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Gastão Vieira entrega prêmio Vivaleitura

qua, 31/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

O deputado Gastão Vieira, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, participou nesta terça-feira (30), da entrega do prêmio Vivaleitura: a maior premiação individual para o incentivo à leitura no Brasil.

A cerimônia de entrega da segunda edição, aconteceu no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília e teve três vencedores: os mineiros Borrachalioteca e Leitura para Todos, de Sabará e Belo Horizonte, e Retrato Falado, de Barra Mansa, no RJ, receberam o prêmio de R$ 25 mil cada um. Projetos de empresas foram reconhecidos com a Menção Honrosa.


O deputado Gastão Vieira e Fabiana Almeida de Carvalho, coordenadora de um dos projetos vencedores: Retrato Falado

O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Educação (MEC), da Cultura (MinC) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Tem o patrocínio exclusivo da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O objetivo é estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências relacionadas à leitura.

Na categoria bibliotecas públicas, privadas e comunitárias, o vencedor foi o projeto Borrachalioteca – Um Jeito Diferente de Ler o Mundo, de Sabará (MG). O projeto Retrato Falado, de Barra Mansa (RJ), foi premiado na categoria escolas públicas e privadas e, na categoria sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas e universidades, o vencedor foi o trabalho Leitura para Todos, de Belo Horizonte (MG).

Todos os finalistas afirmaram que o maior prêmio foi a integração entre gestores diferentes projetos de todo o Brasil e o compartilhamento de diferentes experiências. Maria Antonieta Pereira, coordenadora do “Leitura para Todos”, destacou que “num país com índices tão altos de analfabetismo, reconhecer projetos de incentivo á leitura e de formação de leitores é fundamental para cidadania e inclusão social”.

Já marcos Túlio Damasceno, da Borrachalioteca, diz que “todos os projetos inscritos mostram a verdadeira cara de um Brasil que acredita no seu povo”. Entusiasmada, Fabiana de Almeida Carvalho, do Retrato Falado, conta que a partir das idéias trocadas entre os 15 finalistas está cheia de “gás para empreender novos projetos inspirados nos trabalhos finalistas do Prêmio Vivaleitura 2007.”

Na cerimônia de premiação, também foram entregues menções honrosas a três projetos de promoção da leitura conduzidos por empresas, que neste ano teve como foco a “formação de mediadores de leitura”. A distinção foi entregue aos trabalhos “Biblioteca do Centro de Estudos Instituto Unibanco, em São Paulo (SP)”, “Leia Comigo – Fundação Educar DPASCHOAL, de Campinas (SP)” e “Entre leituras e vassouras: um programa de incentivo à leitura para Garis da COMLURB, no Rio de Janeiro (RJ)”.

Unesco elege Educação para Todos como prioridade até 2009

qua, 31/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Gastão Vieira (PMDB/MA), fez um relato sobre sua participação na 34º Conferência Geral para Educação, Ciência e Cultura da Organização das Nações Unidas (Unesco), entre os dias 22 e 27 deste mês, em Paris. Em missão oficial, o parlamentar representou o Poder Legislativo e fez parte da delegação brasileira, chefiada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.


O ministro da Educação, Fernando Haddad e o deputado Gastão Vieira na 34º Conferência Geral para Educação, Ciência e Cultura da Unesco

Na Conferência, a Unesco reiterou e definiu duas prioridades para o biênio 2008-2009. A primeira, liderar o programa Educação para Todos, um compromisso mundial assumido em 1990, destinado a oferecer educação de qualidade a todas as crianças, jovens e adultos. Essa proposta deve se concretizar por meio do compartilhamento de experiências e práticas bem-sucedidas e da elaboração de parcerias globais e nacionais para aprimorar a capacidade de planejamento, monitoramento e avaliação dos sistemas educativos.

A segunda prioridade é promover a alfabetização e o ensino de qualidade para todas as pessoas em todos os níveis por meio da educação continuada, com ênfase em países africanos.

Durante o encontro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou duas propostas. A primeira, de realização da Conferência Mundial de Educação Superior, em 2009, para discutir os avanços registrados desde 1998, quando ocorreu a primeira conferência do gênero. A outra, de conversão da dívida externa em investimentos educacionais — mais uma vez, foi apoiada pela Unesco. Em ambos os projetos, o Brasil recebeu o apoio de diversos países.

