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Mistério na morte de botos no rio Tocantins

seg, 04/07/11
por 65.dimas |

O que está causando a morte de vários botos no rio Tocantins? A pergunta ainda é um mistério para integrantes do MEPA (Movimento Educacional pela Preservação da Amazônia) e pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus de Marabá, que percorrem o leito do rio Tocantins toda semana desenvolvendo um trabalho de educação ambiental junto aos ribeirinhos.

Esta semana, segundo César Peres, presidente do MEPA, a equipe foi alertada por ribeirinhos que vivem na Praia do Meio sobre o cadáver de mais um boto que boiava no remanso daquela ilha. O animal estava em adiantado estado de putrefação e apresentava sinais de que havia sido vítima de tiros, provavelmente de espingarda. “Não é a primeira vez que isso acontece. Nas últimas semanas identificamos vários botos mortos em circunstâncias parecidas”, lamenta Peres.

Ele ressalva que a causa da morte do referido animal não pôde ainda ser determinada, embora levantou-se duas especulações, ambas atribuindo a responsabilidade aos pescadores: a primeira atribuía a morte do animal a tiros disparados por pescadores devido a sinais, semelhantes a marca de chumbo, visualizados no corpo dos botos; a segunda atribuía a causa da morte a ingestão de rede de pesca que podia ser observada na garganta do animal. “Pode haver uma terceira, ainda desconhecida. O fato é que o referido animal, inimigo dos pescadores por retirar os peixes das redes destes, às vezes destruindo-as, é morto e por não fazer parte da alimentação dos pescadores é deixado no rio”, lamenta.

Muitos desses mamíferos também estão sendo atacados por pescadores como se estivessem em uma guerra, utilizando bombas, algumas bastante pesadas. A reportagem do CORREIO DO TOCANTINS desceu o rio Tocantins e conversou com ribeirinhos e pescadores da região da Praia do Meio, que confirmaram e lamentaram a morte dos botos. Eles revelam que muitos colegas pescadores utilizam bombas de festim para espantar os animais e mantê-los longe de suas redes, porque este símbolo da Amazônia é visto por muitos pescadores como uma praga. “Ele estraga as redes, come e espanta os peixes”, reclama Raimundo Martins, 65. “Eu jogo bomba para deixar eles longe da malhadeira, mas não mato não”, confessa.

Os pesquisadores têm documentado as mortes, na tentativa de chamar a atenção para o problema. Também procuram conversar com os pescadores e ribeirinhos, de modo a orientá-los a manter a fonte de renda, sem matar os botos. “Esses mamíferos têm uma audição muito aguçada e podem perder esse sentido com as explosões”, observa Peres.

O agrônomo Juscelino Bezerra, da UFPA, que trabalha como voluntário no projeto de proteção às tartarugas nas margens do Tocantins, também se diz preocupado com a quantidade de botos que estão sendo encontrados mortos no rio. “Somos parceiros dos pescadores e ribeirinhos, não inimigos. Trabalhamos com a orientação, não com repressão”, observa, dizendo que é preciso desenvolver um trabalho amplo e específico nesta área para manter a população de botos.

Para Juscelino, os botos não deveriam ser vistos como inimigos dos pescadores, uma vez que os animais ajudam a retirar os peixes de lugares de difícil acesso para locais mais acessíveis. “Vamos conversar com representantes de colônias de pescadores da região para realizarmos um trabalho junto aos pescadores para orientar a categoria a como se comportar de forma harmônica com os botos”, explica César Peres.

