PILULAS DE MEMÓRIA – Sidney Zimbres
Para escrever a biografia do Dimas – Querido Professor Dimas – eu, Denise e Delzuite fizemos várias entrevistas – 18 no total – onde resgatamos a história de vida do Dimas; minha idéia era resgatar a história/memória da educação física, dos esportes e do lazer no período de 1940 a 1990.
Dimas seria o condutor dessa memória, pois sua vida se confunde com o ressurgimento da educação física e dos esportes a partir dos anos 70… a seguir, a entrevista com o Sidney…
PROF. SIDNEY FORGHIERI ZIMBRES
Entrevista realizada com o professor Sidney Forghieri Zimbres, na residência do entrevistador, à rua Titânia n.º 88, Recanto dos Vinhais, no dia 24 de março de 2001, iniciando às 8:30 horas.
Sidney Forghieri Zimbres - nascimento 20 de abril de 1949 em Agência Paulista, interior de São Paulo; Três filhos: Eduardo, Roberto e Renata.
Trabalho na Universidade Federal do Maranhão desde sua fundação; Disciplinas Didática e Caracterização Profissional; e atualmente teria no semestre passado, Futebol 1 e 2, além disso presto consultoria a Fundação Municipal dos Desportos e Lazer do Município (Sidney está aposentado desde 2010).
Eu me formei na USP, na Escola de Educação Física do Estado de São Paulo; me formei em [19]74, fiz Especialização, fiz especialização em [19]84, em Didática de Educação Física, Em Manaus, junto com o Dimas, Cecília, Moacir e Isidoro, com esse pessoal daqui. [Dimas, como é conhecido Antônio Maria Zacarias Bezerra de Araújo, Cecília Moreira, Moacir Silva, Isidoro Cruz Neto, todos professores da UFMA, à época]. O Mestrado eu fiz em [19]82 mas fiz as disciplinas mas não defendi a tese.
[Você é da mesma turma do Laércio Elias Pereira?] Não; sou da mesma turma do Lino[Castellani Filho], quando eu entrei na faculdade Laércio já tinha saído a um ou dois anos; conheço o Lino desde a infância, a gente morou juntos em Atibaia desde a época de infância, a partir da 2ª série do ginásio foi quando eu sai do interior de São Paulo e fui para Atibaia, e a gente conviveu junto o tempo todo, até a faculdade, a gente entrou junto, fizemos o ginásio juntos ele fez clássico eu fiz científico, ele prestou para a Educação Física, depois para Direito eu prestei para Educação Física, nós entramos, fizemos faculdade juntos. Viemos para São Luís quase juntos, eu vim um pouquinho antes dele.
Nem ser Educação Física; eu sempre fui esportista, sempre joguei … jogava muito, jogava basquete, voleibol, futebol… meu pai era esportista, trabalhava numa indústria mas era esportista; então havia uma tradição dentro da família em praticar esporte. Com 14 anos, eu participei dos primeiros Jogos Abertos do interior de São Paulo como jogador, jogava… eu joguei dos 14 anos aos 28 quase que profissionalmente; eu joguei em São Paulo, fui da Seleção de Volei da Escola de Educação Física, fui campeão da FUNC, então havia uma tradição no esporte; antes de fazer o vestibular, fiz o cursinho de três meses; a minha idéia era fazer Geologia, fiz o cursinho exclusivo para isso; na última hora, talvez por influência até de amigos … o Lino… acabei me inscrevendo para Educação Física e não me arrependendo.
em São Paulo trabalhei, durante o curso enquanto aluno trabalhava dando aulas em escolas, trabalhei no Clube Atlético Paulistano com voleibol e na preparação física de voleibol nas equipes juvenis e adultas femininas; o técnico era o Hélio de Moraes Pinto, técnico de uma seleção brasileira, de uma seleção olímpica; quando sai da faculdade, continuei trabalhando no Paulistano, foi quando eu recebi um convite… eu tinha o interesse de sair de São Paulo, eu não queria ficar em São Paulo, foi quando eu recebi um convite para eu vim da um curso de voleibol aqui em São Luís. Contato com o Maranhão foi com o Marcos [Marco Antônio Gonçalves], que me trouxe, o Marcos não terminou o curso, veio embora… quem trouxe o Marcos foi o Laércio; o Marcos ficou trabalhando aqui, ele me escreveu perguntando se eu não tinha a intenção de vir para cá, ai eu falei, me leva para da um curso para eu ver como é que é. Foi em 19… em outubro vim aqui no JEM’s em 1975 eu vim para da um curso de voleibol; dei o curso de voleibol em outubro, ai eu coordenei o voleibol nos Jogos Escolares, e ai eu fiz um contrato de três meses… me lembro bem disso… para ver se ia dar certo, na época quem estava à frente do DEFER era o Carlos Alberto Pinheiro; já havia saído o Cláudio Vaz, o Governador do Estado era o Nunes Freire… ai foi quando ele implantou, fez aquela reformulação do Serviço Público, criando [a função de] Técnico de Nível Superior – TNS -; foi que eu recebi o convite e eu fui contratado pela Secretaria de Educação em [19]76, entrei como TNS, técnico em nível superior, nível 3.
os Jogos naquela época - era uma festa… era festa máxima esportiva, era muito bonito… Em 1975, Já era JEM’s – Jogos Escolares Maranhense -, eu peguei essa fase do JEM’s, a fase áurea do JEM’s, era muito bonito, tem que levar em consideração o contexto… São Luís era uma cidade bem diferente do que é hoje, uma cidade menor, pequena; não era tão grande como é hoje, devia ter bem menos habitante do que tem hoje, talvez até metade do que tem hoje só vendo; então, havia um envolvimento muito grande da sociedade nos jogos, da classe estudantil, principalmente das escolas públicas; era uma festa, era muito bonito, no Costa Rodrigues, no SESC… eram jogos muito bonitos e havia também, por traz disso, um apoio muito forte do poder público nos jogos, havia muito dinheiro, trazia-se árbitros de fora, haviam árbitros de outros estados; o voleibol trazia pessoal do Pará, Belém, vinha árbitro de São Paulo, vinha árbitro do Brasil todo para fazer arbitragem, porque aqui não tinha árbitro; vinham de avião, ficavam em hotéis, nos melhores hotéis de São Luís, havia muito recurso, muito dinheiro para trabalhar.
[Dimas fala que em função do Cláudio Vaz ser da mesma geração de Jaime Tavares, Haroldo Tavares, daquele pessoal que um era Secretário da Fazenda, outro era Chefe de Gabinete do Governo, outro era Prefeito... então havia um relacionamento muito grande ele conseguia através dessas amizades feitas na infância, todos desportistas todos praticavam esportes, então havia um interesse muito grande nessa época ...] - Mas isso é uma fato, os JEM’s deve ter, teve esse sucesso porque essas pessoas e que tinham um grande tráfico de influência política, foram pessoas que tinham sido atletas e jogaram com o Rinaldi Maia, com o Dimas, eram pessoas que depois passaram a ser chefes de Secretarias, pessoas fortes então por isso talvez tenha sido isso que o esporte tenha tido esse apoio tão grande nessa época.
ingresso na UFMA - quando eu cheguei aqui eu trabalhava no Estado, meu contrato de Técnico Superior, eu dava aula nas escolinhas de voleibol no Costa Rodrigues; lá tinha várias escolinhas, eu trabalhava de cinco da manhã até onze e meia da noite, todos os dias dando aula, além das escolinhas eu treinava as seleções de voleibol, eu trabalhava com o feminino e o Gil trabalhava com o masculino, tanto infantil como juvenil. Francisco Gilmário Pinheiro o nome dele, ele era atleta jogava no adulto mas já estava começando a parar, já estava se envolvendo como técnico infantil, juvenil, adulto e tudo mais; aí foi na época não havia curso de Educação Física na UFMA, mas não havia também interesse da UFMA em criar o curso, quem estava na Universidade era o Domingos Fraga Salgado, a professora Cecília o Rinaldi Maia, e o Laércio que foi o último a se contratar… O Dimas e o Laércio, eles davam aula de Prática Esportiva na época não havia nenhum Núcleo de Esportes aqui, então eles davam no [Clube Recreativo] Jaguarema, eles davam aulas em alguns locais, o Núcleo foi construído logo depois; quando foi construído o Núcleo quem foi ser o Diretor foi Domingos Fraga Salgado, que era o mais antigo lá dentro, tinha mais tráfico de influência, que tinha mais amizade com os Pró-Reitores e com o Reitor.
[Os três primeiro professores concursados foram o Rinaldi, Cecília e Dimas...] - Logo no primeiro concurso, antes havia uma professora, Simei Bilho… Ela veio trazida do MEC para implantar a Prática Esportiva… Na UFMA… ai, com a implantação da Prática havia necessidade de professores e os três eram que tinham cursos superior, ai foi aberto o concurso, eles entraram nessa época; o Domingos parece que veio depois… Domingos era assessor, ele não deve ter passado no concurso, acho que ele ainda foi contratado como assessor como foi também o Demóstenes [Mantovani] foi contratado como assessor; o Paschoal [Bernardo] foi contratado como assessor; fizeram o concurso, Demóstenes e o Paschoal, depois de [19]81 junto comigo, que a gente fez o concurso, mas eles eram assessores, ligados à Reitoria e colocados à disposição do Núcleo de Esportes; bom, ai como não havia interesse da Universidade em criar o curso, havia até um certo boicote… ai eu faço uma denúncia, até meio grave aqui: havia um boicote de Domingos Fraga Salgado em criar o curso dentro da UFMA, ele não queria nem trabalhar na Prática Esportiva dentro da UFMA, me lembro quando a gente começou a dar aula de Prática Esportiva, foi ai que eu entrei na UFMA, entrei como professor colaborador, na época foi colaborador, depois substituto, entrei em [19]77 para dar aula, eu não me lembro bem, se foi como colaborador ou substituto; eu entrei no melhor, como substituto na vaga do próprio Domingos Salgado, ele se afastou na época eu não me lembro para que… [Ele foi dar um curso da África...] Eu acho que foi isso, ele foi dar um curso lá, e eu entrei na vaga dele como substituto para trabalhar Prática Esportiva, mas eu lembro que quando eu fui dar aula de Prática Esportiva, ele ainda era Diretor do Núcleo, eu e Isidoro, e houve muita dificuldade para dar aula, porque a gente dava aula à noite da Prática Esportiva lá e houve uma dificuldade muito grande, porque ele dava ordem aos guardas para não acender as luzes, fechava a porta da sala de material esportivo, então a gente teve um certo atrito com o Domingos; tivemos até uma reunião com o Reitor da época, que era o Manuel Martins Cabral… o Cabral Marques foi depois dele, antes foi o José Maria Ramos Martins; nós fizemos até uma reunião com ele, com os professores da época, o Dimas, a Cecília, eu Moacir… o pessoal todo, porque havia… Isso foi em 77.