A 34ª Conferência Geral da Unesco, que teve início no dia 16 e termina em 3 de novembro, aprovou orçamento de US$ 108,4 milhões para a educação no biênio 2008-2009. Desse total, US$ 50,7 milhões serão destinados a projetos educacionais e US$ 57,7 milhões, a custos de pessoal.

Comissão de Educação entrega prêmio Darcy Ribeiro a três instituições

qua, 31/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

Jornal da Câmara, 31 de outubro de 2007


Deputados Gastão Vieira e Nárcio Rodrigues, presidente em exercício da Câmara durante a entrega do prêmio

O presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gastão Vieira, e o presidente em exercício da Câmara, deputado Narcio Rodrigues, entregaram ontem o prêmio Darcy Ribeiro de Educação. Neste ano foram agraciados o Instituto Dom Barreto, do Piauí; a Campanha Nacional pelo Direito à Educação; e o projeto Amigos da Escola, da TV Globo.

Na abertura da solenidade, Gastão Vieira prestou uma homenagem a Darcy Ribeiro afirmando que o prêmio é a síntese da obra e da vida do educador brasileiro. Para Gastão Vieira, o prêmio Darcy Ribeiro é a maior premiação concedida pelo Legislativo às iniciativas de pessoas e instituições em prol da melhoria da educação brasileira. ” O prêmio Darcy Ribeiro é a síntese, também, do grande momento vivido pela educação brasileira, graças a aprovação, por consenso, de vários projetos fundamentais para à educação. A Câmara dos Deputados deve se orgulhar por ter dado esta contribuição para o Brasil”, finalizou o presidente da Comissão de Educação e Cultura.

O presidente em exercício da Câmara, deputado Nárcio Rodrigues, disse que como mineiro, ficou orgulhoso ao ver Darcy Ribeiro ser reverenciado e ter se tornado um exemplo. “É importante que a Câmara preste este serviço também: parar e aplaudir quem está construindo um mundo melhor”, assinalou.
Distribuído anualmente, desde 2000, o prêmio foi criado pela Comissão de Educação e Cultura para incentivar e divulgar iniciativas de destaque no âmbito educacional, especialmente aquelas relacionadas à educação popular.

O Instituto Dom Barreto foi premiado por ter sido o colégio com o melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2006. A indicação foi feita pelos deputados Átila Lira (PSB-PI) e Nazareno Fonteles (PT-PI) e pelo deputado licenciado Antonio José Medeiros (PT-PI). Receberam o prêmio a diretora Maria Estela Rangel e Camila Damasceno Rangel, filha do fundador do instituto, professor Marcílio Rangel.
O representante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação foi o seu coordenador, Daniel Cara. A campanha foi indicada por sua atuação em favor da criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A campanha representa mais de 120 instituições, incluindo organizações não-governamentais, sindicatos, universidades e secretarias de educação. A indicação foi feita pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN).

O projeto Amigos da Escola foi escolhido por sua contribuição para o fortalecimento da escola pública por meio do estímulo ao trabalho voluntário. A indicação foi feita pelo deputado Lobbe Neto (PSDB-SP). Receberam a premiação o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Horta Barbosa Herlanger, e o diretor de projetos sociais da TV Globo, Albert Alcolumbre. Também participaram da cerimônia o presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), e o governador do Piauí, Wellington Dias.

Saiba um pouco mais sobre Darcy Ribeiro
O antropólogo Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros (MG), em 26 de outubro de 1922. Seu trabalho se destaca por iniciativas como a defesa da causa indígena, a criação da Universidade de Brasília (UnB) e a implantação dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep). Ribeiro morreu em 1997 e completaria 84 anos em 2007.

Ouça a seguir a fala do Dep. Gastão Vieira na entrega do prêmio

A Saúde e a Emenda 29

ter, 30/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

Esta é a segunda semana que a pauta da Câmara dos Deputados é monopolizada pelo debate sobre a Emenda 29, que fixa percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde.

A Emenda 29 é importante para vincular os recursos e definir o que são ações e serviços de saúde.

Um dos pontos mais discutidos diz respeito ao saneamento básico, apesar de ser importante, este não deve ser um fator condicionador de saúde. Os recursos para financiar obras de saneamento não podem sair do orçamento e das verbas destinadas ao sistema de saúde de estados e municípios, a maioria carentes de investimentos nesta área.

Penso que a emenda 29 é um importante marco na definição do financiamento da saúde. Ela diz respeito ao cotidiano das populações das capitais e do interior do país, por isso estou engajado na sua regulamentação.

