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Seminário de Desporto Escolar em Aracaju.

ter, 31/01/12
por leopoldovaz |
categoria Esporte Escolar

 

(Foto: Ascom Semel)

A capital sergipana sediou de 27 a 29 de janeiro, no Hotel Real Classic, na Orla da Atalaia, o Seminário Nacional de Desporto Escolar. O evento, que contará com a presença de 150 convidados, é uma iniciativa da Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) em parceria com o Ministério do Esporte e conta com o apoio da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel).

O seminário vai contar com as participações das federações esportivas escolares estaduais, confederações das modalidades esportivas especializadas, universidades, instituições de Ensino Básico, autoridades esportivas e a sociedade em geral.

O secretário Fábio Mitidieri destacou a importância em realizar um evento desse porte. “A realização desse seminário em Aracaju é primordial porque divulga nossa cidade em âmbito nacional”, disse, ao acrescentar que, além disso, é uma forma de estimular o esporte nas escolas.

O vice-presidente da Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), Antônio Hora Filho, afirmou que, com a realização desse seminário em âmbito nacional, Aracaju se tornará o marco referencial de estruturação do esporte educacional. “Será uma oportunidade de construir uma plataforma de implantação da cultura esportiva no Brasil, favorecendo ao fortalecimento da unidade nacional com a implantação de uma política, com bases solidificadas na demanda da sociedade”, disse.

Antônio Hora também enfatizou outros objetivos do seminário, entre eles, o de estudar e definir o calendário das atividades e competições esportivas nacionais, estabelecendo critérios para o financiamento das atividades esportivas no âmbito escolar e planificar a participação do Brasil em eventos esportivos internacionais.

“Na última década, o Brasil tem crescido consideravelmente em relação aos investimentos e, indubitavelmente, quanto aos resultados obtidos nas atividades esportivas escolares internacionalmente. Recentemente, no Sul-Americano Escolar, disputado na Colômbia, o Brasil foi o campeão no quadro geral de medalhas. Fomos campeões em quase todas as modalidades, inclusive na natação e no futsal masculino e feminino”, ressalta Hora.

Ele lembrou ainda o desempenho da atleta da natação Sarah Marques, bolsista da Prefeitura de Aracaju, por meio da Semel, que ganhou quatro medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e outra de bronze. “Hoje, Aracaju tem o privilégio de contar com o Programa Bolsa- Atleta, nas categorias Ouro, Prata e Bronze. A Sarah tem apenas 13 anos e faz parte da bolsa ouro e tem conquistado títulos importantes em nível nacional e internacional”, destaca.

Campeonato

De 7 a 12 de fevereiro, Aracaju será palco do Campeonato Brasileiro de Desporto Escolar, nas modalidades futsal e voleibol. “Teremos representantes de diversas escolas daqui do Estado. Além disso, essa competição servirá como seletiva para o Campeonato Mundial, que será realizado nos meses de abril e junho na Turquia e França, respectivamente”, salienta o vice-presidente da Confederação Brasileira de Desporto Escolar.

Gymnasiade

O presidente da Confederação Brasileira de Desporto Escolar, Carlos Sérgio Moreira, afirmou que, no ano de 2013, a Federação Internacional do Desporto Escolar (IFS), realizará a 15º edição da Gymnasiade (Olimpíadas Mundiais Escolares). Esse evento acontece de quatro em quatro anos e sua primeira edição aconteceu em 1974, na Alemanha. “As modalidades disputadas serão: a natação, atletismo, ginástica rítmica e ginástica artística”, enfatiza.

Programação
Dia 27 de Janeiro de 2012
19:00 – Abertura Oficial
• Formação da mesa com autoridades presentes (ME, CBDE, ISF, Prefeitura, Governo do Estado, Legislativo Federal, Estadual e Municipal)
• Conferência de abertura : Almirante AFONSO BARBOSA (Secretário Nacional de Esporte, Lazer, Educação e Inclusão Social do Ministério do Esporte);
• Coquetel

Dia 28 de Janeiro de 2012

9:00 – Tema – O Desporto Escolar no Âmbito Internacional
Palestrante: Sr. Freddie Sanchez (Vice presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar -ISF)
10:15 – Coffee Break
10:45 – Tema- Desporto Escolar Francês e suas abrangências
Palestrante: Sr. Claude Deriau Reine (Diretor da União Nacional do Desporto Escolar Francês-UNSS)
12:00 – Almoço
14:00 – Tema – A cultura do esporte no Brasil: desafios e perspectivas frente aos mega-eventos de 2014 e 2016.
Palestrante: Prof. Dr. Antônio Carlos Bramante
(Graduação em Educação Física e Técnico Esportivo em Voleibol e Basquetebol pela Escola Superior de Educação Física de São Carlos (1971); Mestre em Educa&cce dil;ão pela West Chester State University (1975). Área de concentração: Ciência do Movimento e Desenvolvimento da Saúde; Doutor em Filosofia pela Pennsylvania State University (1988). Área de concentração: Estudos do Lazer e Gestão de Parques Públicos. Ex-Diretor da Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba e Professor aposentado da Faculdade de Educação Física/Departamento de Estudos do Lazer da Unicamp. Atualmente é consultor da QUALITY, Programas de Bem-Estar e Qualidade de Vida. Áreas de estudo e pesquisa: Estudos do Lazer, Construção Curricular, Formação Profissional, Adminsitração de Parques Públicos, Formulação de Políticas Públicas).
15:15 – Coffee Break
15:45 – Tema – Desporto Escolar : Estruturação e Possibilidades
Palestrante: Prof. Dr. Fernando Mezzadri
(Graduado em Licenciatura Plena Em Educação Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1987), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (1992) e doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2000). Atualmente Vice Diretor do Setor de Ciências Biológicas e professor adjunto da Universidade Federal do Paraná. Pesquisador nas áreas de Políticas Públicas para o Esporte, Lazer e Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: esporte, políticas públicas, educação física, lazer, sociologia e história. Coordenador da REDE CEDES, núcleo UFPR.)
17:00 – Debate
20:00 – Jantar
21:00 – Leitura da Síntese do Seminário pela comissão de sistematização

Fonte: Ascom Semel

FONTE: http://www.infonet.com.br/esporte/ler.asp?id=123738


Visite: Esporte Escolar – Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/esporte-escolar/

CAPOEIRAS DE BARRA DO CORDA FARÃO A “RODA DA AMIZADE”

ter, 31/01/12
por leopoldovaz |
categoria Capoeira

        Os capoeiras de Barra do Corda farão novamente a Roda da Amizade  organizada pelo Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira Angola, coordenado pelo Professor Irapuru. A roda tem como objetivo principal, congregar todos os  cordinos praticantes da Capoeira, independente de grupos e estilos. A concentração está marcada para porta da casa da senhora Alda Brandes na Rua Arão Brito, próximo a Caixa Econômica, no Centro da cidade, a partir das 16 horas de sábado 4 de fevereiro. Da casa de Dona Alda os capoeiras realizarão um cortejo de berimbaus que subirá o morro do Calvário onde acontecerá a Roda. 

Os alunos do Trabalho Educacional Ação Roda Mundo Capoeira Angola da Secretaria Municipal de Educação,  o Grupo Mundo Capoeira através de Mestre Macaco, o Grupo Vo2 Max do Professor Mateus e o Grupo Passos da Liberdade através de Boca Rica, todos de Barra do Corda, já garantiram suas participações no movimento, que também será realizado em homenagem ao  professor ANTENOR BARBOSA falecido em 31 de dezembro.

A Roda da Amizade estava marcada para o dia 31 de dezembro, data que aconteceu a primeira  Roda da Amizade em  31 de dezembro de 2009, oportunidade em que  ficou firmado pelos capoeiras de Barra do Corda, que o dia 31 de dezembro seria a data da manifestação acontecer todos os anos seguintes, mas infelizmente  em 2011, o  falecimento de Antenor, ocorrido na manhã do dia 31, deixou todos consternados com a perda de um dos nossos melhores capoeiras, que desistiu da vida aos 23 anos  e nos deixou uma  imensa tristeza de não poder mais vê-lo vadiar em nossas brincadeiras.

XIII Congresso Internacional da Ishpes, International Society For The History Of Physical Education And Sports, e XII Congresso Brasileiro de ´história da Educação Física, Esporte e Lazer.

seg, 30/01/12
por leopoldovaz |

XIII Congresso Internacional da Ishpes, International Society For The History Of Physical Education And Sports,

e XII Congresso Brasileiro de história da Educação Física, Esporte e Lazer.

XIII Congresso Internacional da ISHPES, International Society for the History of Physical Education and Sports, e XII Congresso Brasileiro de ´História da Educação Física, Esporte e Lazer.

O evento vai ocorrer no campus Candelária da Universidade Gama Filho, no Centro do Rio de Janeiro.

Para submissão, entre no site do PPGEFUGF: ppgefugf.ning.com e selecione: Abstract ou Symposium.

Prazo final para abstracts: 10 de março de 2012.
Notificação de aceitação/rejeição de abstracts: até 10 de abril de 2012.
O pagamento do congresso se fará via pay pal, após notificação de aceite.

As línguas oficiais para os trabalhos no Congresso Internacional são inglês, espanhol e português.

Tema geral:
Esporte e educação física ao redor do mundo – passado, presente e futuro
Tópicos para sessões temáticas:
• Emergência e desenvolvimento de culturas do movimento – ginástica, esportes, jogos e dança;
• Esportes e jogos tradicionais e processos de esportivização;
• Eventos esportivos e astros do esporte no passado e no presente;
• Movimentos transatlânticos – a transferência de ginástica e esportes da Europa para a América;
• Disseminação global, transformações e adaptações de esportes e jogos;
• História da Educação física em diferentes países e regiões;
• História e situação presente de esporte, jogos e dan&cce dil;a na América do Sul;
• Esporte e saúde;
• Esporte e mídia;
• Esporte e gênero;
• Outros temas correlatos.

Se tiverem dificuldade em submeter os resumos pelo sistema ning, descrito na Chamada de trabalhos que segue em anexo, mandem diretamente para o endereço svotre@gmail.com, ou para Rafael Deslandes, rdeslandes@ugf.br


Visite: História da Educação Física e dos Esportes – Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/historia/

Seleção de Líderes de Competição Para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

seg, 30/01/12
por leopoldovaz |

Conheça as oportunidades e faça parte do time Rio 2016™! Para se candidatar, cadastre o seu currículo para a vaga pretendida. Caso o seu perfil não se enquadre em nenhuma das posições abaixo, aguarde a divulgação de novas vagas ou clique:  http://www.vagas.com/rio2016 para se cadastrar em nosso banco de dados. Todas as oportunidades são divulgadas apenas no site www.rio2016.com, e os candidatos deverão passar por um processo seletivo conduzido pelo Rio 2016™.

Como posso ser um voluntário?

O processo de cadastramento de voluntários ainda não está aberto. No período dos Jogos, serão necessários mais de 70 mil voluntários. Para tanto, será realizado um recrutamento de voluntários no momento apropriado. O recrutamento de voluntários será amplamente divulgado por diversos canais de comunicação. Fique atento!

  Vaga Código Localização Aberta em
  Líderes de Competições Esportivas 504705 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 30/01/2012
  Introdução

O Rio 2016™ elaborou a Seleção de Líderes de Competições Esportivas para escolha de profissionais qualificados a atuar de forma eventual no planejamento e operação dos requisitos técnicos dos esportes/disciplinas incluídas no Programa Esportivo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.

