Este artigo está publicado na Revista Lecturas: Educacion Fisica y Deportes, na Argentina… http://www.efdeportes.com/efd51/lazer.htm
PROPOSTA DE UMA POLÍTICA DE LAZER PARA O SESI-DR/MA
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ – Mestre em Ciência da Informação/ CEFET-MA – Consultor
MARIAGORETTI LINDOSO SOARES Assessora de Planejamento – SESI-DR/MA
JOSÉ RIBAMAR VIANA FILHO – Coordenador do Núcleo Operacional – SESICLUBE Araçagy
FRANCISCA MARTINS MORAES – Coordenadora do Núcleo Admibnistrativo – SESICLUBE Araçagy
TATIANA CHAVES FIGUEIREDO – ROBERTO MAURO ROSA RODRIGUES – FRANCISCO JOSÉ MEIRA DE SOUSA – JOSÉ MARANHÃO DINIZ – IVALDO SALVADOR MACHADO – Instrutores de Lazer do SESICLUBE Araçagy
ROSÂNGELA ALVES COSTA, MIRIAM TAVARES SILVA – Assistentes Social do SESI-DR/MA
RITA SAMARA MORAIS REGO Coordenadoria de Relações com o Mercado – SESI-DR/MA
ZILMAR SOARES CORRÊA Instrutor de Lazer – CAT Imperatriz – SESI-DR/MA
INTRODUÇÃO
Uma política de lazer designa um conjunto de princípios e escolhas que definem o que seria desejável, com orientação de seus modos de geração, uso e absorção de informações e tecnologias através de diferentes procedimentos de promoção, regulação, coordenação e articulação, em interação com aquelas condições resultantes das políticas, práticas e contextos. Aqui, são aqueles expressos no Planejamento Estratégico do SESI[2].
A filosofia de trabalho[3] “conjuga o fortalecimento da industria com o crescimento das condições de vida de seus funcionários, reafirmando o princípio de que empresas saudáveis e produtivas pressupõem funcionários saudáveis e felizes”.
Daí que a Política de Lazer para o SESI-DR/MA estabelece como prioridades os Programas “GINÁSTICA/LAZER NA EMPRESA”, buscando ampliar a oferta destes serviços, além daqueles que serão oferecidos no SESICLUBE ARAÇAGY, através de Programas Complementares de Lazeres FÍSICO-ESPORTIVOS, SOCIAL, e AÇÕES CULTURAIS e ARTÍSTICAS, buscando a otimização do uso da capacidade instalada (SESICLUBE) e a auto sustentabilidade.
Esta Proposta é o resultado de uma construção coletiva que envolveu Profissionais de Educação Física, de Serviço Social, de Planejamento, e de Comunicação e Marketing do SESI-DR/MA. Suas opiniões e proposições foram obtidas por meio de sessões de estudo sobre Lazer e o negócio lazer, ocorridas nos meses de janeiro a março de 2002.
Objetivo: “AMPLIAR E DINAMIZAR SUBSTANCIALMENTE AS AÇÕES DE LAZER NA EMPRESA OU PARA A EMPRESA, CRIANDO MECANISMOS INOVADORES PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE E A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR” (Plano Estratégico 2000-2004, p. 43).
Concepção de Lazer: Direito de Cidadania
Princípios norteadores: livre escolha; participação espontânea; incentivo à criatividade; ocupação prazerosa do Tempo Livre.
Prioridades na área de negócio Lazer para o SESI-DR-MA [4]:
ü PROGRAMA GINÁSTICA NA EMPRESA – Orientação Estratégica: ampliar oferta destes serviços com foco na empresa industrial; implementar estratégias de sensibilização junto aos empresários; implantar plano de marketing;
ü PROGRAMAS COMPLEMENTARES – LAZER FÍSICO-ESPORTIVO; LAZER SOCIAL; AÇÕES CULTURAIS – Orientação Estratégica: otimizar o uso de capacidade instalada; Firmar parcerias com ONG’s, Governo Federal e empresas; Fortalecer canal de comunicação/divulgação nas empresas; Consolidar a auto sustentabilidade.
A atuação do Serviço Social da Indústria (SESI) junto ao trabalhador da indústria e de sua família está voltada para áreas em que sempre foi insuficiente a oferta de serviços: educação básica, alimentação, saúde e lazer. O SESI conta hoje com 2.011 unidades de atendimento, espalhadas por todo o território nacional, que levam à sua clientela educação básica e complementar, ações medico-odontológicas, assistência alimentar, atividades de lazer, esporte e cultura e muitos outros benefícios sociais.
DIRETORIA REGIONAL DO MARANHÃO
Em sua estrutura organizacional, a área de Lazer e Cultura tem como objetivos[5]:
- Oferecer alternativas de lazer aos clientes, preferencialmente em seu local de trabalho, visando à superação do desgaste físico e mental e ao aumento da produtividade;
- Oferecer atividades de formação físico-esportiva, visando ao alcance do condicionamento físico do trabalhador e seus dependentes, de forma adequada e permanente;
- Desenvolver ações para a preservação e divulgação de valores culturais, estimulando a participação ativa do trabalhador no lazer cultural;
- Promover ações de educação para o lazer que estimulem a ampla participação da clientela;
- Buscar a utilização de formas alternativas de lazer que venham ao encontro das necessidades da clientela, tanto na empresa quanto nos locais onde haja grande concentração de trabalhadores da indústria.
Com esses objetivos, busca-se como resultados:
- trabalhadores com preparo físico e equilíbrio mental;
- redução dos índices de stress e de acidentes no trabalho, e
- conseqüente aumento da produtividade;
- crianças e jovens motivados, capacitados e treinados para o esporte.
Quanto aos produtos e serviços oferecidos:
- cursos e atividades de formação físico-esportiva;
- atividades e eventos culturais;
- atividades de lazer social;
- projetos para grupos da terceira idade;
- projeto Ginástica nas Empresas; e
- assessoria técnica de lazer às empresas.
