirigia na contramão e pedem indenização por danos materiais, lucros cessantes e pensão vitalícia por redução da capacidade de trabalho de Márcio, que foi operado e teve que colocar pinos na perna, além de indenização por danos morais e estéticos. O processo está parado, aguardando perícias.

Segundo o advogado de Márcio, Antonio Fernandes Júnior, existem testemunhas que podem comprovar que o deputado causou o acidente. Nelly Potter Welton, advogada de Índio, rebate Antonio e diz que o taxista foi imprudente. “Márcio estava em alta velocidade, com o carro cheio”, diz ela, acrescentando que a colisão deixou como sequela para Índio um aneurisma cerebral, já operado no mesmo ano.

Entre 2001 e 2006, nomeado pelo ex-prefeito para dirigir a Secretaria de Administração, Índio foi acusado de direcionar licitações de compra de merenda. O relatório final da CPI da Merenda — instalada após reportagens de O DIA, que denunciaram o direcionamento da licitação para uma das concorrentes, a Comercial Milano — pedia o indiciamento de Índio e da então secretária de Educação, Sônia Mograbi, pelas irregularidades, que teriam provocado prejuízo de R$ 11 milhões aos cofres públicos.

CPI da Merenda

O indiciamento foi pedido pela vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira, relatora da CPI. “Ficou evidenciado no relatório que ele (o então secretário Índio da Costa) direcionou o processo licitatório para favorecer a Milano, que venceu 99% das concorrências. Nem acertar a Mega-Sena seria tão difícil. Ele deveria ter cancelado a licitação”, disse ontem Andrea (leia mais aqui).

O relatório da CPI da Merenda foi encaminhado ao Ministério Público e à Polícia Federal. “O secretário que substituiu Índio economizou R$ 10 milhões na compra de merenda apenas com a mudança na forma de compra: em lugar de envelopes lacrados, fez pregões abertos”, afirmou Andrea, ontem. O Ministério Público arquivou o relatório na íntegra.

Prefeitinho, administrador e vereador

Nascido em família rica e integrante da juventude dourada da Zona Sul carioca, Índio é filho de Luiz Eduardo Índio da Costa, um dos arquitetos mais reconhecidos do Brasil, criador do projeto Rio Cidade Leblon. Sua vida pública começou em 1993, no Conselho de Desenvolvimento da Cidade do Rio. No ano seguinte, foi nomeado prefeitinho do Parque do Flamengo, depois administrador regional de Copacabana e Leme, até sua primeira eleição para a Câmara Municipal, em 1996. Em 2008, sua relação com o ex-prefeito Cesar Maia, seu padrinho político, ficou estremecida após Cesar o preterir em favor de Solange Amaral como candidata à Prefeitura.

Além da projeção política, o deputado ficou conhecido por ter namorado a cantora Rafaella Cacciola — filha do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, preso em Bangu 8 desde julho de 2008, por crime contra o sistema financeiro. Ele foi um dos relatores do projeto Ficha Limpa na Câmara.

Álvaro Dias é rifado da vice de José Serra

qua, 30/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

De O Globo:

Brasília - Após a crise desencadeada com o aliado DEM, o PSDB decidiu que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não será mais o vice na chapa encabeçada pelo tucano José Serra à Presidência. A decisão foi tomada nesta madrugada depois que o senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro Dias, informou ao deputado Abelardo Lupino (DEM-PR) que iria se candidatar ao governo do Paraná. Com isso, os tucanos perderam seu principal argumento para a escolha de Dias.

alvaro7_1Diante da reviravolta, o DEM decidiu adiar o início da convenção nacional do partido, marcada para 8h desta quarta-feira, em Brasília. A previsão é que tenha início nesta tarde.

Nesta madrugada, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e Serra ficaram reunidos em São Paulo até as 5h. Pelo acerto, tanto os tucanos poderiam escolher um nome dentro do DEM, como os democratas poderiam apontar alguém do PSDB. Entre os nomes cogitados no DEM, estão o da ex-vice-governadora do Pará Valéria Pires, o do deputado federal José Carlos Aleluia (BA), que se lançou na terça-feira candidato ao Senado, e o do deputado federal e ex-ministro do Esporte e Turismo do governo Fernando Henrique, Carlos Melles (MG).

