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Show de Flávia Bittencourt no Teatro Arthur Azevedo no dia 20 de janeiro

sex, 13/01/12
por James Magno Farias |
categoria CULTURA POP

A maravilhosa cantora maranhense Flávia Bittencourt fará show no Teatro Arthur Azevedo no dia 20 de janeiro, às 21h.

Flávia já está no aquecimento para lançar seu terceiro trabalho.

No último disco, “Todo Domingos”,  prestou uma homenagem merecida e emocionante a Dominguinhos.

Flavia tem uma excelente presença de palco, marcada pela presença intimista e a relação afetuosa com o público. Seu repertório vai de Zeca Baleiro a César Teixeira com muita personalidade.

Eis um verdadeiro presente para os ludovicenses no ano do quarto centenário.

Imperdível!

 

FLAMENGO CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES

ter, 13/12/11
por James Magno Farias |
categoria ESPORTE

 

Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Técnico: Paulo César Carpeggiani.

13 de dezembro de 1981.

FLAMENGO CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES.

Ao eterno esquadrão!

O universo jurídico paralelo

sex, 25/11/11
por James Magno Farias |
categoria DIREITO

Em novembro de 2011 algumas dezenas de estudantes da USP invadiram o prédio da reitoria da Universidade e lá permaneceram por alguns dias, inicialmente em protesto contra a prisão efetuada pela Polícia Militar de três estudantes que estavam fumando maconha no campus. Depois o temário mudou para pedir a saída do reitor, o fim da “repressão na universidade”, o fim do convênio com a polícia (firmado após o latrocínio de um aluno) e outras vagas reivindicações. Outras pessoas agregaram-se à ocupação: estudantes de outras universidades, militantes de micro partidos de extrema esquerda ou meros curiosos. Após negociações infrutíferas foi dada ordem judicial para desocupação, ordem que foi apoiada pela maioria da opinião pública e que foi cumprida rapidamente pela PM, que efetuou cerca de 70 prisões. Após a desocupação vieram velhos políticos e pseudo intelectuais criticar a repressão típica da ditadura e apoiar a liberdade de expressão desses jovens ‘reprimidos pelo sistema’.

 Camille Paglia certa vez disse que devemos desconfiar de pessoas velhas que continuam rebeldes; a rebeldia é dada apenas aos jovens, que após maturá-la um dia irão amadurecer e ajudar a sociedade a melhorar. Se na época da verdadeira ditadura brasileira os estudantes lutavam por voz, por liberdade e por democracia, hoje, a máscara nunca escondeu as faces dos invasores da USP: estavam amesquinhados apenas em sua vontade de consumir suas drogas sem serem incomodados! Alienados da violência social que a droga traz e apoiados por uma dezena de radicais esquerdistas saudosos do stalinismo, as mentes juvenis são facilmente envenenadas com sonhos mentirosos de um mundo igualitário.

 O que garante a igualdade na democracia é a lei. A estrutura kantiana do Estado funciona assim: os cidadãos (eleitores, homens e mulheres) exercem seu direito de voto e elegem nossos representantes, que fazem as nossas leis, as quais nós somos obrigados a cumprir. Se a lei não é boa, podemos tentar mudá-la por um novo processo legislativo ou ir ao judiciário tentar convencer um juiz sobre o defeito da norma jurídica: será o magistrado que dará razão ou não ao postulante. A desobediência ao conjunto legal gera punições de variados tipos, que vão de multas a prisões. Não há um universo jurídico alternativo brasileiro que permita, por exemplo, que o MST possa invadir uma propriedade e sair ileso disso. Haverá sempre processo contra os invasores. Se haverá condenação ou absolvição apenas o caso concreto dirá.

