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O QUE NÃO FOI FEITO (AINDA) NO VINHAIS VELHO

seg, 20/02/12
por leopoldovaz |

Grandes obras – como a Via Expressa – trazem desenvolvimento aos locais em que são instaladas; entretanto, os beneficios causados por esses empreendimentos geralmente implicam em alterações na rotina dos moradores, tais como: mudança dos habitantes para outros locais, modificação no solo e na  paisagem.

CONSTRUÇÃO DA VIA EXPRESSA NO VINHAS VELHO - O MANGUE SENDO ATERRADO

Para que essas alterações, tanto no ambiente quanto na vida das pessoas, não signifiquem a perda de conhecimentos importantes e para que sejam minimizados os impactos negativos das mudanças, se devem realizar estudos no meio ambiente e junto aos moradores da área, antes da execução das obras.

ÁREA ONDE DEVE TER EXISTIDO UM ALDEAMENTO INDIGENA TOTALMENTE DEVASTADA PELAS MÁQUINAS

O  desconhecimento sobre o passado nos afeta no que diz respeito à formação de nossa identidade. Conhecer e valorizar nossa memória nos fortalece, dando significado às nossas vidas através do sentimento de pertencer, de ser parte de uma familia, de uma comunidade.

VÁRIAS FAMILIAS TERÃO QUE DEIXAR A ÁREA, PARA MORAR ONDE?

Vestígios ou recursos arqueologicos locais fazem parte das herança cultural brasileira. São protegidos por uma legislação específica que garante sua preservação para as futuras gerações, perpetuando dessa forma bens representativos da nossa origem e das nossas tradições culturais.

Um desses estudos diz respeito ao patrimonio cultural regional, do qual fazem parte os sitios arqueologicos que possa existir na área do empreendimento. Sitios arqueologicos são locais que foram ocupados por populações no passado. Podem ter sido aldeias indígenas, capelas, fazendas e engenhos, entre outros, onde se encontram vestígios deixados pelas pessoas que neles moraram, prepararam alimentos, confeccionaram armas, utencilios e instrumentos para garantir sua sobrevivencia.

OBJETO ENCONTRADO EM 16/02/2012 - TRATA-SE DE UM INSTRUMENTO DESTINADO À FIAÇÃO DE ALGODÃO, PROVÁVELMENTE TUPINAMBÁ, HABITANTES DA ANTIGA ALDEIA DE UÇAGUABA

Para evitar danos a esse patrimonio – ruinas, armas, utencilios, ferramentas, objetos de adorno, restos de alimentação, sinais indicadores de agricultura e diversos outros, como cemiterios – ou sua destruição, é preciso identifica-lo, estudá-lo e integrar esse conhecimento à história da região.

FRAGMENTOS DE CERAMICA, ENCONTRADOS EM 16/02/2012. IDENTIFICADOS COMO DE ORIGEM PORTUGUESA E INGLESA. PROVAVELMENTE DO INICIO DOS 1800. RETIRADAS DE SEU CONTEXTO PELA DERRUBADA DA CASA DE SEU BINOCA, PERDEU-SE A HISTORIA DESSES OBJETOS...

O trabalho do arqueologo  é localizar e estudar sitios e recuperar informações sobre as pessoas que ali viveram antigamente e sobre o seu modo de vida, evitando, dessa forma, a perda de uma parte importante de nossa herança cultural.

OUTRO OBJETO INDIGENA, ENCONTRADO EM 16/02/2012. TAMBÉM RETIRADO DE SEU CONTEXTO, POIS FOI ENCONTRADO EM UM MONTURO DE TERRA, RETIRADO E JOGADO EM UM MONTE... COMO FAZER A LEITURA, AGORA? TREMEMBÉ? TUPINAMBÁ? OS TREMEBÉS LOCALIZAVAM-SE NA ILHA GRANDE DESDE PELO MENOS 9 MIL ANOS; OS TUPINAMBÁS OS EXPULSAM, POR VOLTA DOS 1530...

A identificação, análise e interpretação dos testemunhos materiais deixados pelo homem no decorrer do tempo permitem ao arqueologo recuperar e interpretar o modo de vida desses povos antigos; esse trabalho compreende inicialmenhte observação cuidadosa e sistemática da área a ser estudada para identificar os sítios arqueológicos. Numa etapa posterior é feita a escavação dos sítios e a retirada cuidadosa dos vestígios encontrados, com anotações e fotografias de tudo o que se cerca os vestígios. Depois, todos os objetos, anotações e fotos são levados ao laboratório, para serem estudados.