Neste momento, o clima é de alívio entre os democratas:

- Mais importante que o nome agora é a posição do DEM como agente proeminente em um processo de escolha. Essa escolha está sendo pautada pelo DEM, parceiro do PSDB. Estamos caminhando para uma definição. Discutimos questões regionais e o papel do partido na campanha – afirmou o líder do DEM, senador Agripino Maia.

A crise entre os dois partidos começou quando o PSDB avisou ao PTB que escolhera Dias antes de comunicar ao DEM. O presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson, anunciou o nome no Twitter , irritando os democratas.

Vice escolhido por Serra é quase um ‘ficha-suja’

ter, 29/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Um dos falsos moralistas do Senado, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) é quase um “ficha-suja”. Só falta a condenação por um órgão colegiado da justiça. Segundo a edição desta terça-feira do Correio Braziliense (veja aqui), o tucano abriga em seu escritório de apoio no Paraná funcionário lotado no gabinete, mas que dá expediente no Partido da República (PR) do Estado.

A exemplo do que acontece no gabinete do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que manteria em seu escritório de apoio funcionários suspeitos de serem fantasmas, o servidor Adilson Bernert não trabalha as 40 horas semanais determinadas pela diretoria-geral do Senado.alvaro7_1

Lotado como motorista, o assessor de Álvaro Dias (foto) foi encontrado pelo Correio na sede do PR, no Estado. No escritório de apoio, a atendente informa que Bernert não é motorista, mas um “assessor normal” e que vai “às vezes” ao local e poderia ser localizado pelo celular. O próprio senador confirma que o assessor não trabalha no gabinete. “Ele é nomeado como motorista e cumpre a função de motorista. É contador, também, cumpre horário e depois realiza seus trabalhos”, afirma o senador. “Eu estou em Brasília, então ele não tem função. Ele tem essa liberdade de trabalhar. Ele se apresenta (no escritório de apoio) e, não tendo trabalho no momento, é liberado”, explicou Álvaro Dias.

Processo no STF

Ele também está sendo processado por uso da cavalaria da PM contra professores.É acusado de crime contra a administração pública, movidas no STF (aqui). A Operação Castelo de Areia tem documentos mostrando que as construtoras Camargo Corrêa e a Norberto Odebrecht doaram R$50 mil para o tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Ele não declarçouy R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral. A revista Época (aqui) mostrou que o senador omitiu esse montante em aplicações financeiras em sua declaração de bens. Em 2006, Dias informou que tinha um patrimônio de R$ 1,9 milhão dividido em 15 imóveis: apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. O patrimônio dele, porém, era pelo menos quatro vezes maior.

A omissão desses dados à Justiça Eleitoral é questionável mas não é ilegal. A lei determina apenas que o candidato declare “bens”. Na interpretação conveniente, a lei não exige que o candidato declare “direitos”, como contas bancárias e aplicações em fundos de investimento.

Álvaro Dias diz que o dinheiro não consta em sua declaração porque queria se preservar. “Não houve má intenção”, afirma. O valor seria fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá (PR) por R$ 5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002. O dinheiro rendeu em aplicações, até que, em 2007, Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. No local, estão sendo construídas cinco casas, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões.

Espião

charg e alvaroO tucano foi o receptador de informações furtadas da Casa Civil da Presidência da República, entregue à revista Veja, para forjar um falso dossiê de despesas de FHC, com o objetivo de derrubar a ministra Dilma Rousseff.

André Fernandes, além de assessorar Álvaro Dias, também servia ao Governo de José Roberto Arruda (ex-DEM/DF). Em 2007, foi nomeado pelo Governo do Distrito Federal membro do Conselho fiscal da CEB (Companhia Energetica de Brasilia).

Álvaro Dias foi acusado de traição, expulso do partido e tentou ser embaixador do Brasil na Espanha. Depois de ter assinado a CPI da Corrupção no governo FHC, ele saiu do PSDB e apoiou Lula na eleição de 2002 votando contra Serra. Queria ser  embaixador do Brasil na Espanha. Não foi. Virou critico de Lula.