 Não, jovens estudantes, não, isso não é ditadura! Se o Brasil ainda fosse uma ditadura vocês sequer poderiam fazer alguma crítica ao Estado. Nem sairiam de casa se houvesse estado de sítio. O que houve diante de sua invasão a um prédio público foi a invocação da teoria da responsabilidade civil brasileira. Destruiu? Indenize! Causou prejuízo? Indenize. O STF já alargou bastante o conceito de liberdade de opinião ao permitir as marchas da maconha. Mas não existe uma ordem jurídica paralela para permitir que estudantes invadam, destruam e depredem sem que sofram sanções por isso, independentemente da motivação. E a polícia, vigilante do Estado, sempre aparece com a conta na mão para cobrar. Assim ocorre nas famosas ‘ditaduras’ da Dinamarca, Suécia, Holanda, Alemanha, França, Itália… A polícia sempre aparece para restabelecer a ordem. Lembram dos conflitos incendiários em Londres em 2011?

Em outras vezes a lei já testada. Foi testada pelos controladores de voo em 2008 e pelos bombeiros amotinados no Rio de Janeiro; inicialmente reprimido, o movimento dos bombeiros de 2011 saiu vitorioso e inspirou atos gêmeos; a Constituição Federal e o Código Penal Militar estão sendo testados agora pelos militares maranhenses. O art. 142, IV, da Constituição proíbe aos militares a sindicalização e a greve. O STF já interpretou que o conceito de militares deve englobar os militares estaduais. Por isso é uma afronta ao estado constitucional a paralisação dos militares por salário: isso, tecnicamente, não é greve, pois a eles não lhes foi dado tal direito. A condução do processo de reivindicação está equivocada. Se antes era feito um ‘panelaço’ pelas esposas, agora os militares, outrora contidos pelo Direito Penal Militar, paralisam suas funções sem medo. A via reivindicatória deveria ser a da política, com trabalho de convencimento de quem pode conceder-lhes aumento e o atendimento de suas reivindicações.  Quem sabe até de mudar pela via legislativa a Constituição Federal para garantir-lhes o direito de greve. Afinal, pela via kantiana foi garantido ao menos o direito de manifestação diante de uma injustiça da lei.

 Aqueles estudantes invasores, em seu inerente estado de rebeldia, querem a anarquia para fazer o que bem entenderem, sem a presença do Estado. Os pseudo intelectuais, por seu turno, querem é dominar esse Estado e moldar-lhes a face conforme a imagem do espelho. Os policiais querem aumento, ainda que à custa de uma paralisação ilegal.

 A verdadeira Democracia atrai responsabilidade geral e plural. A democracia impõe direitos e deveres, respeito à lei e à ética.

A DEMOCRACIA OPINIOSA

sex, 25/11/11
por James Magno Farias |
categoria SOCIEDADE

A opinião pública na democracia funciona como termômetro, em um simbolismo adequado ao calor das mais variadas discussões. A liberdade de expressão, consagrada constitucionalmente no Brasil, permite que todos manifestem sem amarras seu pensamento. Daí que a população tem expressado tal direito no temário que vai da escalação da seleção brasileira ao novo escândalo na política. Ter consciência crítica é excelente: demonstra apego à coisa pública, mostra o caráter participativo do indivíduo em sua vida democrática e vigilância social.

Ocorre que liberdade de opinião não é salvo conduto para ofensa. Deve ser observado o equilíbrio jurídico do regime, que prevê uma teoria da responsabilidade civil e penal pela prática de atos antijurídicos, como calúnia, injúria e difamação.

Em 2006, durante uma visita a Buenos Aires, o taxista me perguntou o que eu fazia no Brasil; após minha resposta, para minha surpresa, ele mostrou que conhecia em detalhes a Suprema Corte de seu país e, inclusive, criticou algumas decisões de um dos juízes favoritos dos juristas brasileiros, Eugenio Zaffaroni, penalista cultuado mundo afora e magistrado Supremo na Argentina. Eu fiquei em um misto de incredibilidade e surpresa com a conversa, confirmando, o que todos sabem, que na Argentina (e também no Uruguai e no Chile, só para ficar no Cone Sul), o alto nível de formação educacional da população demonstra porque os índices sociais são bem melhores por lá.

