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AINDA SOBRE A FUNÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA

dom, 31/01/10
por leopoldovaz |

Após as perorações aí de baixo, sobre as duas notícias que me chamaram a atenção, hoje, em “o Estado do Maranhão”, referi-me às noticias de vagas para ‘educador físico’, atraves de concurso publico, e de que não reconhecia o termo – educador fisico – como o que me qualifica: professor de educação física (sou licenciado em educação física pela Escola de Educação Física e Desportos do Paraná, turma de 1975; hoje, é a Faculdade de Educação Física da UFPr); o outro termo, que reconheço para identificar minha profissão, é ‘profissional de educação física’, definido em Lei, de 1998.

Vamos à segunda matéria. DEAN, Jock. “O ESPORTE É A MINHA PAIXÃO”. in O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, domingo, 31 de janeiro de 2010, p. 3, perfil.

Primeiro, devo esclarecer que não se trata de ‘falar mal’ de um profissional competente, com uma bonita história de vida. É o conteúdo… O referido profissional é de uma área de atuação regulada por um Conselho Profissional – o CREFITO – pois é, de profissão, Fisioterapeuta. Fala de sua trajetória de vida…

Empresário bem sucedido, o fato de ser fisioterapeuta não invalida, ou não é irregular, nem contraria as leis do País, ser proprietário de uma academia de ginástica.

Mas o que me chama a atenção é essa declaração: ” [...]na academia, além de administrador [...] é personal trainer. ’[...] (segunda coluna, ACADEMIA).

Mais adiante, sob o título de ‘ESPORTISTA EM TEMPO INTEGRAL’, outra informação: “[...] O handebol veio sob o incentivo do irmão [...] que é ortopedista de formação e treinador (de handebol) nas horas vagas [...]“.

Vamos à minha estranheza. Ambos os irmãos citados na reportagem são profissionais com suas respectivas profissões definidas: um fisioterapeuta, outro médico ortopedista. Ambas as profissões são regulamentadas por lei, sendo a segunda, embora de há muito reconhecida, só recentemente reconhecida, as suas prerrogativas (ATO MÉDICO). Certamente que ambos têm seu registro no respectvo Conselho Profissional – CREFITO e CRM-MA. Isso, para poderem atuar legalmente

Pergunto: ambos os profissionais, em sua profissão paralela, ou segunda profissão, ou função profissional, têm competência para isso? têm registro prtofissional no Conselho Regional de Educação Física – Seccional do Maranhão, para atuarem como ‘personal treiner” e o outro como técnico esportivo (de handebol)?

Nas palavras escritas do repórter, tem-se a informação de que ambos exercem uma segunda profissão… esta regulamentada por Lei (vide post abaixo…), e que essa Lei exige que, para o exercício da função ‘Educação Física” o profissional tenha seu registro profissional no CREF-MA; que tenha formação em nível superior, obtida em escola de formação profissional em “educação física”; e não em Fisioterapia ou Medicina…

Como não há essa informação na reportagem, se ambos têm registro profissional no sistema CONFEF/CREF… fica a dúvida se exercem, ou não, irregularmente a função que se lhes declara…

Com a palavra o CREF-MA, se ambos têm, ou não, registro. Em caso negativo, o caso deve ser averiguado pelos demais órgãos fiscalizadores: o próprio CREF-MA, verificado que o fisioterapeuta não tem registro, e em sua Academia (de que é prioprietário e administardor) – ela também deve ser registro, enquanto ente jurídico; o PROCON; a Vigilância Sanitária e, também, o Ministério Público…  exercício ilegal de profissão se constitui crime previsto em Lei…

Aguardo uma resposta…

Algumas explicações necessárias:

O que é Personal Trainer – PERSONAL TRAINER é o seu professor de condicionamento físico particular que irá lhe instruir na academia, no parque, no trabalho ou na comodidade de seu lar, dependendo de sua disponibilidade e objetivos. 

  O profissional de Educação Física especializado na prescrição e acompanhamento de exercícios físicos, responsável pela elaboração do programas de atividades físicas, direcionadas às condições físicas do cliente e às suas expectativas de uma forma individualizada e objetiva.

 

 

  Quem é o profissional de Educação Física?

“O Profissional de Educação Física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações – ginásticas, exercícios físicos, desportos, jogos, lutas, capoeira, artes marciais, danças, atividades rítmicas, expressivas e acrobáticas, musculação, lazer, recreação, reabilitação, ergonomia, relaxamento corporal, ioga, exercícios compensatórios à atividade laboral e do cotidiano e outras práticas corporais, tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários, visando à consecução do bem-estar e da qualidade de vida, da consciência, da expressão e estética do movimento, da prevenção de doenças, de acidentes, de problemas posturais, da compensação de distúrbios funcionais, contribuindo ainda, para a consecução da autonomia, da auto-estima, da cooperação, da solidariedade, da integração, da”. Cidadania, das relações sociais e a preservação do meio ambiente, observados os preceitos de responsabilidade, segurança, qualidade técnica e ética no atendimento individual e coletivo.”

 

 Como atua em sua intervenção profissional?

 

“A Intervenção Profissional é a aplicação dos conhecimentos científicos, pedagógicos e técnicos, sobre a atividade física, com responsabilidade ética”.

A intervenção dos Profissionais de Educação Física é dirigida a indivíduos e/ou grupos-alvo, de diferentes faixas etárias, portadores de diferentes condições corporais e/ou com necessidades de atendimentos especiais e desenvolve-se de forma individualizada e/ou em equipe multiprofissional, podendo, para isso, considerar e/ou solicitar avaliação de outros profissionais, prestar assessoria e consultoria.

O Profissional de Educação Física utiliza diagnóstico, define procedimentos, ministra, orienta, desenvolve, identifica, planeja, coordena, supervisiona, leciona, assessora, organiza, dirige e avalia as atividades físicas, desportivas e similares, sendo especialista no conhecimento da atividade física/motricidade humana nas suas diversas manifestações e objetivos, de modo a atender às diferentes expressões do movimento humano presentes na sociedade, considerando o contexto social e histórico-cultural, as características regionais e os distintos interesses e necessidades, com competências e capacidades de identificar, planejar, programar, coordenar, supervisionar, assessorar, organizar, lecionar, desenvolver, dirigir, dinamizar, executar e avaliar serviços, programas, planos e projetos, bem como, realizar auditorias, consultorias, treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares, informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas das atividades físicas, do desporto e afins.

O Profissional de Educação Física, pela natureza e características da profissão que exerce, deve ser devidamente registrado no Sistema CONFEF/CREFs – Conselho Federal/Conselhos Regionais de Educação Física, possuidor da Cédula de Identidade Profissional, sendo interventor nas diferentes dimensões de seu campo de atuação profissional, o que supõe pleno domínio do conhecimento da Educação Física (conhecimento científico, técnico e pedagógico), comprometido com a produção, difusão e socialização desse conhecimento a partir de uma atitude crítico-reflexiva.”

 http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=579

Outras denominações para atuação mercadológica:
Vip Trainer – Professor Particular – Preparador Físico – Treinador Particular – Treinador Pessoal – Consultor Físico

VAGAS PARA ‘EDUCADOR FÍSICO’

dom, 31/01/10
por leopoldovaz |

Duas noticias, hoje, me chamaram mais uma vez a atenção, ao ler ‘O Estado do Maranhão’; a primeira, o concurso anunciado pelo estado, de novos servidores… dentre as ‘ofertas de vagas’, consta a de ‘EDUCADOR FÍSICO’, com cinco (05) vagas para a FUNAC.

Me pergunto o que seria essa função: educador físico!

