IMPERATRIZ—MA “Quem vive de passado é museu”, diz um “dito popular”. Já no livro “Desassossego”, o poeta Fernando Pessoa trata o passado como fundamental para o presente e o futuro.
A opinião do poeta português é uma das muitas que podem ser usadas para ilustrar a importância de um museu como instrumento para a preservação de registros da história, cultura e memória de um povo.
Mesmo na condição de segunda maior cidade e segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, Imperatriz chegará em julho próximo a 160 anos de fundação sem contar com um local para reunir peças, documentos e acervo audiovisual que ajudem a contar sua história.
Todas as tentativas de levantar movimentos feitos até agora para a criação de um museu esbarraram na burocracia e falta de vontade dos governantes.
Dentre as iniciativas mais visíveis estão declarações e artigos do vereador Edmilson Sanches, o advogado Agostinho Noleto (como presidente da Academia Imperatrizente de Letras(AIL), a ex-vereadora Conceição Formiga e até um professor da Universidade Federal do Maranhão se mostrou disposto a defender a proposta.
Na prática nada foi feito até agora, pelo contrário, algumas peças de valor histórico inestimável foram levadas de Imperatriz para o museu histórico em São Luís.
Uma luz no fim do túnel pode ter acendido neste início de 2012 com a criação do Movimento Cultural de Imperatriz e, principalmente, pela eleição e posse do Conselho Estadual de Cultura em dezembro passado.
Em contato com a reportagem nesta quinta-feira (26), o recém eleito e empossado conselheiro, Osório Mendes Neto prometeu fazer pleito ao secretario de Estado da Cultura, Luís Bucão em prol da viabilidade de estudos para a criação desse museu no município.
“Na segunda-feira(30/01) estarei com o secretário Bulcão e vou falar com ele sobre esse assunto. Estive ontem nas dependências do prédio onde funciona hoje provisoriamente a Ciretran, na rua 15 de Novembro, e fiquei deslumbrado com a história daquele lugar, que seria ideal para esse museu”, declarou Osório Neto.
O folclorista entende que além de investir em presídio, o Governo também tem condições de dar o que chamou de “um grande investimento cultural para Imperatriz”.
Muitas informações podem ter se perdido ao longo dos anos, mas ainda há tempo. As novas gerações, certamente, agradecerão no futuro qualquer esforço feito agora seja por quem quer que seja, independentemente de credo e posição política.