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As 20 Maiores Agências de Jogadores de Futebol do Mundo

qua, 22/02/12
por leopoldovaz |
categoria Futebol

22.02.12 · Diogo Real · Estudos e Rankings ·

Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Nani e Radamel Falcão têm mais aspectos em comum do que serem ‘apenas’ figuras de proa no futebol mundial. Os quatro são representados pelo maior agente de jogadores do mundo, Jorge Mendes. O empresário português lidera uma das mais bem sucedidas empresas de agenciamento de jogadores (e não) de futebol do mundo: a Gestifute.

Não há grande transferência que não tenha o carimbo da prestigiada agência portuguesa. Foi Jorge Mendes quem intermediou, por exemplo, o maior negócio de sempre no que toca a transferências de jogadores, quando em 2009 Cristiano Ronaldo passou do Manchester United para o Real Madrid, por 90 milhões de euros.

Com uma carteira avaliada em 536 milhões de euros, a Gestifute é simplesmente a maior agência de jogadores e treinadores do mundo. Entre os 83 activos que representa, a empresa portuguesa agencia ainda os jogadores (Real Madrid), Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma (ambos Besiktas) ou Anderson (Manchester United).

AS 20 MAIORES AGÊNCIAS DE JOGADORES DE FUTEBOL DO MUNDO

 

# Agência Principais activos Jogadores em carteira Avaliação da carteira1 Gestifute (Portugal) Ronaldo, Falcão, Mourinho 83 536.000.000 €2 Stellar Football (Inglaterra) Ashley Cole, Peter Crouch 209 274.000.000 €3 Base Soccer Agency (Inglaterra) Aaron Lennon, Jack Wilshere 114 239.000.000 €4 Bahía Internacional (Espanha) Torres, Pedro, Jesus Navas 68 223.000.000 €5 Europe Sports Group (Brasil) Ganso, André Santos 264 220.000.000 €6 SEM Group (Inglaterra) Fàbregas, Song, Ferdinand 94 213.000.000 €7 Mondial Promotion (França) Drogba, Malouda 80 212.000.000 €8 ProSoccer24 (Alemanha) Reyes, Oscar Cardozo 55 184.000.000 €9 Firsteleven ISM (Alemanha) Yaya Touré, Hazard, Fred 55 181.000.000 €10 SportsTotal (Alemanha) Mario Gotze, Kroos 80 179.000.000 €11 MJF Publicidade e Promoções (Brasil) Neymar, Hulk, Robinho 39 178.000.000 €12 WMG Management (Inglaterra) Gerrard, Lescott, Carragher 84 177.000.000 €13 Kick & Run Sports (Alemanha) Daniel Alves, Adebayor 38 165.000.000 €14 Sports Entert. Group (Holanda) Van Persie, Vermaelen 191 163.000.000 €15 Mondial Sport Management & Consulting (França) Cavani, Bruno Cesar, Dedé 69 161.000.000 €16 Rogon Sportmanagement (Alemanha) Gustavo, Boateng, Kuranyi 43 160.000.000 €17 Stars & Friends (Alemanha) Martin Skrtel, Didier Ya Konan 205 157.000.000 €18 Marcelo Simonian (Argentina) Javier Pastore, Lucho 40 155.000.000 €19 Tribüne Sportagentur (Inglaterra) Ashley Young, Chicarito 42 145.000.000 €20 WB-Sportmanagement (Alemanha) Yann M’Vila, Sakho 70 136.000.000 €

 

Bem longe no ranking surge a Stellar Football. A agência inglesa que representa Ashley Cole (Chelsea), Peter Crouch (Stoke City) e mais 272 jogadores detém uma carteira de activos avaliada em 274 milhões de euros. Logo a seguir surge a também britânica Base Soccer Agency, que tem na sua carteira avaliada em 239 milhões de euros a promissoras estrelas Aaron Lennon (Tottenham) e Jack Wilshere (Arsenal).

Em Espanha reside a quarta mais valiosa agência mundial. A Bahía Internacional tem uma carteira de jogadores avaliada em 223 milhões de euros, com Fernando Torres (Chelsea), Jesus Navas (Sevilha) ou Javier Martinez (At. Bilbau) como grandes figuras da agência.

Nas 20 maiores agências mundiais licenciadas pela FIFA encontramos ainda duas brasileiras, a Europe Sports Group, dos futebolistas Ganso (Santos) e André Santos (Arsenal), e a MJF Publicidade e Promoções, de Neymar (Santos), Hulk (FC Porto) e Robinho (AC Milan), duas francesas (Mondial Promotion e Mondial Sport Management & Consulting), sete alemãs, uma holandesa e uma argentina.