Os Jogos Rio 2016™ tem como um de seus pilares a transformação através do esporte, e considerando isso, um dos objetivos desse processo é o de capacitar o mercado brasileiro na gestão de competições esportivas. Dessa forma, o processo seletivo tem abrangência nacional e visa identificar um total de 52 (cinquenta e dois) profissionais de acordo com as seguintes premissas:

  • a) Cada esporte terá um profissional correspondente.
  • b) Cada esporte Olímpico, com uma versão equivalente no Paralímpico, e que seja disputado no mesmo local de competição terá apenas um profissional correspondente. Exemplo: Tiro Esportivo.
  • c) Ao total serão 33 profissionais designados para esportes, conforme demonstrado na tabela abaixo:
Esporte Vaga
Atletismo (Olímpico e Paralímpico) 1
Badminton 1
Basquetebol e Basquetebol em cadeira de rodas 1
Bocha 1
Boxe 1
Canoagem e Paracanoagem 1
Ciclismo (Olímpico e Paralímpico) 1
Desportos Aquáticos (incluindo Natação Paralímpica) 1
Esgrima (Olímpico e Paralímpico) 1
Futebol 1
Futebol de 5 1
Futebol de 7 1
Ginástica 1
Goalball 1
Golfe 1
Handebol 1
Hipismo (Olímpico e Paralímpico) 1
Hóquei sobre Grama 1
Judô (Olímpico e Paralímpico) 1
Levantamento de Peso e Halterofilismo 1
Lutas 1
Pentatlo Moderno 1
Remo (Olímpico e Paralímpico) 1
Rúgbi 1
Rúgbi em cadeira de rodas 1
Taekwondo 1
Tênis e Tênis em cadeira de rodas 1
Tênis de Mesa (Olímpico e Paralímpico) 1
Tiro com Arco (Olímpico e Paralímpico) 1
Tiro Esportivo (Olímpico e Paralímpico) 1
Triatlo (Olímpico e Paralímpico) 1
Vela (Olímpico e Paralímpico) 1
Voleibol e Voleibol Sentado 1
  • d) Adicionalmente, os esportes que se desdobram em mais de uma disciplina, a serem disputadas em locais de competição diferentes, terão um profissional por cada disciplina. Exemplo: Ciclismo- BMX, Estrada, Pista, e Mountain Bike.
  • e) Serão ao todo mais 19 (dezenove) profissionais designados para diferentes disciplinas, conforme demonstrado na tabela abaixo:
Esporte Disciplinas Vaga
Atletismo (Olímpico e Paralímpico) Pista e Campo 1
Provas de Rua (Marcha Atlética e Maratona) 1
Canoagem e Paracanoagem Slalom 1
Velocidade 1
Ciclismo (Olímpico e Paralímpico) Mountain Bike 1
Pista 1
Estrada 1
BMX 1
Desportos Aquáticos Natação (incluindo Maratona Aquática e Natação Paralímpica) 1
Polo Aquático 1
Saltos Ornamentais 1
Nado Sincronizado 1
Futebol (um para cada cidade onde as competições de futebol serão realizadas) Brasília 1
Belo Horizonte 1
Salvador 1
São Paulo 1
Hipismo (Olímpico e Paralímpico) CCE 1
Saltos e Adestramento 1
Voleibol Vôlei de Praia 1

Cronograma

O cronograma do processo seletivo que deverá ser seguido pelos candidatos está descrito na tabela abaixo:

Fase Atividade Início Término
1 Preenchimento de cadastro, finalização da prova de inglês online e envio de currículo 30 de janeiro de 2012 16 de março de 2012
2 Entrevista em inglês (via Skype) segunda quinzena de fevereiro de 2012 segunda quinzena de março de 2012
3 Entrevista técnica e comportamental primeira quinzena de março de 2012 segunda quinzena de abril de 2012
4 Entrevista com a Diretoria de Esportes segunda quinzena de março de 2012 segunda quinzena de abril de 2012
5 Comunicação aos candidatos selecionados A partir da primeira quinzena de abril de 2012  

Ao final de cada fase, o Rio 2016™ enviará um comunicado a cada um dos candidatos com um feedback sobre a avaliação.

As entrevistas técnicas e comportamentais com os profissionais que residam fora da cidade do Rio de Janeiro serão conduzidas via Skype. Os candidatos selecionados para a fase de entrevistas com a Diretoria de Esportes do Rio 2016™, que mantenham residência fora do Rio de Janeiro, terão direito a passagem aérea de ida e volta, em classe econômica, emitida pelo Comitê Organizador Rio 2016™, seguindo as práticas administrativas do mesmo. Não será admitida qualquer forma de reembolso.

As passagens serão emitidas para o mesmo dia da entrevista. Caso o candidato opte por pernoitar no Rio de Janeiro, os custos de hospedagem serão de sua responsabilidade. Da mesma forma, todos os custos relacionados ao transporte local, alimentação, deslocamento aeroporto-sede do Rio 2016™-aeroporto, dentre outros, serão de responsabilidade do candidato.

Seleção

Os profissionais selecionados firmarão um contrato de prestação de serviços com o Rio 2016™, prevendo as condições financeiras e atividades a serem desempenhadas durante a vigência do mesmo. Os profissionais serão compensados financeiramente em forma de per diem por sua participação, além de ter seus custos relacionados (passagem, acomodação, alimentação, etc) pagos pelo Rio 2016™.

O contrato de prestação de serviços a ser celebrado com o Rio 2016™ terá sua vigência iniciada no mês de junho de 2012, e prevê atividades tais como: observação de competições de nível nacional e internacional, interação com as Federações Internacionais dos esportes Olímpicos e Paralímpicos, reuniões na sede do Rio 2016™, participação em discussões relacionadas ao planejamento geral dos Jogos Rio 2016™, dentre outras atividades. As convocações, definição de ações e o acompanhamento das atividades ficarão a cargo do Rio 2016™.

Durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços, o profissional poderá manter seu atual vínculo empregatício, se houver, desde que tenha disponibilidade para participar das atividades específicas propostas pelo Rio 2016™, em períodos não superiores a 14 (quatorze) dias corridos.

Após o término da vigência do contrato de prestação de serviços a ser celebrado com o Rio 2016™, os profissionais poderão, eventualmente, ser considerados pela Entidade para integrarem seu quadro de colaboradores, a partir de 2013. A eventual contratação futura de um desses profissionais será avaliada e decidida exclusivamente pelo Rio 2016™.

Nesse caso, os profissionais que mantenham residência fora do Rio de Janeiro deverião se transferir para a cidade, aonde está localizada a sede do Rio 2016™. A eventual contratação pelo Rio 2016™ implicará na necessidade de encerramento imediato de todo e qualquer vínculo empregatício anterior do profissional. No caso de funcionário público ou que exerça função pública, o mesmo deverá tomar as medidas legais necessárias para seu afastamento, seguindo as disposições legais previstas na legislação.

Os profissionais selecionados no processo em questão serão convidados pelo Rio 2016™ a participar de um Seminário, a ser realizado no mês de Junho de 2012, em local ainda a ser definido, aonde serão esclarecidas as principais atividades a serem prestadas, o formato da contratação a ser celebrada com o Rio 2016™, dentre outros temas.

Conhecimentos requeridos

Os candidatos deverão demonstrar, durante o processo de seleção, conhecimento e experiência suficientes para exercer as seguintes atividades referentes ao seu esporte/disciplina:

  • Projetar necessidades e elaborar uma listagem de equipamentos necessários para as atividades relacionadas aos treinamentos e competições esportivas;
  • Relacionar-se de forma estreita e direta com os Delegados Técnicos das Federações Internacionais Olímpicas e Paralímpicas, com o objetivo de compartilhar informações sobre questões relacionadas à preparação da competição;
  • Fornecer informações específicas do esporte/ disciplina em que atuar, para as respectivas áreas funcionais do Rio 2016™, a fim de garantir o correto planejamento e operação das instalações de competição e treinamento;
  • Relacionar-se de forma estreita com as diversas áreas funcionais do Rio 2016™, com o objetivo de planejar, organizar e conduzir o Evento Teste do esporte/disciplina em que atuar, bem como assegurar a prestação coordenada de serviços de apoio, tais como credenciamento, segurança, transporte, assistência médica, imprensa, voluntários, entre outros;
  • Participar no desenvolvimento de políticas e procedimentos para o esporte/ disciplina em que atuar, em conjunto com a área de política e operações do esporte;
  • Relacionar-se com as FIs/ FISPs durante os Congressos e/ ou Campeonatos Mundiais;
  • Manter atualizado o planejamento do esporte/ disciplina em que atuar para avaliação da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), durante suas visitas a cidade do Rio de Janeiro, assim como durante os eventos de Revisão de Projeto do COI e do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), bem como para os Departamentos de Esporte do COI e IPC, sempre que solicitado;
  • Desenvolver conteúdo técnico de publicações (como por exemplo, o Manual Técnico) do esporte/ disciplina em que atuar e monitorar o desenvolvimento de outras publicações (como por exemplo, formulários específicos) relacionadas ao esporte/disciplina em que atuar, com o objetivo de garantir a qualidade das mesmas;
  • Acompanhar as atualizações do calendário de competição do esporte/disciplina em que atuar;
  • Planejar a programação técnica das visitas das Federações Internacionais Olímpicas e Paralímpicas, principalmente no que se refere às visitas aos locais de treinamento e de competição, bem como elaborar a relação de questões a serem discutidas com as diversas áreas funcionais do Rio 2016™, com o objetivo de atender às demandas das Federações Internacionais Olímpicas e Paralímpicas;
  • Atuar como ponto focal para todo e qualquer assunto de ordem técnica que possa vir a afetar os treinamentos e as competições do esporte/disciplina em que atuar;
  • Planejar, elaborar e validar junto às Federações Internacionais Olímpicas e Paralímpicas o programa de treinamento do esporte/disciplina em que atuar durante os Jogos;
  • Garantir que as informações referentes ao planejamento da classificação funcional aplicável aos esportes/ disciplinas paralímpicas em que atuar, sejam devidamente coletadas e registradas, de forma a manter informações precisas e atualizadas;
  • Participar e contribuir na elaboração dos processos de planejamento, definição da estrutura, contratação, treinamento e nas principais demandas com relação a todo o pessoal/equipe que estará envolvido no Evento Teste do esporte/disciplina em que atuar, e durante os Jogos.
  • Relacionar-se com as Confederações Brasileiras, a fim de contribuir para a seleção e formação dos Oficiais Técnicos Nacionais;
  • Planejar e desenvolver o cronograma (minuto-a-minuto) de cada competição, considerando os dias destinados à preparação e montagem da instalação, os dias de competição e o período de desmontagem e/ou transição de um esporte para o outro, zelando pela excelência das ações em termos de prazos, custos e qualidade;
  • Manter relacionamento estreito com a equipe de Gerenciamento das Instalações, com o objetivo de colaborar na montagem dos planos operacionais da instalação esportiva onde atuará, garantindo que todos os requerimentos técnicos sejam atendidos.

Experiência desejávelExperiência em planejamento, organização, operação e gestão de eventos de nível internacional do esporte / disciplina pelo qual será responsável.

Formação acadêmica

  • Ensino superior completo.
  • Área de formação desejável: Educação Física, Gestão Esportiva, Gestão de Negócios ou áreas correlatas.
  • Desejável pós-graduação em assuntos relacionados à gestão esportiva.

Conhecimentos

  • Pacote MS Office
  • Internet
  • Inglês fluente
  • Espanhol desejável
  • Francês desejável
  • Organização de eventos esportivos

Habilidades e atitudes

  • Comunicação
  • Visão sistêmica
  • Gestão de conflitos
  • Proatividade
  • Liderança
  • Dinamismo
  • Organização
  • Iniciativa
  • Disciplina
  • Capacidade de planejamento

CANDIDATE-SE À VAGA

  Analista de Audiovisual Pleno 504481 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 27/01/2012
  Especialista em Licenciamento 503865 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 26/01/2012
  Analista de Segurança da Informação Senior 503887 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 26/01/2012
  Desenhista 503456 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 25/01/2012
  Arquiteto de Instalações Júnior 503469 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 25/01/2012
  Especialista em Transportes 503502 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 25/01/2012
  Analista de Programa de Tecnologia Senior 503100 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 24/01/2012
  Analista de Suprimentos Administrativo Pleno 500925 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 19/01/2012
  Especialista em Logística 500058 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 18/01/2012
  Especialista em Suprimentos 499396 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 17/01/2012
  Analista de Treinamento Sênior 499413 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 17/01/2012
  Analista de Desenvolvimento Sênior 499537 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 17/01/2012
  Analista de Monitoramento e Controle Sênior 499050 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 16/01/2012
  Gerente de Venda de Patrocínios 485639 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 13/01/2012
  Analista de Pessoal Pleno 498518 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 13/01/2012
  Especialista em Remuneração e Benefícios 496812 Rio de Janeiro / Rio de Janeiro – Brasil 11/01/2012

Visite: Educação Física e Esporte – Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/ef-esporte/

Os frutos da educação

seg, 30/01/12
por leopoldovaz |

do Blog do João Freire
 

Coloco duas premissas básicas: a primeira afirma que os conhecimentos são naturais, estão inscritos nos genes de maneira básica e apenas se revelam ao sabor das experiências de vida. A segunda acredita que temos, à partida, apenas possibilidades de aprendizagens, de forma que o conhecimento é construído nas relações com o mundo natural e social. O que escreverei a seguir apoia-se na segunda. Portanto, a sociedade que somos é fruto, inevitavelmente, da educação que todos recebemos, em suas diversas formas: família, grupos de amigos, escolas, igrejas, meios de comunicação etc. De maneira geral afirmamos com frequência nosso desagrado com os rumos que tomou a sociedade humana, embora façamos parte ativa nela. Clamamos contra as injustiças, contra a violência, contra a política e por aí afora. Para ficar em apenas um aspecto da educação, porém, muito importante, vamos criticar a escola formal. A base da escola formal são os conteúdos científicos e a disciplina moral. A palavra NÃO é o mote da disciplina moral. E a matemática, a geografia, a história, a física, a química etc., são o mote da educação científica. Podemos dizer, a partir disso que essa maneira de educar é equivocada. Provavelmente é equivocada em três aspectos: peca quando coloca as disciplinas científicas como protagonistas da educação, peca quando incute uma moral de heteronomia nos alunos, afastando as possibilidades de uma moral autônoma, e peca no método, porquanto torna o aluno passivo, ao sabor dos conhecimentos e da moral que vem de fora. O resultado é uma educação de reprodução, isto é, de reprodução daquilo que criticamos todos os dias na sociedade.