MESMA ÁREA, MOMENTOS DIFERENTES – O DEPOIS E O ANTES

Só então tem inicio o trabalho de interpretação, que procura entender os antigos acontecimentos. Só depois da prospecção, e recolhimento dos objetos encontrados no local, que se autoriza o inicio da obra…

O MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO JÁ ESTÁ NA ÁREA. A MOVIMENTAÇÃO DE TERRA POR ONDE PASSARÁ A VIA EXPRESSA, JÁ FOI FEITA. MAS A PROSPECÇÃO ARQUEOLÓGICA, ETAPA ANTERIOR AO INICIO DA CONSTRUÇÃO, NÃO!!! AGORA QUE FOI DETERMINADA O LEVANTAMENTO. DEPOIS DE PERDIDO TODO O CONTEXTO...

E o que foi feito no Vinhais Velho? iniciou-se a obra e depois de inumeras denuncias da existencia de um rico sitio arqueologico no traçado da Rodovia projetada, que um arqueologo aparece no local, a mando do Sr. Max Barros… 

O MANGEZAL NO ENTORNO DA VIVA VELHA SENDO ATERRADO

SEGUINDO O TRAÇADO DETERMINADO, A DEVASTAÇÃO AVANÇA EM DIREÇÃO AO LARGO DA IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA DE VINHAIS VELHO - EM OUTUBRO PROXIMO, 400 ANOS EM QUER FOI REZADA A PRIMEIRA MISSA...

IMPLACÁVEL, A MÁQUINA AVANÇA POR SOBRE O ANTIGO RESTAURANTE DO BINOCA; VAI SAIR Á FRENTE, NO LARGO DA IGREJA DO VINHAIS VELHO...

RESIDENCIA DA VIUVA DO SER. BINOCA. O TRATOR JÁ ESTAVA DEVORANDO AS PAREDES PELOS FUNDOS. NA FRENTE DA CASA, O LARGO DA IGREJA... POR ONDE A VIA EXPRESSA VAI PASSAR, VINDO DOS LADOS DO COHAFUMA, INDO EM DIREÇÃO AO IPASE DE BAIXO...

A CAÇAMBA ESTÁ ESTACIONADA EM FRENTE Á RESIDENCIA DA VIUVA DO SR. BINOCA, AGUARDANDO OS RESTOS DA DEMOLIÇÃO DA CASA, JÁ DESAPROPRIADA. EM FRENTE, A IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA DE VINHAS VELHO

JÁ TERMINADO O TRABALHO DE DEMOLIÇÃO DA RESIDENCIA DA VIUVA DO SR. BINOCA. OBJETOS ARQUEOLOGICOS FORAM ENCONTRADOS NESSEN TERRENO, APÓS A RETIRADA DOS RESTOS DE DEMOLIÇÃO, E REVOLVIDA O SOLO...

PROCURA-SE PROFESSORES: SALÁRIO COMPATÍVEL COM A FUNÇÃO

seg, 20/02/12
por leopoldovaz |

Para PROFESSOR, exige-se ensino em nivel superior. Preferentemente com estudos de Pós-Graduação… Para ttratorista, e funções semelhantes, quando muito, ensino fundamental, nem precisa ser completo. Mas o salário…

MAIS NOVIDADES DO CEV

sáb, 18/02/12
por leopoldovaz |

CEV Novidades

Link to Centro Esportivo Virtual

História da Educação Física e dos Esportes: Recordar é Viver – Futebol no Maranhão

Posted:

RECORDAR É VIVER – o Moto Clube em (mais uma) crise Estou revendo alguns escritos, para responder ao Charles, de Imperatriz. Lembram dele? defendeu monografia sobre a implantação da Educação Física e Esportiva naquela cidade, com um recorte temporal de 1970 a 2010, dedicando um capitulo inteiro aos anos 1975/1978, sendo que participei ativamente de 76 a 78; em 79 vim para São Luis… Mas o que está logo abaixo trata-se de um capitulo da cronica que estou escrevendo, no resgate da História dos Esportes, da Educa&c…