O Núcleo de Lazer do SESI-DR/MA está subordinado à Coordenadoria de Desenvolvimento Sócio-Cultural, que tem como finalidade: Promover e sustentar o desenvolvimento das ações sociais no campo do lazer, voltadas para as áreas físico-esportiva, social e artística, visando a melhoria da qualidade de vida do trabalhador da indústria e alinhados com os referencias estratégicos do SESI do Maranhão.
A GEDSC tem como atribuições:
- Identificar oportunidades de negócios acompanhando as tendências de desenvolvimento sócio-cultural, em estreita articulação com os sistemas formais de assistência social em nível nacional.
- Articular no Sistema FIEMA o desenvolvimento integrado de projetos e produtos de lazer em todos os níveis e modalidades voltados para as empresas, clientes e associados.
- Coordenar o desenvolvimento das ações de lazer e subsidiar a elaboração, o acompanhamento e a avaliação dos planos, programas e projetos desta área das Unidades Operacionais instaladas no Estado do Maranhão.
- Promover em permanente sintonia o alinhamento de projetos e processos da área de lazer com as prioridades estratégicas do SESI do Maranhão.
- Coordenar ações de cooperação e assistência junto a órgãos e entidades de classe na área de lazer.
- Responder pelos resultados e eficácia dos processos e projetos no campo do lazer das Unidades Operacionais.
- Assegurar a qualidade do conhecimento fornecidos pelos projetos e processos de desenvolvimento sócio-culturais.
- Orientar a capacitação e promover a alocação de Recursos Humanos necessários ao desenvolvimento de processos e projetos no campo do Lazer.
- Administrar o acervo em seus diferentes suportes das Unidades Operacionais.
Já o CESLA tem como finalidade “Gerir e disponibilizar os conhecimentos relativos às áreas esportiva e de lazer, necessários ao desenvolvimento dos projetos e processos”, tendo como atribuições
- Assegurar a qualidade do conhecimento fornecido aos processos e projetos.
- Orientar a capacitação dos recursos humanos necessários ao desenvolvimento dos processos e projetos, em assuntos relacionados com a área da cultura, do esporte e do lazer.
- Prover a alocação de recursos humanos necessários ao desenvolvimento dos processos e projetos da área de atuação.
- Acompanhar e avaliar tendências quanto à atualização tecnológica para atendimento aos clientes e associados em estreita articulação com as Unidades Operacionais nos campos cultural e esportivo
- Prestar assessoria em assuntos relacionados com a área cultural, esportiva e do lazer no desenvolvimento de projetos pelas empresas e associados.
- Colaborar com a coordenação das ações de desenvolvimento e preparação de pessoas para atuarem na área de lazer do Sistema FIEMA, das empresas contribuintes, dos clientes e associados.
- Administrar o acervo em seus diferentes suportes, centralizando sua aquisição.
O SESICLUBE ARAÇAGY, dentro na nova estrutura, possui os Núcleos de:
- Apoio Administrativo, contando com um quadro de 13 (treze) funcionários:
- Operacional: onde estão lotados cinco Profissionais de Educação Física, Esportes e Lazer:
O Centro de Atividades do Araçagy – SESICLUBE, conta com uma estrutura moderna e ampla, na área operacional, composta por:
- uma piscina semi-olímpica, com cinco raias;
- uma piscina de aprendizagem, medindo 8 x 3,50m;
- dois campos de futebol – tamanho oficial;
- duas quadra de basquetebol, descoberta, piso em cimento;
- uma quadra de voleibol, descoberta, piso em cimento;
- um salão de jogos de salão, com equipamento para bilhar (duas mesas) e tênis de mesa (duas mesas);
- um Ginásio Poliesportivo, marcado para a prática de Futsal e Voleibol, mas com espaço para Handebol (20 x 40) e Basquetebol; com Vestiários (dois), com sauna; banheiro (dois); arquibancada com três lances, nos dois lados da quadra; dois salões, para alojamento, com capacidade para 20/30 pessoas cada; palco, com coxia.
CONCEPÇÃO DE LAZER PARA O SESI-DR/MARANHÃO
O lazer tomou a dimensão de hoje após a Revolução Industrial, quando então a jornada de trabalho começou a diminuir paulatinamente, muito embora os fundamentos históricos do Lazer sejam anteriores à sociedade industrial, porque sempre existiu o trabalho e o não-trabalho em qualquer sociedade ([6]).
A conquista de oito horas de trabalho, oito horas de descanso e oito horas de lazer marcou o início da humanização do trabalho e transformou a recreação e o lazer como uma conquista social. Com o reconhecimento das horas livres entre uma jornada e outra do trabalho, dos repousos semanais remunerados, das férias anuais e da cessação da vida de trabalho (aposentadoria) gerou-se, então, tempo de lazer compulsório ([7]).
O problema da relação entre trabalho e lazer é questão que vem suscitando paixões, sejam em relação à sociologia do trabalho, seja em relação à sociologia do lazer ([8]). Aristóteles já afirmava que “el tiempo libre no es el final del trabajo; és el trabajo el que limita el tiempo libre. Este debe consagra-se al arte, a la ciência y, preferentemente, a la filosofia” ([9]).
A palavra grega para indicar o tempo livre é significativa: “… e perturba a relação que nos é familiar entre o termo e o sentido que se lhe atribui correntemente. Scholé – traduz o dicionário – significa tempo livre, parada, descanso, ócio, falta de trabalho, pausa, ocupação das horas que se tornam livres do trabalho e dos negócios, estudo, conversação e acaba por significar ‘o lugar onde se utiliza este tempo livre’, a scholé precisamente, a escola, que hoje se interpreta somente como o lugar na qual o tempo livre é utilizado para ensinar e aprender”. ([10]).