Veja a seguir, matéria completa da Agência Câmara sobre a Emenda 29:

Plenário pode votar ainda hoje regulamentação da Emenda da Saúde

Agência Câmara, 30 de outubro de 2007

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar ainda hoje a regulamentação da Emenda 29, prevista no Projeto de Lei Complementar 1/03. A emenda estabelece os índices mínimos de investimentos na área de saúde.

A votação desse projeto é a prioridade da Câmara. Apesar de outras 16 proposições estarem na pauta do plenário, o presidente Arlindo Chinaglia afirmou que a regulamentação da emenda é o único item que será votado, pois a proposta é absolutamente prioritária. Também estão na pauta do Plenário, nove MPs, o projeto da reforma política (1210/07) e a PEC do Voto Aberto.

Para garantir consenso sobre a regulamentação da Emenda da Saúde, o Executivo pode destinar mais R$ 3 bilhões para a área no próximo ano, além dos R$ 47 bilhões previstos no Orçamento de 2008. Os recursos viriam do aumento da parcela da CPMF destinada à saúde. A proposta foi apresentada na última quinta-feira (25) em reunião dos ministros de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia; da Saúde, José Gomes Temporão; e da Fazenda, Guido Mantega; com o líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), e com o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Os ministros da área econômica querem manter a correção do orçamento da saúde pelo Produto Interno Bruto (PIB) nominal, mas Darcísio Perondi é contra essa vinculação porque, segundo ele, os baixos índices de inflação e de crescimento do País vêm fazendo com que a saúde perca receitas. Nos últimos onze anos, segundo Perondi, os gastos com saúde caíram de 1,9% para 1,7% do PIB.

A equipe econômica também pretende buscar recursos adicionais para a saúde em outras fontes, sendo a principal delas a CPMF – cuja prorrogação até 2011 ainda depende de votação no Senado. Atualmente, 0,20% dos 0,38% arrecadados com a CPMF são aplicados em saúde. O governo propõe aumentar esse percentual no próximo ano e promover um escalonamento até 2011, quando a alíquota chegaria a 0,28%. Perondi critica a proposta. “O problema é a fonte de onde o governo pretende tirar os recursos, pois a CPMF é provisória.”

Negociações
Darcísio Perondi afirmou que a Frente da Saúde poderá recomendar que não seja votada a regulamentação da emenda, caso o governo não melhore sua proposta sobre os recursos para o setor. Segundo Perondi, a frente quer destinar para a saúde 10% da receita corrente bruta, o que representaria R$ 25 bilhões a mais já em 2008.

O vice-líder do governo deputado Henrique Fontana (RS) disse que o governo está disposto a negociar. Mas afirma que é impossível aumentar o repasse em R$ 20 bilhões. “Qualquer pessoa de bom senso percebe que uma elevação de 50% no orçamento da saúde de um ano para o outro seria algo impossível de ser executado. O que mais me causa estranheza é justamente que alguns setores da oposição querem ao mesmo tempo elevar em R$ 20 bilhões os gastos de saúde, e votam contra a prorrogação da CPMF. Então não me parece que essa seja uma maneira responsável de encarar o orçamento público do nosso País”, concluiu.

GASTÃO VIEIRA AFIRMA QUE GOVERNO NÃO VALORIZA O MAGISTÉRIO

ter, 30/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

Orçamento prova que o governo tem caixa para melhorar salários
DEPUTADOS CRITICAM DECISÃO DE NÃO PAGAR PISO DE R$ 380 A TODOS OS SERVIDORES

Jornal O Estado do Maranhão, 30 de outubro de 2007

A contadora-geral do Estado, Cíntia de Carvalho Mota, e a secretária adjunta de Planejamento, Maria Olindina, confirmaram ontem, durante audiência pública na Assembléia Legislativa, o crescente aumento de arrecadação estadual, o que garantiria com folga o pagamento do salário mínimo de R$ 380,00 como vencimento-base do funcionalismo. A informação é do deputado Chico Gomes (DEM), que ontem participou do encontro em que as representantes do Governo do Estado prestaram ao Poder Legislativo informações sobre o quadrimestre fiscal do Estado, cumprindo determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Cíntia Mota e Maria Olindina informaram que o superávit do Maranhão é de R$ 980 milhões, sendo que R$ 200 milhões estão comprometidos com o Fundo de Pensão do Estado (Fepa) e outros R$ 200 milhões empenhados para o pagamento de despesas diversas. Segundo elas, a administração estadual teria livre em caixa aproximadamente R$ 600 milhões para investimentos em obras, em serviços públicos ou mesmo no pagamento de salários aos servidores públicos.