[Mas o Moacir só chegou aqui em 79; Eu lembro disso porque o Aldi [Mello] que era Pró-reitor, estava em Imperatriz nessa época e me convidou para vir para o curso de Educação Física; eu não queria vir, ai ele pegou a minha documentação na faculdade, tirou uma fotocópia e ele deu entrada; e isso foi em 78, logo depois, em fevereiro de 79, eu recebi uma correspondência assinada pela Cecília dizendo que não havia interesse que eu viesse; e depois eu soube pela Diana, irmã da Cecília, que ela estava namorando o Moacir, e a Cecília deu a minha vaga, que estava autorizado já, para o Moacir, e como professor de atletismo] - Então vai entrar mais uma história em cima dessa ai, então a vaga não era nem para ser sua, era para ser minha (risos) porque eu já era na época substituto, então havia assim uma questão até, de ordem, como eu já havia trabalhando desde 77 como substituto, quando ele chegou em 79 então era normal que eu entrasse nessa vaga; foi quando para surpresa de todos, minha, e do Isidoro também, que trabalhava como substituto, o Moacir entrou foi… exatamente, o motivo foi esse mesmo, ele estava namorando a irmã da Cecília; depois ele passou para ser Chefe de Departamento; diz Zé Maria [?] que ele namorou a Glória Leitão; bem, mais em 77, eu fui para lá, para dar aula como substituto, dar aula de Prática Esportiva, nesse tempo em 77 como a UFMA não queria, não tinha intenção de fazer o curso, o Laércio teve amizade com a professora Terezinha Rego, do ITA, Pituchinha, depois MENG… Hoje o Objetivo… eu também tomei muita amizade com ela logo que eu cheguei aqui, fui muito bem recebido por ela, lembro da primeira vez que eu fui jantar na casa dela, ela recebia o pessoal de fora… O Laércio convenceu a Terezinha em criar um curso de Educação Física… [Esse curso era a nível de 2º grau, licenciatura... isso para mim nunca ficou claro...] Nunca ficou claro? eu vou explicar, porque eu participei da criação… ai que foi interessante, então era Laércio, eu e Lino; Lino já tinha vindo para cá, o Marcos me trouxe, eu trouxe o Lino, depois eu trouxe o Zartú, ai o Marcos ainda trouxe o Júlio, que veio antes do Zé Pipa… Júlio… o sobrenome eu não me lembro mais, não é difícil de pegar… Julinho, ficou pouco tempo aqui e foi embora, teve um problema no pulmão até numa aula minha… depois veio o Zé Pipa, que era José Carlos [?], que trabalhou no futebol, no Sampaio Correia, era repórter da TV Bandeirantes… esporte… então ai nos criamos o curso de Educação Física no ITA… Instituto Tecnológico de Aprendizagem, era Pituchinha, ela mudou a razão social para ITA, ficou a parte do primário com Pituchinha e o 2º grau acho, que essa parte ficou como Instituto Tecnológico de Aprendizagem… vou contar uma história engraçada, dizem que ela usou o ITA porque é um Santo que tem ai em Ribamar, um famoso Pai de Santo ou um Santo… Eu também pensei que fosse o ITA de São José dos Campos, mas não tinha nada a ver, era mas ligado a questão religiosa, ela era adepta a um Santo ai em Ribamar, o tal ITA, foi por isso que ela colocou ITA … pai de Santo, eu não entendo dessas coisas ai, um santo como tem orixá sei lá o que tem o ITA. Tinha um Santo em Ribamar que era ITA, que ela era fã desse santo por isso que ela colocou… bom, ai nós criamos o curso, quem criou o curso do MENG foi Laércio, Sidney e Lino, nós três sentamos e montamos o currículo do curso, lógico, como a gente fez basicamente em cima do currículo do curso da USP na época ninguém tinha noção de currículo, ninguém tinha lido nenhum livro sequer sobre currículo a coisa foi feita de forma bem empírica; então montamos um curso que era feito em dois níveis; um nível era para formar um curso de curta duração, no primeiro modulo; e no segundo módulo, o aluno continuava, era curso superior; o curso chegou a ser aprovado no Conselho Estadual de Educação e estava em tramitação para ser aprovado no Conselho Federal de Educação; funcionou, acho que uns dois anos, não me lembro direito exatamente se 2 ou 3 anos, nesse período quase fez o curso aqui do ITA.
Deve ter sido nesse período… foi 77, eu acho que foram um ano e meio e 2 anos a UFMA se sentiu provocada e iniciou um processo de criação do curso; ai que vem a história do curso, a formação quem fez o curso? Como é que começou?
[Só abrindo um parêntese ai; você tem conhecimento do curso criado em 74 muito tempo antes, da UEMA?] - Tenho, eu lembro de ter ouvido dizer já tem o curso na UEMA, mais a UEMA, FESM, eu cheguei a dar aula na FESM seis meses; dei aula de Prática Esportiva; eu me lembro que a Secretaria de Administração Ficava lá no Santo Antônio, eu fui lá para assinar o contrato, dei aula 6 meses de Prática Esportiva lá, dei aula depois quando eu entrei na UFMA; não fui mais a FESM sempre era vista como uma Universidade mal organizada, vista assim de uma forma ruim.
[O Laércio fala que o curso da UFMA só foi criado por pressão? Você já viu o curso da UEMA que estavam tentando implantar depois em seguida, foi criado o curso do ITA, e ai a Universidade se viu obrigada] - Mas ai que entra a questão, quando ele coloca que foi criado por Cecília, Dimas e Rinaldi, os três não tiveram participação efetiva na criação do curso, tiveram uma participação mínima na criação do curso… Eu tenho a impressão, eu fui do curso do ITA, eu trabalhei, eu fui coordenador do curso do ITA, eu dava aula e era coordenador e fui contratado como coordenador, então eu tinha uma relação muito íntima com Terezinha, de trabalho; a gente trabalhava muito junto, conversamos muito e eu tenho a impressão que a Terezinha estava torcendo para que se criasse um curso da UFMA ela sentiu que na era vantagem (falha na fita) o interesse dela mesma que o curso da UFMA fosse criado, porque ela já estava com interesse de vender ou passar o ITA; e isso aconteceu; ela alugou a sala lá do 3º andar, eu lembro bem disso, ela alugou para o Márcio que fez um cursinho, o Márcio depois foi… vendeu o 2º grau, eu me lembro até hoje quando ele assinou um cheque lá e pagou para ela, comprar o 2º grau, ai ela foi passando, foi e vendeu tudo para Márcio, ele acabou adquirindo o ITA e transformou em MENG, ela mesma tinha interesse que esse curso passasse… Os professores [do ITA] nessa época eram: o Domingos Fraga Salgado dava Organização Esportiva; tinha eu, que dava Voleibol, dava Ginástica, como ginástica tinha 1,2 e 3 a professora Cecília dava Educação Física Infantil e Ginástica Rítmica, Demóstenes dava Judô e teve uma época que deu Recreação; o Lino dava Recreação, depois foi embora, dava aula de Recreação, dava mais uma outra aula; tinha uma professora, era uma negra … Dilmar … dava Estrutura e Funcionamento, professora da UFMA; tinha uma aluna de Medicina, que dava Anatomia; mais ou menos o corpo era esse… Lopes era Atletismo; e a turma era essa, foi quando eu estava dando aula de Prática Esportiva na UFMA teve uma pessoa que foi fundamental para a criação do curso de Educação Física na UFMA, essa coisa que passou assim, a história apaga…
Houve um envolvimento do Laércio; eu conversando lá no Centro, nós éramos lotados em Educação Física, nessa época a Educação Física era lotada no Departamento de Saúde Pública; o diretor do Centro, que ficava lá no CCS, em frente ao ITA, lá atrás da Igreja da Praça Gonçalves Dias, era um prediozinho que ficava ali atrás da Igreja, funcionava o Departamento de Saúde Pública, junto com o Departamento de Saúde Pública CCS, Centro de Ciências da Saúde; o Diretor do CCS era o Carlos Borges, o Dr. Carlos Borges, médico, que tinha um grande poder político dentro da Universidade, era muito bem conceituado naquela época, e a companheira dele era Glória Leitão, que eram um enfermeira, tinha um cargo até de chefia como diretora, muito forte; e Glória Leitão, talvez por questões pessoais, que encabeçou a criação do curso de Educação Física… se não teria esse… ela, se não fosse política dela, não teria sido criado o curso, e ela foi assessorada por duas pessoas para montar o currículo: por mim e pelo Lino; e nessa época, o Lino não era professor da UFMA; ele técnico da UFMA; o Lino ele entrou (os dois falam ao mesmo tempo e não se entende nada) não como professor, o Lino trabalhava com futebol no MAC; ai se criou o Tupã, se tentou criar o Tupã, um modelo de Clube Esportivo, que o Mário Cella, foi trabalhar como Presidente; o clube foi criado com pessoas com competência, formadas e chegaram até a ter uma participação expressiva no Campeonato Maranhense, com sede lá no São Francisco, no bairro do São Francisco e tal. E com essa amizade do Lino com o Mário Cella, Mário Cella era chefe da PRECSAE, então Mário Cella levou o Lino para trabalhar na PRECSAE com Educação Física para trabalhar nesse Setor ai, DAC, Departamento não sei do que; o Lino dava aula, chegou a dar aula no curso não como professor – nunca deu aula como professor ligado ao Departamento ou ao Centro -, ele deu aula como… ele vinha pelo DAC, ele deu aula de Organização Esportiva no curso; então a criação do curso se deve pela… pela Glória pelo Lino e por mim, então nós trabalhamos o currículo todinho; o Dimas, a Cecília e o Rinaldi – Rinaldi nem aparecia, era um professor meio tímido, meio calado, que trabalhava com o futebol fora da Universidade. então ele não teve participação nenhuma… Era professor da UEMA, era técnico do Ferroviário, as vezes pegava o Sampaio, o Moto e então, ele não tinha nenhuma afinidade com isso, ele não gostava disso; o Dimas também, não tinha nenhuma afinidade com currículo, não tinha nenhuma experiência; a Cecília também ficava ali, ela não tinha nenhum conhecimento sobre o assunto, então foi eu… até gostaria de ressaltar, o curso da UFMA só saiu, só foi a frente, porque teve um padrinho muito forte que foi a Glória Leitão, que era esposa, a companheira, do Dr. Carlos Borges, que era um chefão dentro da Universidade; e ai começou o processo, o curso foi fundado em 1978, começou a primeira turma… isso eu me lembro bem, que a gente fez o currículo mínimo, que era ainda aquela resolução 69/69 do currículo mínimo; o curso era curso de licenciatura em Educação Física e Técnicas Esportivas; a Legislação só cabia para isso, então a pessoa fazia o curso e no final um esporte e se especializava entre aspas porque não seria especialização como hoje, em futebol, basquete; essa foi a origem do curso de Educação Física…
