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Ricardo retira candidatura à presidência da Assembleia e volta à Secretaria de Saúde

seg, 31/01/11
por Décio Sá |
categoria Política local

O deputado Ricardo Murad acaba de anunciar a retirada de sua candidatura à presidência da Assembleia. Disse que como surgiu um movimento contra seu nome, preferiu sair da disputa para evitar problemas para o governo Roseana. 

Ricardo e Carlos Filho durante entrevista

O deputado Carlos Filho (PV) também retirou seu nome da disputa pela 1ª Secretaria. Agora, segundo Ricardo, todos devem sentar à mesa para discutir um nome de consenso. 

Ele citou os nomes de Arnaldo Melo (PTB) e Hélio Soares (PP), alinhados ao “bloquinho”, e Max Barros (DEM) e Manoel Ribeiro (PTB) como os mais comentados e que desejam ser esse candidato de consenso à presidência da Assembleia. 

Hoje a bancada do PDT firmou posição no apoio ao candidato a ser indicado pelo Palácios dos Leões. Os deputados Graça Paz, Valéria Macedo, Carlinhos Amorim e Camilo Figueiredo também declaram o alinhamento da legenda ao governo Roseana Sarney (PMDB). 

A governadora afirmou que Ricardo volta imediatamente para o comando da Secretaria de Saúde.

“Nenhum homem público do Maranhão tem a ficha mais limpa que a minha”, diz Jackson Lago

seg, 05/07/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

O ex-governador Jackson Lago (PDT) afirmou no final da manhã desta segunda-feira no TRE que nenhum homem público do Estado “tem a ficha mais limpa”  que a dele. A declaração foi uma resposta a possível impugnação de sua candidatura em decorrência da Lei da Ficha Limpa.  O pedetista esteve no tribunal na companhia dos candidatos a vice-governador Luiz Porto e ao Senado Roberto Rocha e Edson Vidigal (PSDB) para registrar a chapa “O Povó é Maior” (PDT/PSDB/PTC).

Jackson registra chapa“Ninguém na vida pública do Maranhão tem a vida e a ficha mais limpa que o Jackson Lago. Fui três vezes prefeito de São Luís e dois anos governador. Meu patrimônio continua o mesmo. Nunca aumentou um centavo além do meu salário. Não sou sócio de nenhuma empresa. Estou na vida pública para mostrar ser possível exercer cargos e permanecer com as mãos limpas”, disse.

O governador cassado, acusado pelo Ministério Público Federal no bojo da Operação Navalha de receber 8% de propina de obras da construtora Gautama no Estado, declarou não duvidar que possa ter a candidatura impugnada.

“Eu tenho a vida, as mãos e a consciência tranqüilas. Mas quem luta contra essas estruturas viciadas tudo pode acontecer. No entanto, não creio que o Brasil assista pela segunda vez uma violência dessa natureza. Se as estruturas dominantes do Estado, que convivem com instituições nacionais, não aceitam a vontade do povo do Maranhão, isso é outra questão. Eu não aceito que pela segunda vez queiram desrespeitar a vontade de nossa população”, completou.

Jackson disse que “tudo é possível” ao ser questionado sobre uma possível ação do Ministério Público Eleitoral contra ele. “O povo constatou que todo tipo de violência é possível. O Brasil inteiro não vai aceitar que pela segunda vez se cometa uma violência contra a vontade da maioria do povo do Maranhão”, reforçou.

O ex-governador disse ainda que se sua candidatura for impugnada “haverá defesa”. “Eles farão isso sempre porque temem a candidatura de Jackson Lago. Vamos obter a segunda vitória sobre a representante da oligarquia. Sabemos que eles não querem perder pela segunda vez, mas vão perder”, assinalou.

O pedetista previu gastos de R$ 15 milhões na campanha. Os candidatos ao Senado R$ 10 milhões cada. Cada deputado federal da coligação “O Povo é Maior” R$ 4 milhões e os estaduais R$ 2 milhões. A aliança lançou cerca de cem candidatos.

