Como estou de volta de viagem, comecei a colocar as leituras em dia. A pilha de jornais está grande… em edição de 15/01, o Oliveira Ramos, nosso cronista do esporte maranhense, publica excelente matéria sobre o J. Alves – o ‘coorespondente’ da Guerra dos Mundos. Já recortei e inclui em meus arquivos… Naturalmente que não vou me furtar e meter a colher nessa seara e publico aqui, para complementar, a entrevista que o J. me concedeu, quando escrevia sobre o Prof. Dimas:
ENTREVISTAS - JORNALISTA J. ALVES
(José Faustino dos Santos Alves)
Entrevista com o jornalista J. Alves, realizada no dia 28 de março de 2001, no departamento acadêmico de ciências da saúde, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, situado à Avenida Getúlio Vargas, n.º 04, Monte Castelo.
L – Nome?
J – O que está na certidão de batismo?
L – O teu nome?
J – José Faustino dos Santos Alves, eu tirei, a primeira letra, é outro do sobrenome para utilizar como jornalista.
L – J. Alves.
J – Exatamente, mas era bom não confundir e jota ponto Alves, e não o nome da letra.
L – Data e local de Nascimento?
J – Nascimento, 15 do 02 de 1944, lugarejo de Águas Belas, hoje município de Guimarães, hoje Cedral, mas como antes era Guimarães, sou guimarense, mesmo. Vim para a cidade com apenas dois anos de idade, e praticamente toda a Educação foi feita em São Luís.
L – Nome dos pais?
J – Seu Firmino Santiago Alves e Dona Raimunda Roclinda dos Santos Alves.
L – Casados?
J – Já, no andar de cima.
L – Casado?
J – Dos dois lados, dois filhos, mas precisamente um casal, é até agora seis netos, que o chefe mandou, se arrependeu e levou de novo, caso contrário seriam sete.
L – você é mais conhecido hoje como J. Alves o pai da Neneca ou?
J – Não até que hoje não, J. Alves algum tempo atrás quando perguntavam se eu era o pai da Neneca, eu dizia não. Ela é que é minha filha, na época principalmente quando ela se destacou no Basquetebol.
L – Neneca; Quem é Neneca?
J – Neneca é, Dona Elizabeth Santana Alves de Albuquerque mãe de dois filhos, foi ela quem perdeu, o terceiro que seria a minha sétima netinha; ela é professora de Educação Física e Fisioterapeuta pratica Basquete, ou pelo menos praticou, hoje está meio complicado, mas praticou Basquete, eu tenho um ponto a ressaltar, ela foi vice-campeã brasileira adulto, com apenas 15 anos de idade defendendo a seleção do Maranhão, num jogo decisivo aqui; contra para variar, São Paulo, campeonato realizado aqui em São Luís.
L – O jornalismo, onde e quando começou?
J – O jornalismo, nós entramos para a faculdade em 80, mas só que antes disso a gente já exercia a profissão, e, 60 nós já começamos na Rádio Timbira, ainda era que lá, a gente não fizesse jornalismo, era redação comercial, em 62, entramos na Rádio Difusora, e aí sim começamos a desempenhar a função de repórter, então quando chegamos em 80, na universidade para fazer o curso de jornalismo já éramos jornalistas, inclusive, registrados, então nós levamos à prática, e fomos buscar a teoria na Universidade Federal do Maranhão.
L – O jornalismo Esportivo, quando começou?
J - Praticamente a mesma época, porque aí, rádio normalmente você, o jornalista faz de tudo, e principalmente quando ele fala, porque há uma diferença do repórter do jornal para repórter de televisão, e o de rádio, que o jornal, um só escreve, e o rádio, ele não só redige, como fala também, então o programa do repórter de rádio era mais ????, ele faz de tudo, ele faz casamento, ele faz enterro, faz esporte, política, Educação, Economia, tudo, então em 62 nós começamos com o jornalismo, propriamente dito e aí, entra tudo, agora a gente chegou, mais para o lado do esporte, e hoje a gente pode ser conhecido, mais exatamente nessa área.
L – O esporte começou, por influência da filha?
J – Não, não, pelo contrário, talvez ela tenha entrado num esporte por influência do pai, metido no esporte.
L – TVE?
J – TVE, nós ficamos, na Rádio Difusora, na radiodifusão até 79/80, e em 80 ingressamos na TVE.
L – Como era feito o jornalismo esportivo na TVE? Parece que a TVE, foi uma das primeiras a dar atenção especial ao esporte.
J – A TVE teve, aliás, antes de eu entrar lá, já tinha o espaço, dedicado ao esporte, tinha um programa semanal de esportes, quando eu entrei, eu entrei mas para o jornalismo propriamente dito, quer dizer num programa de política, apesar que no telejornal também entrava de tudo né, esporte, notícia, então a gente, para lá não alterou nada, nós continuamos a fazer a mesma coisa, as transmissões esportivas, a gente conseguiu fazer, no momento dos jogos escolares maranhenses, e a gente teve a oportunidade de transmitir do Costa Rodrigues, isso ao vivo, mas fora isso a gente, fazia a cobertura normal de todos os acontecimentos esportivos.
L – Como era os esportes na década de 60? Quem fazia o que, se era divulgado, se era praticado por clubes, clubes sociais ou apenas nas escolas, se as escolas, estavam começando?
J – Veja só…
L – Os Jogos Intercolegiais?
J – Esses jogos… nós tínhamos aqui inclusive, a Olimpíada Estudantil…
L – As Olimpíadas Estudantis, começaram na década de 50, com Luís Rêgo.