Para Aristóteles, a diversão parece um descanso, já que os homens, não podendo trabalhar continuamente, têm necessidade de descansar ([11]). TOLKMITT (1985) considera que as dificuldades decorrentes da industrialização e da formação de concentrações urbanas, além do esvaziamento da zona rural, gerando imensos problemas, servem de incentivo para a formação de grupos, que se preocupam com o aproveitamento adequado das horas livres para a atividade de lazer. Afirma ainda que a orientação das atividades nas horas livres tem por objetivo “alterar (ou compensar) as condições de vida … (física, psíquica e emocional) advindas das facilidades e dificuldades com que o indivíduo se ocupa durante as horas de trabalho” (p. 4) ([12]).
Aparece claro, então, que a satisfação do indivíduo durante o trabalho profissional reverte-se de novas características. Horas livres entre uma e outra jornada de trabalho, repouso semanal e férias anuais não são suficientes para o restabelecimento completo do organismo.
Supondo-se que o processo do trabalho foi abordado numa correspondente base fisiológica, a um dado momento aparece a fadiga: “A forma mais eficaz e concreta de combater a fadiga que aparece em conseqüência do trabalho, ou outras manifestações patológicas que possam aparecer, como resultado da acumulação, no tempo, da fadiga residual ou da não correção imediata de certos fatores não fisiológicos de microclima durante o trabalho profissional é a recuperação, o recondicionamento ou o equilíbrio biológico” ([13]).
Jean-Marie Brohn, numa análise das atividades físicas de lazer na civilização industrial, diz que há pelo menos duas razões fundamentais que justificam as atividades físicas de lazer como necessidade para o sistema ([14]). Cavalcanti apresenta, então, dois pontos de vista, segundo o pensamento de Brohn: um, econômico, que vê as atividades de lazer como uma exigência da sociedade capitalista, ressaltando os aspectos de compensação e de reajustamento; o outro, político, visto sob o ponto de vista de “fuga da realidade”, quando o sistema promove atividades físicas, destacando que as atividades de tempo livre, na realidade, constituem a melhor maneira de neutralizar intelectualmente as massas.
MOREIRA (1985) ([15]) ainda analisando esse aspecto político das atividades de lazer, no pensamento de Brohn, afirma que o tempo livre ocupado dessa forma leva a uma despolitização da juventude e das massas cumprindo, pois, as técnicas esportivas de lazer sua função de neutralizar intelectualmente o indivíduo: “Considerar tempo para o lazer um tempo ‘socialmente’ permitido após o cumprimento de todas as obrigações do indivíduo para com a sociedade é não levar em consideração que a maioria das atividades sociais do indivíduo, principalmente as de ordem profissional, são deficitárias no que diz respeito à saúde – ‘bem-estar total, físico e social’. Se o sistema usufrui da força de trabalho do indivíduo por que então não se responsabiliza diretamente por essa recuperação ? ” ([16]).
É ainda MOREIRA (1985) quem pergunta como fugir a um lazer, pela atividade física, que contém, em seus pressupostos básicos os de compensação e reajustamento do trabalho mecanizado ou de fuga da realidade? Analisando o conceito de lazer emitido por DUMAZEDIER, afirma que “… na prática está presente a permissividade ao indivíduo, do lazer enquanto recuperação psicossomática, essencial à saúde do sistema capitalista. O tempo livre é utilizado pelo lazer como forma de compensação, ou melhor dizendo, como mecanismo de compensação criado pela sociedade industrial” ([17]).
As atividades físicas de tempo livre funcionariam, então, como antídoto contra o tédio causado por um trabalho monótono e enfadonho, havendo necessidade de orientar o jovem para organizar sua vida de forma equilibrada e racionalizada de modo que a recuperação após o trabalho constitua uma preocupação constante no regime de vida cotidiana. “A atividade física de compensação tem por objetivo geral suscitar, desenvolver e aprimorar as qualidades físicas do industriário, estimular o funcionamento de seus órgãos e, como objetivo especial, desenvolver excepcionalmente certas qualidades, que a natureza da profissão escolhida exige para um rendimento de trabalho maior e, ainda, dar ao organismo uma compensação de modo tal que as sinergias musculares, muito solicitadas durante o trabalho, possam obter para os seus músculos o relaxamento adequado, enquanto outras, cuja solicitação foi quase nula, sejam convenientemente solicitadas, de maneira a evitar a atrofia dos elementos componentes e, em conseqüência, a redução de sua capacidade” ([18]).
DRAGAN (1981) analisando o repouso ativo comenta que “o chamado repouso activo (actividades físicas cujas solicitações se dirigem a outros centros nervosos e a outros segmentos musculares ou funções … a ginástica no local de trabalho, ou exercícios de yoga, etc … representam hoje meios práticos bem codificados na recuperação, especialmente na prática desportiva” ([19]).
Algumas empresas, considerando esta dificuldade, vem desenvolvendo programas de lazer, envolvendo atividades esportivas e sócio-culturais onde buscam atender às necessidades de todas as faixas etárias, envolvendo não só o trabalhador como sua família, promovendo o lazer com objetivos sociais e de integração dessa comunidade ([20]).
Assim, as atividades físicas podem ocupar um papel importante no tempo livre do trabalhador, pois o comportamento humano varia consoante as múltiplas razões pelas quais os indivíduos realizam uma atividade, não existindo entre o jogo e o trabalho uma fronteira absoluta ([21]).
A falta de habilitação apropriada para a utilização do lazer é lembrada por Robert MacIver ([22], 1976), quando diz: “Para muitos homens , o trabalho tornou-se uma rotina não muito onerosa, não muito compensadora, e de forma alguma absorvente – uma rotina diária até que a sineta toque e os torne novamente livres. Mas livres para que ? É uma libertação maravilhosa para aqueles que aprenderam a usá-la; há muitas formas de fazê-la. Mas é um grande vazio para aqueles que não aprenderam a usá-la“.