Faço esse preâmbulo por lembrar que a Presidenta da República ao nomear a ministra Rosa Weber do TST para o Supremo Tribunal Federal acolheu uma aspiração formal da magistratura trabalhista. A ministra Rosa Weber reúne todos os adjetivos que são exigidos para tão elevada função: jurista de carreira brilhante, experiente, competente, honesta, devotada à justiça e de tantos outros predicados que são pleonásticos. Pois bem, ao acessar os sites de notícia falando de sua escolha é com muita tristeza que eu li os comentários dos leitores: a maior parte debochando, querendo saber quem ela iria “defender”, quem seria o protegido e outras indignidades que não merecem nota.

Lembrei do taxista argentino. E quis estar de volta naquele táxi. Ele teria algo mais inteligente a me dizer e se não soubesse me levaria à Praça de Maio para que alguma das ‘locas’ me inspirasse. Eis a diferença: nossa democracia é sólida, porém a maioria da população é alienada, vazia, fútil, ignóbil, manobrada pelo obtuso achismo midiático: isso leva à superficialidade de suas constatações. Nem falo de quem não teve uma boa educação de base: eu falo de pessoas que se acham informadas e daí passam fácil para a crítica leviana e míope. Poderia ser qualquer jurista o nomeado: nenhum teria sorte diferente. Vivemos a era do achismo e da frase opiniosa.

Ao acessar um famoso blog sobre temas televisivos (http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br) li um comentário de um certo Damien Carvalho (provavelmente leitor fake), sobre o fato de o Ministério da Justiça ter alterado a classificação da novela da Globo ‘A Vida Gente’, exibida às 18h, que teve sua faixa etária mudada de ‘Livre’ para ‘10 anos’, dado o enredo ter sido analisado como angustiante. Damien disse: “A censura está de volta. Parece que é isto o que o Ministério da Justiça pretende! Apesar da constituição garantir liberdade ao cidadão, não se vê isso atualmente!!! A censura deve ser uma escolha nossa e não deles. nossa censura: o controle remoto. É o Brasil!!!”

Não, Damien, não, isso não é censura! Se no Brasil ainda tivesse censura você sequer poderia fazer essa crítica ao Estado. O Estado não proibiu a novela, apenas informou aos pais desavisados que a novela não é livre, ela tem uma trama complexa com elementos existenciais – parodiando Sartre. Você pode sacar o controle remoto e censurá-la, como mesmo disse, mas eu, que não tenho tempo de assistir a novela, tenho o direito de saber qual é a classificação etária. Isto é censura?  O voto do Ministro Dias Toffoli, do STF, em ação que aprecia artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que determina que rádios e televisões transmitam programação em horário determinado seguindo classificação feita pelo governo, em novembro de 2011, foi no sentido de que “É fundamental que a sociedade atraia para si essa atribuição, cabendo ao estado incentivá-la nessa tomada de decisão, e não domesticá-la.” Ou seja, o abuso intrusivo do estado deverá ser afastado, mas a sociedade deve criar consciência crítica bastante para viver sem a amarra estatal. Inclusive a midia deverá ter essa preocupação de autoregulamentação ao transmitir programas de conteúdo mais adulto em certos horários.

De repente todos falam de tudo, criticam todos, demonizam a política, mas não cuidam de seus deveres básicos. Circula na internet um email bem curioso, que fala por si só sobre o que acontece com os brasileiros. Transcrevo-o na íntegra:

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Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseana Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro reclama de que? O brasileiro é assim:

1. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
5.Fala no celular enquanto dirige.
6. Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8.Viola a lei do silêncio.

9.Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11.Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. Faz “gato” de luz, de água e de tv a cabo.
14. Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16. Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17.  Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19.Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.
22. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. como se isso não fosse roubo.
27. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas

onde trabalha.
28. Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que só os políticos sejam honestos?”

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Infelizmente, sim, este é um verdadeiro retrato do Brasil!

