Corregedoria quer explicações de juíza que citou ligação de desembargadores com Alessandro Martins
O corregedor Antonio Guerreiro Júnior admitiu que a Corregedoria Geral da Justiça poderá pedir ao Tribunal de Justiça que instaure processo administrativo contra a juíza Oriana Gomes, caso os desembargadores ofendidos com entrevista dela procurem o órgão. A juíza e o teor de entrevista – na qual atribui a magistrados do TJMA suposta proteção ao empresário Alessandro Martins – foram alvo de fortes críticas do desembargador José Joaquim Figueiredo antes do início da sessão administrativa desta quarta-feira, 7.
Oriana Gomes teria afirmado ao Jornal Pequeno, no domingo (4), que Alessandro Martins não estava preso devido a amizades com os desembargadores. Foi ela quem mandou prender o empresário.
“Ela precisa nominar quem são esses desembargadores, sob pena deste tribunal ficar mais uma vez desmoralizado perante a opinião pública”, reagiu, indignado, Joaquim Figueiredo, que recebeu o apoio dos colegas. A atitude da juíza foi condenada por vários magistrados.
Guerreiro Júnior (foto) pediu ao presidente do TJMA, Jamil Gedeon, cópia degravada de todos os depoimentos para providências.
O desembargador Marcelo Carvalho Silva apresentou proposta – aceita por unanimidade – para que o Tribunal de Justiça entre com pedido de interpelação contra a juíza, para que confirme ou negue o que disse.
Oriana Gomes está de férias desde segunda-feira, 5, da 10ª Vara Criminal (Crimes Contra a Ordem Tributária). Durante os próximos dois meses responderá pela vara o juiz Itaércio Paulino da Silva. O pedido da juíza foi formulado na semana passada.
Outro lado
A juíza explicou ao blog que não foi ela quem afirmou que os desembargadores teriam ligações com o empresário. Disse que foi o próprio Alessandro Martins quem fez as declarações durante seu depoimento à CPI da Euromar da Assembleia Legislativa. “Eu apenas transcrevi na sentença o que ele disse”, afirmou.
Oriana Gomes disse ainda que o Jornal Pequeno usou de “má-fé” contra ela na reportagem e prometeu processar o matutino.
(Com informações da Corregedoria do Tribunal de Justiça).
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Investigações feitas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) apontam casos de nepotismo, desvio de verbas, irregularidades em obras, pagamentos de créditos indevidos a magistrados e venda de sentenças.
De acordo com a determinação, as horas não trabalhadas por causa da alteração serão compensadas em razão de uma hora por dia. A compensação, a ser realizada de acordo com critério dos dirigentes dos órgãos, considera a conveniência administrativa e poderá ser colocada em prática antes ou depois em que ocorrer o ponto facultativo.
Por unanimidade, os desembargadores decidiram atender a um pedido de vistas do Ministério Público, após o que a relatora, desembargadora Maria das Graças Duarte, emitirá seu parecer, abrirá caminho para que o juiz apresente sua defesa e em seguida encaminhará o processo para votação.
Os casos envolvem duas crianças com problemas sérios de saúde, uma delas à época recém-nascida, além de uma senhora de 47 anos, portadora do vírus HIV, acometida de acidente vascular cerebral (AVC). Em relação a esta paciente, o juiz de primeira instância fixou multa diária de R$ 5 mil para o município, em caso de não cumprimento da ordem de internação em um dos hospitais com UTI existentes em Imperatriz. Também de R$ 5 mil foi a multa estipulada para o município no caso da recém-nascida, e de R$ 1 mil, no da outra criança.
Ao levar o ocorrido ao conhecimento do Condomínio, eu e minha família fomos alvo de críticas e de acusações levianas, inclusive de que as joias teriam sido furtadas por pessoas de minha própria família. Diante dessas acusações, fui motivada a esclarecer os fatos e ingressei com uma ação de indenização por danos morais e materiais, sendo comprovado, inclusive por meio de confissão, que os porteiros do Condomínio facilitavam a entrada de um sujeito no prédio para realizar os furtos enquanto os proprietários dos apartamentos estavam viajando.
Jamil Gedeon mostrou-se entusiasmado com o projeto, a ponto de anunciar o apoio irrestrito do Judiciário a outras iniciativas da Corregedoria. Com o respaldo da presidência, Guerreiro Júnior anunciou para o final de julho novo esforço concentrado, dessa vez no Juizado Especial de Pinheiro, na Baixada Maranhense.