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Serra Pelada prepara retomada da exploração de ouro 20 anos depois

qui, 08/09/11
por 65.dimas |
categoria Economia, Pará

*Iara Lemos Do G1, em Serra Pelada

Previsão de reabertura é em 2012, após parceria com empresa canadense. G1 visitou local de onde se prevê extrair 50 ton de minério em dez anos.

Ponto de atração de trabalhadores de todo o país que migravam em busca de riqueza no início dos anos 1980, o garimpo de Serra Pelada, distrito do município de Curionópolis, no sul do Pará, começa a renascer.

Há mais de 30 anos, a exploração começou em um imenso buraco, aberto manualmente e interditado pelo governo federal em 1992 devido à falta de segurança.  Agora, quase 20 anos após ser fechado, o garimpo se prepara para uma nova fase de exploração, prevista para se iniciar  em 2012. Ao lado da cava onde muitos perderam a vida soterrados, uma nova mina, desta vez toda mecanizada, está em fase final de construção.

Em 17 e 18 de agosto, o G1 esteve em Serra Pelada e mostra em uma série de reportagens o projeto e a estrutura da nova mina, o cotidiano da localidade e a esperança dos que ainda não desistiram do sonho de encontrar ouro.

 A nova estrutura faz renascer a fase de exploração na localidade, que chegou a ser considerada a mais farta em ouro do Brasil. A expectativa da empresa responsável pela nova exploração é de que ainda existam cerca de 50 toneladas de minério, entre ouro, paládio e platina, prontos para serem extraídos nos próximos dez anos.

O novo garimpo de Serra Pelada é resultado de uma parceria entre a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e a empresa de mineração Colossus, do Canadá.

A aliança, firmada em 2008, gerou uma terceira empresa, a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), detentora da portaria de lavra, documento concedido pelo governo federal que permite a retirada de minério do local.

A portaria inicialmente foi repassada para a cooperativa, que, depois do fechamento da mina, ganhou o termo de posse do governo federal. Mas, sem recursos para realizar pesquisas que apontassem a existência de minerais, a cooperativa firmou parceria com a Colossus.

“Existe o produto e se acredita no projeto. É natural que todos os garimpeiros sonhem, como eu sonho muito, de que tem muito ouro ainda aqui. Mas se acontecer de não ser da forma como esperamos, vamos ter de esperar. O sonho do meu irmão garimpeiro é o meu sonho. E eu sonho alto. Queremos ficar”, afirma o presidente da Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Gessé Simão.

O empreendimento

O terreno onde a nova mina subterrânea está sendo instalada tem cem hectares. Para fins de comparação, é pouco menor que a área do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, ou equivalente a quase toda a área do Vaticano. O terreno fica ao lado da antiga cava aberta pelos garimpeiros, atualmente desativada e transformada em um grande lago.

Ao todo, a Coomigasp detém três áreas de exploração no distrito de Serra Pelada, com um total de 1.089 hectares. Além do local que já está sendo transformado em nova mina por meio da parceria com a Colossus, a cooperativa ainda tem outras duas áreas, uma de 123 hectares e outra de 700, que estão sendo avaliadas pela empresa canadense.

Caso seja constatada a presença de minerais também nessas duas regiões, a cooperativa pretende firmar parceria com a Colossus, nos mesmos moldes da efetuada na nova mina de Serra Pelada.

Segundo o diretor-geral da Colossus no Brasil, Paulo de Tarso Serpa Fagundes, até 2013, a empresa canadense deve investir R$ 320 milhões, a fim de que a nova mina de Serra Pelada traga os resultados esperados.

Desde 2008, quando a parceria com a cooperativa dos garimpeiros foi firmada, já foram injetados na região R$ 190 milhões pela empresa canadense, segundo afirma o diretor da empresa.

“Este é um projeto pioneiro. Não existe empresa canadense listada em bolsa que invista o volume de recursos que a Colossus está investindo. No momento em que colocarmos a mina em funcionamento, esse modelo vai acabar servindo de exemplo para outras parcerias”, acredita Fagundes.

Exploração mecanizada

Diferentemente da antiga mina de Serra Pelada, onde a exploração era artesanal e na superfície – o que deu ao local o apelido de “formigueiro humano” –, na nova mina a exploração será mecanizada e subterrânea.

