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DEFESA DE MONOGRAFIA- HISTORIA DA EDUCAÇÃO FISICA

sex, 27/01/12
por leopoldovaz |

PREFEITO SEBASTIÃO MADEIRA FAZENDO SEU DISCURSO, APÓS A ENTREGA DA PLACA A LEOPOLDO GIL

 

Como informado, na ultima quarta-feira 25/01/2012, em Imperatriz, o Prof. Charles fez a defesa de sua monografia em Educação Física, pela UNISULMA. Charles é(ra) professor de educação física leigo; por falta de opção, fez a licenciatura em História, em busca de um maior embasamento teórico-pedagógico, como muitos outros professores que atuam naquela região. Ao assumir a Divisão de Educação Física da Secretaria de Educação daquela Prefeitur Municipal, a primeira providencia foi instituir um programa de qualificação profissional.

PREFEITO MADEIRA PARABENIZANDO UM DOS HOMENAGEADOS

Imperatriz tinha, nos quadros de professores de educação física da rede publica municipal 64 pessoas exercendo a função, sem a qualificação profissional exigid – isto é, curso superior na área de atuação. O Prefeito Sebastião Madeira, preocupado com isso, pediu projeto que possibilitasse a qualificação desse pessoal; a Prefeitura distribuia Bolsas de Estudos a pessoas da comunidade, quando assumiu, e eram em função de QI – quem indicou, uso politico desse mecanismo; resolveu que essas Bolsas seriam destinadas à qualificação dos professores leigos, ou com formação insuficiente, melhorando a qualidade do ensino ministrado na rede pública municipal. Dai que a Educação Física foi contemplada.

O PROFESSOR CHARLES, AGUARDANDO O SEU 10, COM LOUVOR

 Charles, professor da rede publica municipal, estava entre os 64 contenplados com a Bolsa; sua monografia abordou a Educação Física Escolar e o Esporte Escolar, desde sua implantação até os anos 2010. Uma análise de seu funcionamento, das propostas, de sua implementação e execução.

PROF. LULA, DIRETOR DA UNISULMA, FAZENDO ENTREGA DA PLACA DE HONRA AO MÉRITO AO IRMÃO DA MERY DE PINHO, GIORVANE

Fez História da Educação. e nessa história, que apareço como um dos pioneiros – deu-me o título ícone, junto com a Mary de Pinho e o Ezaias… o que agradeço. Ao relatar essa história, contextualizando aos momentos politicos desses 40 anos, e as consequencias das politicas publicas para a área da educação física e dos esportes, propos ao Prefeito uma homenagem aos tres pioneiros.

GIORVANE DE PINHO E OS FAMILIARES DE MARY, NO AGRADECIMENTO

Já falei da emoção que tomou a todos, uma defesa ‘afogada em lágrimas’, tanto pelos membros da mesa, quanto pelo expositor e, principalmente, a platéia, constiuida de pessoas que viveram aquela época, do pioneirosmo dos anos 70; alunos dos cursos de segundo grau (hoje, médio), dos cursos superiores de licenciatura curta da então Faculdade de Educação de Imperatriz, depois UEMA, atletas, esses  futuros professores de educação física…

MOMENTO DA HOMENAGEM AO PROF. EZAIAS (DIREITA), POR DOIS EX-ALUNOS, PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, E MEMBROS DA COMISSÃO AVALIADORA DA MONOGRAFIA DO CHARLES. CHORARAM O TEMPO TODO, DURANTE A DEFESA E AS HOMENAGENS...

As fotos, da homenagem prestada a este locutor que vos fala, ao irmão da Mary e os filhos dela, ao Ezaias…

J. ALVES – correspondente de guerra

sex, 20/01/12
por leopoldovaz |

Como estou de volta de viagem, comecei a colocar as leituras em dia. A pilha de jornais está grande… em edição de 15/01, o Oliveira Ramos, nosso cronista do esporte maranhense, publica excelente matéria sobre o J. Alves – o ‘coorespondente’ da Guerra dos Mundos. Já recortei e inclui em meus arquivos… Naturalmente que não vou me furtar e meter a colher nessa seara e publico aqui, para complementar, a entrevista que o J. me concedeu, quando escrevia sobre o Prof. Dimas:

ENTREVISTAS - JORNALISTA J. ALVES

 (José Faustino dos Santos Alves)

 Entrevista com o jornalista J. Alves, realizada no dia 28 de março de 2001, no departamento acadêmico de ciências da saúde, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, situado à Avenida Getúlio Vargas, n.º 04, Monte Castelo.

L – Nome?

J – O que está na certidão de batismo?

L – O teu nome?

J – José Faustino dos Santos Alves, eu tirei, a primeira letra, é outro do sobrenome para utilizar como jornalista.

L – J. Alves.

J – Exatamente, mas era bom não confundir e jota ponto Alves, e não o nome da letra.

L – Data e local de Nascimento?

J – Nascimento, 15 do 02 de 1944, lugarejo de Águas Belas, hoje município de Guimarães, hoje Cedral, mas como antes era Guimarães, sou guimarense, mesmo. Vim para a cidade com apenas dois anos de idade, e praticamente toda a Educação foi feita em São Luís.

L – Nome dos pais?

J – Seu Firmino Santiago Alves e Dona Raimunda Roclinda dos Santos Alves.

L – Casados?

J – Já, no andar de cima.

L – Casado?

J – Dos dois lados, dois filhos, mas precisamente um casal, é até agora seis netos, que o chefe mandou, se arrependeu e levou de novo, caso contrário seriam sete.

L – você é mais conhecido hoje como J. Alves o pai da Neneca ou?

J – Não até que hoje não, J. Alves algum tempo atrás quando perguntavam se eu era o pai da Neneca, eu dizia não. Ela é que é minha filha, na época principalmente quando ela se destacou no Basquetebol.

L – Neneca; Quem é Neneca?

J – Neneca é, Dona Elizabeth Santana Alves de Albuquerque mãe de dois filhos, foi ela quem perdeu, o terceiro que seria a minha sétima netinha; ela é professora de Educação Física e Fisioterapeuta pratica Basquete, ou pelo menos praticou, hoje está meio complicado, mas praticou Basquete, eu tenho um ponto a ressaltar, ela foi vice-campeã brasileira adulto, com apenas 15 anos de idade defendendo a seleção do Maranhão, num jogo decisivo aqui; contra para variar, São Paulo, campeonato realizado aqui em São Luís.

L – O jornalismo, onde e quando começou?

J – O jornalismo, nós entramos para a faculdade em 80, mas só que antes disso a gente já exercia a profissão, e, 60 nós já começamos na Rádio Timbira, ainda era que lá, a gente não fizesse jornalismo, era redação comercial, em 62, entramos na Rádio Difusora, e aí sim começamos a desempenhar a função de repórter, então quando chegamos em 80, na universidade para fazer o curso de jornalismo já éramos jornalistas, inclusive, registrados, então nós levamos à prática, e fomos buscar a teoria na Universidade Federal do Maranhão.

L – O jornalismo Esportivo, quando começou?

J -  Praticamente a mesma época, porque aí, rádio normalmente você, o jornalista faz de tudo, e principalmente quando ele fala, porque há uma diferença do repórter do jornal para repórter de televisão, e o de rádio, que o jornal, um só escreve, e o rádio, ele não só redige, como fala também, então o programa do repórter de rádio era mais ????, ele faz de tudo, ele faz casamento, ele faz enterro, faz esporte, política, Educação, Economia, tudo, então em 62 nós começamos com o jornalismo, propriamente dito e aí, entra tudo, agora a gente chegou, mais para o lado do esporte, e hoje a gente pode ser conhecido, mais exatamente nessa área.

L – O esporte começou, por influência da filha?

J – Não, não, pelo contrário, talvez ela tenha entrado num esporte por influência do pai, metido no esporte.

L – TVE?

J – TVE, nós ficamos, na Rádio Difusora, na radiodifusão até 79/80, e em 80 ingressamos na TVE.

L – Como era feito o jornalismo esportivo na TVE? Parece que a TVE, foi uma das primeiras a dar atenção especial ao esporte.

J – A TVE teve, aliás, antes de eu entrar lá, já tinha o espaço, dedicado ao esporte, tinha um programa semanal de esportes, quando eu entrei, eu entrei mas para o jornalismo propriamente dito, quer dizer num programa de política, apesar que no telejornal também entrava de tudo né, esporte, notícia, então a gente, para lá não alterou nada, nós continuamos a fazer a mesma coisa, as transmissões esportivas, a gente conseguiu fazer, no momento dos jogos escolares maranhenses, e a gente teve a oportunidade de transmitir do Costa Rodrigues, isso ao vivo, mas fora isso a gente, fazia a cobertura normal de todos os acontecimentos esportivos.

L – Como era os esportes na década de 60? Quem fazia o que, se era divulgado, se era praticado por clubes, clubes sociais ou apenas nas escolas, se as escolas, estavam começando?

J – Veja só…

L – Os Jogos Intercolegiais?

J – Esses jogos… nós tínhamos aqui inclusive, a Olimpíada  Estudantil…

L – As Olimpíadas Estudantis, começaram na década de 50, com Luís Rêgo.

J – Isso quer dizer com o professor Luís Rêgo, eu não tenho conhecimento, eu já tive conhecimento a partir de Carlos Vasconcelos e Mary Santos. Inclusive, com o Carlos Vasconcelos, dirigindo essa competição, nós tivemos a honra de ser vice-campeão olímpico, pelo Liceu, na modalidade de Futebol, disputando como sempre com a Escola Técnica Federal; hoje CEFET, nós… é…. a competição para sua época era, o que é a competição que hoje se realiza, que são os Jogos Escolares Maranhenses, ela tinha a mesma importância que o JEM’s tem agora, agora o número de participantes era muito menor, também não poderia deixar de ser, não poderia ser diferente, é hoje a coisa cresceu se modificou, principalmente quando o Cláudio Vaz assumiu, a Coordenadoria de Esporte de Prefeitura, foi que começou a mudar, porque ele tirou essa história de olimpíadas e colocou Jogos Esportivos da Juventude, realizou dois e a partir do segundo apareceu, um moço chamado professor Dimas, né, que já vivia no meio a muito tempo e graças a uma viagem que ele fez a Belo Horizonte se não me falha a memória, para assistir aos Jogos Brasileiros foi, viu, trouxe a informação possível dessa competição Nacional, que era promovida pelo Ministério da Educação e a partir da sua volta no ano seguinte, já foram realizados não os terceiros jogos esportivos da juventude, mas sim os primeiros Jogos Escolares Maranhenses, em cima da sigla da competição Nacional que é JEB’s, então eles só tiraram o B de Brasil e botaram M de Maranhão, nos Jogos Escolares Maranhenses, aliás Jogos Estudantis Maranhenses, que era Jogos Estudantis Brasileiros, depois Jogos Escolares Brasileiros (risos) passou para Jogos Esportivos da Juventude e hoje já tem um monte de confusão, cada ano eles mudam.

L – Hoje tem três diferentes, com três entidades diferentes, fazendo a mesma coisa.

J – Hoje tem Olimpíada, tem jogos da Juventude, tem mais não sei o que.

L – Na época do Cláudio Vaz, não eram jogos, eram os famosos, Festivais Esportivos da Juventude.

J – Festivais Esportivos da Juventude… foram dois realizados, a partir do terceiro ao invés de ser Festival, a partir daí começou a se chamar de Jogos Estudantis Maranhenses.

L – Terceiro JEM’s, aí foi primeiro, já esqueceram.

J – Terceiro, o FEJ’S, e aí colocaram primeiro o JEM’s.

L – Dá continuidade, que afinal era o mesmo.

J – Era

L – Jota, eu estava falando sobre os Jogos Intercolegiais, que existiram antes dos JEM’s, você participou, como atleta, como aluno do Liceu?

J – É, como atleta, como aluno do Liceu.

L – Que ano você estudou no Liceu ?

J – Vocês está querendo demais também; mas tudo bem.

L – Você nasceu em 1944?

J – Em 44, mas vim para cá com 10 anos.

L – 54?

J – 54, me lembro que….

L – Fez ginásio no Liceu?

J – É, fiz inclusive…

L – Você não sabe; tinha ginásio e o científico, né?

J – Exato, inclusive o seguinte, o meu sonho era estudar na Escola Técnica Federal, e a gente conseguiu fazer o vestibular, hoje seria vestibular mas naquela época, era exame de admissão; então no primeiro ano, nós conseguimos, separado pela famosa aptidão mental, realizamos o Psicotécnico; no segundo ano, aliás no primeiro exame, aí realmente a gente não tinha conhecimento necessário, fomos para o segundo e ficamos com aptidão mental; aí no terceiro, eu era louco para estudar na Escola, principalmente por causa das oficinas, que a Escola mantinha, Mecânica, principalmente, e aí da terceira vez simplesmente houve um engano e eu entrei bem; já quando eu fiquei aqui na metade, tinha uma patota, que aconselhava conseguir um pistolão: – arranja um pistolão que você fica. Mas eu achei que não deveria ser assim, eu deveria entrar por capacidade própria e continuei, eu me lembro inclusive que eu tinha aula de português de matemática, em pleno carnaval, segunda feira de carnaval, todo mundo brincando e a gente ficava na Escola, até por volta das onze e meia, meio-dia, aí saía um monte de fofão no meio da rua, e a gente bonitinho saindo da Escola, aí parava no seu Machado, ali para tomar uma gelada, e no final, crente que dessa vez ia chegar, e no dia do resultado, fomos lá, não tinha nada. E aí os próprios professores ficaram surpresos com o resultado, e eu chamei a minha mãe, ela foi até a Escola, e fomos conversar com o saudoso professor Ronald da Silva Carvalho… gente fina, e o certo é que ele olhou e confessou que realmente havia um engano mas ficou por isso mesmo, porque; pobre, é um negócio muito sério, não adiantou, então se reclamou, e o ilustre diretor da Escola, é difícil o nome do cara é tão ruim, que até o nome na hora complica, ele ameaçou a velha de processo, foi uma novela, e aí eu me desgostei, e fui para o Liceu, fiz exame do Liceu, de lá saí, fui para o Getúlio Vargas, ficava mais perto de casa, terminei o ginásio e fiz científico lá.

L – No Liceu?

J – Não, no Getúlio Vargas, e aí fomos fazer cursinho no CIPE, muito tempo depois e chegamos a Universidade Federal do Maranhão.

L – Você começou no jornalismo, com 18 anos de idade?

J – É, inclusive eu casei com 18 anos também para variar.

L – E quando praticamente, escrevia a história do jornalismo esportivo, com duas pessoas, pelo menos eu considero assim, Dejard Martins e J. Alves.

J – Ah! Mais o Dejard, nossa senhora, apesar que Dejard não era maranhense, pelo menos de nascimento mas ele; pelo menos quando eu cheguei, na Rádio Difusora em 62,ele inclusive já estava até saindo.

L- Já era uma lenda?

J – É, ele já estava, até saindo, porque a Difusora tinha o narrador, Canarinho, era irmão dele então era dois irmãos um narrando, o outro contando, isso eu ouvia há muito tempo. Mas tem muita gente ai para falar de esporte, muita gente antes do que eu, nossa! Eu posso dá alguma colaboração mas para se resumir não dá.

L – A gente vê por exemplo como que você esta falando é com a biografia do Dimas você nasceu em 1944, o Dimas, chegou em São Luís em 44, você veio para São Luís, quer dizer veio em 44 para estudar depois foi embora para o Rio ai depois retorna, à São Luís em 54 mesmo ano em que você, chega em São Luís para estudar.

J – Certo.

L – É depois, 62 Dimas está no Pindaré, e quando o movimento esportivo, vamos chamar de renascimento dos esportes no Maranhão, na época do Cláudio Vaz, do Dimas, por exemplo, você já falou sobre isso, falou sobre a presença do Dimas, e que começou com o Cláudio Vaz; você nessa Televisão Educativa e começa aquele movimento, do JEM’s; FEJ, primeiro Festival da Juventude, JEM’s depois, e que chega até hoje, e eu lembro que nesses quase vinte anos, se acompanhou essa história do JEM’s, eu acho que dois jornalistas que fazem jornalismo aqui, você é quem esteve mais presente em todo o tempo.

J – Sim, mas…

L – Então pode-se dizer que o Dimas teve uma participação pela parte de implantação de algumas modalidades esportivas, e você, lógico. Logo bem antes disso, mas na época dos jogos escolares você participou com essa divulgação, em cima dos jogos escolares?

J– Não, veja só, o prof. Dimas não é só o JEM’s mas, inclusive a própria ginástica, né, Ginástica Olímpica, que ele, pelo o que eu sei foi um dos precursores aqui, agora veja só, em matéria de esporte amador, divulgar o esporte amador quem começou a divulgar o esporte amador, na minha época, hoje inclusive não atua mais no ramo, porque ele é ortopedista, é o Doutor José Carlos Amaral, ele começou a divulgar o esporte amador no Jornal Pequeno, aliás, era o único Jornal que você via o esporte amador com detalhes, porque os demais você via o esporte amador era o futebol, que hoje inclusive, eu tenho um exemplo disso os próprios companheiros da… esportiva, em se tratando de esporte amador, para eles é futebol então quando você fala, em torneio intermunicipal, jogo do Coroadinho, ali onde o vento faz a curva como me empurra que eu caio, então quer dizer que o esporte amador, sim, mas é futebol. Então o José Carlos Amaral, começou, mas tarde, e que ainda está ai, Alfredo Menezes, esse hoje, aliás é o único, é claro que você vai ver o esporte amador também, mas a importância.

L – E Alfredo só está falando também em futebol de bairro.

J – A importância que o esporte amador deve ter só ele dá, bom ele fala também, mas pode ver lá, que tem as outras modalidades também tem basquete, tem vôlei, tem natação.

L – Quando é aniversário de um atleta,  principalmente do sexo feminino (risos).

J – Isso, isso, quando é voleibol, que a modalidade do coração dele e voleibol, mesmo que ele não goste das outras, mas o negócio dele é voleibol; mas a importância no esporte amador realmente e ele quem dá, então a gente também passou uma temporada em um jornal. O Estado do Maranhão, lá também a gente era responsável pelo esporte amador, então o Festival Esportivo da Juventude, aliás hoje são o 28º Jogos Escolares, só que estão conferindo vinte e oito, mais não estão incluindo os dois Festivais, então desses vinte e oito, eu participei de vinte e sete, aliás eu fui responsável pela abertura de vinte e sete, dos vinte e oito, (o telefone toca e atrapalha um pouco a entrevista), aliás     essa é uma situação muito complicada, porque quando você pergunta, é difícil, agora na hora de responder e dose.

L – Sim, Alfredo Menezes, depois eu?????, você        está lembrando em 68, um jogo de Basquetebol, entre São Luís e Marista, ou Batista se não me engano que terminou um a zero, realizado lá no Casino, que é um dos Folclores do Esporte Maranhense?

J – É, eu ouvi falar, eu não assisti, porque é a tal história, essa foi exatamente na época das famosas Olimpíadas Estudantis, que os jogos eram realizados no Casino Maranhense, porque ainda não tinha Ginásio então.

L – Escola Técnica, 24º BC.

J – Isso, era nesse locais, então era Casino, quadra aberta, inclusive a competição que levava maior número de espectadores era o futebol de salão, e o futebol, e principalmente, quando era Liceu e Escola Técnica, esse era o grande clássico, inclusive o time da Escola Técnica, colocou nos clubes locais, grandes jogadores de futebol.

L – Campeonato Brasileiro de Basquetebol em 71 realizado em Brasília, tem lembrança disso?

J – Bom, acredito que eu estava lá também agora vamos ver o que é que foi.

L – Não, só para saber se você tem lembrança disso, que foi uma das principais competições que o Maranhão foi, aquela famosa geração Gafanhoto, Luís Fernando, Paulo, Biguá, o Paulo Carlos, os Ninas, os Goulart.

J – Eu não me lembro se eu estive lá, apesar que a gente participou também da maioria dos Jogos Escolares Brasileiros.

L – Não, isso foi no Campeonato de Basquetebol Juvenil. Handebol, Dimas que trás o Handebol aqui em 72 mais ou menos, que foi a maior confusão, para ele começar essa prática do Colégio Batista, ele era professor do Batista, ele conta uma história engraçada que o Phil, Luís Fernando, esse pessoal todo, era futebol de salão só né?

J – Hum hum.

L – É, ele queria começar o Handebol e quando ele passava, os alunos diziam: é lá vem aquele professor chato com aquela bola de novo, e depois essa geração, vem a ser Campeã Brasileira de Handebol.

J – Eu me lembro, só que, essa história eu não tenho conhecimento, porque a história começou dentro do Batista, ele era professor do Batista, inclusive em 72 que foi o primeiro ano que o Maranhão participou dos Jogos Estudantis Brasileiros, e o Luís Fernando inclusive foi o artilheiro do Brasil.

L – Vinte e oito gols, isso porque não passou nem para a final (risos)

J – É, foi artilheiro (risos) do Brasil, nós tivemos uma outra atleta também, hoje cantora que era destaque nas competições também, Rosa Reis, era um dos grandes destaques. Mas essa Seleção de Handebol, mais tarde trouxe um título brasileiro, foi dirigido inclusive pelo professor Laércio Dias Pereira também, eu lembro muito bem que, quando o Laércio dirigia essa seleção e uma preparação para o JEB’s, eu trabalhava inclusive na Difusora, e eu batalhei junto à direção da Rádio para que a gente pudesse transmitir os jogos de Brasília só que, assistia já se conhecia a modalidade, mas a regra que é bom, não tinha bem conhecimento da coisa, e com isso eu passei simplesmente um mês treinando no Ginásio Costa Rodrigues com essa seleção, inclusive me botaram para jogar de pivô, quer dizer, sacanagem que fizeram porque pivô leva porrada, de todo lado, ai eles me colocaram para jogar de pivô, mas meu problema não era jogar o meu problema era conhecer as regras de perto para poder transmitir, e graças a Deus, eu sai bem, aprendi as regras, transmiti os jogos de Brasília para cá, isso eu fiz o curso de arbitragem não para apitar mas para conhecer a regra e transmitir os jogos, então com isso a gente foi se envolvendo cada vez mais no esporte amador, então tanto faz, vôlei, Basquete, Handebol, para nós está tudo bem, sem problemas.

L – Vamos ver se você tem condição de me tirar uma dúvida. O Maranhão, o José Maranhão Penha ele entrou na Escola em 69, em 72 foi o Dimas, começa a falar em Handebol aqui, o Braga Luís Gonzaga Braga, já se jogava Handebol aqui no CEFET, antiga Escola Técnica, já fazia parte das aulas de Educação Física, o Handebol, então fica essa controvérsia. Quem trouxe efetivamente o Handebol, se foi o Braga ou de foi Dimas?

J – Olha, veja só, inclusive eu não tinha o conhecimento disso, mas só, eu acho que tem procedência a coisa, porque a Escola Técnica existem os jogos das Escolas Técnicas, o famoso JEBEM.

L – Sei, antes?

J – Mas, então isso já acontecia antes do Maranhão participar dos Jogos Estudantis Brasileiros, então eu me lembro, que o Maranhão participou pela primeira vez em 72 dos JEB’s, então foi no ano anterior o professor Dimas saiu, exatamente para assistir essa competição a trazer os dados para cá, de como era feito a coisa, então se nós participamos pela primeira vez do JEB’s em 72.

L – Em 74?

J – O JEB’s em 72 pela primeira vez.

L – 71,72?

J – Em 72.

L – Em 73

J – 72, os jogos Universitários Brasileiros foram realizados em Fortaleza , e o JEB’s na Paraíba.

L – Em Maceió?

J – Aliás em Maceió, deu um problema muito sério, porque toda comida vinda de São Paulo, e o que acontecia, vinha congelada isso causou um problema tremendo lá em Maceió, que adoeceu um monte de gente lá, em Fortaleza não deu esse problema porque era só adulto, então o organismo já segurava mais o trampo, mas a gurizada não segurou, então isso foi um problema muito sério para todas as delegações lá em Maceió, em 72 foi o primeiro ano que o Maranhão participou do JEB’s, então como o JEBEM já acontecia muito antes disso, então é claro que automaticamente o prof. Braga deve ter trazido para cá.

L – Tanto é que nesse ano mesmo com toda aquela campanha brilhante que o Maranhão fez, 72, 73 ele????? Uma campanha muito boa no Handebol e praticamente a base era Marista e Batista, os dois times que o Dimas Treinava, principalmente o pessoal do Batista?

J – Certo.

L – E quando aconteceram os Jogos Escolares, os Jogos Estudantis, a final foi entre Escola Técnica e Batista, com artilheiro do Brasil e tudo é a Escola Técnica ganhou, quem era o técnico? Aldemir Carvalho de Mesquita.

