Municipalização da Educação é a tese!
Nos últimos tempos, tenho reiterado o seguinte: sem participação efetiva e determinação dos municípios não iremos, da forma rápida que precisamos, superar os problemas que impedem o Maranhão de ter melhores indicadores educacionais.
Com quase 75% de matrículas concentradas na rede municipal, e destas, mais da metade na zona rural, torna-se inadiável cumprirmos o que determina a Lei e municipalizar o ensino fundamental, entregando escolas, alunos e professores para os municípios.
Evidente que mantido o modelo atual, conforme mostra a matéria abaixo, é arriscar muito e até acreditar que tudo pode piorar. Como não há grande diferença entre as redes estadual e municipal, é preciso estabelecer metas claras, poucas e factíveis que devam ser alcançadas pelos municípios com a ajuda do estado. Este, por sua vez, deverá assumir, já que sua rede é bem menor, o papel de coordenador, incentivador e indutor do processo.
Alguns estados, como Minas Gerais, premiam com mais recursos advindos do ICMS (10% dos 25%), nas chamadas “Leis Robin Wood”, para outras ações, ou seja, incentivam os que se esforçam e cumprem as metas.
Durante muito tempo responsabilizamos apenas o estado pelas deficiências e dificuldades. Agora não dá mais.
Como parlamentar sempre interessado nos problemas da educação e por ter votação oriunda de vários municípios do Maranhão, no próximo dia 24 de março realizarei reunião em Brasília com prefeituras parceiras e que tenham interesse nos programas educacionais do Ministério da Educação, com a participação do nosso ministro Fernando Haddad.
Acredito que iniciativas como esta ajudam a desenvolver essa tese de levar recurso direto para esses municípios carentes de educação e de assessoria técnica para aperfeiçoar os projetos de interesse.
Veja a matéria do Blog do Luis Pablo que entristece qualquer maranhense:
Escola da Vergonha: Alunos estudam em escola de palha em Sítio Novo – MA
O desprezo pela educação em Sítio Novo do Maranhão (110 km de Imperatriz) revolta a comunidade e os pais de alunos do assentamento Bacaba, distante 35 km da sede do município. A situação é um reflexo do descaso da administração do prefeito Carlos Jansen.
O presidente da Associação de Moradores do Limpo Grande, Juarez de Sousa Miranda, denunciou à reportagem que a escola foi “construída e coberta de palha”, faltam carteiras escolares e alguns alunos sentam no chão para assistir as aulas na “Escola da Vergonha”.
Além disso, a escola não dispõe de banheiro, cantina e não fornece merenda escolar aos quase 100 alunos. A energia elétrica também foi interrompido por falta de pagamento. “Só existem 17 carteiras para 100 alunos. É um absurdo!”, reclama o líder comunitário, que reivindica providências ao prefeito Carlos Jansen.
Juarez Miranda garante que foram feitas diversas reivindicações para que o município construísse, desde o começo do mandato do atual prefeito, uma escola no assentamento Bacaba. “Ele (Jansen) só promete, mas nunca fez nada pela educação. E só apareceu uma vez, depois de eleito, aqui na Bacaba”, disse.
O lavrador José Maria lamentou o abandono da educação básica com crianças expostas a chuva na escola do assentamento Bacaba. “Essa escola é uma vergonha, pois na eleição passada vieram aqui e prometeram que iriam construir essa escola”, disse.
Ele contou ainda que o barracão de palha onde funciona a escola se arrasta ao longo dos últimos anos, sem que nenhuma administração tenha a preocupação de construir um prédio adequado para atender às crianças do assentamento Bacaba. “O barracão foi feito de palha. E toda vez quando tem início o ano escolar, temos que refazer o barracão”, conta.
A escola também não dispõe de cantina, e os alunos não têm merenda escolar e banheiros. “Queremos que o prefeito construa nossa escola, pois toda vez que chove ficamos molhado”, desabafou o aluno Diego Macedo Miranda.
Recursos
A previsão é que Sítio Novo deverá receber, somente neste ano, a quantia de R$ 8.665.517,81 – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – sendo que, 60% dos recursos serão destinados para remuneração dos professores em efetivo exercício no município.
Somente no ano passado, a Prefeitura de Sítio Novo recebeu do FNDE a quantidade de R$ 6.699.761,80 – dinheiro que somado a outras transferências constitucionais, como é o caso do FPM (Fundo de Participação do Município), seriam suficientes para construir várias unidades escolares em Sítio Novo.
Com informações do Blog Gil Carvalho
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