Educação Física no Maranhão: Recordar é Viver – o Moto Clube e Sua Crise de 47

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RECORDAR É VIVER – o Moto Clube em (mais uma) crise Estou revendo alguns escritos, para responder ao Charles, de Imperatriz. Lembram dele? defendeu monografia sobre a implantação da Educação Física e Esportiva naquela cidade, com um recorte temporal de 1970 a 2010, dedicando um capitulo inteiro aos anos 1975/1978, sendo que participei ativamente de 76 a 78; em 79 vim para São Luis… Mas o que está logo abaixo trata-se de um capitulo da cronica que estou escrevendo, no resgate da História dos Esportes, da Educa&c…

 
Legislação Desportiva – CEVLeis: II Encuentro Internacional Sobre Derecho Del Deporte Santiago de Cuba, Cuba, 20 Al 22 de Noviembre de 2012

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DIRETO DE SANTIAGO DE CUBA, CUBA NOS INFORMA O CORRESPONDENTE CEVLEIS  DR. KAREL  PACHOT CONVOCATORIA  (1RA COMUNICACIÓN) II ENCUENTRO INTERNACIONAL SOBRE DERECHO DEL DEPORTE SANTIAGO DE CUBA, CUBA, 20 AL 22 DE NOVIEMBRE DE 2012 La Cátedra de Estudios sobre Derecho del Deporte “Dr. Ignacio Agramonte y Loynaz”, del Departamento de Ciencias Sociales de la Facultad de Santiago de Cuba, de la Universidad de Ciencias de la Cultura Física y el Deporte, con el coauspicio de la Facultad de Derecho y el Centro de Biofísica Méd…

História da Educação Física e dos Esportes: Vinhais Velho – Achados Arqueologicos

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VILA VELHA DE VINHAIS – A VILA ESQUECIDA TRAÇADO DA VIA EXPRESSA. VILA VELHA DE VINHAIS – 418 ANOS DE HISTÓRIA CONTADA A PARTIR DOS ELEMENTOS EUROPEUS. DOS INDIOS, IMEMORIAL – PELO MENOS 9 MIL ANOS DE OCUPAÇÃO DA ILHA ENCANTADA, A ILHA GRANDE DOS TUPINAMBÁ, UPAON-AÇÚ – ALDEIA DE UÇAGUABA/MIGAN VILLE – HOJE VINHAIS VELHO… Desde que assumi o leme deste Blog tenho postado regularmente notícias sobre a Vila velha de Vinhais, o bairro esquecido de São Luis… recapitulando, habitada desde tempos imemoriai…

Educação Física no Maranhão: Vila Velha de Vinhais – a Vila Esquecida

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VILA VELHA DE VINHAIS – A VILA ESQUECIDA TRAÇADO DA VIA EXPRESSA. VILA VELHA DE VINHAIS – 418 ANOS DE HISTÓRIA CONTADA A PARTIR DOS ELEMENTOS EUROPEUS. DOS INDIOS, IMEMORIAL – PELO MENOS 9 MIL ANOS DE OCUPAÇÃO DA ILHA ENCANTADA, A ILHA GRANDE DOS TUPINAMBÁ, UPAON-AÇÚ – ALDEIA DE UÇAGUABA/MIGAN VILLE – HOJE VINHAIS VELHO… Desde que assumi o leme deste Blog tenho postado regularmente notícias sobre a Vila velha de Vinhais, o bairro esquecido de São Luis… recapitulando, habitada desde tempos imemoriai…

Gênero e Esporte: Tem Alguém da Comunidade em Los Angeles Para o Congresso de Mulher do Coi?

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Cevnautas, será que tem alguém em Los Angeles pra mandar informações pra cá? Laercio 15/02/2012 às 16h17 – Conferência em Los Angeles debate participação feminina no esporte    Os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna foram realizados em 1896, em Atenas, na Grécia, e não permitiam a participação de mulheres em nenhuma modalidade. Desde então, a presença feminina no movimento olímpico floresceu e se consolidou. As mulheres têm conquistado cada vez mais esp…

História da Educação Física e dos Esportes: Disciplina de História da Educação Física Uepg

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Olá pessoal, estamos iniciando uma proposta de reflexão sobre a “História da Educação Física e Esportes”, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a partir das disciplinas que tratam deste conteúdo. Este é o primeiro contato que faço com a comunidade. Como sugestão para complementar o desenvolvimento da disciplina, tanto na licenciatura quanto no bacharelado, foi sugerido o debate no CEV. Começo então, convocando todos os meus alunos e interessados a participar desta comunidade. Abraço! Pro…