J – Isso quer dizer com o professor Luís Rêgo, eu não tenho conhecimento, eu já tive conhecimento a partir de Carlos Vasconcelos e Mary Santos. Inclusive, com o Carlos Vasconcelos, dirigindo essa competição, nós tivemos a honra de ser vice-campeão olímpico, pelo Liceu, na modalidade de Futebol, disputando como sempre com a Escola Técnica Federal; hoje CEFET, nós… é…. a competição para sua época era, o que é a competição que hoje se realiza, que são os Jogos Escolares Maranhenses, ela tinha a mesma importância que o JEM’s tem agora, agora o número de participantes era muito menor, também não poderia deixar de ser, não poderia ser diferente, é hoje a coisa cresceu se modificou, principalmente quando o Cláudio Vaz assumiu, a Coordenadoria de Esporte de Prefeitura, foi que começou a mudar, porque ele tirou essa história de olimpíadas e colocou Jogos Esportivos da Juventude, realizou dois e a partir do segundo apareceu, um moço chamado professor Dimas, né, que já vivia no meio a muito tempo e graças a uma viagem que ele fez a Belo Horizonte se não me falha a memória, para assistir aos Jogos Brasileiros foi, viu, trouxe a informação possível dessa competição Nacional, que era promovida pelo Ministério da Educação e a partir da sua volta no ano seguinte, já foram realizados não os terceiros jogos esportivos da juventude, mas sim os primeiros Jogos Escolares Maranhenses, em cima da sigla da competição Nacional que é JEB’s, então eles só tiraram o B de Brasil e botaram M de Maranhão, nos Jogos Escolares Maranhenses, aliás Jogos Estudantis Maranhenses, que era Jogos Estudantis Brasileiros, depois Jogos Escolares Brasileiros (risos) passou para Jogos Esportivos da Juventude e hoje já tem um monte de confusão, cada ano eles mudam.
L – Hoje tem três diferentes, com três entidades diferentes, fazendo a mesma coisa.
J – Hoje tem Olimpíada, tem jogos da Juventude, tem mais não sei o que.
L – Na época do Cláudio Vaz, não eram jogos, eram os famosos, Festivais Esportivos da Juventude.
J – Festivais Esportivos da Juventude… foram dois realizados, a partir do terceiro ao invés de ser Festival, a partir daí começou a se chamar de Jogos Estudantis Maranhenses.
L – Terceiro JEM’s, aí foi primeiro, já esqueceram.
J – Terceiro, o FEJ’S, e aí colocaram primeiro o JEM’s.
L – Dá continuidade, que afinal era o mesmo.
J – Era
L – Jota, eu estava falando sobre os Jogos Intercolegiais, que existiram antes dos JEM’s, você participou, como atleta, como aluno do Liceu?
J – É, como atleta, como aluno do Liceu.
L – Que ano você estudou no Liceu ?
J – Vocês está querendo demais também; mas tudo bem.
L – Você nasceu em 1944?
J – Em 44, mas vim para cá com 10 anos.
L – 54?
J – 54, me lembro que….
L – Fez ginásio no Liceu?
J – É, fiz inclusive…
L – Você não sabe; tinha ginásio e o científico, né?
J – Exato, inclusive o seguinte, o meu sonho era estudar na Escola Técnica Federal, e a gente conseguiu fazer o vestibular, hoje seria vestibular mas naquela época, era exame de admissão; então no primeiro ano, nós conseguimos, separado pela famosa aptidão mental, realizamos o Psicotécnico; no segundo ano, aliás no primeiro exame, aí realmente a gente não tinha conhecimento necessário, fomos para o segundo e ficamos com aptidão mental; aí no terceiro, eu era louco para estudar na Escola, principalmente por causa das oficinas, que a Escola mantinha, Mecânica, principalmente, e aí da terceira vez simplesmente houve um engano e eu entrei bem; já quando eu fiquei aqui na metade, tinha uma patota, que aconselhava conseguir um pistolão: – arranja um pistolão que você fica. Mas eu achei que não deveria ser assim, eu deveria entrar por capacidade própria e continuei, eu me lembro inclusive que eu tinha aula de português de matemática, em pleno carnaval, segunda feira de carnaval, todo mundo brincando e a gente ficava na Escola, até por volta das onze e meia, meio-dia, aí saía um monte de fofão no meio da rua, e a gente bonitinho saindo da Escola, aí parava no seu Machado, ali para tomar uma gelada, e no final, crente que dessa vez ia chegar, e no dia do resultado, fomos lá, não tinha nada. E aí os próprios professores ficaram surpresos com o resultado, e eu chamei a minha mãe, ela foi até a Escola, e fomos conversar com o saudoso professor Ronald da Silva Carvalho… gente fina, e o certo é que ele olhou e confessou que realmente havia um engano mas ficou por isso mesmo, porque; pobre, é um negócio muito sério, não adiantou, então se reclamou, e o ilustre diretor da Escola, é difícil o nome do cara é tão ruim, que até o nome na hora complica, ele ameaçou a velha de processo, foi uma novela, e aí eu me desgostei, e fui para o Liceu, fiz exame do Liceu, de lá saí, fui para o Getúlio Vargas, ficava mais perto de casa, terminei o ginásio e fiz científico lá.
L – No Liceu?
J – Não, no Getúlio Vargas, e aí fomos fazer cursinho no CIPE, muito tempo depois e chegamos a Universidade Federal do Maranhão.
L – Você começou no jornalismo, com 18 anos de idade?
J – É, inclusive eu casei com 18 anos também para variar.
L – E quando praticamente, escrevia a história do jornalismo esportivo, com duas pessoas, pelo menos eu considero assim, Dejard Martins e J. Alves.
J – Ah! Mais o Dejard, nossa senhora, apesar que Dejard não era maranhense, pelo menos de nascimento mas ele; pelo menos quando eu cheguei, na Rádio Difusora em 62,ele inclusive já estava até saindo.
L- Já era uma lenda?
J – É, ele já estava, até saindo, porque a Difusora tinha o narrador, Canarinho, era irmão dele então era dois irmãos um narrando, o outro contando, isso eu ouvia há muito tempo. Mas tem muita gente ai para falar de esporte, muita gente antes do que eu, nossa! Eu posso dá alguma colaboração mas para se resumir não dá.
L – A gente vê por exemplo como que você esta falando é com a biografia do Dimas você nasceu em 1944, o Dimas, chegou em São Luís em 44, você veio para São Luís, quer dizer veio em 44 para estudar depois foi embora para o Rio ai depois retorna, à São Luís em 54 mesmo ano em que você, chega em São Luís para estudar.
J – Certo.