Não a conheço. Conheço ‘Professor de Educação Física“, profissão de nível superior, para egressos de curso universitários, em Licenciatura em Educação Física. ‘Educação Física” é uma das disciplinas curriculares obrigatórias, pela LDB. quem a ministra é o ‘PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA’ (LEI Nº 10.328, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2001 EMENTA: Introduz a palavra “obrigatório” após a expressão “curricular”, constante do § 3o do art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.)

Conheço ‘PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA’. Função profissional “Educação Física”. Exerc ida por pessoas portadoras de diploma de cursos de graduação, em nível supeiror, de Educação Física. Até bem pouco tempo, nos níveis de Licenciatura e bacharelato. BACHAREL EM EDUCAÇÃO FÍSICA… profissão regulamentada em Lei, com seu Conselho nacional e os respectivos Regionais – Sistema CONFEF/CREF:

Lei 9696/98, publicada no Diário Oficial da União em 02/09/98 que cria o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), instituição de direito público que tem como objetivo orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício das atividades próprias dos Profissionais de Educação Física. http://www.confef.org.br/:

Art. 1º O exercício das atividades de Educação Física e a designação de Profissional de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física.

Art. 2º Apenas serão inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Educação Física os seguintes profissionais:

I – os possuidores de diploma obtido em curso de Educação Física, oficialmente autorizado ou reconhecido;
II – os possuidores de diploma em Educação Física expedido por instituição de ensino superior estrangeira, revalidado na forma da legislação em vigor;

III – os que, até a data do início da vigência desta Lei, tenham comprovadamente exercido atividades próprias dos Profissionais de Educação Física, nos termos a serem estabelecidos pelo Conselho Federal de Educação Física.

Art. 3º Compete ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto.

LEGISLAÇÃO FEDERAL PERTINENTE: leis

LEI Nº 10.328, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2001
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Introduz a palavra “obrigatório” após a expressão “curricular”, constante do § 3o do art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
LEI Nº 10.793, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2003
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Altera a redação do art. 26, §3º, e do art. 92 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as diretrizes e bases da educação nacional”, e dá outras providências.
LEI Nº 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2006
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outras providências.
LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008.
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, e a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6º da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências.
LEI Nº 12.197, DE 14 DE JANEIRO DE 2010
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Fixa limites para o valor das anuidades devidas ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Educação Física.
LEI Nº 6.206, DE 7 DE MAIO DE 1975
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Dá valor de documento de identidade às carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional e dá outras providências.
LEI Nº 6.839, DE 30 DE OUTUBRO DE 1980
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o registro de empresas nas entidades fiscalizadoras do exercício de profissões.
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
LEI Nº 9.615, DE 24 DE MARÇO DE 1998
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências.
PORTARIA Nº 154, DE 24 DE JANEIRO DE 2008
CAMINHO: FEDERAL >> PORTARIAS
EMENTA: Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF
PORTARIA Nº 1893/GM
CAMINHO: FEDERAL >> PORTARIAS
EMENTA: Instituir o Programa de Promoção da Atividade Física, a ser coordenado pela Secretaria de Políticas de Saúde

RESOLUÇÃO CFE Nº 03, DE 16 DE JUNHO DE 1987
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: Fixa os mínimos de conteúdo e duração a serem observados nos cursos de graduação em Educação Física (Bacharelado e/ou Licenciatura Plena).
RESOLUÇÃO CNE/CES 7, DE 31 DE MARÇO DE 2004
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física, em nível superior de graduação plena.
RESOLUÇÃO CNE/CES, DE 6 DE ABRIL DE 2009
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação em Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional, bacharelados, na modalidade presencial.
RESOLUÇÃO CNE/CP 1, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2002
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
RESOLUÇÃO CNE/CP 2, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: Institui a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior.
RESOLUÇÃO CNS – N ° 218, DE 6 DE MARÇO DE 1997
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: O Conselho Nacional de Saúde reconhece os Profissionais de Educação Física como Profissionais de Saúde.
RESOLUÇÃO CNS – Nº 287 DE 08 DE OUTUBRO DE 1998
CAMINHO: FEDERAL >> RESOLUÇÕES
EMENTA: Relaciona as categorias profissionais de saúde de nível superior para fins de atuação do Conselho.
PARECER CNE/CES 213/2008
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação em Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional, bacharelados, na modalidade presencial.
PARECER CNE/CES 215/1987
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Dispõe sobre a reestruturação dos cursos de graduação em Educação Física, sua nova caracterização, mínimos de duração e conteúdo.
PARECER CNE/CES 329/2004
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Carga horária mínima dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial.
PARECER CNE/CES 58/2004
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física.
PARECER CNE/CP 27/2001
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Dá nova redação ao item 3.6, alínea c, do Parecer CNE/CP 9/2001, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
PARECER CNE/CP 28/2001
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
PARECER CNE/CP 9/2001
CAMINHO: FEDERAL >> PARECERES
EMENTA: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.

LEI Nº 7.832 – PARANÁ
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre a comprovação do registro em órgãos de fiscalização profissional para ingresso em cargos, empregos ou funções na administração direta e indireta do Estado.

LEI Nº 3.728 – RIO DE JANEIRO (ALTERADA PELA LEI Nº 4.428/2004)
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Obriga a permanência de salva-vidas em piscinas localizadas em clubes e prédios residenciais e dá outras providências.

LEI Nº 3.654, DE 07 DE ABRIL DE 2009 – MATO GROSSO DO SUL
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Estabelece normas sobre o funcionamento de pessoas jurídicas prestadoras de serviço em lutas, ginásticas, musculação, dança e natação, clubes esportivos e ou recreativos e outros estabelecimentos congêneres no Estado de Mato Grosso do Sul e obriga a esses estabelecimentos a desenvolver e a orientar essas atividades por profi ssional regularmente inscrito no Conselho Regional de Educação Física, durante todo o período de funcionamento.

LEI Nº 3.597 – DISTRITO FEDERAL
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre a comprovação do registro na respectiva entidade de fiscalização profissional, para investidura em cargos, empregos ou funções na Administração Pública Direta, Indireta, Autárquica ou Fundacional, dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal, e dá outras providências.

LEI Nº 2185, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1998 – BRASÍLIA – DF
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o registro e o funcionamento de academias e de estabelecimentos que atuam na área do ensino e prática de modalidades esportivas no Distrito Federal.

LEI Nº 2014, DE 15 DE JULHO DE 1992 – RIO DE JANEIRO
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre obrigatoriedade de exames médicos e acompanhamento de Profissionais de Educação Física nos locais que menciona e dá outras providências.

LEI Nº 2.877/2004 – MATO GROSSO DO SUL
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Torna obrigatório em todos os estabelecimentos que tem como objetivo as atividades inerentes e próprias aos Profissionais de Educação Física a exposição em local visível ao público do nome e respectivo número de registro junto ao Conselho Regional de Educação Física do profissional responsável pelo estabelecimento e dá outras providências.

LEI Nº 14.035 – PARANÁ
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Disciplina o funcionamento de clubes, academias, escolas de iniciação desportiva e outros estabelecimentos que ministrem atividades físicas, desportivas, recreativas e de lazer e dá outras providências.

LEI Nº 13.748, DE 8 DE OUTUBRO DE 2009 – SÃO PAULO
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Determina aos clubes de futebol que assegurem matrícula em instituição de ensino aos jogadores menores de 18(dezoito) anos a eles vinculados

LEI 1.075 – TOCANTINS
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre a criação, junto à Secretaria da Segurança Pública, de cadastro para academias de lutas e artes marciais.

DECRETO Nº 23.031 – DISTRITO FEDERAL
CAMINHO: ESTADUAL >> DECRETOS
EMENTA: Acrescenta dispositivos ao Decreto nº 21.068/00, que regulamenta a Lei 2.185/98, que dispõe sobre registro e funcionamento de Academias e de estabelecimentos que atuam na área de ensino e prática de modalidades esportivas no Distrito Federal.
DECRETO Nº 3.150 – SANTA CATARINA
CAMINHO: ESTADUAL >> DECRETOS
EMENTA: Aprova o Regulamento para o funcionamento de clubes, academias e outros estabelecimentos que ministrem aulas ou treinos de ginástica, dança, artes marciais, esportes e demais atividades físico-desportivo-recreativas.

DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

LEI Nº 11.342, DE 18 DE AGOSTO DE 2006.
CAMINHO: FEDERAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o Dia do Profissional de Educação Física.

LEI N° 14.696, DE 19 DE JANEIRO DE 2004 – GOIÁS
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Institui o Dia Estadual do Profissional de Educação Física.

LEI Nº 12.229 – RIO GRANDE DO SUL
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o Dia do Profissional de Educação Física no Estado do Rio Grande do Sul.

LEI Nº 13.244 – SANTA CATARINA
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Institui a data de 1º de setembro como o Dia do Profissional de Educação Física no Estado de Santa Catarina.

LEI Nº 2.083, DE 6 DE JULHO DE 2009 – TOCANTINS
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Institui o Dia Estadual do Profissional de Educação Física.

LEI Nº 2.883 – DISTRITO FEDERAL
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Institui o Dia do Profissional de Educação Física no âmbito do Distrito Federal.

LEI Nº 3.484 – RIO DE JANEIRO
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o Dia do Profissional de Educação Física.

LEI Nº 7.458 – MATO GROSSO
CAMINHO: ESTADUAL >> LEIS
EMENTA: Dispõe sobre o Dia do Profissional de Educação Física.

LEI 1.372 – IPORÁ – GO
CAMINHO: MUNICIPAL >> LEIS
EMENTA: Institui o Dia Municipal do Profissional de Educação Física

LEI 3681 DE 6 DE SETEMBRO DE 2007 – BARRA MANSA – RJ
CAMINHO: MUNICIPAL >> LEIS
EMENTA: Institui no âmbito Municipal o Dia do Profissional de Educação Física e dá outras providências.

Como se vê, onde se legisla, seja nas três instancias – Federal, Estados e Municípios – fala-se de PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA e no ambito escolar, de PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA… em nenhum momento se fala em ‘educador físico’, senão teríamos um ‘educador artístico’, um ‘educador sexual’, um ‘educador matemático’, um  ‘educador de geografia’, um ‘educador de história’, um ‘educador de alguma coisa’… de onde saiu essa expressão?

Pela legalidade do exercício profissional: quem exerce a profissão ‘Educação Física” é o PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, não o ‘educador físico’… quem exerce a função de ensinar educação física curricular (nas escolas…) é o PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

A quem, mesmo, se destina o concurso que o Estado vai promover? ou estão criando uma nova função?

Lei 9696/98 - publicada no Diário Oficial da União em 02/09/98Art. em seu art. 1º estabelece que o exercício das atividades de Educação Física e a designação de Profissional de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física. No Art. 2º, que apenas serão inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Educação Física os seguintes profissionais:

I – os possuidores de diploma obtido em curso de Educação Física, oficialmente autorizado ou reconhecido; [...]

AINDA SOBRE O NORTE/NORDESTE DE CIÊNCIAS DO ESPORTE

sáb, 30/01/10
por leopoldovaz |

Como já postado aqui e no CEV-Maranhão – www.cev.org.br/comunidade/maranhao estamos tentando levar adiante o Congresso Norte/Nordeste de Ciências do Esporte – 1980/2010 – 30 anos…

Buscamos parcerias, já que aquele do ano de 1980 foi promovido pelo CEDEFEL-MA – Centro de Estudos e Documentação em Educação Física, Esportes e Lazer do Maranhão, ente que tem, desde sempre, existencia virtual, não formal. Participaram a então SEDEL, ETFM, UFMA… e claro o CBCE…

Estamos tentando reeditar… com a promoção CEV/CEDEFEL-MA e o CREF-MA, e o CBCE… Pois bem, o Ricardo postou um comentário, que reproduzo aqui, e os desdobramentos (resposta) e o estado-da-arte…

Congresso Norte Nordeste de Ciencias do Esporte

Leopoldo Gil Dulcio Vaz
 Pedimos à Christiane sugestões para o GTT Recreação e Lazer, para nosso programa do CN/NCE, programado para Novembro de 2010 – 13 a 17, em São Luis, decorridos 30 anos do primeiro aqui realizado (1980); partimos de seu post na comunidade Recreação e lazer… Gtt Recreação e Lazer do CBCE

Por Christianne Gomes    Prezados colegas, com satisfação passo a integrar esta “comunidade”, onde verifiquei a presença de alguns colegas muito queridos, estudiosos da área do lazer. Além desses, será uma alegria fazer novos contatos, pois são mais de 100 inscritos neste grupo e ainda não conheço todos os integrantes.

 Para aqueles que ainda não me conhecem, sou Christianne, professora da UFMG, coordenadora pedagógica do CELAR e do Grupo OTIUM – Lazer, Brasil e América Latina. (Outras informações sobr minha trajetória acadêmica estão disponíveis no perfil).

Aproveito para informar que aceitei o desafio de assumir a coordenação do GTT Recreação e Lazer do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) até o próximo CONBRACE, que será realizado em setembro de 2011 na UFRGS. Os demais membros do Comitê são: Humberto Inácio (UFG), Luciano Pereira da Silva (Unimontes), Mauro Myskiw (UFRGS) e Rodrigo Elizalde (Universidade Bolivariana do Chile e UFMG/Grupo OTIUM).

Ricardo André Ferreira da Silva
Prof. Leopoldo, observando as discussões colocadas a respeito do Conbrace Norte e Nordeste, penso que para além da alternativa colocada pelo amigo, creio que uma boa idéia seria circunscrever o tema pela peculiaridade situacional político-social do Estado do Maranhão, o qual produziu efeitos na gestão da máquina pública com resultados em várias de suas políticas, na qual se inclui as políticas públicas de esporte e lazer tanto na esfera estadual quanto na municipal.

Sendo o Maranhão sede do evento, creio que o estado de incertezas provocado pela tensão ocasionada pela transição Sarney, Jackson, Sarney daria um aporte ao tema das políticas públicas de esporte e lazer, visto o desastre da gestão Jackson e a retomada sarneyzista que até o momento não mostrou na gestão do esporte e lazer para que veio.

Além disso, na esfera municipal com a transição entre os anos duradouros do PDT e a tomada do poder pelo PSDB pouco ou nada modificou a configuração das politicas públicas de esporte e lazer no município, os resultados estão todos a mostra.

Portanto, imersos nesse estado de incerteza, dúvidas e incertezas se fazem sentir na gestão da coisa pública de modo que o esporte e lazer não escapam.