MOREIRA (1985), em trabalho apresentado à Universidade de Campinas, após analisar o conceito de Dumazedier, afirma ser a função do “desenvolvimento da personalidade” a que deverá ocupar um papel preponderante na utilização do lazer, revertendo as funções de descanso e divertimento ao seu papel educativo-consciente onde espera, dessa forma, que o lazer possa se transformar em aprendizagem voluntária e prática de uma conduta criadora, em se tratando de execução de atividade física. O aspecto do aperfeiçoamento pessoal, além de representar uma simples distração ou uma forma de compensar a sedentariedade, pode também se tornar verdadeira atividade cultural ([23]).
Educação para o Tempo Livre
DUMAZEDIER (1979), quando da definição de lazer, estabelece três funções para este, sendo uma delas o desenvolvimento da personalidade e nesse sentido os objetivos do lazer e da educação se harmonizam ([24]).
Aprender a usar o tempo livre significa, em última análise, educar-se para o lazer ([25]); a importância de ser o homem educado para, racionalmente, preparar para si mesmo uma arte de viver em que não se perca o equilíbrio necessário entre o trabalho e o lazer e em que se antecipe a vida de lazer: “A família, a escola e todos os educadores, têm papel determinante a desempenhar quando da iniciação da criança numa atividade lúdica e ativa de lazer, na qual a freqüente contradição entre o ensino e a realidade necessita ser eliminada.” ([26]).
GAELZER (1985), em seu “Ensaio à liberdade: uma introdução ao estudo da educação para o tempo livre”, citando Neulinger e Neulinger, afirma que não há concordância sobre o que significa “educação para o lazer”, pois diferentes setores vêem o uso do tempo livre e o lazer de formas diferentes. Os educadores estão inclinados a pensar na educação para o lazer em termos de atividades extra-curriculares que levem ao uso proveitoso e digno do lazer. Alguns dizem que a educação para o tempo livre é questão de orientação, desperta interesses e habilidades mas existem opiniões diferentes como este é conseguido. Os religiosos dão ênfase à condução moral e aos valores espirituais do lazer. Eles concordam com educadores, psicólogos, sociólogos e outros que estão interessados no desenvolvimento do caráter. Os psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais tratam com a personalidade, ou ajustamento e desajustamentos sociais e estão interessados na solução dos problemas derivados da falta de orientação para o tempo livre. Os psiquiatras enfocam o estresse, a estabilidade e a saúde mental. Os professores de educação física estão com a incumbência de promover bons hábitos de saúde, de educação e de lazer, através das atividades físicas, sejam elas lúdicas, esportivas, rítmicas ou gímnicas ([27]).
HABERMAS ([28]) vê três formas de comportamento no tempo livre, estando estas relacionadas com o trabalho:
- Regenerativa - neste processo o tempo livre serve para recuperar as forças depois de uma jornada fisicamente cansativa.
No início da industrialização esta forma de comportamento desempenhou um papel essencial: atualmente, a mesma se encontra tão somente em um grupo limitado de ocupações, já que muitas profissões não requerem esforço físico algum.
- Suspensiva - nesta forma se executa durante o tempo livre um trabalho sem a determinação exógena e sem a desproporção da exigência do trabalho profissional.
Como exemplo dessa forma de comportamento se mencionam a continuação do trabalho profissional em forma de “trabalho negro”, o compromisso com grupos religiosos, políticos ou ideológicos mediante a aceitação de cargos em associações correspondentes.
- Compensativa - esta forma de comportamento tende à compensação psíquica das seqüelas nervosas do trabalho.
Como exemplo, assinala Habermas, a maior dedicação à família, ao aproveitamento dos modernos meios de satisfação do lazer proporcionado pela chamada indústria cultural e, finalmente, a ocupação em esporte e jogos.
Porém Habermas duvida de que na realidade possa dar-se esta possibilidade compensadora, pois estas áreas mostram características que se assemelham ao trabalho. A análise de Habermas mostra, ademais, que o incremento de horas livres, a redução da semana de trabalho ou a extensão das férias não são suficientes para proporcionar esse verdadeiro tempo livre ganho no transcurso do desenvolvimento industrial; também se necessitam trocas e medidas sociais (p. 99), no que concordam SANTIN (1987) ([29]) e CUNHA (1978).
Para HAAG (1981) o tempo livre tem sido determinado pelas formas fundamentais do comportamento de lazer regenerativo, suspensivo ou compensatório. Deve ser visto em relação com as tentativas educacionais de prepara o homem para que saiba dar um conteúdo adequado ao seu lazer.
A pedagogia do lazer, desenvolvida por OPACHOWSKI (in HAAG, 1981) põe em destaque a necessidade de abordar com medidas e intenções educativas o relevante fenômeno social do lazer, para garantir que o mesmo seja realmente um “tempo livre” para o homem (p. 101). Essa “pedagogia do lazer” se baseia em oito “teses”, resumidas por HAAG (1981):
- A pedagogia do lazer constitui uma forma culta de serviço especial que oferece ao indivíduo (desde a etapa pré-escolar até a formação do adulto) ajuda para prender, desencadear e tolerar as trocas individuais e sociais.
- A pedagogia do lazer supõe uma atitude política ante um mundo não armonizável.
- A pedagogia do lazer libera da identificação total com os afazeres (e com os afazeres desempenhados durante o tempo livre porém determinados pelo trabalho e por terceiros); da conseqüente idealização do trabalho e do predomínio absoluto do princípio de rendimento.
- A pedagogia do lazer estimula ao indivíduo a auto-análise e a reflexão sobre si mesmo e sobre o lugar ocupado por ele no trabalho e no tempo livre.
- A pedagogia do lazer vence a angústia, a penúria e a repressão; está aberto ao bem estar, ao lazer e ao desfrute dele mesmo.
- A pedagogia do lazer assume uma atitude positiva frente à abundância e variedade das ofertas de consumo, evitando ao mesmo tempo a um permanente autocontrole, vigilância e distância crítica permanentes frente a indústria de lazer
- A pedagogia do lazer proporciona segurança física, psíquica e social e uma nova economia da saúde.