A solução? É complexa. Nada se resolve em sociedade com meia dúzia de palavras. Mas para apontar algumas medidas, uma delas seria inverter os procedimentos da base educacional escolar. Nós adultos não temos moral para ensinar aos nossos alunos. Fizemos várias guerras, somos gananciosos, produzimos o neoliberalismo selvagem, somos, em vários aspectos, covardes e nos corrompemos com extrema facilidade. Os alunos teriam que participar dos projetos de sociedade, portanto, de seu futuro nela. Outro ponto: as disciplinas científicas teriam que deixar o protagonismo e assumirem ser apenas coadjuvantes. O protagonismo deveria ficar com os grandes temas da vida como saúde, relações humanas, ecologia, autoconhecimento, amor, ética etc. Por último, o método. Nenhum aluno deveria receber conhecimentos prontos. Eles precisam ser produzidos a partir de pesquisas, de construções. Os conhecimentos deveriam partir daquilo que cada aluno é, para crescerem. Os conhecimentos precisariam crescer a partir de uma orientação ética, uma ética de preservação da vida.

Enfim, se somos o que somos, é porque assim nos educamos. Se queremos que a sociedade seja diferente, a educação tem que se diferente. E não há nada mais conservador que a educação formal.

O ano do dragão, video game e MMA

seg, 30/01/12
por leopoldovaz |

do Blog da Katia Rubio - Psicologia e Estudos Olímpicos

É muito bom sair um pouco da rotina para a gente poder enxergar o que está tão perto de nossos olhos, mas acostumados que estamos com o cotidiano já não são capazes de enxergar as coisas mais óbvias. Dizem que foi assim com os grandes inventores e descobridores de todos os tempos. Isso ocorre com frequência quando trabalhamos sobre um texto. Escrevemos, lemos, apagamos, refazemos tantas vezes que já não enxergamos mais os erros, as palavras e ideias repetidas e as conclusões que, as vezes, estão logo ali, diante de nosso nariz, com uma tiara de neon e uma melancia no pescoço. E então, chega alguém de fora, lê, elogia e aponta a conclusão – não escrita – que esteve sempre ali. Por isso tenho por hábito deixar meus textos “fermentarem”, como a gente faz quando amassa pão. Sempre achei mágico aquele processo todo: água quente para fazer o fermento ”acordar”, depois um ovo, um pouco de óleo ou margarina e aí a farinha… uma, duas, três xícaras e amassa, amassa e amassa mais um pouco. Volta pra tigela, já como uma bola com aquele cheiro próprio do fermento que está agindo, coberto com um pano sequinho em um lugar quente e sem vento. E daí vem o milagre: depois de 50 minutos lá está aquele produto vivo e dinâmico que para ser assado precisa ser uma vez mais amassado e formatado para ir ao forno. Realmente, fazer pão e escrever são coisas muito parecidas. E assim como posso escolher diferentes farinhas e líquidos para fazer pães com diferentes sabores, posso escolher diferentes palavras e formas de escrever para expressar minhas ideias.

Hoje, enquanto cozinhava, pensava no fenômeno MMA e UFC.

Não pretendo aqui fazer reflexões moralistas acerca das lutas, principalmente após orientar uma tese de doutorado sobre a genealogia do judô brasileiro, de Alexandre Velly Nunes, leitura obrigatória para estudiosos e amantes das artes marciais. Uma preciosidade, posso afirmar. O que tento entender é o que acontece com uma sociedade, em pleno século XXI com tantas inovações e avanços no campo das ciências biológicas e sociais, reproduzir comportamentos anteriores ao nascimento de Cristo. Farei um esforço para poder ser entendida.
Observo que as lutas exercem grande fascínio, principalmente entre os jovens. Não é por acaso que as encontramos em inúmeros seriados infantis de National Kid a Power Rangers, o que atesta a atemporalidade desse entretenimento. Penso também que o imaginário envolvido nas lutas acaba por evocar um universo mítico que permite emergir toda ordem de criaturas monstruosas, como bem observamos nas diferentes séries que ano após ano se repetem em diferentes emissoras. Vale ressaltar que em todos episódios das diferentes séries o que prevalece nos roteiros é uma estrutura maniqueísta onde, obviamente, os mocinhos ganham dos terríveis vilões, sejam eles seres de outro mundo, uma figura mitológica ou um ser humano com poderes supremos, quase sempre aniquilando-os, destruindo-os, restituindo em seguida a humanidade do aniquilador.

Confesso que esse tipo de produção nunca exerceu sobre mim qualquer fascínio, mesmo quando eu era garota e via o “Nachonaro Kido” na sessão Zás Trás. Mas, acho que eu não sou das melhores referências para isso porque a TV nunca me encantou. Até que meu filho Toshihiro surgiu. Gerado em um mundo de tecnologia acessível e virtual, desde cedo, mas muito cedo mesmo, ele se envolveu com o mundo dos games. Lia, jogava, colecionava publicações e ainda no ensino fundamental era uma espécie de consultor para assuntos “jogos” em sua escola. Tentei por muito tempo incentiva-lo a buscar jogos próximos do RPG, mas é claro que os mais desejados eram aqueles que envolviam lutas. Lembro como ficava irritada com os jogos de lutas (e depois descobri que não eram apenas os de lutas) e a situação limite do “Ih. Morri”. Sentia aquilo como a banalização da morte, da finitude e um desrespeito pela situação do embate contra um oponente, fosse ele mais forte ou fraco. Percebo hoje que a lógica que me movia e me mobilizava era aquela praticada no “do”, entendida como caminho.

Agora sei que Gigoro Kano tentou evitar a inclusão do judô no programa olímpico por conta de um receio concreto que seu “caminho da suavidade” se tornasse apenas um combate. Por entender que o judô era um caminho para muitas coisas, principalmente para a educação, Kano evitou o quanto pode fazer da luta apenas uma briga. Isso porque as referências culturais que trazia do Japão davam a ele uma dimensão própria do que eram as lutas para seu país em diferentes momentos históricos em que elas se desenvolveram. Como aponta Nunes (2011) a formação dos monges chineses e coreanos e a classe dos Samurais são alguns exemplos bem conhecidos da formação de lutadores nessas regiões. Nesses locais, a formação para o combate quase sempre esteve associada a rituais religiosos, ao estabelecimento de padrões de comportamento e a uma ética particular. Para o treinamento utilizavam-se formas mais brandas e menos violentas de combater, daí a transição para o esporte.

Hoje a tarde fui assistir às comemorações da entrada do ano novo chinês, o Ano do Dragão, no Templo Zu Lai, próximo a Cotia, em São Paulo. E todas essas questões invadiram meu sótão acordando meus macaquinhos que andavam por lá adormecidos. Entre a dança do dragão, dos leões, apresentações de tai chi chuan e kung fu pensei no quanto tudo aquilo é significativo dentro do contexto em que foi desenvolvido. Arte, meditação, educação, religião… tudo ali se mistura de forma homogênea onde nem o mais audaz cartesiano é capaz de separar, dividir, compartimentalizar. E então me lembrei uma vez mais do mestre Carl Gustav Jung que tenta explicar no livro O Segredo da Flor de Ouro a impossibilidade de se praticar os orientalismos de forma plena fora do Oriente. E isso se deve a uma razão simples: por melhor que se possa reproduzir o que se passa no Oriente nenhum lugar será como lá. O que sempre veremos serão simulações, e as vezes simulacros como diria Baudrillard, do Oriente, mesclados à cultura local e suas idiossincrasias. Então, embora lá estivessem monges budistas, diplomatas e membros da comunidade chinesa, aqueles rituais todos que estavam sendo apresentados já eram uma mescla com a cultura brasileira.

E com esses mesmos argumentos e pensamentos voltei a lembrar no UFC e MMA. Isso porque não vejo mal nenhum em entender esses espetáculos como quaisquer outros onde alguns seres iluminados conseguiram vislumbrar uma possibilidade de fazer um grande negócio, movimentando milhões de dólares, explorando as habilidades de algumas pessoas fora da média. Nada que faça surpreender em um modo de produção capitalista! Por isso lutadores migram de suas modalidades amadoras, olímpicas ou ritualísticas porque desejam buscar fama e fortuna com um tipo de atividade que pode lhes proporcionar uma vida melhor. Não é assim em outras profissões?
Então paremos de escamotear, de tergiversar ou enganar a quem quer que seja.

Que não se confundam essas práticas de entretenimento com esporte. Muito embora tenham regras definidas, sejam institucionalizadas e organizadas não devem ser entendidas e confundidas com esporte.

Entendo que tanto o UFC como o MMA são vídeo games reais. Os combatentes são avatares criados a partir de uma referência da necessidade de luta, que para ganhar dramaticidade são nomeados com distinções míticas ou simbólicas, valendo prêmios milionários. E se no passado o imperador de sua tribuna usava os polegares para determinar a morte do derrotado, agora temos a televisão, cuja audiência qualificada aponta o céu ou os infernos para o menos habilidosos ou desfortunados no combate.

Há espaço para muitas manifestações culturais e formas de entretenimento na sociedade contemporânea e não me julgo arauta da moralidade e dos bons costumes para promover uma cruzada contra o MMA e o UFC. Entendo que essas competições não são menos nocivas que o BBB ou algumas novelas que impõe padrões de comportamento. O que talvez devesse ter pedido ao dragão, nesse ano que se inicia, é que definitivamente essas manifestações de movimento não sejam confundidas com o esporte.

NUNES, A. V. (2011) A influência da imigração japonesa no desenvolvimento do judô brasileiro: uma genealogia dos atletas brasileiros medalhistas em jogos olímpicos e campeonatos mundiais. Tese de Doutorado. Escola de Educação Física e Esporte. Universidade de São Paulo.

ESTRUTURA DE CAMPEONATOS DE FUTEBOL – O Impacto do Sistema de Playoffs

seg, 30/01/12
por leopoldovaz |

O Impacto do Sistema de Playoffs da Eredivisie

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Nuno Bolas ·

Nuno BolasConsultor, Mestre em Gestão pela NOVA – School of Business and Economics, Especializado em “Business Models of Football Clubs”.

Na Europa têm sido adoptadas diferentes estratégias relativamente à estrutura dos campeonatos de futebol de modo a serem alcançados melhores resultados a nível desportivo e financeiro.

A Eredivisie, principal liga holandesa, é um caso particular que reflecte a necessidade de inovação face ao produto oferecido aos fãs da modalidade. De acordo com o ranking elaborado pela IFFHS, a Eredivisie foi, em média, entre 1991 e 2011, a nona principal liga mundial sendo que o país apresentou as suas melhores prestações na década de 70 (4º lugar no ranking da UEFA, em média).

NOVO SISTEMA DE PLAYOFFS

Em 2004, a Federação Holandesa de Futebol (KNVB), decidiu dividir as equipas profissionais holandesas (32) em quatro categorias no sentido de avaliar as suas políticas: os três principais clubes (Ajax, Feyenoord e PSV), dez clubes ambiciosos da Eredivisie, dez clubes dinâmicos (cinco da Eredivisie e cinco da Eerste Divisie, segunda divisão), e os restantes clubes da Eerste Divisie. Após esta análise, a KNVB concluiu que a criação de um campeonato composto por equipas holandesas e belgas seria benéfico dado que aumentaria a competitividade das equipas que actuassem nas competições europeias. No entanto, a UEFA vetou esta possibilidade levando a que a KNVB avaliasse outras alternativas com o intuito de tornar o seu futebol profissional mais atractivo.

Desta forma, foi introduzido um sistema de Playoffs a partir de 2005/2006 com o objectivo de alcançar o acesso às competições europeias e a participação na Eredivisie. Entre a referida época e a actual foram realizadas pequenas modificações, em consonância com os clubes, de modo a tornar o sistema mais equitativo e equilibrado e a alinhá-lo com o número de lugares disponíveis nas competições da UEFA.

Os Playoffs foram implementados com o objectivo de criar uma maior envolvência, tensão e competitividade; oferecer jogos mais atractivos; obter melhores assistências e audiências; aumentar a exposição do campeonato, clubes e parceiros; aumentar a competitividade dos clubes e jogadores nas competições europeias; e aumentar as receitas dos clubes e do mercado holandês.

De facto, os efeitos desta alteração são visíveis na medida em que levaram a uma variação positiva da assistência média nos últimos anos e a um crescimento de 25% do total de espectadores nos estádios entre 2001/2002 e 2008/2009. No entanto, é importante referir que o aumento das assistências está também associado à modernização e expansão dos estádios de alguns dos principais clubes holandeses (ex: AZ Alkmaar).