De acordo com a contadora geral e a adjunta do secretário Aziz Santos (Planejamento), no primeiro quadrimestre deste ano a administração estadual comprometeu somente 36,45% de sua receita líquida com pagamento de pessoal. No segundo quadrimestre, esse percentual caiu para 35,45%, o que comprova que o governo tem condições de pagar o salário mínimo nacional para todo o funcionalismo.

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Executivo pode comprometer até 46% de sua receita corrente líquida com pagamento de funcionários. Em toda administração – incluindo Legislativo e Judiciário –, esse percentual sobe para 60%. Cíntia Mota e Maria Olindina confirmaram ainda que o Maranhão vem batendo sucessivos recordes em sua arrecadação. O Estado, que previu no início do ano arrecadação de R$ 5.653,637 bilhões em 2007, vai superar esse número. Segundo Chico Gomes, elas confirmaram que isso só foi possível por conta do trabalho de modernização da Receita Estadual feito ainda no governo Roseana Sarney.

Elas, no entanto, afirmaram na palestra que a despesa do Estado aumenta a cada ano, mas a arrecadação vem sendo superior a esse aumento, por isso o comprometimento cada vez menor com pagamento de pessoal.

Gastão Vieira cobra valorização

O deputado Gastão Vieira (PMDB) cobrou a valorização do magistério pelo Governo do Maranhão ao repercutir ontem, na tribuna da Câmara, matéria publicada por O Estado sobre a revolta dos professores com a nova política salarial do Governo do Estado e a carta em que a categoria protesta e pede ao governador Jackson Lago (PDT) revisão na tabela salarial implantada por meio da Medida Provisória (MP) nº 29.

No discurso, o parlamentar maranhense lembrou a enorme crise da categoria, que paralisou por mais de quatro meses as escolas de ensino básico da rede estadual, além das atividades do ensino superior da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Gastão Vieira afirmou que não há nada mais falso do que dizer “vamos repor os dias parados, vamos recuperar as aulas que não foram dadas no período correto”. Segundo ele, isso não existe, pois no caso da educação, um dia de aula perdido é um dia de aula perdido. O parlamentar lembrou que, por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Governo do Estado foi obrigado a acabar com a política de subsídio, e só assim a greve acabou.

“A intransigência no setor educacional traz conseqüências e agora, como se nada disso servisse de exemplo, o Estado, novamente, paga abaixo do salário mínimo o vencimento-base dos professores, exatamente daqueles que atuam no ensino de 1ª a 4ª série, onde a carência é maior, onde a necessidade de bons profissionais é muito maior”, afirmou Gastão Vieira.

SUPERÁVIT
No discurso, o deputado – que presidente a Comissão de Educação da Câmara – também se referiu à questão fiscal e salientou que, ao contrário da maioria dos estados brasileiros, o Maranhão tem acumulado superávits crescentes. “São quase R$ 922 milhões de superávit de receita própria que o Governo do Estado acumula. O repasse ao Maranhão do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico), que substitui o Fundef, passará de R$ 800 milhões para mais de R$ 1,6 bilhão. É um aumento de 100% e, queiramos ou não, 60% dessa massa financeira terá que ser aplicada obrigatoriamente na valorização do magistério e na remuneração dos profissionais do ensino, de todos aqueles que estão na escola”, disse Gastão Vieira.

O deputado defendeu que os recursos têm que ser destinados à remuneração dos professores. “Está lá, na emenda constitucional que criou o Fundeb: um dos princípios básicos é a melhoria salarial dos professores. O piso nacional fixado em R$ 950,00 já foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara. Ninguém poderá receber menos que o piso. Portanto, não adianta pensar numa política salarial própria para a área de educação porque ela está influenciada pelo Fundeb, pelo Piso Nacional de Salários e pelas características da educação”, afirmou ele.

No final do discurso, Gastão Vieira lamentou a situação e fez um apelo: “As crianças não podem ser punidas mais uma vez com a greve. O Governo do Estado tem dinheiro para investir na valorização dos professores. Vamos olhar para as crianças, vamos olhar a educação com seriedade e respeito. E sem a valorização do magistério nada acontecerá”, concluiu o deputado.