Parques e Jardins Urbanos

seg, 10/10/11
por James Magno Farias |
categoria CULTURA POP


A exposição fotográfica  Parques e Jardins Urbanos, da cineasta e fotógrafa maranhense Maria Thereza Soares, estará em cartaz no Parque Botânico da Vale (Anjo da Guarda), a partir do dia 11 de outubro, com abertura às 10h., onde ficará até  11 de novembro. A ideia central é registrar aspectos da natureza inseridos em ambientes urbanos como os parques e jardins públicos.

Durante a exposição, como atividade paralela relacionada a questões ambientais, será realizada a palestra “A contribuição da Legislação Ambiental para a formação das cidades sustentáveis”, ministrada pela professora mestre e advogada Lorena Saboya Vieira. A palestra será realizadas às 10h30, no dia 13, no auditório Sumaúma, no Parque Botânico Vale.

Com imagens de 29 parques e jardins urbanos nacionais e internacionais, as imagens datam de diferentes épocas, sendo a mais antiga realizada há sete anos. Em 2004, para um trabalho da disciplina do curso de cinema, Linguagem Fotográfica, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Maria Thereza escolheu como tema de um ensaio, imagens do Parque Guinle, do Rio de Janeiro. De lá para cá, a artista começou a selecionar diversas imagens, mas ainda não tinha a ideia de transformar o material em uma exposição. “A ideia surgiu porque eu já gostava de fotografar parques, jardins, flores, mas não pensava em fazer disso uma exposição. Eu já costumava visitar esses lugares”, recorda.

Mesmo sem a intenção de realizar uma exposição, Maria Thereza começou a captar imagens de outros espaços com características semelhantes.  No Brasil, imagens de parques do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, do Parque Botânico Vale, entre outros parques de São Luís. De cenários internacionais, Maria Thereza escolheu parques localizados em Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Barcelona, Londres e em cidades da França.

Essa é a primeira exposição fotográfica de Maria Thereza Soares, segundo ela, na seleção de  fotografias para a exposição, centenas de imagens ficaram de fora, desse material, é possível que seja realizada uma segunda exposição, mas ainda sem definição. Nos registros presentes na exposição, flores, animais e pessoas serviram de inspiração para as lentes sensíveis da fotógrafa. Dos locais em destaque,  imagens registradas nos parques e jardins de importante valor histórico, tais como os jardins da casa de Rui Barbosa, o Parque Güel criado por Antoni Gaudí, o Parque do Flamengo projetado por Burle Marx, os parques reais ingleses The Green Park e St. James´s Park, além dos Jardins Botânicos de Buenos Aires, Rio de Janeiro e Curitiba, entre outros.

A pesquisa estará disponível também na Internet, no site que estará disponível a partir da data de abertura da exposição, no endereço: www.parquesejardinsurbanos.com.br. Para mais informações sobre a exposição e palestra: 98. 3218-6244 e 3218-6245 e pelo email parquesejardinsurbanos@gmail.com

Maria Thereza Soares é uma Fotógrafa maranhense, formada em Cinema e Vídeo pela Universidade Federal Fluminense (2008). Estudou 1 ano direção de fotografia cin­ematográfica na École Nationale Supérieure Louis Lumière em Paris (2007/2008). Atualmente faz especialização em Artes Visuais.

Foi presidente da ABD-MA (Associação Brasileira de Documentarista e Curta Metragistas do Maranhão (2002/2003). Foi júri ABDeC-RJ no 10º Festival Brasilei­ro de Cinema Universitário – Mostra competitiva de vídeos – Niterói, 2005.

Foi pesquisadora da “Mostra Luz em movimento: a fotografia do cinema brasilei­ro”, realizada no Centro Cultural da Caixa Econômi­ca Federal – Rio de Janeiro, 2007.

Atuou como assistente de fotografia e diretora de fotografia em diversos curtas-metragens ficção e documentário.

