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CARTA AO REDATOR D’ O IMPARCIAL

sáb, 05/05/12
por leopoldovaz |

Senhor Redator,

Primeiro, gostaria de agradecer as materias publicadas sobre a questão do Vinhais Velho; desde a década de 1990 contamos com reportagens desse magnifico jornal para divulgar as ações empreendidas pela COMISSÃO DE PRESERVAÇÃO DA VILHA VELHA DE VINHAIS (constituida em 1985); e mais recentemente, desde o inicio do ‘caso’ Via Expressa, das demais Comissões e Comitês que surgiram em defesa dessa ancestral comunidade.

Sobre a reportagem publicada hoje, pag. 3, (Política),  COMUNIDADE: “VINHAIS VELHO NA PAUTA DO GOVERNO’, temos a esclarecer a Vossa Senhoria, ao mesmo tempo que solicitamos a correção, que a comissão que está intermediando as negociações entre Moradores – as oito famílias desapropriadas, de suas casas, devido ao traçado da Via Expressa, dentro da Vila Velha de Vinhais, dividindo-a ao meio -, e o Governo do Estado, na pessoa do Sr. Vice-Governador Washington Luis, acerca das compensações pela destruição causada pela ação intempestiva da Secretaria de Infraestrtutura – sem os estudos necessários e os realizados incorretos – causando sérios danos ao Patrimonio Arqueológico e Ambiental – objeto de TAC com as Promotorias estadual e federal -,

Vimos informar que a Comissão que está fazendo a intermediação NÃO SE TRATA DA COMISSÃO ‘SÃO LUIS 400 ANOS‘, mas sim, da COMISSÃO DOS 400 ANOS DA IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA E DA VILA VELHA DE VINHAIS, constituída por moradores da região, Vinhais Velho e dos bairros de seu entorno, formada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz (Vice-presidente do IHGM, sócio efetivo ocupante da cadeira 40); Sra. Nalda Aragão (Micro-Empresária), Sra. Veronica Florcely Ramalho (Psicóloga, funcionária da Secretaria da Mulher), Sr. Luis Roberth (Funcionário público federal), Profa. Delzuite Dantas Brito Vaz (Professora de História do CEM Liceu Maranhense).

Em segundo lugar, essa Comissão dos 400 anos da Igreja de São João Batista do Vinhais foi constituida para a comemoração dos 400 anos de Evangelização do Maranhão, haja vista que sua Igrejinha foi construida ao tempo dos franceses, rezada a primeira missa no dia 20 de outubro de 1612; daí a comemoração de 400 anos da Igreja de São João Batista, antes, São João dos Poções, localizada na então Aldeia da Doutrina (1617 ou 1619, pelos Jesuítas), mais junto da aldeia Tupinambá de Uçaguaba – ou Uçagoiaba, como alguns a grafam) – Terra onde se comem caranguejos.

Esclarecemos que os Tupinambás se instalam na Ilha Grande – Upaon-Açú – por volta de 1535, expulsando para terra firme (continente) os Tapuias, possivelmente Tremebé, certamente da etnia Jê, estabalecidos em terras maranhenses há pelo menos 9 a 13 mil anos, segundo recentes datações, inclusive os novos sítios arqueológicos recém-descobertos na área de construção da refinaria Premium da Petrobrás, em Bacabeira/Rosário; e estudos dos Sambaquis da Ilha dos Tupinambás, desde 1916x feitas por Raimundo Lopes (do IHGM), continuidade dos trabalhos pelo Dr. Simões (Museu Emilio Goeldi) secundado pelo antropologo maranhense Olavo Correia Lima (do IHGM), nas décadas de 1980/90; continuidade dos trabalhos pelo Dr. Deusdédith (década de 1990), e mais recentemente, pelo Dr. Arkley Bandeira (a partir de final dos anos 1990).

Uçaguaba abrigou uma feitoria francesa, do Capitão Jacques Riffault, aqui chegado p0or volta de 1594, sendo seus prepostos ou loco-tenentes os interpetres (trouchements ) Charles Des-Vaux e Davi Migan; essa feitoria, identificada nos mapas entregues por LaRavardiére a Diogo de Campos Moreno, quando da tregua estabelecida em 1614 como sendo MIGANVILLE/uçaguaba, e que no redesenho feito pelo cartógrafo real Albernaz toda e qualquer referencia francesa desaparece (1627), inclusive essa ocupação francesa, que era constituida por cerca de 400 europeus, pois quando da chegada de armada de Daniel de La Touche encontrou, já estabalecido há 18 anos na Ilha “Du Manoir, Riffault, Des-Vaux e os piratas de Dieppe, encontravam-se fundeados no porto, confirmam a presença continuada dos exploradores de todas as procedências nas costas do Maranhão, e do Norte em geral: uma companhia holandesa presidida pelo burgomestre de Flessingue, ingleses, holandeses e espanhóis negociando com os índios o pau-brasil; armadores de Honfleur e Dieppe; o Duque de Buckigham e o conde de  Pembroke e mais 52 associados fundaram uma empresa para explorar o Brasil; espanhóis de Palos”.
O historiador Antonio Noberto (do IHGM) informa-nos: “[...] tanto comércio fez com bretões e normandos se estabelecessem com feitorias na Ilha Grande, e um desses lugares era a aldeia de Uçaguaba / Miganville (atual Vinhais Velho), misto de aldeia e povoação européia. [...]”.

O chefe maior de tudo isso era David Mingan, o Minguão, o “chefe dos negros” (daí o nome de Miganville), que tinha a seu dispor cerca de 20 mil índios e era “parente do governador de Dieppe”.