O Dimas eu tenho assim uma relação… com o Dimas, muito interessante; logo que eu cheguei aqui, eu tive contato com Dimas; o Dimas era tido como uma pessoa honesta – e até hoje é honesto -, uma pessoa competente, um professor carismático, é um homem carismático, era um pai de família que era um modelo; eu era como um dos seus filho, era pessoa muito querida; era é uma pessoa muito querida, então eu tive um contato com o Dimas desde que eu cheguei aqui, tinha amizade com ele, trabalhava com o voleibol, ele trabalhava com Ginástica Olímpica; dava os curso, nos dávamos muitos cursos pelo interior… eu gosto muito do Dimas … é muito difícil encontra alguém que não goste do Dimas; eu tive uma passagem com ele muito interessante, foi quando terminou o governo de Nunes Freire e passou para o Governado de João Castelo; esse ano é um fato interessante que a história passa por cima, que poucas pessoas sabem; na época do Governo de João Castelo houve um movimento comandado por algumas pessoas – por Paulo Tinoco, por Carlos, Gafanhoto, aquela turma que tinha raiva do pessoal de fora, dos paulistas que vinham para cá; nós éramos chamados de forasteiros e a ordem era cortar as cabeças dos paulistas, mandar todo mundo embora, e eu, fui praticamente despedido na época – era o DFER depois passou para CEFID – Coordenação de Educação Física- de um Departamento passou a ser uma Coordenação dentro de uma secretaria…foi quando entrou o governo de João Castelo… então nessa época eu fui praticamente demitido da Secretaria de Educação – eu e o Laércio -; me lembro muito bem que a gente foi lá na época, saiu do Costa Rodrigues e começou o movimento para se criar a SEDEL, havia a intenção de se criar uma Secretaria de Desportos e Lazer, ai que foi interessante nós, eu o Laércio, havíamos sido despedido, eu já tinha programando a minha volta para São Paulo, já tinha ligado para São Paulo, já tinha até conseguido um emprego em São Paulo; a minha mãe tinha entrado em contato em Campinas, já tudo acertado em Campinas quando o governo tomou a iniciativa de criar a Secretaria de Desporto e Lazer e ao mesmo tempo, naquela época houve um convênio entre Brasil e Alemanha e entrou muito dinheiro; havia a perspectiva de fazer convênios, com muito dinheiro, mas quando se pensou em criar a Secretaria então foram dois momentos, quando se pensou criar a Secretária ninguém entendia de nada, como era que se fazia para se criar uma secretaria, e era necessário que tivesse professores em Educação Física formados, para poder tocar aquilo; foi ai que viram que Laércio e eu éramos imprescindíveis, tinham que ter a gente e convidaram, ai fomos recontratados. Ai foi que eu tive o contato com o pessoal que foi o Elir, que foi convidado para ser secretário, quem criou a SEDEL; eu participei da criação da SEDEL, eu, Laércio e Mateus Neto [Eu...cheguei em fevereiro ...] Mateus Neto, havia mais um Carlos não sei o quê, uma pessoa muito forte na parte de administração; eu não me lembro mais o nome dele… Carlos? Morava até aqui no Recanto, na Avenida principal ali embaixo. ele mora aqui embaixo; ele era uma pessoa muito competente. Era Mateus, Laércio, eu o Dr. Olímpico que pegou… Gafanhoto entrou depois que foi criada a secretaria. Mas quando se criou essa secretaria havia essa perspectiva de trazer muito dinheiro de fora, só que eu acredito que já estava em andamento esse convênio, Brasil, Alemanha ou Maranhão Alemanha.
Ai foi quando se criou, por que se criou essa estrutura da SEDEL, de secretário, coordenador geral, Divisão de Esporte, de Lazer e a Divisão de Estudos e Pesquisas porque nesse convênio que havia com a Alemanha, fazia parte do convênio que tivesse uma parte do recurso que fosse direcionada para estudos e pesquisa, foi ai que a gente entrou, eu fui ser o primeiro chefe da divisão de estudos e pesquisa da secretaria.
Pois então, quando foi criada a SEDEL, esse movimento de mandar embora os paulistas, os forasteiros, a única pessoa do Maranhão, o único Maranhense que foi contra esse movimento foi o professor Dimas, que ficou ao lado da gente; ele não aceitava isso, foi inclusive até condenado pelos professores locais aqui na época não era nem professores, pelos técnicos locais, como traidor, então o professor Dimas, eu tenho essa gratidão por ele, na época, ter-nos apoiado. Ai depois a criação da SEDEL, em 81 eu era Técnico da SEDEL, tinha 40 horas na SEDEL, e trabalhava 20hs como professor substituto, colaborador horista na UFMA, dando aula; ai em 81 aconteceu o Concurso, eu fiz o concurso, fui aprovado, na época foi aprovado o Moacir, Demóstenes, eu, Laércio, Paschoal, Isidoro; Ulisses ficou em quinto lugar mas não entrou; eram cinco vagas, ele ficou em sétimo, por causa do Currículo, embora tenha ficado em segundo lugar na classificação das provas, ele caiu para sexto ou sétimo, para o sétimo lugar por causa do currículo e ai foi quando nós ficamos efetivados como professores da Universidade; foi quando eu pedi demissão da SEDEL e fiquei com dedicação exclusiva na Universidade, a partir do Concurso em 81.
trabalho no DEFER - O Cláudio eu não peguei, quando eu cheguei aqui, já era o Carlos Alberto. O Cláudio tinha acabado de sair, era um trabalho voltado para as escolinhas, tinha muitas escolinhas, tinha uma virtude grande do DEFER da época, que haviam professores formados, dando aula nas escolinhas; o professor Laércio trabalhava com escolinhas, eu trabalhava com escolinha, tinha o Viché – o Vicente -, trabalhava com escolinha de Futebol; Paulo com Basquete; Zartú vem depois, também trabalhava com escolinha… o Zartú veio e ai o pessoal que trabalhava com as escolinhas no Costa Rodrigues era um pessoal muito bom, foi por isso que eu acredito que tenha surgido um trabalho de base muito bem feito em decorrência disso; eu me lembro que nas escolinhas e seleções, eu começava o treinamento no Costa Rodrigues cinco da manhã e ia até onze meia noite, trabalhando com o pessoal, a gente ficava o dia todo lá dentro do Costa Rodrigues.
[Porque a Divisão de Estudos e Pesquisas em esporte não funcionou?] - Olha, por um motivo simples: a Educação Física na época, não tinha… nós professores de Educação Física, não tínhamos tradição em pesquisa, isso era uma coisa nova, porque eu não defendi minha tese de mestrado? Porque quando eu entrei no mestrado em 81/82 – as primeiras turmas do mestrado, a primeira turma entrou em 80, a turma do Laércio, parece que foi em 80/81, eu entrei em 82 -, então as primeiras turmas, nos cinco/seis anos, isso tem até um trabalho, numa revista do CBCE, quase 70; 80% de quem fez o mestrado ninguém defendeu tese, porque não havia tradição de pesquisa dentro da área de Educação Física, o mestrado era novo, professores de fora, de outros países, não havia orientação; nós tínhamos dificuldades para realizar, então não havia tradição em pesquisa, a pesquisa era feita, era muito ligada a questão biológica, menarca da criança, estudos de qualidade física; foi a época da criação dos laboratórios de Fisiologia, então era uma coisa assim, não havia essa tradição de pesquisa, então houve trabalhos de pesquisa na divisão, foram feitos trabalhos de pesquisa, eu fiz um trabalho, foi até publicado naquela revista, você até divulgou, houve um trabalho interessante que não foi levado ao final, porque eu acabei saindo da divisão, ficou para outra pessoa, que ficou na divisão, mas não tocou isso em frente, foi um trabalho, um levantamento dos dados antropométricos, feitos pelo Osmar Rio, da UNB, no Estado de Brasília, ele tinha um trabalho que fazia sobre a caracterização, tipo do atleta em relação ao esporte (o entrevistador interrompe e lembrando sobre o JEM’s e o JEB’s) se pegou a seleção, houve um trabalho enorme todo tabulado todo em cima do, foi feito pelo Osmar Rio, só que não foi levado ao fim, foi quando eu acabei saindo da divisão, ficou esse trabalho, ficaram esses dados na divisão, quem entrou depois na divisão eu acho até que foi até [Tânia ?]. Acho que deve ter sido ela.