J – Certo.

L – Auxiliar de Juarez Alves de Sousa, e Braga até já havia falecido, não estava mas nem aqui.

J – É, a grande estrela, era o Maranhão no time da Escola.

L – O Batista com Figueiredo, Chocolate, Chico, Albino, aquele pessoal, é a Escola Técnica consegue bater no Batista?

J – Pois é, então veja só, a introdução nos jogos.

L – Luís Fernando até hoje não sabe como foi que eles perderam aquele jogo…

J – (Risos) a introdução dos Jogos Escolares, houve uma participação do professor Dimas, que trouxe para cá, foi buscar todas as informações, e começou lá no Batista, mas quanto a Escola Técnica no caso, provavelmente deve ter começado pela Escola Técnica porque a Escola já participava de competições a nível nacional, e essa modalidade lá fora já era conhecida à muito tempo nós aqui era que não conhecíamos.

L – Eu sei que teve um curso de Handebol na época de 50, dado  pelo Darcimyres, um curso de Handebol aqui em São Luís, depois o Major Leitão, quando foi para a preparação dos professores do CEMA, para fazer o Concurso do CEMA, pela primeira vez, deu um curso de Educação Física também, e Dimas fez, mas não teve jogo, não teve prática teve só informações, sobre a modalidade, isso em 69, logo depois ele vai a Belo Horizonte, ele assiste o JEB’s, de Belo Horizonte, ele assiste o Handebol, ai que ele trás depois aqui, conversa com o Cláudio Vaz, e no ano seguinte, a modalidade está implantada nos JEM’s …

J – Exatamente.

L – Então, fica sempre essa dúvida de que afinal de contas, quando efetivamente começou o Handebol?

J – É, mas partindo daí que a Escola, já participou de competição a nível nacional, e que essa modalidade já era conhecida, eu acho que essa dúvida, fica dissipada no caso.

L – Jogos Infantis do Município, o que se pode falar sobre ele?

J – A princípio nada, porque…

L – Ele começou ma mesma época dos FEJ’S não é?

J – É, mas veja só, mas como a gente… eu me lembro que a maior parte dessa competição era feita ali inclusive, por trás do Costa Rodrigues, no Alberto Pinheiro, era um movimento danado de criança ali, e tal, mas muito técnico esse evento.

L – Mary Santos?

J – A professora Mary Santos tem uma grande participação na Educação Física do Estado, porque ela é time de mesma época, dispararam nas escolas, principais escolas do Estado, tem até uma grande participação na Educação Física, e no esporte também, quando ela dirigiu por vários anos essa competição estudantil, depois o Doutor Carlos Vasconcelos, aliás ela já era da equipe do Doutor Carlos Vasconcelos, e depois ela ficou tomando conta disso, deu continuidade a essa competição.

L – É, e passou para Cláudio Vaz?

J – Isso, ai Cláudio Vaz, foi herdeiro.

L – Dejard Martins?

J – Dejard Martins, apenas jornalista esportivo, comentarista, dirigiu a estação de rádio, da Rádio Timbira.

L – Você conhece o livro dele, Esporte um Mergulho no Tempo?

J – Não, não, eu já ouvi falar mas não tenho não.

L – Eurípedes Bezerra?

J – Eurípedes Bezerra, o programa dele era o FOGO SIMBÓLICO DA PAZ, isso era a cara dele, entusiasta da Educação Física, do próprio esporte escolar, sempre foi envolvido com isso, é a história do Fogo Simbólico da Paz, que enquanto ele não foi, ele vai continuar falando nisso.

L – Coronel Alves?

J – Esse a história dele era mais o Basquetebol como militar, mas era ligado muito ao Basquete, como árbitro, até os filhos que praticam o esporte e que apitam o basquete também.

L – Ronald Carvalho?

J – Professor Ronald Carvalho, esse era uma pessoa espetacular, bastava ele ser torcedor do Sampaio para ser gente boa, apesar de ter me enrolado, no exame de admissão da Escola, mas nem por isso eu fiquei com raiva dele, porque a culpa mesmo foi do seu Gamelo, seu Argemiro Gamelo, que era o Diretor da Escola, mas o professor Ronald era um cara legal também louco por esporte, e apoiou muito o esporte, dentro da Escola Técnica Federal, e saiu daí, inclusive ele se meteu com o esporte profissional, no caso o Futebol, foi presidente do Sampaio.

L – Rubem Goulart?

J – O professor Rubem, também era da mesma época do professor Braga, ligado mais ao Basquetebol também, eles formaram um Clube, se não me falha a memória na Oito de Maio.

L – É, existe até hoje né?

J – Existe até hoje, e diga-se de passagem foi resgatado pelo próprio filho dele, e continua ai, embora não sendo do jeito que lê gostaria que fosse, mas ainda existe.

L – Braga, Luís Gonzaga Braga?

J – O professor Braga, é do mesmo time do Ronald do Rubem, esse era outro que também era apaixonado pelo esporte, todos eles deram uma contribuição muito grande para os esporte amador, principalmente, se tratando de Escola Técnica.

L – Cláudio Vaz dos Santos? Alemão.

J – Esse é o criador dos Jogos Escolares Maranhense metido a judoca, pelo menos praticou durante muito tempo (risos), mas ele foi o responsável direto por essa festa, que hoje a gente diz, que é a maior festa desportiva da Juventude em nosso Estado, a criação dos Jogos Escolares Maranhense, onde já revelou um monte de gente ai.

L – Laércio Elias Pereira?

J – O Laércio Elias Pereira, maior castigo para ele, era ele meter um paletó e uma gravata.

L – Era, agora virou patricinho…

J – É, mas ele deve se sentir mal para diabo porque ele não gosta.

L – Agora ele combina, camisa com calça o cinto com o sapato e a meia?

J – Beleza, deve ficar uma graça, esse… o negócio dele era Handebol, mas é mais estudioso do esporte do que por exemplo: o professor Braga, Rubem Goulart, que já era o outro lado, ele se preocupa muito mais com a parte científica da coisa é prestou em grande serviço para o Handebol do Maranhão.

L – Lino Castellani?

J – Grande Lino, o Lino o negócio dele também era voleibol, ele gostava muito do voleibol.

L – Antes de se falar em voleibol, você sabia que Lino nunca trabalhou na SEDEL nem no DFER e ele veio para cá para trabalhar com o futebol contratado pelo Maranhão Atlético Clube, depois foi levado pelo Mário Cella, quando tentaram fazer uma grande sociedade esportiva nos moldes; digamos científicos, com a Sociedade Esportiva TUPÃ.

J – É, agora Lino é o seguinte, como profissional eu não descuido, só que ele me deixou um exemplo aqui, muito triste, inclusive na passagem dele pela Escola Técnica Federal, ele era responsável pela representação do Voleibol e no JEM’s, a Escola não tinha time para jogar na competição, nessa modalidade, e ele foi contratado exatamente para isso, lamentável, agora como profissional técnico a história muda de figura, isso ai eu não falo.

L – Cecília Moreira?

J – Cecília Moreira, Ginástica era com ela mesmo, aliás Educação Física era com ela e ela por onde passou deu o apoio eu pode para o esporte, ela é louca por isso.

L – CEMA, da TVE?

J – Como CEMA e TVE, a história são duas coisas embora pareçam a mesma, mas o CEMA é escola e não tem nada a ver com a televisão, televisão e totalmente diferente, televisão teve uma participação extraordinária na própria Educação, quando se trata de Educação à Distância, que começou por aqui, aula não só para a Capital mas para o Interior também ,nesse sentido ela teve uma grande participação no esporte a televisão colaborou porque tinha o horário específico para o esporte principalmente esporte amador, hoje infelizmente está abandonada, como a maioria das coisas do governo, o que se há de fazer?

L – Nossa época havia Educação Física nas BR’S é os programas eram feitos, montados pela TVE, você lembra? Teve alguma participação o Dimas a Ivone? Ivone, se não me engano era produtora dos programas de Educação Física e Dimas fazia a apresentação transmitia as aulas, você teve alguma participação nisso ai?

J – Não, não, não ai não.

L – Ivone Reis Nunes?

J – Essa eu não sei quem é, agora o problema das aulas porque inclusive, hoje algumas pessoas já assistem TVE, inclusive não assistem como deveriam e antes muito menos, então o programa de televisão era só para a garotada mesmo que estudava no CEMA e assistia.

L – Não havia entrosamento entre a produção das aulas com o setor de jornalismo da TVE?

J – Não, veja só, a partir do momento que eu entrei a história mudou de figura, interação existia, até porque inclusive, as vezes a própria produção pedia auxilio do jornalismo para isso, matéria que eles queriam mostrar, ilustrar alguma coisa ai tinha a participação do jornalismo, mas normalmente isso ai a equipe do CEMA, era os professores mesmos que iam fazer e tal, então a gente não tinha muito envolvimento com o caso, embora.

L – A TVE só retransmitia então, utilizavam os estudos da TVE?

J – Isso, tranqüilo, o jornalismo era outra coisa não tinha nada a ver com aula.

L – O que representou a vinda dos Paulistas, para o Esporte Escolar Maranhense?

J – Eu acho que foi um avanço muito grande, primeiro porque a gente sabe que nessa região do Brasil aqui em cima, e onde normalmente a coisa acontece por último, então primeiro acontece lá em baixo em São Paulo. Foi responsável por 90% desses acontecimentos, e depois faz bastante tempo que a coisa vem subindo, vem subindo, até chegar aqui, então com a vinda de Paulistas, Paranaenses, que já tinham conhecimento antes de muita coisa, não só na Educação Física, mas nos esportes isso trouxe conhecimento para os profissionais locais, e eu acho que os próprios, profissionais e que lucraram com tudo isso, embora que normalmente acontece, tem um pouquinho de ciúme daqui, ciúme de lá e tal, mas isso é bobagem isso ai, acho que a colaboração foi excelente e os profissionais é que ganharam com isso.

L – E duro fazer Jornalismo Esportivo? É difícil principalmente na Televisão?

J – Veja só, na minha época na TVE, eu fazia o maior esforço para fazer, porque a gente tinha apoio da direção, hoje eu não sei bem as outras emissoras, mas pelo que a gente vê, isso também não é  só aqui, na maioria dos Estados, com exceção de Porto Alegre, por exemplo a audiência maior lá é a Globo é a filiada a Globo. Mas com exceção do Rio Grande do Sul, o que você aqui, você vai ver em Belém, vai ver em Fortaleza e tal.

L – Eu falo no sentido; Jota de especialização você quer ir jogando, eu tive que ir participar no meu. (o lado A da fita acaba)

ENTREVISTA COM J. ALVES – LADO B

L – Sim, para poder entender as modalidades você tem que ter conhecimento, não só da dinâmica do jogo, de tática, de técnica em sim, e conhecimento das regras para poder fazer algum comentário, se foi, se não foi falta, se aquela jogada e válida, ou não e válida, além de fazer o próprio comentário em si, da partida, e conhecimento dos jogadores não é? (mas uma interrupção com um telefonema).

J – É, veja só, nesse caso é fácil você fazer, agora depende muito do profissional, eu quando  resolvi o curso de arbitragem de Basquete resolvi passar o mês treinando Handebol, para aprender a regra, eu fiz isso simplesmente porque isso antes eu ouvia as transmissões, e principalmente de Basquetebol, porque o Handebol, a gente não tinha aqui, mas o Basquete já acontecia, e a gente ouvia as transmissões, mais antigas do Basquete, e quando você começa a conhecer e que vai ouvir, assistindo o jogo, você fica naquela de quase não se segurar no lugar, porque o juiz tá marcando uma coisa e narrador diz outra, simplesmente porque ele não sabe a regra, então a razão pela qual eu fui fazer o curso. No brasileiro de Basquete, em Curitiba, e lá normalmente esses Campeonatos Brasileiro eles fazem um curso de padronização de arbitragem, para que, do jeito, que o juiz, toma determinada decisão, os outros possam tomar no lance a mesma decisão, para não ter discrepância, então como eu fui acompanhado a delegação nossa, daí eu não tinha nada para fazer fora do jogo, eu também me escrevi, fez o curso de padronização de arbitragem, no dia seguinte normalmente a gente discutia a arbitragem dos atos que tinham atuado e pude fazer critica a árbitros consagrados, inclusive, e isso eu vibrei comigo mesmo, foi exatamente o problema que eu levantei, que os outros árbitros não concordaram, e o próprio árbitro concordou depois, é sinal de que eu tinha aprendido alguma coisa, então depende muito do profissional, se você quer, eu acho que inclusive, todo e qualquer setor, se você é professor de Educação Física que você ainda não conhece, para conhecer e poder aplicar dentro do seu trabalho, no dia-a-dia, certo, então o mesmo caso é o nosso eu acho que se você quer fazer a coisa séria, você gosta daquilo que faz, então você procura se aproximar, nesse caso eu faço desde que o profissional queira fazer, contrário, porque, se você …

L – Talvez porque também não saibam?

J – Sim, tem um caso engraçado, na época da Difusora, eu e Fontenelle, lembro um programa de esporte, ao meio-dia, horário nobre aliás era doze e quinze, e tinha um senhor que tinha vindo do Pará, e era responsável pela direção artística da rádio, o programa dia de sábado, e ele era de segunda a sábado aos sábados, normalmente você tinha uma quebra de informações do esporte amador, dos bairros, então esse jogo de periferia, a macacada mandava a nota toda para lá e escalação dos times, tudo bonitinho, só que nessa escalação, tinha uns apelidos sem-vergonhas, que era uma graça, então nós fomos lendo no programa, e Fontenelle é uma besta para sorrir, começamos ali o programa, lá para as tantas ele começou a rir, lendo a escalação dos times, ele começou a rir, e eu me segurando, aqui para levar a coisa, só que teve uma hora, que não deu para segurar o miserável, riu tanto que ai, os dois riram… ai, o seu Fernando Costa que era Diretor, estava ouvindo o programa na sala dele; terminou o programa beleza, quando nós íamos descendo, a escada, ele estava exatamente no pé da escada, e disse: os dois na minha sala, ai disse: me diz uma coisa esse programa e de esporte ou de humorista ? ai Fontenelle, não chefe sabe o que é, e que tem apelidos. Apelido, uma ova, ai mandou um palavrão, lá. Vocês são profissionais, tal e tal; e por escrita, se você riu no próximo final de semana, nós também sorriremos, nunca mais, mas se ele não faz isso, a gente ia continuar sorrindo toda vez que lesse um apelido engraçado, então é esse o problema, não orientam é a garotada fazendo uma série de bobagens ai, então se ele quiser realmente fazer isso, ele tem que puxar por ele, vai ter em Seminário, que a Rádio ou a Televisão me mande ou não, mas eu vou ter um tempo eu vou lá, então vai depender muito dele, mas não há, dificuldade para cobrir esporte principalmente quando você gosta de esporte, eu acho que é um trabalho extraordinário para você fazer.

L – Vamos esclarecer uma coisa então, qual foi o primeiro programa transmitido ao vivo pela televisão, J. Alves pela TVE, ou Biguá, na Televisão de Vieira da Silva? Biguá disse que o primeiro programa, nos jogos de JEM’s transmitido ao vivo foi feito por ele, na emissora do Raimundinho, Fabiano, Marco Antônio, que eram os diretores na época e autorizaram, a primeira transmissão no Costa Rodrigues ao vivo.

J – Não, eu acho que ele deve está enganado, porque quando Biguá, foi para lá, tinha deixa eu ver aqui. Eu acho que a primeira transmissão de JEM’s eu acho que foi a Educativa que fez, eu sai ele precisou o ano que eles fizeram.

L – Foi quando começou o esporte amador que ele foi fazer aquele programa na

J – Sim, pois é veja só.

L – Era Difusora na época, Raimundinho?

J – Não, não, Raimundinho Vieira da Silva, era TV Cidade.

L – Não, hoje é TV Cidade, antes ela tinha outro nome

J – TV Ribamar.

L – Era, era Ribamar.

J – Mas, veja só, eu sai em 79 da Difusora, quer dizer em 80 eu já estava na TVE e a gente transmitiu direto do Costa Rodrigues , a não ser que ele tenha feito antes e eu acredito que não, nós fizemos, não foi nem uma transmissão, não foi nem a competição toda, nós fizemos uma transmissão, inclusive que o distinto que dirigia a Difusora, na época ficou muito puto, porque a modalidade todinha era assistindo o jogo e ele gostava era muito de mim, para não dizer ao contrário, então ficou satisfeito da vida, que foi uma beleza, depois Biguá, fez umas transmissões e tal agora, honestamente eu não sei se foi, a primeira transmissão foi dele, eu sei que a Educativa fez e foi comigo, não sei se a dele foi primeira, eu acredito que não.

L – Você está acompanhado o trabalho de Biguá o Estado do Maranhão, aquela série de reportagem que sai todo Domingo?

J – Eu já vi algumas, inclusive, até participei de umas, uma vez inclusive eu dei uma declaração, ai saiu uma outra declaração , que não foi eu quem falou, e depois aí a gente conversou, ele disse: rapaz trocaram a coisa lá não é muito simpático aquilo, eu acho que é uma forma de resgatar alguém, que fez alguma coisa que infelizmente brasileiro, tem mesmo a memória curta, para algumas coisas.

L – O Zuenir Ventura, naquele livro 1968″, o ano que não terminou”, ele disse, que a cada 15 anos os brasileiros esqueceu os últimos 15…

J – Pois é…

L – Pela falta de memória que nós temos…

J – Então, quer dizer, tivemos excelentes jogadores, excelentes esportistas e fizeram o que a nova geração também não tem obrigação… agora, quem ajudou a construir essa nova geração, deveria passar, então não passa, e esse trabalho que a gente faz é muito bom para essa geração nova saber, que antes dele, teve fulano, lá que fez, que aconteceu.

L – Vamos ver se a gente consegue encerrar isso: Dimas

J – É a vítima

L – é a vítima… (Risos)

J – Professor Dimas… quando eu conheci, ele já tinha nome através, da ginástica, e claro que a Educação Física veio em primeiro lugar, o professor Dimas, foi o professor da ginástica, foi ele que implantou a ginástica, coisa e tal, depois veio o Handebol e hoje praticamente, eu vejo o professor Dimas como um mito de esporte escolar no Maranhão, porque os atletas, principalmente aqueles que passaram pela Universidade, praticamente a maioria passou pela mão dele… então é uma pessoa quando falo, mesmo quem ainda não o teve como professor, mas já ouviu falar no professor Dimas. Eu considero como um mito de Desporto Escolar no Maranhão.

L – Jota, 40 anos de jornalismo, valeu a pena?

J – Sempre vale quando você faz alguma, agora veja só, o problema maior é que você trabalha, começa a trabalhar hoje, pensando em se aposentar amanhã, e ficar numa legal e tal, isso e o que todo mundo pensa, só que você trabalha sua, é consegue aposentadoria, primeiro mês de aposentado, beleza, você bota a cara para cima e tal, que legal, segundo mês, a mesma coisa, no terceiro mês, você já começa a ficar entediado, quer dizer do quarto para frete você fica doido para trabalhar de novo, porque se você ficar em casa sem fazer absolutamente nada, é um saco, segundo, aquilo que você pensou em ganhar não chega nem a um terço do sonho que você tinha antes, então o que você ganha é uma droga e você fica em casa, sem fazer coisa nenhuma é dose para leão.

L – Seis netos, não dá trabalho?

J – Não, não, não, pelo contrário, eu acho que cada um que nasce, é uma alegria a mais que você tem, porque é uma continuação da espécie, então você, poder garantir outras gerações, através dos filhos, isso é gratificante para todo mundo, agora voltando ao jornalismo, ele principalmente aqui dificilmente compensa ,mas só que você, trabalha mais pelo prazer de trabalhar, do que propriamente pelo dinheiro que você recebe, porque dinheiro, claro que ajuda e muito, mas no caso dinheiro não é tudo, eu acho que você ganha, mas pela satisfação, que você tem de está fazendo aquilo que você gosta então eu me lembro, na época, na Difusora principalmente quando vinha o time de fora, os times, chegavam de manhã, eu saia de manhã para a rádio, que eu tinha um programa de 6:50 da manhã, terminava o programa, eu já ia esperar o time que vinha de Belém, do Ceará, chegar, entrevistar os caras saia, entrevistava o time da casa, e as vezes os jogos eram no meio de semana, o time chegava de manhã o jogo era à noite, ai eu já ia direto, chegava em casa para almoçar e jantar, morto. Mas feliz da vida porque eu tinha feito um trabalho, então tem esse tipo de coisa, agora financeiramente, compensação é difícil, mas só você ter o prazer de está fazendo aquilo que gosta, já é um 

L – Quando você se aposentou?

J – Tem hora que eu não lembro.

L – Dimas também não lembra quando se aposentou

J – Tem vez que eu preciso, olhar o diário oficial lá porque eu …

L – Sei…

J – é recente, dois, três anos, não foi mais tarde e impressionante, eu guardar ano assim e difícil. Eu só me lembro, dessa primeira participação do JEB’s em 73 porque eu estava no JUB’s em Fortaleza e o fato marcante foi esse problema da alimentação que adoeceu uma porção de gente, talvez tenha sido isso que tenha marcado, e eu não esqueci.

L – Você tem acompanhado, o jornalismo esportivo, tanto televisivo quanto o escrito e a rádio?

J – Ma o a televisão, a rádio é complicado, porque se você vai ouvir rádio aqui, você não vai ouvir nada de esporte amador a não ser relacionado ao futebol, mas nas outras modalidades, xadrez, natação, vôlei, infelizmente o pessoal não dá muita atenção para isso, o jornal agora, para fazer esporte amador tem que ser Alfredo, porque o resto só vê muita matéria direcionada, ai para o enduro, não sei o que mais, isso ai não é a toa.

L – Dá para comparar o JEM’s da década de 70 com o de hoje ?

J – Olha tem muita mudança nisso, é meio complicado para comparar por exemplo.

L – Antes você tinha participação maior de Escola Pública, hoje a Escola Pública pelo regulamento praticamente é alijada da competição não é, você não ver mais as grandes escolas públicas disputando qualquer coisa.

J – É, mas acontece o seguinte, por exemplo, 70, você não tinha eliminatórias porque o número de inscritos dava para fazer competição sem problema, só que a proporção que o tempo foi passando o número de inscritos aumentaram e ai partiram para fazer as eliminatórias porque do contrário não ia da tempo para fazer os jogos é ai e que a Escola Pública fica, porque ela entra na eliminatória e fica ma eliminatória é ai já vai ver lá na frente só alguns que se classificaram, e dificilmente você vai achar uma Escola Pública que se classifique a não ser por exemplo o Liceu que normalmente está lá.

L – Sim ,mas o Liceu antes chegava as quartas de finais em quase todas as modalidades, hoje em dia é o que, só futebol de salão e olhe lá, Escola Técnica ia para a final, basicamente em tudo, hoje nem mesmo participa mais o JEM’s’, O Bacelar Portela, nem se fala, Gonçalves Dias, desapareceu, Alberto Pinheiro, ninguém fala nada, Luís Viana, nem escuta mais.

J – Agora você vê o seguinte, por exemplo com o aumento das escolas particulares, o que acontece Escola Particular, paga mais do que Escola Pública ai pega o profissional, que dava para o voleibol por exemplo, em determinada escola, e leva porque o que se via também e que na maioria dessas escolas públicas os professores não eram servidor público, ele como servido é claro que ele não ia perder essa história para escola particular, mas só que ele teve, mas oportunidade através das escolas particulares, ai o índice técnico dessa equipes começa a cair, e as escolas particular, começou a crescer, eu acho que é a única justificativa que tem, agora a história do CEFET hoje, que nem participa, da competição, essa história é mais administrativa do que oura coisa, porque técnico na escola tem, agora o resto, é lamentável, a escola cabe em todas as modalidade dessa competição é hoje infelizmente.

L – Na realidade a escola, foi tirada, né, porque a medida em que a escola, começa a incomodar Marista, Batista, Dom Bosco e havia uma clara, uma nítida proteção desses colégios, Marista quando Emílio estava lá, Dom Bosco, agora; você sabe porque, que é, o regulamento e praticamente feito pelo Dom Bosco, pelo menos é isso, que eu sinto é a escola só tem curso de 2º grau, e chegou um ano que simplesmente se proibia, o aluno que viesse de outra escola transferida, participasse, o que acontecia, nós tínhamos muitos bons alunos, bons atletas, principalmente da Escolas Públicas que só tinham até a 8ª série, não tinham o 2º grau, e nós não podíamos usar esses alunos no 1º ano que estavam na escola, porquê? Porque era proibido a sua participação, o aluno saia de uma Escola que não tinha o 2º grau.

J – Certo, mas essa…

L – É, a nossa era uma Escola que só tinha o 2º grau ai ficava de fora quem, Escola Técnica, Liceu, Gonçalves Dias, Bacelar Portela.