Pianzola, em sua obra “OS PAPAGAIOS AMERELOS – os franceses na conquista do Brasil (1968, p. 34) apresenta decalque de mapa datado de 1627, cujo original desapareceu, feito em torno de 1615 pelo português João Teixeira Albernaz, cosmógrafo de sua Magestade, certamente feito a partir  daquele que LaRavardiére deu ao Sargento- Mor Diogo de Campos Moreno durante a trégua de 1614. O autor chama atenção para os nomes constantes dos mapas, entre os quais muitos de origem francesa, ‘traduzidos’ para o português. Vê-se, na Grande Ilha  dentre outros, Migao-Ville, propriedade do intérprete de Dieppe, David Migan, seguramente um psudônimo, no entender de Pianzola:“[...] No último quartel daquele século, o que era apenas um posto de comércio, sem maior raiz, tornou-se morada definitiva dos corsários gauleses, vindos de Dieppe, Saint-Malo, Havre de Grace e Rouen, que aqui deixavam seus trouchements (tradutores) que viviam simbioticamente com os tupinambá (escreve-se sem “s” mesmo). Entre estes estava David Migan, o principal líder francês desta época. Ele era o “chefe dos negros” (índios) e “parente do governador de Dieppe”. Tinha a seu dispor cerca de vinte mil guerreiros silvícolas e residia na poderosa aldeia de Uçaguaba (atual Vinhais Velho), apelidada de Miganville[...].

Continuemos com Noberto Silva (2011):[...]Na virada do século, segundo o padre e cronista Luis Figueira, que escreveu sua penosa saga na Serra de Ibiapaba, os franceses no Maranhão contavam, inclusive, com “duas fortalezas na boca de duas grandes ilhas”. Uma destas fortificações, por certo, era o Forte do Sardinha, localizado no atual bairro Ilhinha, nos fundos do bairro Basa em São Luís. Esta, em mãos portuguesas, foi nomeada de Quartel de São Francisco, que deu nome ao bairro. Servia de proteção ao lugar, em especial, a Uçaguaba, reduto de Migan.

Quando da implantação da França Equinocial esse complexo passou para mãos oficiais. Uçaguaba/Miganville passou a ser chamada pelos cronistas Claude Abbeville e Yves d’Evreux de “o sítio Pineau” em razão de Louis de Pèzieux, primo do Rei, ter adotado o local como moradia:“(…) levaram-nos os índios, de canoa, até Eussauap, onde chegamos no sábado seguinte ao meio-dia. O sr. de Pizieux e os franceses que com ele aí residiam receberam-nos com grande carinho (…)”. (D’ABBEVILLE, 1975, p. 114).

Capistrano de Abreu esclarece que: “EUSSAUAP – nom do lieu, c’est à dire le lieu ori on mange les Crabes. – Bettendorf leu em Laet Onça ou Cap, que supôs Onçaquaba ou Oçaguapi; mas tanto na edição francesa, como na latina daquele autor, o que se lê, é EUSS-OUAP. Na história da Companhia de Jesus na extinta Província do Maranhão e Pará, do Padre  José de Morais, está Uçagoaba,   que com melhor ortografia é Uçaguaba composto de uça, nome genérico do caranguejo, e guaba, participio de u comer: o que, ou onde se come caraguejos, conforme com a definição do texto ...”.

Vencidos os franceses em Guaxenduba (19/11/1614), os portugueses se estabelecem no Maranhão, vindo com Jeronimo de Albuquerque os padres Manuel Gomes e Diogo Nunes, aqui permanecendo estes até 1618 ou 1619:”A primeira missão ou residência, que fundaram mais  junto à cidade para comodidade dos moradores, foi a que deram o nome de Uçagoaba, onde com os da ilha  aldearam os índios que haviam trazido de Pernambuco …”. (MORAES, 1987, p.58)

A residência dos jesuitas em Uçagoaba é ocupada com a chegada da segunda turma de jesuitas ao Maranhão, os padres Luis de Figueira e Benedito Amodei. De acordo com CAVALCANTI FILHO (1990) a missão jesuitica no Maranhão inicia-se com a chegada dos padres Figueira e Amodei: “… Ao que tudo indica, a aldeia de Uçaguaba, situada a margem esquerda do igarapé do mesmo nome, teria sido o ponto de partida dessa missão … desta primeira, denominada ‘Aldeia da Doutrina’”.(p. 31).

COELHO (1990) em seu “Política indigenista no Maranhão Provincial”, ao analisar “o lugar do índio na legislação: a questão da terra”, afirma que ” a situação das terras dos indigenas é caracterizada por um acúmulo de esbulhos e usurpações” e o processo oficial do sequestro dessas terras se dá pela ação de Pombal, que prescreveu, em 1757, a ” elevação das aldeias indígenas, onde haviam missões, à categoria de vila ou lugar, de acordo com o número de habitantes“. Cita, dentre outros exemplos, que ” a aldeia da Doutrina, em 1º de agosto de 1757, foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vinhais”.


SILVA, Antonio Noberto. In Blog de Antonio Noberto O Maranhão francês sempre foi forte e líder. http://antonio.noberto.zip.net/, publicado em 03/11/2011

PIANZOLA, Maurice. OS PAPAGAIOS AMERELOS – os franceses na conquista do Brasil. São Luis: SECMA; Rio de janeiro: Alhambra, 1968

Evandro Junior, in Jornal O Estado do Maranhão, 18.12.11:  Saint Louis Capitale de La France Equinoxiale, disponível em http://maranhaomaravilha.blogspot.com/2011/12/saint-louis-capitale-de-la-france.html

ABBEVILLE, Claude d’. HISTÓRIA DA MISSÃO DOS PADRES CAPUCHINHOS NA ILHA DO MARANHÃO E TERRAS CIRCUNVIZINHAS. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: USP, 1975, p.107

CAVALCANTI FILHO, Sebastião Barbosa. A QUESTO JESUÍTICA NO MARANHÃO COLONIAL. São Luís : SIOGE, 1990.

MORAES, José de. HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NA EXTINTA PROVÍNCIA DO MARANHÃO E GRÃO-PARÁ. Rio de Janeiro : Alhambra, 1987.