Pelo menos 350 metros de mina subterrânea já foram escavados, segundo a empresa, e a expectativa da Colossus é de que a mina alcance cerca de 400 metros de profundidade, o equivalente a um prédio de 120 andares, com rampas e acessos subterrâneos.

Abertas com o emprego de dinamite, as galerias de onde serão extraídos os minérios estão sendo concretadas, a fim de se evitar possíveis desmoronamentos. A cada explosão, avança-se três metros.

O túnel principal da mina, por onde passam os veículos e circulam os funcionários, também está recebendo telas de contenção e camadas de concreto. A movimentação da rocha é acompanhada periodicamente por meio de medidores instalados ao longo do trajeto da mina.

Galerias internas da nova mina de Serra Pelada.

Segurança

Antes de seguir pelo longo túnel que já dá forma à nova mina, os funcionários precisam passar por uma série de procedimentos de segurança.

O primeiro é um curso específico com 30 horas de treinamento, onde o funcionário recebe informação sobre primeiros-socorros e orientações sobre como se portar a tantos metros de profundidade.

“Segurança para nós é primordial”, afirma o coordenador da mina, Hélio Machado Filho.

Em geral, cada funcionário permanece até seis horas dentro da mina, sob uma iluminação que se assemelha à de uma casa à noite. Protetores de ouvido e colete sinalizador são de uso obrigatório, além de máscaras para respiração e outra chamada máscara de fuga, que tem vida útil de 25 a 120 minutos de oxigênio, em caso de possível desmoronamento. Antes de entrar na mina, todos ainda precisam verificar a pressão arterial.

As regras de segurança não faziam parte da realidade dos antigos garimpeiros, como Zaquel Neto, 42 anos. “Naquela época, a gente ia para a cava e não sabia se voltaria. Todo dia, morria gente lá dentro. Agora, vai ser diferente”, afirma o ex-garimpeiro, que trabalhou na antiga mina e agora é funcionário da empresa responsável pela abertura da nova.

O trabalho dentro da mina é realizado durante 24 horas por dia. Enquanto a nova Serra Pelada não começa a extração, cerca de 200 funcionários se revezam em três turnos de trabalho.
Banheiros químicos foram instalados ao longo da mina, e os funcionários podem sair de dentro do local até três vezes ao dia, para fazer as refeições no refeitório da empresa.

Quando a mina estiver pronta para começar a exploração, as refeições devem passar a ser servidas em um espaço dentro da mina, segundo explica o gerente de Saúde, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Comunidade da Colossus, Raimundo Júnior.

“Vamos levar a refeição até eles [garimpeiros], já que por medidas de segurança não podemos preparar a alimentação na mina”, explica Júnior.  

 *Fonte: G1.com.br

No Pará, temporada de férias faz preço dos combustíveis aumentar

seg, 04/07/11
por 65.dimas |
categoria Economia, Pará

Após um período de altas, gasolina teve reajuste novamente e fechou junho em R$ 2,727.

A temporada de férias começou e os preços dos combustíveis comercializados em Belém, no Pará, já registraram altas. Após um período longo de aumentos, que iniciou em novembro de 2010 e terminou em maio deste ano, nas duas últimas semanas do mês de junho foram contabilizados cerca de 10% de reajuste no etanol e na gasolina, referente ao acumulado do semestre.

As informações foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (4) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), números que devem preocupar o consumidor paraense que pretende viajar neste verão.

O etanol começou o ano sendo comercializado em média a R$ 2,108. Depois de um período de altas e baixas, o combustível ficou estabilizado nas primeiras semanas de junho, sendo vendido a R$ R$ 2,258. Porém, na última semana do mês, voltou a subir, apresentando o valor de venda de R$ 2,278.

A gasolina não ficou atrás. Iniciou o ano com preço de R$ 2,679. Em maio, registrou uma pequena queda, mas não foi o suficiente. Na semana passada, o combustível teve reajuste novamente e registrou o valor de R$ 2,727.

Preços no interior

Quem deixar para abastecer no interior do Estado, terá que abrir a carteira, pois os valores chegam a ser exorbitantes. De acordo com as pesquisas do Dieese, o etanol está sendo comercializado com preços que podem chegar até R$ 2,90. A gasolina também pode ter valores surpreendentes, sendo vendida até R$ 3,54.