[Os JEM’s... o que mudou, quando era da época do DEFER e quando era época da SEDEL, houve alguma mudança? continua a mesma coisa?] - Os JEM’s mudaram porque o esporte mudou, tudo, hoje a sociedade mudou, então mudou tudo, então era época que se praticava o JEM’s, quando eu cheguei quando eu pratiquei esporte, o esporte era praticado por forma romântica, se praticava esporte por prazer; as crianças que jogavam, os jogadores jogavam, e havia um envolvimento da classe bem grande, mais assentados na classe média, classe média alta, os atletas, as escolas ricas, jogavam por prazer; tinha-se tempo para jogar, o grande passatempo do jovem era o esporte, era uma forma de sair de casa, de ficar fora de casa, de se relacionar com os amigos, era o esporte. Hoje a sociedade mudou, hoje os estímulos são outros, hoje o lazer e outros, os interesses são outros; então se você fizer com isso tudo hoje, o praticante do esporte nos jogos, eu tenho impressão que caiu em termos de nível social, houve uma queda grande, mudou a característica do estudante, que se envolve hoje com o JEM’s; outra questão também é que o esporte hoje passou a ser praticado como uma questão voltado mas como uma questão de trabalho, de emprego, de conseguir uma ascensão social. uma ascensão econômica, conseguir emprego; hoje, quem vai praticar esporte, vai para ganhar dinheiro, ninguém mais pratica por romantismo; então essa é a diferença, entre o atleta de hoje e do atleta daquela época, naquela época tinham seleções que jogavam… então, hoje não, quem vai praticar esporte vai para seguir carreira dentro do esporte. Vai para se profissionalizar dentro do esporte…
Congresso de Esporte para Todos - Na época do Esporte para Todos, né, estava na moda no Brasil o Esporte para Todos, uma campanha nacional, era o Takahashi né, que era o … o Lamartine, Takahashi … vem lá do fundo do poço esses homens aí, e depois estava começando o movimento do Colégio Brasileiro [de Ciências do Esporte] também, que teve um Congresso do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, logo em seguida; foi na Escola Técnica, e aí esse foi marco histórico aqui para Educação Física. Foi a época que se começou.. a Educação Física começou a ter um… saiu daquela fase de esporte romântico passou já a ter um cunho mais científico, uma preocupação mais com o aspecto do estudo, da Pesquisa. Vários trabalhos foram apresentados, inclusive, eu apresentei esse meu trabalho num congresso do CBCE, na Escola Técnica, sobre Características Antopométricas do Voleibol.
[Eu falo sobre esse congresso da EPT, porque o EPT praticamente, em São Luis pelo menos, antes da SEDEL, ele não desenvolveu, era uma outra filosofia, uma outra política, embora se pegasse o dinheiro do EPT, na coordenação e lazer, mas era uma filosofia ditada, mais por Lino, por Laércio, que faziam uma certa oposição ao EPT, e quando se falou em se fazer um congresso de lazer aqui, não era para ser Esporte para Todos; eu lembro que a SEED, só admitia financiar um congresso de lazer se fosse, com o nome de Esporte para Todos; aí houve aquela confusão, que nós convidamos pessoas que eram contrarias ao movimento EPT, proibiu a vinda, isso eu queria que você falasse!] - tem dois aspectos aí que talvez tenha influenciado o EPT a não ter ido para a frente aqui, naquela época; nós, o pessoal da Universidade, os professores, éramos chamados de, é um termo até antiquado, até ridículo: da esquerda, tínhamos uma visão diferente… Todos usavam barba, eram comunistas (risos) … é engraçado falar isso, a gente era comunista, então Laércio, Lino, eu, nós éramos contra o EPT, contra a filosofia do EPT, porque o EPT era isso, Esporte para Todos; só que não era para todos , era para uma classe elitizada, que tinha bicicleta, era a classe burguesa, mas a classe pobre, a classe que não era privilegiada, ficava fora do processo; então o esporte não era para todos, a gente via na época o EPT mais como uma forma desse pessoal de Brasília de ganhar dinheiro; rolava muito dinheiro só que fazendo eventos e passeatas na rua, andando de bicicleta e com uma faixinha do EPT e tal; a gente era bem contra isso aí, esse foi o aspecto de não ter ido. O segundo aspecto é que dentro da SEDEL haviam duas coordenações, é a Coordenação de Esportes e a coordenação de Lazer. A Coordenação de Lazer era coordenada pela Fátima Frota e a de Esporte era pelo Gafanhoto; então havia uma diferença de competência brutal entre a Fátima Frota e a equipe do Gafanhoto. A equipe do lazer era uma equipe muito competente, começando pela Fátima Frota e a equipe dela eram pessoas muito competentes, tanto é que depois, essas pessoas, que trabalharam com ela acabaram fazendo mestrado. Hoje tem a Profª. Socorro [Araújo] no Departamento de Turismo; era um pessoal muito bom; então eles faziam eventos espetaculares, preocupados com essa questão da cultura, de preservação da cultura, era um trabalho científico, um trabalho com embasamento teórico, então esse era o lazer, a gente até trabalhava, até ajudava, ia lá, até porque a gente se envolvia no trabalho da Dona Fátima, Laércio, eu e Lino, porque a gente via lá, a competência estava lá. No desporto, era o Gafanhoto. Gafanhoto era símbolo do que era a incompetência… lembro de uma reunião do Gafanhoto – foi muito engraçada, ele fez uma reunião, reuniu o pessoal todo e disse que ia atacar problemas do esporte do Maranhão de A a Y, quer dizer ficou alguém de fora (risos) o Z não estava. Ai eu levantei o braço e falei assim: Gafanhoto alguém vai ficar de fora desse teu projeto de atacar o esporte, ai ele falou porque? Porque o Z ficou de fora ai do teu alfabeto. Era muito difícil trabalhar ali, tinha muitos entraves, a coisa era voltada para escolinha; ainda se cultua até hoje, eu vejo ainda se preservar aquela coisa que o grande segredo de fazer o esporte é fazer escolinha, isso era aquela coisa do Cláudio Vaz, isso foi uma coisa que na época deu certo, que tinha muito dinheiro, tinha muitas pessoas poderosas, lá, com o tráfico de influência, e deu certo; hoje não é mais isso ai, hoje é totalmente diferente, hoje ainda falam – Ah! Na época do Cláudio Vaz tinha escolinha; só que hoje não é mais a época do Cláudio Vaz, hoje é outra época, tem que fazer um outro trabalho, trabalho de comunidade, departamentos de bairros, com sindicatos, é outra visão do mundo; então foi por isso que o EPT não deu certo aqui, além da questão da competência, que está na frente, há a questão da filosofia do EPT; tinha as pessoas que não podia tocar para frente que eram contra o Esporte Para Todos…
Congresso Brasileiro de Ciência de Esporte Norte e Nordeste – Lembro bastante disso ai; nos trabalhamos aqui na organização, foi na Escola Técnica; ela foi muito bem organizada; os certificados saíram, eu trabalhei na organização… veio o Victor, Victor Matsudo, veio um monte de gente para cá; foi uma festa na cidade, uma festa científica … foi trabalho… houve aqui aquele Amauri Bassoli, veio muita gente apresentar trabalho; tem trabalho no cás foi um momento rico, muito rico cientificamente muito rico, muito interessante … pena que tenho havido um corte nesse movimento ai.
[Eu acredito, o início da pesquisa no Maranhão, começa desse contexto] Eu também concordo que foi um marco da pesquisa, que foi a semente que se plantou, mas, depois houve um cortezinho em decorrência do êxito de vários professores que foram embora: o Laércio foi embora; o Lino foi embora; muita gente foi embora e ai voltou, houve uma outra fase mais recente, que depois a gente fala sobre isso… todo evento que você faz sempre fica alguma coisa, deve ter mexido com muita gente, motivou muita gente a fazer Educação Física; houve trabalho científico apresentados, foram divulgados os trabalhos, motivou um clima voltados para isso foi um marco, foi plantado a semente, isso trouxe conseqüência depois até para reforçar o curso de Educação Física da UFMA, colocou o Maranhão no contexto do Brasil estava muito isolado, que Maranhão existe, criou uma imagem do Maranhão muito positiva fora do Maranhão; me lembro quando eu estava em São Paulo, eu tinha um respeito muito grande pelo Maranhão, bem tudo tinha idéia que aqui no Maranhão tinha um grupo de trabalhos avançados para essa área…
Simpósio de Educação Física da UFMA - SIMPEFE… o Primeiro SIMPEFE foi quando eu fui Coordenador do Curso; eu era Coordenador do Curso e Vicente Calderoni era o Chefe de Departamento, nós fizemos o Primeiro SIMPEFE foi quando eu trouxe para cá – deixa eu bater 3 vezes aqui – a infeliz idéia, apoiado por uma outra pessoa, trouxe o Francisco Mauro da Silva (…) Lino. Paulo Rubens; o SIMPEFE foi todo filmado, eu tenho fita guardado em casa, foi todo documentado, foi todo filmado por uma pessoa, as palestras foram filmadas. O Simpósio foi todo filmado, foi feito lá no Auditório do Odilio Costa Filho, que hoje é outro nome… foi feito lá no Odylo Costa Filho, lá no Projeto Reviver, na Praia Grande; então foi muito bom na época, que o curso estava no auge, começando; foi quando a gente trouxe esse pessoal todo para cá.
Qual foi a contribuição do SIMPEFE para a Educação Física escolar do Maranhão? A contribuição e de forma direto e indireto, e você quando traz pessoas para falar quando se debate com Medina com o Lino, tudo gera daqui, como o Paulo Rubens, então você traz experiência você interfere nos alunos, interfere nos próprios professores do departamento; sempre existe essa absorção de conhecimentos a troca de conhecimento, que as pessoas mudam.
Jogos Universitários Brasileiros, de São Luís - taí uma coisa que eu quase nunca participei, nunca tive um envolvimento com JUB’s, com JUM’s; eu participei do JUB’s como atleta na época que era aluno da USP; inclusive no Maranhão nunca fui simpatizante de JUB’s e de JUM’s; eu acho um desperdício do governo gastar dinheiro com jogos universitários, a única participação que eu tive aqui como participante, foi quando veio para cá um JUB’s no Maranhão … Eu participei somente como assistente, porque o técnico de voleibol de São Paulo era um colega meu de turma, que era o Pimenta; nós jogamos voleibol juntos na faculdade; grande amigo, já falecido; e quando ele veio para cá, ficou aqui em casa; a gente saia com os atletas de São Paulo, que conhecia alguns, mas eu nunca participei; quem participou ativamente, organizou de forma magistral, foi o Lino, que ficou assim uma marca registrada nos jogos, que teve muitos elogios, eu acredito que tenha ficado bastante marcado aqui pela participação dele, pelo movimento na organização do JUB’s feito aqui em São Luís. Mas eu nunca fui simpatizante de JUB’s, eu acho que JUB’s e jogar dinheiro fora, é você trabalhar no Brasil que os atletas a maioria jogam, muitos vão para fazer turismo; existem vários W/O nos jogos; o pessoal vai daqui para jogar; vai para praia enche a cara de cerveja e não joga, o pessoal joga embriagado é uma coisa de louco, quer dizer, existem alguns resultados bons alguns atletas, vão com a intenção até de bater recorde. para participar da olimpíada universitária, mais de uma forma geral é uma esculhambação total, por isso eu nunca participei de jogos, nunca fui simpatizante.