“Ficha-suja”, Jackson ataca justiça em convenção

dom, 27/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Com possibilidade real de ter a candidatura cassada por conta da lei que proíbe a candidaturas de políticos “ficha-suja”, o governador cassado Jackson Lago (PDT) atacou ontem duramente a justiça durante a convenção que homologou seu nome como candidato ao governo. Segundo ele, o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) “articulou com as estruturas corruptas de poder da República ( a justiça no meio) o nosso afastamento”.

Imagens do tucano José Serra e Jackson decoraram palco da convenção

Imagens de José Serra e Jackson decoraram palco da convenção

“Por que cassaram o nosso mandato. Será, como eles dizem, porque o então governador (José Reinaldo Tavares) assinou convênio com o prefeito de Codó (Biné Figueiredo), em abril de 2006? Eu não era nada, não tinha função pública. E aí cassaram nosso mandato. Mentira! Cinismo!”, disse o ex-governador.

Já no final de seu discurso, acusou a governadora Roseana Sarney (PMDB) de ter “trancado” um convênio eleitoral firmado por ele às vésperas de sua cassação com o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) no valor de R$ 150 milhões – o Governo do Estado repassou antecipadamente ao município R$ 73,5 milhões. “Esse governo falso, ilegítimo, que aí está, cassou nessa falsa justiça esses recursos. Até hoje o prefeito não conseguiu usá-los”, disse.

Em almoço-entrevista há duas semanas com um grupo de jornalistas, Roseana explicou que esperava a prefeitura devolver os recursos para refazer o convênio. Castelo retirou os R$ 73,5 milhões da conta do convênio, o que seria ilegal. O Tribunal de Justiça determinou a devolução do dinheiro ao erário, decisão até hoje não cumprida.

Aliados também atacam

Os aliados também não pouparam críticas principalmente à Justiça Eleitoral. “Golpe judiciário” foi o termo mais ameno com que foi tratada a decisão do TSE que cassou o ex-governador em 2009.

O vice-governador cassado Luiz Carlos Porto, o Pastor Porto (PSDB), afirmou que a decisão da Corte Eleitoral foi uma “inversão de valores”. “Como eu poderia estar ali (no TSE) como um criminoso? Sabia que não havia nada de errado. Aquilo foi uma inversão de valores”, discursou.

O ministro aposentado do STJ e ex-ministro do TSE, o pré-candidato ao Senado Edson Vidigal (PSDB), garantiu que a Lei a Ficha Limpa não atingirá Jackson. 

“A não ser que todos os livros de direito tenham de ser queimados nas fogueiras juninas. A não ser que todos os professores de direito tenham de ser demitidos. A não ser que todas as faculdades de direito tenham de ser fechadas. A não ser que os princípios do direito, no mundo inteiro, tenham de ser deletados. O Supremo (Tribunal Federal), como guardião da Constituição, desproverá uma injúria dessa de que Jackson não será candidato”, afirmou.

O prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo (PDT), disse que “nós não temos de temer aqueles que querem imputar a Jackson o ficha-suja. Jackson não é ficha-suja. Ficha-suja são aqueles que estão por aí”.

Já para Castelo, é o povo que terá de “corrigir” o “erro” do TSE. “O que nós queremos é corrigir um grande equívoco. É o povo quem vai decidir se pode mais ou se ele não pode mais”, declarou.

No PSB já se fala em Alexandra vice de Jackson

sáb, 26/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Diante de uma possível desistência do deputado Flávio Dino (PCdoB), uma ala do PSB ligada ao ex-governador José Reinaldo Tavares já se movimenta no sentido de tentar emplacar a ex primeira-dama Alexandra Tavares como vice de Jackson Lago (PDT). Alexandra esteve hoje pela manhã na convenção do PDT e PSDB toda serelepe. O movimento está causando mal-estar entre pedetistas e tucanos. Dirigentes das legendas acham que a ex primeira-dama “não tem estatura” para o posto.