Legislação Desportiva – CEVLeis: S T F Decide Pela Constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa

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Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 STF decide pela constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concluíram nesta quinta- feira (16) a análise conjunta das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs 29 e 30) e da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4578) que tratam da Lei Complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa. Por maioria de votos, prevaleceu o entendimento em favor da constitucionalidade da lei, que poderá ser aplicada nas eleições deste ano, alcan&cce…

Educação Física em Alagoas: IV Encontro Luso-brasileiro de Educação Física e Desporto em Maceió

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Cevnautas, alguém tem o programa desse encontro e dos 3 anteriores pra gente cadastrar nos eventos do CE? Laercio IV Encontro Luso-Brasileiro de Educação Física e DesportoEm 2012, o IV Encontro Luso-Brasileiro de Educação Física e Desporto retorna para a Ufal com outras parcerias com universidades portuguesas – palestrantes da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade de Coimbra e representantes de outras universidades brasileiras. Com o …

A QUESTÃO DO MEIO AMBIENTE E A SUA PRESERVAÇÃO EPLAS NOVAS GERAÇÕES

sáb, 18/02/12
por leopoldovaz |

Está rolando da Internet, e compartilho aqui…
DESABAFO
“Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
O empregado respondeu:
“Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente. “
“Você está certo”, responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
(Agora que voce já leu o desabafo, envie para os seus amigos, para os que têm mais de 50 anos  ou, menos).

A sedução do carnaval de antigamente na memória coletiva

sáb, 18/02/12
por leopoldovaz |

Maria Luiza De Morais Rêgo Luz  mandou a seguinte mensagem pelo Face, que compartilho com voces:
A sedução do carnaval de antigamente na memória coletiva.
Vamos rememorar o carnaval maranhense. Aquele carnaval livre, espontâneo, onde não havia comissões julgadoras, arquibancadas e nem se pagava para assistir ao desfile de bloco de índios, corsos e turmas organizadas. A ordem era brincar, com muita animação e alegria, os três dias de momo. Aqui em São Luís, até a década de 50, o carnaval era bem diferente do de hoje. Tradicionalmente, o carnaval do passado de São Luís do Maranhão foi essencialmente de rua. O entrudo era uma brincadeira de água colorida, que manchava a roupa, de talco ou maisena, jogado sempre nos olhos. O maranhense tinha sua maneira própria de brincar o carnaval. As brincadeiras de rua eram o corso, cordões de urso, cruz-diabo, fofão, chegança, baralho e casinha da roça.
A grande concentração popular era na Praça Deodoro e nas avenidas Silva Maia e Gomes de Castro. O centro urbano de São Luís era todo decorado com figuras de Reis-Momos, palhaços, odaliscas, pierrôs, colombinas, arlequins e zé-pereiras. Nas horas de maior movimento deixavam de circular os bondes do Anil, Areal (bairro Monte Castelo), Estrada de Ferro, Gonçalves Dias, João Paulo e São Pantaleão. (http://paulorios.org/2011/03/06/velhos-carnavais-velhos-folioes/)
 

Pra Onde Está Caminhando o Livro em Parceria com a Internet?

sáb, 18/02/12
por leopoldovaz |

Cevnautas, o Juliano Spyer continua a sua análise sobre pra onde está indo o livro. Bom proveito. laercio

12 maneiras como a Internet está afetando a produção e o consumo de livros Submitted by juliano on 17 February, 2012 – 19:09

Este não é um post com previsões sobre o futuro do livro. A maioria dos itens listados a seguir já são realidade. Reuni-os aqui porque contempla-los em conjunto permite à gente perceber as várias interligações das partes, ou seja, a já delineação de uma dinâmica produtiva para substituir ou pelo menos completar a que existe hoje.

Longe de estar provocando a morte do livro – nem a TV conseguiu a façanha -, a existência da plataforma digital com suas peculiaridades está criando novas oportunidades inclusive para se fazer dinheiro. E a vantagem será maior se a norma se confirmar e as editoras ficarem presas ao modelo anterior e não tirarem proveito da posição que têm hoje para ocupar novos espaços.

Seu comentário é bem-vindo para contestar ou adicionar outras perspectivas a este panorama.