L – É depois, 62 Dimas está no Pindaré, e quando o movimento esportivo, vamos chamar de renascimento dos esportes no Maranhão, na época do Cláudio Vaz, do Dimas, por exemplo, você já falou sobre isso, falou sobre a presença do Dimas, e que começou com o Cláudio Vaz; você nessa Televisão Educativa e começa aquele movimento, do JEM’s; FEJ, primeiro Festival da Juventude, JEM’s depois, e que chega até hoje, e eu lembro que nesses quase vinte anos, se acompanhou essa história do JEM’s, eu acho que dois jornalistas que fazem jornalismo aqui, você é quem esteve mais presente em todo o tempo.
J – Sim, mas…
L – Então pode-se dizer que o Dimas teve uma participação pela parte de implantação de algumas modalidades esportivas, e você, lógico. Logo bem antes disso, mas na época dos jogos escolares você participou com essa divulgação, em cima dos jogos escolares?
J– Não, veja só, o prof. Dimas não é só o JEM’s mas, inclusive a própria ginástica, né, Ginástica Olímpica, que ele, pelo o que eu sei foi um dos precursores aqui, agora veja só, em matéria de esporte amador, divulgar o esporte amador quem começou a divulgar o esporte amador, na minha época, hoje inclusive não atua mais no ramo, porque ele é ortopedista, é o Doutor José Carlos Amaral, ele começou a divulgar o esporte amador no Jornal Pequeno, aliás, era o único Jornal que você via o esporte amador com detalhes, porque os demais você via o esporte amador era o futebol, que hoje inclusive, eu tenho um exemplo disso os próprios companheiros da… esportiva, em se tratando de esporte amador, para eles é futebol então quando você fala, em torneio intermunicipal, jogo do Coroadinho, ali onde o vento faz a curva como me empurra que eu caio, então quer dizer que o esporte amador, sim, mas é futebol. Então o José Carlos Amaral, começou, mas tarde, e que ainda está ai, Alfredo Menezes, esse hoje, aliás é o único, é claro que você vai ver o esporte amador também, mas a importância.
L – E Alfredo só está falando também em futebol de bairro.
J – A importância que o esporte amador deve ter só ele dá, bom ele fala também, mas pode ver lá, que tem as outras modalidades também tem basquete, tem vôlei, tem natação.
L – Quando é aniversário de um atleta, principalmente do sexo feminino (risos).
J – Isso, isso, quando é voleibol, que a modalidade do coração dele e voleibol, mesmo que ele não goste das outras, mas o negócio dele é voleibol; mas a importância no esporte amador realmente e ele quem dá, então a gente também passou uma temporada em um jornal. O Estado do Maranhão, lá também a gente era responsável pelo esporte amador, então o Festival Esportivo da Juventude, aliás hoje são o 28º Jogos Escolares, só que estão conferindo vinte e oito, mais não estão incluindo os dois Festivais, então desses vinte e oito, eu participei de vinte e sete, aliás eu fui responsável pela abertura de vinte e sete, dos vinte e oito, (o telefone toca e atrapalha um pouco a entrevista), aliás essa é uma situação muito complicada, porque quando você pergunta, é difícil, agora na hora de responder e dose.
L – Sim, Alfredo Menezes, depois eu?????, você está lembrando em 68, um jogo de Basquetebol, entre São Luís e Marista, ou Batista se não me engano que terminou um a zero, realizado lá no Casino, que é um dos Folclores do Esporte Maranhense?
J – É, eu ouvi falar, eu não assisti, porque é a tal história, essa foi exatamente na época das famosas Olimpíadas Estudantis, que os jogos eram realizados no Casino Maranhense, porque ainda não tinha Ginásio então.
L – Escola Técnica, 24º BC.
J – Isso, era nesse locais, então era Casino, quadra aberta, inclusive a competição que levava maior número de espectadores era o futebol de salão, e o futebol, e principalmente, quando era Liceu e Escola Técnica, esse era o grande clássico, inclusive o time da Escola Técnica, colocou nos clubes locais, grandes jogadores de futebol.
L – Campeonato Brasileiro de Basquetebol em 71 realizado em Brasília, tem lembrança disso?
J – Bom, acredito que eu estava lá também agora vamos ver o que é que foi.
L – Não, só para saber se você tem lembrança disso, que foi uma das principais competições que o Maranhão foi, aquela famosa geração Gafanhoto, Luís Fernando, Paulo, Biguá, o Paulo Carlos, os Ninas, os Goulart.
J – Eu não me lembro se eu estive lá, apesar que a gente participou também da maioria dos Jogos Escolares Brasileiros.
L – Não, isso foi no Campeonato de Basquetebol Juvenil. Handebol, Dimas que trás o Handebol aqui em 72 mais ou menos, que foi a maior confusão, para ele começar essa prática do Colégio Batista, ele era professor do Batista, ele conta uma história engraçada que o Phil, Luís Fernando, esse pessoal todo, era futebol de salão só né?
J – Hum hum.
L – É, ele queria começar o Handebol e quando ele passava, os alunos diziam: é lá vem aquele professor chato com aquela bola de novo, e depois essa geração, vem a ser Campeã Brasileira de Handebol.
J – Eu me lembro, só que, essa história eu não tenho conhecimento, porque a história começou dentro do Batista, ele era professor do Batista, inclusive em 72 que foi o primeiro ano que o Maranhão participou dos Jogos Estudantis Brasileiros, e o Luís Fernando inclusive foi o artilheiro do Brasil.