Leia na íntegra o discurso do deputado Gastão Vieira:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje o jornal O Estado do Maranhão publica uma carta dos professores de meu Estado, em que protestam e pedem ao Governo do Maranhão a revisão dos padrões de aumento concedido por meio da Emenda nº 29. Seria um assunto absolutamente corriqueiro, se não viéssemos de uma enorme crise que, demorando mais de 4 meses, paralisou, na grande maioria dos municípios e na capital do estado, as atividades de educação do ensino básico e do ensino superior da Universidade Estadual do Maranhão.

Costumo dizer, Sr. Presidente, que não há nada mais falso do que dizer: vamos repor os dias parados, vamos recuperar as aulas que não foram dadas no período correto. Isso, absolutamente, não existe. No caso da educação, um dia de aula perdido é um dia de aula perdido. Foi o Supremo Tribunal Federal que, numa decisão, obrigou o Governo do Estado a acabar com a política de incentivos. Conseqüentemente, a greve acabou.

Olha-se para trás e têm-se de aprender algumas lições, que nos levam a considerar que toda greve e toda intransigência no setor educacional trazem conseqüências muito fortes. Agora, como se nada disso servisse de exemplo, o Governo do Estado do Maranhão, novamente, paga abaixo do salário mínimo categorias de professores, de servidores, exatamente aqueles que atuam no Ensino Básico de 1ª a 4ª série, onde a carência é maior, onde a necessidade de bons profissionais é muito maior.

Muitas vezes, meu nobre Deputado Alceni Guerra, remunera-se pouco por uma questão fiscal. O Estado tem suas contas fiscais equilibradas de forma precária. Há muitas despesas. A despesa está fora de controle e, muitas vezes, a receita cresce vagarosamente. Não é o que acontece no meu Estado, o Maranhão. O Estado tem acumulado — e parabéns ao Secretário da Fazenda, José Azolini! — superávites crescentes. Segundo o jornal e os próprios professores, o governo do estado acumula quase 922 milhões de reais de superávit fiscal de receita própria.

O FUNDEB, que substitui o FUNDEF, passa, no Estado do Maranhão, de 800 milhões de reais para mais de 1 bilhão e 600 reais. Queiramos ou não, 60% dessa massa financeira terá de ser aplicada obrigatoriamente na valorização do magistério, leia-se na remuneração dos profissionais de ensino de todos aqueles que estão na escola.

Era mais prático até fazer a conta. Quanto dá 60% de 1 bilhão e 600 milhões de reais? Essa massa salarial tem de ser destinada ao pagamento e à remuneração dos professores. Está lá na emenda constitucional que criou o FUNDEB: um dos princípios básicos é a melhoria salarial dos professores. O piso fixado, aprovado na Comissão, foi de R$ 950,00. Até 2.010, ninguém poderá receber menos do que R$ 950,00. Então, não adianta pensar numa política salarial própria para a área de educação, porque ela está influenciada pelo FUNDEB, pelo piso nacional de salários e pelas características próprias da educação.

Sr. Presidente, não agüentaremos outra greve. As crianças não podem ser punidas mais uma vez com a greve. O Governo do Estado tem dinheiro, recebe o Embaixador da Venezuela para discutir programa de analfabetismo e o Embaixador de Cuba para discutir processo de alfabetização através do método cubano. Tudo isso é para os adultos. Vamos olhar para as crianças, vamos olhar educação com seriedade, vamos fazer as coisas acontecerem. Sem a valorização do magistério, nada acontecerá.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Presidente Lula reconhece o trabalho da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados

seg, 29/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral


O presidente Lula com os deputados Gastão Vieira, Antônio Carlos Biffi, Ariosto Holanda, Waldir Maranhão e Carlos Abicalil, membros da Comissão de Educação Cultura

Durante a cerimônia de sanção da Lei que cria nove escolas técnicas federais, nesta quinta-feira (25), o presidente Lula agradeceu o empenho da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados na aprovação de projetos vitais para a educação como o Fundeb – Fundo Nacional de Educação Básica- e o ProUni – Programa Universidade para Todos- .

Segundo o presidente, a atuação da Comissão tem possibilitado a melhoria das propostas do Ministério da Educação que são votadas pelo Congresso.

Para o deputado Gastão Vieira, presidente da Comissão de Educação e Cultura, o reconhecimento é inédito, pois, normalmente, o Governo custa a reconhecer a colaboração que o Poder Legislativo pode oferecer ao Poder Executivo.