J – Sim, mas esse regulamento existe há muito tempo.

L – Mas, só que existia, quando não havia por exemplo, o aluno saia de uma escola que não tinha 2º grau e fosse para uma que não tinha o 1º grau ele podia participar, de uns anos para cá, eles cortaram isso, como se a Escola estivesse contratando esses atletas. Quer dizer na realidade as escolas públicas, de um sete a oito anos para cá só entra através de seleção, você não pode mais convidar o atleta para vir, Escola Técnica nunca teve isso, ao contrário dos outros colégios, que o garoto se destacava, dava uma bolsa de estudo e levavam ele para lá, e diferente a situação.

J – Não, veja só, o problema do regulamento, mexeram exatamente, por isso, porquê? Se o garoto

L – Nildes, por exemplo saiu do CEMA foi para o Batista, Tião, que se acabou no Batista..

J – Pois é, eu tenho o caso do Dom Bosco, o Dom Bosco, o garoto se sobressaia, ele levava mesmo, dá a bolsa e acabou, então para evitar, tudo bem, vai dá a bolsa, mas ele não vai jogar esse ano, por causa da história do espaço da transferência, nós vamos pela qual está escrito pelo regulamento, então hoje inclusive tem mais coisa no regulamento.

L – Antigamente não havia exceção, Escola Técnica, que só tem o 2º grau aluno cria problema

J – Hoje você, pode dar, até a bolsa para o garoto, agora só que essa bolsa, vai ter quer ir até o final do curso, senão do contrário…

L – Parece, que está tendo um problema, também, ai não é?

J – É o aluno vai ter que ir até o final, se não caso contrário

L – Você tem mais alguma coisa para acrescentar Jota.

J – Não, não, acho que não, eu já respondi para pílulas, entrevistar é bom, ser entrevistado é complicado.

L – Muito obrigado, encerrado às 10h33min.

ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO – NATAÇÃO

qua, 04/01/12
por leopoldovaz |

Estou publicando a memória da Natação no Maranhão – capítulo do Atlas do Esporte no Maranhão, conforme prometi ao Márcio, a propósito de comentário que mandou, quando da divulgação do Curso de Arbitragem de Natação, que está promovendo. Espero que dê continuidade ao levantamento/escrita da memória desse esporte, a partir dos anos 1970…

Esse capitulo está já inserido no Atlas do Esporte no Brasil, coordenador/editado pelo Lamartine Pereira da Costa, e disponível em www.atlasesportebrasil.org.br/natação/maranhão

PERÍODO PRÉ-COLONIAL – Os índios habitantes do Maranhão tinham profunda intimidade com a água, nela se sentindo à vontade, para o que, por certo, concorria o costume das mães banharem seus filhos logo após tê-los. Não admira soubessem nadar. Os costeiros e os do interior. De todas as idades, mais ainda os meninos e as meninas, moços e moças. Quando da chegada dos primeiros portugueses, relata Vespúcio: “e antes que chegássemos a terra, muitos deles lançaram-se à nadar e vieram nos receber a um tiro de nesta no mar (equivalente a 150 metros), que são grandíssimos nadadores… “Nadam fora de toda expectativa, e melhor as mulheres que os homens, porque os encontramos e vimos muitas vezes duas léguas adentro do mar sem apoio algum iram nadando”.

PERÍODO COLONIAL – 1612/14 – de acordo com D’Abeville: ”Vimos maravilhados inúmeros índios se lançarem-se a nado (Tupinambá) para nos encontrar e trazer seus agrados. Não eram apenas exímios nadadores. Também sabiam mergulhar. Sobre os índios do Maranhão, como acima a nota de Claude D’Abeville citada, serem os  “Tupinambás grandes nadadores e mergulhadores, chegando a nadar três a quatro léguas. Se de noite não tem com que pescar, se deitam na água, e como sentem o peixe consigo, o tomam às mãos de mergulho; e da mesma maneira tiram polvos e lagostins das concavidades do fundo do mar, ao longo da costa (p. 618)… “Eram, os Tupinambás, extremados marinheiros, como os metem nos barcos e navios, onde todo o tempo ninguém toma a vela como eles; e são grandes remadores, assim nas suas canoas, que fazem de um só pau, que remam em pé vinte a trinta índios, com o que as fazem voar…”

PERÍODO IMPERIAL

1851 – A primeira notícia que se tem sobre natação em Maranhão, praticada por brancos, data de 1851 e se refere a banho de mar na Praia do Cajú – hoje, Av. Baira-Mar. José Ferreira do Vale, morador da casa de número 1, oferecia “um grande banheiro e seguro, a todas as marés a 40 Rs por pessoa”. (Correio d’Anúncios, ano I, n. 3, Segunda-feira, 03 de fevereiro de 1851).

1869 – é anunciada a criação de um novo colégio – o Collégio da Imaculada Conceição -, sendo seus diretores os Padres Theodoro Antonio Pereira de Castro; Raymundo Alves de France; e Raymundo Purificação dos Santos Lemos. Internato para alunos de menor idade seria aberto em 07 de janeiro de 1870. Do anúncio constava o programa do colégio, condições de admissão dos alunos, o enxoval necessário, e era apresentado o Plano de Estudos tanto do 1º grau como do 2º grau, da instrução primária; o da instrução secundária; e da instrução religiosa. No que se referia às Bellas Artes – desenho, música vocal e instrumental, gymnástica, etc., mediante ajustes particulares com os senhores encarregados dos alunos. O novo colégio situava-se na Quinta da Olinda, no Caminho Grande, fora do centro da cidade, e possuía água corrente, tanque para banhos, árvores frutíferas, jardim, bosque e lugar de recreação. (A ACTUALIDADE n. 28, 28 de dezembro de 1869).

- Aluísio Azevedo – ainda estudante do Liceu, aos 12 anos – havia uma coisa verdadeiramente séria: “era brincar, estabelecendo-se entre minha divertida pessoa e a pessoa austera de meus professores a mais completa incompatibilidade”. Narra as estripulias da época, em companhia dos amigos de infância: “Criado a beira-mar na minha ilha, eu adorava a água. Aos doze anos já era valente nadador, sabia governar um escaler ou uma canoa, amarrava com destreza a vela num temporal, e meu remo não se deixava bater facilmente pelo remo de pá de qualquer jacumariba pescador de piabas.” (citado por MÉRIEN, 1988: 47).

1893 Neste ano, em São Luís do Maranhão, de acordo com fonte publicada em jornal de 1951, um grupo de nadadores construiu, com patrocínio, um tanque que captava água da cheia da maré e, na baixa, dava aulas de natação às crianças, por uma determinada quantia mensal. (Fonte: Atlas 2, p.6.1)

 DÉCADA DE 1920 – Piscina, para natação, foi a construída – provavelmente – nos meados dos anos de 1920, no Genipapeiro e servia de local de recreação para os jovens esportistas da época, como Simão Félix, um dos construtores. Depois, só na década de 50, em algumas casas particulares.

DÉCADA DE 40

1949/50 – realizadas as primeiras provas de natação que se tem notícia em São Luís, num tanque que abastecia a Fábrica Santa Isabel; esse tanque, medindo 30 m de comprimento, por 10 m. de largura e três de fundo, servia como piscina; Gedeão Pereira de Matos, em suas memórias, afirma que, acostumado com as travessias da baia de São José, nadar em provas de 30, 60, ou 90 metros, era fácil; Gedeão destacou-se na natação nesta época. 

DÉCADA DE 1950

1952 – Cláudio Vaz dos Santos – o Cláudio Alemão (nascido em 1935) inicia sua carreira esportiva, ao ingressar no Colégio de São Luís, do Prof. Luis Rego; nesse ano, participa dos Jogos Olímpicos Secundaristas, organizado pelo jornalista Mario Frias, como atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo, Atletismo e Natação.   

 - O primeiro professor de natação – dava suas aulas naquelas casas – foi Dimas, como era mais conhecido Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo, e trabalhava em duas piscinas que existiam à época (1953/54); uma, na Rua Grande, em casa de Domingos Mendes; e a outra, do Sr. Almir Moraes Corrêa, no Apeadouro.

1953 – o Clube Recreativo Jaguarema é fundado e construída sua piscina. Os jovens da “geração de 53” deixaram de praticar a natação na casa de Domingos Mendes e passaram a nadar na do Jaguarema.

- Rubem Goulart, um dos precursores da natação competitiva, como primeiro técnico do Clube Jaguarema, fundado em 1953; depois dá suas aulas no Grêmio Lítero-Recreativo Português, levando a garotada a participar de diversos torneios, espalhando a novidade para o Casino Maranhense

DÉCADAS DE 1960/70 – Essa prática – de aulas de natação em piscinas de casas particulares – continua nos anos 60 e 70. Denise Martins Araújo – filha de Dimas – começou a acompanhar o pai, aos 12 anos, em suas aulas naquelas piscinas particulares, cuidando dos alunos de menor idade. Com o pai assumindo outras atividades, passou a se responsabilizar por aquelas aulas, alugando uma piscina para a “sua” escola de natação.

DÉCADA DE 1970 – a natação é uma das modalidades disputadas nos Festivais Esportivos da Juventude, precursor dos Jogos Escolares Maranhense; as competições eram disputadas ora na piscina do Colégio Maranhense (Maristas), sem a distancia regulamentar, ora na do Clube Jaguarema. Diversos estabelecimentos de ensino mantinham equipes de natação, que treinavam nas piscinas do Clube Lítero-Recreativo Português, no Jaguarema, e nos Maristas. Nesses clubes chegaram a funcionar “escolinhas de natação”. Nessa época, atuavam como técnicos de natação dos diversos estabelecimentos de ensino Celso Balata Cavagnac (Escola Técnica), Gilson Nina (Maristas), José Lauro Serejo Martins (Escola Técnica),

 1970 – Festival Esportivo da Juventude – FEJ –

 1983 – fundação da primeira escola de natação de São Luís, com piscina própria – a “Viva Água” – pelos professores Denise Martins de Araújo e Oswaldo Telles de Sousa Neto.

1996 – o Grupo Duailibe, um dos mais fortes grupos empresariais do Maranhão, iniciou um projeto de criar uma associação esportiva. Nascia a Duvel Natação e a Duvel Esportes. A construção de uma sede e um parque aquático com uma piscina de 50 e outra de 25 metros, arquibancada, sala de musculação, quadras esportivas.

 2009 – Frederico Castro conquistou a medalha de prata nos 200 borboleta da segunda etapa do mundial na cidade de Berlim na Alemanha, com o tempo 1.51.64 ficando atrás do russo Nikolay Skvortsov com tempo de 1.50.58 que garantiu a medalha de ouro e em terceiro o australiano Nicholas D’arcy com o tempo 1.51.72. Michael Phleps nadou essa prova e ficou em quinto lugar com o tempo de 1.52.26. Essa competição faz parte Parabéns ao nosso nadador vice campeão mundial

O ano de 2009 foi de ouro para a Natação maranhense. Embora o “coletivo” não tenha atingido seu ápice com os resultados planejados, o “individual” para os nossos principais atletas foi uma afirmação nacional. Felipe Costa da Cunha, por exemplo, depois de brilho intenso pela seleção brasileira da sua categoria na Copa Pan Pacífico realizada no Equador e tão logo desembarcou de Havana, em Cuba, onde foi o único representante brasileiro na Natação numa competição inter-colegial realizada naquele país, voltou ao Brasil e foi o único atleta maranhense a subir ao pódio nas Olimpíadas Escolares realizadas em Londrina. Como se isso não bastasse, no final do ano recebeu inúmeros troféus como melhor atleta do ano no Maranhão.

 -VINÍCIUS MACEDO – Infantil II do Colégio o Bom Pastor, melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Medley, com a marca de 02´14´´72; melhor atleta brasileiro na prova dos 400m Medley, com o tempo de 04´49´´60; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Borboleta, com o tempo de 00´28´´93.

EDUARDO ALVES – Infantil II do Colégio o Bom Pastor, terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Costas, com o tempo de 00´32´´40.

LUCAS NOBRE DE BRITO – Juvenil I da MAC/Nina, segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta com o tempo de 00´57´´99; segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 400m Livre com o tempo de 04´09´´69; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 1500m Livre com o tempo de 16´49´´90; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Livre, com o tempo de 01´57´´64.

LORENA MARQUES PINHEIRO – Juvenil I da MAC/Nina, segunda melhor atleta brasileira na prova dos 200m Borboleta com o tempo de 02´24´´87; e terceira melhor atleta brasileira na prova dos 1500m Livre com o tempo de 17´50´´30.

FELIPE COSTA DA CUNHA – Júnior I da MAC/Nina, melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Medley, com o tempo de 02´05´´51; melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Peito, com o tempo de 02´18´´25; segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 1500m Livre com o tempo de 15´55´´83.

EDUARDO SPOTTI GONÇALVES – Este atleta é cria da MAC/Nina e hoje nada pelo Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, categoria Júnior II. Melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Costas, com o tempo de 00´25´´46; segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta, com o tempo de 00´52´´89; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Costas, com o tempo de 00´56´´41; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Borboleta, com o tempo de 00´24´´29; quarto melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Costas, com o tempo de 00´25´´46, só que nadando na categoria Absoluta e competindo com atletas de nível olímpico.

FREDERICO VELOSO DE CASTRO – Sênior da MAC/Nina, terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Borboleta com o tempo de 01´56´´99; quarto melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Borboleta, com o tempo de 01´56´´99; quarto melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta, com o tempo de 00´52´´22; quinto melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta, com o tempo de 00´52´´22. Em todas essas provas, o nadador maranhense competiu com atletas que continuam representando o Brasil no campeonato mundial e nos Jogos Olímpicos.

 BOXE – O MAR COMO LAZER

 JOSÉ RIBAMAR MARTINS

 Os banhos de mar eram raros. O acesso às praias era difícil. A Ponta d’Areia e o Olho d‘Água eram as de maior freqüência. Á primeira, chegava-se  através de pequenos barcos a vela ou em inseguras lanchas a motor pertencentes ao popular “Chocolate”. O embarque e o desembarque eram realizados na Rampa do Armazém, ou Trindade, e Praia do Caju. Frequentemente aconteciam panes no motor e a embarcação ficava à deriva, deixando os passageiros em pânico. À segunda, o acesso fazia-se em caminhões ou automóveis. Qualquer um daqueles transportes era de disponibilidade difícil. A estrada, através do Turu, não dispunha de asfalto, era esburacada e muito arenosa, o que dificultava ainda mais a viagem. Outras próximas, como São Marcos, Calhau, Jaguarema ou Araçagi, eram apenas visitadas por banhistas aventureiros que do Olho d‘Água seguiam a pé até elas. – Aqui vale uma pequena e triste constatação: infelizmente nos, maranhenses, mantemos o triste hábito de ignorar nossas tradições. Podemos mencionar como exemplo a obstinada substituição de antigos nomes de ruas, praias etc., sem mínima justificativa, por outros nomes até já comuns em lugares além de nossos limites. Recentemente temos o caso das praias de São Marcos e do Jaguarema, que a cada dia estão se tornando mais identificadas como Praia da Marcela e Praia do Meio. Isso, ao que parece, conta até com o apoio dos órgãos responsáveis, conforme podemos constatar em placas indicativas existentes.

Voltando ao assunto interrompido, uma alternativa era a praia de São José de Ribamar, no balneário de mesmo nome. Apesar de servida de precária linha de ônibus, era de mais fácil acesso. Entretanto, pelos trinta quilômetros que a separam da capital, era muito  desfrutada apenas durante as férias de julho , início da estiagem.

Como se pode depreender, não era qualquer um que podia  gozar das delícias de um banho de mar. Para a garotada agitada das  proximidades da Fonte do Ribeirão, essas dificuldades eram superadas quando se aventuravam até as croas em frente à Praia do Caju  para jogar bola. Para alcançá-las, forçosamente tinham que nadar. Isso acontecia com a maré baixa, ocasião em que era mais fácil cruzar o canal de navegação. Alguns que ainda não dominavam as técnicas da natação aprendiam à força, quando eram arremessados da amurada da avenida ao mar. Ao sinal de afogamento, eram socorridos pelos melhores nadadores do grupo. Isso se repetia à exaustão até que o peralta superasse suas deficiências.   Havia também aqueles que se aventuravam na travessia do Rio Anil, em maré alta, da Praia do Jenipapeiro até à margem em frente ao Asilo de Mendicidade, no São Francisco. Naquelas imediações diziam haver muito tubarão, pois o Matadouro Municipal funcionava um pouco mais à frente, depois da Camboa, de onde despejavam no rio os restos inaproveitáveis do gado abatido.

A Praia do Jenipapeiro, cujo acesso se dava pela rua do mesmo nome – continuação da Rua das Hortas, onde existiu pequeno túnel ferroviário – era um local pedregoso, impróprio ao banho, onde ancoravam pequenas embarcações que faziam o trajeto até Vinhais.

 In SÃO LUIS ERA ASSIM (minha terra tem palmeiras, já nem tantos sabiás) RELEMBRANDO LANCHAS E O MEARIM. Brasília, Equipe, 2007 (Capitulo XV, p. 67-69).

 NATAÇÃO – DÉCADA DE 1970 ATÉ OS DIAS DE HOJE

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

DATAS/ACONTECIMENTOS/QUEM

 SITUAÇÃO ATUAL

 LOCAIS DE PRÁTICA (mapa São Luis)

 DESTAQUES

- eventos

- competições

- escolas

Lançamento do Atlas do Esporte em Sergipe

qui, 15/12/11
por leopoldovaz |

O Coordenador – junto com a Celi Taffarel – do Diagnóstico Nacional do Esporte – DIESPORTE, Ailton Oliveira http://cev.org.br/qq/ailton-oliveira faz, amanhã, dia 15 de dezembro, às 9 horas, na Universidade Federal de Sergipe e com o apoio do SESI, o lançamento do livro do Atlas do Esporte em Sergipe.

Quem tiver interesse em falar com o prof Ailton basta clicar no contato da página dele no quem é quem.

Lembro que o livro dele: Gestão do Conhecimento Para Coleta de Dados e Diagnósticos Sobre Esporte e Atividade Física em Perspectiva Nacional, está disponível pare ser baixado da biblioteca do CEV: http://cev.org.br/biblioteca/gestao-conhecimento-para-coleta-dados-diagnosticos-sobre-esporte-atividade-fisica-perspectiva-nacional

  Considerando que tínhamos somente o Diagnóstico de 1971 (sim, tb está no ar): http://cev.org.br/biblioteca/diagnostico-educacao-fisica-desportos-brasil/ e o Atlas do Esporte, de 2005, trabalhos do Prof Lamartine Pereira da Costa <http://cev.org.br/qq/lamartine> , suge a esperança de que  com essa nova leva de publicações, se a moda pegar mesmo, vamos ter informação segura para marquetear.

  Laercio

Preparação Fisica no Futebol

qui, 20/10/11
por leopoldovaz |

Meu Novo Site : Preparação Fisica no Futebol

OLá caros colegas.

Gostaria de convida-los a visitar o meu site, la disponibilizo alguns artigos sobre preparação desportiva, fisiologia, treinamento, a maioria voltados ao futebol.

aguardo a visita de todos.

Obrigado

Marcio Faria Correa : www.marciofariacorrea.com


Visite: Treinamento Desportivo – Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/treinamento/

JOGOS ESCOLARES DO MUNICIPIO – reinventando a roda

sáb, 15/10/11
por leopoldovaz |

Gostaria de cumprimentar as autoridades municipais pela REEDIÇÃO  dos Jogos Escolares do Municipio de São Luis, embora restrito às escolas públicas da rede municpal.

O que acontece, é que está realizando, segundo a imprensa e os comunicados, os PRIMEIROS JOGOS… mais uma vez se realizam os primeiros ‘qualquer coisa’, nesta terra – e refiro-me ao costume brasileiros de sempre começar e começar e começar… um importante jornalista e escritor já disse que, a cada quinze anos, esquecemos os ultimos quinze e começamos nossa história de novo…

Jogos Escolares no município de São Luís são disputados desde a década de 30, do século passado; jogos oficialmente realizados pelos poderes públicos.

A participação de escolares em movimentos esportivos é mais antiga, iniciando com a introdução do esporte moderno no Maranhão, a partir do inicio de 1900, como ocorreu com o remo, em que a Escola de Aprendizes Marinheiros mantinha equipes em treinamento e participando de eventos destinados a escolares por algumas agremiações surgidas na primeira decada do século passado. Além de equipes de remo, praticava-se a esgrima – com demonstrações nos diversos eventos esportivos naqueles anos 10; assim como equipes e competições de futebol, introduzidos por Nhozinho Santos a partir de 1905 e, odficialmente, a partir de 1907, com a fundação do Fabril Athetic Club – FAC.

Quando Nhozinho Santos, em 1907, funda um “club sportivo” nos terrenos da sua Fábrica Santa Isabel – o Fabril Athetic Club -, introduz várias atividades esportivas. Nos festivais esportivos realizados aos domingos, havia a presença de crianças e jovens estudantes que, do exemplo dos mais velhos, vinham a participar dessas matinées. Assim, no dia 26 de dezembro daquele ano, é registrada uma partida de futebol entre alunos da Escola de Aprendizes Marinheiros, como parte de sua preparação física. O futebol, além de outras modalidades e atividades, principiava a se utilizado como prática de educação física nas escolas:

“Aprendizes Marinheiros: “Hontem, às 4 horas da tarde, os aprendizes marinheiros, fizeram exercícios de ‘foot-ball’ na arena do Fabril Athletic Club e um assalto simulado de florete, sob a direção do respectivo instructor da Escola. [...] “Os alumnos revelaram-se disciplinados e agiram com muito garbo e desembaraço. [...] “Domingo próximo, às 5 horas da manhã, haverá novo exercício no mesmo local“. (O MARANHÃO, 26 de dezembro de 1907). (Grifos meus)

 A participação de estudantes – da Escola de Aprendizes Marinheiros – e de crianças – filhos dos sócios -, dos diversos clubes constituídos, não só para a prática do “foot-ball association”, caso do Fabril e do Maranhense, e mais tarde, do Onze Maranhense, era comum, nas jornadas que se seguiam. Dentre essas práticas, a esgrima estava sempre presente, com a participação dos Aprendizes Marinheiros :

“Fabril Club – “Esteve brilhante a partida realizada hontem. Além de inúmeras famílias e cavalheiros, compareceram à festa a Escola de Aprendizes Marinheiros, que sob o comando de seu hábil instructor Sr. David Santos realisou exercícios de fogo e esgrima de baioneta…. 3.- Exercício de fogo, bayoneta e esgrima pela Escola de Aprendizes Marinheiros… 5.- Match de Foot-Ball infantil havendo resultado negativo, por se acharem organizados os teams com força igual. Tomaram parte as seguintes creanças: team Bladi & Whate: Fausto Seabra, José Seabra, Frederico Perdigão, José Lopes, Celso C. Rodrigues, Sylvio Rego, Ruy C. Rodrigues, Antônio Rego, Antônio Santos, José M. Lobo, Lúcio Bauerfeldt… “Team Red & White: João Peixoto, Braulio Seabra, Luiz Santos, Pedro Paulo R. Araújo, Ivar C. Rodrigues, Acyr Marques, Carlos Perdigão, Gastão Vieira, Justo M. Pereira, Celso Pereira, José Vieira. Servio de Refere M. Shipton”. (O MARANHÃO, Segunda-feira, 08 de junho de 1908). (Grifos meus)

 Em setembro de 1908, era apresentado o programa de uma “matineé sportiva” que seria realizada no Domingo seguinte, na sede do F.A.C., reunindo os “Team Riachuello” – “Estrella Preta” – e o “Team Humaitá” – “Estrella Branca”-, ambos da Escola de Aprendizes Marinheiros, marcada para as 3:45 horas, seguida de outros jogos, como o Concurso gaiato infantil seria disputado por: Ivar, Luiz, Celso, Bráulio, Soeiro Filho(O MARANHÃO, sabbado, 26 de setembro de 1908).

Também em 1910, é inaugurada a Escola de Aprendizes Artífices – IF-MA, hoje -, instalada na Praça da República (prédio ocupado, hoje, pelo Ministério da Agricultura). Escola profissional tinha como mestres: Almir Augusto Valente, Vicente Ferreira Maia, Hermelina de Souza Martins, Cesário dos Santos Véras, Alberto Estavam dos Reis, Alexandre Gonçalves Véras, Eduardo Souza Marques e Nestor do Espírito Santo. Como não poderia deixar de ser, entre seus alunos havia grande interesse pelas práticas esportivas, e dentre, elas, pelo futebol. 