Negociações imobiliárias de Alexandra podem prejudicar Jackson

Negócios imobiliários de Alexandra podem prejudicar Jackson

Acreditam que como Jackson corre sério risco de vir a ser cassado por conta da Lei da Ficha Limpa, o melhor seria colocar alguém à altura de substitui-lo em um possível impedimento. A convenção deste sábado que homologou o pedetista candidato ao governo deixou o cargo vice em aberto. O movimento pró-Alexandra teria o ex-marido como “padrinho” porque José Reinaldo, com a saída do comunista da disputa, teria sua candidatura ao Senado inviabilizada. Como a ex-mulher quer disputar uma vaga de deputada federal, ele estaria querendo tirá-la do caminho para tentar, nesse novo cenário, uma vaga à Câmara.

Segundo pedetista e tucanos, Alexandra seria alvo fácil dos adversários. Ela tem um histórico de “pirações” na cidade, além de estar sendo investigada pelo Ministério Público por suposto enriquecimeno ilícito. Reportagem de O Estado Maranhão de março localizou em cartórios do Distrito Federal, em nome da pretensa candidata a vice, pelo menos oito registros de transações com apartamentos e casas comerciais, todas flagrantemente subfaturadas, totalizando cerca de R$ 6 milhões (reveja).

Dirigentes do PSB, no entanto, rechaçam qualquer envolvimento da direção nesse movimento. Segundo os socialistas, Alexandra tem forte rejeição no partido e se alguém tiver de ser indicado vice este será o presidente do partido, o ex-deputado José Antonio Almeida. Na semana passada, a Executiva homologou o nome dele como vice de Flávio Dino.

O temor maior dos socialistas, porém, é que o partido acabe tendo de apoiar Jackson mas não tenha direito a indicar ninguém na chapa majoritária.

PDT e PSDB preparam convenção de sábado

qui, 24/06/10
por Décio Sá |
categoria Esportes

O candidato ao governo Jackson Lago (PDT) e o candidato ao Senado, deputado federal Roberto Rocha (PSDB), se reuniram nesta quinta-feira pela manhã para acertarem últimos detalhes sobre a convenção conjunta que realizam sábado, dia 26, no Grêmio Lítero Recreativo Português, no bairro do Anil, em São Luís. O evento terá início às 8 horas e se estenderá até o meio-dia.

Jackson Lago e Roberto Rocha discutem detalhes da convenção

Jackson Lago e Roberto Rocha discutem detalhes da convenção

Na convenção estarão presentes dirigentes do PTC e PPS, que estarão coligados na eleição majoritária deste ano. Durante a convenção serão homologados os nomes de Jackson ao Governo do Estado, de Roberto Rocha e do ministro aposentado Edson Vidigal (PSDB) ao Senado, além dos nomes que disputarão vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa estadual.

“Estamos organizando o evento para que tenha dois momentos”, explicou Léo Costa, coordenador da convenção pelo PDT. De acordo com ele, no primeiro momento da convenção terão direito a palavra os candidatos às eleições proporcionais. O tempo reservado para cada candidato que pleiteie a fala ainda deverá ser definido até a realização da convenção, no sábado.

No segundo momento, será destinado aos discursos dos presidentes dos quatro partidos da coligação majoritária, com destaque para os presidentes do PTC, deputado estadual Edivaldo Holanda; e do PPS, Paulo Matos.

Ao menos quatro prefeitos, sendo dois do PSDB e dois do PDT, deverão falar em nome das lideranças municipais do Estado: João Castelo (São Luís), Sebastião Madeira (Imperatriz), ambos do PSDB; Deoclides Macedo (Porto Franco) e Dr. Hilton (Santa Rita), os dois do PDT.