Temos nossos problemas, aqui no Maranhão, por falta de uma Política de Estado – nos três níveis!!!! – e nem mesmo temos uma política de Governo!! – nos dois níveis, Estado e Municípios…

Parece-me que a antiga SEDEL – sempre vou chamar assim, não adianta, mudar o nome (Gerência, Secretaria de Estado de Esportes, Secretaria de Estado de Esportes e Juventude…) se as práticas não mudam. Parece-me que apenas a primeira gestão – do Elir de Jesus Gomes – teve efetivamente uma preocupação de planejar e estabelecer uma rota… depois do Elir, tornou-se uma secretaria política… conseguiram, com isso, acabar a única coisa boa que havia no esporte maranhense: os Jogos Escolares… as federações especializadas, incentivadas as suas criações, foram abandonadas ao deus-dará e aos favoritismos politicos… acabaram com o que nem começou a crescer…

Mas aqui o caso é outro… estamos falando de toda uma região – uma não, duas, Norte e Nordeste, e como estamos na confluência e pertencemoas a ambas…; o Norte está se libertando no Nordeste… estão avançando… alguns estados no Nordeste conseguiram evoluir, e muito, graças a alguns vetores de tecnologia… caso do Rio Grande do Norte… até mesmo o Piaúi – e aqui não vai nenhum preconceito, mas admiração, pelas vitorias atingidas e o avanço que teve… – e o Maranhão volta a ser o ’já teve…’: já teve futebol, já teve handebol, ja teve atletismo, ja teve basquete, ja teve voleibol… ja teve natação…

Existem peculiaridades, picuinhas, pé-frio… me pergunto porque, no Maranhão, a UFMA se considera ’dona’ da educação física e não se mistura com os outros entes que tratam da área… Congresso Norte/Nordeste de Ciencias do Esporte? não pode fazer, a ’marca’ é do CBCE e o CBCE é da UFMA… o CREF-MA não pode fazer…

Mas, Ricardo, vamos fazer, sim! com ou sem a UFMA! já temos a chancela do CBCE-Direção Nacional… tomamos a inicativa, estamos em negociações, e aguardamos uma definição da secretaria Estadual do Maranhão… quando vão tomar posse? quando poderão sentar-se para discutir?

Tenho a palavra do Matheus – da direção nacional – de que não há impedimento entre uma ação conjunta CBCE-CREF… nem qualquer impedimento de outras universidades ou centros academicos, que não a ’oficial’ – digo, a federal – tomar parte no planejamento e promoção do evento…

Sabemos que os patrulhamentos ideológicos vigentes até a pouco tempo no ambito do CBCE quase o destruiram… mas está havendo um pragmatismo por parte da atual direção nacional, de união de forças, de reestruturação, de funcionamento das diversas secretarias estaduais – não é só a do Maranhão que passa por mais essa crise…

O que me parece, que a data inicial deverá ser antecipada para setembro, para coincidir com a data tradicional dos CONBRACES Regionais (o dos anos pares, preparatórios para o nacional, dos anos impares…); assim, com a participação e a chancela – já disse isso – vamos faze-lo e verificar como se deu o desenvolvimento da área da educação física, dos esportes, do lazer, da dança, enfim, das Ciências do Esporte, nesses últimos trinta anos…

Espero que antes do Carnaval possamos reunir-nos: CEDEFEL-MA e CEV (os provocadores-promotores), o CREF-MA, A Secretaria Estadual do CBCE, o UniCEUMA, a UnDB, a Fac. São Luís, a UNISULMA, a UEMA, o IF-MA, o Sindicato dos Profissionais, e, claro, a UFMA… e quem mais vier, e quem mais quiser… recebemos todos de braços abertos e muito trabalho pela frente. mas que vai acontecer, isso vai…

Até estabeleço uma data inicial para essa reunião – já a convocando: dia 12 de fevereiro de 2010, no Auditório da Viva Água (ainda vou falar com a Denise…)

Mais, já conversamos que aqueles cinco vetores que se tornaram presidentes do CBCE, e que estiveram aqui em São Luis trinta anos passados, deverão estar presentes: Victor, Laércio, Celi, Lino,e não lembro do quinto… mas o Laércio garante que foram cinco… e, claro, os demais que ocuparam a Presidencia… ainda penso na vinda do Manuel Sérgio, do Lamartine, da Kátia, do Victor Melo, do Bramante, do Puga…

Já solicitamos às diversas secretarias estaduais que nos enviassem sugestões para o programa, assim como a forma de participação desde já, no planejamento… vamos em busca de recursos… já tivemos um primeiro conteto com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, com o Prof. Batalha, para marcar uma audiencia com o Sr. Secretário, Waldir Maranhão; e com a FAPEMA… a Socorro, da Secretaria de Turismo, hoje sub-secretária – é da primeira turma de técnicos planejamdores-idealizadores-idealistas da primeira gestão da SEDEL… uma das nossas… o SEBRAE-MA, na pessoa do Dr. Manoel Pedro, disse estar à disposição – quem sabe não fazemos o evento no Multicenter SEBRAE? se conseguirmos estabelecer a data, podemos desde já fazer a reserva… temos prioridade… e o pessoal do Sul – Imperatriz?

Vamos conversando…

Leopoldo

Para o fim das peneiras

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |

O ensino é um processo que só se completa com a apendizagem. Alguém se propõe a ensinar, e alguém a receber o ensinamento. Se não houver essa interação e essa disposição, de ambos, e o compromisso de que cada um cumpra com a sua parte, nada feito.

 Hoje, o que se deve ensinar ao aluno é o ‘aprender a aprender’… onde ele vai buscar informações para aprender mais, para além do que lhe foi passado pelo professor… o processo – ensino/aprendizagem – tornou-se permanente… nunca paramos de aprender, melhor dizendo, nunca devemos parar de aprender… no mundo moderno, da Soc iedade da Informação e do Conhecimento, ficar ‘parado no tempo’ e não procurar se atualizar, especialmente no campo profissional, significa ‘m0rte em vida’…

 Dai a necessidade de sempre buscar mais e mais, ler mais e mais, e sobretudo, escrever… o processo de comunicação tem quatro caminhos:

 emissor ——-> a mensagem—–> o receptor,  e o feedback

 sem isso, não há informação – que é diferente de dado – e nem conhecimento – os dados recebidos (mensagem), ao serem processados pelo receptor, se tornam  conhecimentos: vamos à lição de hoje, da Universidade do Futebol…

 Diferentemente das famosas “peneiras” de jogadores, as quais partem da ideia de que se pode encontrar jogadores prontos (reformando a já refutada tese inatista do talento nato – jogador com dom para jogar futebol), acredito que uma seletiva deve se pautar num processo (o mais contínuo possível) que permita a detecção de potenciais jogadores inteligentes.

 

Esboços preliminares de proposta de seleção para o processo de especializaçãoe do que ser habilidoso com a bola nos pés ou ser grande e forte, é compreender o processo organizacional sistêmico dos jogos.

O macro conceito de potenciais jogadores se refere ao fato destes entenderem o jogo. Ou seja, num processo seletivo, mais importante que ser habilidoso com a bola nos pés ou ser grande e forte (maturação precoce), é preciso demonstrar que adquiriu, pelo menos inicialmente, a competência de compreender o processo organizacional sistêmico dos jogos.

Desse modo, penso que para compreender (entender) o jogo certa quantidade de competências essenciais são requeridas e, ao mesmo tempo, um leque de habilidades são esperadas. Como por exemplo:

- Competência para organizar o jogo (quer seja ele pequeno, médio ou grande);
- Competência de adaptação constante e rápida às mudanças requeridas;
- Competência interpretativa.

Para efetiva materialização dessas competências, podemos destacar algumas habilidades (vinculadas também à personalidades individuais):

- Habilidade de tomar iniciativa (tomada de decisão);
- Habilidade de concentração e atenção;
- Habilidade na comunicação não verbal para jogo coletivo;
- Habilidade em sua relação com a bola;
- Habilidade para jogar coletivamente;
- Habilidade no que tange controle emocional (espírito competitivo).

Importante destacar que todo jogador deveria apresentar seu “currículo”, na forma de preenchimento de um questionário apresentado na inscrição. Este questionário visa a alimentar de informações o avaliador, a ponto de objetivar sua avaliação.

Vale destacar que o processo seletivo não deve ser feito por apenas um avaliador, mas por um grupo, que se responsabilizará por um dos jogos do processo, levantando informações sobre cada um dos jogadores. E ao final do processo esses dados devem ser cruzados de forma a obter (almejar) uma sintonia na avaliação.

Já no que tange a operacionalização do processo seletivo, é preciso ter por referências a idade dos jogadores, pois é dela que dependerá a seleção dos jogos e os objetivos mais específicos exigidos em cada uma das etapas do processo de especialização no futebol. Por exemplo, numa seletiva de meninos menores de 12 anos, teremos um número maior de pequenos e médios jogos do que grandes jogos, contrariamente do que se organiza para um processo seletivo de jogadores menores que 17 anos.