COELHO, Elizabeth Maria Beserra. A POLÍTICA INDIGENISTA NO MARANHÃO PROVINCIAL. São Luís: SIOGE, 1990

Como se vê, Sr. Redador, Vinhais é mais velha que São Luis!!! existe como lugar ocupado por europeus – cerca de 400 – desde 1594!!! Comemoramos, neste ano de 2012, então, os 400 anos da Igreja de São João Batisia, que deu inicio à Evangelização do Maranhão, constituida como ALDEIA DA DOUTRINA, modelo que seria estabelecido pelos Jesuítas quando da expansão das fronteiras maranhenses…

Leopoldo Gil Dulcio Vaz
Instituto Histório e Geográfico do Maranhão
Comissão dos 400 anos da Igreja de São João batista de Vinhais

Exemplo Prático de Ação Legislativa para o Maior Reconhecimento da Educação Física

qua, 02/05/12
por leopoldovaz |

Por:

Exemplo Prático de Ação Legislativa para o Maior Reconhecimento da Educação Física – Lei Nacional que Determina o Dia 01 de Setembro Dia Do Profissional de Educação Física!

O caminho que estamos rumando nesta coluna – A EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEMPORÂNEA E A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA – nos traz a necessária demonstração prática, cabal de alguns processos legislativos que tenham gerado um resultado positivo além do que fez nascer a Lei 9696 de 1998, já citado.

Nesse, versaremos sobre O DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DIA 01 DE SETEMBRO – LEI FEDERAL ??? Continuando no foco de ampliar um pouco mais do conhecimento de nossos leitores a respeito do processo legislativo:

“Reconhecida Oficialmente a Profissão através da Lei 9696/1998, como contribuir para a sociedade ampliar seu entendimento quanto à importância da mesma?”

Presente a demanda, entre as ações várias para dar o merecido status social a Profissão de Educação Física estava à necessidade de se dar a categoria um dia comemorativo pela sua existência. Se conseguíssemos tal feito, essa comemoração poderia dar visibilidade nacional, e a cada ano, reforçar e ampliar a boa imagem da mesma. Ok, então que data usaríamos? Pesquisas, consultas, verificações de datas e sua representatividade para a categoria e a inevitável escolha do dia 01 de setembro devido à importância crucial do mesmo como o dia em que a LEI que reconheceu a existência da profissão e da categoria profissional foi aprovada.

Passamos então a formulação da estratégia para conseguir tal intento – precisávamos de algum parlamentar disposto a apresentar tal Projeto de Lei e de outros capazes de defender e aprovar tal PL. Percebemos ainda que, repercutir Leis similares nos estados e municípios seria multiplicar a capacidade de ampliação do reconhecimento positivo da Educação Física, assim, apresentamos essa demanda em vários Gabinetes de Parlamentares Federais, Distritais, Estaduais e Municipais também ainda com a intenção de DEMOCRATIZAR a oportunidade aos Legisladores de serem os detentores da “idéia”.

Em resposta quase que imediata, a Deputada Federal Laura Carneiro do PFL/RJ, acenou com minuta de projeto de lei que contemplava nossa necessidade. A mesma Deputada já nos tinha sido imprescindível no processo de aprovação do Projeto de Lei que regulamentou a profissão e isso mais do que a credenciava para a nova missão. Aceitamos e em junho de 2000 ela apresentou o PL na Câmara dos Deputados. Em sua JUSTIFICATIVA para tal Projeto de Lei, a Deputada fez constar o seguinte:

“Assim, vez que a profissão está devidamente regulamentada, nada mais justo do que instituir um Dia Nacional para sua comemoração e que esse dia seja o dia da aprovação da Lei que a regulamentou nesta Magna Casa.”

Da apresentação do PL para frente, seguimos o andamento, básico, da tramitação de um PL – Projeto de Lei, na Câmara dos Deputados, e em seguida no Senado Federal – como vimos em tese em nossa coluna anterior – como reforço de aprendizado, cabe lembrar:

“… (com ajustes adaptados ao exemplo atual).

1. Um deputado, no caso a Deputada Laura Carneiro foi à autora, apresentou o PL no Plenário da Câmara.

2. Esse projeto é recebido pela Mesa da Câmara dos Deputados, (ou de cada casa). Mesa é o conjunto de deputados que compõem a sua alta direção – o Presidente, Vice-Presidentes e Secretários.

3. Com a ajuda de um órgão auxiliar, constituído de funcionários – a Secretaria Geral da Mesa – esse projeto é conferido, analisado, verificado se está dentro dos padrões exigidos, pelos regimentos de cada casa, (Assembléias, Câmaras, Senado).

4. Depois disso, o projeto é distribuído para estudo e pareceres das comissões técnicas da Câmara, (ou de cada casa). No nosso exemplo, na Câmara foram duas a Comissão de Educação Cultura e Desporto – CECD e a Comissão de Constituição Justiça e Cidadânia – CCJCA, da mesma forma no Senado, e as comissões se reuniram, em dias previamente marcados, para discutir e votaram, aprovando o projeto.

Em média, a tramitação de um PL até ele ser remetido para a sanção ou veto presidencial é de três a cinco anos, mas existem Projetos com mais de 15 anos e ainda em tramitação, que ocorre mais rápida ou mais lentamente, de acordo com a pressão que os Parlamentares sofrem.

…”.

O Dia 01 de Setembro – Dia Nacional do Profissional de Educação Física virou Lei em Agosto de 2006 e ganhou o número 11.342. Lei sancionada pelo então Presidente LUIS INÁCIO LULA DA SILVA.

Vários Estados e Municípios instituíram Leis próprias determinando a mesma data em suas regiões antes da Lei 11.342/06 ser sancionada.

Todo ano, o calendário oficial do Brasil traz o Dia 01 de Setembro, como Dia Nacional do Profissional de Educação Física, todo ano o Brasil comemora a data, todo ano o Brasil dedica um dia para destacar a importância do Profissional de Educação Física para a sociedade brasileira e é claro, isso valoriza a cada ano nossa função.