Graças ao empenho do cônsul inglês, a partir de 1915, houve um que renascimento dos esportes em Maranhão. Os estudantes movimentam-se para reabilitar o futebol:

“FOOT-BALL – “Um esforçado grupo de rapazes, no intuito de elevar o sport entre nós, resolvel adquirir o campo do Fabril, para as pugnas do elevado jogo britânico, ‘foot-ball’. Existe grande animação nos preparativos, entre os sportamen, a idéia do Campeonato Maranhense de Foot-ball o qual será disputado em 15 de nowembro, contando ao ‘team’ vencedor, 11 medalhas de ouro”. (O JORNAL, 31 de julho de 1915).

 O primeiro encontro desse abnegados “sportistas” aconteceu logo em seguida

“FOOT-BALL – “No grond da Fabril, jogaram hontem, um match de trenagem. Alguns moços de nosso escol, que cogitam de fundar dois clubs desse sport, afim de diliciar o público maranhense, com algumas de suas partidas” (O ESTADO, 9 de agosto de 1915)

 Esses estudantes uniram o agradável – reorganizar os “sports” no Maranhão – ao útil, chamando a atenção da sociedade para o movimento que iniciavam. Juntam-se à Maçonaria, oferecendo-se para realizar uma partida de futebol, em benefício dos flagelados da grande seca de 1914/15, pois  as lojas maçônicas desta capital nomearam comissões com o fim de arrecadar fundos para socorrer os flagelados, dentre as atividades programadas – seção de cinema, passeios marítimos – haveria um jogo de futebol, a ser realizado no mês seguinte:

“FOOT-BALL – “Um grupo de moços de nossa melhor sociedade offerecem ao comité Pró-flagelados, uma partida de foot-ball, entregando-lhe a renda verificada. “Essa partida terá lugar no grond da Fabril e será opportunamente anunciada” (O ESTADO, 13 de agosto de 1915).

 Percebe-se que haviam dois grupos, ou mais, grupos envolvidos no soerguimento das atividades esportivas, pois “o grande match de foot-ball” entre os partidos “Francez” e “Allemão”, em benefício dos flagelados da seca, era anunciado para o dia 12 de setembro. (O JORNAL, 02 de setembro de 1915). No Sábado anterior, é anunciada novamente a realização do jogo, no campo do Fabril, “com entrada franca a todas as pessoas que se apresentarem decentemente trajada”. O jogo teria início às 16 horas, devendo os jogadores se apresentarem com meia hora de antecedência, “realizando-se antes exercícios de ginástica por uma turma dos Aprendizes Marinheiros”. É apresentada novamente a escalação dos dois times, e designados o “referee” – McDowal; os “Line Man”- Clissold e Fellowe; e o enfermeiro – Garrido.  

Estavam envolvidos os alunos do Liceu Maranhense, do colégio Marista Maranhense e do Instituto Maranhense (este, inaugurado um ano antes). Segundo MARTINS (1989), “… promoveram sessões, usando as próprias salas de aula, estimulados pelos mestres. Graças a essas reuniões, surgiram os quadros do Brasil F. Club, do S. Luís F. Club, do Maranhão Esporte Club, e do Aliança F. Club. Essas entidades, aos poucos, foram agrupando-se, tornando-se clubes. A cada dia, os estudantes melhor se integravam, e para exercitar-se utilizavam o velho ‘field’ da Fabril, que tinha sido desativado pela FAC. Estávamos com o campo da rua Grande muito mal, mato tomando conta de todas as dependências, inclusive das arquibancadas.” (p. 328).

Na década de 1930, o voleibol era bastante praticado em São Luís, no meio escolar, como lembra o Sr. Glacymar Ribeiro Marques. Chegado na cidade em 1937, passou a jogar voleibol no Colégio de São Luiz, participando das Olimpíadas Intercolegiais, ao lado de Rubem Goulart (professor de educação física da ETFM, já falecido); Alexandre Costa (senador, já falecido); José Carlos Coutinho (coronel do exército); coronel José Paiva, e Raimundinho Vieira da Silva (ex-deputado, suplente de Senador, presidente do grupo de comunicações Vieira da Silva).

Em 1932, é criado o GREMIO “8 DE MAIO”, por estudantes  do Liceu Maranhense, liderados por Tarcísio Tupinambá Gomes. Como entidade representativa dos estudantes junto à direção do Liceu, foi um fracasso, por falta de interesse da rapaziada, que só queria se divertir. Mas os outros fundadores, dentre eles Paulino Rodrigues De Carvalho Neto [1] e Dílio Carvalho Lima resolveram levar o Grêmio para o esporte, com o intuito de jogar Voleibol, pois as opções de esportes para os jovens da época eram, além do futebol, o voleibol.  O pessoal do “8 de Maio” também se envolvia com o Basquetebol.

Em 1937, sua equipe era formada por Zé Rosa,  Manolo, Zé Heitor Martins, Reinaldo Nova Costa, Raposo, Rubem Goulart, Paulo Meireles, Zé Carvalho, Zé Meireles. Desses, vamos encontrar Rubem Goulart e Zé Rosa como professores de educação física, formados pela Escola Nacional, nos anos de 1941 e 1942.

O grupo representou o Maranhão em um Campeonato Brasileiro de Basquete disputado em Belém do Pará em 1938; viajaram de navio. Paulino largou tudo em 1942, deixando o Grêmio “8 de Maio” para a nova geração, liderada por Rubem Goulart e Zé Rosa…

Em 1942, o Governo Federal distribui bolsas para a recém criada Escola Nacional de Educação Física e o então prefeito de São Luís, Pedro Neiva de Santana, convidou o jovem médico Alfredo Duailibe para cursar especialização em Medicina Desportiva, juntamente com Rubem Goulart, Mary Santos, Maria Dourado e Lenir Ferreira, estes, para cursarem Educação Física. Um ano antes, o hoje Coronel PM reformado, Eurípedes Bernardino Bezerra fora para a Escola de Educação Física do Exército fazer o Curso de Sargento Monitor de Educação Física. Ao regressar de seu curso de especialização (1943), o Interventor Paulo Ramos nomeou o Dr. Alfredo Duailibe para trabalhar no Departamento Geral de Instrução Pública, propondo ao Prof. Luiz Rêgo, então seu Diretor, a criação do “Serviço de Educação Física”. Em abril, dava início a uma nova fase da Educação Física no Maranhão: os alunos da rede pública e privada seriam submetidos a exames periódicos de saúde e a adoção da prática da educação física nas escolas… 

Nas lembranças de Dimas, lá pelos anos de 1955/56, o Maranhão tinha um Basquete muito bom, com Rubem Goulart, Ronald Carvalho, Fabiano Vieria da Silva, Cláudio Alemão, aquele pessoal do “Oito de Maio”, dos “Milionários”, mas só adulto, a nível de colégio mesmo, não tinha nada, só de adulto, porque vinham terminado o Colégio e continuaram em faculdade, em clubes, em quartéis; muitos serviram o Exército – eram as experiências vindas de fora, não era como hoje que os esportes do Maranhão vem tudo do colégio -, naquela época não, está o inverso hoje… (DIMAS, entrevistas).

Em meados da  década de 1950, o Dr. Carlos Vasconcelos, então delegado do MEC no Maranhão, especializado em Educação Física, começa a promover os “Jogos Intercolegiais” – 1956. Nas lembranças do Prof. Emílio, durante esses jogos, é que o Batista conquistou seu primeiro título – em voleibol -; esses Jogos eram disputado no Cassino Maranhense. O Prof. Emílio lembra de um resultado em Basquete – cujo professor era  Rubens Goulart – 1x 0 -, perdido para o Colégio de São Luís [1].

No final dos anos 60, a o setor de educação física está reorganizado organizado; a profa.  Mary Santos dirigia o Departamento de Educação Física no Estado, e havia um outro no Município, dirigido pela Profa. Dinorá. Já se cumpria a obrigatoriedade da lei, com as três horas semanais, mínimo de 45 minutos, dentro da legislação vigente.

Cláudio Vaz, criador dos JEM’s, nos esclarece como eram aqueles jogos organizados pelo Dr. Carlos Vasconcelos, delegado do MEC no Maranhão:  ”… eu conheci Carlos Vasconcelos me convidado para apitar os jogos dele, do MEC; mas eram jogos na quadra do Cassino Maranhense, o nível técnico limitadíssimo voleibol, o basquetebol por incrível que pareça o basquetebol era uma (???). As mulheres jogavam de saia, não existia praticamente nada, o voleibol era um pouquinho mais desenvolvido, mas em termos de jogos era mais uma participação, quase uma obrigação em participar, não tinha aquela dedicação espontânea dos colégios em praticar, não praticavam, não podiam participar nos jogos, então quem não praticava o ano todo, não tinha nada para mostrar. Não tinha Educação Física, não tinha desporto, era muito limitado esse trabalho, eu me lembro como se fosse hoje…”. (VAZ DOS SANTOS, Cláudio. Entrevista).

Aldemir Mesquita também se refere àqueles jogos, desde a época em que chegou a São Luís, para estudar (1959), até se tornar professor de educação física e técnico esportivo:  “os jogos que eram feitos pela Mary Santos, eu realmente não me recordo se era o Município ou o Estado que fazia, mas acontece que esses jogos eram nos principais colégios da capital, outros colégios também participavam, colégios de menos expressão, não tinha realmente, não participavam. Marista, Liceu, Colégio São Luis, Ateneu, Rosa Castro, era do doutor Carlos Vasconcelos…” (MESQUITA, Aldemir Carvalho de. Entrevistas).

Geraldo Meneses, coordenador de esportes do Maristas na época, lembra desses jogos, que participou já em seu final. O Carlos Vasconcelos era um medico de educação física e era o delegado do MEC, unia os grandes colégios da capital, mais Escola Técnica, e fazia uma competição com esses colégios; nessa época não havia limite de idade, então todos os alunos poderiam participar.

“Então o que acontecia os jogos escolares era assim uma espécie de vitrine do esporte maranhense, por exemplo, os times de futebol selecionavam atletas estudantes para o profissionalismo dessas competições. De onde saiam a grande maioria desses atletas: Escola Técnica, Liceu Maranhense, e alguns do Colégio Marista, muito pouco do Colégio Maristas. Do Colégio Marista saiu: Canhotinho, saiu Adalpe que hoje é juiz em Imperatriz, saiu um que chamavam, um escurinho que chamavam Pula-Pula, a da Escola Técnica saiu Gojoba, Alípio, Alencar, Chamorro, Milson do Liceu Maranhense… Houve época em que o Sampaio Correia era presidido pelo Prof. Ronald Carvalho e os atletas eram ex-alunos ou alunos da Escola Técnica, Liceu Maranhense, Colégio de São Luís e Colégio Maristas; não havia jogador de fora, era a base estudantil.”. (MENDONÇA, José Geraldo Menezes de. In Entrevista).

Para Geraldo, foi cometida uma grande injustiça com esse pioneiro da Educação Física, pois Carlos Vasconcelos era um grande batalhador, era um guerreiro, lutava para conseguir dinheiro, lutava para conseguir os espaços para realização dos jogos;

“e cometemos uma injustiça muito grande, porque o Ginásio Costa Rodrigues foi iniciado pelo Dr. Carlos Vasconcelos. Pedindo dinheiro daqui da escola, primeiro ele fez uma quadra coberta, e ai ele foi levando, tirando um pedaço… ali era o fundo do Liceu Maranhense… ele conseguiu… construiu a quadra, depois ele cobriu a quadra, e aí foi que no governo de Pedro Neiva, sei lá qual foi, terminaram o Ginásio e deram o nome do Costa Rodrigues, quando poderia ser Ginásio Carlos Vasconcelos.”.

 É o Prof. Emílio Mariz quem nos dá notícia dos “Jogos Escolares das Escolas Públicas”, promovidos pelo Departamento de Educação Física do Estado, chefiado pela Profa. Mary Santos quando se refere a um eterno problemas dos Jogos Escolares – de qualquer época – : os “gatos”; quando foi diretor do Liceu Maranhense: “O Liceu tinha um problema, que era o uso de jogadores irregulares;  eu tive de agir com a autoridade do diretor, e assinar as fichas de inscrição, conferir. No ultimo ano em que estive no Liceu, nós fomos campeões da  uma olimpíada estadual, que o Estado promovia, os Jogos Escolares das Escolas Públicas]. (MARIZ, Emílio, in ENTREVISTA).

No ano de 1971, o Maranhão já tinha um Basquetebol de nível, na classe  juvenil masculina; naquele ano, foi disputado o Campeonato Brasileiro de Juvenil, em Brasília; os jogadores, eram aqueles meninos que jogavam tudo: volei, futebol, basquetebol :  Gafanhoto, Paulão, Carlos, Phil, os Ninas [1].

Nessa mesma época, estavam acontecendo os III Jogos Escolares Brasileiros – JEB’s – em Belo Horizonte. Dimas, que fora como técnico daquela seleção de Basquete, após a competição, dirige-se a Belo Horizonte para ver o que eram aqueles “JEB’s”, que tanto Mary Santos falava e cobrava a participação do Maranhão. Lá, encontra o maranhense Ari Façanha de Sá, coordenador geral dos Jogos, que lhe dá todo o apoio. Dimas volta entusiasmado com o que vira. O Maranhão precisava participar dos JEB’s !

Cláudio Vaz dos Santos [2]·, por essa época, já assumira o cargo de chefe do DEFER, no lugar de Mary Santos. É a ele que Dimas apresenta seu relatório, sobre os JEB’s. Cláudio Alemão já tinha idéia de fazer uma espécie de jogos estudantis, então com o relatório de Dimas, fez  os FEJ.

Segundo Dimas, quando Cláudio assumiu o DEFER, não encontrou nenhuma estrutura montada. O Maranhão não tinha participado ainda dos JEB’s, e já se estava realizando os III Jogos e o Maranhão já os perdidos, sem condições de participar. (DIMAS, entrevistas).

Naquele mesmo ano aconteceu o I FEJ – Festival Esportivo da Juventude. É o próprio Cláudio Vaz quem nos conta como:

“… em 1970, nós precisamos da quadra do Costa Rodrigues para treinar nossa seleção de Basquete, para irmos para Porto Alegre, mais precisamente, Santa Cruz do Sul; e nós precisamos do Ginásio, o técnico era o Chico Cunha – Cearense -, era mineiro, mas trabalhava no Ceará, e veio trabalhar com a gente aqui, na época do governo Sarney; nós fomos pedir; não podia ceder o Ginásio para nós treinarmos nossa seleção porque estava tendo jogral; aí depois do jogral, não podia porque ia ter um reunião – não vou declinar o nome da pessoa que dirigia, não interessa, só interessa o fato -, não podia porque tinha que fazer silêncio, porque ia ter uma reunião, e o Ginásio não podia ser ocupado para treino porque ia ter uma reunião na sala de reunião, e o barulho ia prejudicar… então nós ficamos do lado de fora do Costa Rodrigues sem poder treinar… 

“- Mas isso vai acabar, Alemão, te prepara que isso vai acabar, dizia Jaime Santana. “Quando em 1970, Neiva Santana assumiu o Governo, Jaime me chama:  - olha, tu vai ser Coordenador de Esporte da Prefeitura; o prefeito era Haroldo Tavares, e nessa época, nomeado pelo Governador.

“Nós começamos primeiro na Prefeitura, foi nosso primeiro passo; foi na Coordenação de Esportes; então foi criada a Coordenação de Esporte da Prefeitura; procurei Carlos Vasconcelos – era da Coordenação de Educação Física -, aí foi criada a Coordenação de Esporte, na área estudantil… na área do esporte aberto sem limites, foi a Coordenação de Esportes; nós tivemos o direito de agir com a Ildenê, a gente fez esse trabalho, trabalhava só com esporte escolar. Por sinal, era o mesmo problema, era muit limitado, ele, o esporte escolar no Maranhão…

“… fomos funcionar onde é o Parque do Bom Menino; tem um açougue ali em baixo, ali que era a coordenação, alugamos de Antônio o prédio e fomos fazer a explanação, primeira medida, eu fiz uma equipe muito boa, foi Geografia, Fernando Sousa, Jaime Sampaio e Fernando Sousa, jornalista, Diretor Técnico; bom, foi minha diretoria, ai eu convoquei os professores; fiz o levantamento de quem é que podia ser útil, quem é que eu tenho para trabalhar, porque eu tinha o direito de formar escolinhas, que não tínhamos nada nesse sentido, de formação de atleta.

Então veio o Dimas, veio o Major Alves, professoras… as duas professoras … Maria José e Tarcinho; Odinéia;  Maria José, Ildenê Menezes, Dinorah e Celeste Pacheco… Tinha uma que era funcionária do Ipem, era, eu não sei o nome dela na memória, faz 31 anos, a professora eu não me lembro, mas eu sei que é de nome conhecido … Graça Helluy, voleibol; viajou comigo para o primeiro JEB’s em 72, ela foi a técnica; nós já fomos para os JEB’s em Maceió, em 1972; em 71 foi que nós fizemos a escolinha com esse trabalho e criamos o primeiro FEJ.

“FEJ foi Prefeitura, a Coordenação de Esporte da Prefeitura de São Luís, em 1970. O primeiro FEJ (Festival Esportivo da Juventude).

A Mary Santos fazia Jogos Intercolegiais do interior, ela nunca fez uns jogos na capital; ela fazia Jogos Intercolegiais; Carlos Vasconcelos era do MEC, tinha uma rivalidade com ela e fazia os jogos dele, ele fazia o dela, eram jogos isolados. Com o pessoal da capital, e a gente trazia o pessoal do interior.

A Mary Santos era do Estado, da Secretaria de Educação e Cultura, onde tinha uma Secretaria de Esporte, Secretaria de Educação Física do Estado, era serviço de Educação Física do Estado. Carlos Vasconcelos que pertencia ao MEC; A Mary estava no Estado, a Ildenê, no Município. A Ildenê era Secretaria de Educação e a Mary era de Educação Física, era diretora do Serviço de Educação Física.

“Foi ai que eu entrei, fui dirigir pela primeira vez em 71, nós entramos no Governo, se não me engano, foi em março ou por aí; em setembro, nós tivemos o primeiro FEJ (Festival Esportivo da Juventude) – Semana da Pátria, onde o Colégio de São Luiz foi o primeiro campeão do FEJ.

“Em 71, eu estava só na Coordenação de Esporte na Prefeitura, e nós fizemos o primeiro FEJ; aí teve o segundo FEJ, foi quando o Jaime criou o Departamento de Educação Física e Desportos; Pedro Neiva me nomeou no lugar da Mary Santos; já foi no governo de Pedro Neiva, com Haroldo Tavares; eu entrei primeiro na Prefeitura; então para que eu pudesse assumir o Estado, criaram o Departamento de Educação Física e Deporto do Estado; saiu de Serviço para Departamento; acumulei Coordenador de Esporte da Prefeitura e Diretor do Departamento de Educação Física e Desportos do Estado, ligado à Secretaria de Educação, do professor Luis Rego – era o Secretario na época.

“Já em 72, fui nomeado Diretor do Departamento, lá no Costa Rodrigues.  Transferi a Coordenação, acumulei no Costa Rodrigues, eu levei tudo para lá, ficou a Coordenação… Eu era Coordenador e Diretor do Departamento de Educação Física do Estado, e Presidente do C.R.D.

“Eu fiz a minha equipe, aí foi que o Dimas entra com a parte principal, quando nós estávamos para fazer o segundo FEJ em 72, seria em setembro, Dimas foi a Belo Horizonte… ai Dimas trouxe toda a informação, e o Maranhão podia participar dos JEB’s em 72; ele trouxe em 71, ele foi no JEB’s em julho e trouxe… Dimas me trouxe, eu organizei a primeira equipe com o Dimas, era do Handebol, primeira equipe que nós viajamos para o JEB’s; Ginástica Olímpica e Handebol, o Dimas; Coronel Alves, basquete; voleibol, Graça Hiluy;  Coronel Alves – antes era Major -, foi isso para dar coletivo; que eu levei foram 52 pessoas; não levamos atletismo, natação, não levamos nada.

“E uma de nossas iniciativas foi justamente essa, de criar esse jogos escolares; foi o primeiro e o segundo, e depois nós o transformamos em JEM’s. O primeiro JEM’s foi em 73 – sempre tem essa dúvida; o pessoal não guarda isso mas, o primeiro FEJ foi em 71. o segundo FEJ, em 72; e o primeiro JEM’s, em 73, porque?  Nós participamos do JEB’s e a sigla pesava, mas por bem  achamos melhor mudar para JEM’s – Jogos Estudantis Maranhenses -, nós já tínhamos passado o primeiro e o segundo FEJ com sucesso…”. (VAZ DOS SANTOS, Cláudio. Entrevista).


[1] Essa partida de Basquetebol foi realizada no Casino Maranhense, em 1968, para a decisão do Inter-colegial, entre o Colégio Batista x Colégio de São Luís. Jaime Santana e Mário Brazuca eram os árbitros; nos aros, não havia a rede. Os irmãos Leite – Olivar, Adalberto e Alvinho – comandavam o time do São Luís; Luís Fernando Figueiredo, Raul Guterrez, Wagner, Alex e Estevinho defendiam o Batista. Alguns arremessos foram feitos dos dois lados e algumas bolas caíram no aro. Mas os árbitros, na dúvida se a bola era boa ou não, não validavam os pontos. Numa cobrança de lance livre, Olivar Leite acabou convertendo um arremesso e a partida acabou em 1 x 0, para o São Luís. De acordo com Hermínio Nina, o aro do Casino era menor do que o oficial, mais a falta da rede, dificultava aos árbitros a certeza de que a bola tinha entrado, ou não. Antes, foram jogadas duas outras partidas: o primeiro jogo, na Escola Técnica Federal do Maranhão, terminou com a vitória do Batista, por 18 x 14; a segunda partida, realizada no 24º BC,  vitória do São Luís, por 20 x 16; a terceira – a do Casino – naquele 1 x  0, para o São Luís, que sagrou-se campeão daquele Inter-colegial de 1968.

 [1] BIGUÁ, Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda você ? Paulino, fundador do 8 de Maio. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 8 de novembro de 2000, 2ª feira, p. 4. Caderno de Esporte.

[1] GAFANHOTO, como é conhecido JOSÉ DE RIBAMAR MIRANDA, foi atleta de Basquetebol da Escola Técnica Federal do Maranhão, sagrando-se campeão brasileiro; foi Coordenador de Desportos da SEDEL, na administração Elir Gomes; graduado em Economia, exerce a função de assessor parlamentar do deputado Manoel Ribeiro, presidente do Sampaio Corrêa.

      PAULÃO, como é conhecido PAULO ROBERTO TINOCO DA SILVA, também daquela segunda geração de ouro do esporte maranhense; dentista, e professor de educação física; técnico de basquetebol, chegou a atuar como assistente técnico da Seleção Brasileira Feminina.

      CARLOS TINOCO ou CARLÃO, como é conhecido CARLOS ROBERTO TINOCO DA SILVA, irmão de Paulão, também formado em educação física, exerce a função de técnico de basquete; é professor do CEFET-MA.

      Os irmãos HERMÍLIO, ZECA, FILOMENO e GILSON e o cunhado ALBINO; os três primeiros e o cunhado, destacaram-se no Basquetebol, o último, na natação, onde é técnico até hoje, dos Maristas e da Escola Nina de Natação

[2] CLÁUDIO ANTÔNIO VAZ DOS SANTOS, o Cláudio “Alemão” – nasceu em São Luís, no dia 24 de dezembro de 1935. Foi atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo e de Salão, Atletismo e Natação. Pertenceu àquela famosa “Geração de 53″, do esporte maranhense, atuante nas décadas de 50 e 60. Em 1971, formado em Economia, foi nomeado coordenador do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação, da então Secretaria de Educação e Cultura – DEFER/SEC; reestruturou o esporte e a educação física maranhenses, implantando as escolinhas de esportes, no Ginásio Costa Rodrigues, que passou a funcionar das 5 da manhã, às 11 horas da noite, com futebol de campo, de salão, voleibol, basquetebol, judô, boxe (que também praticou), Karatê, capoeira, xadrez, ginástica olímpica, folclore … Nesse mesmo ano, criou o Festival Esportivo da Juventude – FEJ -, embrião dos Jogos Estudantis Maranhenses – JEM’s . Após os JEB’s de 1973, dá início, em 1974, à contratação de técnicos e professores, para reforçar as equipes representativas do Estado nos diversos jogos e campeonatos regionais e brasileiros. Nessa época, trouxe os professores Laércio Elias Pereira, Domingos Salgado e o atleta Edivaldo Pereira (Biguá), de Handebol.  Realizou os primeiros JEM’s. Foi coordenador do DEFER até 1978; em 1979, transfere-se para Brasília, indo coordenar a Unidade Esportiva do DF; em 1980, está de volta à São Luís, passando a dirigir a então Fundação Municipal de Esportes – FUMESP -; foi, também, Coordenador de Desportos, da então Secretaria de Desportos e Lazer – SEDEL -, nas administrações de Phil Camarão, Marly Abdala e já na época da GEDEL. Atuou, também, na Prefeitura Municipal de Caxias, na administração Paulo Marinho, onde permaneceu por dois anos. Hoje, aposentado como fiscal de rendas, trabalha como assessor parlamentar do Deputado Manoel Ribeiro.[2]

O jornalista Benedito Buzar conta que, para comemorar a investidura do engenheiro Haroldo Tavares na Prefeitura de São Luís, o Governador Pedro Neiva de Santana ofereceu à sociedade maranhense um jantar na casa de veraneio em São Marcos. O assunto mais comentado era o secretariado do novo prefeito. Um dos convidados resolveu, com franqueza e sinceridade, dissertar a respeito dos nomes escolhidos por Haroldo, considerando-os fracos, à exceção de alguns. Pedro Neiva que ouvia, com muita atenção, a exposição do convidado, foi direto ao assunto:

- Você acha o secretariado de Haroldo fraco porque ainda não pegou um murro de Cláudio Alemão”.] [2]

BIBLIOGRAFIA

MARTINS, Dejard. ESPORTES: UM MERGULHO NO TEMPO.  São Luís : (s.n.), 1989.