Álvaro Dias é considerado um político midiático, o que irrita muitos dos seus colegas e lhe tirou a chance de ser líder do PSDB no Senado.Também atirou contra a Estatal de maior credibilidade no País ao Propôs a CPI da Petrobras. O povo reagiu com passeatas e protestos. Álvaro Dias e PSDB deram meia volta e a CPI afundou com os tucanos.

O Senador é conhecido por ser muito vaidoso – metrossexual-, usa maquiagem, botox, creme “restaurador”, fez implante de cabelos. É careca disfarçado, usa peruca, faz academia até duas horas por dia e anda sempre com o cabelo alinhado. Aos 66 anos, é considerado pelos colegas o “galã” da bancada do PR.

(Com informações do Correio Braziliense e do blog Os Amigos do Presidente Lula).

“Ficha-suja”, Jackson ataca justiça em convenção

dom, 27/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Com possibilidade real de ter a candidatura cassada por conta da lei que proíbe a candidaturas de políticos “ficha-suja”, o governador cassado Jackson Lago (PDT) atacou ontem duramente a justiça durante a convenção que homologou seu nome como candidato ao governo. Segundo ele, o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) “articulou com as estruturas corruptas de poder da República ( a justiça no meio) o nosso afastamento”.

Imagens do tucano José Serra e Jackson decoraram palco da convenção

Imagens de José Serra e Jackson decoraram palco da convenção

“Por que cassaram o nosso mandato. Será, como eles dizem, porque o então governador (José Reinaldo Tavares) assinou convênio com o prefeito de Codó (Biné Figueiredo), em abril de 2006? Eu não era nada, não tinha função pública. E aí cassaram nosso mandato. Mentira! Cinismo!”, disse o ex-governador.

Já no final de seu discurso, acusou a governadora Roseana Sarney (PMDB) de ter “trancado” um convênio eleitoral firmado por ele às vésperas de sua cassação com o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) no valor de R$ 150 milhões – o Governo do Estado repassou antecipadamente ao município R$ 73,5 milhões. “Esse governo falso, ilegítimo, que aí está, cassou nessa falsa justiça esses recursos. Até hoje o prefeito não conseguiu usá-los”, disse.

Em almoço-entrevista há duas semanas com um grupo de jornalistas, Roseana explicou que esperava a prefeitura devolver os recursos para refazer o convênio. Castelo retirou os R$ 73,5 milhões da conta do convênio, o que seria ilegal. O Tribunal de Justiça determinou a devolução do dinheiro ao erário, decisão até hoje não cumprida.

Aliados também atacam

Os aliados também não pouparam críticas principalmente à Justiça Eleitoral. “Golpe judiciário” foi o termo mais ameno com que foi tratada a decisão do TSE que cassou o ex-governador em 2009.

O vice-governador cassado Luiz Carlos Porto, o Pastor Porto (PSDB), afirmou que a decisão da Corte Eleitoral foi uma “inversão de valores”. “Como eu poderia estar ali (no TSE) como um criminoso? Sabia que não havia nada de errado. Aquilo foi uma inversão de valores”, discursou.

O ministro aposentado do STJ e ex-ministro do TSE, o pré-candidato ao Senado Edson Vidigal (PSDB), garantiu que a Lei a Ficha Limpa não atingirá Jackson. 

“A não ser que todos os livros de direito tenham de ser queimados nas fogueiras juninas. A não ser que todos os professores de direito tenham de ser demitidos. A não ser que todas as faculdades de direito tenham de ser fechadas. A não ser que os princípios do direito, no mundo inteiro, tenham de ser deletados. O Supremo (Tribunal Federal), como guardião da Constituição, desproverá uma injúria dessa de que Jackson não será candidato”, afirmou.

O prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo (PDT), disse que “nós não temos de temer aqueles que querem imputar a Jackson o ficha-suja. Jackson não é ficha-suja. Ficha-suja são aqueles que estão por aí”.