Futebol nos Jogos Olímpicos (1)… Londres 1908

seg, 20/02/12
por leopoldovaz |

http://museuvirtualdofutebol.blogspot.com/

Futebol nos Jogos Olímpicos (1)… Londres 1908

Inauguramos hoje uma nova vitrina no Museu Virtual do Futebol, um novo recanto que se ergue com a intenção de recordar os factos e histórias de uma competição vista hoje em dia – ou desde sempre na verdade – como menor no reino do futebol internacional. Popular ou não ela foi no entanto a primeira grande prova planetária disputada por seleções, tendo sido olhada por muitos como o embrião daquilo o que viria a ser o Campeonato do Mundo. Sem mais demoras vamos dar início a uma – por certo – encantadora viagem pelo planeta do futebol no seio dos Jogos Olímpicos, onde a bordo da “máquina do tempo” viajaremos até 1908 para vivenciar um pouco daquilo o que foi a primeira edição oficial de um torneio olímpico de futebol.
Londres acolheu a 4ª edição do sonho de Pierre de Coubertin, um idealista francês nascido em Paris a 1 de janeiro de 1863 que em adolescente fazia das escarpas de Étretat (Normandia) o seu esconderijo predileto e de onde a sua mente viajava pelo longo mar azul que dali se deparava ante o seu olhar que o levava até aos feitos ocorridos em Olimpia descobertos por si, enquanto menino, nos livros que guardavam as epopeias dos heróis – ou mitos – da Grécia antiga. Fascinado por essas míticas olímpiadas o jovem Pierre sonhava em ressuscitar os jogos para a Idade Moderna, fazendo renascer um espírito olímpico que unisse o mundo e ao mesmo tempo endeusasse o homem…
1896 é um ano histórico para a humanidade, o ano em que o sonho de Pierre se torna em realidade, cabendo à Grécia – só podia ser – a honra de albergar os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna.
Por esta altura o futebol ganhava contornos crescentes de popularidade um pouco por todo o mundo, sendo que em Inglaterra era já profissional desde 1885! Profissionalismo que era encarado por Coubertin como o inimigo da verdadeira essência dos Jogos Olímpicos, os quais, para o barão francês, deveriam assentar, tal como na Grécia antiga, na pureza do amadorismo.
Talvez por isto, ou não (há quem diga que a falta de participantes foi o facto responsável pela ausência daquele que é hoje denominado de “desporto rei” dos primeiros Jogos Olímpicos modernos), o futebol não tenha tido lugar cativo na 1ª edição das Olímpiadas modernas, sendo que a bola apenas começou a saltar pela primeira vez num evento deste género em 1900, nos Jogos realizados em Paris, mas apenas como modalidade de… exibição. Isto é, não oficial… segundo os desígnios da FIFA, pese embora o Comité Olímpico Internacional (COI) tenha reconhecido posteriormente como oficiais as primeiras aparições da modalidade nas Olímpiadas.
Procedimento semelhante foi repetido quatro anos mais tarde, durante as Olimpíadas de Saint Louis, onde tal como em Paris o torneio de futebol foi disputado por clubes amadores ou equipas oriundas de universidades, ao invés de seleções nacionais como mais tarde viria a acontecer. Quer em Paris quer em Saint Louis os torneios de futebol não tiveram mais do que três equipas a participar (!), sendo que na bela capital francesa o certame foi vencido pelo conjunto do Upton Park, que representava a Grã-Bretanha, ao passo que na cidade norte amereicana o título – se é que assim pode ser chamado – ficou na posse do Galt City, combinado oriundo do Canáda.
Coincidência ou não com a criação da FIFA em 1904 o futebol passou a ser um dos atores oficiais das Olíimpadas, cabendo à entidade máxima do futebol global apenas a tarefa de supervisionar o primeiro torneio olímpico de futebol oficial. Tudo sobre o olhar desconfiado do COI, que continuava a repovar a profissionalismo do futebol, afastando-o do nobre e puro amadorismo que deveria cercar – em seu entender – a essência do desporto. Porém, convencidos pela Football Association (Federação Inglesa de Futebol) e pelo presidente de então da FIFA, o inglês Daniel Burley Woolfall, o COI deu permissão para que o futebol entrasse para a família olímpica.

O pontapé de saída…

E foi sob o signo do amadorismo que em 1908 se deu o pontapé de saída do primeiro torneio olímpico de futebol, com a gigante Londres a testemunhar um acontecimento histórico que muitos classificam como o… primeiro Campeonato do Mundo. De facto ainda estávamos a 22 anos de distância do “verdadeiro” Campeonato do Mundo, da primeira edição daquele que com o passar dos anos se tornou no maior evento desportivo do planeta, maior que os próprios Jogos Olímpicos (!), podendo este ser considerado como o embrião do grande certame sonhado anos mais tarde pela FIFA através da mente do seu imortal presidente Jules Rimet.
A Londres chegaram quatro seleções nacionais, ou melhor cinco, pois a França fez-se representar por duas equipas, as quais se juntavam à formação da casa, a Grã-Bretanha (combinado que integrava Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda) e ainda Suécia, Dinamarca, e Holanda. Estes foram os convidados do torneio. Sim, convidados, pois convém sublinhar que não existiu propriamente uma fase de qualificação para o torneio olímpico, mas sim uma série de convites enviados pelo COI às diversas federações europeias (só!) com o intuito de as trazer até Londres. Contudo apenas seis (!) dessas federações responderam afirmativamente ao convite, tendo sido elas a França, Suécia, Dinamarca, Holanda, Hungria e Boêmia (antiga denominação da atual República Checa). Com tão poucas equipas o COI deu permissão então para que a França trouxesse às Olimpíadas de 1908 duas equipas de futebol.
Porém, a poucos dias do início do torneio o rei do império austro-hungaro proibiu – devido a razões de ordem política – as seleções da Hungria e da Boêmia de se deslocarem a Londres, reduzindo ainda mais o lote de participantes do torneio olímpico.
Conclusão, se já havia nascido pobre – face à ausência dos melhores jogadores e seleções da época, profissionais, claro está – mais pobre ficou com a desistência daqueles dois países.
O “circo” estava já montado e como tal havia que dar início ao espetáculo com mais ou menos equipas do que o previsto. Assim a data de 19 de outubro de 1908 entra para a história como o dia em que pela primeira vez duas seleções nacionais disputaram uma partida a contar para uma competição oficial. Os ilustres intervenientes? Dinamarca e a França, ou melhor, a segunda equipa da França. Desde logo ficaria evidente que este torneio olímpico de futebol dificilmente iria arrastar até si os holofotes da fama, ou da atenção dos populares, isto a julgar pelo baixo número de espetadores que marcaram presença nos seis jogos da competição. Estranho, se julgarmos que este torneio olímpico decorreia na pátria do futebol moderno onde cada vez mais pessoas se deixavam enfeitiçar pelo belo jogo. Contudo parace que os ingleses estavam mais interessados nos desenlaces da sua FA Cup (Taça de Inglaterra), a competição mais antiga do Mundo, a qual de ano para ano se tornava mais competitiva e popular entre os súbitos de Sua Majestade.
Não admira pois que no jogo inaugural do torneio olímpico o White City – o estádio onde decorreram os Jogos Olímpicos de 1908 – apresentasse um desolador cenário composto por duas mil pessoas!
Lá em baixo, na relva, os dinamarqueses esmagaram os “b” franceses por concludentes 9-0, sendo quatro desses golos da autoria do avançado Vilhelm Wolfhagen. No outro encontro da 1ª fase a Grã-Bretanha atropelou, como seria de esperar, os suecos por 12-1 com destque para o poker (quatro golos obtidos) de Claude Purnell.