Portanto, para desenrolar do processo seletivo é interessante que se estruture pelos menos quatro jogos (entre pequenos, médios e grandes jogos) na forma de circuito, sendo que em cada estação um ou dois avaliadores fazem apontamento individuais sobre as competências e habilidades requeridas (descritas acima) em consonância com as requisitadas em cada jogo (pequenos, médios e grandes jogos), para depois, em uma reunião realizar a análise cruzada das informações.

Estas idéias são para mim, como esboços preliminares para a construção de um efetivo e eficiente processo de seleção, que não caia nos chavões atuais e muito menos na mediocridade das peneiras.

Para interagir com o autor: alcides@universidadedofutebol.com.br

Ética e Moral no Esporte

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |

Bulletin No.58      

Ethics and Sports Coaching
Richard Bailey
   
Ethics in Sport Coaching
Patrick Duffy
   
The Ethics of Sports Coaching
Alun R. Hardman and Carwyn R. Jones
   
A Critical Review of Coach Conduct Using a Human Rights in Sport Model
Elaine Raakman, Kim D. Dorsch and Daniel Rhind
   
Examining Sports Coaching Philosophy – Implications for Policy, Pedagogy and Practice
Kylie Wehner and Andrew Dawson
   
The Politics of Evidence in Sport: Thoughts on Coaching Ethics
Jim Denison

Current Issues
   
The Global Sporting Arms Race: an International Comparison of the Sport Policy Factors Leading to International Sporting Success
Veerle De Bosscher, Jerry Bingham, Simon Shibli, Maarten van Bottenburg and Paul De Knop
   
Women and Sport
Reflections and Opinions of a Black Woman’s Participation in Sport
Cheryl Roberts
   
UN Calls for Football Tax to Fund Education for Poor Children
Ashley Seager and Owen Gibson
   
Partners and Events
   
European Congress of Adapted Physical Activity (EUCAPA)
   
Announcement of the 2010 European Athletics Innovation Awards
   
AAHPERD’s 2010 National Convention
   
University of Pitesti

ICSSPE News
   
Professor Gudrun Doll-Tepper Honoured with Two International Awards
   
Sport Connects our Countries
   
Successful “Sport in Post-Disaster Intervention” Seminar

Member’s News
   
13th World Sport for All Congress
   
IPC Observers Programme
For Vancouver 2010 Paralympic Winter Games
Apostolos Rigas
   
ECSS – Opening of Abstract Submission
   
World Day for Physical Activity
   
2nd BBK Summer Academy

Resources
   
Watching the Web
Ethical Issues in Coaching: a Webliography
Reviewed by Gretchen Ghent
   
Book Information:
Principles and Practice of Sport Management
Reviewed by Sarah E. Sweeney

Planejamento em EF – Dar aula é difícil, mas não é complicado

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |

Seguindo o João Batista Freire – citado ai embaixo pelo Manuel Sérgio… – na série ‘Planejamento em Educação Física’…   http://blog.cev.org.br/joaofreire/2010/dar-aula-e-dificil-mas-nao-e-complicado/

Dar aula é difícil, mas não é complicado. Ao contrário do que apregoa uma certa esquerda por aí, para um professor que trabalha oito horas por dia dar boas aulas, não é necessário ter por trás de cada aula uma imensa fundamentação teórica, conceitos fantasticamente abstratos, consciências sociais e políticas estratosféricas, considerações sobre o futuro da democracia, do socialismo, etc. Ora, dar boas aulas também é um ato político, e o mais político que pode existir na educação.

Quando digo dar boas aulas estou falando de definir bem os conteúdos (no caso da Educação Física, os conteúdos típicos da cultura da Educação Física: esporte, dança, ginástica, brincadeiras populares, folclore, exercícios de ginástica, etc.), de utilizar uma metodologia consequente, e de ter sempre como tema transversal a ética (ética no sentido de cuidar bem da vida, isto é, da própria vida e da vida dos outros ao mesmo tempo).

Não é preciso ter sempre Marx ou Piaget na mente para dar boas aulas.

Não é preciso sempre sentir-se culpado pelas agruras do mundo para dar boas aulas.

Não é preciso lembrar o tempo todo das tragédias para dar boas aulas.

É possível dar boas aulas com alegria, com proposições, com bom humor, com otimismo.

Mesmo que eu soubesse que até o fim dos tempos a sociedade seria orientado por esse capitalismo porco que temos aí, mesmo assim eu seria mais alegre que triste… e seria assim também ao dar aulas.

Manuel Sérgio, filósofo do futebol

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |

Manuel Sérgio fala para o Universidade do Futebol

Nesta entrevista exclusiva para a Universidade do Futebol, o professor Manuel Sérgio nos revela um pouco do seu pensamento sobre filosofia do esporte, futebol, relação teoria e prática, perfil necessário ao bom treinador, entre outros assuntos correlatos.

Ao responder, por exemplo, sobre o papel do filósofo no futebol, cobra a sua presença até mesmo dentro da comissão técnica de uma equipe: “No futebol, há necessidade de um filósofo que compreenda o seu lugar na equipe: o de ser racional, por entre a irracionalidade ambiente, cada vez mais despótica e absorvente”.

Ao demonstrar a relevância das ciências humanas e sociais na formação do treinador, é categórico ao afirmar que: “Saber apenas fisiologia do esforço e outras ciências exatas não bastam”. E considera que as “três qualidades essenciais para se tornar um grande treinador[são]: ser líder, ter boa leitura de jogo e saber como se comunicar a fim de motivar sua equipe”.

A filosofia pode ser considerada como a reflexão radical, rigorosa e de conjunto dos fenômenos que envolvem nossa realidade. E como tal, não deve estar de fora de nenhuma das preocupações e atividades humanas.

Neste sentido, o futebol é uma destas atividades que, segundo Manuel Sérgio, pode se beneficiar muito das contribuições desta importante, mas ainda desconhecida área do conhecimento.

Abordando temas polêmicos, como é praxe no pensamento filosófico, este erudito e respeitado professor lisboeta tem contribuido ao longo das últimas décadas para um repensar da Educação Física e do esporte, onde o futebol se insere como fenômeno especial e uma das mais importantes manifestações culturais contemporâneas. Neste aspecto, talvez a sua maior contribuição seja a proposta de criação de uma “Ciência da Motricidade Humana”, enquanto um conjunto de conhecimentos sistematizados, com objeto de estudo próprio que caracteriza todo saber científico, e que consiste em uma verdadeira mudança de paradigma diante do pensamento convencional, cartesiano e tecnicista que ainda envolve a Educação Física, o esporte de forma geral e o futebol particularmente.

Para ele esta nova ciência (a Ciência da Motricidade Humana) pode ser entendida como a “energia para o movimento intencional buscando a superação ou transcendência”.

Entender o futebol dentro desta perspectiva significa sair, por exemplo, da simplória visão de físico para uma visão mais ampliada do que é verdadeiramente humano; significa, em outras palavras, superar a visão fragmentada e substituí-la pela visão de complexidade.

Universidade do Futebol -  Qual a relação de Manuel Sérgio com o futebol?

Manuel Sérgio – Nasci, em Lisboa, no dia 20 de Abril de 1933, bem perto do estádio José Manuel Soares, propriedade do clube de futebol “Os Belenenses”, o primeiro campo de futebol gramado que se construiu no meu País. O meu saudoso pai era “torcedor” do Belenenses e eu, ainda criança, já o acompanhava para assistirmos aos jogos do seu (e depois, nosso) clube, no estádio que se situava a cinco minutos da nossa casa. E assim, desde os verdes anos, despontou em mim uma admiração espontânea, impulsiva, ardorosa, em primeiro lugar, pelos futebolistas do meu clube, e também, pelos grandes jogadores do futebol português.