Trabalhou como fotógrafa para a Superintendên­cia do Patrimônio Cultural (outubro 2009 a dezem­bro 2010), no projeto “Preservação e valorização do acervo urbanístico e arquitetônico dos centros históricos maranhenses de Carolina, Caxias e Viana”; organizou a exposição “Bens Tombados do Mara­nhão”, e ministrou as palestras “Noções básicas de fotografia e arquivamento digital” e “Fotografando o patrimônio arquitetônico”, além do trabalho volta­do para identificação, organização e digitalização do acervo fotográfico da instituição.

Exposição

Parques  e Jardins Urbanos, de Maria Thereza Soares

Quando

De 11 de outubro a 11 de novembro

Onde

Parque Botânico Vale (Av. dos Portugueses s/n, Anjo da Guarda)

Abertura

Dia 11, às 10h

Palestra

Dia 13, às 10h30. Auditório Sumaúma (Parque Botânico Vale).

Horário de visitação (entrada franca)

De terça a domingo, das 8h às 16h

 

Steve Jobs

sex, 07/10/11
por James Magno Farias |
categoria CULTURA POP

Steve Jobs já entraria para a história apenas por ter inventado o sistema Mac, mas não se acomodou e foi além; mudou conceitos e criou objetos que entraram intensamente em nossas vidas como ipod, o iphone, o ipad, o itunes e a Appstore.

Adepto do design perfeito de seus gadgets, Jobs conseguiu simplificar a interface de suas criações, ao ponto de uma criança conseguir usar um ipad no primeiro contato.

Tudo é mais fácil nas criações da Apple. Um iphone é um verdadeiro computador, que até faz ligações telefônicas. Como não se espantar ao perceber que um simples ipod touch, criado para ser um music player, pode navegar na internet ou virar um telefone?

Minha maior homenagem como fã de Jobs é ter escrito este texto usando uma de suas criações, o Mac Mini (e em outros textos ter usado o ipad).

Agora descanse, grande mestre.

Parafraseando Milton, “mande ‘ideias’ do mundo de lá: ilumine os que ficam!

 

 

 

 

A Magistratura não intimidada

qua, 21/09/11
por James Magno Farias |
categoria DIREITO

21 de setembro de 2011 anuncia-se como um dia histórico. Não exatamente porque a Presidente Dilma foi a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, mas sim porque nesse dia a Magistratura e Ministério Público do Brasil saíram dos fóruns e foram ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal em Brasília pedir respeito à ordem constitucional, no dia da valorização das duas carreiras. Foram pedir respeito à segurança na carreira, negada há tempos e culminada com o covarde assassinato da juíza Patrícia Aciolly, quando chegava desarmada em sua residência em Niterói; ou ainda representada nos outros juízes que já foram vitimados e na quase centena de magistrados ameaçados de morte país afora, inclusive vinte e três colegas maranhenses.

Foi também um manifesto para pedir a votação do projeto de lei prevaricado no Congresso que nega a reposição inflacionária garantida anualmente aos magistrados no texto constitucional. E ainda para resgatar a integralidade previdenciária. E resgatar o respeito às carreiras, objeto de constante ridicularização na mídia e nas ruas.

Ainda que os críticos de plantão venham a ironizar o movimento, parece que há um ponto de não retorno naquilo que Werneck Vianna anuncia há tanto tempo: a inserção da magistratura na vida política do país, em atenção a um direito responsivo que substituiu com eficiência o direito repressivo.

Claro que as imperfeições judiciárias brasileiras têm nome: lentidão, acúmulo processual e ineficiência. Mas para elas existem respostas: desenvolvimento tecnológico, dedicação e investimento. Qual o Judiciário que se quer? E a qual custo? Com orçamento reduzido é impossível qualificar pessoal, melhorar a estrutura física dos fóruns e acelerar o julgamento de milhões de processos em andamento, afora as duas dezenas de milhões de novas ações anuais.