JEB’s em São Luís; os Jogos Escolares Brasileiros – Eu estava na universidade; a minha participação porque já ia mais o pessoal do Estado, que já tinha uma participação direta os técnicos que participaram é do Governo Cafeteira… Castelo
Eu participei da construção, na época de João Castelo, da criação do C.S.U. – Centro Sociais Urbano – na Cohab; eu me lembro muito bem quando foi inaugurado era uma maravilha, depois de 8 meses tiveram que fazer uma reforma; se gastou mais na reforma do que na construção do C.S.U.
APEFELMA - A APEFELMA tem histórico, eu trouxe até um documento aqui, a APEFELMA já é mais… idade moderna (Risos)… houve um movimento para se criar … estava o Laércio … E ai nós fizemos, foi feita a primeira reunião – isso consta tudo nos livros de ata que, eu não trouxe -, mas a primeira foi criada em 81, eu trouxe aqui o papelzinho, você pode até ficar, você tira cópia depois me dá. A primeira comissão de instalação foi feita em 81 com esses nomes aqui: foi o Laércio, Cecília, Paulo, que ainda era aluno, Lino, Rubens Goulart, acadêmico, a Viviane Araújo Teles. Mas não colocaram seu nome aqui; então essa comissão de instalação, ela foi responsável pela primeira eleição, da primeira diretoria que era de 84 / 86, que foi presidente eleito Osvaldo Teles, que ficou só 6 meses, não aparecia, abandonou, a gente botou ele para fora; vice-presidente Vicente Calderoni; 1º Secretário, Sidney – eu -, Viviane e tal ai em 85, como ele ficou só 6 meses, entrou o Vicente que ficou como Presidente, ficou até em 86; e eu, fiquei como vice-presidente ai entraram mais essas pessoas; ai tem as outras chapas ai até 86 /88, 89 e 91, esta ai o presidente Leopoldo e agora tem essa atual nessa ai que o Canhoto como presidente, o vice-presidente. Eu sou o primeiro secretário, e o vice-presidente é o Veloso [Henrique Veloso]; nós nos reunimos agora, sábado retrasado, para iniciar um processo de criação da delegacia Regional aqui, dá uma luta para você fazer isso do Conselho. ..O Conselho, se não me engano a Célia é que vai ser a nossa cabeça, né? Você recebeu aquele caderno, aquele papel sobre o Conselho Federal – eu tenho no carro -, e eu vou te dar um, trás toda a história, as regionais, nós estamos ligados à Fortaleza, que é uma região, então nós temos que criar aqui uma delegacia, é o único estado, acho que um dos únicos estados que ainda não tem nada, não tem nenhuma estrutura a gente já fez três reuniões, nós marcamos reuniões, inclusive dessas três reuniões foram publicadas em jornal, divulgada nos locais onde existe a maior freqüência de professores, Costa Rodrigues, Escola Técnica e tal. Você participou da Escola? Uma delas você participou. [Ah! Sim, quando foi a reativação da APEFELMA para criação do Conselho ] Exato, do conselho, e não houve a participação, ninguém apareceu na última reunião que a gente marcou, que teve, foi no Costa Rodrigues apareceu duas pessoas. Ela ligou para mim {Tania Biguá, sobre denuncia contra um dono de academia] – eu expliquei a situação, e pedi pro Canhoto, como presidente, questão de respeitar a função, ele foi lá dar a entrevista, mas eu tenho tido contato com outros estados, com outras pessoas que ????? em Manaus, é que a gente sabe que é, talvez o único estado que ainda não tenha ainda é aqui, então eu até brinco, o Maranhão foi o último estado a aderir a independência do Brasil, e pelo que eu vejo, vai ser o último Estado a aderir ao Conselho Federal de Educação Física, já houve uma reunião a alguns meses atrás dos Conselhos é o FANALI denunciou nessa reunião a questão da partilha do Maranhão em relação a criação do Conselho, da regulamentação dos Profissionais, já foi denunciado isso ao Conselho Federal de Educação Física, eu estou bastante preocupado com isso, é nós fizemos essa reunião no sábado retrasado, e elaboramos uma ficha de inscrição, essa ficha, já foi rodada nós vamos começar a cadastrar todo mundo e em cima desse cadastro nós vamos ter que elaborar um jeito de criar uma situação, para criar uma delegacia aqui e começar, não pode mais ficar como está.
[Porque o curso de Educação Física da UFMA está tão distante da realidade das nossas escolas, com esse aumento de escola pública ?] - Puxa vida! Essa é uma coisa assim que toca muito indiretamente a mim, que eu vivo aquilo ali e fico agoniado com aquilo; o que é o seguinte: o curso de Educação Física quando foi criado, o perfil do professor era de uma pessoa que tinha já se formado, a uns quatro cinco anos, ele tinha uma experiência de mercado, de trabalho de quatro a cinco anos, era uma pessoa que antes de se formar já tinha uma experiência dentro do esporte ou do lazer, já tinha uma vivência, quando ia fazer faculdade já tinha essa introdução, e era uma pessoa, que quando ia dar aula, então, ele tentava na faculdade para dar aula, ele já trazia consigo uma bagagem esportiva, uma vivência esportiva. Alguns para esporte, a maioria para esporte, que é a tradição do Brasil e voltada para o esporte, outros para recreação, para Educação Física Infantil, quer dizer cada um dentro de sua área, então esse era o perfil do professor, ganhava-se razoavelmente bem o professor, hoje a situação, o perfil é totalmente diferente, hoje o perfil do professor que tá dando aula na universidade, é de um professor recém graduado, sem nenhuma experiência quase nenhuma experiência anterior, como esportista, dentro da área de recreação e lazer, é o menino que as vezes sai, vai fazer, recém graduado, faz o mestrado, volta, que dizer, eu vejo o mestrado hoje, como aperfeiçoamento de um conhecimento, que o mestrado hoje não está sendo o aperfeiçoamento, tá sendo a obtenção de conhecimento, como é que volta do mestrado sem nunca ter trabalhado, sem nunca ter dado aula, vai poder dar aula numa universidade, como é que um professor que nunca deu aula, vai ensinar as pessoas a dar aula, então essa é a situação hoje do curso, o currículo que foi mudado que mudou em 86, 87; 86 que foi feito uma reforma no currículo por mim na época, em que eu era o coordenador, eu que fiz essa reforma de currículo, tive assessoria de uma doutora em currículo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro [?] por dois anos ela assessorou a gente aqui, é o currículo está totalmente defasado, porque foi feito na década de 80, na década de 80, a Educação Física era psicomotricidade, estava na moda na época o ex????? era psicomotricidade. Hoje não é mais, mudou, hoje são outros, outros conhecimentos, outras áreas de estudo, então o curso já esta defasado, um curso grande, enorme com treze mil e quatrocentas horas, o curso precisa mudar, eu fiz uma projeto de pesquisa a dois anos atrás, para apresentar uma proposta de reforma de currículo, foi técnica, eu terminei a pesquisa, apresentei ao departamento entreguei para coordenação do curso, e a situação e tão grave que a gente não consegue nem reunir os professores para fazer a reforma do currículo, foram feitas várias tentativas e acaba em nada, a última tentativa está sendo agora, nós fizemos uma comissão, estão eu, Silvana, Paulinho e Neneca e o representante dos alunos, Caetano Duailibe, essa comissão funcionou o semestre passado com duas reuniões, o pessoal não apareceu mais; e agora nos fechamos o seguinte, se o pessoal não comparecer, vai ser feito nem que seja por uma pessoa só, então já aconteceram duas reuniões e essas duas só foram Silvana e eu, então nós vamos tocar a reforma assim mesmo. Neneca é filha de Jota Alves, que atualmente é a coordenadora do curso.
Criação da FUMDEL, o que a FUMDEL fez? Em que ela está atuando? - A FUMDEL, foi a Fundação Municipal de Desportos e Lazer, Eu acho necessário que o Município tenha uma fundação para trabalhar o desporto e o lazer no município, ela foi criada, já está com quatro anos, cinco anos, acho que no governo do prefeito que foi reeleito, ela fez um trabalho, um pitoco de um trabalho, isso não é do conhecimento de comunidade, infelizmente; porque as pessoas da assessoria da FUMDEL que deveria está divulgando isso não fizeram. A coordenação de desportos e lazer da FUMDEL optou por fazer um trabalho em comunidades com os departamentos, então havia uma opção, ou trabalhava no esporte com as federações, quer dizer, reproduzia o que o estado faz ou se trabalhava um segmento, que é totalmente, arejado, um segmento do processo que está lá, dentro do bairro então a gente optou pelo segmento, que tá lá, que nunca foi trabalhado, são os bairros, então fizemos um levantamento, em que privilegiou, as comunidades os bairros de periferia. [O Trabalho é basicamente com o Futebol?] Não, aí é outra surpresa também, porque o que aparece é isso o futebol, na imprensa, saí uma notinha no jornal, a gente entrou em contato nos departamentos autônomos de futebol, por isso que fica essa imagem do Futebol, esses departamentos autônomos, nós fizemos um levantamento e encontramos cinqüenta e quatro departamentos autônomos, cada bairro, tem um departamento autônomo, desse departamento tem uma estrutura tem um campo de futebol, praticamente e futebol vive em função do futebol, pouquíssimos departamentos, raros são aqueles que trabalham com futebol, mas a nossa idéia é começar com futebol, porque existe o futebol lá com escolinhas, quer dizer dá apoio a estrutura, isso foi feito em vários departamentos como reforma do Campo os departamentos que não tinham campo a prefeitura fez um campo de futebol, arrumou um local, para tomar banho, um vestiário, deu material esportivo, foram feitos vários torneios, campeonatos com eles, ligado ao futebol, mas não é só futebol teve escolinhas de Voleibol, o departamento do São Francisco, teve escolinha de Futebol de Salão, de Voleibol, teve escolinha de Handebol, o problema é que os recursos da Fundação são pouquíssimos, não é uma fundação que o prefeito, olha assim como; a prefeitura já tem conseqüência, então ela não é uma fundação, que o prefeito injeta então ela com poucos recursos, é a gente fez um trabalho, além desse trabalho fizemos outros eventos, trabalhamos numa prova, numa atividade de Iatismo, a prefeitura em convênio com o Iate Clube, de bicicleta, teve evento de bicicleta, Eu tenho o relatório, que depois eu posso passar esse relatório para você olhar, o quê, que foi feito, o relatório dos ?????? Olha é um caso, Eu trabalho lá, assessoro, é um caso para se perguntar, ir lá fazer entrevista com Wilson Nery, por quê, que ele como membro da imprensa da ACLEM por quê, que eles não divulgam o trabalho da FUMDEL? Acho que vale a pena perguntar isso.
