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ERROS GRAMATICAIS 4

qui, 17/05/12
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O fato aconteceu antes do acusado chegar ao local.
A frase possui um defeito, porém sua correção pode causar estranheza: O fato aconteceu antes de o acusado chegar ao local. Para compreender a construção, deve-se estar atento a uma primeira noção de sujeito: termo que é composto de um núcleo que não combina com preposição, ou seja, o núcleo do sujeito não se une a uma preposição. É por esse motivo que encontramos construções como: “apesar de ele estudar; antes de ele chegar; com o objetivo de eles falarem; em razão de o homem fazer quilo; em virtude de as pessoas terem vindo”.

Como se viu, o artigo que determina o núcleo do sujeito também não se contraiu com a preposição. Muitas vezes, no lugar do artigo, podem ser usados pronomes (este, esse, aquele etc.): “antes de este homem falar; apesar de aquela mulher ter plena razão; em razão de essa pessoa agir corretamente”.

Esse tipo de construção nasce de uma redução, de uma economia, ou seja, a transformação da oração desenvolvida em oração reduzida. Observe o processo: oração desenvolvida: Daí o motivo de que a lei seja descritiva. / oração reduzida: Daí de a lei ser descritiva.

Observação:
Não se deve, porém, criar uma situação homogênea, pois, se não existir a função de sujeito, faz-se, obrigatoriamente, a contração: “Todos sabem os seus direitos, apesar dos deveres, apesar deles”.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS
Usa-se C (e não S)
Nos sufixos -ância, -ência, formadores de substantivos: tolerância, resistência, decadência, decência, persistência, maledicência, benevolência, carência, constância, permanência, relutância, complacência, paciência, impaciência, consonância, ressonância, imponência, arrogância, elegância, existência, ocorrência, falência, subserviência, sobrevivência, inteligência, assistência, consequência.

Usa-se Ç (e não SS)
1.
No sufixo -ção, formador de substantivos derivados de verbos da primeira conjugação: salvar – salvação; preparar – preparação; classificar – classificação; orientar – orientação; numerar -numeração; catalogar – catalogação; infiltrar – infiltração; armar – armação.

2. Nos sufixos aumentativos: barca – barcaça; rico – ricaço; dente – dentuço; gol – golaço.

Usa-se SS (e não S)
Nas formas do imperfeito do subjuntivo de qualquer verbo: amasse, quisesse, resolvesse, fizesse, gostássemos, lessem, pusessem, fossem, estivesse, partissem, rissem.

DEVOÇÃO

dom, 13/05/12
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Penso em ti, minha mãe, com a ternura dos beijos
Os teus beijos de amor, de bondade e carinhos.
Penso em ti, minha mãe, sem pensar nos desejos
Das mulheres que amei às margens do caminho.

Penso em ti, minha mãe, com os mesmos ensejos
Com que sempre te amei, com a pureza dos ninhos.
Penso em ti, minha mãe, sem aflição e sem pejos,
Mas trazendo na fronte a coroa de espinhos.

Penso em ti, minha mãe, tua bênção pedindo
És a sombra do bem afastando os escolhos
Que, por vezes, mãe, vai meu corpo ferindo.

Mal tu sabes, porém, que na luta prossigo,
Relembrando esse amor que reluz nos teus olhos,
Que me avisa do mal, alertando o perigo!

(Paulo Augusto Nascimento Moraes, “Aquarelas de Luz”)

 

 

 

 

MÃE

dom, 13/05/12
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Doce eflúvio de amor que minha alma enobrece,
frouxa luz vesperal que em meus passos adeja!
Sinto bem quanto vale a expressão desta prece
com que pedes a Deus que meus passos proteja.

Traga eu nalma o rancor que a existência enlutece,
traga em mão o punhal que nas trevas lampeja,
sempre encontro em teu lábio o sorrir que floresce
e em teus olhos a luz que me anima a peleja.

Leve, sem compaixão, ao teu seio querido,
o desgosto fatal que tua alma depura,
donde sangra inexausto o pranto dolorido;

leve, embora, insconsciente, a ferir-te a desgraça
que provoco, sempre és, na maior amargura,
Mãe, a mesma mulher que me beija e me abraça!
(José Nascimento Moraes – este soneto é dedicado às mães; do livro inédito “Círculos”, a publicar – extraído do livro “Vencidos e Degenerados” do mesmo autor)

ERROS GRAMATICAIS 3

seg, 07/05/12
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Até o momento não se confirmou as alterações de horário.
Há na frase uma falha de concordância verbal. O correto é “não se confirmaram as alterações de horário”. Essa construção é chamada de voz passiva sintética, sempre traz um pronome apassivador (ou partícula apassivadora = se), bem como um sujeito (que, sempre é bom lembrar, não virá preposicionado). Em geral, aceita ser transposta para a voz passiva analítica (as alterações de horário não foram confirmadas). Observe alguns exemplos: Não se verificaram os defeitos (= Os defeitos não foram verificados) / Fizeram-se as mudanças necessárias (= As mudanças necessárias foram feitas).