Depois do enorme mal que Collor legou ao país ao menosprezar as carreiras de Estado e ao alcunhar todos de ‘marajás’,  existem os que só veem males na justiça brasileira. Por isso o olhar estrangeiro talvez nos traga alguma surpresa. Luc Lavrysen, um juiz belga da Corte Constitucional Europeia, quando esteve no Brasil em 2010, manifestou sua agradável surpresa com alguns aspectos da magistratura brasileira: a maioria dos juízes é jovem e há muitas mulheres na carreira; as audiências são públicas; há concursos públicos para ingresso e, sobretudo, o que ele chamou de ativismo judiciário: a inserção do juiz na sociedade,abrindo suas portas, convidando o cidadão a conhecer seu dia a dia. Segundo ele o futuro é promissor com a justiça brasileira: os juízes, que hoje são jovens, em pouco tempo terão grande experiência e disposição para enfrentar as enormes agruras da carreira; a seleção por concurso escolherá naturalmente os melhores candidatos; e o ativismo judiciário desenvolvido principalmente pelas associações de classe e pelas escolas judiciais formará opiniões menos raivosas acerca da importância da magistratura. No modelo daqui os juízes não são indicados pelo monarca (como na Bélgica) ou eleitos pela população (como no EUA). Resta-nos então formar quadros humanos aptos a destrinchar as complexas relações sociais com ousadia, coragem, honestidade e segurança.

Parece que o ponto de não retorno é o ativismo judiciário. Os magistrados vivenciando sua importância na sociedade. E não se intimidando com as ameaças dos sicários de plantão, sob qualquer carapuça, ainda que disfarçados de político, policial ou jornalista, pseudos profissionais ou algo mais.

Algo está mudando. O silêncio rompido. E eu estava lá no dia 21 de setembro. Vi o mar de gente engolindo o Salão Negro do Congresso, em enorme adesão associativa. E depois a grande marcha à sede do STF, sob um belíssimo céu azul até à sombra da estátua de Themis, na entrada da Suprema Corte. Todos testemunharam o absoluto sentimento de civilidade que reinou; eu diria até de alegria pela coesão associativa. Movimentos assim talvez passem despercebidos da sociedade civil, ou até causem estranheza, mas demonstram o grau democrático que o país assumiu. Se antes era algo impensável, hoje parece natural que os magistrados, que defendem e garantem o direito de toda a sociedade, também mereçam ter respeitado o próprio direito.

London calling

qua, 17/08/11
por James Magno Farias |
categoria SOCIEDADE

Irônica ou profeticamente uma música de 2004 do grupo de rock britânico Franz Ferdinand dizia “Este fogo está fora de controle; estou indo queimar esta cidade toda” (This fire). Parece óbvio que Alex Kapranos, o líder escocês da banda, não estava incitando as turbas (riot) que violentamente atearam fogo à fleumática capital do Império Britânico desde o início de agosto, com milhares de presos, danos materiais enormes e que se espalhou por outras cidades e deixou atônitas as autoridades inglesas, surpreendidas com uma onda de violência como já não se via desde 1981, quando o bairro de Brixton e adjacências viraram campo de batalha.

Alguns cientistas políticos viram nesses distúrbios alguns dos elementos presentes na Primavera Árabe, a série de revoltas populares que se iniciou na Tunísia, derrubou o ditador do Egito, atormentou Khadaffi na Líbia, cancelou um grand prix de F1 no Bahrein e solapou a autocracia dos Assad na Síria: elementos como insatisfação juvenil, desilusão, desemprego e sentimento de protestar contra falta de liberdade (no caso inglês, não contra a falta de liberdade, mas, em tese, contra os cortes sociais anunciados pelo Partido Conservador). Outros intelectuais viram nisso apenas desordem e saqueadores aproveitadores, que usaram a cortina de fumaça para furtar roupas de grife, tênis e eletrônicos.

A morte do traficante Mark Duggan com um tiro no peito disparado pela polícia londrina foi o estopim dos confrontos. Até hoje não se sabe se ele era mesmo traficante, gangster ou colateral, mas logo após sua morte foi veiculada na web a informação de que a polícia havia assassinado um estudante negro indefeso etc, etc. A falta de informação concreta, os traumas de Brixton 85 e a pressa típica da vingança aceleraram os eventos e literalmente propagou as chamas de um movimento organizado a partir de redes sociais na internet.