MÉRIAN, Jean Yves. ALUÍSIO AZEVEDO VIDA E OBRA (1857-1913) – O VERDADEIRO BRASIL DO SÉCULO XIX. Rio de Janeiro : Espaço e Tempo : Banco Sudameris Brasil; Brasília : INL, 1988.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Records dos JEMS’s. DESPORTOS & LAZER, São Luís, 2 (7), maio/junho/julho 1982, p. 22-13.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. CONCEPÇÃO UTILITÁRIA E SOCIAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA. São Luís: UFMA, 1987. (Monografia de especialização em Lazer e Recreação).

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A CULTURA DO LÚDICO E DO MOVIMENTO DOS       RAMKOKAMEKRA DE ESCALVADO. São Luís, 1989 (Inédito).

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VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Atividades de lazer no Maranhão – século XVII. ENCONTRO NACIONAL DE RECREAÇÃO E LAZER, VII, 1995a, Olinda-Pe, ANAIS…

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Atividades de lazer no Maranhão – século XVII. Jornada de Iniciação  Científica da Educação Física da UFMa, III, São Luís,  1995.  ANAIS…, São Luís: UFMA: NEPAS, 1995b, p. 54

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A corrida entre os índios canelas – contribuição à história da educação física maranhense. in  Jornada de Iniciação Científica da Educação Física da UFMA, III, 1995. São Luís, UFMA, ANAIS… São Luís: UFMA: NEPAS, 1995c, p. 55

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Carta ao Rubem Goulart, Filho – novas contribuições à história da educação física maranhense. in Jornada de Iniciação Científica da Educação Física da UFMA, III, 1995. São Luís, UFMA, ANAIS…, São Luís: UFMA: NEPAS, 1995 d, p. 56

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Contribuições à história do atletismo maranhense.  in  Jornada de Iniciação Científica da Educação Física da UFMA, III, 1995. São Luís, UFMA, ANAIS…, São Luís: UFMA: NEPAS, 1995e, p. 57

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio, Primeiras manifestações do lúdico e do movimento no Maranhão Colonial. COLETÂNEA INDESP – DESPORTO COM IDENTIDADE CULTURAL, Brasília, 1996a, p. 95-105.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio Vaz. A corrida entre os índios canelas. COLETÂNEA INDESP – DESPORTO COM IDENTIDADE CULTURAL, Brasília, 1996b, p. 106-115

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Lo ludico y el movimiento como actividad educativa.in LECTURAS: EDUCACION FÍSICA y DEPORTES , Buenos Aires, ano 3, n. 12, dezembro de 1998, disponível em www.efdeportes.com 

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. O esporte, o lazer e a educação física como objeto de estudo da história. In LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES, Buenos Aires, n. 14, junho de 1999, disponível em www.efdeportes.com

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A inauguração do “foot-ball” em Maranhão. In LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES, Buenos Aires, ano 5, n. 24, agosto de 2000, disponível em www.efdeportes.com

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. TÊNIS NO MARANHÃO. In O IMPARCIAL, São Luís, Segunda-feira, 17 de janeiro de 2000, p. 16. Caderno de Esportes

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. O ESPORTE NO MARANHÃO. In O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 16 de maio de 2000, Terça-feira, p. 4, Caderno Opinião

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. O NASCIMENTO DE UMA PAIXÃO. In O IMPARCIAL, São Luís, Domingo, 29 de outubro de 2000, Caderno Cidade – Esportes, p. 7.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; VAZ, Delzuite Dantas Brito. O “SPORTMAN” ALUÍSIO AZEVEDO. In O IMPARCIAL, São Luís, Domingo, 16 de junho de 2000, p. 5, Caderno Impar

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio & VAZ, Delzuite Dantas Brito. Pernas para o ar que ninguém é de ferro: as recreações na São Luís do século XIX. Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís”, XX, São Luís, Prefeitura Municipal de São Luís, 1995 a. (Ensaio classificado em 2o. lugar no “- Prêmio “Antônio Lopes” de pesquisa histórica).

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio & VAZ, Delzuite Dantas Brito. Pernas para o ar que ninguém é de ferro: as recreações na São Luís do século XIX. In ENCONTRO NACIONAL DA HISTÓRIA DO ESPORTE, LAZER E EDUCAÇÃO FÍSICA, III, 1995, Curitiba-Pr. COLETÂNEA… Curitiba: DEF/UFPR; Campinas: Grupo de História do Esporte, Lazer e Educação Física/FEF/UNICAMP, 1995b, p. 458-474.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio & VAZ, Delzuite Dantas Brito. Pernas para o ar que ninguém é de ferro: as recreações na São Luís do século XIX Jornada de Iniciação Científica da Educação Física da UFMA, III, São Luís,  1995h. ANAIS… São Luís: UFMA: NEPAS, 1995c, p. 58.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio & VAZ, Delzuite Dantas Brito. Pernas para o ar que ninguém é de ferro: as recreações na São Luís do século XIX. Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte, X, Goiânia – Go, outubro de 1997. ANAIS…. Goiânia: CBCE: UFGO, 1997, p. 1005-1017.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; VAZ, Delzuite Dantas Brito. O “sportman” Aluísio Azevedo. In LECTURAS: EDUCACION FISICA Y DEPORTES, Buenos Aires, ano 5, n. 25, setembro de 2000, disponível em www.efdeportes.com

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins de; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS – (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) – e a educação física maranhense – uma biografia autorizada. In LECTURAS: EDUCACION FISICA Y DEPORTES – revista digital, Buenos Aires, ano 8, n. 48, maio de 2002. Disponível em www.efdeportes.com

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio, VAZ, Delzuite Dantas Brito. A introdução do esporte (moderno) em Maranhão. In VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA, ESPORTES, LAZER E DANÇA, Ponta Grossa, 17 a 21 de novembro de 2002. COLETÂNEAS… : UEPG, 2002. Editado em CD-RooM.

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ARTIGOS DE JORNAIS

A BATALHA DO RIACHUELO. In O ESTADO, Maranhão, Segunda-feira, 12 de junho de 1916.

AS ATRAÇÕES DO FOOT-BALL. In O ESTADO, Maranhão, 23 de outubro de 1916. Coluna Factos policiais.

AS DESPEDIDAS DO REMO. IN O ESTADO, Segunda-feira, 15 de janeiro de 1917. Coluna Vida Sportiva

AMAZONAS FOOT-BALL CLUBE. In O ESTADO, Maranhão, sábbado, 22 de julho de 1916

AOS FOOT-BALLERS MARANHENSES. In O ESTADO, Maranhão, Terça-feira, 28 de novembro de 1916, p. 2

APRENDIZES MARINHEIROS. Jornal “O MARANHÃO”, Edição de no. 202, São Luís, quinta-feira, 26 de dezembro de 1907

ATENIENSE F. C.. in O ESTADO, Maranhão, Quinta-feira, 08 de junho de 1916. Coluna O Sport

ATHENAS VERSUS GUARANY, in O ESTADO, Quinta-feira, 1º de fevereiro de 1917. Coluna Vida Sportiva

BRAGANÇA SPORT CLUB. In O ESTADO, Maranhão, Sexta-feira, 20 de outubro de 1916

BRAGANÇA VERSUS REMO. In O ESTADO, Quarta-feira, 03 de janeiro de 1917. Coluna Vida Sportiva

BRAGANÇA VERSUS UBIRAJARA. In O ESTADO, Terça-feira, 31 de janeiro de 1917.

BRAGANCÁ VERSUS UBIRAJARA, in O ESTADO, Quinta-feira, 22 de fevereiro de 1917

BRAZIL. In O ESTADO, Maranhão, 17 de julho de 1916. Coluna Sport

CARNAVAL. Jornal “O MARANHÃO”,  Edição de no. 251, São Luís, Segunda-feira, 24 de fevereiro de 1908, p. 2

CENSOR MARANHENSE, O – 1825-1830. (Edição fac-similar). São Luís : SIOGE, 1980. (Periódico redigido em São Luís de 1825 a 1830, por João Antônio Garcia de Abranches, cognominado “O Censor”; reedição promovida por iniciativa de Jomar Moraes).

CLUB DE REGATAS MARANHENSE. In Jornal “REGENERAÇÃO”, Maranhão, Quarta-feira, 21 de fevereiro de 1900.

CLUB DE REGATAS MARANHENSE. In Jornal “REGENERAÇÃO”, Maranhão, Terça-feira, 27 de fevereiro de 1900.

CLUB ESPORTIVO “JOSÉ FLORIANO”. IN O ESTADO, Quinta-feira, 15 de janeiro de 1917.

CLUB SPORTIVO LUSO-BRASILEIRO. In O ESTADO, Terça-feira, 27 de fevereiro de 1917. Coluna Visa Sportiva

CLUBE SPORTIVO J. P. MULLER. In O ESTADO, 06 de julho de 1917

CORRIDAS. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Segunda-feira, 28 de novembro de 1881. Noticiário

CRÔNICA MARANHENSE – ARTIGOS DE JOÃO FRANCISCO LISBOA. In MUSEU HISTÓRICO NACIONAL. Rio de Janeiro : Departamento de Imprensa  Nacional, 1969. vol. 1 e 2, série Estudos e Documentos III.

CURSO ANEXO – GYMNASTICA. In O MARANHÃO, Sexta-feira, 15 de novembro de 1907

F.A.C. In “O JORNAL”, Maranhão, Sexta-feira, 8 de outubro de 1915

F. A. CLUB. Jornal “O MARANHÃO”,  Edição de no. 471, São Luís, Segunda-feira, 16 de novembro de 1908

F.A. CLUB In Jornal “O ESTADO”, Maranhão, Quinta-feira, 23 de dezembro de 1915, p. 4

F.A. CLUB In Jornal “O ESTADO”, Maranhão, sexta-feira, 24 de dezembro de 1915, p. 4

F. A. CLUB. In “O JORNAL”, Maranhão, sexta-feira, 22 de novembro de 1915

F. A. CLUB – Club do Remo. In O ESTADO, Terça-feira, 02 de janeiro de 1917. Coluna Vida Sportiva

F. A. CLUB – Club do Remo. In O ESTADO, segunda-feira, 08 de janeiro de 1917. Coluna Vida Sportiva

FABRIL ATHLETIC CLUB. Jornal “O MARANHÃO”,. Edição de no. 151, São Luís, 24 de outubro de 1907.

FABRIL ATHLETIC CLUB. Jornal “O MARANHÃO”, Edição de no. 177, São Luís, 25 de novembro de 1907.

FABRIL ATHLETIC CLUB. Jornal “O MARANHÃO”,  Edição de no. 281, São Luís, 31 de março de 1908

FABRIL ATLHETIC CLUB. Jornal “O MARANHÃO”, Edição de no. 326, São Luís, 23 de maio de 1908

FABRIL CLUB. Jornal “O MARANHÃO”, Edição de no. 339, São Luís, Segunda-feira, 08 de junho de 1908

FABRIL ATLHETIC CLUB. Jornal “O MARANHÃO”, Edição de no. 430 (?), São Luís, Segunda-feira, 28 de setembro de 1908

FABRIL ATHLETIC CLUB. Jornal “O MARANHÃO”, Edição de no. 531, São Luís, 30 de janeiro de 1909

FOOT-BALL. In Jornal “O ESTADO”, Maranhão, 9 de agosto de 1915, p. 4

FOOT-BALL. In Jornal “O ESTADO”, Maranhão, Sexta-feira, 13 de agosto de 1915, p. 1

FOOT-BALL. In Jornal “O ESTADO”, Maranhão, Segunda-feira, 16 de agosto de 1915, p. 4

FOOT-BALL. In Jornal “O ESTADO”, Maranhão, sabbado, 28 de agosto de 1915, p. 4

FOOT-BALL. In “O JORNAL”, Maranhão, sábbado, 31 de julho de 1915, n. 205

FOOT-BALL. In “O JORNAL”, Maranhão, 14 de agosto de 1915

FOOT-BALL. In “O JORNAL”, Maranhão, sabbado, 11 de setembro de 1915

FLUMINENSE VERSUS S. CHRISTOVÃO. In O ESTADO, Quinta-feira, 12 de janeiro de 1917. Coluna Visa Sportiva

HORSE RACE’S CLUB. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 9 de agosto de 1881, Terça feira, p. 3, no. 2393).

“IMPARCIAL, O”, São Luís, edição de 29 de outubro de 1907, p. 5

INAUGURAÇÃO DO FOOT BALL. In “O MARANHÃO”, Edição de no. 154, São Luís, Segunda-feira, 28 de outubro de 1907.

INSTRUCÇÃO PHYSICA. In O MARANHÃO, Segunda-feira, 02 de março de 1908, p. 2, n. 257).

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O ESTADO, Maranhão, Quarta-feira, 02 de fevereiro de 1916

O FOOT-BALL. In “O JORNAL”, Maranhão, 20 de setembro de 1915

O FOOT-BALL E O TIRO. In “O JORNAL”, Maranhão, Quarta-feira, 13 de novembro de 1915

O JORNAL, Maranhão, quarta-feira, 13 de novembro de 1915 (publicação de duas fotos, com a legenda Internacional Foot-Ball Club – team francês, a primeira, e team alemão, a Segunda

O ONZE DE JUNHO. O ESTADO, Maranhão, sábbado, 10 de junho de 1916

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, Segunda-feira, 04 de outubro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, Sexta-feira, 08 de outubro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, Segunda-feira, 11 de outubro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, quarta-feira, 13 de novembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, sabbado, 23 de novembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, segunda-feira, 25 de novembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, sexta-feira, 12 de dezembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, sabbado, 13 de dezembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, 18 de dezembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, 20 de dezembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, 27 de dezembro de 1915

OS DESPORTOS. In “O JORNAL”, Maranhão, 30 de dezembro de 1915

PARA OS ALUMNOS DE AULA PARTICULAR DE GYMNÁSTICA. In A CAMPANHA, 6ª feira, 8 de janeiro de 1904, p. 5

PAYSANDU. In O ESTADO, 11 de dezembro de 1917. Coluna Visa Sportiva

PELOS FLAGELADOS DA SECA. In “O JORNAL”, Maranhão, Segunda-feira, 09 de agosto de 1915

PELOS FLAGELADOS DA SECA. In “O JORNAL”, Maranhão, 11 de agosto de 1915

PELOS FLAGELADOS DA SECA. In “O JORNAL”, Maranhão, Quinta-feira, 02 de setembro de 1915

PEREIRA,  Edivaldo. ONDE ANDA VOCÊ ? RUBEM  GOULART (EM MEMÓRIA). In  O ESTADO DO  MARANHÃO, São Luís, 10 de novembro de 1997, p. 4, Caderno de Esportes.

PROGRAMMA DA MATINEÉ SPORTIVA A REALIZAR-SE EM 27 DO CORRENTE MEZ NO F. A. CLUB. Jornal “O MARANHÃO”,  Edição de no. 426, São Luís, sábado, 26 de setembro de 1908

PROIBIDO O BRINQUEDO DE PAPAGAIO. . In “O JORNAL”, Maranhão, sexta-feira, 04 de junho de 1915

RACING CLUB MARANHENSE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Maranhão, Terça-feira,  10 de agosto de 1881, p. 3, n. 2394

RACING CLUB MARANHENSE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Maranhão, Sabbado, 13 de agosto de 1881, p. 2, n. 2397

RACING CLUB MARANHESNE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Terça-feira, 30 de agosto de 1881, n. 2410

RACING CLUB MARANHENSE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Quarta-feira, 31 de agosto de 1881, n. 2411

RACING CLUB MARANHENSE – Corrida extraordinária. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 06 de setembro de 1881, n. 2416.

RACING CLUB MARANHENSE – Segunda corrida. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 15 de setembro de 1881, n. 2422.

RACING CLUB MARANHENSE – Segunda corrida. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 17 de setembro de 1881, n. 2424

RACING CLUB MARANHENSE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Quarta-feira, 9 de novembro de 1881, n. 2468

RACING CLUB MARANHENSE – Grande Corrida! Grande Desafio!. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Sexta-feira, 25 de novembro de 1881, n. 2482 

RACING CLUB MARANHENSE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Quinta-feira, 1º de dezembro de 1881.

SÃO PEDRO FOOT-BALL CLUB. In O ESTADO, sábbado, 28 de abril de 1917

TIRO MARANHENSE. In O MARANHÃO, sábbado, 03 de abril de 1909, n. 583.

UBIRAJARA SPORT CLUB. In O ESTADO, Terça-feira, 16 de janeiro de 1917. Coluna Vida Sportiva

UBIRAJARA – F A CLUB. IN O ESTADO, quarta-feira, 07 de fevereiro de 1917. Coluna Visa sportiva

UM CLUBE ESPORTIVO. In “O JORNAL”, Maranhão, Quarta-feira, 05 de maio de 1915

VIDA SPORTIVA. Em O ESTADO, Segunda-feira, 02 de outubro de 1916

VIDA SPORTIVA. Em O ESTADO, 10 de outubro de 1916

VIDA SPORTIVA. IN O ESTADO, Quinta-feira, 04 de janeiro de 1917

VIDA SPORTIVA. IN O ESTADO, sábbado, 13 de janeiro de 1917

VIDA SPORTIVA. In O ESTADO, Terça-feira, 07 de março de 1917

VIDA SPORTIVA. In O ESTADO, sábbado, 10 de março de 1917

VIDA SPORTIVA, IN O ESTADO, Segunda-feira, 16 de abril de 1917

VIDA SPORTIVA, in O ESTADO, Segunda-feira, 21 de abril de 1917

VIDA SPORTIVA, in O ESTADO, sábbado, 19 de maio de 1917

VIDA SPORTIVA, in O ESTADO, Segunda-feira, 17 de julho de 1917

MEMÓRIA DO ESPORTE NO MARANHÃO

sex, 16/09/11
por leopoldovaz |

Desde antes da posse do Joaquim na SEDEL conversamos algumas vezes sobre a necessidade de se resgatar a memória do esporte no/do Maranhão. Assunto que vem sempre à baila, quando das conversas com o Biguá; isso motivou convite para escrever neste espaço, o que originalmente seria um Blog dedicado à memória e história do esporte no Maranhão. Acabei indo para outras áreas, me intrometendo, inclusive, em espaços e assuntos de outros blogueiros quando foi constituido o grupo inicial de 10 pesquisadores que atuariam aqui.

Os contatos com o Joaquim se intensificaram depois de sua indicação para um assento em Cadeira do IHGM; e mais ainda depois de sua indicação e posse como Secretário de Estado de Esporte e Lazer.

Vieram os contatos com a Fundação Joaquim Haickel e com a administração do MAVAM, e a decisão de elaborar um projeto que contemplace o resgate da memória e a construção de uma História dos Esportes, do Lazer e da Educação Física no/do Maranhão.

Vimos conversando; incluindo agora nessas conversas o estafe da SEDEL – Alim Neto, Clineu, e agora a Silvana.

No IHGM, temos agora o locutor que vos fala e o Joaquim, o Álvaro Melo, o Aymoré Alvim, e em breve o Antonio Noberto, como integrantes de um futuro núcleo de estudos dos esportes…

A Lei Joaquim – em breve regulamentada – possibilitará conseguir os recursos necessários para a concretização do que, até o momento, não passa de intenção de trabalho. Outros entes poderão se integrar nesse esforço de pesquisa; já adiantada as conversações com o Sistema Mirante – Biguá, Zeca, Romulo, Fernando – para que o acervo daquele sistema de comunicação seja disponibilizado para as pesquisas e reprodução e constitua-se em acervo da futura Sala-Memória. Assim como se espera que os outros órgãos do sistema de comunicação – jornais e emissoras de TV – venham a se integrar, fornecendo o material necessário.

As IES, através do trabalho academico de seus alunos e professores-pesquisadores, com suas monografias, dissertações, teses, papers, e futuros trabalhos academicos com base no acervo que se procura reunir.

Retomada de um evento científico que trate da área em questão, como a candidatura para sediar um Congresso Brasileiro de História do Esporte, do Lazer, da Educação Física e Dança… aproveitar o momento, ano que vem, de realização do ENAREL em São Luis…

Enfim… segue em anexo a contribuição do IHGM, através do locutor que vos fala; lembrando que essa proposta já foi encaminhada ao Joaquim secretário, à Fundação Nagib Haickel, mantenedora do MAVAM, devidamente autorizada pela Sra. Presidente do IHGM Profa. Sra. Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo, e subscritada pelos seus membros participantes deste esforço…

MEMÓRIA DO ESPORTE NO MARANHÃO

 

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

Sócio Efetivo do IHGM, Cadeira 40

 

Preservar os testemunhos do passado é, substancialmente, dar-lhes condições de continuarem a ser utilizados no presente em toda sua potencialidade” (SUANO, citado por MARQUES JÚNIOR, 1991, p. 101).

Tendo em mente esta perspectiva, propõe-se a criação da “SALA MEMÓRIA DO ESPORTE no MARANHÃO“, que terá como

objetivo geral: coletar, armazenar, preservar, organizar e divulgar os documentos referentes à memória do ESPORTE MODERNO no MARANHÃO, dos grandes atletas maranhenses, e dos eventos esportivos relevantes.

As ações para operacionalização desse projeto podem ser divididas basicamente em duas frentes de trabalho: a pesquisa documental (incluindo a documentação histórica, a produção intelectual e as publicações geradas), e a coleta da memória oral.

A pesquisa histórica – na qual se incluem, dentre outros, os trabalhos ligados à memória institucional – caracteriza-se predominantemente pelo uso de dados primários. Ao lado da história oral, constituída por testemunhos de pessoas que viveram e presenciaram mais de perto os fatos narrados, pode-se afirmar que os chamados documentos de arquivo representam as fontes básicas para atividades de pesquisa histórica e, em especial, para a recuperação da memória de uma instituição.

De acordo com SCHELLENBERG (citado por MARQUES JÚNIOR, 1991, p. 102), documento de arquivo é todo aquele material produzido e acumulado em decorrência de desempenho das funções administrativas relacionados aos objetivos de qualquer instituição pública ou privada, que tenha sido considerado de valor – e preservado – para fins de referência e pesquisa. Nessa categoria, incluem-se, dentre outros registros, as correspondências, as normas e regulamentos, os relatórios, as atas de reuniões, etc.

A “Sala Memória do Esporte no Maranhão” terá como objetivos específicos:

  1. recuperar, preservar, organizar e armazenar os documentos relevantes para a história do esporte moderno em Maranhão;
  2. recuperar e preservar, fisicamente, os documentos importantes relativos à memória,  utilizando  técnicas adequadas a cada tipo de material;
  3. analisar e indexar  as correspondências, as normas e regulamentos, os relatórios, as atas de reuniões, etc., das diversas instituições dirigentes do esporte em Maranhão;
  4. recuperar, preservar, organizar e armazenar os documentos referentes à produção intelectual da comunidade acadêmica referentes aos esportes, a educação física e ao lazer no Maranhão;
  5. recolher a memória oral através de entrevistas com pessoas que vivenciaram os grandes momentos esportivos no Maranhão ;
  6. fazer um esboço da História do  Esporte no Maranhão, a partir das informações obtidas;
  7. divulgar os documentos da memória do esporte no Maranhão, dos grandes atletas, dos dirigentes, técnicos e professores, e das instituições esportivas maranhenses através de publicações, catálogos e exposições.