Não confundir tal estrutura com outra muito parecida, construída com verbo transitivo indireto e, portanto, seguido de termo preposicionado: Não se acredita nos defeitos. / Discordou-se das mudanças necessárias. Nessa construção, o verbo fica no singular. Os termos defeitos, mudanças são objetos indiretos, como nos indica a preposição. A estrutura é classificada como sujeito indeterminado, pois em seu lugar aparece o pronome “se” (= índice de indeterminação do sujeito).

Procure memorizar a diferença que há entre essas estruturas muito parecidas, porém com grandes diferenças de concordância:
a) voz passiva sintética sem preposição: Confirmaram-se as ideias.

b) sujeito indeterminado com preposição: Acreditava-se nas ideias.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS
Usa-se X (e não CH)
1.
Geralmente depois de ditongo: caixa, caixote, encaixar, deixar, peixe, peixaria, feixe, ameixa, faixa, enfaixar, baixo, abaixar, rebaixar, trouxa. Exceções: caucho, recauchutar, recauchutagem.

2. Depois da sílaba inicial en-: enxada, enxoval, enxaqueca, enxame, enxadrista, enxadrezar, enxaguar, enxuto, enxergar, enxertar, enxofre, enxotar, enxugar, enxurrada.

Usa-se S (e não C)
No sufixo -ense, formador de palavras que indicam origem ou procedência: paranaense, cearense, amazonense, piauiense, jundiaiense, catarinense, parense, maranhense.

Usa-se G (e não J)
Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, – ígio, -ógio, -úgio: pedágio, estágio, colégio, vestígio, litígio, relógio, refúgio.

ERROS GRAMATICAIS 2

seg, 30/04/12
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1) Fazem 30 dias que aconteceu o acidente.
O verbo fazer, quando se refere ao tempo, é classificado como impessoal, isto é, formará uma oração sem sujeito. Dessa forma, por causa da ausência de sujeito, o verbo assume uma forma neutra, permanecendo no singular: Faz 30 dias…

2) Mesmo sem apoio da maioria, haverão reformas nas regras.
O verbo haver com o sentido de existir deve permanecer no singular, pois nessas circunstâncias é classificado como verbo impessoal, formando a oração sem sujeito. O correto é “Mesmo sem apoio da maioria, haverá reformas nas regras”.

3) A grafia das palavras estrangeiras podem revelar uma origem comum.
Falha muito comum, pois o núcleo (= grafia) está no singular. O que está entre o sujeito e o verbo acaba criando uma musicalidade que conduz ao erro. Na frase, o correto é o verbo no singular (= a grafia… pode revelar).

4) Há razões para crer que esteja ocorrendo grandes mudanças no mercado.
Outra falha comum, produzida pela inversão: primeiro se pôs o verbo (esteja ocorrendo) e depois o sujeito (grandes mudanças). A concordância plural é a correta: “… para crer que estejam ocorrendo grandes mudanças…”.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS
Usa-se S (e não Z) - parte 2
1.
Depois de um ditongo: coisa, pousar, pousada, repouso, lousa, faisão.

2. Nas formas conjugadas dos verbos “querer” e “pôr” (e os compostos deste último, como “repor”, transpor”, “compor”, “depor”, “dispor”, “opor” etc.): quis, quisesse, quiser, quisera, pus, pôs, pusemos, puseram, repusemos, transpuseram, compusemos, depôs, dispusemos, opuseram.

 

ERROS GRAMATICAIS

ter, 24/04/12
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1) Pediu um copo de água gelado.
Na frase, ocorreu uma falha de concordância, pois, normalmente, é a água que se quer gelada, e não o copo. Deve-se estar atento à intenção e à ordem das palavras, pois, por haver dois substantivos antes do adjetivo, às vezes acontece um desvio de concordância, criando ambiguidade ou frases sem sentido.

2) Atende-se das zero horas às sete da manhã.
O numeral zero exige a flexão singular: na zero hora, da zero hora às três, das duas à zero hora, zero grau.

3)
Já era meio-dia e meio (12h30min).
O correto é meio-dia e meia. Procure subentender a palavra hora e daí se justificar com naturalidade a concordância: 12h30min = meio-dia e meia hora = meio-dia e meia.

