Dia da Professora e do Professor – Conversa com Paulo Freire
Dia da Professora e do Professor
Por João Batista Freire da Silva
Conversa com Paulo Freire
Hoje, 15 de outubro, dia da professora e do professor, levantei às sete horas, tomei meu café, fiz minha ginástica, dei minha corrida, tomei meu banho e fui conversar com Paulo Freire. Tínhamos marcado essa conversa semana passada. Ele estava, como sempre, disposto. Pedi que dissesse algo aos professores, neste dia que é deles. Ele mandou dizer o seguinte: “Penso que a liberdade, como gosto necessário, como impulso fundamental, como expressão de vida, como anseio quando castrada, como ode quando explosão de busca, nos vem acompanhando ao longo da história. Sem ela, ou melhor, sem luta por ela, não é possível criação, invenção, risco, existência humana.” (do livro Pedagogia da tolerância, Editora UNESP, página 161).
Polinizadores de conhecimentos
Aqui em casa, quando chega outubro, a pitangueira se enche de flores brancas. Parece que ela tem o dom de enlouquecer as abelhas, que se atiram alucinadamente sobre as flores, sugando-lhes o néctar. Depois, voando por aí, polinizam as pitangueiras que encontram, disseminando a árvore pelos campos e morros de Florianópolis. As abelhas se parecem com os professores, que fazemos mais ou menos a mesma coisa. Quando somos éticos e respeitosos com nossa profissão, atiramo-nos sobre os conhecimentos e depois, pousando em cada aluno, fazemos com que se disseminem. Somos polinizadores de conhecimentos.
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15 outubro, 2009 as 10:49
JoaoZin
Publico a tua homenagem a nós mesmos. Gostaria de ter lido a do Laercio, para colocar aqui, junto da tua. Todo ano, Laercio nos brinda com uma cronica do Dia do (meu) Professor de Educação Física…já são 10:30 da manhã, e ainda nada…
Mas vamos ao que interessa. OBRIGADO, meu(s) Mestre(s) – JoãoZinho e Pereira! acrescento o meu irmão Lino, nessa lista… o
Milléo, lá de Curitiba…
Não fui aluno de nenhum de vocês… não lhes frequentei as salas de aula. Seja na educação física curricular, seja na Faculdade. Como aluno de sala-de-aula, acrescento a Katia, na especialização. Mais pelos ‘papos’ fora da sala de aula…
Mas o que me ensinaram!!!!
Quando participei de meu primeiro congresso de educação física, na companhia do Laercio, este me disse: fique atento não nas palestras, nas salas. O que realmente importa – e onde se aprende algo de novo – são nas conversas informais, nos corredores; mesmo que voce não participe, e fique só ouvindo o ‘papo dos papas’…
Isso, que tenho feito, nesses anos todos.
Leio o que escerevem.
E ouvir esses papos aqui nas comunidades do CEV, agora, representam mais que uma pós. Avidamente, todas as manhãs, abro o computasdor e vou direto ao CEV-Café, ao Blog do João, ao do Laercio… e quanos ensinamentos…
O Gafanhoto agrade ao(s) seu(s) Mestre(s);
Brigadão, Laércio
Brigadão, Lino
Brigadão, João
Brigadão, Kátia…
Brigadão, Milleo
Lenea, já se foi…
FELIZ DIA DOS (MEUS) PROFESSORES…
15 outubro, 2009 as 14:47
Olá “Professor” Léo. Parabéns pelo dia de hoje, pelo de ontem e pelo de amanhã. És jovem e, tenho certeza, vais continuar na luta. Muitos outros “Dias do Professor” terás pela frente.
O dia de hoje me faz de lembrar de Dona Mundica, a única que consigo me lembrar dos tempos de jovens no que hoje chamamos de Ensino Fundamental. Dona Mundica – nem sei se se chamava Raimunda, mas sei que todos nós a chamávamos de Mundica – era “Professora” 24 horas. Não!!!! Só boas intenções e ações. Era, naquele tempo, uma senhora de meia idade, e nós crianças.
Começava o dia, na escola, e ela nos reunia no páteo para a primeira lição do dia: a oração, seguida do Hino Nacional. Ali começávamos a nos tornar católicos e cidadãos.
Dona Mundica lecionava todas as matérias (uma coisa que me lembro: a Educação Física daquele tempo – 1955 – era uma intensa atividade durante o recreio. Jogar futebol, basquete e, na maioria das vezes uma corrida de 100 metros onde o vencedor ganhava uma boa merenda). Eu era postulante a ingressar no secular Liceu do Ceará e havia a necessidade de prestar “Exame de Admissão”. Estudava normalmente pela manhã e, à tarde, estudava “reforço” com outros colegas, nunca menos de cinco, na casa da Dona Mundica. No resultado final do exame de admissão, ficamos com os oito primeiros lugares.
Uma particularidade me faz lembrar da minha “Professora”: senhora de meia idade, muito esguia, cabelos longos e encaracolados naturalmente. Dentes muitos bonitos. Mas ela, pasme, mascava fumo. Já havia perdido o constrangimento de mascar fumo diante dos alunos. Mas não fazia isso no colégio. Era apenas em casa.
Com sua permissão, “Professor” Léo (aproveito para confirmar que farei o possível para ir, com a família, na noite da próxima terça-feira, no festejo de São João Batista), quero, através de você, homenagear a Dona Mundica que, com certeza, já deve estar no andar de cima. Hoje, se viva for, terá por volta dos 100 anos ou mais. Abraços a você e aos demais “fessores”.