A força de nossa profissão no Congresso Nacional segue obtendo feitos que favorecem a população brasileira e como já escrevi no texto passado, você leitora e leitor dessa coluna, “Profissional de Educação Física” ou simpatizante de nossa causa, muito pode ajudar nessas conquistas ao abordar o parlamentar de seu estado e dar referências da importância de nossa atuação, da PROFISSÃO DE EDUCAÇÃO FÍSICA, para o crescimento da cidadania e melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.

Cordialmente me despeço antecipando que falaremos sobre Educação Física Escolar no nosso próximo encontro “internautico”!

REFERÊNCIAS:
Sitio Eletrônico do CONFEF – Leis – www.confef.org.br.
Sitio Eletrônico da Câmara dos Deputados – www.camara.gov.br.
Regimento Interno da Câmara dos Deputados – 2009.
Regimento Interno do Senado Federal – 2007.

Lúcio Rogério
CREF n° 000001-G/DF
PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Lúcio Rogério Santos
Brasília/DF – Brasil
LÚCIO ROGÉRIO – Gomes dos Santos. Profissional de Educação Física – Registro CREF/DF 000001-G/DF. Autor de Livros em Educação Física. Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal. EX-Diretor do SINPRO/DF. Ex-Presidente da APEF/Brasília. EX-Presidente do CREF 7/DF-GO-TO. Assessor Parlamentar no Congresso Nacional há 12 anos. Conselheiro Federal do CONFEF.

E-mail: luciorogerio@luciorogerio.com

A retomada do mito do herói

ter, 01/05/12
por leopoldovaz |

A retomada do mito do heróihttp://blog.cev.org.br/katiarubio/2012/a-retomada-do-mito-do-heroi/

Hoje é um daqueles dias ideais para reflexão: é segunda-feira de uma semana que tem um feriado na terça, chove a cântaros, estou em Campos de Jordão com a lareira acesa desde que acordei porque também está frio, não há sinais de vida há muitos metros de distância e tenho em mãos ótimos livros, boa comida e boa companhia. Vim para cá nesse feriado disposta a fazer apenas o que meu corpo precisasse e minha alma mandasse, ou seja, nada daquilo que vem com o prólogo: você tem que…

E curiosamente em uma de minhas leituras – O graal: Arthur e seus cavaleiros – me deparei com as três tentações sofridas por Buda. Para quem não sabe, a primeira foi a luxuria, da qual ele se safou facilmente. A segunda foi o medo, condição prontamente superada. A terceira, e mais difícil de todas foi o dever. Isso porque o demônio chegou até Buda e disse que seu país estava sendo invadido e ele “tinha que” defender seu povo, sua família, seu país. E então, contrariando as expectativas geradas em torno de si, Buda superou o mais terrível de todos os momentos e não se submeteu a imposição, rompendo um de tantos condicionantes ao qual todos estamos submetidos desde que nascemos.

Já faz um tempo que me atormenta esses afazeres determinados pelas condições externas. Eles nos levam a fazer aquilo que não gostamos e não queremos, tornando-nos obrigados porque um ente maior mobilizado pela assertiva “você tem que” nos move em direção a uma sentença, que nos amarra todos os dias pela vida afora. E o mais curioso é que poucas vezes nos damos conta que esse “você tem que” não guarda nenhuma relação com o “eu quero que”.

Muito bem. Há mais de 10 anos me debruço sobre a relação entre o atleta e o mito do herói. Essa temática ficou evidente em minha tese de doutorado e depois ela foi se diluindo em alguns textos, ganhando novos contornos, alcançando novos limites, mas observo que, como um chamado ela volta ao meu temário como que dizendo que é hora de re-significar alguns temas em função do acúmulo de informações dos últimos anos. Cedi a esse “você tem que” porque me pareceu justo retomar algo que me mobilizou e me mobiliza, que é meu ponto de partida e de chegada para o entendimento da busca do limite, da superação. Nesse sentido, a leitura dos livros de Mariza Zélia Alvarenga foi uma sincronicidade das mais felizes, ela que é uma junguiana de mão cheia e tem uma predileção pelos mitos heroicos.

Estamos às portas de mais uma edição dos Jogos Olímpicos e os discursos produzidos para a narrativa dos feitos dos atletas parecem sair de baús empoeirados, abertos de quatro em quatro anos, como se pudessem ser esquecidos durante esse período por todos aqueles que se dizem interessar por esse fenômeno. Já não me incomodo mais com eles, afinal também desenvolvemos a arte da dessensibilização como forma de sobrevivência à boçalidade, à banalidade e a falta de conteúdo. O que de fato me aflige nesse momento é que nem todos entraram na fila da vacina contra esse mal, principalmente os atletas, protagonistas do espetáculo esportivo, estes sim sujeitos ao vaticínio do dever, do “você tem que”. Vejo o quanto de energia é gasto na busca da manutenção de suas identidades, às vezes tão frágeis, tão suscetíveis, contrastando com a atitude heróica desejada na jornada esportiva.

O herói, frequentemente honrado pela sua comunidade em virtude de seus feitos, é lembrado através de contos populares, representado sob o ponto de vista moral ou físico, dependendo do objetivo. É, segundo Campbell (1990), alguém que encontrou ou realizou algo excepcional, que ultrapassou as esferas de sua própria realidade.

Dessa forma, ele se preserva, muitas vezes associado a um sentimento de sagrado, se opondo ao racional e melhor se expressando através do afetivo. A ligação com o herói pode se dar no relacionamento de valores, na identificação do “eu” interior com o mundo exterior, fazendo com que o indivíduo, longe do campo de batalha ou do ambiente esportivo, sinta-se unido àquele que lhe é admirado, satisfazendo a necessidade condicionada de evitar o isolamento e a solidão moral (Fromm, 1977).