L – Vinte e oito gols, isso porque não passou nem para a final (risos)
J – É, foi artilheiro (risos) do Brasil, nós tivemos uma outra atleta também, hoje cantora que era destaque nas competições também, Rosa Reis, era um dos grandes destaques. Mas essa Seleção de Handebol, mais tarde trouxe um título brasileiro, foi dirigido inclusive pelo professor Laércio Dias Pereira também, eu lembro muito bem que, quando o Laércio dirigia essa seleção e uma preparação para o JEB’s, eu trabalhava inclusive na Difusora, e eu batalhei junto à direção da Rádio para que a gente pudesse transmitir os jogos de Brasília só que, assistia já se conhecia a modalidade, mas a regra que é bom, não tinha bem conhecimento da coisa, e com isso eu passei simplesmente um mês treinando no Ginásio Costa Rodrigues com essa seleção, inclusive me botaram para jogar de pivô, quer dizer, sacanagem que fizeram porque pivô leva porrada, de todo lado, ai eles me colocaram para jogar de pivô, mas meu problema não era jogar o meu problema era conhecer as regras de perto para poder transmitir, e graças a Deus, eu sai bem, aprendi as regras, transmiti os jogos de Brasília para cá, isso eu fiz o curso de arbitragem não para apitar mas para conhecer a regra e transmitir os jogos, então com isso a gente foi se envolvendo cada vez mais no esporte amador, então tanto faz, vôlei, Basquete, Handebol, para nós está tudo bem, sem problemas.
L – Vamos ver se você tem condição de me tirar uma dúvida. O Maranhão, o José Maranhão Penha ele entrou na Escola em 69, em 72 foi o Dimas, começa a falar em Handebol aqui, o Braga Luís Gonzaga Braga, já se jogava Handebol aqui no CEFET, antiga Escola Técnica, já fazia parte das aulas de Educação Física, o Handebol, então fica essa controvérsia. Quem trouxe efetivamente o Handebol, se foi o Braga ou de foi Dimas?
J – Olha, veja só, inclusive eu não tinha o conhecimento disso, mas só, eu acho que tem procedência a coisa, porque a Escola Técnica existem os jogos das Escolas Técnicas, o famoso JEBEM.
L – Sei, antes?
J – Mas, então isso já acontecia antes do Maranhão participar dos Jogos Estudantis Brasileiros, então eu me lembro, que o Maranhão participou pela primeira vez em 72 dos JEB’s, então foi no ano anterior o professor Dimas saiu, exatamente para assistir essa competição a trazer os dados para cá, de como era feito a coisa, então se nós participamos pela primeira vez do JEB’s em 72.
L – Em 74?
J – O JEB’s em 72 pela primeira vez.
L – 71,72?
J – Em 72.
L – Em 73
J – 72, os jogos Universitários Brasileiros foram realizados em Fortaleza , e o JEB’s na Paraíba.
L – Em Maceió?
J – Aliás em Maceió, deu um problema muito sério, porque toda comida vinda de São Paulo, e o que acontecia, vinha congelada isso causou um problema tremendo lá em Maceió, que adoeceu um monte de gente lá, em Fortaleza não deu esse problema porque era só adulto, então o organismo já segurava mais o trampo, mas a gurizada não segurou, então isso foi um problema muito sério para todas as delegações lá em Maceió, em 72 foi o primeiro ano que o Maranhão participou do JEB’s, então como o JEBEM já acontecia muito antes disso, então é claro que automaticamente o prof. Braga deve ter trazido para cá.
L – Tanto é que nesse ano mesmo com toda aquela campanha brilhante que o Maranhão fez, 72, 73 ele????? Uma campanha muito boa no Handebol e praticamente a base era Marista e Batista, os dois times que o Dimas Treinava, principalmente o pessoal do Batista?
J – Certo.
L – E quando aconteceram os Jogos Escolares, os Jogos Estudantis, a final foi entre Escola Técnica e Batista, com artilheiro do Brasil e tudo é a Escola Técnica ganhou, quem era o técnico? Aldemir Carvalho de Mesquita.
J – Certo.
L – Auxiliar de Juarez Alves de Sousa, e Braga até já havia falecido, não estava mas nem aqui.
J – É, a grande estrela, era o Maranhão no time da Escola.
L – O Batista com Figueiredo, Chocolate, Chico, Albino, aquele pessoal, é a Escola Técnica consegue bater no Batista?
J – Pois é, então veja só, a introdução nos jogos.
L – Luís Fernando até hoje não sabe como foi que eles perderam aquele jogo…
J – (Risos) a introdução dos Jogos Escolares, houve uma participação do professor Dimas, que trouxe para cá, foi buscar todas as informações, e começou lá no Batista, mas quanto a Escola Técnica no caso, provavelmente deve ter começado pela Escola Técnica porque a Escola já participava de competições a nível nacional, e essa modalidade lá fora já era conhecida à muito tempo nós aqui era que não conhecíamos.
L – Eu sei que teve um curso de Handebol na época de 50, dado pelo Darcimyres, um curso de Handebol aqui em São Luís, depois o Major Leitão, quando foi para a preparação dos professores do CEMA, para fazer o Concurso do CEMA, pela primeira vez, deu um curso de Educação Física também, e Dimas fez, mas não teve jogo, não teve prática teve só informações, sobre a modalidade, isso em 69, logo depois ele vai a Belo Horizonte, ele assiste o JEB’s, de Belo Horizonte, ele assiste o Handebol, ai que ele trás depois aqui, conversa com o Cláudio Vaz, e no ano seguinte, a modalidade está implantada nos JEM’s …
J – Exatamente.
L – Então, fica sempre essa dúvida de que afinal de contas, quando efetivamente começou o Handebol?
J – É, mas partindo daí que a Escola, já participou de competição a nível nacional, e que essa modalidade já era conhecida, eu acho que essa dúvida, fica dissipada no caso.
L – Jogos Infantis do Município, o que se pode falar sobre ele?
J – A princípio nada, porque…
L – Ele começou ma mesma época dos FEJ’S não é?
J – É, mas veja só, mas como a gente… eu me lembro que a maior parte dessa competição era feita ali inclusive, por trás do Costa Rodrigues, no Alberto Pinheiro, era um movimento danado de criança ali, e tal, mas muito técnico esse evento.
L – Mary Santos?
J – A professora Mary Santos tem uma grande participação na Educação Física do Estado, porque ela é time de mesma época, dispararam nas escolas, principais escolas do Estado, tem até uma grande participação na Educação Física, e no esporte também, quando ela dirigiu por vários anos essa competição estudantil, depois o Doutor Carlos Vasconcelos, aliás ela já era da equipe do Doutor Carlos Vasconcelos, e depois ela ficou tomando conta disso, deu continuidade a essa competição.
L – É, e passou para Cláudio Vaz?