- A pedagogia do lazer melhora o estado de ânimo, e assim contribui a atingir o otimismo frente à vida e a fortalecer a autoconsciência.” (p. 100-101).
KRAUS ([30]) afirma que o principal propósito da educação para o lazer como em qualquer forma de educação, é promover certas mudanças individuais desejáveis. Apresenta, então, um esquema de metas nem que estas mudanças podem ser estabelecidas em termos de:
Atitude: é essencial que se desenvolva um conhecimento da importância do lazer na sociedade e reconheça os valores significativos que eles podem trazer à sua vida ….
Conhecimento: atitudes positivas bem fundadas devem ser suplementadas pelo conhecimento individual; saber “como”, “por que”, e “onde” deve ocorrer a participação recreativa …
Habilidades: o objetivo de ensinar técnicas não é somente o de conseguir que o indivíduo domine um certo número de atividades específicas, com a idéia de que ele necessariamente participará delas, em sua vida recreativa, na juventude e idade adulta; e ainda proporcionar certas habilidades básicas, para que ele possa participar dessas habilidades com um certo grau de competência, sucesso e prazer …
Comportamento: qualquer das metas acima, atitude, conhecimento e habilidades, leva a esse último propósito que é o comportamento. A conseqüência da educação para o lazer dever ser a existência de um comportamento que é marcado pela capacidade de um bom julgamento pessoal, quando da seleção de atividades recreativas …
O comportamento de lazer pode ser firmado e os hábitos de participação efetiva podem ser solidamente implantados se a empresa se esforçar em ensinar uma real participação nas atividades de tempo livre.
Para NAHRSTET ([31]), as funções da educação para o tempo livre se sintetizam em:
Recuperação – renovação das energias através do descanso;
Compensação – elemento harmonizador diante das exigências e fracassos da vida de trabalho; a tarefa pedagógica da educação para o tempo livre é dar relevância às atividades que proporcionem a recreação e favorecer a visão cultural e intelectual;
Meditação – ato do indivíduo se questionar a respeito de sua existência e afirmação. Essa função só pode acontecer em momentos de lazer, em percepção contemplativa do indivíduo consigo mesmo levando-o à meditação; essa oportunidade que questiona o sentido da existência e a vida de liberdade e realização pessoal e social se torna possível no campo do tempo livre;
Emancipação – consiste na libertação pessoal de domínio e independência indispensáveis para a autonomia individual e social; nesse sentido, o tempo livre se transforma em tempo de liberdade. (p. 3).
“Talvez a forma mais pura de educação para o lazer seja: ensinar a gostar de fazer coisas, não para apresentação exterior, e sim por satisfação; isto não é novidade, ensinar através do jogo e do brinquedo é provavelmente a melhor maneira conhecida de aprendizagem.” (GAELZER, 1985, p. 47)
Para essa autora, lazer “é a harmonia individual entre a atitude, o desenvolvimento integral e a disponibilidade de si mesmo. É um estado mental ativo associado a uma situação de liberdade, de habilidade e de prazer.” (GAELZER, 1979, p. 54).
Concepção [32]
Os produtos e serviços do SESI na área social têm por finalidade, preponderantemente, a elevação da qualidade de vida do trabalhador brasileiro, com a empresa industrial se constituindo no locus privilegiado de realização dessas ações.
A preocupação predominante é ampliar a presença do SESI junto aos seus clientes e garantir que as ações envolvam os trabalhadores na sua relação profissional, gerando ganhos de produtividade, de qualidade e de melhoria da competitividade da indústria nacional.
Os programas na área da educação de jovens e adultos, visando à elevação do seu perfil de escolaridade; os programas de saúde, na sua concepção preventiva, contribuindo para a redução dos acidentes no trabalho e de doenças profissionais; a ênfase na redução do estresse por meio de programas de lazer, em todas as suas manifestações, no esporte, na convivência social, na cultura, nas artes, esses são os focos da Instituição, contribuindo para consolidar uma indústria mais saudável, na mais ampla acepção do termo.
Lazer e Qualidade de Vida
Cidadania se constrói com educação, alimentação, saúde, moradia, trabalho, direitos e deveres. O bem-estar de uma pessoa envolve, é claro, todos esses itens.
Mas o lazer também é fundamental para que os trabalhadores possam recuperar as energias despendidas no cotidiano profissional.
Lazer, esporte, saúde e integração social são ações que se complementam. Os benefícios são percebidos pelas empresas e valorizados pela sociedade: melhoria da saúde, diminuição do estresse, do absenteísmo, dos acidentes no trabalho, mais disposição e integração entre os trabalhadores, além do resgate de valores e enriquecimento cultural.
No ambiente de trabalho, esses benefícios se transformam em produtividade e competitividade, bem como produzem trabalhadores mais felizes, participativos, cooperativos e com capacidade de respeitar as diversidades – habilidades cada vez mais valorizadas pelas organizações modernas.
Propor qualidade de vida por meio de ações de lazer significa dar oportunidade à riqueza do relacionamento humano vivenciado e fortalecer vínculos, despertando sentimentos de colaboração, de participação e de solidariedade. O SESI oferece seus serviços tanto no ambiente de trabalho quanto na sua rede de unidades – a maior da América Latina para atividades esportivas e culturais.
A área de Esporte e Lazer desenvolve projetos que abrangem desde a prevenção contra fatores de risco até a elevação da qualidade de vida dos trabalhadores e da comunidade.
Estar bem em todos os momentos. É assim que o SESI-DR/MA quer ver as pessoas. Por isso, propõem-se:
- criar e operacionalizar projetos que propiciam o desenvolvimento, divertimento e descanso do trabalhador e sua família.
- Oferecer produtos e serviços na área de Lazer – socioculturais e esportivos.
PROPOSTAS
O modelo organizacional proposto é o que se denomina de PAIE ([33]), letras que representam as inicias de quatro termos distintos: Permanência, Apoio, Impacto, e Especial
As ações de permanência são aquelas que ocorrem no dia-a-dia através de projetos simples de execução, normalmente com predominância clara em um dos interesses do lazer, e realizado segundo as características do contexto sociocultural local.