Relator da Ficha Limpa no TSE diz que lei vale para condenações anteriores. E agora Jackson Lago?

qui, 10/06/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

De O Globo:

Hamilton Carvalhido 100610

Brasília – Por seis votos a favor e apenas um contra, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta quinta-feira à noite que a lei que veta a candidatura de políticos com condenação na Justiça por decisões colegiadas (tomadas por mais de um juiz) -a Lei da Ficha Limpa – já será aplicada nas eleições deste ano. O relator da consulta, Hamilton Carvalhido (foto), afirmou que a lei vale para condenações anteriores à sua sanção, no dia 4, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitando dúvidas sobre a sua abrangência.

- As condenações antes da lei valem. Ela é clara, não deixa dúvidas, alcança processos pendentes – afirmou Carvalhido, depois da sessão.

Texto amplia inelegibilidade de três para oito anos

Atualmente, só os políticos condenados definitivamente, sem direito a recurso, são impedidos de concorrer. A nova lei veda o registro eleitoral aos condenados na Justiça por crimes graves, com penas acima de dois anos, como cassação de mandato, crimes contra a vida, tráfico de drogas e improbidade administrativa. O texto também amplia o prazo de inelegibilidade de três para oito anos.

A lei permite que o condenado recorra a uma instância superior para tentar suspender a punição. A suspensão também tem de ser aprovada por um colegiado de juízes, e provocará a tramitação prioritária do processo criminal ou eleitoral no tribunal.

Por abrir espaço para um debate sobre a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a decisão do TSE poderá ser levada ainda ao Supremo Tribunal Federal. Mas especialistas eleitorais acreditam que o apelo popular da proposta dificultará que algum partido ou entidade tome tal iniciativa.

Os ministros do TSE analisaram a consulta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que tratou apenas da aplicabilidade da nova lei este ano. Eles podem ainda avaliar outras consultas feitas sobre a sua abrangência, que indagam se ela vale para condenações a partir da sua sanção, ou também para condenações anteriores. Uma emenda do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) provocou dúvidas, ao falar de políticos que “forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado” em vez dos que já “tenham sido condenados”, como estava antes. Mas Carvalhido afirmou que a regra vale para condenações anteriores ao dia 4.

- O problema semântico desaparece completamente. A lei pega todo mundo – disse o ministro, em relação à dúvida criada com a mudança do verbo na emenda.

Jackson foi condenado pelo TSE em 2009

Jackson: condenado no TSE em 2009

Houve uma certa polêmica no debate, quando o ministro Marcelo Ribeiro ameaçou pedir vista e adiar o julgamento. O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, inverteu a pauta para julgar primeiro o assunto, e destacou a importância da apreciação da consulta, argumentando que as convenções partidárias já tinham sido iniciadas. Ele chegou a adiantar o voto a favor da validade da lei para estas eleições, ao tentar convencer Ribeiro a não pedir vista.
A ministra Cármen Lúcia seguiu o voto do relator a favor da aplicação imediata, argumentando que há diferença entre processo eleitoral e atos preparatórios da eleição, e a vigência da lei não alteraria o processo, pergunta feita na consulta de Virgílio:
 
- Estamos tratando de escolha, mediante votação, de representantes públicos. Se questiona sobre a inelegibilidade no momento do pedido de registro. Não se pode considerar como processo eleitoral.

O ministro Aldir Passarinho, também a favor da validade para outubro, acrescentou:

- Não vejo como um pré-candidato possa se sentir prejudicado e entenda ter direito de se candidatar mesmo tendo condenação por órgão colegiado. A situação atual exige a depuração dos candidatos.