J – Isso, ai Cláudio Vaz, foi herdeiro.
L – Dejard Martins?
J – Dejard Martins, apenas jornalista esportivo, comentarista, dirigiu a estação de rádio, da Rádio Timbira.
L – Você conhece o livro dele, Esporte um Mergulho no Tempo?
J – Não, não, eu já ouvi falar mas não tenho não.
L – Eurípedes Bezerra?
J – Eurípedes Bezerra, o programa dele era o FOGO SIMBÓLICO DA PAZ, isso era a cara dele, entusiasta da Educação Física, do próprio esporte escolar, sempre foi envolvido com isso, é a história do Fogo Simbólico da Paz, que enquanto ele não foi, ele vai continuar falando nisso.
L – Coronel Alves?
J – Esse a história dele era mais o Basquetebol como militar, mas era ligado muito ao Basquete, como árbitro, até os filhos que praticam o esporte e que apitam o basquete também.
L – Ronald Carvalho?
J – Professor Ronald Carvalho, esse era uma pessoa espetacular, bastava ele ser torcedor do Sampaio para ser gente boa, apesar de ter me enrolado, no exame de admissão da Escola, mas nem por isso eu fiquei com raiva dele, porque a culpa mesmo foi do seu Gamelo, seu Argemiro Gamelo, que era o Diretor da Escola, mas o professor Ronald era um cara legal também louco por esporte, e apoiou muito o esporte, dentro da Escola Técnica Federal, e saiu daí, inclusive ele se meteu com o esporte profissional, no caso o Futebol, foi presidente do Sampaio.
L – Rubem Goulart?
J – O professor Rubem, também era da mesma época do professor Braga, ligado mais ao Basquetebol também, eles formaram um Clube, se não me falha a memória na Oito de Maio.
L – É, existe até hoje né?
J – Existe até hoje, e diga-se de passagem foi resgatado pelo próprio filho dele, e continua ai, embora não sendo do jeito que lê gostaria que fosse, mas ainda existe.
L – Braga, Luís Gonzaga Braga?
J – O professor Braga, é do mesmo time do Ronald do Rubem, esse era outro que também era apaixonado pelo esporte, todos eles deram uma contribuição muito grande para os esporte amador, principalmente, se tratando de Escola Técnica.
L – Cláudio Vaz dos Santos? Alemão.
J – Esse é o criador dos Jogos Escolares Maranhense metido a judoca, pelo menos praticou durante muito tempo (risos), mas ele foi o responsável direto por essa festa, que hoje a gente diz, que é a maior festa desportiva da Juventude em nosso Estado, a criação dos Jogos Escolares Maranhense, onde já revelou um monte de gente ai.
L – Laércio Elias Pereira?
J – O Laércio Elias Pereira, maior castigo para ele, era ele meter um paletó e uma gravata.
L – Era, agora virou patricinho…
J – É, mas ele deve se sentir mal para diabo porque ele não gosta.
L – Agora ele combina, camisa com calça o cinto com o sapato e a meia?
J – Beleza, deve ficar uma graça, esse… o negócio dele era Handebol, mas é mais estudioso do esporte do que por exemplo: o professor Braga, Rubem Goulart, que já era o outro lado, ele se preocupa muito mais com a parte científica da coisa é prestou em grande serviço para o Handebol do Maranhão.
L – Lino Castellani?
J – Grande Lino, o Lino o negócio dele também era voleibol, ele gostava muito do voleibol.
L – Antes de se falar em voleibol, você sabia que Lino nunca trabalhou na SEDEL nem no DFER e ele veio para cá para trabalhar com o futebol contratado pelo Maranhão Atlético Clube, depois foi levado pelo Mário Cella, quando tentaram fazer uma grande sociedade esportiva nos moldes; digamos científicos, com a Sociedade Esportiva TUPÃ.
J – É, agora Lino é o seguinte, como profissional eu não descuido, só que ele me deixou um exemplo aqui, muito triste, inclusive na passagem dele pela Escola Técnica Federal, ele era responsável pela representação do Voleibol e no JEM’s, a Escola não tinha time para jogar na competição, nessa modalidade, e ele foi contratado exatamente para isso, lamentável, agora como profissional técnico a história muda de figura, isso ai eu não falo.
L – Cecília Moreira?
J – Cecília Moreira, Ginástica era com ela mesmo, aliás Educação Física era com ela e ela por onde passou deu o apoio eu pode para o esporte, ela é louca por isso.
L – CEMA, da TVE?
J – Como CEMA e TVE, a história são duas coisas embora pareçam a mesma, mas o CEMA é escola e não tem nada a ver com a televisão, televisão e totalmente diferente, televisão teve uma participação extraordinária na própria Educação, quando se trata de Educação à Distância, que começou por aqui, aula não só para a Capital mas para o Interior também ,nesse sentido ela teve uma grande participação no esporte a televisão colaborou porque tinha o horário específico para o esporte principalmente esporte amador, hoje infelizmente está abandonada, como a maioria das coisas do governo, o que se há de fazer?
L – Nossa época havia Educação Física nas BR’S é os programas eram feitos, montados pela TVE, você lembra? Teve alguma participação o Dimas a Ivone? Ivone, se não me engano era produtora dos programas de Educação Física e Dimas fazia a apresentação transmitia as aulas, você teve alguma participação nisso ai?
J – Não, não, não ai não.
L – Ivone Reis Nunes?
J – Essa eu não sei quem é, agora o problema das aulas porque inclusive, hoje algumas pessoas já assistem TVE, inclusive não assistem como deveriam e antes muito menos, então o programa de televisão era só para a garotada mesmo que estudava no CEMA e assistia.
L – Não havia entrosamento entre a produção das aulas com o setor de jornalismo da TVE?
J – Não, veja só, a partir do momento que eu entrei a história mudou de figura, interação existia, até porque inclusive, as vezes a própria produção pedia auxilio do jornalismo para isso, matéria que eles queriam mostrar, ilustrar alguma coisa ai tinha a participação do jornalismo, mas normalmente isso ai a equipe do CEMA, era os professores mesmos que iam fazer e tal, então a gente não tinha muito envolvimento com o caso, embora.