Já para Castelo, é o povo que terá de “corrigir” o “erro” do TSE. “O que nós queremos é corrigir um grande equívoco. É o povo quem vai decidir se pode mais ou se ele não pode mais”, declarou.

Contra boato, PPS confirma aliança com Jackson

dom, 27/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

altemar-twiiterNão passa de uma tentativa de chamar a atenção, a informação do ex-secretário municipal e estadual de Educação Altemar Lima, via Twitter, e na qual embarcaram alguns blogueiros menos avisados, que o PPS irá formar coligação com a natimorta candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao Governo do Estado.

“O PPS não é e não será sub legenda de nenhum outro partido! Vamos com Flávio Dino! Na coligação PDT/PSDB não houve espaço para o PPS!”, diz ele na rede de microblogs (reprodução).

Na verdade, o presidente da Câmara de Veradores de Alto Alegre do Pindaré está chateado porque o PPS acabou com a aventura de lançá-lo candidato ao governo resolvendo apoiar Jackson Lago (PDT). Ele tentou ser alguma coisa na coligação PDT/PPS/PSDB/PTC, sem sucesso. Por isso, agora espalha boatos na internet.

Conversei agora há pouco com o presidente do PPS, Paulo Matos. Ele está no Rio de Janeiro onde participou neste sábado da convenção nacional do partido. Não conseguiu embarcar ontem para São Luís.

Matos classificou a notícia de Altemar Lima como “uma manifestação individual de um filiado perfeitamente compreensível”. “Ele diz o que quer no Twitter. É uma posição pessoal dele que eu respeito”, afirma o presidente.

Paulo Matos, José Serra e Altemar Lima

Paulo Matos, tucano José Serra e Altemar Lima

O secretário de Orçamento Participarivo da Prefeitura de São Luís explica que o PPS desistiu em encontro estadual da candidatura do ex-secretário de Educação resolvendo apoiar o ex-governador pedetista. No entanto, indicou o próprio tuiteiro e o vereador Vieira Lima para compor a chapa majoritária de Jackson.

Matos afirma que a convenção do partido no próximo dia 30 vai confirmar a participação da legenda na coligação com PDT/PSDB/PTC.

Indicado vice de Serra, Álvaro Dias já quer renunciar

sáb, 26/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos “falsos moralistas do Senado”, confirmou ontem que recebeu uma “convocação” para ser o vice na chapa de José Serra à Presidência e aceitou. “Não vou fugir a essa responsabilidade. Aceito sim. É uma honra ser vice de Serra”, disse Dias, em Cuiabá. Segundo ele, a indicação só depende de “uma conversa” com o DEM.

DEM não aceita Álvaro Dias como vice de Serra

DEM não aceita Álvaro Dias como vice de Serra

“Já houve consulta ao PPS e ao PTB. E o senador Sérgio Guerra [PSDB-PE] ficou encarregado de conversar com os Democratas. E só falta isso”, disse o senador, que participa hoje da convenção do PSDB-MT. Questionado sobre um possível descontentamento do DEM com a chapa pura tucana, Dias disse que não há possibilidade de um rompimento. “Se o DEM tiver que sair, antes saio eu. Não há nenhum risco disso ocorrer. Estamos juntos a favor do Brasil.”

Dias defendeu a unidade em busca de viabilidade eleitoral. “O DEM está participando de um projeto. E a responsabilidade nossa é acomodar as forças políticas, para que esse projeto seja viável eleitoralmente. Se o governador José Serra fizer um apelo à unidade, os Democratas apoiarão.” Crítico do governo do PT, Álvaro Dias não confirmou se sua indicação representaria uma mudança de tom no discurso tucano. “É ele [Serra] quem dá o tom e nós acompanharemos.”