As ações de apoio, como o próprio nome diz, devem dar sustentação à motivação da programação permanente, fazendo uma ponte entre essa e os eventos de impacto.
As ações de impacto ocorrem a duas vezes ao ano, com grande conotação de festa, abrangendo de maneira temática os mais diversos interesses do lazer, com equipe multi-profissional e gerenciamento centralizado dada a complexidade das providências exigidas para sua execução.
Nos casos dos eventos especiais, os mesmos possuem características semelhantes aos eventos de impacto, ressalvando-se a sua periodicidade esporádica, de acordo com algum grande acontecimento.
O macroplanejamento (políticas, grandes metas) necessita estar em plena harmonia com o microplanejamento (projetos, atividades, eventos, etc.).
Dentro de uma política de lazer, a elaboração de projetos é a menor célula que compõe um programa; portanto, criar uma cultura de elaboração de projetos, visando alcançar metas e objetivos elencados no corpo de uma política de ação mais ampla, é condição básica para uma administração de sucesso. Escrever um projeto é uma forma organizada de desenhar com antecipação o cenário que se deseja (planejamento), levando-se em conta algumas perguntas básicas: porque fazer ? o que fazer ? como fazer ?.
Às perguntas porque fazer e o que fazer, já existem algumas respostas, determinadas pela Política de Lazer emanada pelo SESI Nacional, que estabeleceu alguns programas, que devem ser seguidos pelos SESI Regionais:
SESILAZER
Preocupado com o bem-estar do colaborador no ambiente de trabalho, o SESI desenvolve o SESI Ginástica na Empresa – SGE. Trata-se de uma atividade física que se adapta às condições do local de trabalho, visando a melhoria do ambiente, estimulando a prática esportiva, integrando os funcionários e diminuindo os acidentes e as doenças profissionais.
A combinação de espaços de trabalho com as atividades de lazer é a meta das empresas modernas que buscam melhorar o rendimento e estimular a integração dos seus funcionários.
O programa SESI Ginástica na Empresa mexe com a qualidade de vida, bom relacionamento entre as pessoas, controle do estresse, diminuição de acidentes de trabalho e aumento de rendimento em milhares de empresas brasileiras. Bastam 8 a 12 minutos de atividades físicas no próprio local de trabalho, sem necessidade de roupas especiais ou aparelhos de ginástica para garantir uma vida mais saudável. Esses resultados vêm sendo comprovados pelas empresas que já implantaram o Programa. Para a implantação desse programa, deve-se seguir as seguintes etapas:
Entrar em contato com a Unidade Lazer.
Agendar a visita técnica para apresentação do programa e demonstração da ginástica. Duração da visita: 30 a 40 minutos.
A empresa mostrando interesse em implantar o programa, é realizado um diagnóstico observando: riscos ambientais e ergonômicos, condições laborais, instalações, equipamentos e relações interpessoais. É repassada para a direção da empresa a ficha do perfil do facilitador, que deve ser preenchida pelo funcionário que atenda às exigências solicitadas (liderança positiva no grupo, habilidade para atividades físicas, facilidade de comunicação, etc.)
Ginástica
Treinamento dos facilitadores.
Início da ginástica com a supervisão constante da coordenadora.
SESI Lazer na Empresa
Outro programa que pode ser implantado é o SESI Lazer na Empresa, que tem como objetivo: contribuir para o aprimoramento das relações de trabalho. Este programa leva à empresa almoços musicais, sorteios, campeonatos, ruas de lazer, sessões de vídeo e atividades que ajudam a desenvolver a criatividade e a proporcionar um clima cooperativo entre os trabalhadores.
SESIESPORTE
Incentivar em diferentes modalidades esportivas, com ênfase no desenvolvimento de habilidades e no desenvolvimento pessoal e social da criança/adolescente, sem enfoque na preparação para competição. O pré-requisito para participar do programa Atletas do Futuro é a freqüência escolar.
Este programa poderá estar integrado com o Sesi Esporte Solidário, resultado da parceria do SESI com a Secretaria Nacional de Esporte do Ministério do Esporte e Turismo. Este programa vai além de atividades esportivas e recreativas. Seu forte impacto social é garantido por ações complementares de educação para a saúde, orientação social e alimentação, permitindo o cuidado integral da criança e do adolescente.
Outro programa que pode estar associado ao Atletas do Futuro é o Largada 2000, programa que dá sua contribuição para a construção das políticas de juventude no Brasil e para a inclusão do jovem na agenda nacional. Resultado da aliança social estratégica celebrada entre o SESI e o Instituto Ayrton Senna, o programa oferece oportunidades para que os jovens invistam nos seus relacionamentos e no seu tempo livre de maneira construtiva.
Torneio e Campeonatos
Atividades desenvolvidas no SESICLUBE ARAÇAGY e nas Empresas, com caráter recreativo, permitindo a integração dos trabalhadores, tendo flexibilidade nas ações, proporcionando divertimento e prazer aos participantes.
Esse o objetivo do Programa SESIEsporte: transformar o operário em trabalhador-atleta. É assim que este programa proposto ao SESICLUBE ARAÇAGY deve atuar.
No Brasil, são mais de 500 mil esportistas participando de campeonatos nacionais e internacionais promovidos pelo SESI com o apoio de diversas empresas e entidades ligadas à área esportiva.
As competições fazem parte do calendário das Confederações das quais o SESI faz parte: a Confederação Esportiva Internacional do Trabalho (CSIT) e a Confederação Pan-Americana de Desporto do Trabalhador (Copadet).
O retorno do programa pode ser traduzido na melhoria da qualidade e estilo de vida do trabalhador, resultando no aumento da produtividade industrial e na satisfação pessoal.