L – A TVE só retransmitia então, utilizavam os estudos da TVE?
J – Isso, tranqüilo, o jornalismo era outra coisa não tinha nada a ver com aula.
L – O que representou a vinda dos Paulistas, para o Esporte Escolar Maranhense?
J – Eu acho que foi um avanço muito grande, primeiro porque a gente sabe que nessa região do Brasil aqui em cima, e onde normalmente a coisa acontece por último, então primeiro acontece lá em baixo em São Paulo. Foi responsável por 90% desses acontecimentos, e depois faz bastante tempo que a coisa vem subindo, vem subindo, até chegar aqui, então com a vinda de Paulistas, Paranaenses, que já tinham conhecimento antes de muita coisa, não só na Educação Física, mas nos esportes isso trouxe conhecimento para os profissionais locais, e eu acho que os próprios, profissionais e que lucraram com tudo isso, embora que normalmente acontece, tem um pouquinho de ciúme daqui, ciúme de lá e tal, mas isso é bobagem isso ai, acho que a colaboração foi excelente e os profissionais é que ganharam com isso.
L – E duro fazer Jornalismo Esportivo? É difícil principalmente na Televisão?
J – Veja só, na minha época na TVE, eu fazia o maior esforço para fazer, porque a gente tinha apoio da direção, hoje eu não sei bem as outras emissoras, mas pelo que a gente vê, isso também não é só aqui, na maioria dos Estados, com exceção de Porto Alegre, por exemplo a audiência maior lá é a Globo é a filiada a Globo. Mas com exceção do Rio Grande do Sul, o que você aqui, você vai ver em Belém, vai ver em Fortaleza e tal.
L – Eu falo no sentido; Jota de especialização você quer ir jogando, eu tive que ir participar no meu. (o lado A da fita acaba)
ENTREVISTA COM J. ALVES – LADO B
L – Sim, para poder entender as modalidades você tem que ter conhecimento, não só da dinâmica do jogo, de tática, de técnica em sim, e conhecimento das regras para poder fazer algum comentário, se foi, se não foi falta, se aquela jogada e válida, ou não e válida, além de fazer o próprio comentário em si, da partida, e conhecimento dos jogadores não é? (mas uma interrupção com um telefonema).
J – É, veja só, nesse caso é fácil você fazer, agora depende muito do profissional, eu quando resolvi o curso de arbitragem de Basquete resolvi passar o mês treinando Handebol, para aprender a regra, eu fiz isso simplesmente porque isso antes eu ouvia as transmissões, e principalmente de Basquetebol, porque o Handebol, a gente não tinha aqui, mas o Basquete já acontecia, e a gente ouvia as transmissões, mais antigas do Basquete, e quando você começa a conhecer e que vai ouvir, assistindo o jogo, você fica naquela de quase não se segurar no lugar, porque o juiz tá marcando uma coisa e narrador diz outra, simplesmente porque ele não sabe a regra, então a razão pela qual eu fui fazer o curso. No brasileiro de Basquete, em Curitiba, e lá normalmente esses Campeonatos Brasileiro eles fazem um curso de padronização de arbitragem, para que, do jeito, que o juiz, toma determinada decisão, os outros possam tomar no lance a mesma decisão, para não ter discrepância, então como eu fui acompanhado a delegação nossa, daí eu não tinha nada para fazer fora do jogo, eu também me escrevi, fez o curso de padronização de arbitragem, no dia seguinte normalmente a gente discutia a arbitragem dos atos que tinham atuado e pude fazer critica a árbitros consagrados, inclusive, e isso eu vibrei comigo mesmo, foi exatamente o problema que eu levantei, que os outros árbitros não concordaram, e o próprio árbitro concordou depois, é sinal de que eu tinha aprendido alguma coisa, então depende muito do profissional, se você quer, eu acho que inclusive, todo e qualquer setor, se você é professor de Educação Física que você ainda não conhece, para conhecer e poder aplicar dentro do seu trabalho, no dia-a-dia, certo, então o mesmo caso é o nosso eu acho que se você quer fazer a coisa séria, você gosta daquilo que faz, então você procura se aproximar, nesse caso eu faço desde que o profissional queira fazer, contrário, porque, se você …
L – Talvez porque também não saibam?
J – Sim, tem um caso engraçado, na época da Difusora, eu e Fontenelle, lembro um programa de esporte, ao meio-dia, horário nobre aliás era doze e quinze, e tinha um senhor que tinha vindo do Pará, e era responsável pela direção artística da rádio, o programa dia de sábado, e ele era de segunda a sábado aos sábados, normalmente você tinha uma quebra de informações do esporte amador, dos bairros, então esse jogo de periferia, a macacada mandava a nota toda para lá e escalação dos times, tudo bonitinho, só que nessa escalação, tinha uns apelidos sem-vergonhas, que era uma graça, então nós fomos lendo no programa, e Fontenelle é uma besta para sorrir, começamos ali o programa, lá para as tantas ele começou a rir, lendo a escalação dos times, ele começou a rir, e eu me segurando, aqui para levar a coisa, só que teve uma hora, que não deu para segurar o miserável, riu tanto que ai, os dois riram… ai, o seu Fernando Costa que era Diretor, estava ouvindo o programa na sala dele; terminou o programa beleza, quando nós íamos descendo, a escada, ele estava exatamente no pé da escada, e disse: os dois na minha sala, ai disse: me diz uma coisa esse programa e de esporte ou de humorista ? ai Fontenelle, não chefe sabe o que é, e que tem apelidos. Apelido, uma ova, ai mandou um palavrão, lá. Vocês são profissionais, tal e tal; e por escrita, se você riu no próximo final de semana, nós também sorriremos, nunca mais, mas se ele não faz isso, a gente ia continuar sorrindo toda vez que lesse um apelido engraçado, então é esse o problema, não orientam é a garotada fazendo uma série de bobagens ai, então se ele quiser realmente fazer isso, ele tem que puxar por ele, vai ter em Seminário, que a Rádio ou a Televisão me mande ou não, mas eu vou ter um tempo eu vou lá, então vai depender muito dele, mas não há, dificuldade para cobrir esporte principalmente quando você gosta de esporte, eu acho que é um trabalho extraordinário para você fazer.