  1. Redução do tamanho – para “caber” no ritmo de uso dos dispositivos móveis; é um livro condensado, com capítulos do tamanho de uma ou duas páginas, para ser lido em trânsito.
  2. Modular – vários autores contribuem com pedaços pequenos para a constituição de coletâneas. Exemplo: Para Entender a Internet – baixe o PDF.
  3. Reciclagem – Existe muito material disponível, mas disperto pela Rede. Ele precisa ser identificado, selecionado e ordenado para virar livro. Uma seleção de posts de diversos blogs é um livro esperando para acontecer.
  4. Grátis e vendido – documento integral fica disponível em formato digital, indicando ao leitor o link para compra de exemplar impresso, caso haja interesse. Aqui um exemplo.
  5. Leitor faz a divulgação – como o livro é grátis, o leitor se encarregará de recomendar a leitura dentro de seus círculos de relacionamento. A promoção espontânea reduz ou substitui o custo de promoção.
  6. Impressão sob demanda – O livro em papel será impresso sob demanda em sites que oferecem a possibilidade de compra sob demanda como, no Brasil, faz o www.clubedeautores.com.br.
  7. Produção facilitada – versões do programa IBooks que facilita a edição e formatação de livros, devem se popularizar oferecendo condições de uso ainda menos restritivas do que as do produto da Apple.
  8. Divulgação – da mesma maneira como o músico faz discos mas ganha dinheiro com shows, o autor fará livros para divulgar seu trabalho e expandir suas oportunidades de trabalho.
  9. “One-man publisher” – Com tanto conteúdo disponível, o curador que garimpa produtos bons para determinados públicos pode existir independente da estrutura produtiva da editora. Ele terá um selo de qualidade para referendar produtos.
  10. Publicidade – um livro grátis e com potencial para se tornar popular abre a possibilidade para a venda de espaço promocional (de forma mais comedida, não como em revistas). O anunciante se torna o “mecenas” que dá as condições para o trabalho ser feito.
  11. Assinatura – outro recurso para a remuneração do autor é pela venda de assinaturas para exemplares impressos como faz a revista Orsai.
  12. Participação – o “monólogo” do autor nas páginas do livro pode ser incrementado com a possibilidade de interação de leitores entre si e destes com os autores.

FONTE: http://www.naozero.com.br/o-novo-livro


Visite: Educação Física e Esporte – Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/ef-esporte/

Previsões do Pai Mariola

sáb, 18/02/12
por leopoldovaz |

Ao Mané, torcedor do “Framenguinho”, as previsões do clássico de hoje a tarde. Já disse que o Flamengo precisa entrar com 11 jogadores; o fixo parado (não é futsal…) Genericozinho Gaucho ou joga, ou não joga; ao se escalar – vide Luxa – deveria ao menos cumprir o contrato de trabalho, que é de jogar futebol – e depois reclama dos atrasados… a postura dele em campo é justa causa para demissão… quem entra, para se completarem os 10? 

sáb, 18/02/12
por Bola nas Costas |

RECORDAR É VIVER – o Moto Clube em (mais uma) crise

sex, 17/02/12
por leopoldovaz |

Estou revendo alguns escritos, para responder ao Charles, de Imperatriz. Lembram dele? defendeu monografia sobre a implantação da Educação Física e Esportiva naquela cidade, com um recorte temporal de 1970 a 2010, dedicando um capitulo inteiro aos anos 1975/1978, sendo que participei ativamente de 76 a 78; em 79 vim para São Luis…

Mas o que está logo abaixo trata-se de um capitulo da cronica que estou escrevendo, no resgate da História dos Esportes, da Educação Física e do Lazer no Maranhão. Já está com cinco volumes, aguardando uma alma caridosa que possa bancar a publicação, já que meu salário de professor aposentado não dá para tal…

A parte correspondente aos anos 40 a 90, do século passado, tendo como eixo norteador a historia de vida do Querido professor Dimas.

RECORDAR É VIVER

 Para KOWALSKI (2000) no surgimento dos rituais comunitários, responsáveis pelas transformações de sensações encadeadas por impulsos amplos, que vêm de fora: do remo, do futebol, as corridas de carro, o carnaval, o espetáculo da emoção e o delírio das multidões, estabeleceu-se uma sintonia entre a quebra da identidade colonial e a construção da identidade nacional, coletiva, cultural, brasileira. O esporte é então concebido como uma escola de coragem e de virilidade, capaz de ajudar a modelar o caráter e estimular a vontade de vencer, que se conforma às regras, que adota uma atitude exemplar – o fair-play -, jogo justo e honesto, comportamento cavalheiresco: Por outro lado, as exigências econômicas e culturais para praticar as novas modalidades esportivas… reforçariam ainda mais a conotação de que esta prática cultural se afirmava como um signo de distinção social“. (p. 393).