DEM critica

Maior partido da aliança em torno de Serra, o DEM se rebelou ontem e condenou a escolha do tucano Alvaro Dias para vice. Democratas ameaçaram até propor rompimento com o PSDB na convenção naciona do partido, quarta-feira. Até lá, o PSDB decide se mantém ou não a indicação do senador paranaense. “Entendemos que, se não for o Aécio [Neves], o vice é nosso”, afirmou o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ). A briga foi explicitada no Twitter: “O DEM é uma merda!!!”, atacou o presidente do PTB, Roberto Jeffferson. No microblog, o deputado Ronaldo Caiado (GO) pregou a ruptura e acusou os tucanos de tentar ocultar a decisão. 

Segundo relato de Caiado, Maia telefonou para o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), para confirmar a escolha. Em resposta, Guerra teria dito que nada fora decidido. “Eles não tiveram coragem de nos informar a decisão”, protestou. Sob pressão, Guerra afirmou, em nota, que o nome de Dias ainda depende de aprovação dos aliados. Mas, numa tentativa de isolar o DEM, os tucanos buscaram apoio prévio do PPS e do PTB. Em defesa do nome tucano, Jefferson chegou a dizer que não seria oportuna a escolha de um democrata.
 
“Com a crise no DF, seria o momento de o DEM dar uma recuada. É natural”, afirmou Jefferson, que fez duros ataques ao DEM no Twitter. Já o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), alegou que a imposição do DEM pode prejudicar a candidatura de Serra à Presidência. Segundo ele, a opção por Dias é a que mais ajuda. “Eles têm nome.

Mas é o que mais pode nos ajudar? É o que mais soma?”, perguntou. Maia acusou o PSDB de usar a vaga de vice para tentar resolver um problema do partido no Paraná, sem considerar a necessidade da campanha. “O problema do Serra está no Sudeste e no Nordeste. Será que eles não entenderam isso?”, perguntou Rodrigo Maia. Para complementar: “Se eles querem abrir mão, que abram no Paraná com o braço deles e não com o meu”. A pesquisa do Ibope divulgada nesta semana revela que o Sul é a única região onde Serra vence Dilma.

Maia aconselhou o PSDB a resolver o problema da aliança no Paraná indicando o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para disputar o Senado e dando a vaga de candidato ao governo a Osmar Dias (PDT), irmão de Alvaro. A dificuldade está no fato de Richa liderar as pesquisas para o governo. Para tentar convencer o DEM, o PSDB deve facilitar as alianças com o partido em Sergipe e no Pará.

 (Com informações da Folha de S. Paulo).

Caso dos “fantasmas” derruba Guerra da vice de Serra

qui, 24/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Da Folha de S. Paulo:

São Paulo – A cotação do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), para a vice da chapa de José Serra à Presidência sofreu abalos depois da informação de que contratou funcionários fantasmas para seu escritório em Recife.

O abalo, porém, não foi suficiente a ponto de que seja descartado para a vaga. Ontem, durante visita a Guarulhos, Serra fixou um prazo de “três, quatro dias” para a definição do vice.

Segundo tucanos, a revelação de que contratou oito integrantes da mesma família com a verba de gabinete feita ontem pela Folha tornou menores as chances de indicação de Guerra. Ele conta, porém, com o aval de parte do tucanato e do DEM.

Questionado sobre a reportagem, Serra se recusou a falar, ignorando a pergunta. Além de Guerra, dois outros tucanos estariam cogitados para a vaga: o senador Álvaro Dias (PR) e a vereadora Patrícia Amorim (RJ), presidente do Flamengo.

Em favor de Dias pesa a promessa de atração do senador Osmar Dias (PDT), seu irmão, com perspectiva de votação expressiva no Paraná. Em benefício de Amorim contam o Estado do Rio e a popularidade do Flamengo.

Cresce também a possibilidade de uma mulher ser escolhida como vice. Além de Amorim, são analisados os nomes da ex-vice-governadora do PA Valéria Pires Franco (DEM) e da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

Tucanos afirmam que haverá uma reunião na quarta-feira para decidir o impasse. A opção por um tucano – hoje apontada como mais provável – dependeria do consentimento do DEM.

Entre os democratas, o deputado José Carlos Aleluia (BA) é cogitado, além de Valéria Pires Franco (PA). Já o senador Agripino Maia (RN) resiste, pois, para ele, desarrumaria o palanque no RN.

serra crise vice



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