 

O projeto Memória será constituído, para sua operacionalização, dos seguintes sub-projetos:

a) Documentação histórica:

a.1. Abrangência:

  • atas de fundação dos clubes esportivos, federações esportivas, órgãos públicos ligados aos esportes, lazer e educação física maranhense, com seus respectivos índices;
  • depoimentos de pessoas consideradas como importantes em alguma modalidade esportiva, praticada em Maranhão, que possa contribuir para a escrita de sua historia ;
  • coleção de fotografias, plantas arquitetônicas, cartazes, convites, discursos, programas de    eventos,  etc…;
  • levantamento de notícias publicadas na imprensa local e nacional (recortes de jornais) sobre os esportes maranhenses,  sobre os grandes atletas do Maranhão;

 

a.2. Metodologia:

A metodologia básica a ser adotada consiste em leitura de atas e sua indexação, levantamento, organização e tratamento de documentos, coleta de depoimentos.

a.3. Produtos:

a)    coleção de atas, armazenadas na memória;

b)   índice por assuntos, remetendo para livro e página;

c)    arquivo de documentos importantes referentes a assuntos registrados nas atas;

d)   coleção de fitas (e transcrição) de depoimentos de pessoas ligadas ao esporte no Maranhão;

e)    coleção de plantas arquitetônicas, fotografias, programas, cartazes, discursos, etc.,  sobre os esportes maranhenses, sobre os atletas, dirigentes, treinadores;

f)     índices para recuperação da informação contida nesse material;

g)    arquivo de recortes de notícias sobre os esportes maranhense e sua comunidade;

h)    esboço de uma História do Esporte no Maranhão.

b) Produção intelectual:

b.1. Universo

  • atletas, dirigentes, técnicos e funcionários técnico-administrativos, em exercício, aposentados, falecido

 

b.2. Abrangência:

  • livros, artigos, capítulos de livros, trabalhos apresentados em eventos, textos didáticos,  monografias, resenhas, traduções, prefácios…;
  • teses de conclusão de curso, de mestrado, de doutorado, livre docência e memoriais;
  • projetos e relatórios de pesquisa.

 

b.3. Metodologia:

  • Levantamento do universo, consulta a documentos, entrevistas.

 

b.4. Produtos:

  • acervo de livros, monografias, teses, dissertações e projetos e relatórios de pesquisa;
  • arquivo de cópias de artigos, capítulos de livros, trabalhos em eventos, relatórios de  pesquisa, etc.;
  • catálogos de referências bibliográficas e resumos;
  • elaboração da publicação : Produção Intelectual sobre o Esporte Maranhense.

 

c) Publicações geradas

 

c.1. Abrangência:

  • documentos sobre o Esporte Maranhense; jornais, revistas e boletins publicados

 

c.2. Metodologia:

  • análise documental.

 

c.3. Produtos:

  • coleção de documentos sobre o Esporte Maranhense, coleção de jornais, revistas e boletins  publicados;
  • catálogo dos documentos sobre o Esporte Maranhense, em ordem alfabética de títulos.

 

d) Divulgação.

  • constituição de uma “Sala Memória”;
  • divulgação dos documentos da memória através de publicações, catálogos e exposições;
  • exposição permanente do material coletado e produzido;
  •  criação de um  Prêmio, específico sobre o Esporte no Maranhão.

 

Sugere-se a criação de um grupo de estudos – no âmbito do IHGM, FUNDAÇÃO JOAQUIM HAICKEL, e SEDEL, equipe interdisciplinar de professores de História, de Literatura, de Bibliotecários e de Supervisores, com apoio da Secretaria -, para dar prosseguimento ao levantamento de documentos e possibilitando a criação de uma “Sala Memória do Esporte Maranhense“.

ARTUR EMÍDIO E A CAPOEIRAGEM EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO

qui, 26/05/11
por leopoldovaz |

Artur em Moldura reduizada

Recebi um comentário, neste Blog, informando sobre a morte de Artur Emídio: se for verdadr, ainda vou verificar com Mestre André Lacé… mesmo assim replico artigo postado neste Blog tempos passados, em resposta a Mestre Nelsinho; a seguir, uma outro artigo sobre sua influencia na Capoeira Maranhense

Nelsinho, vamos continuar a falar do Mestre Artur Emídio… André Lacé mandou-me algumas notas sobre o grande Mestre:

Acordeom, um dos bons alunos de Bimba, escreveu livro onde desassombradamente revela que se espantou, admirou e aprendeu alguma coisa com a capoeira de Artur.  

Toda a turma do, agora, internacional grupo Senzala, aprendeu muito nas inesquecíveis rodas comandadas de maneia exemplar pelo Artur. Como concluir, então, que a Regional surgiu como revolucionário modelo de uma “capoeira eficaz”? Como afirmar que coube a Regional, pioneirísticamente, metodizar (institucionalizar?) a Capoeiragem? E as contribuições do misterioso “ODC”, Zuma, a metodologia utilizada por Cyriaco (existem vários bons artigos – jornais da época, a respeito), Pederneiras, Calixto e tantos outros, inclusive (principalmente?) Agenor “Sinhozinho” Sampaio que formava campeões .

Sem jamais negar o mérito de Bimba e de alguns de seus alunos (inclusive em termos de bom caráter), o que sempre faço, há mais de cinquenta anos, é mostrar essa verdade óbvia: - A Capoeira é resultado de um grande somatório de contribuições, começando pela África (N`Golo, entre outras, na Costa Ocidental; Moringue, entre outras, na Costa Oriental). E nem vou lembrar a possível contribuição do Savate que também andou e anda por aqui

Mas, para essa gente,  se os fatos históricos, riquíssimos e devidamente comprovados estão sempre a revelar a verdade verdadeira, “pior para os fatos”. 

A briga é desigual, não basta ser excepcional capoeira, não basta nem mesmo ser baiano (Artur nasceu em Itabuna), tem que pertencer à “maçonaria baiana”. E tem que ser maçonaria de Salvador, pois Prata Preta apoiou e foi apoiado pela Maçonaria do Rio (Revolta da Vacina) e também não ganha espaço na farta e sempre crescente publicação de livros, com verbas públicas, da mencionada maçonaria”. “Se não tem Bimba e/ou Pastinha não é capoeira”, period.

Continua o Mestre Lacé: ”de vez em quando, pego o carro e vou visitar o Artur, na casa onde mora mal, de favor e com risco de ter  que sair a qualquer momento. Sempre levo alguns presentes, modestos, mas  úteis.  Mando, também, através de banco, sempre que posso, um dinheirinho para ele. Coisa pouca, mas, se todos os brilhantes mestres de capoeira (muitos deles, ironicamente,  trabalhando em programas governamentais de “inclusão social”…) fizessem uma modesta “vaquinha”, Artur poderia receber, por mês, um dinheiro que lhe permitiria comprar os remédios que precisa comprar e não compra por falta de recursos.

Entretanto, quando Artur finalmente descansar de vez, não tenha dúvida Mestre Leopoldo Vaz,  o cemitério ficará lotado desses brilhantes mestres que tocarão berimbau, cantarão ladainhas e lembrarão o quanto Artur foi importante para a Capoeira. E a internet ficará congestionada com mensagens tristes de solidariedade.  Claro, a tal maçonaria, finalmente, aceitará passar a incluir o Artur em seus livros, graficamente perfeitos.

Djalma Bandeira e Lamartine 1956

Artur Emídio e Lamartine Pereira da Costa – 1956

Hermanny & Artur

Artur e Hermany

Bom, Nelsinho, como pode ver, tenho em meus arquivos algumas coisas sobre os reais ‘pais’ da capoeiragem… sei que é muita pretenção, minha – e Patinho já me deu essa lição, quando em uma das muitas das nossas conversas disse-me que só conhece a capoeira quem a vive, pratica… mas há forma e formas de prática, e creio não ser necessário ir para a roda e jogar… aplicar os golpes, conhecer os golpes -.

Nelsinho, voce sabe que essa é a grande falha – fatal! – nos meus escritos… conheco o ‘movimento’ da capoeira - suas origens, suas formas, seus nomes, e alguma muita pouca coisa de seus precursores… mas esse é o objeto de meus estudos, enquanto memorialista… buscar essas memórias e registra-las, tirando-as na história de vida daqueles a quem ouço… e voce, Nelsinho, está me devendo! sabe bem disso… cheguei a um ponto que preciso de um conhecimento que não tenho… o dos movimentos da capoeira… tenho todos os seus nomes – dos golpes – suas origens, suas descrições, mas…

Vamos trabalhar nisso… esse o desafio que lanço a voce, a Marco Aurélio, a Pato, a Bamba, a Indio, a Baé, Mizinho, Luiz, Tarcisio, e tantos dos outros mestres…  

Artur comanda batisado

Artur e André & Velhos tempos II

Artur e André lacé nos bons temposHelio Gracie & Artur Emídio

Artur e Helio Gracie

ARTUR EMÍDIO E A CAPOEIRAGEM EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO

Por LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

Professor de Educação Física – CEFET-MA

Mestre em Ciência da Informação

Em “CAPOEIRAGEM EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO”, já publicado em nosso ‘Jornal do Capoeira’, procurei resgatar os primórdios da capoeira praticada em São Luís do Maranhão (Brasil), assim como seu estágio atual, através do resgate da história de vida de seus principais atores – os Mestres de Capoeira.

            A Capoeira maranhense teve dentre seus precursores, Roberval Serejo. Para o Mestre Mirinho[1] – Casimiro José Salgado Corrêa – a origem da capoeira no Maranhão se deu com o finado Roberval Serejo, quando fundou o grupo “Bantos”, em época remota. Este grupo praticava a capoeira na antiga Guarda Municipal, no Parque Veneza.

Outro Mestre, Patinho, relata o aparecimento desse grupo:

… bem aqui na Quinta, bem no SIOGE. Década de 60 era um grande reduto da capoeira principalmente na São Pantaleão, onde nasci…. Pois bem, um amigo que tinha recém chegado do Rio de Janeiro, Jessé Lobão, que treinou com Djalma Bandeira na década de 60; Babalú, um apaixonado pela capoeira; outro amigo que era marinheiro da marinha de Guerra, também aprendeu com o mestre Artur Emídio do Rio, Roberval Serejo; juntamos Jessé, Roberval Serejo, Babalú, Artur Emídio e eu formamos a primeira academia de capoeira, Bantú, e estava sem perceber fazendo parte da reaparição da capoeira no Maranhão. Também participaram Firmino Diniz e seu mestre Catumbi, preto alto descendente de escravo. Firmino foi ao Rio e aprendeu a capoeira com Navalha no estilo Palmilhada e com elástico, nos repassando.” (Antonio José da Conceição Ramos – Mestre Patinho – em entrevista concedida a Manoel Maria Pereira) [2].

                        Roberval Serejo aparece no Maranhão por volta dos anos 60 do século passado; era escafandrista da Marinha, tendo aprendido capoeira no Rio de Janeiro – quando lá servia -, com o Mestre Arthur Emídio, um baiano de Itabuna, considerado referência na história da capoeira:

“Segundo ‘Seu’ Gouveia [José Anunciação Gouveia] esse pequeno grupo [de capoeira, liderado por Roberval Serejo], não tinha um local nem horário fixo para seus treinamentos, sendo que, por volta de 1968, criou-se a primeira academia de capoeira em São Luís, denominada Bantú, quando passou a contar com vários alunos, como Babalú, Gouveia, Ubirajara, Elmo Cascavel, Alô, Jessé Lobão, Patinho e Didi”. (MARTINS, 2005, p. 31) [3].

                        GRUPO BANTUS

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 (Mestre Catumbi)

Mestre Firmino Diniz

(Mestre Artur Emídio)

Mestre Roberval Serejo

(Mestre Djalma Bandeira)

Mestre Jessé Lobão

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Babalú  

Patinho

Gouveia
Manuel Peitudinho Alô
Ubirajara Didi
Elmo Cascavel  

 

Mestre Patinho – o mestre de referencia da capoeira maranhense, hoje -, afirma ter recebido influencia de Artur Emídio: “Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio, Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê”. (Mestre Patinho in Entrevistas)[4]

            Roberval Serejo morre em 1970, enquanto mergulhava a trabalho na construção do Porto do Itaqui; seus alunos da academia Bantú passam a treinar com Mestre Sapo, que forma, então, seu grupo e passa a dar aulas em uma academia de musculação, localizada na Rua Rio Branco:

“Acredita-se que Mestre Sapo, embora muito novo passe a ser a maior referência da capoeira de São Luís, respaldado por Mestre Diniz, que era o mais experiente de todos, mas que não tinha tempo de se dedicar ás aulas de capoeira em função de seu trabalho. No entanto, ainda continuava a promover suas rodas de capoeira”. (MARTINS, 2005, p. 36).

O Grupo Aberrê, com Mestre Sapo (aos 17 anos) tocando pandeiro; no berimbau, Vítor Careca; jogando capoeira, estão Mestre Canjiquinha (de cabeça para baixo), e Mestre Brasília (Fonte: MARTINS, 2005, p. 33).

ABERRÊ

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  CANJIQUINHA  
Brasília SAPO Vítor Careca

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 PATINHO

           

            Buscamos na memória dos Mestres mais antigos de São Luís a influência de Artur Emídio na/para a atual Capoeira maranhense… 


[1] In LIVRO ÁLBUM DOS MESTRES DA CAPOEIRA NO MARANHÃO – em entrevista concedida a Hermílio Armando Viana Nina aluno do Curso de Educação Física da UEMA, em fevereiro de 2005.

[2] Antonio José da Conceição Ramos – Mestre Patinho – em entrevista concedida a Manoel Maria Pereira in “Livro-Álbum dos Mestres de Capoeira do Maranhão”, trabalho de pesquisa apresentado a disciplina História da Educação Física e Esportes, do Curso de Educação Física da UEMA, turma C-2005.

[3] MARTINS, Nelson Brito. UMA ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES DE MESTRE SAPO PARA A CAPOEIRA EM SÃO LUÍS. São Luís: UFMA, 2005. Monografia de Graduação em Educação Física (Licenciatura), defendida em abril de 2005.

[4] Antonio José da Conceição Ramos – Mestre Patinho – em entrevista concedida a Manoel Maria Pereira in “Mestres de Capoeira do Maranhão”, trabalho de pesquisa apresentado a disciplina História da Educação Física e Esportes, do Curso de Educação Física da UEMA, turma C-2005.

PILULAS DA MEMÓRIA – doses homeopáticas para o Laércio

qui, 19/05/11
por leopoldovaz |

O Prof. Laércio escreveu-me perguntando sobre algumas datas, que aparecem em uma das postagens ái debaixo, falando sobre o desenvolvimento da profissão educação física no Maranhão, e seus pioneiros. Esclaraço:

ALFREDO SALIM DUAILIBE – Médico, político

1914 – nasceu em 19 de outubro. Foi o primeiro médico maranhense a ingressar em uma Escola de Educação Física com o objetivo de se especializar em Medicina Desportiva. 1931/1936  – cursa medicina na Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro; 1938/1941 – médico da enfermaria Santana e do ambulatório de clínica médica, da Santa Casa de Misericórdia;

1942 – cursa especialização em Medicina Esportiva na Escola Nacional de Educação Física; 1943 - fundador e chefe do Serviço de Educação Física do Maranhão; 1946 - Diretor Geral de Instrução Pública, Interventoria Saturnino Bello

1947 – Secretário do Interior e Justiça e Segurança do Maranhão, no Governo Sebastião Archer da Silva; 1947/1950 – membro do Diretório Regional de Geografia do Maranhão 1951/1955 – Deputado Federal 1954/1962 – suplente do Senador Vitorino Freire 1955 – assume a Secretaria de Justiça e Segurança no período em que o Governador Matos Carvalho é impedido de  exercer o cargo de governador 1956/1960 – presidente da LBA do Maranhão 1961/1966 – Vice-governador, governo Newton de Barros Bello 1970/1978 – Suplente do Senador Alexandre Costa 1971/1974 – Secretário do Interior e Justiça e Segurança do maranhão do governador Pedro Neiva de Santana 1977 – professor de Medicina do trânsito do Curso Básico de Engenharia do Trânsito FESM, IPR-S -professor catedrático de Histologia e Microbiologia, da Faculdade de Farmácia e Odontologia de São Luís; – Membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra; – Sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Microbiologia; – membro efetivo e fundador da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Maranhão; – membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia; – sócio efetivo, vice-presidente e presidente interino da Liga Maranhense de Combate ao Câncer; – médico do IPASE; – médico do Cotonifício Cândido Ribeiro; – membro do Conselho do Centro da FUM; – vice-coordenador do Instituto de Ciências Físicas e naturais da FUM; – professor de Biometria aplicada à Educação Física, FUM; – Deputado Federal, suplente de Senador, Senador, Vice-governador – tendo assumido o governo do Estado por cinco dias, de 25 a 31 de janeiro de 1966, dando posse ao governador eleito, José Sarney; Foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Maranhão, atuando também no Curso de Educação Física, como professor, até se aposentar, em 1984.

Fontes NUNES, Patrícia Maria Portela. MEDICINA, PODER E PRODUÇÃO INTELECTUAL. São Luís : UFMA-PROCIN-CS, 2000; BUZAR, Benedito. VITORINISTAS & OPOSICIONISTAS. São Luís : Lithograf, 2001, p. 55-62; BIGUÁ, Tânia; BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você ? Dr. Alfredo Duailibe. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 26 de abril de 1998, Segunda-feira, p. 4. Caderno de Esportes; BUZAR, Benedito. Alfredo Duailibe ao oitenta anos: vitorinista, graças a Deus. O ESTADO DO MARANHÃO, São     Luís, 16 de outubro de 1994, Domingo, p. 20-21. Caderno Alternativo.  VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) –

ANTÔNIO MARIA ZACHARIAS BEZERRA DE ARAÚJO (Esportista; Educador)

Dimas – Professor Dimas - a origem de seu apelido -seu nome de família é “Tonho”, que vem de Antônio [Antônio Maria Zacharias]; no Exercito, seu nome de guerra era “Zacharias”; quando retornou ao Maranhão, em 1954, passou a morar com o irmão. Seu irmão tinha uma loja – Casa Dimas -, e as pessoas ao perguntarem quem era, recebiam a resposta de que era o irmão do Dimas; então passaram a chamá-lo de Antônio Dimas. Começando a trabalhar com Educação Física,  do dia para a noite passaram a chama-lo de Professor Dimas.

1928 – nasceu em 30 de julho na cidade de Mirador; Filho legítimo de Fernando de Araújo Costa e Eloína Bezerra de Araújo, maranhenses.)

Os estudos e os primeiros contatos com os esportes e a educação física: Seu pai era fazendeiro, pequeno proprietário – criador de gado, plantava cana, mantinha um pequeno engenho, para o fabrico de rapadura. Sua infância, passada na fazenda localizada num lugar chamado Mumbuca, ficava 12 léguas a cavalo da cidade, pois não havia estradas. Na fazenda, tinha contato com cavalo, com boi, ajudando muito ao pai no serviço da roça, nos afazeres com o engenho de cana, com o fabrico da rapadura, com caça e as brincadeiras de crianças de fazenda.

1939 – Para estudar, tinha que ir para a casa de tios, na cidade. Os pais continuaram lá, na Fazenda Mumbuca. Aos 11 anos, em 1939, sua tia Delcina o trouxe para Mirador, para estudar. Daí mudaram para Coroatá; depois, Timbiras e Coelho Neto, onde permaneceram até 1942.

1942 - Seu primeiro contato com o esporte foi em Coroatá; seu tio era o Prefeito. Fez amizades e teve sua primeira experiência em jogar futebol.

1944 – Quando estava no quarto ano, veio para São Luís, submeter-se ao exame de admissão – era 1944 – no Colégio Ateneu Teixeira Mendes; não conseguindo passar, que sua base era muito pequena; então fez para o Colégio de São Luiz. Estudou um ano no Colégio São Luís, depois conseguindo transferência para o Liceu Maranhense, lá permanecendo até 47. Também estudou no Colégio Maranhense, dos Irmãos Maristas. – Terminou  o ginásio no Rio de Janeiro, no Colégio Frederico Ribeiro.

- No Liceu começou a sua vida esportiva, participando do time de futebol,  e tendo como professor de Educação Física, José Rosa. Esse professor foi quem despertou no jovem Tonho o gosto pela Educação Física. Participava até de demonstração de Educação Física; foi quando começou a se desenvolver – pegar corpo -; as aulas eram de Ginástica Geral e Calistenia; no Liceu, só futebol e ginástica de um modo geral, muitos exercícios acrobáticos, salto, mas sem as característica de ginástica – o nome era esse, ginástica acrobática.

- É no Exército que continua a sua vocação esportiva, embora não tivesse experiência nenhuma antes; passou a se envolver mais com os esportes -, participava nas aulas de preparação física, com destaque; jogava futebol, bola militar, mas não chegou a ser destaque nenhum. 

- Antes de estudar no Liceu Maranhense, Dimas estudou no Marista e teve um primo distante, Eurípedes Bezerra, como professor de educação física Nas aulas de educação fisica, utilizava-se o método francês, a modalidade de ensino era: os exercícios preparatórios e propriamente ditos, constituía-se evoluções de marchas e depois os exercícios  de saltar, trepar, levantar, e despertar, correr, atacar e defender e volta a calma, exercícios progressivos sem solução de continuidade. Era o mesmo método trazido pela Colônia Francesa, pela Missão Francesa em 1922, para o Brasil.

1948 – O SARGENTO ZACHARIAS – Tonho já estava com 19 anos de idade, e serviu o Exército, no 24º Batalhão de Caçadores, unidade do Exército Brasileiro em São Luís. Deixa de ser “Tonho” e passa a ser “Zacharias”, seu nome de guerra no Exército. Durante seu tempo de quartel, fez exame de admissão para a Escola de Sargentos. Já havia dado baixa, quando chegou a convocação:  havia sido aprovado. Segundo Dimas, naquela época, não tinha faculdade, não tinha nada, as opções dos maranhenses ou era ir para o comércio, ou trabalhar nas Forças Armadas.  Ele foi para as Forças Armadas, mas não para a Escola de Oficiais, pois não tinha mais idade, nem tinha estudo – ainda não terminara o ginásio – cursara até a terceira série, no Liceu. Naquele ano de quartel, não estudou, perdendo mais um ano. A salvação foi a Escola de Sargentos; e de 200 candidatos, foram selecionados apenas 12. Em fevereiro de 49, pega um navio – da linha ITA – e viaja 12 dias e 12 noites, para o Rio de Janeiro. Dimas encontrou um conterrâneo, maranhense de Guimarães, no Rio de Janeiro: Ary  Façanha de Sá, que já morara com ele na pensão da Rua Afonso Pena, quando ambos chegaram a São Luís para cursar o ginásio. Quando Dimas foi para o Rio de Janeiro, Ary já era estrela. A vida do jovem militar era muito diferente da do jovem estudante, por essa razão tinham pouco contato. Por ser militar, Dimas não tinha vida esportiva civil; só no Exército disputava campeonatos das Forças Armadas, chegando a participar de alguns jogos de Basquetebol em um time do  bairro de Realengo. Dimas faz uma carreira brilhante no Exército, como Sargento. Pertenceu ao Batalhão de Guarda Presidencial, onde começou a se destacar em tudo, não só nos esportes, mas na carreira, tendo subido muito rapidamente em prestígio com seus comandantes. Depois foi para a Polícia do Exército, onde passou a treinar sistematicamente, então melhorando não só nos 400 m, passando a correr também 1.500m e a partir daí a sua vida esportiva foi cada vez mais se ampliando. Seu destaque mesmo foi no Atletismo e nas demonstrações de Educação Física. A PE dava demonstrações constante de ginástica Calistenica e ginástica acrobática. Dimas destacava-se na Pista de Aplicações Militares, era como uma atividade de preparação física, pois levara já alguma experiência daqui: corridas, e jogos de volei e basquete. No 24 BC, especializou-se em Tiro ao Alvo – fuzil -. Já no Rio de Janeiro, disputou o Campeonato das Forças Armadas, de tiro rápido de pistola – segundo lugar de todas as Forças Armadas, com uma pistola do dia a dia, de fazer patrulha.