4) Sentia muito ciúmes. Era um ciúmes doentio.
A palavra possui variação normal: singular (o ciúme) e plural (os ciúmes). Respeite, portanto, a concordância: “Sentia muitos ciúmes. Era um ciúme doentio”.

5) O encontro íbero-americano revelou algumas tendências econômicas.
A pronúncia como paroxítona é a correta para ibero, com a vogal aberta (é). Dessa forma, grafe: encontro ibero-americano, convenção ibero-brasileira, restaurante ibero-italiano.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS
Usa-se S (e não Z)
1.
Nos sufixos -ês, -esa, -isa usados na formação de palavras que indicam nacionalidade, títulos de nobreza, atividade: francês – francesa; inglês – inglesa; japonês – japonesa; português – portuguesa; chinês – chinesa; marquês – marquesa; burguês – burguesa; camponês – camponesa; poeta – poetisa; sacerdote – sacerdotisa; duque – duquesa; príncipe – princesa; barão -baronesa.
2. Nos sufixos -oso, -osa usados na formação de adjetivos derivados de substantivos: gosto – gostoso; vapor – vaparoso; manha – manhoso; pavor – pavoroso; forma – formoso; jeito – jeitoso; carinho – carinhoso; sabor – saboroso; horror – horroroso; medo – medroso; coragem – corajoso; ardor – ardoroso; calor – calaroso; perigo – perigoso.

EFEITOS DE SENTIDO – AMBIGUIDADE LEXICAL

seg, 16/04/12
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Às vezes, a interpretação ambígua é desencadeada pelo uso de uma palavra que não permite identificação precisa de seu referente no texto. É o caso, por exemplo, do pronome relativo que. Muitas vezes, o resultado de um uso mal controlado desse pronome cria interpretações problemáticas. Observe:

“O padre Rolim, outro dos inconfidentes, era filho de José da Silva Oliveira, caixa da Real Administração dos Diamantes. Era o dono de Chica da Silva, irmã de criação do padre Rolim que foi amante do último contratador de diamantes, João Fernandes de Oliveira, que, por sua vez, era filho do primeiro contratador, seu homônimo”.

O texto fala sobre algumas pessoas que tomaram parte da Inconfidência Mineira. Quando o autor fala sobre o parentesco do padre Rolim com a famosa escrava Chica da Silva, o pronome relativo provoca uma interpretação estranha: “… Chica da Silva, irmã de criação do padre Rolim que foi amante do último contratador de diamantes, João Fernandes de Oliveira…”.

Com esse uso, o pronome pode se referir tanto ao padre quanto a Chica da Silva. E, a depender de seu referente, muda a identidade do(a) amante de João Fernandes de Oliveira.

Nesse caso, a história é conhecida e nos ajuda a decifrar o problema: Chica da Silva foi amante de João Oliveira e tornou-se uma mulher poderosíssima no arraial de Tijuco justamente por causa dessa relação. Quem não conhece a história, porém, pode dar outra interpretação muito diferente a essa passagem do texto. Se as personagens nomeadas não fossem conhecidas, não seria possível determinar a interpretação que corresponde à verdade histórica.

Para evitar esse problema, basta substituir o pronome relativo que por a qual.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS
Usa-se Z (e não S)
Nos sufixos -ez, -eza usados na formação de substantivos abstratos derivados de adjetivos:
belo – beleza; certo – certeza; delicado – delicadeza; macio – maciez; estúpido – estupidez; flácido – flacidez; nobre – nobreza; pobre – pobreza; rico -riqueza; magro – magreza; escasso – escassez; árido – aridez; puro – pureza; sensato – sensatez; surdo – surdez.

EFEITOS DE SENTIDO – AMBIGUIDADE ESTRUTURAL

seg, 09/04/12
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Em alguns casos, observamos que um texto pode ter mais de um sentido sem que isso tenha sido intencionalmente produzido. Nesses casos, dizemos que ocorreu uma ambiguidade.

Ambiguidade é a indeterminação de sentido que certas palavras ou expressões apresentam, dificultando a compreensão do enunciado.

A presença de passagens ambíguas provoca, frequentemente, dificuldade de compreensão de um texto e deve ser evitada. Muitas vezes a ambiguidade é criada pelo posicionamento de determinada palavra ou expressão em um enunciado.

Observe:
“Não faça tempestade em copo d’água para homens”. (Folha de S.Paulo, 30 nov. 2002.)

O título do livro anunciado parece sugerir que existe uma diferença entre copos d’água para homens e para mulheres. Essa interpretação pode ser feita porque a preposição para, que aparece logo após a expressão copo d’água, estabelece um vínculo entre ela e o substantivo seguinte (homens). A relação promovida pela preposição produz a interpretação equivocada de que o copo d’água referido no título seria destinado somente a homens, modificando o contexto de uso da expressão original: (não) fazer tempestade em copo d’água. Nessa expressão, o adjunto adverbial (em copo d’água) não aparece associado a nenhuma outra especificação.