É por isso que Alvarenga (2009) afirma que o herói se define “pela façanha executada. Herói e façanha, façanha e herói se fundem, gerando um nome próprio. Em seu nome reside sua força e seu esplendor. O herói é o personagem primordial que faz o que somente ele pode fazer. É a possibilidade de o ser humano tornar-se pessoa singular, fazer-se como indivíduo, traduzir-se como imparidade”.

Na prática esportiva essa representação se amplifica por viabilizar a representação da possibilidade do vir a ser. Rubio (2001) afirma que atletas já consagrados tiveram que, inevitavelmente, percorrer um caminho comum e, assim como os heróis da Antiguidade, realizaram feitos em um determinado momento que os elevaram em um nível diferenciado de seus semelhantes, tornando-se exemplo para os mais jovens e objeto de admiração para os mais velhos, alcançando muitas vezes a posição de ídolos nacionais ou internacionais.

Conforme aponta Alvarenga (2008: 20) o herói é um personagem que faz o que somente ele é capaz de fazer e por isso desperta no ser humano a possibilidade de ser singular, de fazer-se como indivíduo, de traduzir-se como imparidade. E nesse sentido desperta o processo de projeção e de identificação. “O coletivo, identificado com o seu herói, corre junto nas pistas, desafia as alturas, combate as monstruosidades, atravessa oceanos em busca de terras novas. O coletivo desfila junto com o herói, com bandeiras nas costas, como torcida organizada. E vibra por receber a medalha.”

A espetacularização e a racionalização do espetáculo esportivo têm levado o esporte, e o atleta, a serem vistos apenas como mais um produto de consumo. A consequência dessa exploração é a racionalização daquilo que ele possui de mítico. No mito o herói se dedica a outrem, a causas externas e à salvação da humanidade. Na sua versão racionalizada ele se torna um personagem necessário ao sistema e tem suas realizações voltadas para si próprio denotadas em signos manifestos em uma vida de pseudo fartura. E então chegam os Jogos Olímpicos, momento em que são postos de fato à prova e “têm que” mostrar quem são, o que de fato podem, por um coletivo que pouco sabe e nada conhece da imensidão da humanidade que habita aquela persona heróica.

Mas, como nos lembra Maria Zélia, o herói se define pela façanha executada. Herói e façanha, façanha e herói se fundem, gerando um nome próprio, tradução de sua natureza.

E é por isso que eu continuo a estudar a trajetória dos atletas olímpicos e a encontrar neles os traços que tanto os identificam com o herói. Porque, ao seu tempo, à sua maneira, eles dão sentido à efemeridade da vida de muitos que pouco seriam para seu grupo social, sua cidade ou seu país. Mas, que naquele fazer específico se destacam e têm o brilho que norteia a busca de cada um de nós. Afinal, como apontam Maria Zélia, não há como servir-se do herói do outro pra cumprir nossas próprias missões. Se assim o fizermos, continuaremos sendo filhos do pai-herói, amigo do amigo herói etc.

Que os atletas olímpicos nos inspirem na busca da condição heróica que desempenhamos nas nossas atividades, afastando-nos do dever insano que nos dirige apenas para o “tem que”.

ALVARENGA, M. Z. Édipo. Um herói sem proteção divina. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2009.
ALVARENGA, M. Z. O graal: Arthur e seus cavaleiros. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008.
CAMPBELL, J. O poder do mito. São Paulo: Palas Athena, 1990.
FROMM, E. O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
RUBIO, K. O atleta e o mito do herói. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001.

Petição Publica – Pela Preservação do Vinhais Velho

sex, 27/04/12
por leopoldovaz |

 

Amigos(as),

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online: «Pela preservação da Vila de Vinhais Velho» 

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N23812

Pessoalmente, concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar. 

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos.

Obrigado, 
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

QUAL O FUTURO DO (MARANHÃO) BASQUETE?

qua, 21/03/12
por leopoldovaz |

Ao assitir o noticiário de hoje, na Mirante, fez-se essa pergunta. Tanto o comentarista de plantão, quanto o presidente da federação de basquete tentaram responder ao questionamento.

Na resposta, o Presidente falou dos campeonatos que estão sendo realizados e dos proximos eventos. Eu acompanho o noticiário esportivo e nem sabia que, além da participação na Liga de basquete, havia um campeonato local sendo realizado…

Falha de comunicação? desinteresse da imprensa especializada? porque, aproveitando a onda – como falou o presidente; devemos surfar essa onda… parentese: a propaganda foi do surf na pororoca? e por que não ao basquete? devemos aproveitar esse campeonato para divulgar o basquete…

Mantido a equipe do MABasquete, essa mesma equipe disputará o camponato local? então nem precisa, dêem o troféu e ponto…

Por que não distribuir as jogadoras, por sorteio, entre os times locais – se é que existem para além das equipes escolares e das veteranas… e complementar com as demais jogadoras em atuação, para que haja um equilibrio de forças e, assim, ainda estimular o comparecimento em quadra?

Formação de um publico espectador, é o que se estpá precisando agora; a população se ressente de atividades, de competições… os JEMS já não existem mais, pois não conseguem atrair um publico, nem mesmo o estudantil, quando suas escolas estão em quadra; e por que?

Porque os locais de competição são de dificilm acesso… depois que o Costa Rodrigues entrou em reforma, acabou o  unico local disponivel; e por que não usar o ginasio do SESC?

Ir até a AABB, no Calhau, para assistir uma partida de volei, somente os pais-trocinadores e olha lá… no IPEM, ainda funciona? no castelinho, quem se arrisca, sem segurança, principalmente à noite?

E uma ultima – e primeira pergunta – quais equipes estão atuando?

EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE

sex, 16/03/12
por leopoldovaz |

Pilão e Machadinha, encontrados recentemente. Qual a origem? A machadinha, indigena, possivelmente Tupinambá, habitantes da Aldeia de Uçaguaba; e o pilão?