*Fonte: www.imirante.com

TSE quer que plebiscito de Carajás ouça todo o Pará

sex, 01/07/11
por 65.dimas |
categoria Pará, Política, TSE

Uma das grandes dúvidas em relação aos plebiscitos pela criação dos estados de Carajás e Tapajós, ambos por redivisão do Pará foi sanada na noite de quinta-feira, com uma solução que não agrada aos emancipacionistas. Em sessão administrativa, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deliberou que a população a ser ouvida é a de todo o território paraense, portanto o da área emancipanda e da remanescente.

A sessão do TSE foi a penúltima antes do recesso da Justiça e quem acompanhava pela TV Justiça, teve que esperar até por volta das 23 horas, quando o tema finalmente foi discutido. Na mesma oportunidade, os ministros aprovaram o calendário eleitoral para a realização do plebiscito que decidirá sobre a possibilidade de desmembramento do Estado do Pará e a criação de duas novas Unidades da Federação naquela região: Carajás e Tapajós.

O plebiscito está marcado para o dia 11 de dezembro de 2011, com a abertura das seções eleitorais às 8 horas e encerramento da votação às 17 horas.

Os ministros chegaram à conclusão que que todos os eleitores do Estado do Pará devem participar do plebiscito, conforme determina o artigo 7º da Lei 9.709/98. De acordo com essa norma, no caso de desmembramento deve ser consultada a população diretamente interessada e, neste caso, entende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento.

Também foram definidas as duas perguntas que serão submetidas aos eleitores:
“Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás?”
“Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?”

Comitê Pró-Carajás ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas nos bastidores a conversa é de que o caso será levado ao Supremo Tribunal Federal como uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade), questionando o entendimento do TSE sobre o que diz a Constituição em relação a plebiscitos. (Patrick Roberto)[Foto: Nelson Júnior]

*Fonte: www.ctonline.com.br

MPF pede suspensão imediata do licenciamento de porto da Vale

sex, 01/07/11
por 65.dimas |
categoria Justiça, MPF, Pará, Vale


O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou na terça-feira, 28 de junho, uma ação civil pública em que pede a suspensão imediata, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do processo de licenciamento ambiental do Porto do Espadarte, projeto da mineradora Vale para instalação em Curuçá, no nordeste do Pará. Segundo o MPF, o licenciamento é irregular pois prevê a utilização de áreas que não podem ser ocupadas pela empresa porque fazem parte de uma reserva extrativista (resex).

A ação judicial pede à Justiça que determine à União a suspensão das inscrições de ocupação de áreas pela Vale na resex Mãe Grande de Curuçá e também das inscrições de ocupação em nome da RDP Empreendimentos e Serviços Portuários. A RDP transferiu as ocupações para a Vale e ficou responsável pelos estudos de impactos ambientais do empreendimento.

Baseando-se na legislação sobre unidades de conservação de uso sustentável, o MPF ainda solicitou que a Justiça impeça funcionários da Vale e da RDP de entrarem na resex sem a autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Caso a Justiça aceite os pedidos do MPF, os procuradores da República especializados em questões ambientais Bruno Araújo Soares Valente, Daniel César Azeredo Avelino e Felício Pontes Jr. requerem que sejam determinadas multas de R$ 100 mil por dia se houver descumprimento da decisão.

A Mãe Grande de Curuçá é uma das nove reservas extrativistas marinhas existentes no Pará. Oito estão situadas no litoral continental paraense e uma está localizada no arquipélago do Marajó. As nove resex foram criadas com o objetivo de possibilitar a preservação da zona costeira, rica região de mangue, também conhecida como “amazônia atlântica”, que forma, juntamente com o litoral do Maranhão, a maior área de manguezal contínuo do planeta.

Histórico – A resex Mãe Grande de Curuçá, que tem 37 mil hectares e abriga 2 mil famílias, foi criada em dezembro de 2002 por meio de um decreto presidencial. Em 2006, a Companhia Docas do Pará realizou reunião para tratar da concessão para o porto do direito de uso de três ilhas da resex, com área total de 5 mil hectares. Segundo o projeto, em uma delas, a Guarás, seria instalado o porto. Nas outras duas (Ipemonga e Mutucal) seriam implementados sistemas de transporte para ligar o porto ao continente. Naquele ano, o MPF abriu investigação para acompanhar o caso.