Pós Graduação na UFMA; por quê, que aqueles cursos de especialização não deram certo? O Curso de Ciências e de Lazer? = foram dois os cursos, inclusive eu participei da coordenação dos dois, um foi sobre Ciências dos Esportes. Laércio, começou primeiro, depois eu continuei, para terminar o outro foi ??? (o Leopoldo e o Sidney falam ao mesmo tempo e não dá para entender o nome do segundo curso.) Lazer e Recreação, que começou com Dimas, eu acabei terminando a coordenação. O que aconteceu? Aquilo foi, na época que foram feitos os cursos, pouquíssimos, acho que dois alunos que terminaram com a monografia um foi você. [Ciência do Esporte ninguém terminou] Terminou, o curso, todos terminaram todos eles terminaram, eu lembro que eu fechei a coordenação, me entregaram a coordenação no final eu fechei, único aluno [que terminou] Foi você por quê? Porque não tinha quem orientasse, não havia tradição aqui dentro da Universidade, não tinha ninguém, com mestrado, não tinha ninguém com Doutorado, então essa foi a dificuldade, falta de orientação e tradição dentro da Pesquisa, agora uma coisa, interessante, porque que não tem mais curso de especialização? É uma pergunta que eu fico até um pouco revoltado. Com tantos mestres, porque quando a gente adotou essa política, até a criação do Prata da Casa né, foi na UFMA, a idéia era a seguinte o grande problema aqui na Educação Física, é que nós não temos mestres e doutores suficientes, então é preciso criar essa elite, para que possa desenvolver a Educação Física, aí se criou o Prata da Casa para fazer isso, não só com a Educação Física, mas em outras áreas, o Prata da Casa, é um projeto da Universidade Federal do Maranhão, que pega os ex-alunos brilhantes da Universidade, e os coloca em várias universidades para fazer mestrado. É aí saíram vários professores daqui que foram fazer mestrado; Paulo fez Mestrado e Doutorado, a Silvana Moura, a Silvana filha do Dimas fez o mestrado aqui, na Educação, hoje, temos, o departamento tem vários mestres o Zartú, tá fazendo Doutorado, só que o Departamento nunca mais fez um Curso de Especialização, Eu pensei que hoje com esse Corpo Docente, o departamento, teria obrigação de Ter no mínimo dois cursos de especialização permanente, um na área de esporte, outro na área escolar, deveria Ter além desses dois cursos e permanentes, deveria Ter uma revista, deveria Ter pelo menos um congresso ou Simpósio Estadual, e o departamento não faz absolutamente nada disso, é uma pergunta que a gente deve fazer a essas pessoas, porque essas pessoas, hoje estão à frente desses departamentos, como o Paulo foi chefe do departamento, porque, que o departamento não faz isso?
Como foi aquela reestruturação no Departamento de Educação que você participou, sobre a implantação do PCN e aquela proposta pedagógica - Ah! Foi ótima, essa proposta do guia, O guia nasceu da seguinte forma, aos três, quatro anos atrás, em 97 mas para ser exato, eu fiz um projeto de pesquisa para elaborar um a proposta curricular, para Educação Física. Porquê, que eu fiz esse projeto de Pesquisa? Quando eu ia dá os cursos, no interior do estado, eu sentia que as pessoas que faziam curso comigo, nos interiores, de várias cidades, não tinham nenhum documento, nada em se apoiar, para poder trabalhar com a Educação Física, professor de Matemática, História e Geografia, todos eles tem, um livro, tem um guia tá lá o livro de Matemática para 5ª série, para 6ª, para 7ª, é essas pessoas, esses profissionais, que atuaram no interior principalmente com Educação Física, eles não tinham nenhum documento para poder trabalhar, então em cima desse problema, eu tive essa preocupação em fazer um projeto para elaborar o Guia, mas aí me surgiu uma outra preocupação, Eu faria a elaboração desse Guia, dessa proposta de currículo, mas se fosse feito só por mim, ia morrer lá na Universidade, como sempre acontece com as pesquisas lá na universidade, infelizmente uma boa parte delas acontece isso, engaveta e morre, aí eu tive a idéia de fazer esse trabalho em convênio, com a Secretaria de Educação, que o estado também participasse disso, era uma forma, depois de o estado expandir esse guia, para todo o Estado, para todos os municípios, aí eu fui falar com o Secretário de Educação, e ele topou, e me pediu, que eu fosse conversar com o pessoal da divisão de Educação Física, a sorte também na época quem era Chefe da Divisão era e Marisete, que era a minha esposa, é ai agente montou uma equipe para fazer, junto a UFMA e Secretária de Educação para fazer o guia, elaborar o guia, aí nos convidamos fez parte da equipe: Eu, Marisete, o pessoal da divisão, Marileide, o Alfredo, nós convidamos pessoas que fossem representativas do segmento, escola o Carlos Alberto Martins, que dá aula na escola do CAIC, Convidamos a Silvana da Escola Técnica a Silva Mariusque, compareceu uma única só vez, depois nunca mais apareceu, agente tirou ela da equipe; o Carlos Augusto Scanseti Fernandes que era da Escola Pública, também, só apareceu uma ou duas, depois foi embora não apareceu mais e convidamos um Doutor em currículo, que é o professor José Erasmo Campelo, da Universidade Federal do Maranhão, que tinha doutorado em currículo é ai nos começamos um trabalho fizemos em trabalho todinho e que terminou com o guia com a proposta, curricular para Educação Física, grande problema hoje do guia, é que falta estender esse guia, falta levar, eles foram tiradas, na primeira edição saíram duas mil cópias já foram distribuídas pelo interior todo, mandado para as escolas, mas o que está faltando e isso que também falta para os PCN’S, falta ir lá no interior e dá o curso para o professor, é isso que tá faltando, já cobrei isso muito da divisão é a divisão não tem como, eles são três pessoas na divisão que é a Marisete, a Marileide e o Alfredo e eles não tem como fazer isso aí, talvez se ele tivesse que fazer Convênio com a universidade, com a Escola Técnica para poder sair e implantar isso aí dando cursos para o interior do Estado todinho para implantar, efetivamente o guia. agora existe um problema seríssimo da Educação Física no interior do Estado, eu percebi, que isso é um problema grave, que a divisão de Educação Física do estado deveria já ter ciência disso, o problema todo é falta de pessoal, existe uma preocupação do Governo Estadual também em incentivar a Educação Física porque é um gasto. A política não é para privilegiar ou para incentivar a Educação Física, Eu dei um curso agora em janeiro para GEDEL, o esporte solidário, a gente sabe que o esporte solidário voltou agora para o Maranhão e voltou para ser implantado em cinqüenta e dois municípios, ou 55 do Estado e quatro núcleos, aqui na capital, então não estava nem previsto um curso de treinamento. Eu alertei a GEDEL, fui pego assim, de surpresa, para que pelo menos desse um curso, para esse pessoal que fosse trabalhar, aí ela fez um curso, nós trabalhamos em quatro, dois professores, para dar a parte teórica e dois para a parte prática, a parte teórica foi dada por mim e pelo Alex, está como professor substituto lá da UFMA, e a parte prática foi dada pelo Carlos Alberto Martins Filho e pelo Euvaldo, esses trezentos, já eram trezentos professores do interior, desses trezentos professores que vieram, mais os da capital, principalmente do interior, noventa e nove por cento não é formado em Educação Física, agora o que é mais grave, todos eles, nunca participaram de curso nenhum, então quando teve um curso a três anos atrás, lá na Alemanha, do esporte solidário na época da Marli Abdala, Eu dei o curso lá, então eu esperava, que pelo menos uma boa parte daquele pessoal, fosse atuar agora então isso significa o quê? Que existe uma rotatividade enorme, a pessoa que trabalha hoje no interior em Educação Física no esporte solidário o ano que vem não é mais ele, é outro. Muda tudo; isso significa jogar dinheiro fora, quer dizer, está se investindo numa pessoa, que não tem compromisso que não tem competência, que não tem, interesse, e tá jogando dinheiro fora.
Contribuições do Domingos Salgado - Eu tive um experiência muito ruim com Domingos Salgado, eu tenho uma imagem muito ruim dele, o Domingos, eu conheci quando cheguei aqui, ele chegou primeiro, ele já tinha uma imagem ruim, aqui no Maranhão; talvez ele tenha sido a pessoa que criou essa imagem ruim dos paulistas, porque ele era uma pessoa não muito bem vista, uma pessoa que devia muito na praça, e os cobradores iam lá no núcleo de esportes atrás dele, tinha uma imagem meio ruim. E é uma pessoa que dificultou a entrada da Educação Física na Universidade Federal do Maranhão, foi diretor do Núcleo de Esporte, dificultou as atividades do núcleo de esportes e chegou a um tal ponto que acabou sendo demitido pelo Reitor; ele forçou uma situação para poder pegar o fundo de garantia, teve uma reunião que nós fizemos na época, o reitor era o Martins, e nessa época a gente fez a reunião, deve ter sido na época que o Moacir chegou, que o Moacir estava presente, estavam Cecília, Dimas, eu, Moacir, com o Reitor e o Pró-reitor, e foi uma situação constrangedora porque ele foi desmentido, nessa reunião, as pessoas fizeram sérias acusações, inclusive até de poço artesiano, que ele disse que tinha 120 metros com certeza no raio, e tinha só a metade, tinha 60 metros de profundidade foi uma coisa absurda, foi acusado lá de várias irregularidades, aí ele foi demitido da Universidade, porque a situação ficou uma situação terrível, essa é a imagem que eu tenho de Domingos Fraga Salgado, aqui.