Entre 1964 e 1992, fui dirigente do Belenenses, ou seja, durante 28 anos fui “agente do futebol”, o que me permitiu mobilidade pelo futebol português, como de outra forma não conseguiria.

Por fim, não posso esconder que, de 1968 até hoje, tenho sido professor de cursos universitários de motricidade humana e de esportes, onde venho lecionando “Filosofia do Esporte” e “Epistemiologia da Motricidade Humana”; neles, também encontrei alunos que triunfariam, mais tarde, no futebol profissional. Um deles já foi considerado, como treinador de futebol, o melhor do mundo! Refiro-me ao Dr. José Mourinho!

Nos anos de 1987 e 1988, recebi um convite honroso, que aceitei penhorado, na Faculdade de Educação Física da Unicamp. Durante estes dois anos suaves e sem solavancos que passei no Brasil, beneficiei-me do convívio com os professores João Paulo Medina e João Batista Freire, que me ajudaram a ter do futebol uma compreensão mais rigorosa.

Deste ligeiro esforço se vê que nunca me encontrei longe do futebol, nem ele de mim. É evidente que continuo a frequentar os estádios de futebol, como espectador interessado. Os estádios e a televisão…


Entre os alunos de Manuel Sérgio que triunfaram no futebol, o maior exemplo é o técnico José Mourinho

Universidade do Futebol –

Em que medida a filosofia pode ajudar no processo de desenvolvimento deste esporte?

Manuel Sérgio – O filósofo é o ser que pergunta. Só que a sua pergunta é radical. Há nela uma não aceitação das evidências fáceis, ou seja, uma exigência de ciência e de consciência. Como diz Gérard Fourez no seu livro “A Construção das Ciências”: “A Filosofia define-se por uma tradição de reflexão intelectual crítica, face aos conhecimentos espontâneos”. Como ciência, a raiz do futebol é a complexidade humana. Estudá-lo equivale a estudar uma ciência humana.

Como se sabe, defendo que esporte é uma das valências da Ciência da Motricidade Humana (CMH), ao lado da dança, da ergonomia, da reabilitação psicomotora, do jogo esportivo, do circo e outras manifestações da ludomotricidade e da ergomotricidade. O método da complexidade é, portanto, o método do futebol. No ser humano (e o futebolista é um ser humano) há que se reconhecer, em primeiro lugar, a sua multidimensionalidade e, por isso, onde tudo está em relação com tudo.

O método da complexidade liga o que está isolado, articula as ciências humanas com as ciências naturais, concebe sujeito e objeto, ciência e filosofia de modo tão complementar que tudo o que é humano comporta uma dimensão biológica e tudo o que é biológico comporta uma dimensão humana.

Quando surgiu, há 30 anos, a Ciência da Motricidade Humana foi uma crítica rigorosa ao cartesianismo vigente na educação física tradicional. A CMH proclama que, no futebol, o simples não existe. O treino deverá, por consequência, estabelecer relações, articulações entre as partes e o todo e entre as partes entre si. O treino, se posso aqui parafrasear Edgar Morin, é uma unidade global organizada de inter-relações entre ações e elementos. Assim, organiza-se um treino, ordenando as partes, ao serviço de um todo. No treino, complexidade, organização e motricidade são inseparáveis, dado que, nele, tudo é mais intencional do que mecânico.

Mas, como disse acima, não basta a ciência, é necessária também a consciência para que o futebol seja uma atividade verdadeiramente humana. Quando a Ciência da Motricidade Humana (CMH) surgiu, afirmei repetidamente que ela nasceu de um corte epistemológico e político. A CMH considera-se, por isso, anticapitalista, anticolonialista, antiracista, anticlassista, antisexista e apresenta-se como um conhecimento-emancipação, onde os que o fazem e os que o contemplam são sempre sujeitos e nunca objetos. A CMH quer ser livre e libertadora.

 

Universidade do Futebol –

O senhor acredita que a visão tecnicista e/ou cartesiana, que ainda domina tantas áreas do conhecimento humano (inclusive o futebol) está com os seus dias contados? Ou ainda temos um longo caminho a percorrer?

Manuel Sérgio – A visão tecnicista e/ou cartesiana é típica do tecnocrata. Ora, ao tecnocrata, hoje, os trabalhadores não passam de objetos a serviço da alta finança, do grande capital. É preciso um novo senso comum no futebol, onde “o homem seja para o homem o ser supremo” e por isso desta modalidade desportiva sejam erradicadas a violência, a corrupção, a especialização precoce, o doping etc.

Para o tecnocrata, só a competição e o rendimento contam. Para ele, não existe qualquer relação entre a produtividade e a ética. Por isso, o futebol nunca é uma prática saudável, quando quantifica tão-só e manipula, reifica, anestesia.

O futebol é o meu espetáculo preferido. Por isso, não o quero “repressivo” ou “super-repressivo”, usando a linguagem do velho Marcuse. Mas esta passagem do reino da necessidade ao reino da liberdade é, de fato, um longo caminho a percorrer.

Se nos referimos ao cartesianismo do treino, que apontava a fisiologia como a sua base científica, a ciência hoje não permite que se esqueça que quem faz desporto é um ser complexo. Não se nega a fisiologia. Diz-se tão-só que a fisiologia não explica a complexidade humana. O que se passa com o Barcelona atual, talvez a melhor equipe do mundo, explica o que pretendo dizer. Em entrevista ao El País (17/9/2002), Pep Guardiola afirma: “O que Cruyff nos ensinou é muito difícil de apagar. É uma cultura, antes de ser uma prática de jogo”.


Para o entrevistado, o futebol vai além da competição e do rendimento

Universidade do Futebol –

O treinador José Mourinho foi seu aluno e tem grande admiração pelo senhor. Dentro de seu espírito contestador ele afirma que as aulas de filosofia ministradas pelo senhor foram muito mais importantes na formação dele do que todas as aulas de fisiologia do exercício que teve na Escola de Educação Física. Qual o conhecimento necessário para um treinador de futebol ser eficaz no seu trabalho?

Manuel Sérgio – Em primeiro lugar considero que o importante não é o que se sabe, mas sim o que se é. Aqui ser é mais importante do que saber. Um treinador que sabe muito sobre tática, técnica, treinamento, fisiologia, mas que não tem coragem para enfrentar os desafios da profissão, já está derrotado. Considero três qualidades essenciais para se tornar um grande treinador: ser líder, ter boa leitura de jogo e saber como se comunicar a fim de motivar sua equipe. Para desenvolver estas qualidades, saber apenas fisiologia do esforço e outras ciências exatas não bastam. O treinador precisa, sobretudo, conhecer o ser humano que é o atleta, dentro de suas personalidades, aliás muito diferentes uma das outras. Para isso são as ciências humanas e sociais que podem ajudar.


Manuel Sérgio aponta três qualidades para ser um bom treinador: ser líder, ter boa leitura de jogo e saber motivar a equipe
 

Universidade do Futebol –

Em sua opinião, por que existe tanta resistência à presença da teoria, no universo do futebol?

Manuel Sérgio – O futebol, para a esmagadora maioria dos que nele se movimentam, é um mundo plenamente satisfeito de si, contente com os seus haveres e os seus êxitos. E a teoria, se o é verdadeiramente, critica, questiona, denuncia, esclarece. Donde se conclui que a teoria, para muita gente, incomoda, desperta-os do seu sono dogmático.

 

Universidade do Futebol –

Hoje, uma equipe técnica, além dos treinadores, conta com a presença de preparadores físicos, fisiologistas, psicólogos, nutricionistas, médicos, fisioterapeutas, entre outros especialistas. O senhor acredita que no futuro teremos a presença de um filósofo, especialista em futebol, dentro das comissões técnicas inter ou transdisciplinares?