É nesse sentido específico que certos esportes aparecem como elemento de diferenciação do estilo de vida. A prática esportiva torna-se um indicativo de pertencimento social, tendo em vista que a prática de certas modalidades (tênis, crickt, crockt, remo) estava condicionada, em Maranhão, à participação em associações esportivas (os clubs), enquanto outras (foot-ball) vinham alcançando uma maior difusão social, irradiando-se por todos os lados.

Emblemático, desse período romântico do esporte maranhense – e em especial do futebol – é a biografia esportiva de vários “sportman” e “cracks” do futebol da época – que abrange os anos 15 a 45.

Tomamos por base as matérias publicadas no jornal “O Esporte“, nascido no ano de 1947, – “órgão puramente esportivo” – que tinha por objetivo “incentivar ainda mais a prática dos desportos na capital maranhense, para que possamos manter a posição de prestígio que ocupamos no cenário esportivo nacional, depois das vitórias de 1946“. Fundado, dirigido e escrito por José Ribamar Bogéa, sua primeira edição circulou no dia 21 de julho de 1947 e sobreviveu até 1951

Em uma sessão denominada “Recordar é Viver”, são oferecidos aos leitores biografias de vários “sportman” e de cracks do futebol, em que se pode traçar como se deu o desenvolvimento do esporte em terras maranhenses, após a implantação na primeira década dos “novecento” (1900).

As primeiras biografias referiam-se a atletas em atividades, em atuação nos diversos clubes da capital – Moto Clube, Sampaio Corrêa, Maranhão Atlético, e Tupan, responsáveis pelas conquistas naquele ano de 1946.

Em 10 de setembro de 1947, com o título “um clube que honra o patrimônio esportivo de nosso estado” é anunciado o 10º aniversário do glorioso Moto Clube, o poderoso rubro-negro de Santa Izabel.

O garboso Moto Clube, por ocasião de seu 10º aniversario – 13 de setembro – estava passando por uma crise em seu departamento de futebol, por falta de… Técnico.

No relatório da diretoria, César Aboud [i] prestava contas de sua gestão iniciada em 14 de setembro de 1944, e falava que as exigências técnicas, cada vez mais prementes, fizeram com que o clube abraçasse o profissionalismo, investindo soma apreciável na aquisição de atletas, mas os resultados foram compensadores – foram conquistados três campeonatos de futebol – 44, 45 e 46. No basquetebol, também fora campeão em 46 e vice no Voleibol. No Atletismo, o Moto participou de algumas provas, destacando-se a Corrida de São Silvestre, tendo conseguido o primeiro lugar, por equipes.

 Era o início do profissionalismo no futebol maranhense, com a importação de atletas de nível, especialmente do Ceará e Pernambuco.  Reinicio, na verdade, pois em 1910 o FAC começa a contratação de jogadores de outros estados e foi Nhozinho Santos – e não César Aboud -, quem começou essa prática, muito embora antes do Moto Club se profissionalizar, o Sampaio Corrêa já iniciara as importações e, o Moto – segundo se depreende do relatório de atividades de seu decimo aniversário -, fez apenas se ajustar naquilo que vinha acontecendo, para não ficar atras, tecnicamente. Já naqueles anos reclamava-se dessa importação desenfreada, em detrimento da “prata da casa”. 

Barbosa Filho, em reportagem publicada dia 28 de julho de 1947, apresenta-nos a “biografia de um crack”: ZUZA, conhecido como “o professor”, meia canhoto do Moto Clube e considerado o melhor meia do norte em sua posição. José Ferreira Filho, seu nome de batismo, nasceu em 16 de agosto de 1916, tendo começado a jogar futebol em sua cidade natal, Caruarú, ingressando no quadro infantil do Central; em 1935, passa para o quadro de aspirantes e em seguida, para o de titulares. Em 1937, conquista o vice-campeonato do torneio intermunicipal. No ano seguinte, o Caruaru participa do campeonato da primeira divisão, mas não vai até o final, licenciando-se; Zuza passa a integrar, então, o time do América. Em 1938, está no Ferroviário, atuando por duas temporadas. Nos anos de 1941 a 1945, vamos encontrá-lo no Ceará Sporting Clube. Como o Ceará fora suspenso pela FCD, o Moto Clube vai buscá-lo – naquele ano, o Moto Clube forma seu time com profissionais -. Além de Zuza, vem também Rui. Zuza participou daquele cérebre jogo entre Mineiros 3 x 7 Maranhenses … (O Esporte, São Luís, 28 de julho de 1947, p. 2.)  