Presidente Lula pretende visitar Zé Doca e Buriticupu na inauguração dos CEFET’S dos municípios

O deputado Gastão Vieira informou que o presidente Lula pretende visitar Zé Doca e Buriticupu na inauguração dos CEFET’S – Centro Federal de Educação Tecnológica, que serão instalados nos municípios. As obras já estão concluídas e a inauguração deve acontecer antes do final do ano. A confirmação foi feita pelo próprio presidente Lula depois que ele sancionou a lei que cria mais nove escolas técnicas e agrotécnicas federais. Segundo o deputado Gastão Vieira, Lula fez questão de se reunir com os deputados da comissão, logo depois da cerimônia.

Confira agora matéria completa sobre o assunto.

Gastão Vieira participa de cerimônia com o presidente Lula de criação de escolas técnicas e agrotécnicas federais


O presidente Lula segurando fotografia do CEFET de Zé Doca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (25/10) a lei que cria nove escolas técnicas e agrotécnicas federais, cuja implementação tem investimentos previstos de R$ 50,9 milhões. São cinco escolas técnicas (nos estados do Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Brasília) e quatro agrotécnicas – Canoas (RS), Marabá (PA), Nova Andradina (MS) e São Raimundo das Mangabeiras, município maranhense que não dispunha de uma unidade de ensino superior federal. Na Câmara dos Deputados, Gastão Vieira foi relator do Projeto que criou o CEFET em São Raimundo das Mangabeiras.

Com a lei, todos os 26 estados e o Distrito Federal terão pelo menos uma instituição de ensino técnico federal. O presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) participou da cerimônia no Palácio do Planalto, acompanhado por alguns parlamentares da comissão. O ministro da Educação, Fernando Haddad também esteve presente.
Segundo informações do deputado, a criação das novas unidades foi proposta pelo governo em projeto enviado ao Congresso em maio de 2006. Para instituí-las e ampliar o ensino técnico no país, o governo havia proposto anteriormente ao Congresso modificar uma lei de 1994 que, na prática, inviabilizava os investimentos, informou, Gastão Vieira.

A lei 8.948 condicionava a abertura de escolas técnicas a parcerias do governo federal com estados. A obrigatoriedade, segundo o Ministério da Educação, impediu a União de construir escolas em estados menos desenvolvidos, como Acre e Amapá. A exigência foi eliminada em 2005 (lei 11.195).

A dificuldade para fechar parcerias também fez com que regiões interioranas permanecem carentes de investimentos públicos em educação profissional, como o sudeste do Pará, o sul do Maranhão e o leste do Mato Grosso do Sul. Daí a criação de escolas em Marabá, Nova Andradina e São Raimundo das Mangabeiras.

Em seu discurso, o presidente Lula agradeceu ao presidente da Comissão de Educação e Cultura, Gastão Vieira, o empenho da Câmara dos Deputados nas votações de interesse da educação, deixando de lado as divergências partidárias e aprovando propostas de consenso. Gastão Vieira afirmou estar muito contente pelo Maranhão ter sido contemplado com um CEFET em São Raimundo das Mangabeiras, no sul do estado, zona produtora de soja, que ainda não dispunha de uma escola federal. Sem dúvida, o município poderá ganhar em conhecimento e também em desenvolvimento com a instalação da escola técnica federal, comemorou o deputado maranhense.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad o investimento em educação profissional é uma das prioridades do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que prevê a instalação de 150 escolas técnicas. Serão beneficiadas cidades escolhidas a partir dos critérios de interiorização do desenvolvimento e criação de oportunidades para que o jovem do interior não abandone a sua cidade, observando-se a sintonia com os arranjos produtivos locais.

Verbas para Educação!

seg, 29/10/07
por Gastão Vieira |
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Maranhão já pode receber recursos do Fundeb

Parcela de outubro do Fundeb já está disponível

Site do MEC, 29 de outubro de 2007

A parcela de outubro da complementação da União ao Fundo da Educação Básica (Fundeb) já está liberada para os oito estados que não conseguiram, este ano, arrecadar o suficiente para atingir o valor mínimo por aluno, fixado em R$ 946,29. São R$ 200 milhões transferidos mensalmente aos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) também transferiu, no dia 19, R$ 8,5 milhões referentes a transferências voluntárias, que decorrem de convênios. Na quarta-feira, 24, liberou R$ 1,4 milhão do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e R$ 1,07 milhão do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep). Na quinta-feira, 25, mais R$ 1,4 milhão, do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

O Fundeb entrou em vigor em janeiro de 2007 e representa a ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Agora, entre os beneficiados, estão estudantes da educação infantil e também do ensino médio. A implantação do fundo é gradual e atingirá a totalidade em 2009, quando todos os alunos da educação básica serão beneficiados.