31 golos nas meias finais!!!

Chegados às meias finais algo de invulgar – pelo menos nos dias de hoje – ocorreu em White City. Em dois jogos foram marcados nada mais nada menos do que 31 golos! É verdade, mais de três dezenas de festejos que levariam a Grã-Bretanha e a Dinamarca para a grande decisão do torneio olímpico de futebol de 1908.
Os dinamarqueses voltaram a medir forças com a armada francesa, desta feita a França “a”, que a julgar pelo resultado era bem inferior aos seus conterrâneos “b”. 17-1 para os escandinavos (!), resultado histórico para o qual muito contribuiu o até então desconhecido – mundialmente – Sophus Nielsen, autor de 10 golos! Um feito presenciado por… 1000 espetadores! Desolador, sem dúvida.
No outro jogo das meias finais o resultado obtido pelo conjunto da casa seria hoje em dia rotulado de goleada, porém pelo que até então se via no relvado do White City a Grã-Bretanha passou à final com uma magra vitória diante da Holanda por… 4-0.

Franceses desistem do bronze antes do esperado ouro britânico

Na corrida para a medalha de bronze a França retirou a sua equipa principal da “linha de partida”, aparentemente pela vergonha da humilhação sofrida na meia final ante a Dinamarca, pelo que em sua substituição avançaram os suecos, repescados da 1ª fase. E na disputa pela medalha de bronze os holandeses levariam a melhor sobre os nórdicos por duas bolas a zero.
A grande final – marcada para 24 de outubro – foi presenciada por oito mil espetadores, a assistência mais numerosa do torneio olímpico até então, na sua grande maioria adeptos da seleção britânica, a grande favorita para a conquista do primeiro ouro olímpico na história do futebol. Da teoria à prática o caminho não foi longo. Porém, foi suado. Pela frente os britânicos encontraram uma equipa forte liderada pela temível dupla goleadora composta por Sophus Nielsen e Vilhelm Wolfhagen, autores de 18 dos 26 golos apontados pelos dinamarqueses nos dois encontros anteriores, e que prometiam fazer frente à turma capitaneada por Vivian Woodward.
No final, e após muito trabalho, a Grâ-Bretanha vencia a Dinamarca por 2-0 graças ao instinto matador de Frederick Chapman e do capitão Woodward, sagrando-se assim a primeira campeã olímpica da história… ou para muitos o primeiro campeão do Mundo de futebol.
O seu a seu dono teriam pensado os inventores do futebol moderno naquele momento, o ouro olímpico ficava em casa, no domicílio dos mestres dos futebol, e para a eternidade ficavam gravados a letras de ouro – doutra forma não podia ser – no Olimpo dos Deuses do desporto os nomes de Horace Bailey, Arthur Berry, Frederick Chapman, Walter Corbett, Harold Hardman, Robert Hawkes, Kenneth Hunt, Clyde Purnell, Herbert Smith, Henry Stapley, e Vivian Woodward, os primeiros campeões olímpicos de futebol. Na sua grande maioria eram estudantes universitários, que viviam o futebol de uma forma amadora, claro está, esperando pelo convite de alguma equipa profissional do futebol inglês. E alguns destes nomes vieram-no a conseguir.

Sophus Nielsen: a figura

O ouro olímpico pode ter ficado em terras britânicas, como muitos anteciparam na entrada para o torneio, mas as luzes da ribalta do modesto torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1908 recairam todas sobre o dinamarquês Sophus Nielsen, o desconhecido – até então – que entrou para a história da modalidade por ter apontado 10 golos num só jogo de futebol.
A façanha ocorreu a 22 de outubro, com o White City como cenário daquela meia final entre Dinamarca e França “a”.
Sophus Erhard Nielsen nasceu a 15 de março de 1888 em Copenhaga e começou a sua promissora carreira no Concordia quando ainda adolescente. Poderoso avançado logo deu nas vistas, sendo que ainda com a tenra idade de 14 anos aceitou o convite do Frem, clube onde chegou ao escalão de sénior e onde desenvolveu a maior parte da sua carreira. No tempo em que o profissionalismo era coisa apenas de ingleses Nielsen trabalhava como ferreiro juntamente com o seu irmão Carl Nielsen, também ele futebolista nas horas vagas.
Em 1910 os dois irmãos viram-se a braços com o desemprego pelo que tentaram a sua sorte fora de portas. Viajaram pela Europa e chegados à cidade alemã de Kiel o presidente da equipa local ofereceu-lhes emprego na condição de aceitarem jogar pela sua equipa no escalão máximo do futebol germânico. Aceitaram, mas inexplicavelmente ali ficaram apenas uma temporada. E inexplicavelmente porque Sophus apontou uns impressionantes 72 golos em 18 jogos disputados, números mais do que suficientes para jogar por qualquer equipa amadora… ou profissional. Mas Sophus prefreriu voltar a casa e ao seu Frem, onde jogaria até 1921, ano em que pendurou as botas com um impressionante registo de 125 golos em 137 encontros! Defendeu a seleção do seu país por 20 ocasiões, tendo feito 16 golos, 11 deles nos Jogos Olímpicos de 1908. Voltaria a marcar presença nas Olimpíadas de 1912, em Estocolmo, conquistando uma nova medalha de prata após cair na final diante da armada da… Grã-Bretanha, numa reedição daquilo o que se passou em Londres quatro anos antes. Nos Jogos de Estocolmo não foi tão letal como havia sido em Londres, tendo visto o seu recorde de 10 golos num só jogo ter sido igualado pelo alemão Gottfried Fuchs. O melhor marcador do torneio olímpico de 1908 morreria na sua cidade a 6 de agosto de 1963 aos 75 anos.