O Pentatlo foi uma conseqüência dos seus pré-requisitos, pois quando  terminou o curso de Educação Física, e voltou para a PE, a equipe já estava treinando, se preparando para este Pentatlo, e um dos sargentos caiu do cavalo, se machucou e teve que ser substituído, já estava próximo das provas; precisavam de uma pessoa para substituir aquele sargento que adoeceu. Como tinha vindo do curso de Educação Física, lá teve natação, esgrima, já tinha experiência de corrida e de tiro, faltava hipismo – cavalo -; sua experiência com cavalos vinha do sertão, correndo atrás de vaca; ainda teve a oportunidade de fazer uns dois cross-country, a cavalo, só para se adaptar, que nunca tinha montado num cavalão daquele – salto obstáculo, em altura e distância, são dois mil metros de cross-country -, então descia ladeira, subia ladeira, saltava; esgrima e natação, só havia feito no curso; não era nem nadador, nem lutador de esgrima,  não era preparado para competir, mas mesmo assim o jogaram na fogueira… Saiu-se bem na prova de equitação – caiu uma vez só, porque o cavalo refugou em cima do obstáculo -,

1954 – Dimas deu baixa no começo de 54, e retorna a São Luís, já como civil – Oficial do Exercito da reserva, mas sem nenhum direito a remuneração. Tendo conseguido registrar seu diploma no MEC, por intermédio de um advogado, chegando a São Luís seu meu primeiro emprego foi exatamente no Ateneu, como professor de Educação Física. Sua pretensão era voltar àquela origem de fazendeiro, de criador, pois antes de retornar ao Maranhão fez -  como pretendia, com o meu irmão, explorar  agropecuária, – cursos de Agricultura, nas férias. Foi o primeiro maranhense que fez o Curso de Inseminação Artificial para Bovinos, na Fazenda Experimental do Governo, em Barão de Gil Paraná, em Vassouras;  mas nunca utilizou. O negócio com o irmão não teve muito êxito; tentaram botar uma granja, uma vacaria, mas essa experiência não foi muito feliz. Paralelamente, passou a trabalhar como professor de Educação Física, no Ateneu, na Academia de Comércio. Naquela época, a Educação Física se dava às 05:00 horas da manhã, com muita dificuldade, sem muita perspectiva; as atividades eram só calistenia e um joguinho, uma coisa, e a motivação era um pouco pequena, porque não tinha quadra, não tinha nada; as aulas eram dadas no campo do Moto, Campo do Santa Izabel. Atuava também como Professor de Natação, no Jaguarema – foi o primeiro professor de natação do Jaguarema, em 55 ou 56. Lá foi a primeira escola de natação. Nessa época também começou a dar aula em duas piscinas que existiam aqui na época, da família Domingos, na Rua Grande; e a outra piscina era do senhor Almir Moraes Corrêa, perto da Igreja de São Vicente de Ferrer, que existe ate hoje a casa dele, no  lado da Igreja. Nessa mesma época, jogava Basquetebol pelo Moto Clube, no Campo do Santa Isabel. Em 54, foi seleção maranhense, indo disputar o Brasileiro em Recife – Dimas, Rubem Goulart; Antônio Bento; Vieirão, Major Vieira; Bebeto, também da Policia; Willame Najas… Jogava voleibol menos, mas jogava … não se lembrando de alguém que se destacasse, por exemplo, assim como tinha seis, sete clubes de basquetebol, não tinha de voleibol. O voleibol veio se destacar já mais para a frente, no Cassino Maranhense;  Dimas lembra de algumas pessoas, que estavam sempre jogando -  Murilo Gago, Rubem Goulart, Braga que jogava, Alemão, Mauro…

Passagem pelo Futebol – nessa época, era professor de dois colégios, do Jaguarema e jogava Basquetebol no Moto; e teve uma passagem pelo futebol também: foi Técnico da Seleção Maranhense de Futebol, mas só para dar o nome, não se lembrando se era um Campeonato Brasileiro, se era um campeonato regional; lembra que foram ao Pará e perderam  Embora o Coronel Eurípedes afirma ser ele o introdutor do Futebol de Salão em São Luís, e que Dimas continuou o seu trabalho, quando retornou do Rio de Janeiro, Cláudio Vaz, o Alemão, esclarece que, quem deu o início do Futebol de Salão, foi João Rosa – um desportista que comandou a liga, era presidente da Liga.

1955/1956 – tinha um Basquete muito bom, Rubem Goulart, Ronald Carvalho, Fabiano, Cláudio Alemão, aquele pessoal do Oito de Maio, dos Milionários mas só adulto, a nível de colégio mesmo, não tinha nada, porque esses adultos já tinham terminado o Colégio e continuaram em faculdade, em clubes, em quartéis; muitos serviram o Exército – eram as experiências vindas de fora, não era como hoje que os esportes do Maranhão vem tudo do colégio -, naquela época não, está o inverso hoje.

1957 – Após essa primeira passagem pela Educação Física e nos esportes, antes de ir para o Pindaré. Dimas casa-se e seu sogro, um alto comerciante da época  entendeu de montar uma Usina muito grande no Pindaré, naquela época, o celeiro da produção de arroz no Maranhão; era mato ainda, estava sendo descoberto. Dimas  vai para construir a Usina, a maior Usina daquela época, Usina Uirapurú, com uma produção de arroz muito grande.

Esporte e Lazer em Pindaré – Quando foi para o Pindaré, levou na minha bagagem uma rede, uma bola de voleibol e uma vaca de leite. Criou um time de voleibol, de futebol de salão, um clube social, futebol de campo Além de se dedicar aos esportes, Dimas dava aulas nos colégios primários da cidade, “… mas tudo isso altruisticamente, sem fins lucrativos; organizou parada de 7 de setembro, desfile de colégios, mas  isso só pela boa profissão, pelo bom desenvolvimento…“Quiseram me fazer Prefeito” – Quando José Sarney estava fazendo a campanha para Governador do Maranhão, esteve na casa de Dimas, levado pelo seu sogro, José Espicho, que era conhecido dele. Nessa ocasião, convidou Dimas para ser prefeito de Pindaré Mirim e o apoiando ele para ser governador. Nessa época, Sarney estava tentando derrubar o Vitorinismo  e Newton Bello. O último canto da Uirapurú: a falência da usina – O sogro de Dimas que um audacioso comerciante, contando muitas vezes com a sorte. Investiu demais no Pindaré Mirim; montando três Usinas, uma de arroz, uma de algodão e uma de madeira. Nessa época para a comercialização, tinha que ter muito capital de giro para ser manter, e contavam com os bancos. Essa ajuda, devido as circunstâncias políticas da época, faltou. Veio a quebra…

1969 – Dimas, com seis filhos e sem mais nenhum patrimônio, larga o Pindaré e vem embora, devendo três bancos. Tinha ainda algum gado, que trouxe. Vende uma parte, paga alguns débitos, mas não deu para pagar tudo. Leva três anos para pagar o que ficou devendo, usando para isso o salário de professor de Educação Física: passou três anos trabalhando no CEMA, sem receber um tostão pois o meu dinheiro ia direto da tesouraria do CEMA para o Banco do Estado do Maranhão, num contrato que eu fez para pagar as contas… Quando voltou do Pindaré, em 69, no começo do ano, foi procurar emprego, indo trabalhar no Colégio Batista Daniel de La Touche e no Colégio Maranhense, dos Irmãos Marista, e fez um curso para ir para o CEMA. No CEMA, fez uma carreira como a do Exército, tendo passado por todas as funções- começou dando aulas de Educação Física, em cima da piçarra; depois foi para o Parque do Bom Menino; depois passou a dar aulas pela televisão; depois, programador; e curriculista. Quando saiu do CEMA, já tinha passado por todas as funções… Primeiras notícias sobre o Handebol… Dimas é considerado o introdutor do Handebol no Maranhão. Teve contato com o esporte em um curso, ministrado pelo Major Leitão; nessa época,  ele falou sobre Handebol, mas nem chegou a dar aulas de Handebol. Veio realmente ver Handebol mesmo nos JEB’s, mesma época em que teve contato com a Ginástica Olímpica.

1969/1970Os Professores de Educação Física … Segundo Dimas, em 1970, atuam como professor de Educação Física, em São Luís: no Batista: Rubem  Goulart tinha morrido, e Dimas assume seu cargo; no Marista: Eurípedes, Nego Júlio e Furtado; no Ateneu não tinha mais ninguém; mas haviam outros professores, trabalhando nessa época: Odinéia; Clarice; Maria José; Ildenê Menezes, Dinorah; Clarice Lemos; Celeste Pacheco; Graça Helluy, Luiz Aranha; Rui Guterres; Batista; Cavagnac…

… e as aulas – Em 1969, ao voltar do Pindaré, Dimas já encontra o setor de educação física organizado, Mary Santos, no Departamento de Educação Física do Estado, e havia um outro no Município; já se cumpria a obrigatoriedade da lei, com as três horas semanais, mínimo de 45 minutos, dentro da legislação vigente. Dimas foi dar aulas no Batista – onde o professor Rubem Goulart que dava aula, era recém falecido. As aulas no Colégio Batista, encontrou-as muito rudimentar, só mesmo na base da ginástica, futebol de salão e um voleibolzinho. O Currículo já era voltado para o esporte, agora se existia alguma deficiência deveria ser de instalações dos colégios e talvez dos próprios  profissionais de Educação Física. A chegada de Dimas no Marista modificou substancialmente a concepção que se tinha da educação Física, pois pela experiência, ele passou a funcionar como conselheiro dos demais professores – ex-atletas -, que trabalhavam empiricamente, de improviso, e o Dimas chegou, com os conselhos que deu, esses professores passaram a dar um cunho mais de profissionalismo na educação física; muitos fizeram o curso de Suficiência. Dimas começa a ter influencia junto à instituição organizadora dos esportes, na época era o DEFER.

Os esportes: Quando Dimas retornou a São Luís, vindo do Pindaré, encontrou os esportes de competição muito fraco, devagar, só Futebol e Futebol de Salão, mas de Colégio era só isso, tanto que houve um jogo de Basquetebol, entre Batista e São Luís, na época de Rubem Goulart, que terminou de 1×0, uma cesta de lance livre, isso é uma história do folclore dos esportes, o Basquetebol do Maranhão, a nível de Colégio, era esse nível aí…

1971 – A Introdução do Handebol – Tanto que quando começou a trabalhar com os esportes nos colégios, para dar uma aula de Handebol, era uma luta muito grande, quando chegava na quadra,  já estava ocupada com futebol de salão, então, para tirar esses alunos para dar uma aula de iniciação de Handebol, era uma guerra, era preciso moral. Em 1969, Mary Santos convidou Dimas para auxiliá-la junto à  Coordenação de Educação Física do Estado; em 1970, teve os II JEB’s, em Curitiba, e o Maranhão não tive condições de participar.

- Os III Jogos Estudantis Brasileiros, em Belo Horizonte – Em 1971, estavam acontecendo os III JEB’s, em Belo Horizonte; Dimas toma a  iniciativa de ir a para Belo Horizonte, por sua conta, para assistir os III JEB’s, para poder trazer alguma experiência. Saber o que eram os JEB’s. Chegando em Belo Horizonte com pouco dinheiro no bolso, foi para o Comitê Central e procurou por Ary Façanha de Sá, e relatou a situação – sua e do Maranhão – que passara dez anos fora, voltando a trabalhar com Educação Física, e a professora Mary Santos vivia o desafiando para trazer a equipe e  estava desatualizado; que fora a Belo Horizonte para ganhar experiência, ver e se atualizar; Ary o recebeu muito bem, não só com maranhense, mas como a necessidade do Maranhão entrar no esquema; deu-lhe uma credencial de delegado do Maranhão, colocou em Hotel, e acesso a tudo, passando a assistir tudo; foi quando voltou a ter contato com a Ginástica Olímpica e com o Handebol… Voltou a São Luís apaixonado pelos dois esportes e com material de Handebol, dado pelo Ary; as primeiras bolas de Handebol que chegaram no Maranhão foram essas e foram com elas que começou a trabalhar no Colégio Batista, no Colégio Marista e no CEMA. Dentro de pouco tempo, o Handebol tornou-se um esporte muito bem aceito nos três colégios que trabalhava. Nessa época Cláudio Vaz que tinha assumido o lugar de Mary Santos. Quando retornou, informou-o do que eram os JEB’s, que tinha trazido aquele material e que já estava começando a trabalhar. Nesse mesmo ato teve FEJ [Festival Esportivo da Juventude] que naquela época era festival, e foi quando Handebol entrou pela primeira vez. o Governador era Pedro Neiva de Santana, com quem  o Cláudio Vaz tinha tudo; Haroldo Tavares era o Prefeito; e Jaime Santana, filho de Pedro Neiva, era o Secretário de Finanças; e foi daí que o Maranhão foi para o JEB’s pela primeira vez, de avião fretado, com muito dinheiro exatamente por isso. Naquele primeiro Festival o Handebol entrou pela primeira vez, foram quatro equipes, três minha (Batista, Marista e CEMA) e Liceu, que naquela época tinha uma turma também de rapazes que faziam tudo, jogavam futebol, futebol de salão, volei, basquetebol e que inclusive se meteram para jogar Handebol também; então eram os quatro times, que disputou a primeira vez e a final, o ultimo  jogo para sair o campeão foi entre Batista e Marista, meus dois times.

Dimas, em parceria com o Cláudio Vaz, foi o grande mestre do Festival da Juventude, que virou JEM’s em 1973.

A “importação” de professores, técnicos e atletas – Cláudio Vaz começou a trazer técnicos e atletas de fora, para continuar o trabalho iniciado por Dimas. O primeiro a chegar, foi Laércio Elias Pereira, depois,  Marcão, Biguá, Vitché…. Com a chegada de Laércio, Dimas passa o Handebol  para ele e passa a me dedicar mais à Ginástica Olímpica; com Natação, principalmente em aulas particulares, em piscinas particulares e à outras coisas. Dimas e Laércio procuravam entre os melhores alunos, os preparavam, e os deixam nos diversos estabelecimentos de ensino, para atuarem como técnicos, formando toda uma geração de atletas-professores. A influência de Dimas em toda uma geração de jovens atletas foi tamanha, que até hoje, trinta anos após, estes pequenos ginastas de outrora tornaram-se os responsáveis pelo esporte no Maranhão, e continuam honrando a posição de destaque ocupado pela Ginástica Olímpica maranhense no Brasil:

A EDUCAÇÃO FÍSICA NA UFMA – Quando a prática de Educação Física se tornou obrigatória no terceiro grau, nossa Universidade teve necessidade de implantação do curso. O reitor solicitou do MEC que mandasse uma pessoa para fazer a implantação, e foi indicada uma maranhense e como já eram conhecidos, ela convocou Dimas para ajudar na implantação. Eu entrei na Universidade logo na implantação das práticas de Educação Física  

O Professor de Recreação – uma filosofia de/para a vida… A última disciplina que Dimas lecionou na Universidade foi Recreação, na qual se dediquei muito nos últimos anos. Para Dimas, na Recreação o aluno tem oportunidade de vivenciar tudo – percepção, iniciativa, todas as diferentes percepções espaço temporal, manual  – e o aluno descobre o seu gosto, o seu jeito, a maneira dele se desempenhar sua coordenação motora, então ele vai descobrindo tudo nas aulas de recreação e dali para entrar no esporte já é um passo, que ele vai vivenciar todas as formas de habilidade motora e percepções; a recreação é uma atividade que trabalha perfeitamente as três áreas, motora, cognitiva e afetiva

” Fui professor de Educação Física, olhando sempre a Educação em primeiro lugar …” – Dimas sempre trabalhou, em Educação Física, olhando o homem em seu global, preparando o homem para ser um grande cidadão, um grande profissional e com as sua saúde e aptidões atléticas para ocupar bem as suas horas livres, as suas horas de lazer, e aqueles que quiserem ser transformado num grande campeão, ganhar medalha e troféu também. Essa foi a forma como foi professor de Educação Física, olhando sempre a Educação em primeiro lugar e o desenvolvimento global do homem.

Fonte:

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

CARLOS DE SOUZA VASCONCELOS – médico

- médico do 24º Batalhão de Caçadores, foi nomeado pelo Governador Eugênio Barros para substituir a Eduardo Viana Pereira na Prefeitura de São Luís. A decisão surpreendeu a cidade, pois Carlos Vasconcelos não tinha nenhuma vinculação partidária e dirigia o Departamento Regional do SESI. Em 23 de agosto de 1955, demitiu-se, por ter-se desentendido com o governador, que queria que demitisse alguns funcionários da prefeitura.

Década de 1950 – delegado do MEC no Maranhão, médico da então Escola Técnica Federal do Maranhão,onde criou o serviço de biometria, criou os Jogos Intercolegiais  

Fonte: BUZAR, Benedito. Prefeitos de São Luís no século XX. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 1º de outubro de 2000, p. 10. Caderno Especial.

- José Geraldo Mendonça comenta que o Ginásio Costa Rodrigues deveria ter o nome de Carlos Vasconcelos, pois era um grande batalhador, era um guerreiro, lutava para conseguir dinheiro, lutava para conseguir os espaços para realização dos jogos e cometemos uma injustiça muito grande, porque o ginásio Costa Rodrigues foi iniciado pelo Dr. Carlos Vasconcelos. Pedindo dinheiro daqui da escola. Primeiro ele fez uma quadra coberta, e ai ele foi levando, tirando um pedaço ali era o fundo do Liceu Maranhense ele conseguiu, construiu a quadra, depois ele cobriu a quadra, e aí foi que no governo de Pedro Neiva, sei lá qual foi, terminaram o Ginásio e deram o nome ao Costa Rodrigues quando poderia ser ginásio Carlos Vasconcelos.

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

EURÍPES BERNARDINO BEZERRA – militar, professor de educação física

1915 – nasceu em 17 de dezembro na cidade de Curador (hoje, Presidente Dutra); filho de Ludgero Alves Bezerra (cearense) e de Maria Bernardina de Oliveira (maranhense). Maria Bernardina era irmã do legendário Manoel Bernardino, o Lenine do Sertão.

1936 – Ingressou na Polícia Militar, como soldado;  promovido a 3º Sargento, por ter feito curso de enfermeiro;

1941 – foi para o Rio de Janeiro cursar Educação Física, na Escola do Exército, a mando do Interventor Paulo, Ramos; na volta, passa a ser o responsável pela educação física na Polícia e torna-se professor dos colégios Marista e São Luís.

1942 – ao retornar, é contratado como professor de educação física dos Maristas;

1967 – reformado no posto de Coronel PM, após passar pelo Gabinete Militar do Governo Sarney – José Sarney fora seu antigo aluno de educação física, nos Maristas. Foi Deputado Estadual, Prefeito de Imperatriz, Vereador por São Luís; Delegado de Polícia em 105 municípios maranhenses. Por 65 anos prestou serviço público; 55 anos de casamento; 35 de Lions Clube; 40 anos de PTB.]

Fonte: BUZAR, Benedito. Eurípedes Bezerra: o homem que derrotou as forças do “general” Bastinhos. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 6 de agosto de 1995, Domingo, p. 26. Caderno Alternativo; BUZAR, Benedito. EURÍPEDES, uma vida, uma história (o homem que derrotou as forças do “general” Bastinhos).  (s.l.; s.e.; s.d.). (edição mimeografada) ; BUZAR, Benedito. VITORINISTAS & OPOSICINISTAS. São Luís : Lithograf, 2001, p. 175-184).

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

HELENA CARVALHO DE SOUSA

1923 – Nascida em São Luís em 20 de agosto, estudou, no ginasial, no Colégio Santa Tereza, onde foi aluna da Profa. Mary Santos – uma das pioneiras da Educação Física em São Luís -. Nas férias, reunia um grupo de amigas e ia jogar volei na Ponta d’Areia, depois de atravessar o Rio Anil de canoa. A rede do primeiro jogo foi arrematada em um leilão.

- No curso normal, aprofundou mais o gosto pelas atividades físicas

1946 – fez um curso de educação física para leigos, tendo como professores Mary Santos – metodologia do ensino -; os médicos Carlos Vasconcelos, Waquim, Alfredo Duailibe e Laura Caldas Vasconcelos – anatomia, fisiologia, biometria, -; Rubem Goulart, Zé Rosa, Lenir Silva – disciplinas práticas. Nas horas de lazer, iam todos para o Liceu Maranhense jogar Voleibol. No grupo do Grêmio “8 de Maio”, liderado por Rubem Goulart. Confessa que era uma levantadora muito fraca e que os conhecimentos da modalidade eram limitados. Jogavam junto com os homens, por brincadeira.

1947 - vai cursar Educação Física na Escola Nacional, ao lado de Dinorah Gomes e Maria José Maciel.

Fonte: BIGUÁ, Tânia; BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você ? Professora Helena Castro de Sousa. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 6 de julho de 1998, 2ª feira, p. 8. Caderno de Esportes

IVONE REIS NUNES

1941 – nascimento em 19 de janeiro, em Barreirinhas; casada com José Ribamar Dutra Nunes; Foi Professora de Educação Física da antiga Escola Técnica, hoje aposentada e trabalhando em Barreirinhas.

1970 – envolvimento com a educação física – após o curso normal no Rosa Castro eu fui convidada pele Profa. Zuíla Cruz para  fazer um curso que ia acontecer em São Luis; pela primeira vez se falava em handebol em São Luis. Ai eu fui convidada a fazer esse curso; logo depois desse, eu fiz um curso de recreação aonde nós tivemos um leque muito grande de disciplinas, nós fomos ver o que era anatomia, fisiologia aquela historia toda da educação física e logo depois naquela época nos tínhamos aqui é a antiga… Nós não tínhamos uma delegacia do MEC nós tínhamos uma inspeção do MEC e quem chefiava era o Dr. Carlos Vasconcelos, e Dr. Carlos Vasconcelos pediu a D. Zuíla para que indicasse algumas pessoas para participar de um curso, e eu fui uma dessas pessoas a partir daí eu fui convidada pelo Dr. Carlos Vasconcelos com o aval de D. Zuíla para ir até a Belém fazer um curso pela Inspeção; nessa época eu fui, lá eu adquiri o meu certificado, o meu registro para lecionar em São Luis, no Estado do Maranhão. E assim começou, desencadeou, então, esse processo, e eu comecei a trabalhar no Estado; logo depois, eu fui convidada a trabalhar no Município e daí eu comecei a ter as oportunidades de curso de reciclagem, de aperfeiçoamento; eu fui acumulando, acumulando esses conhecimentos e cheguei no CEFET.

- Curso de Suficiência, que formava professores para trabalhar a nível estadual, emergencial no Governo do Estado; depois, fiz pedagogia, depois, eu fiz pós-graduação em Planejamento Educacional pela Universidade Federal.

1972 – quando eu cheguei no CEMA apesar de ter sido no período da fundação, mas ocorreu o seguinte a educação física só foi montada depois do grupo, através da Profa. Claudete Ribeiro eu fui indicada para participar do grupo e a Profa… A irmã Éster Salomão que era coordenadora não é dessa área, fez uma entrevista comigo e eu engajei a partir daí, ai foi que eu cheguei no CEMA eu não fiz aquele treinamento que o grupo maior fez porque o pessoal de educação física não sei porque foi quase que esquecido. E foi feito concurso em que foi Dimas, Vanilde, Major Batista os primeiros aprovados; os primeiros aprovados, mas eu já estava lá! Eu fui quem organizou um pouco esse trabalho.

- inicio de educação física no CEMA – O CEMA era uma televisão educativa – Tele aulas, era circuito fechado, era tudo ali concentrado ali realmente na Av. Kennedy naquele prédio e então depois que foi estudado que iria para a tele sala era os três orientadores de aprendizagem um para português-inglês, outro para matemática-ciências, o outro para a parta de estudos sociais então eram três orientadores de aprendizagem. Ai onde esta a educação física? ai foi que a educação física chegou se fez presente e ai o Prof. Dimas exatamente junto com o Profa. Vanilde começaram também a fazer os trabalhos, as aulas eram produzidas…Aulas normais, Presenciais, No Parque do Bom Menino, começou no Parque do Bom Menino, ai eles tinham aulas na televisão, eles produziram aulas… depois foram produzidas programas de educação física para televisão; ai executavam os exercícios todos na televisão; os alunos acompanhavam; a gente via tudo, depois a gente ia para praia, parque do Bom Menino, nos tínhamos aulas na televisão; a Profa. Vanilde era artista e o Prof. Dimas. Os produtores desses programas eram Dimas e Vanilde; Os dois faziam toda a produção e depois a apresentações; levavam crianças, treinavam essas crianças, levavam, executavam direitinho e tal, era um sucesso; nessa época eram trinta e duas salas; No auge da televisão educativa chegou a comportar 45 mil estudantes; houve um momento em que era circuito fechado, logo depois, dado o sucesso e já outros interesses começaram a surgir outros postos, ai foi na Cohab, um no Anjo da Guarda, um no Bairro de Fátima e um outro na Camboa; Ai ela começou então a expansão só que esse trabalho de ginástica, de educação física, continuava a terminar da mesma forma ai o quadro de professores aumentou; Essas quadras… Essas escolas já tinham espaço físico para ser executada a educação física, então a educação física acontecia lá. E aí foi interessante porque desse desenrolar quando surgiram os jogos estudantis maranhense, aí vem a historia dos nossos atletas das nossas revelações, nós tivemos grandes revelações como Tião, do handebol; e nós tivemos assim um trabalho belíssimo feito por principalmente no handebol, no atletismo, no atletismo por prof. Macário, handebol prof. Maranhão é na ginástica olímpica Profa. Vanilde. É e ai nós fomos com outras modalidades e o nosso grande sucesso foi, sempre foi bem, bem transparente no atletismo e no handebol essas duas marcaram muito.