Marco Aurélio: TSE não poderia ter respondido

O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a votar contra a validade para as eleições deste ano. Além de dizer que a consulta não poderia ter sido respondida pelo TSE, argumentou que o artigo 16 da Constituição Federal exige que a lei teria que ter sido aprovada um ano antes das eleições:

- Não me pressiona a iniciativa do projeto, o fato de ter se logrado em 1,7 milhão de assinaturas. Não me pressiona porque o povo se submete à Carta da República, a menos que o povo vire a mesa e proceda à revolução rasgando a Carta.

Ribeiro e o ministro Arnaldo Versiani aceitaram os argumentos de Marco Aurélio, mas votaram com Carvalhido.

Roberto Rocha, Julião Amim e Zé Vieira: voando nas asas do dinheiro público

dom, 06/06/10
por Décio Sá |

Por Lúcio Vaz, do Correio Braziliense:

Brasília- Além de verba para alugar escritórios nos estados, pagar as despesas com telefone, consultorias e assessores, os deputados federais têm outro benefício que ajuda muito na campanha eleitoral: o fretamento de aeronaves. Nos cinco primeiros meses deste ano, eles já gastaram R$ 1,8 milhão com o aluguel de aviões. Os gastos devem aumentar em junho, principalmente no Nordeste, quando os parlamentares costumar frequentar as festas juninas. Mas o maior proveito será mesmo no período de campanha eleitoral, quando eles poderão percorrer as suas bases eleitorais nas aeronaves fretadas pela Câmara. Um privilégio que não estará ao alcance dos candidatos que não têm mandato.

O deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) já gastou R$ 30 mil nos primeiros meses do ano em viagens aos municípios mais distantes de Salvador. Mas ele assegura que não vai mais viajar por conta da Câmara quando iniciar oficialmente a campanha, a partir de início de julho. “A partir do registro da candidatura, não usarei mais. Não usarei nenhuma ação que possa misturar campanha eleitoral com mandato. Utilizarei aviões na campanha, se necessário, mas por meio da verba da campanha”, disse o ex-líder da bancada tucana. Ele acrescenta que, simplesmente por estar no mandato, o deputado já está em situação melhor em relação aos demais candidatos: “Isso já é uma vantagem em relação aos outros que disputam as eleições”.

Robero Rocha 060610Mas nem todos pensam da mesma forma. Os deputados afirmam que a utilização de aviões é imprescindível nos estados maiores, onde as distâncias entre a capital e os municípios mais longínquos chega facilmente a 800km. Com as estradas em mau estado, o uso das aeronaves seria a única forma de manter as visitas às bases eleitorais, para colher as reivindicações das comunidades. Mas alguns exageram. O deputado Zé Vieria (PR-MA) é, até agora, o campeão dos gastos com táxi-aéreo, com R$ 139 mil. Ele visitou 10 cidades em seis viagens no primeiro semestre. Em algumas delas, percorreu quase 1,5 mil km. Roberto Rocha (PSDB-MA) gastou R$ 136 mil, percorrendo quase as mesmas cidades: Balsas, Bacabal, Santa Inês, Grajaú, Carolina. A maior parte delas fica no Sul do estado.

Estados

Os deputados do PR são os que mais utilizaram aviões neste ano. Juntos, gastaram R$ 435 mil. Em seguida vem o PP, com R$ 325 mil. O PMDB, maior partido, é apenas o quarto nesse tipo de despesa, com R$ 120 mil. As maiores despesas ocorrem nos estados maiores e mais distantes. Os parlamentares do Maranhão gastaram R$ 302 mil. Os baianos de diversos partidos deram uma despesa de R$ 264 mil.

Uma alteração nas normas da Câmara abriu uma brecha para que essas despesas aumentem. Até o início do ano passado, os deputados contavam com uma verba de R$ 90 mil por semestre — em média R$ 15 mil por mês — para as despesas com divulgação, consultoria, escritórios, material de expediente, locomoção, gasolina e aluguel. Foi quando estourou o escândalo das passagens aéreas. Os deputados utilizavam as sobras de suas cotas para pagar passagens de familiares e apadrinhados, inclusive para o exterior.