Desde 2005/2006, o Playoff relativo ao acesso aos lugares nas competições europeias foi responsável por um acréscimo de 1,1 milhão de espectadores nos estádios enquanto que o Playoff relativo ao acesso à Eredivisie proporcionou um aumento de aproximadamente 650.000 espectadores. A nível competitivo, verificou-se também uma tendência positiva representada por uma melhoria do coeficiente do país. A título de exemplo, a Holanda atingiu um coeficiente de 11,166 pontos na época de 2010/2011 tendo em 2005/2006 atingido apenas 7,583 pontos, o que lhe permite ter um maior número de clubes nas competições da UEFA.

Deste modo, o aumento do número de jogos e da competitividade através da implementação do sistema de Playoffs, tem proporcionado benefícios aos clubes, nomeadamente a nível das receitas de bilheteira, direitos televisivos, prémios de competições europeias e patrocínios, levando a um crescimento do mercado holandês a nível global.

Fontes: Football Talks 2011 (apresentação de Frank Rutten, CEO da Eredivisie); European Football Statistics; DeJonghe, T., van Hoof, S., Lagae, W. e Verschueren, J. 2010. “The Netherlands and Belgium.” In Managing Football: An International Perspective. ed. Sean Hamil and Simon Chadwick. 409-436. London: Butterworth-Heinemann; CBS Statistics Netherlands; economico.sapo.pt

Nuno BolasNuno Bolas – Consultor, Mestre em Gestão pela NOVA – School of Business and Economics, Especializado em “Business Models of Football Clubs”.

PROJETO GONÇALVES DIAS – ENCONTRO EM CAXIAS

seg, 30/01/12
por leopoldovaz |

O Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM – dentro da programação dos 400 anos da Formação do Maranhão e Fundação de São Luis – instituiu o PROJETO GONÇALVES DIAS, proposta da Confreira Professora-Doutora Dilercy Adler.

Na difusão desse projeto ao mundo todo – já se recebeu poesias louvativas ao nosso Poeta Maior de vários países da América Latina – Caxias, berço do Vate Tupiniquim, não poderia deixar de participar. O emprenho da Profa. Dilercy trouxe aquela sociedade paraagirem como co-partícipes dessa programação, realizando até o momento duas reuniões com membros dos diversos entes científicos e culturais daquela próspera cidade.

O Projeto Gonçalves Dias teve seu lançamento oficial durante a Feira do Livro de São Luis. E o inicio das atividades se deu neste final de semana, como não poderia deixar de ser, em Caxias, terra natal de Gonçalves Dias. A Profa. Dilercy encaminhou relatório do que houve naquela cidade:

Boa tarde queridos Confrades e Confreiras,

 Acabei de chegar de Caxias e gostaria de transmitir a todos a magnanimidade do Encontro de ontem (28/01/2012), em Caxias.

Foi uma bela festa! A programação (que consta no Folder, em anexo), foi totalmente concretizada e o clima era de muito entusiasmo em relação ao Projeto. Foram melhor detalhadas as idéias iniciais da ações. A Professora Deusimar está envolvendo outras cidades próximas a Caxias de forma efetiva. O grupo de Caxias ficou de nos enviar em breve mais dados para o Projeto, no tocante a nome de pessoas e Instituições.

Todos os organizadores de Caxias estavam  presentes: Arthur Almada Lima Filho - Presidente do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE CAXIAS – IHGC; Jacques Inandy Medeiros – Presidente da ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS – ACL ; Valéria Cristina Soares Pinheiro do CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS – CESC/UEMA; Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira – Presidente da ACADEMIA SERTANEJA DE LETRAS EDUCAÇÃO E ARTES DO MARANHÃO – ASLEAMA; Erlinda Maria Bittencourt – DIRETORA DE RELAÇÕES PÚBLICAS – IHGC – DIRETORA DE CULTURA – ASLEMA; Joseneyde Ferreira Vilanova – SÓCIA MANTENEDORA – IHGC – SECRETÁRIA – ASLEAMA e muitos outros convidados entre eles a Secretária de Cultura e Turismo -Walkiria Araujo que desde a primeira apresentação do Projeto tem demonstrado simpatia.

O evento contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – Valquíria Araújo Fernandes de Oliveira; do Memorial da Balaiada – Profª Mª Bertolina Costa; da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Caxias – Pedro de Freitas Amorim; Nacional Gás – José de Arymatéa Assunção; Sócia Mantenedora IHGC - Mabel de Sousa Medeiros; Sócio Efetivo Fundador IHGC – Prof. Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira eSócio Mantenedor – Hélio de Sousa Queiroz.

Os Objetivos foram plenamente alcançados e diziam respeito a:

- Socializar o projeto Gonçalves Dias à sociedade em geral;

- Discutir o projeto Gonçalves Dias;

- Apresentar poemas já existentes sobre Gonçalves Dias;

- Declamar poemas sobre Gonçalves Dias por poetas contemporâneos.

Nesta oportunidade gostaria de agradecer a todos os presentes, organizadores e órgãos que apoiaram o evento nas pessoas do Dr. Arthur Almada Lima Fiho e da Profa. Erlinda Maria Bittencourt que foram incansáveis para que tudo ocorresse de forma produtiva e agradável. Foi uma noite memorável.

Em anexo reenvio o Folder do Encontro e o Projeto (ainda a ser concluído).

Atenciosamente.

Dilercy Adler

 ”Amizade! União, virtude, encanto, consórcio do querer, da força da alma.” (Antonio Gonçalves Dias) 

 APOIO

Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – Valquíria Araújo Fernandes de Oliveira

Memorial da Balaiada – Profª Mª Bertolina Costa

Câmara dos Dirigentes Lojistas de Caxias – Pedro de Freitas Amorim

Nacional Gás – José de Arymatéa Assunção

Sócia Mantenedora IHGC - Mabel de Sousa Medeiros

Sócio Efetivo Fundador IHGC – Prof. Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira

Sócio Mantenedor – Hélio de Sousa Queiroz

 ORGANIZADORES:

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO – IHGM

Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo – Presidente

FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO MARANHÃO – FALMA

Álvaro Urubatan Melo – Presidente

SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO ESTADO DO MARANHÃO – SCLM

 Dilercy Aragão Adler – Presidente

ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS – ACL

Jacques Inandy Medeiros – Presidente

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE CAXIAS – IHGC

Arthur Almada Lima Filho – Presidente

CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS – CESC/UEMA

Valéria Cristina Soares Pinheiro

ACADEMIA SERTANEJA DE LETRAS EDUCAÇÃO E ARTES DO MARANHÃO – ASLEAMA

Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira – Presidente

Erlinda Maria Bittencourt – Diretora de Relações Públicas – IHGC – Diretora de Cultura – ASLEMA

Joseneyde Ferreira Vilanova – Sócia Mantenedora – IHGC – Secretária – ASLEAMA

PROJETO GONÇALVES DIAS

I ENCONTRO SÃO LUÍS-CAXIAS

 Local: Auditório do IHGC – “Casa de César Marques” Horário: 18h 30 min. 2012

 JUSTIFICATIVA

 Pugnar pelas glórias dos filhos caxienses é dever de todo cidadão nascido no torrão natal gonçalvino. Foi o próprio Gonçalves Dias que assim previu: “E o nosso nome voará de boca em boca – de pais a filhos – até as remotas gerações e o esquecimento não prevalecerá contra ele…” (Gonçalves Dias)

Um encontro poético Gonçalvino entre os atores e instituições parceiras da cultura maranhense, não só fará valer tão certa profecia (e coincidentemente em prol do próprio autor), bem como será motivo de orgulho e de satisfação, posto que se intenta resgatar a memória daquele que se fez eterno tanto internacionalmente quanto nacionalmente, em nossas mentes e corações.

 OBJETIVOS

 Socializar o projeto Gonçalves Dias à sociedade em geral;

  • Discutir o projeto Gonçalves Dias;
  • Apresentar poemas já existentes sobre Gonçalves Dias;
  • Declamar poemas sobre Gonçalves Dias por poetas contemporâneos.

 PROGRAMAÇÃO

 18h30min. – Abertura oficial (auditório do IHGC) – Des. Arthur Almada Lima Filho – Presidente do IHGC

Execução do Hino Nacional Brasileiro

19h00 – Apresentação e Discussão do Projeto (auditório) – Dilercy Aragão Adler

20h00 – 21h00 – Leitura de poemas para Gonçalves Dias, já existentes.

21h00 – 22h00 – Leitura de poemas por poetas caxienses e poetas convidados.

22h00 – Coquetel.

Aula Publica sobre Vinhais Velho

dom, 29/01/12
por leopoldovaz |

Caríssimos,

 Convido a todos para a Aula Publica sobre Vinhais Velho, que ocorrerá na terça, 31/01, no auditório do Jornal Imparcial, Renascença, atrás do Shopping Tropical.

O objetivo do encontro é que membros da comunidade científica se pronunciem sobre a importância histórica e arqueológica do espaço. Desta forma,  solicitando às autoridades que sejam feitos estudos sobre a área e se evite sua descaracterização. Finalmente, evitar o despejo das famílias que vem mantendo viva a tradição da comunidade´..

Esperamos o apoio e a presença de todos.

Profa. Dra. Antonia da Silva Mota

Depto. de História – UFMA

Fiz minha lição de casa, pois devo participar dessa aula, como um dos expositores:

SOBRE ESQUECIMENTO(S) E APAGAMENTO(S)

– O CASO DO VINHAIS VELHO

 LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ – Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

             Vimos acompanhando pelas mídias – e em especial blogs – o caso do Vinhais Velho, núcleo habitacional mais antigo do Maranhão. Referimo-nos à ocupação por brancos, pois os Tupinambás já se encontravam aquele espaço há mais tempo, provavelmente desde 80 anos antes da chegada dos Franceses de La Ravediére. Antes dos Tupinambás, os Tremembés, havendo indícios de ocupação pelo menos de nove mil anos…  O que nos leva a essa afirmação são documentos que estão vindos à luz por pesquisas recentes, com base em informações obtidas em diversos arquivos e interpretação e uso de fontes as mais diversas.

            A área que nos referimos – o Maranhão – é território de uma rica história de intercâmbio e conflítos entre os povos indígenas nativos – tais como os Tremembé[1], Tabajara, Jurema, Jenipaboaçu, Cambida – e europeus – franceses, holandeses, ingleses e portugueses. Os franceses já negociavam, o chamado escambo, com os povos nativos dessa região antes mesmos das primeiras expedições portuguesas.

            No ano de 1473 aparecem relatos de registros visuais da lendária “Ilha das Sete Cidades” [2] e as tentativas de sua posse. Um dos casos mais consistentes foi carta apresentada ao rei D. Afonso V de Portugal pelo açoriano Fernão Teles. Do roteiro que então mostrou constava uma longa costa, com várias ilhas, baías e rios, que ele declarava ser parte das Sete Cidades. Embora se acredite que pudesse ser a costa do Norte do Brasil, entre o Maranhão e o Ceará, com o delta do rio Parnaíba, apenas se pode afirmar com certeza que aquele território se situaria na margem ocidental do Atlântico. Aparentemente o rei não terá acreditado totalmente na descoberta, ou não considerou Fernão Teles suficientemente digno, pelo que da carta de doação concedida não consta referência às Sete Cidades, mas apenas a uma grande ilha ocidental que se pretenderia povoar. Insatisfeito com a carta de doação, Fernão Teles insiste no pedido das Sete Cidades. Consultado o cosmógrafo genovês Paolo del Pozzo Toscanelli (1398-1492)[3], que declarou que a Antília (designação dada às ilhas do Mar das Caraíbas) e a Ilha das Sete Cidades seriam naquela margem do Atlântico. Em 1476 a carta solicitada pelo açoriano Fernão Teles foi concedida, mas não se conhece a existência de qualquer expedição subsequente por parte daquele donatário.

Admite-se que no ano de 1513, Diogo Ribeiro[4] tenha chegado ao Golfão Maranhense e que a ele se deva o nome de Trindade dado à Ilha de São Luís; e Estevão Fróes [5], assim como Diogo Leite, vindo de Pernambuco a explorar a costa por ordem de Martins Afonso de Sousa tenha alcançado a foz do Rio Gurupi e deu nome a Abra de Diogo Leite (Baia do Gurupi) [6].

De ordem de Martin Afonso de Sousa[7], Diogo Leite[8], reconhecendo o litoral norte do Brasil, chega à foz do Gurupi (1531). Atribuem-se a ele os nomes de São José e São Marcos dados às baías que formam o Golfão Maranhense, pelos dias, no calendário romano, em que as tenha alcançado. Lima[9] registra Diogo de Sordas…

         A colonização do Brasil tem seu início em 1534, quando D. João III [10] intenta a conquista de suas novas terras “descobertas” pela expedição de Pedro Álvares Cabral em 1500, dividindo-as entre seus vassalos, pois estava preocupado com a presença de corsários franceses que navegavam por estas costas desde 1504. Estabele o sistema de Capitanias Hereditárias (Regimento Castanheira). O Maranhão atual, por sua extensão litorânea do Paraíba ao Gurupi, está compreendido nas duas mais setentrionais, dentre elas: a de Fernão Alvares de Andrade[11], com 70 léguas de costa contadas da foz do Mundau (Camocim) aos Mangues Verdes (Golfão Maranhense) e uma segunda, de João de Barros[12], com 50 léguas, dos Mangues Verdes à foz do Gurupi. João de Barros e Fernando Álvares de Andrade associam-se a Aires da Cunha[13], na tentativa de apossarem-se dela, sem resultado. Eram lotes enormes, de cerca de 350 km de largura, até à linha estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, interior a dentro:

Dez anos depois de criadas, as desordens internas, as lutas com os índios e a ameaçadora presença dos franceses acabaram provocando o colapso do sistema que o rei e seus conselheiros haviam optado por aplicar ao Brasil” (BUENO, 1999)[14].