Jogos dos Industriários
Com o intuito de incentivar o esporte na empresa como forma de atividade física, entretenimento e integração entre trabalhadores, serão desenvolvidos os JOGOS SESI DO MARANHÃO. Estes acontecerão anualmente e levarão para a etapa regional os vencedores de cada modalidade para representarem suas empresas e o SESI/MA. Os campeões desta etapa classificam-se para os JOGOS NACIONAIS DO SESI:
MODALIDADES:
Atletismo Feminino/Masculino
Futebol de Campo
Futebol Sete Master
Futsal Adulto
Natação Feminino/Masculino
Tênis de Mesa
Volei de Praia Feminino/Masculino
Voleibol
Xadrez
Projetos Especiais
Colônia de Férias
Conjunto de atividades recreativas e de iniciação esportiva envolvidas de modo informal durante algumas horas do dia nos períodos de férias escolares; é, também, uma maneira de orientar os alunos em férias para as necessidades educacionais, culturais e esportivas com um mínimo de gasto e o máximo de alegria, sendo também em alguns casos, complementação ideal para a Merenda de Férias.
O objetivo é oferecer à Criança oportunidade de:
- desenvolver-se social, cultural, cívica e fisicamente, através da prática de atividades recreativas;
- estimular o gosto pelas atividades físicas e o reconhecimento de seu valor para a saúde física e mental;
- desenvolver o espírito de grupos e a manifestação de liderança, preparando-as para a vida;
- expressar-se e comunicar-se;
- fazer jogos esportivos simplificados quando a idade assim o permitir;
- dar expansão às suas energias em atividades físicas, culturais e artísticas programadas.
Terceira Idade, Melhor Idade
Programa voltado para os industriários aposentados, se constituindo uma preocupação do SESI, voltado para atendimento de idosos. As atividades devem incluir esporte, lazer, educação e saúde.
Portadores de Necessidades Especiais
Programa voltado para o Industriário portador de deficiência física, ou afastado do trabalho em função de acidente que o mutilou. As atividades devem incluir além da reeducação motora através de atividades físicas, esportivas e de lazer, a sua reinserção social (adaptação à sua nova condição de vida).
AÇÕES SÓCIO-CULTURAIS & ARTÍSTICAS
SESIFOLIA – (Carnaval do SESI)
ARRAIAL DO SESI – Festejos Juninos – 23 a 29 de junho
HOJE É DIA DE …. – Datas comemorativas
Cursos de Atualização, Qualificação e Requalificação Profissional
Esses cursos se destinam a profissionais que atuam na área de administração esportiva, coordenadores de entidades esportivas e administradores de empreendimentos do esporte; a profissionais de esportes e educação física, responsáveis pelo desenvolvimento de atividades físicas e esportivas, com o objetivo de fornecer aos participantes uma perspectiva atual dos componentes organizacionais, econômicos, técnicos, sociais e políticos do esporte, do lazer, das atividades físicas e da educação física.
SESI CLUBE ARAÇAGY
A prática regular de atividades de lazer constitui um dos fatores indispensáveis para o indivíduo conservar corpo e mente saudáveis, elevar a qualidade de vida e o potencial criativo e produtivo. No trabalho, o reflexo dessa prática é observado no aumento da produtividade da empresa e na redução dos índice de falta de trabalho.
No SESI-DR/MA, o NEGÓCIO LAZER, desenvolvido diretamente no SESICLUBE ARAÇAGY – ou no próprio local de trabalho, poderá oferecer as condições necessárias para que o trabalhador da indústria e sua família possam participar de atividades formativas, esportivas-competitivas, artísticas e sociais, utilizando de forma inteligente o tempo livre.
Para isso, o SESI-DR/MA deverá dispor de professores bem treinados e uma infra-estrutura física invejável no SESICLUBE ARAÇAGY.
Quando o trabalhador descansa e tem atividades fora da empresa, cresce como pessoa e ganha em qualidade de vida. Isso se reflete em um trabalho mais alegre e na satisfação de estar bem consigo mesmo. Vendo seus familiares contentes também, pode render ainda mais.
O SESICLUBE ARAÇAGY, com estrutura moderna e ampla, composta por:
- piscina semi-olímpica, com cinco raias – uma
- piscina de aprendizagem, medindo 8 x 3,50m – uma
- campo de futebol – tamanho oficial – dois
- quadra de basquetebol, descoberta, piso em cimento – duas
- quadra de voleibol, descoberta, piso em cimento – uma
- salão de jogos de salão, com equipamento para bilhar (duas mesas) e tênis de pesa (duas mesas – uma
- Ginásio Poliesportivo, marcado para a prática de Futsal e Voleibol, mas com espaço para Handebol (20 x 40) e Basquetebol; com Vestiários (dois), com sauna; banheiro (dois); arquibancada com três lances, nos dois lados da quadra; dois salões, para alojamento, com capacidade para 20/30 pessoas cada; palco, com coxia. Há necessidade de recuperação do piso de jogo e novas marcações, assim como equipamentos para prática de basquetebol.
- Área livre, gramada por detrás do Ginásio;
- Área lateral, com piso de blocrete,
- Área de estacionamento
- além dessas áreas, há um amplo espaço, situado entre a Rodovia que vai para o Araçagy/Raposa, e o muro da sede, em que está localizado um dos campos de futebol, que poderá ser aproveitado para a construção de uma área para a prática do atletismo (pista de terra) e outras modalidades esportivas, como campos de voleibol de areia.
poderá atender aos industriários, dependentes e à comunidade geral, com serviços de: NATAÇÃO; HIDROGINÁSTICA; MUSCULAÇÃO; GINÁSTICA; ATLETISMO; BASQUETEBOL; FUTEBOL; FUTSAL; HANDEBOL; VOLEIBOL;
OBJETIVO GERAL – Ampliar a oferta de serviços nas áreas esportivas, social e artística tendo como foco a qualidade dos serviços, a satisfação da clientela bem como sua auto-sustentação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS -
- Transformar o Centro de Atividade em SESI-CLUBE, tornando-o Centro de Excelência do Lazer.