Manuel Sérgio – No futebol, há necessidade de um filósofo que compreenda o seu lugar na equipe: o de ser racional, por entre a irracionalidade ambiente, cada vez mais despótica e absorvente. O filósofo há-de ser o “invisível evidente” em todos os momentos do caminho para o êxito. Há de ser aquele que ao invés da publicidade prefere estimular a reflexão; que intenta recuperar a ciência e a consciência, na organização e no planejamento; que sabe fazer dos momentos adversos novos caminhos para a transcendência. E, como “invisível evidente”, se distinga pelo espírito de grupo, pela solidariedade e pela lealdade designadamente em relação ao treinador principal.

Universidade do Futebol –

Uma das suas teses preferidas é que “para saber de futebol, é preciso saber mais do que futebol”. O que isto significa?

Manuel Sérgio – Se o futebol é uma atividade humana e não só uma atividade física, tudo o que é humano lhe diz respeito. E não só o que é especificamente do futebol. No esporte, quem só sabe de esporte nada sabe de esporte. Por isso, estão errados os nossos cursos universitários de esporte. Só ensinam esporte e, assim, os alunos findam os cursos sabendo muito pouco sobre o esporte. É neste sentido que a Universidade do Futebol, por sua abordagem que adota a complexidade como referência, tem um importante papel a desempenhar, no Brasil e não só!

Universidade do Futebol –

O desafio de todo profissional, no século XXI parece que será cada vez mais saber muito sobre a sua especialidade, porém através de uma sólida visão sistêmica e de complexidade. Como podemos nos preparar para esta demanda?

Manuel Sérgio – A cultura é a aliança do saber e da vida; assim, através do estudo pode-se viver mais. Sem cultura, não há desenvolvimento e, sem ela, as especialidades não se compreendem.

No caso do futebol, só os que o praticam e pensam a prática o podem transformar. E, para tanto, a ciência, como o positivismo a entendia, não basta. O real é irredutível a um único aspecto. O que condiciona um jogador de futebol não é só a sua condição física. Acima do mais, trata-se de uma questão de liderança, de motivação, de vontade, de realização pessoal – aspectos que não se medem como o ácido láctico! A mente também se treina e aqui está, segundo penso, o caminho do futuro. Afinal quem acredita tem mais força, mais velocidade, mais impulsão, mais resistência etc.

Universidade do Futebol –

O futebol é mais arte ou mais ciência?

Manuel Sérgio – É tanto arte como ciência. Contemplar o Kaká, ou o Messi, ou o Cristiano Ronaldo em busca de um paradigma que nos leve a explicar ou a compreender a motricidade daqueles extraordinários futebolistas estamos em pleno campo científico.

Se a beleza emerge da motricidade daqueles (ou outros) atletas, a razão estética pode surgir em nós. Na motricidade humana, há sempre ciência e arte. Depende dos olhos como a vemos. Sabemos desde Bachelard que há arte na pesquisa científica. Arte e ciência não estão assim tão longe uma da outra.

A razão científica provoca o progresso; a arte põe descontinuidade, na unidirecionalidade do progresso. Ainda lembrando Bachelard, a razão recomeça e a imaginação começa. Recordo um jogo-treino da seleção brasileira, em Lisboa, antes do Mundial de 1958. No Garrincha, fisicamente tudo parecia errado e foi, para mim, o melhor jogador em campo. Todo ele era imaginação e arte. E é o sujeito, a pessoa humana, o valor fundante do esporte. É a partir daqui que começa o futebol e não antes.

Planejamento em Educação Física – a missão…

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |

Do Blog do João Freire: http://blog.cev.org.br/joaofreire/2010/eu-acredito/

Eu acredito

Sabem uma das coisas que mais contribui para o êxito de uma aula? O professor acreditar em seus alunos, acreditar que eles vão aprender, que a coisa vai dar certo. Quando eu desafio meus alunos numa brincadeira de corda, faço isso de um jeito que torne possível a eles chegar a um bom resultado. E, se for preciso, facilito, faço de tudo para que acertem. Se eles tiverem êxito, aprenderão a acertar. Nunca ensino a errar, nunca ensino a perder. Quem aprende a perder, perderá sempre. Quem aprende a errar, errará sempre. Gosto que meus alunos terminem a aula com a sensação de que são capazes, de modo que suas auto-estimas aumentem. Amar os alunos é querer que eles acertem. Se for para dar nota, torçamos para que todos tirem dez. Bom professor não é o que reprova muitos, mas o que ensina bem e aprova todos. Conversa fiada essa história que eu escutava na Unicamp, que professor que aprova todo mundo é ruim; pelo contrário, os que reprovam muito é que não sabem ensinar, são incompetentes e se escondem sob  a capa da arrogância acadêmica. Não são gênios, são tapados.

Escola e Juventude – A força propulsora do Plano Mundial de Atletismo

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |
categoria Atletismo

Escola e Juventude – A força propulsora do Plano Mundial de Atletismo

 

Monte Carlo – Ao falar sobre o Campeonato Mundial de Atletismo Plano, que foi criado em 2003 para fornecer um impulso estratégico em todos os aspectos do desenvolvimento do atletismo “, o presidente Lamine Diack sempre sublinha a importância vital de criar uma escola próspera e dinâmica e de juventude que assegure que o atletismo não é só da esquerda para os clubes, mas retorna aos sistemas de educação também.

“Eu acredito que o meu maior legado seria a de saber que eu tenho colocado o esporte de atletismo de volta onde merece estar – no coração da sociedade – e como um instrumento fundamental na educação, saúde e aptidão dos jovens em todo o mundo. E por isso, não estamos apenas olhando para as escolas primárias, onde o nosso bem estabelecido Kids Athletics programa está atingindo os menores de 12 anos -, mas fundamentalmente, o grupo etário 13-15. Se nós podemos pendurar sobre a jovens desta faixa etária, então nós realmente estamos construindo o Atlético adultos do futuro, o que beneficia o atletismo, esporte em geral e da sociedade como um todo. Mas, assim como que, na escola e iniciativas de jovens trabalham todos os níveis – não se trata apenas da IAAF a trabalhar de forma centralizada, pois temos grandes iniciativas também em nossa área de Associações, Federações e os nossos juros reais das autoridades nacionais também. Por sua razão em particular, a escola eo projeto Juventude simboliza o que a IAAF World Athletics plano representa “, disse o presidente Diack.

Da Universidade de Loughborough, uma das universidades do mundo do esporte mais famoso e de uma Academia da IAAF, a IAAF acaba de concluir um curso piloto para finalizar um novo IAAF Juventude Academia qualificação ônibus com um número de peritos de alto nível no domínio do desporto juvenil. O primeiro curso completo está programada para ocorrer em julho de 2010, em Nairobi, pouco antes do Campeonato Africano de Atletismo.

O objetivo não é apenas para criar treinadores especializados, mas para desenvolver os funcionários que podem gerir as estruturas que irão garantir que os adolescentes conseguir as melhores oportunidades para assumir o atletismo e para permanecer no esporte. A IAAF está olhando para criar um novo grupo de especialistas internacionais, criando os conjuntos de habilidades e modelos que lhes permitam gerir o desenvolvimento de atletas em uma faixa etária vital – 13-15 – a pesquisa mostra que muitas vezes afastados do nosso esporte.

A IAAF discutiu e analisou uma série de fatores relacionados ao treinamento e desenvolvimento desta faixa etária especialista – por exemplo, a forma de gerir o crescimento individual e maturidade no desenvolvimento do desporto? Como criar um sistema de identificação de talentos, como já existe no futebol? Como desenvolver a resistência e treinamento de resistência? Quais são as relações sociais entre treinadores, atletas e pais? Como o treinamento de resistência deve ser adaptada para adolescentes?