Analistas políticos advertiram que a partir dos violentos protestos em Atenas contra os cortes sociais ordenados pela União Europeia, todo o continente corria risco de ver protestos e conflitos de rua semelhantes. Paris já viveu isso recentemente em alguns banlieus e a globalização permite que Santiago do Chile também sofra com as turbas violentas, normalmente compostas por estudantes que confrontam o establishment, com as reivindicações típicas do saudosismo do mundo bipolar.

Três fatos chamam atenção na crise londrina: o uso da web como ferramenta de articulação, a indecisão inicial da polícia em agir e a rapidez rigorosa da Justiça britânica em julgar os 1277 transgressores processados. Em dois casos a pena por estimular a adesão aos conflitos através do Facebook foi de quatro anos de prisão, demonstrando os juízes britânicos que a desordem pública não seria mais tolerada; pessoalmente, nesses dois casos, entretanto, eu vejo a pena como desproporcional e elevada. Ainda mais que a Justiça britânica não teve o mesmo rigor quando absolveu os policiais londrinos que mataram Jean Charles de Menezes com sete tiros, quando ele estava dentro de um vagão de metrô, desarmado, vítima colateral da paronoia terrorista pós 11 de setembro de 2001.

O uso da internet virou uma faca de dois gumes: primeiro é usada para articular o movimento; depois, a Justiça usa as postagens contra os próprios transgressores, a exemplo do que foi feito aqui no Brasil pela Justiça Federal contra a lunática paulista Maiara Petruso que incitou pelo Twitter a morte de nordestinos, quando da campanha eleitoral de 2010.

Peter Gabriel, o genial músico e ativista cultural inglês, há mais de uma década mantém um sítio na web chamado witness.org, uma espécie de Youtube político, pelo qual as pessoas postam videos de denúncia de violação de direitos humanos. Gabriel diz que se Orwell previu o uso da vigilância do Grande Irmão contra os indivíduos, chegou a hora de os indivíduos usarem seus celulares e filmadoras para denunciar os atos violadores do Grande Irmão. Não é à toa que autocracias como China, Irã e Síria vigiam (ou tentam) o uso da internet. Entretanto, a inventividade humana fura constantemente o bloqueio estatal e as imagens de Pequim, Teerã e Damasco navegam web afora.

Enfim, quem melhor resumiu tudo foi a crônica de Ivan Lessa para a BBC, denominada sensacionalmente de “verão londrino, primavera árabe”.

O Clube dos 27

qui, 11/08/11
por James Magno Farias |
categoria CULTURA POP

A morte precoce de Amy Winehouse aumentou o Clube dos 27 (também conhecido como Forever 27 – Para sempre 27), uma forma comum dirigida a um grupo de músicos famosos e talentosos que morreram aos 27 anos de idade, normalmente em decorrência do consumo de álcool, drogas ou acidentes.

Maldição? Coincidência? Tentação? Cabala? Fraqueza? Playground dos deuses? Quem sabe?

A lista estelar inclui Brian Jones (fundador dos Rolling Stones, afogado em sua piscina, provavelmente assassinado); Kurt Cobain (vocalista do Nirvana, morto por overdose); Robert Johnson (bluesman morto envenenado); Jim Morrison (cantor do The Doors, morto em circunstâncias misteriosas em um hotel de Paris); Jimi Hendrix (sufocado após misturar vinho com sonífero), Janis Joplin (morta por overdose de heroína); Pete de Freitas (baterista do Echo & The Bunnymen, morto em acidente de moto); D. Boom (vocalista do  Minutemen, acidente automobilístico); Ron Pigpen (Grateful Dead, morto por hemorragia decorrente de alcoolismo).

 

A lista fatídica tem muitos outros nomes menos famosos como Richey James Edwards (do Manic Street Preachers, desaparecido em 1995 e dado como morto em 2008), Freak Tay (rapper do Lost Boyz, baleado), Chris Bell (cantor do Big Star, morto em acidente de carro) e Alan Wilson (vocalista do Canned Heat).