Resultados:

1ª Fase

19 de outubro

França “b” – Dinamarca: 0-9
(Golos: Nils Middelboe (2), Vilhelm Wolfhagen (4) Harald Bohr (2), Sophus Nielsen

20 de outubro

Grã-Bretanha – Suécia: 12-1
(Golos: Frederick Chapman , Arthur Berry, Vivian Woodward (2), Harold Stapley (2), Claude Purnell (4), Robert Hawkes (2) / Gustaf BergstromMeias finais

22 de outubro

França “a” – Dinamarca: 1-17
(Golos: Sophus Nielsen (10), Vilhelm Wolfhagen (4), August Lindgren (2), Nils Middelboe / Emile Sartorius

Grã-Bretanha – Holanda: 4-0
(Golos: Harold Stapley (4))

Medalha de Bronze

23 de outubro

Holanda – Suécia: 2-0
(Golos: Gerard Reeman, Edu Snethlage

24 de outubro

Medalha de ouro (Final)

Grã-Bretanha – Dinamarca: 2-0

Estádio: White City, em Londres (8000 espetadores)

Árbitro: John Lewis (Inglaterra)

Grá-Bretanha: Horace Bailey, Walter Corbett, Herbert Smith, Kenneth Hunt, Frederick Chapman, Robert Hawkes, Arthur Berry, Vivian Woordward, Harold Staplay, Claude Purnell, Harold Hardman.

Dinamarca: Ludvig Drescher, Charles Buchwald, Harald Hansen, Harald Bohr, Kristian Middelboe, Nils Middelboe, Oskar Nielsen Norland, August Lindgren, Sophus Nielsen , Vilhelm Wolfhagen, Bjorn Rasmussen.

Golos: 1-0 (Frederick Chapman, aos 20m), 2-0 (Vivian Woorward, aos 46m)

Legenda das fotografias:
1-O barão Pierre de Coubertin
2-”Imagem” oficial dos Jogos Olímpicos de Londres em 1908
3-O estádio White City, a casa das Olimpíadas de 1908
4-Uma imagem esbatida da luta pelo ouro olímpico
5-A estrela do torneio: Sophus Nielsen
6-O talentoso capitão britânico Vivian Woordward
7-Grã-Bretanha: os primeiros campeões olímpicos da história do futebol

Nota: Texto redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

As Receitas de Televisão dos Clubes Brasileiros 2012

seg, 20/02/12
por leopoldovaz |
categoria Futebol

20.02.12 · Diogo Real · Direitos Televisivos · 0 Comentários297 LEITURAS

O futebol brasileiro está a mudar. E depressa. Os principais clubes dispõem de cada vez mais receitas para travar a emigração dos melhores jogadores para a Europa. Pegamos no exemplo das receitas com a venda dos direitos de televisão. Só este ano os 20 emblemas do Brasileirão vão arrecadar mais de 450 milhões de euros com esta rubrica.

Flamengo e Corinthians são os clubes que mais vão facturar com as transmissões televisivas dos seus jogos em 2012: 85 milhões de reais (aproximadamente 37 milhões de euros). Os dois principais clubes do Rio de Janeiro e São Paulo têm as maiores ‘torcidas’ do Brasil e esse foi o principal critério para o escalonamento das receitas.

Esse número mais do que duplicou face ao ano passado. Em 2011, o Mengão e o Timão receberam pouco mais de 40 milhões de reais. Porém, não foram os únicos ‘times’ a verem os seus proveitos com aos direitos de tv subir para o dobro. São Paulo, Palmeiras, Vasco e Santos também: cada um deles vai receber 75 milhões de reais (33,2 milhões de euros). Assim como Fluminense, Cruzeiro, Atlético MG, Grémio, Internacional e Botafogo, que vai gerar 55 milhões de reais (24,35 milhões de euros) só com esta rubrica.

AS RECEITAS TV DOS CLUBES BRASILEIROS 2012

# Clube 2011 2012 20121 Flamengo 41.600.000R$ 84.000.000R$ 37.180.000€Corinthians 40.500.000R$ 84.000.000R$ 37.180.000€3 São Paulo 36.200.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€Palmeiras 35.000.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€Vasco 32.200.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€Santos 24.700.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€7 Fluminense 25.400.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€Cruzeiro 25.000.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€Atlético MG 24.900.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€Grémio 24.500.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€Internacional 24.000.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€Botafogo 23.000.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€13 Bahia 15.800.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Atlético PR 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Coritiba 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Portuguesa 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Sport 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Guarani 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Goiás 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€Vitória 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€

Há ainda um quarto grupo composto por oito clubes que vão receber 29 milhões de reais. Ou 12,8 milhões de euros, sensivelmente aquilo que Benfica, FC Porto e Sporting conseguem arrecadar por ano. São eles: Bahia, Atlético PR, Coritiba, Portuguesa, Sport, Guarani, Goiás e Vitória.

Se o retorno de algumas das maiores estrelas canarinhas ao futebol brasileiro é algo que já vem acontecendo nos últimos anos, com este impulso financeiro nos cofres dos clubes a tendência deverá acentuar-se ainda mais.

Por outro lado, há ainda outra questão que poderá mudar o futebol europeu tal como o conhecemos actualmente. Praticamente qualquer equipa de topo no Velho Continente tem um jogador brasileiro nas suas fileiras. Ora, com o maior poder negocial, os ‘times’ terão também a possibilidade de fixar os maiores craques.