Ele ressalta que várias espécies já estão em processo de extinção e diz que Cuiucuiu e Arraia são fisgados por pescadores, mas abandonados mortos às margens do rio. Isso porque essas espécies não têm valor comercial na região. (Ulisses Pompeu)

*Fonte: www.ctonline.com.br

Júnior Marreca é o novo presidente da FAMEM

sex, 18/02/11
por 65.dimas |
categoria Marabá - PA

Júnior Marreca é o novo presidente da FAMEM

Foi confirmada, no fim da tarde dessa quinta-feira (17), a eleição do prefeito de Itapecuru-Mirim, Júnior Marreca (PR), na presidência da Federação das Associações dos Municípios do Maranhão (Famem). Dos 190 prefeitos associados, 177 votaram. Júnior Marreca conseguiu 175 votos a favor; dois votos foram branco.

Com a chapa “União pelo Municipalismo”, na qual o vice-presidente é o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB), Júnior Marreca sucede Raimundo Lisboa (PMDB), prefeito de Bacabal. Ele concorreu sozinho à presidência da Famem, após a desistência de Zé Mário (PMDB), prefeito de São João dos Patos, que votou, hoje, em Marreca (Foto ao lado).

Sobre a aclamação com os 175 votos, Júnior Marreca comentou. “Acho que é uma demonstração de unidade, que a Famem acredita e referendou esta chapa para o biênio de 2011/2012. [...] A partir de amanhã é muito trabalho. Eu, nosso vice e a equipe toda vamos trabalhar muito para dar continuidade,dois anos é pouco tempo e não podemos perdê-lo”.

Para o vice-presidente eleito na Famem, o trabalho será intenso e bem feito. “Confio no Júnior e em toda a nossa equipe para fazer um ótimo trabalho, valorizando o municipalismo e estreitando o relacionamento com o Estado e gestores”, disse.

 

*Fonte:http://ttp://www.guiademidia.com.br/acessar_jornal.htm?http://www.tribunadotocantins.com.br/

Marabá já tem curso de Engenharia Civil

sex, 04/02/11
por 65.dimas |

 O primeiro curso de Engenharia Civil de Marabá inicia suas aulas no próximo dia 14. As cinquenta vagas ofertadas foram muito disputadas e a lista dos aprovados deve sair hoje, sexta-feira (4). De acordo com o professor Arlei Cristofolini, superintendente da Faculdade Metropolitana, entidade de ensino superior que trouxe o curso para o município, serão ofertadas, anualmente, 100 vagas: 50 em cada semestre. Uma oportunidade para os interessados na área de construção civil ingressarem no mercado de trabalho tendo a qualificação necessária.

Com o acelerado crescimento de Marabá, diante dos bilionários investimentos que têm sido feitos na região, o setor tem ganhado, e muito. Sãos muitas as obras, já que a expansão é inevitável e essencial. Diante dessa realidade, surge a necessidade de profissionais capacitados, para atuarem no município e, assim, usufruir das oportunidades que aqui estão sendo criadas.

“Na região, há grande demanda reprimida na área de construção civil. Portanto, há visível necessidade de formação de mão de obra”, explicou o superintendente, quando questionado o porquê da escolha do curso de Engenharia Civil para Marabá. Ele acrescentou, também, que essa é uma área promissora em qualquer parte do mundo, ainda mais para essa região.

“Agora, os jovens que aqui moram, terão a oportunidade de atuar na área, sendo profissionais capacitados”, apontou Arlei. Para ele, o curso trará um retorno tanto às empresas que aqui estão se instalando, quanto à sociedade como um todo.

O professor informou, ainda, que foi grande a procura pelo curso. O que refletiria o anseio por capacitação e um interesse latente pela área.

Com duração de cinco anos, o curso, que terá aulas totalmente presenciais, de segunda a sexta-feira, de 18h50 às 22h, custa R$ 650 mensais. Sendo efetuado o pagamento até o vencimento.

Quanto aos sortudos que passarem já neste semestre, estes deverão fazer as inscrições nos dias 7 e 8 de fevereiro. E os que não forem aprovados, terão a oportunidade de cursar a Engenharia Civil no segundo semestre de 2011. (Carmem Sevilla)

*Fonte: www.ctonline.com.br



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