A intenção do autor do livro é outra muito diferente: deixar claro que esse livro, pertencente a uma série de best-sellers intitulada sempre “Não faça tempestade em copo d’água”, foi escrito especificamente para leitores do sexo masculino. A diferença, no caso, é muito importante, porque muda completamente o sentido do que se pretende dizer.

A ambiguidade poderia ser evitada se fosse usado um recurso gráfico que separasse o título da coleção do nome específico do volume. Assim, ficaria evidente que para homens é uma especificação da obra e não um complemento de copo d’água.

COMO SE ESCREVE…
Ar condicionado, ar-condicionado
Sem hífen, é o próprio ar: O ar condicionado lhe faz mal. Com hífen, designa o aparelho: Comprou um ar-condicionado. Plural: ares-condicionados.

Volp – 5ª Edição (2009)
ar-condicionado s.m.; pl. ares-condicionados


EFEITOS DE SENTIDO – DUPLO SENTIDO

qui, 29/03/12
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Em diferentes situações de interlocução, observamos que as pessoas exploram a possibilidade de palavras ou expressões receberem mais de uma interpretação. Quando fazem isso, cria-se um efeito de duplo sentido.

Duplo sentido é a propriedade que têm certas palavras e expressões da língua de serem interpretadas de duas maneiras diferentes.

Recorremos ao duplo sentido para provocar o riso, despertar a curiosidade, criar implícitos. Como usuários da língua, devemos ser capazes de reconhecer quando uma palavra ou expressão pode adquirir mais de um sentido. Devemos, também, ser capazes de associar cada um desses sentidos possíveis a um contexto particular.

Textos publicitários recorrem ao uso conotativo da linguagem para criar efeitos de sentido específicos e alcançar seu principal objetivo: persuadir os leitores a fazer algo (comprar um produto, contribuir para uma campanha etc.).

Esses textos, frequentemente, exploram a tensão entre uma interpretação denotativa e uma interpretação conotativa de certos termos.

“Durante nove anos, mantivemos milhões de espectadores presos em suas casas. Em 28 agosto de agosto, eles serão libertados. Arquivo X 21h Final da série” (Canal Fox, ano II, n. 18, ago. 2002.)

O objetivo da propaganda é conquistar uma grande audiência para os episódios finais da série Arquivo X. O anúncio publicado em uma revista especializada na programação de canais de TV por assinatura explora o duplo sentido dos termos presos e libertados.

Os termos presos e libertados devem ser interpretados em sentido denotativo quanto conotativo. É esse jogo que cria o duplo sentido no texto do anúncio.

Aspectos gramaticais
INDICAR - Podemos dizer: 1 indicar alguém para: O diretor indicou a moça para esse cargo. / O diretor indicou-a para esse cargo. 2 indicar alguma coisa a alguém: Indiquei o caminho aos turistas. / Indiquei-lhes o caminho.

 

RELAÇÕES MORFOSSINTÁTICAS 2

sex, 23/03/12
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DOS PRONOMES DEMONSTRATIVOS / INDEFINIDOS, RELATIVOS E INTERROGATIVOS

1. Associadas a um substantivoNesse caso, o pronome se localiza dentro de um grupo sintático maior, funcionando como adjunto adnominal. Exemplo: Quantos alunos lerão algum livro durante estas férias? (Quantos = pronome interrogativo/adjunto adnominal; algum = pronome indefinido/adjunto adnominal; estas = pronome demonstrativo/adjunto adnominal).

2. Substituindo o substantivo – Nesse caso, o pronome equivale ao próprio substantivo e exerce, portanto, a mesma função sintática que o substantivo exerceria (sujeito, objeto, agente da passiva etc.). Exemplo: Desconfiava de todos; até dos amigos que sempre o apoiaram. (todos = pronome indefinido/núcleo do objeto; que = pronome relativo/núcleo do sujeito).

RELEMBRANDO!!!
Coesão textual
É a articulação que se estabelece entre os componentes de um conjunto de enunciados (frase, períodos, parágrafos), ligando-os de forma a criar a estrutura do texto.

Entre os recursos linguísticos fundamentais para o estabelecimento da coesão textual estão os pronomes.

Outros recursos de coesão são, por exemplo, os sinônimos, as repetições, certas palavras que indicam tempo (ex.: depois, logo que) e palavras que estabelecem ligações lógicas (ex.: mas, portanto, consequentemente).

 



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