O Santos é um óptimo exemplo, uma vez que tem conseguido aguentar Neymar e Ganso face às investidas dos tubarões europeus, incluindo Real Madrid e Barcelona. O apelo financeiro da Europa está a ficar para trás. Agora só mesmo o apelo da competição ao mais alto nível é que pode atrair as estrelas do país onde nasceram, entre outros, Pelé, Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo

Previsões do Pai Mariola

sáb, 18/02/12
por leopoldovaz |

Ao Mané, torcedor do “Framenguinho”, as previsões do clássico de hoje a tarde. Já disse que o Flamengo precisa entrar com 11 jogadores; o fixo parado (não é futsal…) Genericozinho Gaucho ou joga, ou não joga; ao se escalar – vide Luxa – deveria ao menos cumprir o contrato de trabalho, que é de jogar futebol – e depois reclama dos atrasados… a postura dele em campo é justa causa para demissão… quem entra, para se completarem os 10? 

sáb, 18/02/12
por Bola nas Costas |

RECORDAR É VIVER – o Moto Clube em (mais uma) crise

sex, 17/02/12
por leopoldovaz |

Estou revendo alguns escritos, para responder ao Charles, de Imperatriz. Lembram dele? defendeu monografia sobre a implantação da Educação Física e Esportiva naquela cidade, com um recorte temporal de 1970 a 2010, dedicando um capitulo inteiro aos anos 1975/1978, sendo que participei ativamente de 76 a 78; em 79 vim para São Luis…

Mas o que está logo abaixo trata-se de um capitulo da cronica que estou escrevendo, no resgate da História dos Esportes, da Educação Física e do Lazer no Maranhão. Já está com cinco volumes, aguardando uma alma caridosa que possa bancar a publicação, já que meu salário de professor aposentado não dá para tal…

A parte correspondente aos anos 40 a 90, do século passado, tendo como eixo norteador a historia de vida do Querido professor Dimas.

RECORDAR É VIVER

 Para KOWALSKI (2000) no surgimento dos rituais comunitários, responsáveis pelas transformações de sensações encadeadas por impulsos amplos, que vêm de fora: do remo, do futebol, as corridas de carro, o carnaval, o espetáculo da emoção e o delírio das multidões, estabeleceu-se uma sintonia entre a quebra da identidade colonial e a construção da identidade nacional, coletiva, cultural, brasileira. O esporte é então concebido como uma escola de coragem e de virilidade, capaz de ajudar a modelar o caráter e estimular a vontade de vencer, que se conforma às regras, que adota uma atitude exemplar – o fair-play -, jogo justo e honesto, comportamento cavalheiresco: Por outro lado, as exigências econômicas e culturais para praticar as novas modalidades esportivas… reforçariam ainda mais a conotação de que esta prática cultural se afirmava como um signo de distinção social“. (p. 393).

É nesse sentido específico que certos esportes aparecem como elemento de diferenciação do estilo de vida. A prática esportiva torna-se um indicativo de pertencimento social, tendo em vista que a prática de certas modalidades (tênis, crickt, crockt, remo) estava condicionada, em Maranhão, à participação em associações esportivas (os clubs), enquanto outras (foot-ball) vinham alcançando uma maior difusão social, irradiando-se por todos os lados.

Emblemático, desse período romântico do esporte maranhense – e em especial do futebol – é a biografia esportiva de vários “sportman” e “cracks” do futebol da época – que abrange os anos 15 a 45.

Tomamos por base as matérias publicadas no jornal “O Esporte“, nascido no ano de 1947, – “órgão puramente esportivo” – que tinha por objetivo “incentivar ainda mais a prática dos desportos na capital maranhense, para que possamos manter a posição de prestígio que ocupamos no cenário esportivo nacional, depois das vitórias de 1946“. Fundado, dirigido e escrito por José Ribamar Bogéa, sua primeira edição circulou no dia 21 de julho de 1947 e sobreviveu até 1951

Em uma sessão denominada “Recordar é Viver”, são oferecidos aos leitores biografias de vários “sportman” e de cracks do futebol, em que se pode traçar como se deu o desenvolvimento do esporte em terras maranhenses, após a implantação na primeira década dos “novecento” (1900).

As primeiras biografias referiam-se a atletas em atividades, em atuação nos diversos clubes da capital – Moto Clube, Sampaio Corrêa, Maranhão Atlético, e Tupan, responsáveis pelas conquistas naquele ano de 1946.

Em 10 de setembro de 1947, com o título “um clube que honra o patrimônio esportivo de nosso estado” é anunciado o 10º aniversário do glorioso Moto Clube, o poderoso rubro-negro de Santa Izabel.

O garboso Moto Clube, por ocasião de seu 10º aniversario – 13 de setembro – estava passando por uma crise em seu departamento de futebol, por falta de… Técnico.

No relatório da diretoria, César Aboud [i] prestava contas de sua gestão iniciada em 14 de setembro de 1944, e falava que as exigências técnicas, cada vez mais prementes, fizeram com que o clube abraçasse o profissionalismo, investindo soma apreciável na aquisição de atletas, mas os resultados foram compensadores – foram conquistados três campeonatos de futebol – 44, 45 e 46. No basquetebol, também fora campeão em 46 e vice no Voleibol. No Atletismo, o Moto participou de algumas provas, destacando-se a Corrida de São Silvestre, tendo conseguido o primeiro lugar, por equipes.

 Era o início do profissionalismo no futebol maranhense, com a importação de atletas de nível, especialmente do Ceará e Pernambuco.  Reinicio, na verdade, pois em 1910 o FAC começa a contratação de jogadores de outros estados e foi Nhozinho Santos – e não César Aboud -, quem começou essa prática, muito embora antes do Moto Club se profissionalizar, o Sampaio Corrêa já iniciara as importações e, o Moto – segundo se depreende do relatório de atividades de seu decimo aniversário -, fez apenas se ajustar naquilo que vinha acontecendo, para não ficar atras, tecnicamente. Já naqueles anos reclamava-se dessa importação desenfreada, em detrimento da “prata da casa”. 