            Vamos seguir Ribeiro[15], ao perguntar: qual era a verdadeira missão de Aires da Cunha?

Quando a costa brasileira foi tocada pela primeira vez por Pedro Álvares Cabral, em 1500, os portugueses mal imaginavam qual a extensão exacta da “Terra Brasilis”. Os métodos cartográficos eram muito rudimentares e os mapas, muito vagos. Assim, o “descobrimento” ainda estava apenas começando. Tanto que muitas regiões só foram colonizadas décadas depois da chegada de Cabral. A história do Maranhão ilustra bem a dificuldade dos descobridores e, até hoje, guarda em seus arquivos a mal-explicada história do navegador Aires da Cunha – um personagem misterioso e pouco explorado pelos livros.

            Lembremos que por mais de 30 anos após o descobrimento, o Maranhão foi totalmente desprezado pelos portugueses. Acredita-se que o primeiro navegador a avistar o litoral maranhense tenha sido o espanhol Vicente Yañes Pizón, que em 1500 percorreu o nordeste brasileiro de Pernambuco até a foz do Rio Amazonas. Em 1524, os franceses começaram a visitar aquelas praias. Somente em 1530 o rei D. João III começou a se preocupar com as intenções francesas em fundar por aqui a França Equinocial, e enviou para cá o administrador colonial Martim Afonso de Sousa que, por sua vez, um ano depois mandou Diogo Leite explorar o norte da terra descoberta. Só então Portugal tomou conhecimento do que realmente havia por lá.

O desinteresse real pela Ilha do Maranhão (hoje Ilha de São Luís) durou até 1534, quando o desprezo pela região foi trocado por um súbito (e grande) interesse. Naquele ano, para facilitar a colonização, D. João repartiu o Brasil em nove capitanias hereditárias. O Maranhão foi dividido em dois lotes (Itamaracá e Pará): o primeiro foi doado a Fernão Álvares de Andrade e o segundo ao historiador João de Barros e Alves da Cunha, que já conhecia a colônia, pois participou do descobrimento como membro da expedição de Pedro Álvares Cabral.

Repentinamente, as capitanias de Itamaracá e Pará passaram a ser consideradas como as mais nobres de toda a colónia, pela grandeza de seus rios, fertilidade das terras, abundância de animais e, o mais importante, devido aos boatos sobre a riqueza de suas jazidas de ouro.

Assim, uma grandiosa expedição foi organizada, com todo o apoio da corte, através de muitas concessões financeiras da coroa portuguesa, que adiantou aos donatários muitas armas e munições, além de prometer condições especiais para a exploração das minas – caso elas fossem realmente encontradas Como Fernão Álvares e João de Barros não podiam deixar a corte, a missão de comandar a expedição foi entregue ao experiente Aires da Cunha. Junto com ele, embarcaram também os dois filhos de João de Barros e um delegado de confiança de cada donatário. Em outubro de 1535, o navegador zarpou do Tejo, com 10 caravelas muito bem armadas, tripuladas por 900 homens e, também, 113 cavalos. A armada de Aires da Cunha atravessou o Atlântico sem grandes surpresas e foi directo para a capitania de Pernambuco, onde o comandante foi acolhido com grande atenção pelo donatário Duarte Coelho, que havia recebido muitas recomendações da coroa para dar à expedição tudo o que fosse necessário. A frota brasileira recebeu mantimentos, batedores práticos da costa e do sertão, intérpretes de línguas indígenas a até embarcações para sondagem das baías. Meses depois de chegar ao Brasil, a expedição seguiu para o norte, em busca do almejado ouro do Amazonas – na época, o Rio Maranhão era confundido com o Rio Amazonas, tamanha a falta de uma cartografia eficiente”. [16] 

            Os portugueses chegaram nestas bandas a partir da segunda metade do Século XVI, com diversos intuítos: um reconhecimento completo da região a partir de Tutóia [17] no Maranhão aos limites finais entre Ceará e Rio Grande do Norte ou como base de apoio para a ocupação do litoral, bem como base de apoio para confrontos militares com os franceses que ocupavam o Maranhão. Deste momento histórico existem várias cartas topográficas datadas dos séculos XVII.

            Luís de Melo da Silva estivera por aqui em 1554 e tenta retornar em 1573, quando naufraga no Mar-Oceano sua nau-capitânea “São Francisco” que tinha Luis da Gamboa como comandante.

No Capítulo XIV “Da terra e capitania do Maranhão que el-rei D. João Terceiro doou a Luis de Melo e Silva”, Frei Vicente de Salvador (2010, p. 161-162) descreve “o Maranhão” como uma grande baía que fez o mar, entre a ponta do Pereá e a do Cumá, tendo no meio a ilha de S. Luis, onde esteve Aires da Cunha, quando se perdeu com a sua armada e os filhos de João de Barros (capítulo precedente):

“[...] No tempo que se começou a descobriri o Brasil, veio Luis de  Melo da Silva, filho do alcaide-mor de Elvas, como aventureiro, em uma caravela a correr esta costa, para descobrir alguma boa capitania, que pedir a el-rei e não podendo passar de Pernambuco, desgarrou com o tempo e  água e se foi entrar no Maranhão, do qual se contentou muito, e tomou língua do gentio, e depois na Margarita de alguns soldados que haviam ficado da companhia de Francisco de Orelhana, que como testemunhas de vista muito lhe gabaram e prometeram haveres de ouro e prata pela terra adentro.

“Do que movido Luís de Melo se foi a Portugal pedir a el-rei aquela capitania para a conquistas e povoar e, sendo-lhe concedida, se fez prestes em a cidade de Lisboa partiu dela em tres naus e duas caravelas, com que chegando ao Maranhão se perdeu nos parcéis e baixos da barra, e morreu a maior parte da gente que levava, escapando só ele com alguns em uma caravela, que ficou fora de perigo, e dezoito homens em um batel, que foi ter à ilha de Santo Domingo [...]

“Depois de Luís de Melo ser em Portugal se passou à Índia, onde obrou valorosos feitos e, vindo-se para o Reino muito rico e com a  intensão de tornar a esta empresa, acabou na viagem em a nau S. Francisco, que desapareceu sem se saber mais novas dela. Não houve quem tratasse mais do Maranhão, o que visto pelos franceses lançaram mão dele, como veremos em o livro quinto”.

            Frei Vicente do Salvador informa, ainda, que seu pai esteve nessa viagem de Luís de Melo: “se embarcou então para o Maranhão e depois para esta baia, onde se casou e me houve e a outros filhos e filhas”.

                Quando Felipe II anexou Portugal e suas colônias à Espanha (1580) percebeu o abandono que estaria ocorrendo em regiões que correspondem hoje ao Norte e Nordeste do Brasil. Entretanto, a situação agravante era a permanência de povos franceses. Por isso, duas Cartas Régis, a primeira em 1596 e a segunda em 1597, determinaram de fato a expulsão francesa, além da construção de um forte e a fundação de uma cidade na capitania do Rio Grande.

   De acordo com Frei Vicente do Salvador[18], no Rio Grande os “[...]franceses iam comerciar com os potiguares, e dali saíam também a roubar os navios que iam e vinham de Portugal, tomando-lhes não só as fazendas mas as pessoas, e vendendo-as aos gentios para que as comessem [...]“. A Capitania do Rio Grande constituiu o segundo lote doado a João de Barros e a Aires da Cunha, da foz do rio Jaguaribe a norte, até à Baía da Traição, a sul. Tendo o empreendimento de ambos sido direcionado ao primeiro lote (a Capitania do Maranhão), devido às dificuldades ali encontradas em 1535, este segundo lote permaneceu abandonado[19]. O principal porto frequentado pelos franceses na Capitania do Rio Grande era o rio Potengi, onde também se detinham navios ingleses. Naquele ancoradouro se procediam aos reparos necessários nas embarcações e obtinham-se provisões frescas (“refrescos”).

O topônimo “Refoles” (outrora “nau de Refoles”), coincidente com o trecho do Potengi onde atualmente se ergue a Base Naval de Natal, recorda a presença na região, do francês Jacques Riffault[20], corsário que pirateava pelas costas brasileiras ao tempo do rei francês Henrique, o Grande[21].

Jacques Riffault é personagem constante em nossa história. Desde 1594 estabelecera em Upaon-açu (ilha de São Luís) uma feitoria, deixando-a a cargo de seu compatriota Charles – Senhor de Des-Vaux, cavalheiro do Condado de Tomaine -, que havia conquistado a amizade dos silvícolas, e tinha inclusive o domínio da língua nativa[22] .

Capistrano de Abreu (in Salvador 2010, servindo-se de Abbeville)  [23] conta que Riffault partiu com tres navios para o Brasil em 1594[24], disposto a fazer conquistas com o auxílio de Ouirapiue, Pau Seco. Seu principal navio encalhou; dissensões e desarmonias privaram-no do outro; reduzido a um só, abaixou muitos companheiros em terra e voltou para França. Por sua vez Feliciano Coelho anuncia apenas que dera a costa um navio de Rifoles. Devia ter sido seu companheiro o língua Migan, morto na batalha de Guaxinduba depois de ter escapado quatorze vezes das mãos dos portugueses. Meireles (1982, p. 34) [25] traz que David Migan, natural de Vienne, no Delfinado, há tanto já vivia em Upaon-Açú.

Vamos encontrar Jacques Riffault na hoje Alcântara, cuja ocupação remonta a um primitivo aldeamento dos Tapuias[26], conquistado pelos Tupinambás[27] e denominado “Tapuitapera” (“casa dos Tapuias”) à época de sua chegada. Estabelecidas relações amistosas entre os dois povos[28], esta aldeia teria fornecido de trezentos a quatrocentos trabalhadores para a fortificação do nascente núcleo colonial na ilha Grande, depois ilha de São Luís, após a chegada de Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière (1612).[29]

Data de 1596 a visita de um Capitão Guérard, que armou dois navios, sendo um deles para o Maranhão – Poste (atual Camocim), – estabelecendo com regularidade as visitas à terra de corsários de Dieppe, de La Rochelle e de Saint Malo. É nesse ano que o Ministro Signeley toma como ponto de partida dos direitos da França nesta região, funcionando como uma linha regular de navegação entre Dieppe e a costa leste do Amazonas.

Entre 1603-1604 Jacques Riffault percorre o litoral do Ceará, quando o Capitão-mor Pero Coelho de Souza[30] recebeu Regimento, passado pela Coroa ibérica, que lhe determinava: “[...] descobrir por terra o porto do Jaguaribe, tolher o comércio dos estrangeiros, descobrir minas e oferecer paz aos gentios” e “fundar povoações e Fortes nos lugares ou portos que melhores lhe parecerem“.

Integravam a expedição Martim Soares Moreno, Simão Nunes e Manoel de Miranda, à frente de oitenta e seis europeus e duzentos indígenas. Em obediência ao Regimento, iniciou, na foz do rio Jaguaripe, uma fortificação em 10 de agosto de 1603, antes de prosseguir para combater os franceses de Jacques Riffault na Ibiapaba (BARRETTO, 1958, p.82-83). [31]

            Em 1604, Pero Coelho de Souza, passou pelo Camocim com rumo a Ibiapaba e as batalhas contra os nativos que apoiaram os franceses e contas o franceses estabelecidos na região entre o Camocim[32] e o Maranhão.

Henrique IV, de França, concede a René-Marie de Mont-Barrot, Carta Patente datada de 8 de maio de 1602, autorizando-o a arregimentar 400 homens e fundar uma colônia no norte do Brasil; se associa a Daniel de La Touche, transferindo-lhe a empreitada. O Senhor de la Ravardière com o navegador Jean Mocquet parte a 12 de janeiro de 1604 com dois navios, chegando as costas da Guiana (Oiapoque) a 8 de abril, retornando àquele porto a 15 de agosto.

Ante a desistência de Mont-Barrot, o monarca francês, por Carta Patente de 6 de julho de 1605 nomeia La Ravardière seu Lugar-tenente e vice-almirante nas costas do Brasil. A primeira concessão a Daniel de La Touche, data do mês de julho:

“Luis, a todos os que virem a presente. Saúde.O defunto rei Henrique, o Grande, nosso muito honrado senhor e pai [...] tendo por cartas patentes de julho de 1605 constituído e estabelecido o Sr. De Ravardiére de La Touche seu lugar-tenente na América, desde o rio do Amazonas até a ilha da Trindade [...] [33] 

Datado de 26 de julho de 1603 há um arresto do tenente do Almirantado em Dieppe relativo a mercadorias trazidas do Maranhão, ilha do Brasil, pelo Capitão Guérard[34]. Meireles (1982, p. 34) [35] traz também Du Manoir em Jeviré; Millard e Moisset, também encontrados na Ilha Grande. Os comandados de Du Manoir e Guérard chegam a quatrocentos; há esse tempo já dois religiosos da Companhia de Jesus haviam estado no Norte do Brasil.