Outro atleta que vinha se destacando, também importado, era REGINALDO do Carmo Menezes; nascido no Recife, em 16 de julho de 1915, começou com o futebol aos 12 anos, no Norte América e depois, no Oceano, quadros “dos pés descalços” do subúrbio de Santo Amaro. Reginaldo passa a jogar bola em troca de algumas cambadas de peixe, doadas pelo presidente do Norte América; passou também pelo Íbis. No ano de 1947, REGI já defendia as cores do Sampaio Corrêa e seu maior prazer era vencer o MAC (O Esporte, São Luís, 03 de agosto de 1947, p. 2.).

Comentado até os dias de hoje, GEGECA – Argemiro Martins foi outro pernambucano a ingressar no Sampaio Corrêa. No seu primeiro treino, demonstrou muita classe e entusiasmo. Também veio do Íbis, como Reginaldo. Gegeca nasceu no Recife, em 27 de junho de 1920, sendo seu primeiro clube o Maurití, do Porto da Madeira, passando para o Encruzilhada, onde atuou ao lado de Orlando, China e outros grandes azes do futebol nacional. Aos 17 anos deixou de jogar com os “pés descalços” e ingressou no Santa Cruz, jogando até 1940, quando se transferiu para o Íbis. Em 1943, estava de volta ao Santa Cruz, retornou ao Íbis, lá permanecendo até receber a proposta do Sampaio Corrêa  (O Esporte, São Luís, 10 de agosto de 1947, p. 2).

AREL – “ele aprendeu na mesma escola de Expedito e Ubaldo”- a reportagem começa exaltando o fato de o MAC, apesar de não ter grandes títulos, tem a fama de celeiros de cracks. Isso, já em 1947! Já era tido como uma grande “fábrica” de elementos que se destacavam no cenário nacional, como Expedito e Ubaldo, que brilhavam naquele ano no Rio de Janeiro e São Paulo e que haviam defendido o Sampaio Corrêa em 1943.

Outro elemento que poderia estar entre os grandes azes do futebol nacional era o médio Arel. Tendo passado pelo Maranhão Atlético Clube em 1938, depois jogou peladas no campo do Luso Brasileiro, do Vasco da Gama e no Tupan. Foi campeão pelo MAC em 1943. Era natural do Pará, embora tido como maranhense (O Esporte, São Luís, 13 de agosto de 1947, p. 2).

            HAROLDO Almeida e Silva nasceu em 25 de março de 1922, no Rio de Janeiro. Aos 15 anos já jogava futebol nos campos das Laranjeiras, mesmo bairro onde nasceu. Jogou no Castelo Branco, clube de bairro, passando para o São Cristóvão, até 1945, quando veio para o Moto Clube, indicado por um senhor Soares, da Federação Metropolitana. Em 1947, estava sem contrato e desejando voltar para o Rio de Janeiro. Motivo – vida cara e ordenado pequeno  (O Esporte, São Luís, 17 de agosto de 1947, p. 2).

            COELHO - José Coelho Neto nasceu em Fortaleza em 12 de abril de 1922. Começou a jogar pelo Cruzeiro de Camocim, para onde seu pai – funcionário público – foi transferido, em 1935. Em 1939, seu pai volta a Fortaleza e Coelho – já com fama de bom centroavante – passa a defender as cores do Realengo, time do bairro de Aldeotas. Em fins de 1940, deixa o time de João Bombeiro e transfere-se para o Riachuelo, onde joga até 1942, sagrando-se vice-campeão da 2ª divisão. Em 1943, esteve no Baependí e em 1944, ingressou no Fortaleza, como ponta-direita. Depois de vários jogos, inclusive um campeonato brasileiro, veio para o MAC, chegando aqui em 9 de dezembro de 1945. – o avante do MAC contava com apenas três anos de profissionalismo (O Esporte, São Luís, 24 de agosto de 1947, p. 2).