Barbosa Filho, em reportagem publicada dia 28 de julho de 1947, apresenta-nos a “biografia de um crack”: ZUZA, conhecido como “o professor”, meia canhoto do Moto Clube e considerado o melhor meia do norte em sua posição. José Ferreira Filho, seu nome de batismo, nasceu em 16 de agosto de 1916, tendo começado a jogar futebol em sua cidade natal, Caruarú, ingressando no quadro infantil do Central; em 1935, passa para o quadro de aspirantes e em seguida, para o de titulares. Em 1937, conquista o vice-campeonato do torneio intermunicipal. No ano seguinte, o Caruaru participa do campeonato da primeira divisão, mas não vai até o final, licenciando-se; Zuza passa a integrar, então, o time do América. Em 1938, está no Ferroviário, atuando por duas temporadas. Nos anos de 1941 a 1945, vamos encontrá-lo no Ceará Sporting Clube. Como o Ceará fora suspenso pela FCD, o Moto Clube vai buscá-lo – naquele ano, o Moto Clube forma seu time com profissionais -. Além de Zuza, vem também Rui. Zuza participou daquele cérebre jogo entre Mineiros 3 x 7 Maranhenses … (O Esporte, São Luís, 28 de julho de 1947, p. 2.)  

Outro atleta que vinha se destacando, também importado, era REGINALDO do Carmo Menezes; nascido no Recife, em 16 de julho de 1915, começou com o futebol aos 12 anos, no Norte América e depois, no Oceano, quadros “dos pés descalços” do subúrbio de Santo Amaro. Reginaldo passa a jogar bola em troca de algumas cambadas de peixe, doadas pelo presidente do Norte América; passou também pelo Íbis. No ano de 1947, REGI já defendia as cores do Sampaio Corrêa e seu maior prazer era vencer o MAC (O Esporte, São Luís, 03 de agosto de 1947, p. 2.).

Comentado até os dias de hoje, GEGECA – Argemiro Martins foi outro pernambucano a ingressar no Sampaio Corrêa. No seu primeiro treino, demonstrou muita classe e entusiasmo. Também veio do Íbis, como Reginaldo. Gegeca nasceu no Recife, em 27 de junho de 1920, sendo seu primeiro clube o Maurití, do Porto da Madeira, passando para o Encruzilhada, onde atuou ao lado de Orlando, China e outros grandes azes do futebol nacional. Aos 17 anos deixou de jogar com os “pés descalços” e ingressou no Santa Cruz, jogando até 1940, quando se transferiu para o Íbis. Em 1943, estava de volta ao Santa Cruz, retornou ao Íbis, lá permanecendo até receber a proposta do Sampaio Corrêa  (O Esporte, São Luís, 10 de agosto de 1947, p. 2).

AREL – “ele aprendeu na mesma escola de Expedito e Ubaldo”- a reportagem começa exaltando o fato de o MAC, apesar de não ter grandes títulos, tem a fama de celeiros de cracks. Isso, já em 1947! Já era tido como uma grande “fábrica” de elementos que se destacavam no cenário nacional, como Expedito e Ubaldo, que brilhavam naquele ano no Rio de Janeiro e São Paulo e que haviam defendido o Sampaio Corrêa em 1943.

Outro elemento que poderia estar entre os grandes azes do futebol nacional era o médio Arel. Tendo passado pelo Maranhão Atlético Clube em 1938, depois jogou peladas no campo do Luso Brasileiro, do Vasco da Gama e no Tupan. Foi campeão pelo MAC em 1943. Era natural do Pará, embora tido como maranhense (O Esporte, São Luís, 13 de agosto de 1947, p. 2).

            HAROLDO Almeida e Silva nasceu em 25 de março de 1922, no Rio de Janeiro. Aos 15 anos já jogava futebol nos campos das Laranjeiras, mesmo bairro onde nasceu. Jogou no Castelo Branco, clube de bairro, passando para o São Cristóvão, até 1945, quando veio para o Moto Clube, indicado por um senhor Soares, da Federação Metropolitana. Em 1947, estava sem contrato e desejando voltar para o Rio de Janeiro. Motivo – vida cara e ordenado pequeno  (O Esporte, São Luís, 17 de agosto de 1947, p. 2).

            COELHO - José Coelho Neto nasceu em Fortaleza em 12 de abril de 1922. Começou a jogar pelo Cruzeiro de Camocim, para onde seu pai – funcionário público – foi transferido, em 1935. Em 1939, seu pai volta a Fortaleza e Coelho – já com fama de bom centroavante – passa a defender as cores do Realengo, time do bairro de Aldeotas. Em fins de 1940, deixa o time de João Bombeiro e transfere-se para o Riachuelo, onde joga até 1942, sagrando-se vice-campeão da 2ª divisão. Em 1943, esteve no Baependí e em 1944, ingressou no Fortaleza, como ponta-direita. Depois de vários jogos, inclusive um campeonato brasileiro, veio para o MAC, chegando aqui em 9 de dezembro de 1945. – o avante do MAC contava com apenas três anos de profissionalismo (O Esporte, São Luís, 24 de agosto de 1947, p. 2).

            GALEGO – jogador do Moto Clube, não se saia bem nos jogos locais, mas nos fora da cidade… Chegou a ser cogitado até para a seleção brasileira… Natural de Belém do Pará, onde nasceu em 26 de julho de 1921, começou a jogar futebol no juvenil do Paissandú, em 1937. Troca o Paissandú pelo União e em 1940 passa para o Tuna Luso Comercial. Transfere-se para o Recife, onde joga no América. Com saudades de casa, volta a Belém e, sem contrato, retornou para Recife, contratado pelo Santa Cruz. Passa a jogar pelo Maguari e quando este é extinto, vem para São Luís, jogar pelo Moto Clube (O Esporte, São Luís, 31 de agosto de 1947)

Mas esses eram os cracks da bola, importados de outras plagas e que iniciaram a profissionalização de nosso futebol, ganhando exclusivamente para jogar. Muitos maranhenses tiveram destaque, não só no futebol, mas em outras modalidades. O ano de 1946 foi considerado o de maior destaque para os esportes maranhenses, em especial, para o Futebol, com os clubes locais ganhando inúmeras partidas por esse Brasil todo – Ceará, Belém, Recife, assim como de clubes de outras partes, quando vinham para São Luís, se apresentar, sofriam derrotas sem explicação, como aconteceu com o Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo… Também no Basquetebol o Maranhão teve destaque em toda a região norte-nordeste, assim como no voleibol e alguns atletas apareceram no Atletismo…

(continua…)