L – Vamos esclarecer uma coisa então, qual foi o primeiro programa transmitido ao vivo pela televisão, J. Alves pela TVE, ou Biguá, na Televisão de Vieira da Silva? Biguá disse que o primeiro programa, nos jogos de JEM’s transmitido ao vivo foi feito por ele, na emissora do Raimundinho, Fabiano, Marco Antônio, que eram os diretores na época e autorizaram, a primeira transmissão no Costa Rodrigues ao vivo.
J – Não, eu acho que ele deve está enganado, porque quando Biguá, foi para lá, tinha deixa eu ver aqui. Eu acho que a primeira transmissão de JEM’s eu acho que foi a Educativa que fez, eu sai ele precisou o ano que eles fizeram.
L – Foi quando começou o esporte amador que ele foi fazer aquele programa na
J – Sim, pois é veja só.
L – Era Difusora na época, Raimundinho?
J – Não, não, Raimundinho Vieira da Silva, era TV Cidade.
L – Não, hoje é TV Cidade, antes ela tinha outro nome
J – TV Ribamar.
L – Era, era Ribamar.
J – Mas, veja só, eu sai em 79 da Difusora, quer dizer em 80 eu já estava na TVE e a gente transmitiu direto do Costa Rodrigues , a não ser que ele tenha feito antes e eu acredito que não, nós fizemos, não foi nem uma transmissão, não foi nem a competição toda, nós fizemos uma transmissão, inclusive que o distinto que dirigia a Difusora, na época ficou muito puto, porque a modalidade todinha era assistindo o jogo e ele gostava era muito de mim, para não dizer ao contrário, então ficou satisfeito da vida, que foi uma beleza, depois Biguá, fez umas transmissões e tal agora, honestamente eu não sei se foi, a primeira transmissão foi dele, eu sei que a Educativa fez e foi comigo, não sei se a dele foi primeira, eu acredito que não.
L – Você está acompanhado o trabalho de Biguá o Estado do Maranhão, aquela série de reportagem que sai todo Domingo?
J – Eu já vi algumas, inclusive, até participei de umas, uma vez inclusive eu dei uma declaração, ai saiu uma outra declaração , que não foi eu quem falou, e depois aí a gente conversou, ele disse: rapaz trocaram a coisa lá não é muito simpático aquilo, eu acho que é uma forma de resgatar alguém, que fez alguma coisa que infelizmente brasileiro, tem mesmo a memória curta, para algumas coisas.
L – O Zuenir Ventura, naquele livro 1968″, o ano que não terminou”, ele disse, que a cada 15 anos os brasileiros esqueceu os últimos 15…
J – Pois é…
L – Pela falta de memória que nós temos…
J – Então, quer dizer, tivemos excelentes jogadores, excelentes esportistas e fizeram o que a nova geração também não tem obrigação… agora, quem ajudou a construir essa nova geração, deveria passar, então não passa, e esse trabalho que a gente faz é muito bom para essa geração nova saber, que antes dele, teve fulano, lá que fez, que aconteceu.
L – Vamos ver se a gente consegue encerrar isso: Dimas
J – É a vítima
L – é a vítima… (Risos)
J – Professor Dimas… quando eu conheci, ele já tinha nome através, da ginástica, e claro que a Educação Física veio em primeiro lugar, o professor Dimas, foi o professor da ginástica, foi ele que implantou a ginástica, coisa e tal, depois veio o Handebol e hoje praticamente, eu vejo o professor Dimas como um mito de esporte escolar no Maranhão, porque os atletas, principalmente aqueles que passaram pela Universidade, praticamente a maioria passou pela mão dele… então é uma pessoa quando falo, mesmo quem ainda não o teve como professor, mas já ouviu falar no professor Dimas. Eu considero como um mito de Desporto Escolar no Maranhão.
L – Jota, 40 anos de jornalismo, valeu a pena?
J – Sempre vale quando você faz alguma, agora veja só, o problema maior é que você trabalha, começa a trabalhar hoje, pensando em se aposentar amanhã, e ficar numa legal e tal, isso e o que todo mundo pensa, só que você trabalha sua, é consegue aposentadoria, primeiro mês de aposentado, beleza, você bota a cara para cima e tal, que legal, segundo mês, a mesma coisa, no terceiro mês, você já começa a ficar entediado, quer dizer do quarto para frete você fica doido para trabalhar de novo, porque se você ficar em casa sem fazer absolutamente nada, é um saco, segundo, aquilo que você pensou em ganhar não chega nem a um terço do sonho que você tinha antes, então o que você ganha é uma droga e você fica em casa, sem fazer coisa nenhuma é dose para leão.
L – Seis netos, não dá trabalho?
J – Não, não, não, pelo contrário, eu acho que cada um que nasce, é uma alegria a mais que você tem, porque é uma continuação da espécie, então você, poder garantir outras gerações, através dos filhos, isso é gratificante para todo mundo, agora voltando ao jornalismo, ele principalmente aqui dificilmente compensa ,mas só que você, trabalha mais pelo prazer de trabalhar, do que propriamente pelo dinheiro que você recebe, porque dinheiro, claro que ajuda e muito, mas no caso dinheiro não é tudo, eu acho que você ganha, mas pela satisfação, que você tem de está fazendo aquilo que você gosta então eu me lembro, na época, na Difusora principalmente quando vinha o time de fora, os times, chegavam de manhã, eu saia de manhã para a rádio, que eu tinha um programa de 6:50 da manhã, terminava o programa, eu já ia esperar o time que vinha de Belém, do Ceará, chegar, entrevistar os caras saia, entrevistava o time da casa, e as vezes os jogos eram no meio de semana, o time chegava de manhã o jogo era à noite, ai eu já ia direto, chegava em casa para almoçar e jantar, morto. Mas feliz da vida porque eu tinha feito um trabalho, então tem esse tipo de coisa, agora financeiramente, compensação é difícil, mas só você ter o prazer de está fazendo aquilo que gosta, já é um
L – Quando você se aposentou?
J – Tem hora que eu não lembro.