- Otimizar a utilização da infra-estrutura existente.
- Resgatar a participação dos industriários e seus dependentes.
- Capacitar os técnicos envolvidos na área.
- Criar mecanismos para a captação de receita para auto-sustentação.
METAS – Proporcionar o desenvolvimento de programas de lazer esportivo e social visando a melhoria da qualidade de vida e o bem estar do trabalhador e seus dependentes.
Lazer Físico Esportivo: 2.500 Trabalhadores
- Lazer Formativo: 600 Alunos (natação)
- Programa de Condicionamento Físico: 400 Matrículas
- Programa SESI Ginástica na Empresa: 07 Empresas – 2.300 Trabalhadores
- Lazer Social: 13.700 Participantes
[1] SESI-DR/MA – SERVIÇO SOCIAL DA INDUSTRIA – DIRETORIA REGIONAL DO MARANHÃO – (BRASIL)
[2] SESI.DIRETORIA NACIONAL. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2000-2004
[3] NASCIMENTO, Rui Lima de. in PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2000-2004, p. 6-7
[4] SESI-DR/MA. Planejamento estratégico do SESI-DR/MA para 2002, p. 10
[5] Portaria 019/2002, de 1º de fevereiro de 2002
[6] CAVALCANTI, Kátia Brandão. A função cultural do esporte e suas ambiguidades sociais. In COSTA, Lamartine Pereira da (org). TEORIA E PRÁTICA DO ESPORTE COMUNITÁRIO E DE MASSA. Rio de Janeiro : 1981, p. 301-316.
[7] REQUIXA, Renato.AS DIMESÕES SOCIAIS DO LAZER. São Paulo : SESC, 1969
_____. Trabalho e lazer. In AS DIMESÕES SOCIAIS DO LAZER. São Paulo : SESC, 1976.
MARINHO, Inezil Penna. RAÍZES ETIMOLÓGICAS, HISTÓRICAS E JURÍDICAS DO LAZER. Brasília : (s.e.), 1979.
______.INTRODUÇÃO AO ESTUDO FILOSÓFICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DOS DESPORTOS. Brasília : Horizontes, 1984.
CUNHA, Newton. A FELICIDADE IMAGINADA: a negação do trabalho e do lazer. São Paulo : Brasiliense, 1987.
[8]DUMAZEDIER, Joffre. SOCIOLOGIA EMPÍRICA DO LAZER. São Paulo : Perspectiva, 1979
[9] TOTI, Giani. TIEMPO LIBRE Y EXPLOTACIÓN CAPITALISTA. México : Cultura Popular, 1975.
[10] TOTI, op. Citi., p. 9
[11] COMES, Salvatore. TIEMPO LIBRE, TIEMPO LIBERADO. Madri : Unión, 1970, p. 43.
[12] TOLKMITT, Horst Carlos. Sugestões de uma alternativa para a filosofia do EPT no Brasil. COMUNIDADE ESPORTIVA, Rio de Janeiro, n. 35, nov.-dez., 1985, p. 2-8.
[13] DRAGÃN, Ioan. RECUPERAÇÃO NO TRABALHO PELO DESPORTO. Lisboa : Horizontes, 1981, p. 107
[14] CAVALCANTI, 1981, op. Cit., p. 310
[15] MOREIRA, Wagner Wey. PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA UNIVERSIDADE. Campinas : UNICAMP, 1985.
[16] CAVALCANTI, 1981, op. Cit., p. 311
[17] MOREIRA, 1985, OP. CIT., P. 18
[18] MARINHO, citado por CANTARINO FILHO, Mário Ribeiro & PINHEIRO, Ewerton Negri. Ginástica de pausa, trabalho e produtividade. In REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS, Brasília, n. 20, mar.-abr., 1974, p. 20-30.
[19] DRAGRÃN, 1981, op. Cit., p. 18
[20] PEREIRA, Francisco ª Coelho. Esporte comunitário na Fundação Ishibrás. In COMUNIDADE ESPORTIVA, Rio de Janeiro, n. 9, dez. 1980, p. 6
SESC-SP. Ginástica na empresa. In COMUNIDADE ESPORTIVA, Rio de Janeiro, n. 9, dez. 1980, p. 6-9
[21] NEULINGER; CLAPARÉDE, citados por GAELZER, Lenea. LAZER: BENÇÃO OU MALDIÇÃO ?. Porto Alegre : Sulina/UFRGS, 1979
CUNHA, 1987, op. Citi.
[22] Citado por REQUIXA, 1976, OP. CITI. p. 15
[23] MOREIRA, 1985, op. Citi., p. 27.
[24] DUMAZEDIER, 1979, op. Cit.
[25]REQUIXA, 1976, op. Citi., p.38
[26] FUNDAÇÃO VAN CLÉ. Carta ao Lazer. In COMUNIDADE ESPORTIVA, Rio de Janeiro, n. 9, 1980, p. 20
[27] GAELZER, Lenea. ENSAIO À LIBERDADE: uma introdução ao estudo da educação para o tempo livre. Porto Alegre : UFRGS, 1985 (Tese de Livre Docência.
[28] Citado por HAAG, Herbert. Deport y tiempo libre. In KOCH, Karl. HACIA UNA CIENCIA DEL DEPORTE. Buenos Aires : Kapelusz, 1982, p. 95-115
[29] SANTIN, Silvino. EDUCAÇÃO FÍSICA: uma abordagem filosófica da corporeidade. Ijuí : UNIJUÍ, 1987
[30] citado por GAELZER, Lenea. Recreação e Lazer. In CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA. Florianópolis : UFSC, 1972 (mimeog.)
[31] citado por GAELZER, 1972, op. Cit.
[32] SESI. BALANÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA 2000
[33] MEC/SEED/SUEPT. PRINCÍPIOS BÁSICOS. Rio de Janeiro : Rede Nacional de Esportes para Todos, 1983.