Estão reunidos desde as 9 da manhã representantes de vários municipios maranhenses, além de diversos entes, sob a liderança da Cáritas do Brasil, discutindo a educação pública.

REPRESENTANTES DE 200 MUNICIPIOS REUNIDOS NO VINHAIS VELHO, EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MARANHENSE – HOJE PELA MANHÃ

O objetivo é fazer um retrato fiel, real, da situação das escolas das redes públicas, em cada um dos municípios brasileiros e levar esse duro retrato ao conhecimento do Governo.

IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA DE VINHAS VELHO

 O ato de lançamento desse programa ocorreu na Vila Velha de Vinhais; os representantes municipais e das diversas entidades presentes, notadamente aquelas ligadas ao professorado, fora recebidos pelos moradores daquela Vila, oferecido um café da manhã.

Na ocasião, fez-se o ABRAÇO AO VINHAIS VELHO, em que todos hipotecaram seu apoio aos vizinhos do Vinhais velho, emj sua luta na preservação de seu estilo de vida, de sua memória e da História do Maranhão/Brasil.

BANDA DA POLICIA MILITAR DO MARANHÃO

A abertura contou com a Banda da Policia Militar do Maranhão, que executou o Hino Nacional e o Hino do Maranhão, cantado por todas as mais de 500 pessoas presentes, entre visitantes e moradores.

A seguir, membros das diversas Comissões que lutam pelo Vinhais Velho explicaram as querelas que se travam com o Governo, para a preservação da Vila Velha de Vinhais, e o pedido de chancela daquela comunidade como Paisagem Cultural.

JJ, morador e membro do Comitê dos Amigos do Vinhais Velho; Ricarte, morador e Presidente da Cáritas MA, membro do Comitê de Resistência; Dra. Antonia Mota, moradora, professora de História da UFMA, membro do Comitê dos Amigos; Prof. Leopoldo, morador, Vice-presidente do IHGM, membro da Comissão dos 400 anos da Igreja de São João Batista de Vinhais e da Vila Velha de Vinhais

Os oradores deixaram claro que não são contra a construção da Via Expressa, mas que da maneira como está sendo feita causará o desaparecimento daquela Vila, de suas tradições, de suas memórias, de seu estilo de vida; pedem o desvio do traçado da Rodovia Estadual (MA), passando cerca de 50 metros do traçado atual, um pouco mais para baixo.

O traçado proposto pelos moradores passará por áreas que não estão habitadas, além de não cortar a Vila ao meio. O Sr. Vice-Governador, Washington Luis, professor de História, está sensivel ao pleito dos moradores, havendo intransigencia do Sr. Secretário de Infraestrutura.

Espera-se que esta semana haja uma solução para o impasse criado, haja vista que o Governo tem recebido diversos revéses na Justiça, quanto às ações de desapropriação e desocupação da casas.

Diversas autoridades e representantes do poder civil organizado se fizeram presentes, destacando-se o Deputado Federal Domingos Dutra – presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados -, membro atuante do Comitê dos Amigos do Vinhais Velho; do Deputado Estadual Bira do Pindaré, autor de Projeto de Lei tornando o Vinhais Velho paisagem cultural, em acordo com a Lei vigente. Aguarda-se o pronunciamento do IPHAN ao requerimento encaminhado pelos moradores, em abaixo-assinado com mais de 300 assinaturas, solicitando o inicio do processo em nivel federal.

Rivarte (Cáritas/Comitê de Resistencia), JJ (Comitê dos Amigos); Leopoldo (Comissão dos 400 anos/IHGM)

As diversas Comissões ligadas à Igreja de São João Batista de Vinhais, dentre elas a dos 400 anos, produziram um Documentário que conta a História e resgata a Memória dos moradores do Vinhais Velho e sua luta para ter a sua Igrejinha funcionando. Em fase final de produção, tem o premiado cineasta Murilo Santos como seu Diretor.

Novos fatos, que vieram ao conhecimento da comunidade científica, nos últimos dois anos (o documentário foi iniciado em 2009…), dão conta da ocupação daquele território desde os anos 1594, quando o Capitão Jacques Riffault estabaleceu-se mais junto à Aldeia de Uçaguaba, com uma feitoria, tendo Davi Migan como seu loco-tenente – por isso aquela localidade é identificada nos mapas deixados por La Ravardiére como MIGANVILLE; contava com uma população branca de cerca de 400 pessoas, das mais diversas nacionalidades – gauleses, ingleses, espanhóis, batavos – , além dos cerca de 600 índios Tupinambás, ali residentes desde cerca de 1530; antes, ocupada pelos Tremembés, que aqui chegaram – segundo indícios de ocupação da Ilha e seus arredores – a pelo menos 9 a 11 mil anos – conforme datação dos sambaquis de São Luis e, mais recentemente, dos sítios arqueologicos recém-descoberto em Bacabeira/Rosário, na área de construção da Refinaria Premium I da Petrobrás.

Cacaria de origem indígena - Tupinambá? Tremembé? - encontrada na área (mes passado) em área devastada pelos tratores que estão cortando o Vinhais Velho, no traçado da Via Expressa.

O Vinhais Velho existe desde tempos ancestrais; a ocupação européia se dá 18 anos antes da chegada de Daniel de LaTouche e a construção do Forte de São Luís, e a fundação da França Equinocial (8 de setembro), e da cidade do Maranhão – São Luís…

Vila Velha de Vinhais – ou Vinhais Velho – a aldeia/vila esquecida…

ABRAÇANDO O VINHAIS VELHO

sex, 16/03/12
por leopoldovaz |

As delegações de 200 municipios maranhenses já começaram a chegar ao Vinhais Velho.