Em comum, todos tiveram uma vida intensa, como naquela frase de Lobão “é melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a 10”.

A perda de uma pessoa amada, seja precocemente ou por idade avançada, quase sempre causa um vazio tão grande, uma dor tão angustiante, que retira uma quantidade imensa de alegria e pode levar à angústia e negação da vida. Um amor intenso que une pessoas pode transformar-se em medo ou vergonha de voltar a amar; uns não conseguem superar a perda, por achar ser egoísmo ou tomados por extrema tristeza.

Eu já escrevi antes que todos os que passaram nesta vida, em seu tempo respectivo, nos deixaram alguma herança, nos legaram atos e realizações; governantes sábios deixaram uma linha política democrática; escritores nos tornaram mais apaixonados e felizes; esportistas deixaram seus recordes; cineastas imortalizaram imagens que se juntaram à história; nossos parentes nos legaram amor, ética e eternas palavras de carinho e proteção. Os músicos nos deixaram suas memórias pautadas.

Todos nós sofremos pelos nossos amados que já partiram desta vida; lembraremos sempre dos momentos de ternura e proteção; lembraremos com lágrimas das palavras que nem chegaram a ser pronunciadas; mas os que já passaram não nos deixaram totalmente: sua vida agora eterna deixou de eterno também o amor marcado na pele do coração; a lembrança do riso fácil nos momentos festivos; a fotografia alegre guardada no álbum; o momento de ternura e de proteção. A herança deixada está no ensinamento de saber caminhar sozinhos, de realizar nossa missão e deixar nossa marca para os que ficarão após nossa partida.

Erich Fromm escreveu certa vez que “A principal tarefa do ser humano nesta vida é dar a luz a si mesmo.” Ele também disse que “Morrer é dolorosamente amargo, mas a idéia de ter de morrer sem ter vivido é insuportável”.

Seja o que for o Clube dos 27 ele é precoce, porém.  Passa longe da normalidade, mas o enorme legado dos falecidos serve de aviso para os que vivem muito e pouco realizam. E serve de inspiração para realizar mais, viver mais, amar mais.

 

Faz bem ou faz mal?

qui, 09/06/11
por James Magno Farias |
categoria SOCIEDADE

Todo dia uma nova pesquisa científica é publicada no mundo, sobre os mais variados temas.
As conclusões são surpreendentes e muitas vezes totalmente contrárias umas às outras.
A lista é enorme. Eis alguns exemplos.
Ovo faz mal. Ovo faz bem.
Chocolate faz bem. Chocolate faz mal.
Usar fone de ouvido relaxa. Usar fone de ouvido causa surdez.
Beber água gelada faz mal. Beber água quente também.
Levar prato plástico ao microondas é ato cancerígeno. Levar prato plástico ao microondas não é cancerígeno. 
Refrigerante é cancerígeno. Apenas refrigerantes amarelos são cancerígenos. Nenhum refrigerante é cancerígeno.
Suco de polpa de fruta não tem vitaminas. Sucos artificiais possuem corantes letais. Sucos de frutas sempre são nutritivos, até os artificiais.
Celular causa câncer ou celular não causa câncer?
Tomate é mágico, desde que seja orgânico, pois o que está no supermercado está sempre contaminado por agrotóxicos.
Ler em veículo em movimento causa descolamento de retina ou ler em veículo em movimento não causa descolamento de retina?
Assistir tv gera miopia?
Carne vermelha faz mal?
Carne de porco também faz?
Comer muito peixe é fatal?
Café faz mal para o organismo ou café faz muito bem para o organismo?
Jogar videogame exercita os reflexos e é relaxante ou jogar videogame causa dependência e violência?
Dormir muito é causa de obesidade ou dormir muito faz bem à saúde?
Dizem que até fazer um vistoso mega hair faz mal, pois gera lesões no couro cabeludo!
Acho que a única certeza é que ler pesquisas causa incerteza…



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