Segundo o sócio do IHGM Antonio Noberto, é confirma a presença de franceses pelo Padre Luis Figueira, em sua Relação do Maranhão (de 1608):

“Mandamos recado a outra aldea para sabermos se nos quirião la e q’ viessem alguns a falar cõ nosco, e tãbem nos queriamos emformar dos q’ tinhão vindo do maranhão q’ la estavão principalmente acequa dos frãcesez que tinhamos por novas que estavão la de assento com duas fortalezas feitas em duas ilhas na boca do rio maranhão”. [36]

Em 1607 – ou 1609 – Carlos Des-Vaux retorna à França cansado de esperar por Riffault, e é recebido por Henrique IV. Ainda em 1609, Daniel de LaTouche e Charles Des-Vaux visitam o Maranhão.

De LaTouche certifica-se de que as informações sobre a terra eram verdadeiras e pede licença ao rei para explorá-la. Mas com o assassinato de Henrique IV, sucede-lhe ao trono Luis XIII, ainda menor, governando em seu nome Maria de Medicis[37]. É esta quem concede licença à Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardiére, de formar uma companhia para explorar as “terras” de Riffault:

“[...] e havendo ele feito duas viagens às Índias para descobrir as enseadas e rios próprios para o desembarque e estabelecimento de colônias, no que seria bem sucedido, pois apenas chegou nesse país soube predispor os habitantes das ilhas do Maranhão e terra firme, os tupinambás e tabajaras, e outros, a procurarem nossa proteção e sujeitarem-se à nossa autoridade, tanto por seu generoso e prudente procedimento [...] de lhe fazer expedir nossas cartas patentes de outubro de 1610 para regressar, como Chefe, ao dito país, continuar seus progressos, como teria feito e aí demorar-se-ia dois anos e meio com os portugueses.”, em paz e 18 meses tanto em guerra como em tréguas”. [38]

De acordo com Moreira (1981) [39] essa concessão foi uma farsa dos franceses, pois na verdade eles não tinham credencial nenhuma e tanto é verdade, que Maria de Médicis, que reinava em nome de seu filho, ainda menor, Luís XIII, estava há muito tempo negociando o casamento dele com a princesa Ana d’Austria, filha de Felipe III, que era portador das coroas Espanha e Portugal. Nutria esse desejo de muito tempo e por isso, não iria autorizar um aventureiro e conhecido pirata Daniel Ravardiere, inimigo da sua religião, a invadir terras que eram da coroa portuguesa, desde a assinatura do Tratado de Tordesilhas, homologado pelo Papa Alexandre VI, há 118 anos, isto é, antes da descoberta do Brasil.

La-Ravardière, associa-se a Francois de Razilly, Senhor de Razilly e Aunelles, ajudante de ordens do Rei, gentil homem de sua câmara, aparentado com o cardeal de Richelieu; Nicolas de Harlay, Senhor de Sancy e Barão de Molle e Gros-Bois, membro do Parlamento e do Conselho do Rei; além deles conseguiu o apoio e a proteção do Senhor de Dampulho, Almirante de França e Bretanha, primo do Rei, e do abastado Auber de Claumont.

    A 24 de julho de 1612, Daniel de La Touche, Francisco de Rasilly e o Barão de Sancy largam âncora na ilha de Sant’ Ana e a 6 de agosto a esquadra entra no golfo, indo fundear frente  a Jeviré (ponta de São Francisco), onde se localizavam as feitorias de Du Manoir e do Capito Guerard. Os franceses atravessam o braço de mar, indo se fixar em um promontório onde, a 12 de agosto, uma sexta-feira, dia consagrado a Santa Clara, celebram o santo ofício da missa. A 8 de setembro, uma quarta-feira, dia consagrado à Santíssima e Imaculada Virgem Maria, é realizada a solenidade de fundação da Colonia.

Du Manoir, Riffault, dês Vaux e os piratas de Dieppe, encontravam-se fundeados no porto, confirmam a presença continuada dos exploradores de todas as procedências nas costas do Maranhão, e do Norte em geral: uma companhia holandesa presidida pelo burgomestre de Flessingue, ingleses, holandeses e espanhóis negociando com os índios o pau-brasil; armadores de Honfleur e Dieppe; o Duque de Buckigham e o conde de  Pembroke e mais 52 associados fundaram uma empresa para explorar o Brasil; espanhóis de Palos[40].

O historiador Antonio Noberto continua:

“Segundo, tanto comércio fez com bretões e normandos se estabelecessem com feitorias na Ilha Grande, e um desses lugares era a aldeia de Uçaguaba / Miganville (atual Vinhais Velho), misto de aldeia e povoação européia. Terceiro, o porto usado nessas atividades era o de Jeviré (Ponta d’Areia)”.

Para Noberto, é quase inimaginável que todo esse aparato comercial existisse sem uma forte proteção das armas. Some-se que o chefe maior de tudo isso era David Mingan, o Minguão, o “chefe dos negros” (daí o nome de Miganville), que tinha a seu dispor cerca de 20 mil índios e era “parente do governador de Dieppe”. Por fim, a localização da fortaleza está exatamente no lugar certo de proteção do Porto de Jeviré e da entrada do rio Maiove (Anil), que protegeria Miganville.

Pianzola, em sua obra “OS PAPAGAIOS AMERELOS – os franceses na conquista do Brasil (1968, p. 34)[41] apresenta decalque de mapa datado de 1627, cujo original desapareceu, feito em torno de 1615 pelo português João Teixeira Albernaz, cosmógrafo de sua Magestade[42], certamente feito a partir  daquele que LaRavardiére deu ao Sargento- Mor Diogo de Campos Moreno[43] durante a trégua de 1614. O autor chama atenção para os nomes constantes dos mapas, entre os quais muitos de origem francesa, ‘traduzidos’ para o português. Vê-se, na Grande Ilha  dentre outros, Migao-Ville, propriedade do intérprete de Dieppe, David Migan, seguramente um psudônimo, no entender de Pianzola:

“[...] No último quartel daquele século, o que era apenas um posto de comércio, sem maior raiz, tornou-se morada definitiva dos corsários gauleses, vindos de Dieppe, Saint-Malo, Havre de Grace e Rouen, que aqui deixavam seus trouchements (tradutores) que viviam simbioticamente com os tupinambá (escreve-se sem “s” mesmo). Entre estes estava David Migan, o principal líder francês desta época. Ele era o “chefe dos negros” (índios) e “parente do governador de Dieppe”. Tinha a seu dispor cerca de vinte mil guerreiros silvícolas e residia na poderosa aldeia de Uçaguaba (atual Vinhais Velho), apelidada de Miganville[...].(NOBERTO SILVA, 2011)[44].

 

Fonte: PIANZOLA, 1968, p. 34[45]

Para Noberto, é quase inimaginável que todo esse aparato comercial existisse sem uma forte proteção das armas.

“[...]Na virada do século, segundo o padre e cronista Luis Figueira, que escreveu sua penosa saga na Serra de Ibiapaba, os franceses no Maranhão contavam, inclusive, com “duas fortalezas na boca de duas grandes ilhas”. Uma destas fortificações, por certo, era o Forte do Sardinha, localizado no atual bairro Ilhinha, nos fundos do bairro Basa em São Luís. Esta, em mãos portuguesas, foi nomeada de Quartel de São Francisco, que deu nome ao bairro. Servia de proteção ao lugar, em especial, a Uçaguaba, reduto de Migan” (NOBERTO SILVA, 2011)[46].

Quando da implantação da França Equinocial esse complexo passou para mãos oficiais. Uçaguaba[47]/Miganville passou a ser chamada pelos cronistas Claude Abbeville e Yves d’Evreux de “o sítio Pineau” em razão de Louis de Pèzieux, primo do Rei, ter adotado o local como moradia[48].

 

Fonte: ANTONIO NOBERTO – correspondencia pessoal

         Vamos falar do que nos trouxe aqui: a Vila Velha de Vinhais é uma povoação esquecida. Por muitos anos, constituiu-se em uma comunidade rural; quando o Recanto Vinhais passou a ser ocupado, percebeu-se que havia uma povoação por perto, situada na periferia da cidade, e que essa povoação tinha uma história, (re)descoberta a partir do início dos anos 80. Descobriu-se sua Igrejinha, em honra a São João Batista. Com o passar desses anos, esta história vem sendo desvendada e, digo-o com orgulho, colocada em papel por mim e minha mulher, Delzuite Dantas Brito Vaz –Del, professora de História do Liceu Maranhense.

            Agora, com as ameaças de intervenções que culminaram com a construção dessa Via Expressa, o restante da população parece que se apercebeu que, ao completar 400 anos da formação do Maranhão e fundação de sua Cidade – São Luis – existia um núcleo anterior – Uçaguaba/MiganVille. Mais, habitada desde tempos imemoriais, tanto por Tapuias, conquistadas suas terras por Tupinambás, esses povos deixaram vestígios de sua passagem, alguns agora descobertos, como uma machadinha de pedra, encontrada em um sítio, por onde passará a estrada…

  A COMISSÃO DAS COMEMORAÇÕES DOS 400 ANOS DA VILA DE VINHAIS VELHO e sua IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA, encaminhou correspondência pleiteando a intervenção do IPHAN junto à área ocupada pela Vila Velha de Vinhais, e sua Igreja de São João Batista, patrimônio estadual tombado.

            Como já comunicado aquela Instituição através de mensagem eletrônica endereçada ao Sr. Julio Meirelles Steglich, Arqueólogo IPHAN/MA, referente à descoberta de objeto lítio no sítio acima referido, em uma residência pertencente ao Sr. Carlos, situada em frente à Igreja de São João Batista.

            Foi informado de que a residência está entre aquelas em processo de desapropriação, por onde deve passar o traçado da Via Expressa, ora em construção; que as escavações e movimento de terras para tal, já se encontra bem próximos do local onde foi encontrado o referido objeto, uma machadinha de pedra. Tem-se  informações, ainda não confirmadas, de encontrados outros objetos, o que se espera seja confirmado quando da visita de técnicos desse IPHAN, já programada, à área em questão. Desnecessário referir-se à urgência dessas providências.

 AT. JULIO MEIRELES – MATERIAL ARQUEOLÓGICO‏

 Leopoldo Gil Dulcio Vaz

 Para iphan-ma@iphan.gov.br

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 Julio

Estive em visita ao Vinhais Velho, ontem à tarde. Lá tomei conhecimento, através de um dos moradores – casa de muro branco, em frente à Igreja, não recordo o nome… – de que achara no quintal de sua casa um artefato – uma machadinha de pedra – provavelmente do período pré-colonial.
Me preocupa, pois há uma construção de via – Via Expressa -, com passagem prevista pelo local em que o objeto foi encontrado, no mesmo sitio. As máquinas estão, já, aproximadamente 20/30 metros do terreno em que se localiza essa casa, caminhando nos dois sentidos, no de frente e pelos fundos, com a construção de uma ponte que chegará aos fundos.
Ali, nesse terreno, funciona uma granja, fácil de achar, pois.
Pela urgência que o caso requer, sirvo-me desse expediente, correio eletrônico, para solicitar a presença, urgente, de equipe de arqueologia, tendo por base Portaria 230/2002 do próprio IPHAN, que protege sítios arqueológicos.

Leopoldo Gil Dulcio Vaz
Professor de Educação Física
Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão
vazleopoldo@hotmail.com
98 3226 2076  98 8119 1322
Rua Titânia, 88 – Recanto Vinhais

MACHADINHO

25/01/2012 – Responder  ▼

 Julio Meirelles Steglich

 Para vazleopoldo@hotmail.com

 Prof. Vaz!

 Antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo pela atitude em favor do patrimônio arqueológico da região. Essa instituição somos todos nós.

Estamos monitorando as obras referidas a risca e um projeto de resgate arqueológico está sendo autorizado na área, a fim de mitigar impactos.

Segundo a lei 3924/61, que protege os sítios arqueológicos pré-históricos, a sua iniciativa se enquadra no artigo 18º, achado fortuito e vossa senhoria passa a ser considerado fiel depositário do achado. Portanto, até que o IPHAN/MA se pronuncie o senhor está responsabilizado por ele e não pode repassar a guarda a outros.

Estou a informar a nossa superintendente sobre o fato e propor:

* nova vistoria arqueológica;

* uma atividade de educação patrimonial junto aos seus alunos e outros interessados.

Seria necessário encontrá-lo no local. Isto é possível?