Rinaldi Maia - eu tive bastante convívio com ele é Ex-professor de Futebol, conversava com ele, quando nós fizemos esse curso de especialização em Manaus, nós ficamos juntos, nós alugamos um apartamento, o pessoal do Maranhão alugou um apartamento com exceção da Cecília e o Dimas que ficaram morando no… a Cecília ficou num Hotel, e o Dimas no apartamento de um amigo; eu, Isidoro, Moacir mais um pessoal de Goiás, ficamos num apartamento juntos, durante algum tempo, o professor Rinaldi Maia, foi quando o conheci bastante, a gente conviveu durante dois meses morando juntos, uma pessoa muito integra, uma pessoa muito séria, talvez o infarto dele tenha sido por causa disso, por que ele era uma pessoa muito integra, e não aceitava uma série de coisas. É professor de futebol, foi a experiência que eu tive dele, sempre jogava Basquete na Escola, Eu já peguei o Reinaldo já com uma idade bastante já, na época eu tinha 28, ele já devia ter uns 55, 60 anos, não me lembro. A UEMA sempre foi uma Universidade muita oculta a Educação Física, nunca teve nada lá dentro, tirando um ou dois professores que iam lá dar aula, a imagem da UEMA, em relação a Educação Física é a pior possível, as aulas de prática desportiva, são terríveis, e professor que não vai dar aula, é professor que, aquelas coisas todas, tanto é que nunca aconteceu nada na UEMA, em termos assim de tentar criar um curso, de tentar dar uma boa aula de prática desportiva, implanta prática desportiva na universidade, porque a imagem deles lá é terrível, eles não estão nem aí para isso, eu participei de uma reunião na UEMA, não me lembro, qual foi o motivo, onde o Pró-reitor fez uma acusação gravíssima, estava eu, o Nilson, que era o coordenador do departamento, o Chefe lá da Educação Física e o Pró-reitor da UEMA, falou que Educação Física e nada era a mesma coisa na cina (?) dele não tinha o menor respeito pela Educação Física o Pró-reitor, disse isso. Ninguém sabe como é que funciona, o meu receio em relação a Universidade Federal do Maranhão, a UFMA, é que está de caminho para isso aí, se tornar uma UEMA, por que a coisa tá indo para isso aí, nós estamos tendo lá professores, Mestres, Doutores, e o curso tá definhando.
Cecília Moreira - A professora Cecília, eu conheci também junto com o Dimas, professora que deu aula de Educação Física Infantil, dança, professora que foi coordenadora do curso durante, oito anos, na época indicada, o Cleber Leite na época do reitor Cabral, depois ela saiu e foi ser secretária. Minha relação com Cecília foi essa eu tive alguns atritos com a professora Cecília era uma pessoa também muito séria, eu tive alguns atritos acadêmicos com ela, Eu separo a Cecília como mulher, como mãe, como profissional; eu vejo que a professora Cecília atrasou muito a Educação Física dentro de Universidade Federal do Maranhão, ela tinha uma visão de Educação Física, ela tinha uma forma dela coordenar o curso, forma de administrar, muito centralizada, ela dificultou muito, lembro que o curso chegou uma época, um período que os cursos de licenciatura da universidade, como Educação Artística, Matemática e tal, estava entrando no Vestibular, um, dois alunos por semestre, no Curso de Educação Física, o curso todo chegou a ficar numa época com uma faixa de sessenta alunos, uma média de sessenta alunos, o curso todo, o que estava entrando a cada semestre um, dois, três alunos, eu cheguei a dar uma aula para uma turma de um aluno, aula de didática 120hs para um aluno por semestre. Oitavo Período, que dizer, oito aulas por semana para uma aluno, foi até o Mauro Santiago, então foi o problema, ela achava que o curso de vestibular devia ser bem difícil e só poderiam entrar aqueles que realmente tinham condições, por que isso iria, engrandecer o curso, aí quando ela saiu houve uma mudança no vestibular, a gente mudou a área, mudou o peso, aumentou o número de vagas, e hoje o curso conta com quase seiscentos alunos ou mais. Teve um período, isso também acontecia além de entrar poucas pessoas, também acontecia isso, o curso de Educação Física, eu tenho também um trabalho de pesquisa que eu fazia, com a primeira turma, que eu também dou caracterização profissional, eu aplicava um questionário para traçar o perfil do aluno e numa das perguntas, perguntava qual o interesse, se ele tinha interesse em ficar ou passar para outro curso e uma boa parte dos alunos respondiam que tinha interesse de pular, houve uma época que eu era coordenador, que a Pró-Reitora de Graduação era ? (alguém começa a tossir e eu não entendi o nome da Pró-Reitora – Margarida Leal) que foi um escândalo, dentro da Universidade, foi até chamado de O TREM DA ALEGRIA, houve uma transferência de dezessete alunos dos cursos, vários cursos, entre eles Educação Física parece que foram 5 alunos do Curso de Educação Física e do Curso de Medicina, foi em escândalo na época, isso foi parar no conselho e rolou, como a Universidade vivia na época em clima de opressão um clima de, o reitor era o Cabral ele não havia essa, o conselho não tinha muita força, passou isso mudou depois, depois que o Cabral saiu entrou o reitor Jerônimo Pinheiro, aí acabou isso daí, houve conselho, e proibiu essa transferência de um curso para outro, mas isso acontecia muito.
Laércio - o nosso grande amigo Laércio (risos) – eu vejo o Laércio assim, como um profissional, que toda empresa, que toda instituição deveria ter porque ele deveria ter uma função de motivar as pessoas a trabalhar e dar idéias, ele é um grande motivador, ele é um grande idealizador, eu mudei muito, quando eu conheci o Laércio, eu mudei muito a minha postura profissional, eu tinha uma formação muito ideológica formado pela USP era muito treineiro Biologia, tinha feito Fisiologia, quando vim para cá para o Maranhão, começando com o Laércio passei para área pedagógica, o Laércio foi quem me ensinou a trabalhar, tanto insistia com computação eu lembro de minha resistência, com um computador, quando eu trabalhava num 386, acho que nem era isso, um computador SIDi. Cobra, 286. Eu lembro que ele tanto que insistiu, um dia eu sentei, e comecei a mexer, e outras coisas mais, congressos, cursos e disciplinas, Laércio é uma pessoa, que ele passa uma energia, ele passa uma força de trabalho monstruosa e infelizmente por incrível que pareça, às vezes é mal compreendido por algumas pessoas, é chamado de enganador, de pessoa que começa e não termina, Eu fico assim assustado de ver como, assim as pessoas não conseguem ver a importância do Laércio, o Laércio por onde ele passa, ele deixa alguma coisa, ele deixa a semente, qualquer órgão que ele passa cria-se uma motivação, todo mundo começa a trabalhar, todo mundo se envolve, existe um clima acadêmico do lado dele, essa áurea dele acadêmica, isso é uma coisa que falta hoje, falta isso no curso, falta essa coisa de ter o prazer de trabalhar de fazer, de ter idéia.
Lino O Lino, ele não teve… o Lino foi amigo de infância, então o Lino eu posso falar, sem ter o direito de falar, mesmo que ele não goste tenho o direito de falar, tenho o direito adquirido de infância (risos) a gente viveu junto a infância todinha de bairro, jogava xadrez, jogava futebol, separei muita briga do Lino de provocar bandaria, de brigar e a gente ter que separar depois, aquelas histórias cômicas do Lino, o Lino ele sempre foi uma pessoa muito inquieta, uma pessoa muito competente, mas ele não se deu bem aqui no Maranhão, quando ele veio para cá, ele trabalhava com Futebol, ele não conseguiu entrar na UFMA, esse foi o grande problema dele aqui, ele não entrou no departamento; então ele se envolveu com futebol, trabalhava no MAC, você lembra disso, que tinha aquela motinha dele, que ia lá, ele morava na São Pantaleão, com o futebol depois ele passou para o Tupã. Lino não trabalhou nem no DEFER, uma coisa interessante. Mas ele não tinha vínculo de trabalho. Só se envolvia na direção do JEM’s, essas coisas; eu não sei porque, que isso aconteceu com o Lino, não sei se ele não queria. Eu que trouxe o Lino para cá. Ele veio para cá, para o futebol, a idéia era para botar na Universidade, mas eu acho, que não sei porque, exatamente o motivo, eu fiquei até de perguntar isso para ele, mas o grande problema do Lino, foi que ele não se deu bem aqui, o Lino teve um problema sério ele estava noivo na época, da primeira esposa dele. Sandra, ele estava agoniado, ele queria ir embora, ele não bateu, não casou, o Lino aqui ele ficou, apesar de ele ter feito um trabalho maravilhoso que ele fez na PRECSAE, não era o local dele, ele não se identificou aqui, aí ele trabalhou na PRECSAE, trabalhou na Universidade como professor, mas pela PRECSAER, deu aula trabalhou no JUB’s, se envolveu com o futebol, aí ele teve um convite, esse foi o motivo da ida dele ir embora daqui, ele recebeu um convite do futebol para trabalhar no Botafogo de Ribeirão Preto, e ele foi embora daqui e aí essa história você já sabe. Não deu certo também, quando ele chegou aqui lembro bem, na época que ele voltou, ele ainda não havia terminado a tese, elaborado a tese, ele falou exatamente o que ele disse, foi eu estou aqui a 45 dias não escrevi uma linha da minha tese eu tenho que ir embora daqui, é eu entendi ?????, foi por isso, eu quando voltei, foi o meu grande erro ter voltado, eu fiz o mestrado em um ano e meio as disciplinas, e voltei paro o Maranhão, achava que podia, que seria mais útil fazer aqui, do que fazer lá, foi o meu grande erro, eu nunca devia ter voltado, sem antes defender minha tese, quando chega aqui você, porque aqui no Maranhão não existe ambiente acadêmico, naquela época não existia então você, eu me envolvi com a coordenação do curso, eu me envolvi com estágio, fui coordenador de estágio, comecei a trabalhar aí foi ficando, foi ficando, amanhã eu faço, amanhã, eu faço; é aquilo que o Lino falou em 45 dias, ele não escreveu nada, e foi embora, voltou para São Paulo, ele deu sorte, que depois ele entrou na UNICAMP para trabalhar, e hoje é isso que todo mundo conhece, se ele tivesse ficado aqui com certeza ele não teria chegado nesse nível. Ele era técnico em Assuntos Educacionais então, ele talvez não tivesse essa exigência de voltar o tempo aqui, isso é mais relacionado com o professor, o tempo que você fica fazendo o curso tem que pagar aqui.