Em 2008, a RDP Empreendimentos e Serviços Portuários, que possuía registros de ocupação de imóveis nas ilhas, solicitou ao Ibama termo de referência para dar início aos estudos de impactos ambientais. No início de 2010, a União entregou a área para o Ministério do Meio Ambiente. Pelo acordo, a área só poderia ser utilizada para as atividades da resex. No final do ano, a RDP transferiu para a Vale os registros de ocupação que possuía.

Em 2010 e 2011, o MPF entrou em contato com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que confirmou que essas áreas integram a resex. A SPU também informou que sugeriu o bloqueio, no sistema de administração patrimonial da União, dos registros de ocupação ou aforamento concedidos, impossibilitando a expedição de certidões de autorização de transferências em áreas situadas em unidades de conservação.

“É totalmente incompatível com a existência de uma unidade de conservação na modalidade reserva extrativista o empreendimento portuário que se estuda implantar”, criticam os procuradores da República na ação. “Referido empreendimento importaria, necessariamente, em impacto sobre considerável área de manguezal situada no interior da resex, e sobre a qual as milhares de famílias de usuários extraem seu sustento. Além do impacto direto sobre o ecossistema, o fluxo de embarcações que um terminal portuário desse porte atrairia trafegaria em parte da área de espelho d’água que compõe a unidade de conservação, afetando de maneira direta a atividade de pesca realizada no local”, observa o texto do MPF.

“É importante, portanto, estabelecer que, independentemente de qualquer juízo de valor a ser formado acerca da importância do empreendimento em relação à das comunidades tradicionais, mostra-se, por força das disposições legais que regem a matéria, a total incompatibilidade entre a presença de uma reserva extrativista e de um empreendimento portuário no mesmo local. Portanto, o empreendimento apenas passaria a ser juridicamente possível se a área onde se pretende instalá-lo deixasse de ser reserva extrativista, o que depende de lei federal para ocorrer”, complementam Soares Valente, Azeredo Avelino e Pontes Jr. (Fonte: Ascom MPF)

*Fonte: www.ctonline.com.br

Pará na liderança mineral com o cobre

seg, 25/04/11
por 65.dimas |
categoria Economia, Pará

Além das cinco grandes jazidas confirmadas na região no sul do Pará, uma das quais já em produção e as demais com entrada em operação prevista para até 2015, a Vale S.A. descobriu outros três grandes depósitos de cobre na província mineral de Carajás. Como as pesquisas estão hoje fortemente concentradas naquela região, que ainda é considerada pouco conhecida do ponto de vista geológico, a companhia trabalha ainda com a perspectiva de novas descobertas, envolvendo não apenas cobre, mas contemplando também a possibilidade de outros minérios.

A informação foi dada ontem, em Belém, pelo presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Eugênio Victorasso. Ele participou, pela manhã, de um café de trabalho com a imprensa da capital para apresentação, em conjunto com o Ibram – Instituto Brasileiro de Mineração-, da segunda edição do Balanço Mineral do Pará, publicação anual que contém os principais indicadores do setor. Do encontro, participaram também representantes das empresas que integram o Simineral – Alcoa, Mineração Caraíba, Cadam, Mineração Rio do Norte, Imerys, PPSA, Vale e Mineração Buritirama.

Eugênio Victorasso informou que a visão global da Vale tem como meta alcançar, até 2017, a produção anual de um milhão de toneladas de cobre contido, em suas diversas minas dentro do Brasil e também no exterior. Desse total, conforme frisou, a maior parte será produzida no Pará, com um volume que ele estimou de 600 mil a 700 mil toneladas, no mínimo.

O presidente do Simineral, que é também gerente geral da Vale, revelou que os três novos projetos em pesquisa pela mineradora na região de Carajás são Paulo Afonso, Furnas e Polo, este último no município de Parauapebas e os dois primeiros na divisa de Parauapebas com Marabá, ocupando áreas pertencentes aos dois municípios. “São três projetos de pesquisa que certamente vão se confirmar como grandes depósitos”, acrescentou.

A primeira mina de cobre implantada no Pará foi a do Sossego, em Canaã do Carajás. Inaugurada no dia 2 de julho de 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela produz atualmente cerca de 120 mil toneladas de cobre contido. Localizada no município de Marabá, a mina do Salobo, por enquanto a maior de todas, deverá entrar em operação no final deste ano. Ela será implantada em três fases, cada uma com capacidade de produção para 100 mil toneladas. A ideia é que a mina possa alcançar, no máximo até 2017, sua produção plena, de 300 mil toneladas.