 Atenciosamente, Julio MEirelles STeglich – Arqueólogo IPHAN/MA 1538255

 RE: MACHADINHO

25/01/2012

 Leopoldo Gil Dulcio Vaz

 Para steglich.3sr@iphan.gov.br

 Julio, no momento estou em Imperatriz, devendo retornar amanhã, quinta, a São Luis. Podemos nos encontrar na sexta, se for conveniente.
O objeto em questão está em poder dos proprietários do terreno, onde foi encontrado. Foi orientado a procurar o IPHAN, com o mesmo, para fazer o registro do achado e pedir as providências necessárias.
Seria interessante, neste momento, uma reunião; melhor, lembrando, hoje à noite, às 19 horas, haverá uma reunião na residência em que foi encontrado o objeto – muro branco, em frente à Igreja de São João Batista, no Vinhas Velho. Participarão os moradores envolvidos, das duas residências com quintal comum, por onde está o traçado da Via Expressa, onde foi encontrado o machado; Comissão dos 400 anos da Vila de Vinhais e outras pessoas da comunidade. Seria interessante se pudesse estar nessa reunião, para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos e, ao mesmo tempo, verificar o estado e a provável idade/uso do machado de pedra…
Desculpe só avisá-lo dessa reunião, mas apenas agora recebi sua mensagem eletrônica; mas aqui, em Imperatriz, os meios de comunicação estão com alguns problemas, sendo que a telefonia celular, por exemplo, ficou ontem o dia todo fora do ar, só retornando nesta manhã; parece-me que rompimento de cabo de fibra ótica…
  Leopoldo

 From: steglich.3sr@iphan.gov.br
To: vazleopoldo@hotmail.com
Subject: machadinho
Date: Wed, 25 Jan 2012 20:12:09 +0000

Prof. Vaz!
 Certo!
Nesse caso, terei que executar atividade de vistoria para proceder com a fiscalização e recolhimento do machadinho.
Eu gostaria muito de participar da reunião, mas não posso fazê-lo sem despacho dos meus superiores. Assim, é necessário que haja requerimento por parte do presidente da associação dos moradores a superintendente Kátia Santos Bogea.
 Atenciosamente, Julio Meirelles STeglich – arqueólogo – IPHAN/MA 1538255

FW: MACHADINHO‏

 Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Para steglich.3sr@iphan.gov.br

Julio, já estou em São Luis, cheguei agora, às 18 horas. Estou a tua disposição.
Quanto à idéia de fazer palestras sobre a atividade arqueológica, e os procedimentos para quem achar algum material, especialmente neste momento em que toda área esta sendo revolvida, acho de importância fundamental. E urgente!!!
A Comissão dos 400 anos está à disposição, para articular juntos aos demais componentes e moradores, quando e quantas vezes forem necessárias.
Estou encaminhando aos outros membros e interessados…
Inclusive, coloco o IHGM à disposição, para ações conjuntas, para reforçar a importância desse evento.
Leopoldo

 EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

12:41 – Responder  ▼

 Julio Meirelles Steglich

Para Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Prof. Vaz!

 Ótimo!

Assim, reitero sugestão de que seja encaminhada a superintendente Kátia SAntos Bogéa propostas, idéias de como podemos construir todos juntos essas atividades.

É necessário que parta de vocês a fim de que eu possa dispor de apoio logístico adequado dessa instituição.

Por exemplo: ontem agendei uma vistoria à área [...].

 Atenciosamente

 Julio Meirelles STeglich –  arqueólogo IPHAN/MA 1538255

 


[1] Os tremembés são um grupo étnico indígena que habita os limites do município brasileiro de Itarema, no litoral do estado do Ceará, mais precisamente na Área Indígena Tremembé de Almofala (Itarema), Terras Indígenas São José e Buriti (Itapipoca), Córrego do João Pereira (Itarema e Acaraú) e Tremembé de Queimadas (Acaraú). Originalmente nômades que viviam num território que estendia-se nas praias entre Fortaleza e São Luís do Maranhão. Foram aldeados pelos Jesuítas no século XVII nas missões de Tutoya (Tutóia-Maranhão), Aldeia do Cajueiro (Almofala) e Soure (Caucaia). Foram declarados como não existentes pelo então governador da Província do Ceará (José Bento da Cunha Figueiredo Júnior), após decreto de 1863. Antes disto, em 1854, os índios perderam o direito da terra pela regulamentação da Lei da Terra. Estes ressurgem no cenário cearense nas décadas de 1980 e 1990, quando são reconhecidos pela FUNAI. http://pt.wikipedia.org/wiki/Trememb%C3%A9s

[2]Insula Septem Civitatum“, que significaria Ilha das Sete Tribos ou Ilha dos Sete Povos, mas acabou fixada nas línguas modernas em Ilha das Sete Cidades http://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_Cidades_(lenda)

[3] PAOLO DAL POZZO TOSCANELLI (Florença, 1397Florença, 10 de Maio de 1482) foi um matemático, astrónomo e geógrafo italiano. Terá influenciado Cristóvão Colombo na formação do seu projecto de atingir o Extremo Oriente viajando para ocidente a partir da costa atlântica europeia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Paolo_del_Pozzo_Toscanelli

[4] DIEGO RIBERO, também conhecido como Diego de Ribero, Diego (de) Rivero, Diego Ribeiro ou Diogo Ribeiro (? -16 Agosto 1533), foi um cartógrafo e explorador de origem portuguesa que trabalhou desde 1518 ao serviço da coroa espanhola. Diego Ribero trabalhou nos mapas oficiais espanhois do Padrón Real (ou Padron Geral) entre 1518-1532. Também produziu instrumentos de navegação, incluindo astrolábios e quadrantes.

[5] (LIMA, Carlos de. HISTÓRIA DO MARANHÃO – A COLÔNIA. São Luís: GEIA, 2006, p. 153;

MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982)

[6] LIMA, Carlos de. HISTÓRIA DO MARANHÃO – A COLÔNIA. São Luís: GEIA, 2006, p. 153

[7] MARTIM AFONSO DE SOUSA (Vila Viçosa, c.1490/1500Lisboa, 21 de julho de 1571) foi um nobre e militar português. Jaz em São Francisco de Lisboa. Como Tomé de Sousa, descendia por linha bastarda do rei Afonso III de Portugal. Senhor de Prado e de Alcoentre, ainda parente do conde de Castanheira, D. António de Ataíde, tão influente sobre o rei D. João III de Portugal, Martim de Sousa foi Senhor de Prado, e Alcaide-mor de Bragança e mais tarde Governador da Índia e do Estado do Brasil. Serviu algum tempo ao Duque de Bragança D. Teodósio I[1] mas «como era de um espírito elevado e queria esfera onde se dilatasse em coisas grandes, largou a Alcaidaria mor de Bragança e outras mercês que tinha do Duque, para servir ao Príncipe D. João, filho do rei D. Manuel. Depois foi a Castela e esteve algum tempo em Salamanca; e voltando a Portugal, D. João III, que já então reinava, o recebeu com muita estimação e honra porque Martim Afonso de Sousa foi um fidalgo em quem concorreram muitas partes, porque era valeroso, dotado de entendimento e talento grande». Acompanhou a rainha viúva D. Leonor a Castela. Iniciou sua carreira de homem de mar e guerra ao serviço de Portugal em 1531 na armada que o rei determinou mandar ao Brasil, nomeado desde fins 1530 em razão dos seguintes fatores: por ser primo-irmão de D. Antônio de Ataíde, membro do Conselho Real, e ter forte influência junto ao Rei. Estudou Matemática, Cosmografia e Navegação. http://pt.wikipedia.org/wiki/Martim_Afonso_de_Sousa

[8] DIOGO LEITE, Foi un navegador português do século XVI. Durante o período compreendido entre os anos de 1526 a 1529, comandou uma caravela da armada de Cristóvão Jacques, que tinha por finalidade impedir o comércio dos franceses, nas costas do Brasil. Entre 1530 e 1532, comandou também uma caravela da armada de Martim Afonso de Sousa com a finalidade de explorar a costa brasileira. Mais tarde teve sob o seu comando duas caravelas que conseguiram chegar ao rio Gurupi, no Maranhão.

MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982

[9] LIMA, Carlos de. HISTÓRIA DO MARANHÃO – A COLÔNIA. São Luís: GEIA, 2006, p. 153

[10] D. JOÃO III DE PORTUGAL (Lisboa, 6 de Junho de 1502Lisboa, 11 de Junho de 1557) foi o décimo quinto Rei de Portugal, cognominado O Piedoso ou O Pio pela sua devoção religiosa. Filho do rei Manuel I de Portugal, sucedeu-o em 1521, aos 19 anos. Herdou um império vastíssimo e disperso, nas ilhas atlânticas, costas ocidental e oriental de África, Índia, Malásia, Ilhas do Pacífico, China e Brasil. Continuou a política centralizadora do seu pai. Para fazer face à pirataria iniciou a colonização efectiva do Brasil, que dividiu em capitanias hereditárias, estabelecendo o governo central em 1548. http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_III_de_Portugal

[11]  “FERNÃO ÁLVARES DE ANDRADE – No ano de 1535 o Rei D. João III concedeu para Fernão Álvares de Andrade, o mais poderoso e importante dos agraciados com terras no Brasil que era fidalgo descendente dos Condes de Andrade, Tesoureiro Mor de Portugal e membro atuante do Conselho Real e o principal conselheiro do rei -http://www.caestamosnos.org/viagem/SLuis03.htm

[12] JOÃO DE BARROS que era Feitor da Casa da Índia, Tesoureiro das Casas das Índias e de Ceuta.

[13] AIRES DA CUNHA navegador e militar experiente afeito às agruras da vida no mar e `a conquista em terras estrangeiras.

[15] RIBEIRO, Carlos Leite (Ed.). “A Travessia do Atlântico” – Do Livro de Bordo A Caminho de São Luís. Disponível em http://www.caestamosnos.org/viagem/SLuis03.htm  

[16] RIBEIRO, Carlos Leite (Ed.). “A Travessia do Atlântico” – Do Livro de Bordo A Caminho de São Luís. Disponível em http://www.caestamosnos.org/viagem/SLuis03.htm  

[17] Tutoia é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada em 2010 pelo IBGE foi de 52.711 habitantes. Localizada na microregião do Baixo Parnaíba, composta por praias, mangues, dunas, lagos e rios. “Tutoia e Seu Folclore” aponta o termo como procedente do meio indígena, onde, na linguagem Tremembé,onde era situado o povo tremembé, Tutoia quer dizer “lençol de areia”, “grande extensão de dunas”, que caracteriza efetivamente a topografia da costa litorânea de Tutoia. Hipótese esta bem mais aceitável do que a primeira. Circula por entre as opiniões populares, outra versão, pela qual o nome Tutoia provém do tupi guarani e siginifica “água boa”. Porém, a que é mais aceita pela maioria, encontra mais respaldo, é mais lógica e justificada, admite que “Tutoia” é uma corruptela de “Totoi” que, em linguagem indígena quer dizer: “que beleza!”, “que encanto. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tut%C3%B3ia

[18] SALVADOR, Frei Vicente do. HISTÓRIA DO BRASIL. Edição revista por Capistrano de Abreu. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010.

[20] http://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%B5es_francesas_do_Brasil

[21] Fundador da Dinastia Bourbon. Em 1572, tornou-se rei de Navarra. Sua família era uma das mais importantes do país. Seu principal momento na vida política foi a assinatura do Edito de Nantes (1598), documento que dava liberdade religiosa para católicos e protestantes. Foi um rei que mereceu o título de restaurador e libertador do Estado. Morre em 1610, assassinado por um fanático religioso. http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_Moderna#Henrique_IV.2C_o_Grande

[23] SALVADOR, Frei Vicente do. HISTÓRIA DO BRASIL. Brasília: Senado Federal, 2010, p. 254

[24] Wehling e Wehling (1994) afirmem que sua chegada teria ocorrido em 1584. WEHLING, Arno; WEHLING, Maria José C. de. FORMAÇÃO DO BRASIL COLONIAL. Rio de Janeiro: Nova Fonteira, 1994, p. 75

[25] MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982

[26] Tapuia é um termo histórico utilizado ao longo dos séculos no Brasil para designar uma classe de povos indígenas. Originalmente dividia-se os índios brasileiros em dois grandes grupos, um sendo os tupi-guaranis (tupinambás) e outro denominado por tapuias que habitavam regiões mais interiores. Na época atual geralmente associa-se o termo ao tronco linguístico Macro-jê. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tapuias 

[27] O termo tupinambá provavelmente significa o mais antigo ou o primeiro e se refere a uma grande nação de índios, da qual faziam parte, dentre outros, os tamoios, os temiminós, os tupiniquins, os potiguaras, os tabajaras, os caetés, os amoipiras, os tupinás (tupinaê), os aricobés etc. Os tupinambás, como nação, dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum, que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e que passou a ser conhecida como o tupi antigo, constituindo-se na língua raiz da língua geral paulista e do nheengatu. Entretanto, normalmente, quando se fala em tupinambás, está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios, cujo objetivo era lutar contra os portugueses, conhecidos pelos tupinambás como peró.

