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Marcelo Tavares devolve reajuste de servidores. Agora são os deputados que reclamam dele

qua, 09/06/10
por Décio Sá |
categoria Política local

Antes tarde do que nunca. O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Tavares (PSB), recuou da ideia de não repassar a parcela de 5,9% de aumento aos salários dos servidores efetivos da Casa como vinha fazendo regularmente. O percentual foi conquistado tardiamente no final do ano passado depois que fora concedido a todos os funcionários dos poderes Executivo, Judiciário e, no caso do Poder Legislativo, foi repassado apenas para os cargos comissionados. O reajuste aconteceu em junho de 2009.

marcelo tavares 270510No último sábado (reveja) o blog noticiou a insatisfação dos barnabés do poder e, diante da repercussão, o presidente voltou atrás. Ele participou de uma reunião nesta quarta-feira pela manhã com a categoria e anunciou que vai implantar o reajuste retroativo ao mês passado.

Os funcionários, no entanto, ainda reclamam do ticket-alimentação, congelado em R$ 200 há quatro anos, e do adicional de qualificação, dado aos com cursos de especialização. Sobre isso, o presidente ainda não se pronunciou.

Notas fiscais

Mas enquanto tenta agradar os barnabés, Marcelo Tavares (foto) encontra outro foco de insatisfação: os próprios deputados. Os parlamentares estão chiando da prestação de contas da verba indenizatória de R$ 15 mil. Só estão sendo aceitas as notas fiscais de estabelecimentos sem problemas com órgãos federais e estaduais.

Segundo um deputado,”o Marcelo quer que a gente chegue num determinado estabelecimento e peça certidão negativa de débito para poder aceitar a nota. Essa não é função nossa, é função do Estado. Eu não sou fiscal da Receita”, lamentou-se o parlamentar.

O problema está fazendo muito deputado não ter como cumprir alguns compromissos. A chiadeira é geral.

Servidores da Assembleia acusam Marcelo Tavares de não honrar acordo salarial

sáb, 05/06/10
por Décio Sá |
categoria Política local

Do Blog do Sindsalem:

Os servidores efetivos e estáveis da Assembléia Legislativa do Maranhão (Alema) ao abrirem seus contracheques do mês de maio ficaram indignados ao verificarem que seus salários foram reduzidos em 5,9%. Tal percentual foi conquistado tardiamente no final do ano passado depois que fora concedido a todos os servidores dos poderes Executivo, Judiciário e, no caso do Poder Legislativo, foi repassado apenas para os cargos comissionados. Tais reajustes aconteceram em junho de 2009.

marcelo tavares 270510Após tomar conhecimento que o reajuste não seria aplicado aos servidores efetivos e estáveis o Sindicato dos Servidores da Assembléia Legislativa (Sindsalme) foi até ao presidente Marcelo Tavares (PSB) e conseguiu que o índice fosse estendido também a esses servidores. Naquele momento foi acordado que o índice seria inserido na tabela do atual Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), nos anos 2009, 2010 e 2011, as três últimas etapas da implantação do plano. Diga-se de passagem, que o tal índice aplicado a todos os outros servidores do Estado desde o mês de junho de 2009, só veio a ser concedido aos estáveis e efetivos a partir do mês de novembro.

Iniciado o ano de 2010, fomos surpreendidos pela informação da Diretoria de Recursos Humanos (DRH) que a lei do índice seria aplicada somente na tabela do PCCV de 2009, isto é, reajuste aplicado, com defasagem em relação aos outros servidores, seria temporário, terminaria no dia 30 de abril de 2010. Ou seja, para a DRH os Deputados maranhenses inovaram: pela primeira vez na história aprovaram um reajuste com inicio e término determinado.

A direção do Sindsalem voltou a conversar com o presidente e ele disse, depois de consultar a Procuradoria da Assembléia Legislativa, que a interpretação da lei pelo DRH era equivocada. Em seguida, parecendo concordar com a DRH, disse que seria necessário alterar a Lei (9112/2010) aprovada e publicou no diário oficial um projeto de lei de número 032/2010 neste sentido. Depois que tal projeto entrou na pauta, Marcelo Tavares nos informa que o estava retirando, pois temia que depois de aprovado não fosse sancionado pela Governadora do Estado. Assim, a solução do impasse seria resolvida por ele no âmbito da própria Assembléia Legislativa.

Entretanto, ao visualizar o contracheque do mês de maio, os servidores verificaram que o presidente não honrou a sua palavra e que todos os seus movimentos só tinham um objetivo, ganhar tempo e evitar contestações de sua política salarial por parte dos servidores. Continue lendo aqui.



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