[i] CÉSAR ALEXANDRE ABOUD – nasceu no Acre, na cidade de Cruzeiro do Sul, em 23 de fevereiro de 1910, filho de Júlia Drubi (viúva) e de Alexandre Aboud (com quem casa em segundas núpcias). Quando contava dois anos, a família muda-se para São Luís; aqui, foi alfabetizado por dona Santinha e mais tarde passa a estudar no Colégio dos Maristas, onde fez o curso primário. Com o falecimento do pai, Alexandre Aboud, a família muda-se para Buenos Aires, em 1920; na Argentina, César estudou na Escola Bartolomeu Mitre e, aos 11 anos, estava trabalhando na firma de José Gasard, como transportador de mercadorias. Em 1922, a família está de volta a São Luís, passando a estudar no Colégio Gilberto Costa, e, com 14 anos, empregou-se na firma Chames Aboud. Após anos de trabalho, já se transformara em um comerciante sólido e industrial, vindo a adquirir a Fábrica Santa Izabel, de Nhozinho Santos, em 1938. A devoção de César pelo esporte encontra-se em sua infância, quando começou a formar sua personalidade de esportista. Em Buenos, dedicava-se ao boxe, chegando a ser pugilista de renome. Quanto ao futebol, aos 4 anos de idade (?) já tinha organizado em São Luís um time – o Botafogo – que saia pela cidade a desafiar a garotada. Na adolescência fez parte do Esporte Clube Sírio Brasileiro, formado à base de descendentes libaneses, do qual foi dirigente e jogador. Anos mais tarde, depois de liderar uma dissidência do Sírio Brasileiro, fez-se técnico do Maranhão Atlético Clube. Em 1939, já era notória a sua dedicação ao esporte, recebendo convite do capitão Vitor Santos para dirigir o Moto Clube de São Luís, uma de suas maiores paixões, tendo sido seu presidente por 15 anos. Procedeu a mudanças no Moto, começando pela camisa, que mudou a cor de verde e branca para vermelha e preta, por causa do Flamengo. Reestruturou o clube, ampliou o quadro associativo, criou os departamentos de voleibol, e basquetebol, e reformou o estádio do Santa Izabel, em 1942, construindo arquibancadas e dotando-o de condições apropriadas para o exercício do bom futebol que há época se praticava no Maranhão. O plantel de jogadores, da melhor qualidade técnica, era freqüentemente requisitado para apresentações nos grandes centros esportivo do país. Recursos para tal fim eram fornecidos pela fábrica, que mantinha a agremiação esportiva. O falecimento de César Aboud ocorreu em São Luís, a 20 de agosto de 1996 O Esporte, São Luís, 14 de setembro de 1947

Recordar é Viver  Por: Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Lecturas en educación física y deportes – n.38 – 2001

Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012. A data tem tudo para entrar na história do futebol brasileiro. É este o dia em que Ricardo Teixeira deve deixar a CBF, após 23 anos e um mês à frente da entidade máxima do futebol brasileiro.

A possível saída de Teixeira ganhou força no início da semana. Na segunda-feira, durante o programa Linha de Passe, da ESPN Brasil, o comentarista Juca Kfouri afirmou que a renúncia do presidente da Confederação Brasileira de Futebol era “mais que um rumor”.

De acordo com Juca, Teixeira deixará o comando da entidade para dedicar-se à família, morando em Miami. Nas últimas semanas, o dirigente vendeu propriedades e demitiu funcionários de confiança, em uma movimentação que aumentou as suspeitas sobre a saída.

Na quarta-feira, o colunista Anselmo Gois escreveu no jornal O Globo que esta quinta, dia 16, foi a data escolhida para o anúncio. Também na quarta, a Folha de S.Paulo publicou reportagem que mostra ligações de Teixeira com a empresa Ailanto, investigada por superfaturamento no amistoso entre a seleção brasileira e a de Portugal, em novembro de 2008.

A reportagem dos canais ESPN apurou que o anúncio da saída de Ricardo Teixeira deve acontecer de forma simples, sem nenhuma pompa ou circunstância. Possivelmente, haverá apenas uma nota oficial no site da CBF comunicando a mudança.
Ricardo Teixeira está no comando da CBF desde 1989

Ricardo Teixeira está no comando da CBF desde 1989 e está em seu quinto mandato
Crédito da imagem: Agência Estado

De acordo com o estatuto da entidade, assumirá o cargo o vice-presidente mais velho – José Maria Marin. Dirigente da velha guarda e ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Marin voltou ao noticiário recentemente por colocar no bolso uma das medalhas destinadas aos jogadores do Corinthians na premiação da Copa São Paulo.

Denúncias e polêmicas – A administração Ricardo Teixeira na CBF foi marcada por vitórias no campo esportivo e político, mas também por uma série de polêmicas e denúncias envolvendo o nome do presidente.

Depois de sobreviver ao chamado “voo da muamba”, após a Copa de 1994, e a duas CPIs, Teixeira conseguiu se reeleger em 2003 e 2007. A escolha do Brasil para sede do Mundial de 2014 ampliou o mandato do dirigente para até 2015.

A partir de 2010, entretanto, o nome do presidente da CBF voltou a ser ligado a polêmicas. O jornalista escocês Andrew Jennings, da BBC, afirmou que dirigentes fecharam um acordo com a corte de Zug, na Suíça, para não terem seus nomes revelados no caso Fifa-ISL.

Segundo Jennings, o acerto foi feito por Ricardo Teixeira e João Havelange, que teriam recebido propina da ISL, antiga empresa de marketing esportivo parceira da Fifa. Ambos teriam devolvido parte do dinheiro recebido à Justiça, com a condição de não terem seus nomes revelados.

No dia 27 de dezembro de 2011, a Justiça ordenou que a Fifa abrisse em até 30 dias os documentos do caso ISL, o que ainda não aconteceu. O temor de uma possível condenação é apontado como o principal motivo da saída de Teixeira.

No entanto, a saída do presidente pode acontecer sob a alegação de licença médica – o dirigente, de 64 anos, anunciaria uma viagem para os Estados Unidos para fazer uma cirurgia no coração. Em setembro de 2011, Teixeira foi internado no Rio de Janeiro com um quadro de diverticulite.

