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Portal IG repercute matéria da Vale

sáb, 26/02/11
por Décio Sá |

Ganhou repercussão nacional a série de matérias do www.blogdodecio.com.br sobre a Vale. Primeiro foi ga coluna Cláudio Humberto, agora foi o portal IG, um dos maiores do país, que está trazendo a notícia. Vamos atualizar as informações aqui e no facebook porque o blog oficial continua com problemas:   

Vale investiga suposto esquema de propina de funcionários no Pará   

Por Marina Gazzoni, iG São Paulo:   

Um fornecedor da Vale está acusando os funcionários da companhia de praticar um suposto esquema de corrupção que levou ao fechamento da empresa. O sócio da WO Engenharia, Osmar Fonseca dos Santos, que prestava serviços para a companhia na Estrada de Ferro Carajás, em Marabá (PA), afirmou ao iG que funcionários da Vale e da Concremat, empresa contratada para fiscalizar a obra, descontavam 70% do valor dos serviços prestados para pressionar a companhia a pagar propina.   

WO Engenharia acusa funcionário da Vale de exigir propina da empresa

A Vale confirma que está investigando as acusações internamente. Segunda a empresa, nenhum funcionário foi demitido até o momento. A Concremat afirma que as acusações são falsas.  

O pagamento de serviços em obras, em geral, envolve um processo de medição, no qual um fiscal aprova a execução do contrato. Se a conclusão for de que o serviço não foi cumprido conforme o contratado, o pagamento pode ser reduzido.   

A acusação da WO Engenharia é de que funcionários da Vale e da Concremat reduziam a medição dos serviços da companhia, o que fazia com que ela recebesse menos, já que se recusava a pagar propina. “Nossa margem é apertada. Os funcionários são orientados a não ceder a essas pressões”, diz Santos.   

O empresário afirmou que vai processar a Vale e cobrar uma indenização por danos financeiros. Segundo ele, a companhia tinha 95% da sua receita vinculada a contratos com a Vale e teve um prejuízo de R$ 50 milhões provocado por supostas irregularidades nos pagamentos feitos à companhia. “Não conseguimos suportar os cortes que eles faziam nas nossas medições”, diz Santos. A companhia, que tem sede em São Luís (MA), funcionava há 21 anos, mas encerrou as atividades no fim de janeiro e demitiu 2.500 funcionários.   

Esse não é o primeiro desentendimento entre a WO e a Vale. Funcionários da WO bloquearam a Estrada de Ferro Carajás em 25 de janeiro para protestar por atrasos de salários. Na ocasião, a Vale emitiu um comunicado no qual afirmou que não deixou de honrar contratos com prestadores de serviços e que chegou a antecipar os pagamentos a fornecedores para que eles pudessem pagar seus funcionários.   

Troca de e-mails   

A principal prova que a WO Engenharia diz ter contra a Vale é um e-mail que teria partido do engenheiro Paolo Coelho, funcionário da unidade da Vale responsável pelas obras na ferrovia. Uma cópia desse e-mail, enviada pela WO ao iG, e supostamente destinada ao funcionário da Concremat Luciano Monte, continha as seguintes declarações: “Vamos botar para quebrar com a WO nesta medição, não pode passar de 30% do que eles te mandarem. (…) Não podemos jogar fora tudo que já arrecadamos com os outros, com o nosso salário não dá nem pra pegar ônibus.”   

O iG telefonou para Coelho, mas ele não atendeu a reportagem. A Concremat disse ao iG que o e-mail em questão é falso.

Documentos mostram fraude sofisticada em Alcântara

ter, 17/11/09
por Décio Sá |

Documentos obtidos pela Polícia e Ministério Público Federal e CGU (Controladoria Geral da União), na “Operação Orthoptera”, mostram que o esquema de corrupção na Prefeitura de Alcântara, que resultou na prisão da ex-prefeita Heloísa Leitão, era bastante sofisticado. Segundo as investigações, foram desviados R$ 5,1 milhões do Fundeb em apenas cinco meses de 2008.

documento PF NFSegundo o delegado Pedro Meirelles; o procurador-chefe da Procuradoria da República no Maranhão, Juraci Guimarães Júnior; e o coordenador de operações especiais da CGU, Israel Carvalho, a quadrilha falsificava extratos bancários e documentos da prestação de contas do município entregues ao TCE. O dinheiro a ser desviado era tirado da conta federal, colocado na conta geral do município, e em seguida transferido para várias outras com objetivo de evitar seu rastreamento.

No entanto, de acordo com Juraci Guimarães, pelo menos parte do dinheiro foi possível ser localizado através das fichas do caixa – espécie de extrato em poder dos bancos. As empresas C.A. Morais Comércio, Representações e Serviços, R. Alves de Jesus, J.V.Silva Júnior, MGP de Sousa Comércio e Serviços, e A.H.V dos Santos e Comércio participavam de licitações montadas. Muitas dessas firmas são “fantasmas” ou de “fachada”.

A cópia do fax acima mostra integrantes da “organização criminosa” acertando a montagem de uma NF (Nota Fiscal) no valor de R$ 500 mil. O bilhete está assinado pelo empresário José do Vale da Silva Júnior, proprietário da empresa J.V. Silva Júnior, envolve a firma R. Alves e endereçado para uma pessoa identificada por Wendell.

As investigações dão conta que essas empresas participaram do mesmo esquema em outros municípios. O procurador disse que durante a operação não foi feita nenhuma escuta telefônica. O trabalho começou em 2007, na “Operação Rapina 2″. Chamou a atenção na época os muitos documentos com indícios de irregularidades da Prefeitura de Alcântara.

A prefeita foi presa porque teria “grande participação” no esquema, segundo a PF. Por ser gestora e ordenadora de despesa, a assinatura dela aparece em cheques e documentos integrantes da prestação de contas do município. O ex-secretário de Financas da Prefeitura de Alcântara Ronaldo Plácido também foi preso. Até o final da manhã a PF havia cumprido 21 mandados de prisão, de um total de 24.

O ex-presidente do Sinduscon José Orlando Soares Leite Filho, também preso, é acusado de montar uma empresa em nome de uma empregada doméstica beneficiada com R$ 900 mil da fraude. O homem identificado por José Carlos Garcia e o dono da empresa C.A Moraes, o empresário identificado apenas por Moraes, estão entre detidos. Eles são acusados de formação de quadrilha, crime de reponsabilidade de gestor municipal, fraude em licitação e documental.



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