A Câmara terminou com essa despesa específica e criou uma cota única para todo tipo de gasto, incluindo ainda telefonemas e correio. Em média, cada deputado ficou com cerca de R$ 180 mil por semestre para gastar. Nos estados mais distantes de Brasília, a cota é maior, porque as passagens aéreas são mais caras. Mas alguns exageram e aplicam até 90% dessa verba no aluguel de aviões. Até maio, Roberto Rocha aplicou R$ 147 mil com todas as despesas, sendo R$ 136 mil em aviões.

O número
R$ 435 mil
Despesa dos deputados do Partido da República com o aluguel de aviões

Quem mais viajou:
Deputado/Valor (em R$ mil)

Zé Vieira (PR-MA) 139
Roberto Rocha
(PSDB-MA) 136,5
Silas Câmara
(PSC-AM) 101,7
Mario Negromonte
(PP-BA) 94,5
Urzeni Rocha
(PSDB-RR) 90,5
Mário de Oliveira
(PSC-MG) 81,3
Carlos Willian
(PTC-MG) 74,3
Eliene Lima (PP-MT) 56,9
José S. de Vasconcelos (PR-MG) 54,2
Julião Amim
(PDT-MA) 49
José Rocha (PR-BA) 48,5
Edmar Moreira
(PR-MG) 46,2
Perpétua Almeida
(PCdoB-AC) 45,2
Giovani Queiroz (PDT-PA) 44,8
Homero Pereira (PR-MT) 39
Paes Landim
(PTB-PI) 36,6
Gioacobo
(PR-PR) 36,3
Pedro Chaves
(PMDB-GO) 35,9
Nilson Pinto (PSDB-PA) 35,5
Ciro Nogueira (PP-PI) 35,1
Marcelo Serafim
(PSB-AM) 35
Valtenir Pereira
(PSB-MT) 33,3
Gladson Cameli
(PP-AC) 31,9
Jutahy Júnior (PSDB-BA) 31
Cláudio Cajado
(DEM-BA) 29

Fonte: Câmara dos Deputados

O gasto por partido
Partido/Valor (em R$ mil)

PR 435
PP
325
PSDB 267
PSB
127
PMDB
120,5
PDT
120
PTB
96

O gasto por estado (em R$ mil)

Maranhão 302
Bahia 263
Minas
150
Mato Grosso
141
Acre
115
Piauí
96
Roraima
96
Pará
94
Ceará
94
Amazonas
90

José Reinaldo usa JP para atacar Roberto Rocha

dom, 09/05/10
por Décio Sá |
categoria Política local

Foi só o deputado Roberto Rocha (PSDB) colocar a cabeça de fora para começar a pegar as primeiras bordoadas. Sob o título de “Saída Honrosa”, a edição de sábado da coluna Estado Maior, de O Estado Maranhão (veja post abaixo), revelou a possibilidade do tucano tentar uma vaga ao Senado numa coligação com o PDT.

Roberto Rocha 080510Foi o bastante para os aliados do ex-governador José Reinaldo (PSB) e do ministro aposentado Edson Vidigal (PSDB) começarem a atacar Roberto (foto). A edição deste domingo do Jornal Pequeno publica nada menos que quatro notas sobre o assunto. Como se sabe, o matutino segue o pensamento político do socialista.

Primeiro, o jornal insinua que a provável candidatura do tucano beneficiaria o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB). Depois afirma que somente a ameaça do deputado ser mesmo candidato ao Senado já estaria gerando crise na oposição.

“Essa história de candidatura do Roberto Rocha ao Senado interessa a quem mesmo? A Zé Reinaldo e a Vidigal é que não é. Dois dos principais expoentes da oposição na vitória de 2006, e pré-candidatos ao Senado, Reinaldo e ‘Vidiga’ não estão gostando nada dessa história. Resultado: desunião. Bom, o melhor mesmo é esperar ‘desanuviar’ mais um pouco”, diz o jornal na coluna que o diretor Lourival Bogéa assina com o pseudônimo de “Dr. Pêta”.