Vieram em solidariedade aos habitantes daquela comunidade, ameaçados de ver seu povoado destruido, pela passagem da ViaExpressa; destruido porque o traçado arquitetado pelo Senhor Secretário de Infraestrutura corta a Vila ao meio, dificultando – senão impedindo – o transito de um lado para o outro daquela artéria – com previsão de 30 mil veiculos dias ali transitando…

Começa as 9 horas da manhã, o ato de abarçar aquela anciã Vila.

A seguir esses delegados lançarão protesto sobre o estado da educação pública maranhense, à frente a Cáritas do Brasil/Maranhão. Diagnóstico de como andam nossas escolas, em todos os municipios maranhenses, para fornecer ao Governo uma radiografia real da situação de centenas de milhares de estudantes, com um ensino burocrático, de cumprimento – quando muito – dos dias letivos, sem garantias de ensino…

Vamos tosos abraçar o Vinhas Velho!!!

Equipas “B” – Oportunidade ou risco?

qui, 15/03/12
por leopoldovaz |

Hugo Emanuel Fernandes · Gestão e Administração ·

Na próxima época, 2012/2013, serão reintroduzidas as equipas “B” no futebol português. Na verdade, elas não deixaram de existir por completo, pois o Marítimo manteve a sua equipa “B”, apesar que os “grandes” terem extinto as suas equipas em 2004. Será então na próxima época que Sporting, Benfica, Porto, Braga e Guimarães voltaram a ter uma equipa “B” e participar no 2º escalão do campeonato Português que será alargado das actuais 16 para 22 equipas.

De forma a realizar uma análise a reintrodução das equipas B no panorama futebolístico português, fazemos uma análise SWOT (um modelo muito usado em gestão que reúne as vantagens, Strengths, fraquezas, Weaknesses, oportunidade, Opportunities, e ameaças, Threats) deste modelo para o futebol português.

ANÁLISE SWOT

Vantagens

- Competitividade na 2ª liga

Mais equipas que trazem mais qualidade à competição, aumentando a dificuldade para as equipas que lutam por subir de divisão, e dificultando também a luta pela manutenção.

- Visibilidade da 2ª liga

Acrescentar os “grandes” do futebol português traz sempre mais visibilidade a qualquer competição e desporto, assim haverá mais procura sobre os jogos desta competição, pois um Sporting vs Benfica, por exemplo, é sempre um dérbi apetecível, em qualquer divisão ou idade, e que nenhuma das equipas quer perder!

Fraquezas

- Incrementa investimentos, nos já limitados orçamentados dos clubes

Para fazer face às novas exigências de jogos, deslocações, etc , os clubes irão necessitar de uma maior disponibilidade financeira para poder competir, o que poderá ser complicado para clubes que já estão limitados em termos orçamentais, e com dificuldades para competir no actual modelo da competição.

- Intensidade competitiva: 22 equipas, 42 jornadas e 462 jogos

As 42 jornadas que este novo modelo vai trazer pode originar grandes dificuldades para os clubes de menores recursos. Não se pode descorar o facto de a 2ª divisão passar a ter mais equipas, e consequentemente mais jogos que os principais campeonatos europeus, Espanha, Inglaterra e Itália.

Oportunidades

- Alavanca a 2ª liga como uma referência de qualidade

A nova dinâmica da competição se devidamente alavancada poderá mudar a forma como se olha para a 2ª liga, podendo se associar a competição a um exímio de qualidade futebolístico, e assim ser uma referência de qualidade na sociedade portuguesa. Uma oportunidade que precisa de ser trabalhada desde o primeiro dia, para que se obtenha os resultados esperado.

- Aumenta assistências, receitas publicidade, entre outras

Todos estes aspectos, vantagens e oportunidades, vão trazer um aumento das assistências, mais publicidade, mais audiências nas transmissões televisivas, tudo isto somado reflecte-se nas receitas dos clubes. Uma oportunidade única para os clubes fazerem face ao investimento necessário à competição.

Ameaças

- Dificulta os clubes receberem jogadores formados nos “grandes” por empréstimo

Muitos dos clubes da 2ª divisão reforçam os seus planteis com jovens oriundos dos clubes da 1ª divisão, principalmente dos grandes, agora com as equipas “B” esta realidade vai-se alterar, pois as equipas “B” tem limites quando às idades e formação dos jogadores. Isto resulta num constrangimento importante para os clubes, limitando também o mercado de transferências.

- Incapacidade para alguns clubes para financeiramente acompanharem a exigência competitiva e financeira que a competição vai exigir

A participação em durante toda a competição vai exigir dos clubes um grande rigor financeiro, pois são mais jogos, mais deslocações, e se os clubes não forem disciplinados financeiramente podem vir a ter problemas em terminar a época.

Este modelo não pode ser visto como fechado pela LPFP, pois deve ser analisado desde o primeiro dia em várias vertentes. Pois os benefícios deste modelo podem não ser significativos, e devem ser postos em prática acções concretas para mitigar os riscos inerentes à sua introdução.

Em alternativa a este modelo, existe a possibilidade de introduzir um campeonato de reservas, que poderia receber equipas dos dois escalões do futebol profissional. Assim, todas as equipas interessadas poderiam inscrever uma equipa de reserva. Alinhando assim os objectivos estratégicos das equipas que participam nesse campeonato.

Uma boa iniciativa, mas que poderá trazer mais problemas do que benefícios para o futebol português.