A partir deste mês, administração do Fundeb passa a ser atribuição do FNDE. No entanto, as ações referentes ao acompanhamento, ao controle social e à transferência e gestão dos recursos serão implementadas de forma compartilhada com a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC).

Notícias e Dicas do Gastão

seg, 29/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

Atenção estudantes e professores do ensino básico! O Ministério da Eucação divulgou hoje, no site do MEC, as datas de realização da Prova Brasil e Saeb.

Saiba mais:

Prova Brasil e Saeb 2007 serão aplicados de 5 a 20 de novembro

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou as datas da Prova Brasil e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb): as provas serão aplicadas no período de 5 a 20 de novembro de 2007. Os estudantes, de todo o país, fazem prova de língua portuguesa e matemática. Também são aplicados questionários sobre o aluno, professor, diretor e escola. A Prova Brasil e o Saeb são a base para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.

A Prova Brasil avalia alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental, da rede pública e urbana de ensino. O Saeb é uma avaliação amostral. Nem todos os estudantes das séries avaliadas participam da prova, e por isso os resultados do Saeb são oferecidos nos âmbitos do país e unidades da Federação. Participam do Saeb alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e também estudantes do 3º ano do ensino médio regular, das redes pública e privada, em área urbana e rural. Mais informações na página eletrônica do Inep.

Pesquisa feita por economistas de São Paulo revela: famílias de baixa renda gastam mais do que podem com educação dos filhos

seg, 29/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral

Famílias pobres gastam 10% da renda com educação

UOL Educação, 29 de outubro de 2007

Muitas famílias pobres brasileiras, descontentes com o ensino público, estão fazendo um esforço financeiro para matricular seus filhos em instituições privadas. Cerca de 1 milhão de famílias das classes D e E comprometem 10% de sua renda pagando mensalidade em escolas particulares, segundo um estudo que será divulgado nesta segunda-feira (29).

São pessoas que recebem, em média, R$ 800 por mês (valores que variam de R$ 500 a R$ 1.500). Isso é quatro vezes mais, proporcionalmente, do que investem as classes A e B, que aplicam 2,5% do rendimento familiar em ensino privado – apesar de gastarem, quantitativamente, 5,4 vezes mais.

“Tínhamos a impressão de que famílias de baixa renda também estavam gastando com educação, provavelmente por não confiarem na escola pública ou pela crença muito difundida de que a particular sempre é melhor. Decidimos investigar se era verdade e depois entender onde e como esse investimento estava sendo feito e o quanto comprometia da renda familiar”, explica um dos autores da pesquisa, Naércio Menezes Filho, professor de economia do Ibmec São Paulo e da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo).

O estudo mostra também que, quanto maior a escolaridade da mãe, independentemente do salário, mais alta é a probabilidade de ela investir financeiramente na educação de seu filho. Ao comparar mães com 11 anos de escolaridade, ou seja, o ensino básico completo, com as que não são alfabetizadas, a proporção quase dobra dentro da mesma faixa de rendimentos.

Os dados são mostrados em levantamento inédito feito pelo Ibmec São Paulo e pelo Instituto Futuro Brasil, em parceria com a Fundação Lemann e o Instituto Gerdau. Para chegar aos números, foram usados dados atualizados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e da Pof (Pesquisa de Orçamentos Familiares), ambos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e do Censo Escolar, feito pelo Inep, órgão de pesquisa ligado ao MEC (Ministério da Educação). O trabalho será divulgado no seminário Gastos com Educação – Um Reflexo da Gestão e da Legislação.

Despesas com educação
De acordo com a publicação Gastos e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a educação é justamente o item que mais cresceu nas despesas do orçamento das famílias brasileiras desde 1998.

Esse investimento representa também o segundo item de maior desigualdade entre ricos e pobres no País: as famílias com mais dinheiro investem 30 vezes mais na formação de seus filhos do que as mais carentes.