Como se sabe, José Reinaldo quer ser candidato a senador tirando todos os adversários do caminho. Ja cooptou Bira do Pindaré (PT) com uma “boquinha” para mulher dele na Assembleia Legislativa. E agora já investe contra Roberto.

O próprio deputado chegou a dizer que sua candidatura estaria incomodando o grupo Sarney. Como se viu hoje nas notas do JP, não é isso que parece estar acontecendo.

É por essa e por outras que o senador Epitácio Cafeteira (PTB) chamou essa turma de “Frente da Traição”.

PT, PPS, PSDB, PCdoB e prefeitos deixam Jackson falando sozinho

sex, 16/04/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

O PT, PPS, PSDB e PCdoB, que em 2006 formaram a “Frente de Libertação do Maranhão”, deixaram o ex-governador Jackson Lago (PDT) falando sozinho nesta sexta-feira em evento em que ele “comemorou” um ano de sua cassação. Além dos partidos, nenhum prefeito foi visto no evento. Jackson só citou os vice-prefeitos de Imperatriz, Jean Carlos, e de Presidente Dutra, José Nunes Martins, o Zezão, ambos do PDT.

Jackson cassação comemora

Marcelo Tavares, Jackson e Zé Reinaldo: só lamúrias

Balaios de proa do “Governo da Libertação” e o ex-líder do governo Edivaldo Holanda (PTC) também não comparecerem. Alegaram que o evento estava sendo organizado pelo pessoal de sempre: os ex-secretários Aziz Santos (Planejamento) e Weverton Rocha (Esporte e Juventude).

O único tucano presente foi o ministro aposentado Edison Vidigal, recém filiado ao partido. Jackson e o ex-governador José Reinaldo (PSB) ainda ligaram insistemente para o deputado Roberto Rocha e o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), mas eles deram uma desculpa qualquer e não compareceram.

O governador cassado não conseguiu esconder o desânimo. Leu um discurso, a maioria do tempo de cabeça baixa. Chegou mesmo a cochilar durante a fala dos outros oradores. O auditório estava lotado de militantes levados em ônibus fretados (veja foto abaixo).

“Não há democracia sem Judiciário livre”, lamentou-se Jackson, citando a frase famosa – “Não ha democracia sem Parlamento livre”- do presidente do Senado, José Sarney (PMSB), inscrita na Assembleia Legislativa. Classificou como “golpe baixo” e “golpe do judiciário” a decisão do TSE que comprovou o desvio de recursos públicos para sua campanha em 2006.

Segundo o pedetista, o evento foi um ato de “celebração para reafirmar nossa união”. As ausências mostraram bem de qual união Jackson se referia. O ex-governador também foi claro sobre o verdadeiro motivo de sua natimorta candidatura ao Governo do Estado. “Não perdi a noção da honra que herdei de meus pais. O sentido de estarmos aqui é de lavar a alma”, declarou.

Completou falando de seu estado de saúde. “Aqui estou eu, me permitam uma reflexão pessoal, marcado pelas rugas do tempo, açoitado no enfrentamento de doença, graças a Deus em franca recuperação.”

onibus libertaçãoO PSB, através do presidente da Assembleia, Marcelo Tavares, e do tio, José Reinaldo, que no final de semana estavam celebrando aliança com o PCdoB, parecem já terem virado a casaca. “A candidatura de Jackson é natural porque o mandato é dele. Sem Jackson ninguém fara mudança no Maranhão”, declarou Marcelo. Ele acusou o golpe em relação aos ex-colegas ausentes. “Muitos daqueles que estavam conosco não estão mais. Padecemos em quantidade, mas nada em qualidade.”
 