De acordo com Eugênio Victorasso, a Vale começa a implantar ainda este ano a mina de cobre do Cristalino, no município de Curionópolis. A previsão é de que ela possa entrar em operação no final de 2013 ou início de 2014, com produção anual em torno de 90 a 100 mil toneladas.

O projeto seguinte será provavelmente o do Alemão, em Parauapebas, onde a Vale explorou, na década de 1990, a mina de ouro do Igarapé Bahia. Ao contrário dos outros empreendimentos de cobre projetados pela empresa na região de Carajás, todos com minas a céu aberto, o Alemão será explorado por mina subterrânea e deverá produzir 80 mil toneladas de cobre contido por ano.

Também em processo de licenciamento, o quinto empreendimento de cobre a ser implantado pela Vale é o do 118, em Canaã do Carajás, a uma pequena distância do Sossego. Com características singulares, conforme frisou Eugênio Victorasso, o 118 comportará dois projetos distintos. O primeiro, com mina de cobre oxidado a céu aberto, para a produção de anodo. No segundo projeto, a Vale vai extrair o cobre sulfetado com a operação de uma mina subterrânea.

BALANÇO

As projeções para o setor mineral no Pará e no Brasil, a partir de minas já em produção e de depósitos em estudo, estão no “Balanço Mineral do Pará”, estudo apresentado ontem em Belém pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará, o Simineral.

MINAS DE COBRE IMPLANTADAS NO PARÁ
Mina do Sossego: Canaã dos Carajás (desde 2004) Produção de 120 mil toneladas de cobre contido
Mina do Salobo: Marabá Começa a operar no final desde ano, com previsão de produção de 300 mil toneladas até 2017.
PROJETOS EM PESQUISA NA REGIÃO DE CARAJÁS
- Paulo Afonso e Furnas, ambos na divisa de Parauapebas com Marabá
- Polo, no município de Parauapebas
PROJETOS EM IMPLANTAÇÃO
Mina do Cristalino: Curionópolis Previsão de operação até 2014, com produção de 100 mil toneladas Mina do Alemão: Parauapebas Perspectiva de produção de 80 mil toneladas
Mina 118: Canaã do Carajás Vai explorar cobre sulfetado. (Diário do Pará)

*Fonte: www.carajasojornal.com.br

Empresários italianos investirão no Pará e no Maranhão

seg, 25/04/11
por 65.dimas |

O Pará receberá investimentos de sete empresas italianas do ramo de alimentação e de energia renovável ainda em 2011. A informação foi dada pelo embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, após encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
 
O embaixador disse que, em uma visita ao Pará, empresários italianos constataram que o estado tem enorme potencial de desenvolvimento e propuseram um projeto de integração para produção de alimentos e criação de animais, principalmente porcos, para  fabricação de embutidos. De acordo com ele, o projeto, que terá início neste ano, inclui ainda produção de leite.

La Francesca informou que, entre as interessadas em atuar no Pará, há também empresas do ramo de energias renováveis. “Parte desse interesse deve-se aos investimentos anunciados pela Vale do Rio Doce, de US$ 40 bilhões num prazo de quatro anos, e, ainda, à previsão de crescimento das demandas locais.”

O embaixador anunciou ainda que três empresas náuticas deverão ampliar os negócios no Brasil, após participar do Boat Show, evento que começa no próximo dia 27, no Rio de Janeiro, e vai até 27 de abril.

Além disso, empresas da região da Toscana estão interessadas em investir no Maranhão. “Elas atuam nas áreas de construção civil, de energia renovável e de agronegócio”, antecipou o embaixador, que não disse quanto os empresários de seu país pretendem investir no Brasil

Na reunião com o ministro Fernando Pimentel, La Francesca conversou também sobre a indicação dos dez empresários italianos e dez brasileiros que vão formar um grupo que formulará sugestões aos governos dos dois países incrementar as relações comerciais.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 4,23 bilhões para a Itália e importou US$ 4,83 bilhões. Com isso, a balança comercial entre os dois países registrou déficit de US$ 602 milhões para o Brasil. Entre os principais produtos exportados destacam-se celulose, café, minério de ferro, soja e couro bovino. Entre os importados, peças e produtos ligados ao ramo automobilístico.

*Fonte:  www.ctonline.com.br



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