“É comum encontrarmos entre pessoas de renda muito baixa um esforço grande para conseguir oferecer um ensino diferente aos filhos. E, com a idéia geral de que a escola pública está muito ruim, a particular aparece como o melhor investimento para poderem oferecer uma expectativa de vida diferente aos filhos”, afirma Ladislaw Dowbor, professor da pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Professores Revoltados com Tabela Salarial

seg, 29/10/07
por Gastão Vieira |
categoria Geral


Categoria diz que terá prejuízos, pois governo não considerou o piso de R$ 380,00

Jornal O Estado do Maranhão, 29 de outubro de 2007

Nova política salarial do Governo do Estado revolta os professores
DOCENTES DISCUTIRÃO SALÁRIOS EM PLENÁRIA MARCADA PARA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA

Os professores da rede pública estadual estão revoltados com a tabela salarial da categoria, editada pelo governador Jackson Lago (PDT) por meio da Medida Provisória (MP) n° 29, publicada no Diário Oficial do dia 24 deste mês. Eles decidiram realizar uma plenária para discutir a questão em reunião marcada para quinta-feira próxima, às 17h, no auditório do Centro de Ensino Governador Edison Lobão (Cegel). Até o momento, não há possibilidade de greve. Os docentes alegam que, ao contrário do que vem pregando, o Executivo não adotou o salário mínimo de R$ 380,00 e isso está trazendo prejuízos à categoria. Na prática, segundo os professores, as perdas salariais variam de 7,04% a 55,8%, dependendo da referência salarial.

De acordo com a MP, o professor de nível 1 passa a ganhar R$ 710,00 (R$ 355,00 do salário base mais R$ 355,00 da Gratificação de Atividade do Magistério – GAM), quando deveria ganhar piso equivalente ao salário mínimo mais 100% de GAM, ou R$ 760,00. Já o professor do nível 2, o mais alto da categoria, passará a ganhar R$ 1.815,85, quando deveria receber R$ 2.818,71, uma perda de R$ 1.002,86. A revolta dos professores é maior porque a política salarial foi acordada entre o governo e a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), sem nenhuma consulta à base da categoria por meio de plenárias e assembléias deliberativas. “Foi um processo unilateral”, disse Marcelo Pinto, líder do Movimento de Resistência dos Professores.

Outro fato que revoltou a categoria foi que no acordo houve uma drástica redução no interstício entre um nível docente e outro. Antes do acordo, a diferença era de 5% do valor do salário-base. Agora, pela MP, o interstício entre os nove primeiros níveis é de 0,5%. “Esse acordo feito entre o sindicato e o governo foi rejeitado pelos professores nas assembléias durante a greve da categoria. O que nós queremos é que seja aplicado o mínimo, apenas isso”, disse Marcelo Pinto que completou: “E mesmo se você classificar essa alteração como ‘reajuste salarial’, ela não é linear. Tanto que nos últimos seis níveis, esse reajuste foi de apenas 2%, inferior ao aumento dado a outras categorias que ficou na casa dos 9%. Além disso, nos últimos quatro anos, o professor, por medidas do então governador José Reinaldo Tavares e agora de Jackson Lago, teve uma defasagem salarial de 60%”, declarou ele.

CARTA
Ontem, os docentes da rede pública estadual divulgaram uma “Carta Aberta” contra o governador Jackson Lago com o título “Governo Jackson golpeia mais uma vez os professores”. Na carta, eles classificam a nova tabela salarial como “indiferença à educação pública do nosso estado” e como uma medida “autoritária, unilateral e equivocada”. “O governo Jackson Lago só no primeiro semestre desse ano tem um superávit na receita nominal de R$ 922 milhões (segundo matéria do Estado de S. Paulo) e, no entanto, compromete com a folha de pessoal somente 35% de sua receita. Segundo relatório da Secretaria da Fazenda estadual, o governo Jackson Lago tem arrecadação média mensal de R$ 180.132.211,00, isso nos seis primeiros meses de 2007 (…)

Está explícito que o problema não é financeiro, ele não implanta uma política salarial que valorize, de fato, o servidor por simples falta de compromisso”, informou o documento. Júlio Pinheiro, vice-presidente do Sinproessema, rebateu as críticas, afirmando que a proposta de reajuste salarial acatada pelo sindicato foi uma forma de abrir um diálogo, visando a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para a categoria. “Esse foi um primeiro passo. O governo sinalizava em modificar a tabela de salários do primeiro nível para apenas R$ 683,00 e conseguimos esticar até R$ 710,00. Nas próximas reuniões, vamos trabalhar para tentar convencer o governo a aplicar o mínimo nacional. Agora, também precisamos dar uma chance ao governo e pensar na instituição do PCCS. Não é o ideal, mas demos o primeiro passo”, argumentou ele.



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