Direitos de Formação ou Contribuição de Solidariedade nas Transferências de Jogadores

qua, 08/02/12
por leopoldovaz |
categoria Futebol

Futebol Finance · Mercado e Transferências · 0 Comentários168 LEITURAS

Com o objectivo de beneficiar e fomentar a formação de jogadores, a FIFA criou um mecanismo que visa compensar financeiramente os clubes. Este sistema tem como base a reserva de uma percentagem do montante total da transferência do jogador, para repartir pelos clubes onde o mesmo efectuou a sua formação.

Se um Profissional mudar de clube no decurso de um contrato, 5% do valor de qualquer compensação, à excepção da Compensação por Formação, paga ao Clube Anterior será deduzida ao valor total da compensação e distribuída pelo Novo Clube, como contribuição de solidariedade, aos clubes envolvidos na formação e educação do jogador ao longo dos anos.

Esta contribuição de solidariedade será distribuída de acordo com o número de anos (calculado numa base percentual se for menos de um ano) que o jogador esteve inscrito em cada clube entre as Épocas do seu 12º e 23º aniversário, do seguinte modo:

DISTRIBUIÇÃO DE COMPENSAÇÕES PELOS CLUBES FORMADORES

- Época do 12º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 13º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 14º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 15º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 16º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 17º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 18º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 19º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 20º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 21º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 22º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 23º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)

O Novo Clube deve pagar a contribuição de solidariedade ao(s) clube(s) formador(es), em conformidade com as disposições acima estabelecidas, o mais tardar no prazo de 30 dias após a inscrição do jogador ou, em caso de pagamentos parcelares, 30 dias após a data de tais pagamentos.

É responsabilidade do Novo Clube calcular o montante da contribuição de solidariedade e a forma como deve ser distribuído de acordo com a história da carreira do jogador. O jogador deve, se necessário, apoiar o novo clube no cumprimento desta obrigação.

Se não puder ser estabelecida uma ligação entre o Profissional e qualquer um dos clubes dos quais recebeu formação, no prazo de 18 meses após a sua transferência, a contribuição de solidariedade é paga à Federação ou Federações do país (ou países) no qual o jogador recebeu formação. Esta contribuição de solidariedade será afecta aos programas de desenvolvimento do futebol jovem na Federação ou Federações em questão.

A Comissão do Estatuto dos Jogadores da FIFA pode impor medidas disciplinares a clubes que não respeitem as obrigações estipuladas.

Fonte: Regulamento de Transferências da FIFA

O crescimento económico dos Países organizadores de Campeonatos do Mundo

seg, 06/02/12
por leopoldovaz |
categoria Futebol

Com a organização das duas das provas mais importantes do panorama desportivo, é esperado que no Brasil, esses mesmos eventos tenham um impacto positivo no desenvolvimento do país e da economia propriamente dita. O Banco Itaú prevê que o Produto Interno Bruto do País aumente cerca de 1,5%, com o turismo a ter um importante papel nesse aumento.

Por outro lado a experiência anterior, na análise aos países organizadores, demonstra contudo, que a organização de um Campeonato do Mundo não é por si só, uma alavanca às respectivas economias.

Analisando historicamente os resultados económicos obtidos pelos países anfitriões da prova máxima da FIFA, chega-se à conclusão que, em média, os países que organizaram o Campeonato do Mundo de Futebol, tiveram um abrandamento económico durante os dois anos que antecederam os jogos, propriamente ditos. Em média, o Produto Interno Bruto dos Países organizadores do Campeonato do Mundo, entre o ano da prova e os 2 anos anteriores, caiu 0,77%.

Os anos posteriores à organização da prova, ditam, por outro lado, um crescimento do PIB, em média nos 1,37%, sendo que 10 em 15 Países organizadores apresentam resultados superiores 2 anos depois ao ano da organização da prova, e também 10 em 15 apresentam resultados mais positivos 2 anos depois da prova do que 2 anos antes da mesma.

CRESCIMENTO ECONÓMICO DOS PAÍSES ORGANIZADORES DE MUNDIAIS (em %)

Ano Organizador(es) 2 Anos Antes Ano CM 2 Anos Depois1954 Suiça 4,4 5,5 6,41958 Suécia 2,6 2,9 4,21962 Chile 4,8 4,7 4,31966 Inglaterra 2,1 2 3,31970 México 6,6 6,9 6,31974 Alemanha 1,5 0,3 1,81978 Argentina 1,5 -3,2 4,21982 Espanha 0,6 1,2 1,81986 México -0,5 -3,1 1,51990 Itália 2,4 2 2,51994 Estados Unidos 3,3 4 3,11998 França 2,2 1,9 3,12002 Coreia/Japão 2,8 3,6 3,22006 Alemanha 0,6 0,2 0,12010 África do Sul 5 -0,6 3,1Média 2,66 1,88 3,26Mediana 2,4 2 3,1

Apesar disso, é de salientar que nas últimas 3 organizações de Campeonato do Mundo (Coreia/Japão, Alemanha e África do Sul) tiveram resultados piores nos dois anos posteriores à prova do que propriamente nos dois anos anteriores à mesma, tendo a África do Sul, sido o único dos três a conseguir um resultado mais positivo na comparação entre o ano da prova e os dois anos posteriores

Estando o Brasil a sensivelmente 2 anos da prova máxima de Selecções de Futebol, e com um Produto Interno Bruto que tem vindo a decrescer exponencialmente, situando-se nos 2,10% no 3º Quadrimestre de 2011, menos 4,8% do que no mesmo período do ano anterior, é esperado que a organização dos Campeonato do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos, possam contribuir para um volta-face, na tendência de queda do Produto Interno Bruto Brasileiro, mas que apenas se deverá sentir depois da organização dos mesmos.

Tiago Oliveira Reis

Tiago Oliveira Reis

Licenciado em Gestão de Organizações Desportivas e Gestor de Projetos em Futebol



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