            GALEGO – jogador do Moto Clube, não se saia bem nos jogos locais, mas nos fora da cidade… Chegou a ser cogitado até para a seleção brasileira… Natural de Belém do Pará, onde nasceu em 26 de julho de 1921, começou a jogar futebol no juvenil do Paissandú, em 1937. Troca o Paissandú pelo União e em 1940 passa para o Tuna Luso Comercial. Transfere-se para o Recife, onde joga no América. Com saudades de casa, volta a Belém e, sem contrato, retornou para Recife, contratado pelo Santa Cruz. Passa a jogar pelo Maguari e quando este é extinto, vem para São Luís, jogar pelo Moto Clube (O Esporte, São Luís, 31 de agosto de 1947)

Mas esses eram os cracks da bola, importados de outras plagas e que iniciaram a profissionalização de nosso futebol, ganhando exclusivamente para jogar. Muitos maranhenses tiveram destaque, não só no futebol, mas em outras modalidades. O ano de 1946 foi considerado o de maior destaque para os esportes maranhenses, em especial, para o Futebol, com os clubes locais ganhando inúmeras partidas por esse Brasil todo – Ceará, Belém, Recife, assim como de clubes de outras partes, quando vinham para São Luís, se apresentar, sofriam derrotas sem explicação, como aconteceu com o Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo… Também no Basquetebol o Maranhão teve destaque em toda a região norte-nordeste, assim como no voleibol e alguns atletas apareceram no Atletismo…

(continua…)

[i] CÉSAR ALEXANDRE ABOUD – nasceu no Acre, na cidade de Cruzeiro do Sul, em 23 de fevereiro de 1910, filho de Júlia Drubi (viúva) e de Alexandre Aboud (com quem casa em segundas núpcias). Quando contava dois anos, a família muda-se para São Luís; aqui, foi alfabetizado por dona Santinha e mais tarde passa a estudar no Colégio dos Maristas, onde fez o curso primário. Com o falecimento do pai, Alexandre Aboud, a família muda-se para Buenos Aires, em 1920; na Argentina, César estudou na Escola Bartolomeu Mitre e, aos 11 anos, estava trabalhando na firma de José Gasard, como transportador de mercadorias. Em 1922, a família está de volta a São Luís, passando a estudar no Colégio Gilberto Costa, e, com 14 anos, empregou-se na firma Chames Aboud. Após anos de trabalho, já se transformara em um comerciante sólido e industrial, vindo a adquirir a Fábrica Santa Izabel, de Nhozinho Santos, em 1938. A devoção de César pelo esporte encontra-se em sua infância, quando começou a formar sua personalidade de esportista. Em Buenos, dedicava-se ao boxe, chegando a ser pugilista de renome. Quanto ao futebol, aos 4 anos de idade (?) já tinha organizado em São Luís um time – o Botafogo – que saia pela cidade a desafiar a garotada. Na adolescência fez parte do Esporte Clube Sírio Brasileiro, formado à base de descendentes libaneses, do qual foi dirigente e jogador. Anos mais tarde, depois de liderar uma dissidência do Sírio Brasileiro, fez-se técnico do Maranhão Atlético Clube. Em 1939, já era notória a sua dedicação ao esporte, recebendo convite do capitão Vitor Santos para dirigir o Moto Clube de São Luís, uma de suas maiores paixões, tendo sido seu presidente por 15 anos. Procedeu a mudanças no Moto, começando pela camisa, que mudou a cor de verde e branca para vermelha e preta, por causa do Flamengo. Reestruturou o clube, ampliou o quadro associativo, criou os departamentos de voleibol, e basquetebol, e reformou o estádio do Santa Izabel, em 1942, construindo arquibancadas e dotando-o de condições apropriadas para o exercício do bom futebol que há época se praticava no Maranhão. O plantel de jogadores, da melhor qualidade técnica, era freqüentemente requisitado para apresentações nos grandes centros esportivo do país. Recursos para tal fim eram fornecidos pela fábrica, que mantinha a agremiação esportiva. O falecimento de César Aboud ocorreu em São Luís, a 20 de agosto de 1996 O Esporte, São Luís, 14 de setembro de 1947

Recordar é Viver  Por: Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Lecturas en educación física y deportes – n.38 – 2001


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