IAAF Membro Diretor de Serviços, Elio Locatelli, que estava presidindo a oficina disse: “Estamos começando a ter um verdadeiro sucesso em semear nossos programas Kids Atletismo para crianças da escola primária, em todo o mundo, muitas vezes em associação com os sistemas de ensino, o que significa que os efeitos são vai ser duradoura. Mas não queremos que todas essas crianças que gostam Kids Athletics em uma idade jovem para depois cair fora quando atingem a adolescência. A faixa etária de 13 a 15 anos de idade é vital, embora existam diferenças, obviamente, um grande entre 13 e 15 anos de idade, razão pela qual o nosso sistema é flexível e permite selecionar e preparar atletas de forma gradual, em função da sua própria maturidade física . Nosso objetivo é ter tantos jovens de 15 anos, não ficar apenas no esporte, mas com um excelente all-round capacidade atlética. Em outras palavras, eles devem ser “pronto para treinar”, por que a idade e estar no caminho certo para começar especializadas em diferentes eventos no tempo para a primeira competição da IAAF faixa etária, que é o mundo da juventude e aberto a jovens de 16-17 anos. ”

O sistema de competição que está sendo estudado atualmente por 13 anos vai continuar a garantir que todos os grupos de eventos são abordados em uma competição por equipes, mas não será muito complicada para que ele funcione facilmente em desenvolvimento, assim como os países desenvolvidos. O objectivo é ter sprints e obstáculos (variando de 60 – 200m) médio e longo curso (máximo de 2000m, incluindo uma corrida a pé), saltos e arremessos.

“Existem alguns pontos cruciais para o nosso plano. Primeiro de tudo, bem como as competições de si, o que é importante é ter uma série de testes, que nos permitem, em seguida, para monitorar o progresso dos jovens, mas também para verificar se elas são precoces, normais ou desenvolvedores tarde, como este é o caminho justo para medir as performances.

“Assim como esta, é importante notar que o grupo etário 13-15 competições serão, como é o caso do Kids Athletics, tem um conjunto bastante simples, mas abrangente de equipamento especializado. Jogando Especial implementa, obstáculos, etc Isto é importante porque torna os jovens sentem que eles têm um tratamento especial e alguém desenvolvido apenas para eles. ”

No mundo do Kids Athletics, uma das metas para 2010 e além estão a insistir numa abordagem de parceria direta com instituições que possam ver os benefícios do atletismo como esporte de base e uma forma de incentivar a saúde e fitness. Nos esforços para introduzir o atletismo miúdos o mais amplamente possível, a iniciativa mais recente ocorreu em Dacar, no Senegal, onde o prefeito da cidade juntou forças com a IAAF Kids Athletics para introduzir nas escolas primárias de toda a cidade. Abdelmalek El Hebil, responsável pela Escola e as iniciativas da juventude na IAAF, supervisionou o primeiro curso de formação de 3 dias com 30 professores do ensino PE, em 22 de janeiro de 2010. “Temos de explorar o efeito multiplicador, pois as pessoas que treinar aqui estará então em condições de treinar outros e podemos construir um grande número de professores competentes”, disse El Hebil. “Kids Athletics visa tornar a diversão do desporto e relevantes para o grupo etário mais jovem – competindo com os amigos em uma equipe, que é algo que é atraente para as crianças. O apelo do atletismo tradicionais para permitir a realização dos objectivos definidos através do compromisso só é assustador para os jovens de hoje, por isso é necessário encontrar outras formas de obtê-los interessados. ”

Regional da IAAF Centros de Desenvolvimento também são utilizados para esta finalidade, uma vez que cada uma das ERD IAAF, pelo menos, um conjunto de kits IAAF Kids Athletics (contendo os equipamentos técnicos necessários para competições de KA).

- IAAF Kids Athletics Kits foram enviados para cada RDC IAAF, mas também para 67 federações membros da IAAF, incluindo a Argélia, Botsuana, Islândia, África do Sul, Gâmbia, Gana, Noruega, Nigéria, São Cristóvão e Nevis, Quénia, Porto Rico, Ilhas Seychelles , Antilhas Holandesas, Venezuela, Cuba, Estônia, Mali, Cabo Verde, Ilhas Fiji, Líbano, Nepal e Kiribati, Benin, Libéria e de Malta, da Costa do Marfim e Mauritânia.

- Programas IAAF Kids Athletics agora fazem parte dos programas de educação em 14 países, incluindo Espanha, Ucrânia, China, Itália, Islândia, Paquistão, Egito e Ilhas Maurício. Além disso, 23 federações membros comprometeram-se a um projeto piloto para aplicar Kids Athletics em 10 escolas no interior dos seus países …

- Federações Filiadas ter iniciado as suas próprias iniciativas ligadas ao atletismo para crianças em 22 países, incluindo Coréia, Japão, Austrália, Grécia, Hungria Omã, Tajiquistão, Argélia, República do Quirguistão, México, Malásia e no Níger …

IAAF

MULHERES x HOMENS – elas se machucam mais, no esporte

sex, 29/01/10
por leopoldovaz |

Mulheres Se Machucam Mais Que Homens no Esporte.

Laércio Elias Pereira  Pessoal, seria uma ciência dita causa um estrago machista fazer? Laercio

Atletas ScienceDaily (28 de janeiro de 2010) – Feminino experiência drasticamente as taxas mais elevadas de lesões músculo-esqueléticas específicas e condições médicas, em comparação com atletas do sexo masculino, segundo o fisiologista do exercício Vicki Harber na Faculdade de Educação Física e Recreação da Universidade de Alberta.

De acordo com seu papel, dependendo do esporte, pode haver uma diferença de duas a seis vezes nesses tipos de lesões entre os atletas masculinos e femininos. Isso porque muitos programas de treinamento desenvolvido para atletas do sexo feminino são construídas sobre pesquisas com homens adultos jovens e não tomam as diferenças intrínsecas biológicas entre os sexos em conta.

Harber foi o autor de um guia completo para treinadores, pais e administradores, intitulado A Mulher Atleta Perspective, e publicado pela Canadian Sport for Life (CS4L), que aborda estes e outros problemas médicos conhecidos para influenciar a participação das mulheres no desporto.

O documento é baseado em uma revisão exaustiva da literatura atual sobre o tema, amplo conhecimento Harber como pesquisador em saúde atleta e seu trabalho no desenvolvimento de atletas do sexo feminino.

Lesões músculo-esqueléticas, principalmente no joelho e lesões no ombro, são mais prevalentes, com maior probabilidade de re-ferimento, diz Harber, observando que muitos desses acidentes são evitáveis. Sensibilização sobre o suporte adequado para os jovens atletas do sexo feminino e as mudanças de programas de treinamento são críticos para ajudá-los a alcançar seu potencial atlético e prejuízo pessoal, livre.

Harber encontrado o risco de a atleta Triad – três condições distintas, mas inter-relacionados de transtornos alimentares, amenorréia e osteoporose – é outra área que precisa urgentemente de atenção para os jovens atletas do sexo feminino.

Para os atletas do sexo feminino para prosperar ferimento-livre, a atenção deve ser dada à sua nutrição adequada para garantir tanto o desempenho atlético e desempenho reprodutivo saudável associada com a saúde dos ossos e bem-estar geral, Harber encontrado.
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Adaptado a partir de materiais fornecidos pela Universidade de Alberta – Faculdade de Educação Física e Recreação.

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Universidade de Alberta – Faculdade de Educação Física e Recreação (2010, 28 de janeiro). As atletas feriu mais de atletas do sexo masculino. ScienceDaily. Retirado 29 de janeiro de 2010, a partir de http://www.sciencedaily.com/releases/2010/01/100125123302.htm



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