Já José Reinaldo passou o tempo todo contando piadas. Disse que seu governo foi o melhor do mundo. Assegurou ter descoberto o verdadeiro motivo do Moto Clube, time por qual torce, estar em situação difícil. “Estava assistindo o Bom Dia Mirante e vi o patrocínio do time: ‘Governo do Maranhão, de volta ao trabalho’. Está aí o motivo.”

PDT X PSDB: Roberto Rocha tem suas razões

qui, 15/04/10
por Décio Sá |
categoria Eleições

Não tenho nenhum motivo para defender o PSDB ou o deputado federal Roberto Rocha. Muito pelo contrário. Ele está até me processando nos tribunais de Brasília só porque reproduzi aqui matérias do Congresso em Foco, O Globo, Folha e Estadão sobre a farra de passagens na Câmara onde uma pessoa ligada a seu gabinete aparece como um dos operadores do esquema.

Roberto Rocha 15042010Mas é preciso colocar alguns pontos nos “is” nessa história de Roberto (foto) estar puxando o PSDB para uma candidatura própria ao Governo do Estado, contrariando o PDT que quer uma aliança em torno do cassado Jackson Lago.

Na verdade, o PDT e Jackson sempre usaram o PSDB e, principalmente o PPS, como linha auxiliar de seus projetos políticos no Estado. Nunca deram contrapartida política alguma. Essa história de eleição dos prefeitos Sebastião Madeira (Imperatriz) e João Castelo (São Luís) é balela porque as pesquisas mostravam a vitória tranquila dos dois em 2008. O então governador e o PDT só aproveitaram a situação.

 Acho que não se pode criticar o deputado, presidente do PSDB do Maranhão, por querer levar a agremiação que dirige a uma candidatura majoritária. Isso desde que esse projeto seja realmente nobre.

Em relação a Roberto, basta recordar alguns fatos para ver estar ele coberto de razão. São muitas provas de lealdade e companheirismo ao PDT, e principalmente a Jackson. Contrapartida: zero. Senão vejamos.
 
Em 2002, ele renunciou a disputa ao Palácio dos Leões para tentar fazer Jackson vencedor daquela eleição no primeiro turno. Deu José Reinaldo, então no PFL, hoje DEM. Quatro anos depois o tucano ignorou a candidatura ao governo do colega do PSDB, o enrolado Aderson Lago, e entrou de cabeça na campanha do pedetista desde o primeiro turno. Elegeu-se o parlamentar mais votado do Estado, e continuou sendo peça chave na cooperativa de partidos da chamada “Frente de Libertação”, levando Jackson à “vitória” contra Roseana Sarney (PMDB).
 
Não se tem notícia que ele tenha dado trabalho ao então governador eleito no que diz respeito à exigência de cargos. O tucano tinha as suas demandas, mas nada que chegasse perto dos esquemas milionários que marcaram a gestão pedetista no Palácio dos Leões.

Aí vieram as eleições de 2008 e o PDT “pagou” a fatura para Roberto. Como? Lançando candidatos pedetistas em tudo que era base eleitoral do presidente do PSDB. O caso mais emblemático foi Balsas, com Chico Coelho, já filiado ao PDT, enfrentando e derrotando Luiz Rocha Filho, o Rochinha (PSDB), irmão do deputado.
 
Tem mais. Durante todo o processo de cassação do mandato de Jackson no TSE, Roberto foi um dos mais entusiasmados “advogados de defesa” do pedetista.  Na busca de apoios, articulou conversas do então governador com o ex-presidente Fernando Henrique e  o governador José Serra (SP).

Agora mais uma vez Jackson e o PDT querem fazer o deputado e o PSDB de “bucha de canhão”, oferecendo-lhe a vice na combalida chapa do governador cassado. Um verdadeiro “presente de grego”.

Não foi à toa que o senador Epitácio Cafeteira (PTB) apelidou essa turma de “Frente da Traição”.



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