[28] D´ABBEVILLE, Claude. HISTÓRIA DA MISSÃO DOS PADRES CAPUCHINHOS NA ILHA DO MARANHÃO E TERRAS CIRCUNVIZINHAS. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: USP, 1975.

[30] Pero Coelho de Sousa foi um explorador português, oriundo dos Açores, primeiro representante da Coroa a desbravar os territórios da capitania do Ceará no início do século XVII. Em 1603, requereu e obteve da Corte Portuguesa por intermédio de Diogo Botelho, oitavo Governador-geral do Brasil, o título de Capitão-mor para desbravar, colonizar e impedir o comércio dos nativos com os estrangeiros que a anos atuavam na capitania do “Siará Grande”. Após uma série de lutas, conquistou a região da Ibiapaba vencendo os franceses e indígenas. Depois dessa vitória ele tentou entrar mais na região na direção do Maranhão, mas devido à rebelião de seus homens, retornou à barra do rio Ceará onde ergueu o Fortim de São Tiago da Nova Lisboa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pero_Coelho_de_Souza

[31] BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958.

[32] As Fortificações do Camocim localizavam-se na margem esquerda da foz do rio Coreaú, atual Barreiras (município de Camocim). Barreto (1958) informa que uma fortificação neste ancoradouro já havia sido cogitada em 1613 por Jerônimo de Albuquerque Maranhão (1548-1618), no contexto da conquista da Capitania do Maranhão aos franceses, optando por se estabelecer, entretanto, em Jericoacoara (p. 92). http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Corea%C3%BA; http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortifica%C3%A7%C3%B5es_do_Camocim  BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958

[33] LIMA, Calos de. HISTÓRIA DO MARANHÃO – A COLONIA. São Luis: Geia, 2006, p. 170-171, nota de pé-de-página;

MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982

[34] (MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982)

[35] MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982

[36] conforme Antônio Noberto original deste documento está nos arquivos da Ordem de Jesus Claudio Aquaviva, Maison d’Etudes, Exaten, Baaksen, Limburgo Hollandez. Estas informações estão no trabalho do Barão de Studart Documentos para a história do Brasil especialmente a do Ceará – 1608 a 1625, publicado em Fortaleza em 1904.

[37] Filho de Henrique IV, tinha apenas oito anos de idade quando o pai morreu. A nobreza pensou em assumir o trono mas a rainha mãe Maria de Médicis assumiu a regência em nome do filho até que ele completasse a maioridade. No ano de 1624 foi nomeado o cardeal Richelieu como primeiro-ministro com o apoio da rainha mãe Maria de Médicis. http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_Moderna#Henrique_IV.2C_o_Grande

[38] LIMA, Calos de. HISTÓRIA DO MARANHÃO – A COLONIA. São Luis: Geia, 2006, p. 170-171, nota de pé-de-página;

MEIRELES, Mário Martins. FRANÇA EQUINOCIAL. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; São Luis: Secretaria de Cultura do Maranhão, 1982

[39] MOREIRA, José. Fundação Da Cidade De São Luís. In Jornal o Estado do Maranhão, 1981, p. 6

[40] LIMA, Calos de. HISTÓRIA DO MARANHÃO – A COLONIA. São Luis: Geia, 2006, p. 174.

[41] PIANZOLA, Maurice. OS PAPAGAIOS AMERELOS – os franceses na conquista do Brasil. São Luis: SECMA; Rio de janeiro: Alhambra, 1968

[42] João Teixeira Albernaz, também referido como João Teixeira Albernaz I ou João Teixeira Albernaz, o Velho (Lisboa, último quartel do século XVI — c. 1662), para distingui-lo do seu neto homónimo, foi o mais prolífico cartógrafo português do século XVII. A sua produção inclui dezanove atlas, num total de duzentas e quinze cartas. Destaca-se pela variedade de temas, que registam o progresso das explorações marítimas e terrestres, em particular no que respeita ao Brasil. http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Teixeira_Albernaz,_o_velho

[43] Diogo de Campos Moreno (Tânger? 1566? – 1617?) foi um militar português. Após ter combatido na Flandres, seguiu para o Brasil em 1602, com o posto de Sargento-mor, junto com Diogo Botelho. No Maranhão juntou-se a Jerônimo de Albuquerque Maranhão e a Alexandre de Moura na luta contra os franceses e seus aliados indígenas, estabelecidos na chamada França Equinocial, conseguindo a vitória em 1615. Com base nas suas experiências no Brasil redigiu o “Livro que Dá Razão ao Estado do Brasil” (1612) e a “Jornada do Maranhão” (1614), obras que não assinou. Nesta última, Moreno relata a conquista do território, embora tenha enaltecido os seus próprios feitos. Foi tio de Martim Soares Moreno. http://pt.wikipedia.org/wiki/Diogo_de_Campos_Moreno

[44] SILVA, Antonio Noberto. In Blog de Antonio Noberto O Maranhão francês sempre foi forte e líder. http://antonio.noberto.zip.net/, publicado em 03/11/2011

Evandro Junior, in Jornal O Estado do Maranhão, 18.12.11:  Saint Louis Capitale de La France Equinoxiale, disponível em http://maranhaomaravilha.blogspot.com/2011/12/saint-louis-capitale-de-la-france.html   

[45] PIANZOLA, Maurice. OS PAPAGAIOS AMERELOS – os franceses na conquista do Brasil. São Luis: SECMA; Rio de janeiro: Alhambra, 1968

[46] SILVA, Antonio Noberto. In Blog de Antonio Noberto O Maranhão francês sempre foi forte e líder. http://antonio.noberto.zip.net/, publicado em 03/11/2011

[47] Capistrano de Abreu esclarece que: “EUSSAUAP – nom do lieu, c’est à dire le lieu ori on mange les Crabes. – Bettendorf leu em Laet Onça ou Cap, que supôs Onçaquaba ou Oçaguapi; mas tanto na ediço francesa, como na latina daquele autor, o que se lê, é EUSS-OUAP. Na história da Companhia de Jesus na extinta Província do Maranhão e Pará, do Padre  José de Morais, está Uçagoaba,   que com melhor ortografia é Uçaguaba composto de uça, nome genérico do caranguejo, e guaba, participio de u comer: o que, ou onde se come caraguejos, conforme com a definição do texto …”. (ABBEVILLE, Claude d’. HIASTÓRIA DA MISSÃO DOS PADRES CAPUCHINHOS NA ILHA DO MARANHÃO E TERRAS CIRCUNVIZINHAS. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: USP, 1975, p.107).

PILULAS DE MEMÓRIA – IF-MA IMPERATRIZ

dom, 29/01/12
por leopoldovaz |

Conforme prometi ao Charles, quando da defesa de sua monografia que abordou a Educação Física & Esporte Escolar de Imperatriz, contando uma história, de sua implantação na década de 1970 até 2010, conto a história da implantação da então UNED-Imperatriz do CEFET-MA, hoje IF-MA, conform consta de documento oficial do CEFET-MA (IF-MA) encaminhado ao Ministério da Educação, já alguns anos:

 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

UNIDADE DE ENSINO DESCENTRALIZADA DE IMPERATRIZ UNEDI/CEFET-MA

 LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ – Professor – DCS – São Luís

MARCOS REGES REIS RIBEIRO – Coordenador COPLAN – São Luís

 INTRODUÇÃO

 A equipe de Planejamento Estratégico definiu como objetivos específicos:

  • implantar a Reforma da Educação Profissional na UNEDI\CEFET-MA;
  • implantar um Modelo de Gestão Participativa na INEDI\CEFET-MA;
  • ampliar as áreas de atuação deste Centro na Pesquisa, Produção e Ensino nas Regiões de:

 IMPERATRIZ (Municípios de Amarante do Maranhão, Buritirana, Campestre do Maranhão, Davinópolis, Estreito, Governador Edison Lobao, IMPERATRIZ, João Lisboa, Lajeado Novo, Montes Altos, Porto Franco, Ribamar Fiquene, São João do Paraíso, Senador La Rocque;

 ACAILANDIA (Municípios de ACAILANDIA, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cidelândia, Itinga do Maranhão, São Francisco do Brejão, São Pedro da Água Branca, Vila Nova dos Martírios);

 BALSAS (Municípios de Alto Parnaíba, BALSAS, Carolina, Feira Nova do Maranhão, Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Nova Colinas, Riachão, Simbaíba, São Félix das Balsas, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, Tasso Fragoso.

 - criar novos cursos para atendimento de demandas emergentes do mercado de trabalho;

- instituir um sistema permanente de pesquisas sobre as tendências econômicas e o mercado de trabalho.

 CARACTERÍSTICAS DA ORGANIZAÇÃO:

 Breve Histórico da Unidade de Ensino Descentralizada de Imperatriz, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão [1]

 A Unidade de Ensino Descentralizada de Imperatriz – UNED -, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão – CEFET-MA – foi criada em 1987.

Em 1984, aconteceu na cidade Manaus – AM, um Encontro de Professores de Educação Física das Escolas Técnicas Federais das regiões Norte e Nordeste. Naquela ocasião, tomou-se conhecimento que a Escola Técnica Federal de Pernambuco estava construindo um campus avançado na cidade de Joazeiro.

O professor representante da ETFM naquele encontro de professores, Leopoldo Gil Dulcio Vaz – então Coordenador de Ensino da ETFM, – ouvindo o histórico da construção daquele campus avançado, ao regressar à São Luís, fez um relato pormenorizado ao Chefe do Departamento de Ensino, prof. João de Sousa Guimarães, que o autorizou a apresentar uma proposta, que seria levada à Direção Geral.

Feita a proposta, e em viagem particular à Imperatriz, conversou com o então Prefeito Municipal, Dr. José de Ribamar Fiquene, sobre a idéia de se construir um campus avançado da ETFM na cidade de Imperatriz, com o auxílio da Prefeitura Municipal; conversou-se, também, com o Dr. Marcílio Cortez, então diretor da SUDAM, sobre um empréstimo a fundo perdido à PMI, para construção da sede.

Ficou acertado que o Sr. Prefeito Municipal iria à São Luís, solicitar ao diretor da ETFM a instalação da unidade em Imperatriz, com o auxílio financeiro da PMI e um possível empréstimo – que seria negociado – a fundo perdido, da SUDAM. 

O Prof. Ronald da Silva Carvalho determinou, então, que se fizessem estudos haja vista o comprometimento do Sr. Prefeito Municipal. A comissão foi formada pelos Professores José de Ribamar Nascimento e Maria Natividade Araújo, no ano de 1986, já na administração do Prof. Celso Jorge Pires Leal (1986-1994). Foram realizados os estudos de viabilidade para implantação de uma unidade de ensino na cidade de Imperatriz, tal qual as unidades descentralizadas de ensino existentes nos CEFET´s, encaminhando-se o projeto ao Ministério da Educação.

Os acontecimentos políticos daqueles tempos – a morte do Presidente eleito, Tancredo Neves -  e a posse do Vice-Presidente  José Sarney, na Presidência da República, favoreceram a criação da tão sonhada Unidade Descentralizada de Ensino de Imperatriz. Em visita à região tocantina, e em discurso proferido na cidade de Açailândia, o Presidente da República confirmou a criação de 200 (duzentas) Escolas Técnicas e Agrotécnicas, e que a cidade de Imperatriz seria contemplada com uma delas.

O então Presidente da República foi informado da existência de um projeto para criação de uma  Unidade de Ensino Descentralizada em Imperatriz. Participaram dessa reunião o Deputado Edson Lobão, o Prefeito Municipal de Imperatriz, José de Ribamar Fiquene  e o Prof. Celso Jorge Pires Leal, diretor da ETFM. Foi então determinado ao Ministro da Educação que tomasse as providências necessárias, marcando-se uma reunião para Brasília.

Em 1987, pela Portaria Ministerial 157, de 12 de março de 1987, nos termos do Processo no. 23000.001936/87-41-MEC, foi criada a Unidade Descentralizada de Ensino de Imperatriz, que passou a funcionar em prédio cedido pela Prefeitura Municipal de Imperatriz – Palácio da Educação Dorgival Pinheiro de Sousa -, enquanto se aguardava a construção de sua sede.

No ano de 1989, devido à apreciável qualidade de suas instalações, equipamentos e recursos humanos, a Escola Técnica Federal do Maranhão, através do Decreto n. 97.561, de 2 de março, foi autorizada pelo Governo Federal a implantar e desenvolver cursos superiores de graduação. Posteriormente, à semelhança dos Centros Federais de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, e através da  Lei n. 7.863 de 30 de outubro de 1989,  a Escola Técnica Federal do Maranhão é transformada em  Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, com sua Unidade de Ensino Descentralizada de Imperatriz.


[1] VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão: esboço histórico. REVISTA  “NOVA ATENAS” DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, São Luís, v. 1, n. 1,  jul/dez. 1998, p. 5-8. (Disponível em www.cefet-ma.br

 



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