Na UFMA, ele não tem nem uma passagem feliz, ele não bateu na UFMA, não conseguiu, departamento também na época, não absorveu, tinha uma politicazinha, interna dentro do departamento, né infelizmente com a professor Cecília, o pessoalzinho o próprio Moacir. Os da terra, contra os Paulistas. então se dificultou a entrada dele, não queriam ele dentro do departamento, ele participava das reuniões como professor de organização, não como professor da casa, eu me lembro: que ele brigava muito com o professor Rinaldi, o Lino teve uma época dele muito agressivo, muito contundente nas colocações dele, e isso também. Dificultou a aceitação dele no departamento ele era uma pessoa muito braba, muito agressiva teve atritos, grandes comigo, com o Laércio a gente chegou até ficar um tempo sem conversar por causa disso, nós perdemos a amizade por alguns anos, um ou dois anos, depois é que voltou a conversar. A última vez que ele teve aqui, eu senti uma mudança muito grande ele mudou bastante, eu até fiz uma brincadeira com ele, nós fizemos um debate, sobre currículo lá no curso, com alguns professores, alguns alunos. Eu fiz uma pergunta e ele falou que: às vezes para gente avançar a gente tem que dar um passo atrás, eu falei então você mudou muito, porque ele nunca dava um passo atrás. (risos). Ele riu muito e falou: é a gente aprende é vivendo.
Mauro - Esse foi a maior desgraça que aconteceu para a Educação Física aqui no Maranhão. Aí eu tenho uma parte uma parcela de culpa. para UFMA, eu falo Maranhão porque é UFMA, desculpe, foi uma época em que o Maranhão estava carente de professores; o professor Lino tinha ido embora, o Laércio tinha ido embora, tinha um pessoal saindo e aí eu pensei; eu era Coordenador eu falei: olha temos que trazer pessoas de fora aí com Mestrado para dar uma levantada aí. por indicação de um professor que o conhecia, o professor Tarcísio. Ele era aluno. Ele tinha muita relação com o Tarcísio porque ele foi o seu orientador. Aí ele estava trabalhando na Vale do Rio Doce, lá na serra do Carajás, então ele sempre ligava para mim, ele fez um concurso aqui, ficou em segundo ou terceiro lugar, quando ele vinha para cá, ele ficava hospedado às vezes na minha casa, e aí quando teve aquele concurso Tarcísio já era professor do departamento, aí entrou, se inscreveram o Mauro, entrou o Adriano, entrou a Cássia, aí explodiu o departamento, porque eles entraram com uma visão, a filosofia deles era desobediência, desordem e guerra civil, então eles achavam que, dentro de uma visão marxista, comunista. Da linha Albanesa, você só poderia construir, se você destruísse primeiro, primeiro você tem que fazer a revolução, destruir o que existe, para depois construir de novo, então eles queriam destruir tudo, fizeram coisas absurdas. principalmente fisicamente, destruíram tudo inclusive chegaram a destruir até o material do departamento como quadro de giz, que quebraram, televisão, vídeo cassete, riscaram meu carro várias vezes. eu abri todos os processos contra o Mauro, por tentativa de agressão, e por agressão verbal, abri um processo dentro da universidade e um processo na polícia civil, o Moacir abriu um processo também contra ele, pois ele ameaçava mesmo.
Adriano - Eu tenho esses documentos todos guardados comigo até hoje, ele era uma pessoa completamente desequilibrada, eu considero o Mauro assim, uma pessoa esquizofrênica, um paranóico, uma pessoa altamente agressiva, que na segunda ou terceira palavra que você não concordasse com ele partia para porrada, aconteceu uma vez uma Assembléia eu contestei, educadamente, academicamente, com todo cuidado, ele levantou para mim me dá uma porrada, foi agarrado, aquela coisa toda, foi horrível, eu tive que sair do departamento, porque eu era agredido, verbalmente, diariamente por ele, corredores, na sala de aula, o que mais me entristece, era que alguns professores, inclusive um que eu tinha amizade, desde quando cheguei aqui, que foi o Vicente, ficou da mesma forma, ficou do lado dele chamando ele de pai.;… acho que ele deveria levar até o final, liberou o Mauro, e ele foi embora, e ele tirou todos os processos, que haviam dentro da Universidade, foi apagado dos computadores se você for hoje no computador não tem nada, eu tenho esses documentos todos mas apagaram dos terminais, todo esse processo contra ele, foi uma coisa interessante isso, com uma semana no departamento, lá em Espírito Santo ele brigou com o chefe do departamento, ele quebrou o braço do chefe do departamento. com uma semana; então uma pessoa dessa não pode ser normal, a poucos tempos atrás talvez uns oito meses atrás, ele deu cinco tiros num orientando dele, o orientando foi se concursar, quando conseguiu voltar, não morreu, acusou, é a última informação que eu tive agora recente, faz dois dias atrás, que o Mauro estava preso, um aluno do curso que estava dependente da nota dele ligou lá para ele ver se podia resolver o problema da nota, falou com a esposa dele, o Abelardo Teles, eu vou até confirmar isso com ele, e a esposa disse que ele estava preso, eu acho que finalmente ele encontrou o lugar certo dele.
Qual foi o papel do Dimas em todo esse processo de implantação de Educação Física na UFMA? Dimas, são duas coisas diferentes, eu vim aqui quando o Laércio, falou aqui eu estava lendo o Laércio falou assim, o mérito do curso ter vingado, é do Dimas, Domingos e Cecília, nenhum dos três, o Dimas não teve nenhum mérito na introdução do curso, assim, quanto a parte técnica, na parte de elaboração. Da Prática Desportiva, sim, o Domingos não teve nenhuma participação, pelo contrário, ele além de não participar ele dificultou, ele não queria que tivesse aula de prática lá no núcleo que ele queria ficar lá no núcleo, que ele estava ganhando o dinheiro dele sem fazer nada, e a Cecília também não teve essa participação direta, teve na prática esportiva, então o papel do Dimas, é papel em relação à Educação Física porque ele foi, um Boaventura, só que um Boaventura melhorando, o Dimas foi para foi para a Universidade do Maranhão o que o Boaventura foi Universidade de São Paulo, para a Educação Física. o Dimas eu considero, mais humano, uma pessoa mais bonita, não que o Boaventura não seja, mas ele era muito rígido, muito disciplinador, muito militar, o Dimas além de ser um profissional muito competente ainda tinha essa questão do carisma, do coleguismo, é uma pessoa maravilhosa então, o Dimas, tem um papel muito importante na Educação Física do Maranhão porque ele pode até dizer – eu falo assim com um pouco de receio -, porque eu não conhecia aquele pessoal antigo, eu cheguei aqui em 75, eu não conheci esse pessoal, o Rubem Goulart, eu não conheci, e outros que eu conheci pela história deve ter tido aí, mas eu considero o Dimas como um marco e divisório na Educação Física do Maranhão, a Educação Física, passou a ser respeitada, passou a ser vista assim, pelo fato dele trabalhar, foi uma pessoa que nunca teve vergonha de fazer curso, pela idade dele não precisava mais fazer curso, então quando vinha os professores aqui dar curso, ele participava, ia lá, é uma pessoa simples, e eu lamento demais, que ele tenha saído do curso, ele jamais deveria ter saído do curso, ele devia estar até hoje lá, dando a aula de recreação dele, que ele tem muito para dar. Esse é o mal do Brasil, quando a pessoa atinge o ápice da carreira, quando você está com 50, 60 anos que para mim é o ápice da sua carreira. O Humberto Eco, no livro como elaborar uma tese, ele fala sobre isso como é, que deve ser um professor universitário, então ele deve então se formar e trabalhar, passar dez anos trabalhando, aí depois ele vai fazer o mestrado, ele elabora uma tese, ai ele faz concurso para universidade, ai ele trabalha na universidade, quando ele chegar nos cinqüenta anos ele vai fazer o Doutorado, isso que é o correto, assim que é feito na Itália, no Brasil o cara vai fazer mestrado com 22 anos, faz o doutorado com 25 anos, como é que pode produzir sem nunca ter tido uma experiência, o Dimas tem uma experiência, devia está assim como a pior das hipóteses como assessor, como conselheiro, devia está lá dentro do curso trabalhando, orientando aluno, aí o que se faz – se aposenta um profissional no pique da carreira, na parte mais brilhante da carreira, esse é que é o mal. acho que essa questão do Dimas é interessante é uma pessoa que deveria hoje, eu acho importante esse processo, esse trabalho, que infelizmente no Brasil não se dá valor a história, e o povo que não respeita o passado, não pode ter futuro, só se pode ter futuro, quando se respeita as tradições, as coisas passadas, o Dimas faz parte do passado, está no presente atuando, infelizmente não está atuando, e tem que ficar guardada essa imagem dele, tem que ficar registrada.
Valeu a pena - Valeu, eu já me perguntei isso várias vezes, tem hora, que eu acho que sim, tem hora que eu acho que não, na época, que eu fiz o mestrado, havia um curso, tem da banca, toda banca que tinha, as pessoas que participavam da defesa, que a gente assistia e no final da banca, um membro da banca perguntava isso, se você tivesse que fazer tudo outra vez, você faria outra vez? Então essa pergunta eu me faço, se eu tivesse que passar, por tudo que eu passei, eu faria outra vez? Não, eu não faria, porquê? Primeiro porque eu acho uma falta de criatividade muito grande, repetir a mesma coisa, eu faria outra coisa, agora se valeu à pena, valeu à pena porque eu tive uma experiência muito grande, que serviu até para eu me humanizar, me humanizou muito essas questões, você aprende muito aqui, trabalhar as questões sociais, a questão da cultura do Maranhão, mas não sei, se eu faria tudo outra vez não, eu acho que talvez não, eu acho que se tivesse que começar tudo outra vez, eu talvez, não viesse para cá, iria para outro lugar.
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