 Hugo Emanuel Fernandes

Hugo Emanuel Fernandes

Consultor de gestão, mestre em Gestão, com especialização em Estratégia, e licenciado em Economia, pela NOVA – School of Business and Economics. hugofernandes@futebolfinance.com

INSCRIÇÕES ABERTAS – SEMINÁRIO A CIDADE DO MARANHÃO – UMA HISTÓRIA DE 400 ANOS – MARANHÃO REPUBLICANO: AS OLIGARQUIAS

qui, 15/03/12
por leopoldovaz |


 

III Ciclo dos 400 anos de São Luís

Posted: 14 Mar 2012 11:52 AM PDT

MARANHÃO REPUBLICANO
 
A Era das Oligarquias


 
 
 
08:00 – Abertura
08:15 – Conferencia Magna
09:15 – Intervalo (café)
09:15 -  Sessão de Pôsteres (até às 17:30)
09:30 – Exposição e debate
12:30 – Debate com a plenária
13:00 – Intervalo para almoço
14:00 – Sessão de Exposição Oral
18:00 – Encerramento


 
 
 
DATA: 25 DE ABRIL DE 2012

 
LOCAL: PALÁCIO CRISTO REI (Pça. Gonçalves Dias)

 
CONFERÊNCIA MAGNA: MÁRCIO COUTINHO

 
 
PALESTRAS:

 
 A REPÚBLICA VELHA (Márcio Aguiar)
 
O VITORINISMO
(Benedito Buzar)
A ERA SARNEY
(Joaquim Itapary)


 
INSCRIÇÕES ABERTAS !  
 
Taxa : R$ 10,00 (por etapa)
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO- IHGM
Rua de Santa Rita, 230 – Centro – Edifício Prof. Antonio Lopes
2º. Andar – CEP – 65015.430 – SÃO LUÍS – MA
Fone (0xx98) 3222-8464 – Fax (0xx98) 3232-4766

CABEÇA DE BURRO

qua, 14/03/12
por leopoldovaz |

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA EDUCAÇÃO FÍSICA - MUNICIPIO DE BARREIRINHAS

Há uma expressão popular, muito usada neste estado do Maranhão, de que as coisas não acontecem porque há uma cabeça de burro enterrada… tenho acompanhado este inicio de temporada do Atletismo brasileiro e mundial, por pura falta de noticias do atletismo local.

Não sei o que acontece. Ou melhor, sei, pois as coisas (eventos) não acontecem…

Recebi da Márcia, técnica de Atletismo bem ai ao lado, do Piauí, uma belissima mensagem, sobre a reunião dos palestrantes das Clínicas de Atletismo da CBAt.

O exemplo de aplicação do programa de atletismo escolar, de iniciação esportiva, que a IAAF e a CBAt estão implantando – nível mundial e nacional – foi… Barreirinhas!!!

PROFESSORES PREPARANDO O MATERIAL INSTRUCIONAL PARA AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA - UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA POPULAR DO ESPORTE - MATERIAL ALTERNATIVO PARA USO NAS AULAS

Isso mesmo: Barreirinhas!!! onde estão a Profa. Ivone Nunes (aposentada do IF-MA), Secretáira de Educação e a Jaqueline Marreiros (ex-aluna do IF-MA), Coordenadora de Educação Física. Junto com os professores de educação física, têm levado a proposta aos polos educacionais, durante o governo itinerante do Albérico Filho; o sucesso é grande, naquelas comunidades do interior…

Acredito que a proposta de ter, ano passado, pelo menos 13 mil crianças de 7 a 12 anos envolvidos na atividade, foi amplamente atingido… e no planejamento das atividades pedagógicas deste ano, está mantido e ampliado.

PROFESSORES DA ZONA URBANA REPASSANDO AOS PROFESSORES DA ZONA RURAL O CONHECIMENTO ADQUIRIDO NA CLÍNICA DE MINIATLETISMO, REALIZADA ANO PASSADO.

O MiniAtletismo se apresenta como instrumento adequado para aqueles que trabalham na base, os que voltam os seus olhares para o início da atividade esportiva.  A meta é formar o esporte-base o mais praticado em escolas de todo o mundo.

 Nada mais correto, já que o Atletismo é, reconhecidamente, o mais nobre dos esportes olímpicos.

Neste ano, foram dadas duas opções de planejamento: permanecer por temporada, isto é, a cada 12 a 15 aulas muda-se a atividade esportiva, como conteudo da educação fisica escolar, a fim de dar oportunidade a todas as crianças o conhecimento das várias modalidades de esportes, visando não só o aprimoramento das condições físicas, melhoria da saúde, assim como, com o conhecimento de várias atividades, na fase seguinte, proporcionar que tenham opção de escolha e, adultos, oportunidade de práticas de lazer sadio, na recuperção da jornada de trabalho.

Ao final de cada temporada, um torneio intra-muros, aberto a todos os alunos da escola; a seguir, um torneio extra-muros, envolvendo o polo educacional, para em seguida, um campeonato da modalidade, visando seleção de talentos, para a formação das equipes representativas da escola, participante dos Jogos Escolares de Barreirinhas.

A outra forma, será a matricula diretamente numa modalidade, neste primeiro semestre, visando a seleção e preparação das equipes representativas – Jogos Escolares; no segundo semestre, volta-se para a forma por modalidades…

Ambas as metodologias de ensino serão aplicadas. Algumas escolas da zona rural trabalharão com o Atletismo – não exige equipamento especializado, e com o desenvolvimento do programa do mini-atletismo como conteudo a ser ministrado, facilitará a seleção dos talentos, visando, também, os festivais de mini-atletismo – no mesmo formato: interno, com a participação de todos as series, com suas equipes mistas, formação de duas equipes visando o festival do polo educacional, e no final do ano, os campeões e vice de cada polo se enfrentarão num festival envolvendo escolas de todo o municipio…

JAQUELINE MARREIROS DIAS - Coordenadora de Educação Física de Barreirinhas

Os festivais esportivos, torneios, de cada modalidade, obedecerá a mesma formula…

assim, das modalidades escolhidas, por cada uma das escolas, para serem desenvolvidas, haverá o respectivo torneio, havendo pelo menos tres escolas inscritas… durante o ano todo há atividade a ser desenvolvida nas escolas…

Na Proposta da Educação Física Física, para o Projetom politico pedagogico da escola, ficou estabelecido tres aulas semanais, de 45 minutos; e tres dias outros, para as atividades extra-classe – formação de seleções das escolas e treinamento.

O MiniAtletismo é a única atividade – como conteudo da educação fisica escolar – obrigatória a todas as escolas.



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