L – Dimas também não lembra quando se aposentou
J – Tem vez que eu preciso, olhar o diário oficial lá porque eu …
L – Sei…
J – é recente, dois, três anos, não foi mais tarde e impressionante, eu guardar ano assim e difícil. Eu só me lembro, dessa primeira participação do JEB’s em 73 porque eu estava no JUB’s em Fortaleza e o fato marcante foi esse problema da alimentação que adoeceu uma porção de gente, talvez tenha sido isso que tenha marcado, e eu não esqueci.
L – Você tem acompanhado, o jornalismo esportivo, tanto televisivo quanto o escrito e a rádio?
J – Ma o a televisão, a rádio é complicado, porque se você vai ouvir rádio aqui, você não vai ouvir nada de esporte amador a não ser relacionado ao futebol, mas nas outras modalidades, xadrez, natação, vôlei, infelizmente o pessoal não dá muita atenção para isso, o jornal agora, para fazer esporte amador tem que ser Alfredo, porque o resto só vê muita matéria direcionada, ai para o enduro, não sei o que mais, isso ai não é a toa.
L – Dá para comparar o JEM’s da década de 70 com o de hoje ?
J – Olha tem muita mudança nisso, é meio complicado para comparar por exemplo.
L – Antes você tinha participação maior de Escola Pública, hoje a Escola Pública pelo regulamento praticamente é alijada da competição não é, você não ver mais as grandes escolas públicas disputando qualquer coisa.
J – É, mas acontece o seguinte, por exemplo, 70, você não tinha eliminatórias porque o número de inscritos dava para fazer competição sem problema, só que a proporção que o tempo foi passando o número de inscritos aumentaram e ai partiram para fazer as eliminatórias porque do contrário não ia da tempo para fazer os jogos é ai e que a Escola Pública fica, porque ela entra na eliminatória e fica ma eliminatória é ai já vai ver lá na frente só alguns que se classificaram, e dificilmente você vai achar uma Escola Pública que se classifique a não ser por exemplo o Liceu que normalmente está lá.
L – Sim ,mas o Liceu antes chegava as quartas de finais em quase todas as modalidades, hoje em dia é o que, só futebol de salão e olhe lá, Escola Técnica ia para a final, basicamente em tudo, hoje nem mesmo participa mais o JEM’s’, O Bacelar Portela, nem se fala, Gonçalves Dias, desapareceu, Alberto Pinheiro, ninguém fala nada, Luís Viana, nem escuta mais.
J – Agora você vê o seguinte, por exemplo com o aumento das escolas particulares, o que acontece Escola Particular, paga mais do que Escola Pública ai pega o profissional, que dava para o voleibol por exemplo, em determinada escola, e leva porque o que se via também e que na maioria dessas escolas públicas os professores não eram servidor público, ele como servido é claro que ele não ia perder essa história para escola particular, mas só que ele teve, mas oportunidade através das escolas particulares, ai o índice técnico dessa equipes começa a cair, e as escolas particular, começou a crescer, eu acho que é a única justificativa que tem, agora a história do CEFET hoje, que nem participa, da competição, essa história é mais administrativa do que oura coisa, porque técnico na escola tem, agora o resto, é lamentável, a escola cabe em todas as modalidade dessa competição é hoje infelizmente.
L – Na realidade a escola, foi tirada, né, porque a medida em que a escola, começa a incomodar Marista, Batista, Dom Bosco e havia uma clara, uma nítida proteção desses colégios, Marista quando Emílio estava lá, Dom Bosco, agora; você sabe porque, que é, o regulamento e praticamente feito pelo Dom Bosco, pelo menos é isso, que eu sinto é a escola só tem curso de 2º grau, e chegou um ano que simplesmente se proibia, o aluno que viesse de outra escola transferida, participasse, o que acontecia, nós tínhamos muitos bons alunos, bons atletas, principalmente da Escolas Públicas que só tinham até a 8ª série, não tinham o 2º grau, e nós não podíamos usar esses alunos no 1º ano que estavam na escola, porquê? Porque era proibido a sua participação, o aluno saia de uma Escola que não tinha o 2º grau.
J – Certo, mas essa…
L – É, a nossa era uma Escola que só tinha o 2º grau ai ficava de fora quem, Escola Técnica, Liceu, Gonçalves Dias, Bacelar Portela.
J – Sim, mas esse regulamento existe há muito tempo.
L – Mas, só que existia, quando não havia por exemplo, o aluno saia de uma escola que não tinha 2º grau e fosse para uma que não tinha o 1º grau ele podia participar, de uns anos para cá, eles cortaram isso, como se a Escola estivesse contratando esses atletas. Quer dizer na realidade as escolas públicas, de um sete a oito anos para cá só entra através de seleção, você não pode mais convidar o atleta para vir, Escola Técnica nunca teve isso, ao contrário dos outros colégios, que o garoto se destacava, dava uma bolsa de estudo e levavam ele para lá, e diferente a situação.
J – Não, veja só, o problema do regulamento, mexeram exatamente, por isso, porquê? Se o garoto
L – Nildes, por exemplo saiu do CEMA foi para o Batista, Tião, que se acabou no Batista..
J – Pois é, eu tenho o caso do Dom Bosco, o Dom Bosco, o garoto se sobressaia, ele levava mesmo, dá a bolsa e acabou, então para evitar, tudo bem, vai dá a bolsa, mas ele não vai jogar esse ano, por causa da história do espaço da transferência, nós vamos pela qual está escrito pelo regulamento, então hoje inclusive tem mais coisa no regulamento.
L – Antigamente não havia exceção, Escola Técnica, que só tem o 2º grau aluno cria problema
J – Hoje você, pode dar, até a bolsa para o garoto, agora só que essa bolsa, vai ter quer ir até o final do curso, senão do contrário…
L – Parece, que está tendo um problema, também, ai não é?
J – É o aluno vai ter que ir até o final, se não caso contrário
L – Você tem mais alguma coisa para acrescentar Jota.
J – Não, não, acho que não, eu já respondi para pílulas, entrevistar é bom, ser entrevistado é complicado.
L – Muito obrigado, encerrado às 10h33min.