- Como eram as aulas de educação física – eram o seguinte, nós tínhamos a coordenação eu que controlava o trabalho, nós tínhamos sistematicamente as nossas reuniões, nessas reuniões a gente discutia o que iam ser trabalhado, nós tínhamos o nosso plano de ação para a educação física e ele se desencadeava todo a partir desse plano. Quanto ao conteúdo:Eram de ginástica mesmo, tínhamos realmente os professores. na verdade nosso corpo docente, da equipe de professores de educação física, nos tínhamos aqueles mais voltados para o esporte e aqueles mais voltados para educação física. Então fazia um plano a partir da educação física, o olho clínico dos nossos técnicos iam já pegando os nossos alunos e montando as suas equipes de trabalho, então nos tínhamos equipe de trabalho da COHAB e dos vários postos de tele-salas que nos tínhamos, os professores executavam e tinha no caso professores só para parte de educação física propriamente dito que eu acredito esses professores muitos deles ainda estão por ai trabalho, no antigo CEMA hoje eu não sei mais nem o que é, passou para Fundação Roquete Pinto passou não sei para que eu não sei bem; mais ainda temos alguns deles alguns já se aposentaram e outros continuam na ativa.

1977Escola Técnica – a Escola Técnica abria as portas para o sexo feminino que até então era restrito só ao masculino; existia o internato depois terminou o internato e continuava só sexo masculino, ai chegou o momento de abrir as portas para o sexo feminino e o corpo docente da educação física era todo masculino, todo mundo era, só tinha professores; então Eldir fez esse convite, ai eu vim logo que eu cheguei a professora Vanilde chegou, então a gente foi começando, e daí a gente foi para trabalhar um pouco com a menina, ver um pouco da questão da educação física, mais a parte rítmica, é esse lado com tendência à dança e tal e a gente chegou aqui e começamos um trabalho a partir disso que a Escola foi na verdade abriu as portas para o sexo feminino.

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

 

JOSÉ EGVAN LOPES DA SILVA  – Sgt. Lopes

1946 – nascéu em 26 de fevereiro, em Taboleiro-MG, filho de Adão Lopes da Silva e de Jovita Neves da Silva;

1965 – começou a se destacar em corridas de rua, em Juiz de Fora, quando entrou para o Exército, como soldado;

1966 – fez curo de Sargento, na tropa;

1971 – foi para a Escola de Educação Física do Exército;

1974 – a 06 de novembro, chega a São Luís, transferido para o 24º. Batalhão de Caçadores; quando chegou, soube de uma competição de Atletismo que estaria havendo no quartel, e foi assistir: eram os Jogos Escolares Maranhenses; como haviam poucas pessoas trabalhando, ofereceu sua ajuda; alguns atletas escolares, com algum talento, foram convidados a treinar no quartel, após o expediente;

1975 – em janeiro, apareceram alguns garotos, para treinar, formando uma Escolinha de Atletismo; o DEFER encampou a escolinha que estava funcionando no 24 BC, crescendo o numero de atletas; Sgt. Lopes passou a ser o técnico da equipe escolar;

1976 – começa a treinar Nildes Maria Noguerira, que se tornou campeão mundial do Pentatlo nacional, em 1979, competição promovida pela Coca-Cola;

1977 – professor de Atletismo do curso de Educação Física do ITA;

1979 – coordenador estadual do Pentatlo Nacional, no Maranhão; os campeões do estado foram disputar a Regional, em Manaus; e os campeões regionais, o Nacional, no Rio de Janeiro; Nildes foi campeã em todas as fases, representando o Brasil no Mundial, realizado nos Estados Unidos.

1981 – assume a equipe de Atletismo do Colégio Batista;

1982 – é transferido para o Colégio Militar de Brasília, como monitor de educação física dos alunos;

1988 – é transferido para Juiz de Fora, promovido a 2º Tent., treinando as equipes da guarnição do Exército.

1996 – passou para a reserva do Exército como Capitão.

(Fonte: Entrevista).

JOSÉ ROSA

pouco se sabe, a não ser que foi um dos pioneiros do esporte e aparece em todos os depoimentos, seja como jogador, professor e incentivador, sobretudo do basquete, ao lado de Rubem e Ronald.

JÚLIO ADIS PEREIRA – professor de Educação Física – ele era um professor tipo sargentão.foi vice-diretor no Liceu, quando o Prof. Emilio Mariz foi diretor (1979/1981);

Fonte – depoimento do Prof. Emilio Mariz

LAÉRCIO ELIAS PEREIRA

1948 – nascido em  11 de outubro, em São Caetano do Sul-SP, filho de  André Elias Netto e Maria José Elias, desquitado. Pesquisador Associado do Núcleo de Pesquisas de Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas em Educação – Escola do Futuro – USP; . Núcleo de Informática Biomédica – NIB – UNICAMP; Núcleo de Estudos Avançados em Jornalismo – LABJOR – UNICAMP; Editor de Educação Física e Esportes – Editora Autores Associados – Campinas; Coordenador do Projeto Centro Esportivo Virtual Unicamp/UCB.

1964 – termina o curso de Ajustador Mecânico – SENAI Santo André‚

1966 – termina o curso de Ferramenteiro – SENAI São Paulo; S

1967 – termina o segundo Grau: Curso Técnico Industrial de Desenho de Máquinas e Eletrotécnica; Escola Técnica São Francisco de Bórgia – São Paulo;

1970 – Ensino Superior – Licenciatura em Educação Física (Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo

1971Especialização em Técnico Desportivo em Handebol (Escola de Educação Física de Santos – SP ;

1972 – Alta Especialización e Balonmano (Handebol – INEF – Madrid Espanha; Handebol Escolar (FIEP – CREPS Toulouse – França; Stage Maurice Baquet – pesquisa e renovação ped. em EF e Esportes (FSGT – Sete França);

1973 – Tendo voltado da Olimpíada com vários cursos de handebol e sendo treinador de HB da General Motors EC e da Seleção Paulista Feminina e prof. de Handebol na Escola Superior de Educação Física de São Caetano, fui convidado a dar cursos pela Brasil pela ODEFE, onde eu já tinha contato através da Revista Esporte e Educação (escrevia o Rumorismo e dava palpites gerais). Houve um circuito de cursos que incluía Maceió, São Luís e Manaus. Era 1973 e eu treinava a seleção paulista feminina que ia para os Jebs. Acertei com o namorado de uma das minhas atletas (que ia apitar os Jebs) para cuidar de alguns treinos enquanto eu ia dar os cursos. So manutenção, para o pessoal não ficar sem treinar. Dei o curso em Maceió e, em São Luis, enquanto dava o curso, ajudava a treinar o time de handebol que ia para os JEBs. Deu problema no curso de Manaus e o Cláudio Vaz pediu que eu ficasse treinando o time o tempo que estaria em Manaus. Depois pediu para que eu acompanhasse a equipe nos JEBs, em Brasília. Eu disse que não podia porque tinha compromisso com a seleção paulista. Quando voltei para São Paulo, o meu substituto tinha conseguido me substituir totalmente.  

Liguei para o Cláudio Vaz e acertei a ida para Brasília. Conseguimos classificar o time para as quartas de finais mas no dia que ia começar essa fase o basquete levou todos para jogar o campeonato em Fortaleza, e ficamos em oitavo.

Conversei bastante com o Dimas e Cláudio Vaz sobre a possibilidade de criar um curso de Educação Física no Maranhão. Em setembro do mesmo ano, fui convidado, junto com o Biguá, para apitar os jogos de Handebol dos JEMs. A final foi Maristas e Batista. Duas equipes treinadas pelo Prof. Dimas.

1974 - Voltei em janeiro de 1974, para morar no Maranhão. Resolvemos, Cláudio e eu, chamar o Prof Domingos Salgado para montar o processo de criação do curso de Educação Física na Federação das Escolas Superiores  [do Maranhão - FESM -, hoje, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA], o que aconteceu com o empenho do secretário  Magno Bacelar e o Assessor João Carlos, ainda em 1974.

Fiquei sem emprego e o Heleno Fonseca de Lima batalhou uma bolsa pelo antigo CND. Fui assessor da Secretaria de Educação e, como estava demorando para andar o curso no Estado, tivemos a iniciativa da Profa Teresinha Rego, do ITA, para montar o curso particular, com os professores que já tínhamos arrastado para o Maranhão.

Aqui cabe um estudo mais apurado sobre quem trouxe quem, mas é bom juntar a listagem dos “paulistas”. Biguá, Viché, Horácio, Domingos Fraga Salgado, Demosthenes, Nadia Costa, Jorelza Mantovani, Marcos Gonçalves, Sidney Zimbres, Lino Castelani, José Carlos Conti, Zartu Giglio, (tem um dessa turma que eu esqueci o nome), o Paschoal Bernardo… Não lembro quem trabalhou no curso do ITA. O Sidney deve ter todos os nomes.

Depois teve a entrada e saída da Escola Técnica [Federal do Maranhão - ETFM -, hoje, Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão - CEFET-MA]… mas essa não  é a historia do Dimas… Simei Bilio, Rinaldi Maia e Dimas eram da Universidade, depois entrou o Domingos Salgado, que fez o velho trabalho de montagem do curso (tem que perguntar isso para o Dimas). Acho que teve a pressão na inação da Universidade enquanto o FESM e Pituchinha já tinham saído na frente em criar o curso de Educação Física.

os professores de educação física que atuavam  à época

Quando cheguei a Simei estava de saída, ou tinha acabado de sair. Rinaldi Maia era assessor da Secretaria de Educação e treinador famoso de Futebol. O Dimas era o mestre das Escolas e do Esporte Escolar. Felicidade Capela tinha o curso de Normalista Especializada no Rio. Rinaldi tinha se formado no Rio, com uma ótima geração de treinadores de Futebol, como os Moreira. Soube pelos professores – e depois pelo Rubinho [Rubem Teixeira Goulart Filho ]– que o Rubens Goulart tinha tido um papel importante, inclusive foi quem fez o primeiro contato com o Listello (deve ter feito um dos  cursos de Santos). Teve também uma turma do DED, com o Ari Façanha e um pessoal do Rio. Bom recuperar também o curso de Medicina Esportiva… José [Pinto] Rizzo Pinto esteve … Tem que puxar isso com o Cláudio Vaz e Dimas.

1977/1984 – Mestrado em Educação Física (Escola de EF da USP – “Mulher e Esporte: um estudo de Socialização de atletas Universitárias rias brasileiras”

1985 – Doutoramento em Ciências da Comunicação (Escola de Comunicações e Artes da USP – “Fluxo de informação em Ciências do Esporte no Brasil” – inconcluso;

1995/1998 – Doutoramento em Educação Física (Faculdade de Educação Física da Unicamp – “Centro Esportivo Virtual: um recurso de informação em Educação Física e Esportes na Internet” 1995 – 30/4/98); Qualificação 19 de dez./ de 1997 Defesa: 5/6/1998;; .

LUIZ DE MORAES RÊGO

1906 – natural do Maranhão, onde nasceu em 28 de outubro, filho de João Maia de Moraes Rego e Custódia Veloso de Moraes Rego, à rua da Palma, 14, tendo aprendido as primeiras letras na Escola Modelo Benedito Leite.

- Futebol para Luiz Rego começou muito cedo; ele fazia parte das peladas da Praça Antônio Lobo, em companhia de Antônio Frazão, José Ramos, Júlio Pinto, Marcelino Conceição, Totó Passos, Fernando Viana, e outros. Jogava na ponta canhota e muitos candieiros de gás andou quebrando com seus violentos petardos.

1920 - Luiz Rego nunca se esqueceu daqueles tempos de peladas, lembrando que os treinos aconteciam no corredor de um sobradão da Rua da Cruz, entre a rua do Alecrim e Santo Antônio, sob a luz de uma lamparina, às 4 horas da madrugada. Nessa época, tinha 14 anos de idade.

1921/2 (?) – Na Escola Normal, jogava no Espartaco, um clube formado exclusivamente por  alunos daquele estabelecimento de ensino; seus colegas eram Oldir, Valdir Vinhaes, Carlos Costa, José Costa, José Ribamar Castro, Jaime Guterres, Peri Costa, e outros. E como adversário do Espartaco apareceu  logo depois o “João Rego”, clube formado por Antônio Lopes, que contava com Frazão, Penaforte, Aragão, Clodomir Oliveira e Luiz Aranha. Quando passou para a Escola de Farmácia, mudou para o time dessa escola, formando com Milton Paraíso, Chareta e Frazão.

1924 – Luís Rêgo iniciou-se no magistério em 1924, aos 17 anos de idade.

1926 – fundador, em 1926, junto com Mata Roma do Centro Caixeiral, da Escola Técnica do Comércio do Maranhão

1927 –terminou a Escola de Farmácia, o endiabrado crack passou a ser o respeitado Professor Luiz Rego.

1928 – nomeado professor normalista

1932 – no Governo Serôa da Mota, quando é criada a Escola Normal, passa a ser seu diretor; Foi diretor da Escola Normal entre 1932 e 1936, tendo sido dono da parte da educação no Governo Paulo Ramos (Diretor de Instrução Pública). Cargo que também exerceu no governo Neiva de Santana. 

1933 – prestou concurso público de provas e títulos Liceu Maranhense, tendo alcançando a cátedra de Ciências Físicas e Naturais, lá permanecendo até 1950

1934 – Foi fundador – junto com o Professor Luiz Viana – do Colégio de São Luís, em 8 de setembro. O Colégio estava localizado na Rua Rio Branco, esquina com a Praça Odorico Mendes e depois, em 1937, mudou-se para o sobradão de número 48, onde hoje está a Vila Iná; ao fundar o Colégio de São Luís, já tinha, portanto, 10 anos de experiência no magistério.

No Colégio de São Luiz sempre cuidou do esporte. Incentivava a prática de jogos, organizava clubes e embaixadas esportivas, que muitas das vezes saiam de São Luís a fim de fazer grandes apresentações em outras plagas vizinhas. Graças à disposição do Professor Luiz Rego, o Colégio de São Luiz formou destacados valores do nosso esporte, dentre os quais podem ser citados Rubem Goulart, José Rosa, José Gonçalves da Silva, Luiz Gonzaga Braga, Valber Pinho, Celso Cantanhede, Americano, Sales, David, Ataliba, Tent. Paiva, Rui Moreira Lima, e muitos outros. Inclusive Dimas, que foi aluno, e depois, professor do Colégio de São Luiz …  

1937 – muda-se para o Rio de Janeiro.

1948 – eleito para a Academia Maranhense de Letras.

1950 – ingressa na Escola Técnica Federal do Maranhão, como professor de Física e, depois como técnico em assuntos educacionais, se aposentando em 1976

1963 – passou a integrar o Conselho Estadual de Educação, quando constituído no Governo Newton Bello, tendo sido reconduzido nos governos Sarney, Pedro Neiva e Nunes Freire, ocupando a presidência por diversas vezes.

- No MEC foi, durante muitos anos, Inspetor Regional do Ensino Comercial nos estados do Maranhão e Piauí e, com a extinção do cargo, foi relotado na ETFM como técnico em assuntos educacionais.

- Além desses, deu aulas nos Colégio Rosa Castro, Colégio Santa Teresa, Colégio Arimatéia Cisne e Colégio Gilberto Costa.

1978 – Luiz Rego despediu-se do magistério em 5 de maio

Fonte: REGO, Luis de Moraes. CULTURA E EDUCAÇÃO. São Luís : Sioge, 1980

 

LUIZ GONZAGA BRAGA

Professor de Educação Física da Escola Técnica Federal do Maranhão – ETFM – e um dos incentivadores e criadores dos Jogos Estudantis do Ensino Industrial – JEBEI – e Jogos Estudantis do Ensino Médio – JEBEM -, na década de 60,  nos quais a ETFM conseguiu alguns resultados expressivos

MARY SANTOS

1943 – graduada pela Escola Nacional de Educação Física,  hoje, EEF/UFRJ, da então Universidade do Brasil, hoje, UFRJ Já falecida.

Conforme consta em EDUCAÇÃO (CRÔNICAS), de sua autoria,  “… Lecionou várias disciplinas, em diversos colégios do Estado. Foi Deputada Estadual. Diretora do Serviço de  Educação Física, Recreação e Esportes do Estado, hoje SEDEL, durante o Governo José Sarney. Foi brilhante organizadora, durante 4 anos consecutivos, dos desfiles escolares e dos jogos Inter-colegias, atualmente, Jogos Estudantis Maranhenses, É jornalista filiada à ABI e ao Sindicato dos Jornalistas profissionais de São Luís, tendo sido agraciada com diversas comendas estaduais e municipais. Representante do Maranhão, junto ao 6º Congresso Nacional de Educação…”. (SANTOS, Mary. EDUCAÇÃO (CRÔNICAS).  2 ed. São Luís : Grafite, 1988. p. 8).

PAULISTAS – grupo de profissionais trazidos por Cláudio Vaz dos Santos para incrementar a Educação Física e os Esportes no Maranhão, a partir do ano de 1973; fazim parte os seguintes professores: Laércio Elias Pereira, Edivaldo Pereira Biguá, Vicente Calderoni Neto (Viché), Horácio Coimbra, Domingos Fraga Salgado, Demosthenes Montovani, Nadia Costa, Jorelza Mantovani, Marcos Gonçalves, Sidney Zimbres, Lino Castelani Filho, José Carlos Conti, Zartu Giglio Cavalcante, Paschoal Bernardo.

RINALDI LASSALVIA LAULETA MAIA.

1914 – nascido em São Luís do Maranhão no dia 05 de fevereiro, filho de Vicente de Deus Saraiva Maia e de Júlia Lauleta Maia.

- Iniciou sua carreira esportiva como crack de futebol no América – clube formado por garotos do 2º ano do ginásio, e que praticava o “futebol com os pés descalços”.

1939 – o jovem atleta já era jogador do Liceu Maranhense, sagrando-se bi-campeão estudantil invicto, nos anos de 1941 e 1942.

1941 – Rinaldi começa a praticar o Basquetebol, tendo ao lado Gontran Brenha e Eurípedes Chaves e outros, defendendo as cores do Vera Cruz. Nessa época, não havia campeonatos de bola-ao-cesto, contudo, era público e notório que o Vera Cruz era o campeão da cidade. O grêmio do saudoso Gontran apenas tinha como adversário perigoso o quadro do “Oito de Maio”. Nas disputas de Volei levava sempre a pior, porém, vencia todos os encontros de bola-ao-cesto. O Vera Cruz era um campeão autêntico.

1942.- O melhor ano do esporte para Rinaldi foi nessa temporada: o jovem atleta conquistou nada menos de três títulos sugestivos: campeão invicto de futebol pelo Sampaio Corrêa; campeão invicto de futebol, pelo Liceu Maranhense; e campeão de basquetebol, pelo Vera Cruz.

1943 – , coberto de louros, Rinaldi embarcou para o Rio de Janeiro, a fim de cursar a Escola Nacional de Educação Física.

1945 – de volta a São Luís, passou a praticar apenas a bola-ao-cesto.

1946 –  Rinaldi figurava na equipe de basquetebol do Moto, sagrando-se campeão do “Torneio Moto Clube”. Quando da visita do “five” rubro-negro a Belém, Rinaldi teve oportunidade de brilhar na capital guajarina e colaborou naquela magnífica campanha dos motenses.

1947 – Rinaldi tomou outra decisão. Deixou o Moto Clube e tratou de reorganizar o Vera Cruz, seu antigo clube. O seu sonho foi realizado, uma vez que o Vera reapareceu

-  figurava na liderança do campeonato de basquetebol da cidade. E Rinaldi era figura destacada no grêmio cruzmaltense. Atuava na guarda, onde se destacava, juntamente com o professor Luiz Braga, outra grande figura do basquete maranhense. Cabe ressaltar que o Vera Cruz foi campeão naquele ano.

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

RUBEM TEIXEIRA GOULART

1920 – Nasceu em Guimarães. Um dos pioneiros da Educação Física,
1935 –  Veio para São Luís em 1935, iniciando sua carreira esportiva no Colégio de São Luiz, do professor Luís Rego.
1942 – ingressou na Escola Nacional de Educação Física, junto com José Rosa, Rinaldi Maia e Valdir Alves. Na Escola Nacional de Educação Física conquistou títulos retumbantes, participando de todos os esportes ali praticados, tendo o seu lugar efetivo nas equipes de volley-ball, basket-ball e atletismo. Foi campeão interno de volley nas competições efetuadas na ENEF; vice-campeão de Halterofilismo, peso médio, além de ter participado das Olimpíadas Universitárias de 1942, nas representações de volley, basket, futebol e atletismo. Alcançou os seguintes lugares nas provas de Atletismo:

-         2º lugar nos 100 metros rasos, com a marca de 11,2s;

-         2º em salto em distância num espaço de 6,25 metros;

-         2º no salto em altura com 1,70 m (igualou também o record);

-         obteve lugar em arremesso do peso com 12 metros;

-         sagrando-se ainda campeão por equipe no revezamento 4 x 100 metros.

1943 – durante as Olimpíadas Universitárias e diversas competições atléticas no Rio, defendendo as cores do Fluminense, saindo-se vice-campeão do decatlo, com 5.007 pontos:

100 metros rasos 11,0s 827 pts.
Salto em distância 6,19m 620 pts.
Arremesso do peso 10,23m 463 pts.
Salto em altura 1,70m 661 pts.
400 metros rasos 54,1s 665 pts.
110 m. s/ barreiras 19,5s 422 pts.
Lançamento do disco 30,16 m 404 pts.
Salto com vara 2,70 m 397 pts.
Lançamento do dardo 29,25 m 278 pts.
1.500 metros rasos 5m29,0s 270 pts.
Total   5.007 pts

 

VANILDE MARIA CARVALHO LEÃO

professora de Educação Física, equiparada – fez curso de suficiência pelo MEC; foi professora da então Escola Técnica Federal do Maranhão – hoje, CEFET-MA -; trabalhou por muitos anos com Ginástica Olímpica e Ginástica Rítmica Desportiva; hoje, trabalha na Gerência de Ciência e Tecnologia.

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

Rio, Cidade Sportiva

sáb, 30/04/11
por leopoldovaz |

Novo Blog no Ar: http://cidadesportiva.wordpress.com

 Rio, Cidade Sportiva nasceu da conjugação de vários interesses.

Do ponto de vista sentimental, é uma iniciativa de um carioca apaixonado pelo Rio de Janeiro, uma forma de declarar seu amor à cidade. É também inspirado no trabalho de muitos blogs e fotologs que contribuem para a divulgação e preservação da memória da “Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”.

Do ponto de vista profissional, é uma iniciativa relacionada as ações do “Sport”: Laboratório de História do Esporte e do Lazer, grupo de pesquisa ligado ao Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mais especificamente, é um dos produtos do projeto “Fotos Esportivas”, que procura catalogar/indicar fotos que tenham alguma relação com o esporte, disponíveis na internet.

O intuito de Rio, Cidade Sportiva é ser um espaço de difusão científica. Tenho investigado o tema desde a preparação de minha tese de doutorado, na qual procurei discutir os primeiros momentos da prática esportiva na à época capital brasileira (o livro com os resultados a investigação foi lançado em 2001, pela Editora Relume Dumará, com apoio da Faperj).

Com esse blog pretende-se contribuir para a divulgação dessa história, do forte relacionamento que se tem estabelecido entre o Rio de Janeiro e o esporte: se algumas das peculiaridades dessa cidade, fruto de sua situação histórica, foram fundamentais para a conformação e o desenvolvimento dessa prática, a prática também foi de grande importância para forjar um jeito carioca de ser: é o Rio de Janeiro uma cidade verdadeiramente “sportiva”.

Serão divulgadas fotografias que apresentem algo sobre o esporte no Rio de Janeiro, algumas de maneira bem óbvia, outras nem tanto. Podem também ser publicados outros tipos de materiais: charges, cartazes, literatura, qualquer coisa que nos ajude a perceber a fascinante relação entre a cidade e a prática esportiva.

O intuito é sempre informar o máximo possível sobre a fonte: de onde foi retirada, por quem foi produzida, em qual lugar pode ser encontrada, local, época. Os comentários não serão longos, antes buscam captar a curiosidade do leitor.

A atualização do blog será quinzenal, sempre nos dias 1 e 15 de cada mês. Pode haver posts extras, dependendo da urgência do assunto e do tempo do administrador.

Aguardo sua visita em http://cidadesportiva.wordpress.com

 Um abraço, Victor.



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